quarta-feira, 2 de março de 2022

Costa vai visitar Guiné-Bissau e Cabo Verde entre sábado e segunda-feira

Por LUSA  02-03-2022 

O primeiro-ministro, António Costa, visita entre sábado e segunda-feira a Guiné-Bissau e Cabo Verde, dois países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) cujas visitas estiveram previstas em 2021, mas foram adiadas por causa da covid-19.

Segundo fonte oficial do Governo português, António Costa chegará à Guiné-Bissau no sábado e tem previstos encontros institucionais com o Presidente da República, Sissoco Embalo, com o seu homólogo guineense, Nuno Gomes Nabiam, e com o presidente da Assembleia Nacional Popular deste país.

No programa da visita do primeiro-ministro português à Guiné-Bissau, estão ainda previstos a "deposição de uma oferenda floral no talhão português, uma homenagem simbólica no Mausoléu Amílcar Cabral e dos Antigos Combatentes da Liberdade da Pátria, na Fortaleza de Amura, e um encontro com a comunidade portuguesa".

António Costa parte no domingo de Bissau para a Praia, em Cabo Verde - país em que fez a sua primeira visita oficial enquanto primeiro-ministro em janeiro de 2016.

Segundo o executivo de Lisboa, na segunda-feira, na Praia, terá lugar VI Cimeira Portugal-Cabo Verde.

Durante a cimeira entre os dois países, além de um encontro entre António Costa e o seu homólogo de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, haverá uma reunião plenária.

No final dessa reunião plenária, de acordo com o Governo português, serão assinados diversos instrumentos de cooperação no âmbito do Programa Estratégico de Cooperação com Cabo Verde.

Na agenda de António Costa, está ainda previsto um encontro com o Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e uma visita à Escola Portuguesa de Cabo Verde.

Ucrânia: Invasão russa condenada por 141 países na Assembleia Geral da ONU

Por LUSA  02-03-2022 

Nações Unidas, 02 mar 2022 (Lusa) - A assembleia geral da ONU aprovou hoje uma resolução que condena a invasão russa da Ucrânia, com o apoio de 141 dos 193 Estados-membros das Nações Unidas.

O texto “deplora” a agressão russa contra a Ucrânia e “exige” a Moscovo que ponha fim a esta intervenção militar e retire imediatamente e incondicionalmente as suas tropas do país vizinho.

A resolução teve apenas cinco votos contra (Rússia, Bielorrússia, Síria, Coreia do Norte e Eritreia) e 35 abstenções.


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O embaixador russo na ONU destacou que a Rússia não está “a atacar alvos civis” ucranianos, nem “pretende”, e apelou para não se acreditar nas “notícias falsas”.


Medida entra em vigor pelas 21h desta quarta-feira [2h de quinta-feira, em Lisboa]

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos da América (EUA) e a Administração Federal de Aviação anunciaram, esta quarta-feira, que a medida que impede que aeronaves e companhias aéreas russas utilizem o espaço aéreo do país entra em vigor às 21h de hoje [2h de quinta-feira, em Lisboa].


O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou hoje as "mentiras" e "ofensas" do regime russo acerca do nazismo na Ucrânia e anunciou um plano de resiliência económica e social para a França enfrentar as consequências da invasão russa.

O Presidente da República General Umaro Sissoco Embaló recebeu hoje, em audiência de cortesia o Coletivo de Mulheres do MADEM ( MUADEM) , PRS e APU-PDGB.

 Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló

O Presidente da República General Umaro Sissoco Embaló recebeu hoje, em audiência de cortesia a Diretora-Geral do Coris Bank Internacional, Sra. Myriam Koné


 Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló


Empossados 13 magistrados do Ministério Público


Bissau, 02 Mar 22 (ANG) –  O Procurador-geral da República(PGR) empossou esta quarta-feira 13 magistrados do Ministério Público, que passarão a ser os delegados nos tribunais regionais e sectoriais.

Na ocasião, Bacari Biai disse que o ato é importante , não só para os empossados, mas também para todo o sistema de justiça e para o país.

Biai disse que este empossamento acontece numa altura em que a sociedade está profundamente fraturada, momento que convida  à cada um, em especial aos magistrados, maior imparcialidade, independência, isenção e equidistância em relação a  posição dos segmentos em conflito.

  “Temos que continuar juntos no combate à estes fenómenos responsabilizando criminalmente infratores, que serão neutralizados e encaminhados à barra dos tribunais,”aconselhou.

Biai pediu aos recém-empossados para ficarem atentos contra os que procuram vias fáceis para se  enriquecer à custa do Povo e fazer do país placa giratória do tráfico de drogas, e centro, por excelência, de branqueamento de capitais.

O Proccurador-geral da República disse haver  atitudes “macabras” de pessoas que usam as novas tecnologias de informação e comunicação para desinformar e divulgar, de forma manipulada, a realidade dos fatos fazendo passar como vítimas de perseguição judicial.

Bacari Biai, que não identificou ninguém, disse que essas pessoas tentam, a todo custo, desacreditar os militantes de combate à corrupção e outros males que corroem a sociedade guineense, fazendo com que as populações vivem e experimentam pobreza extrema.

Em nome dos empossados, Henrique Augusto Pinhel disse que a missão dos magistrados é fazer justiça em nome do Povo, acrescentando que têm que ser o guardião da legalidade, garante da democracia,  e combater a corrupção e  fiscalizar as leis da República.

Afirmou que a corrupção, o tráfico de influência, o peculato e o crime tornaram-se um cancro na sociedade guineense.

Novos magistrados tomam posse dias depois de o magistrado Fernando Mendes ter denunciado que fora demitido das suas funções, na sequência da sua decisão de arquivar o processo e anular a medida de coação que impedia o líder do PAIGC de se ausentar do país.

ANG/JD/ÂC//SG

Prisioneiros russos na Ucrânia: "Matámos civis, vão atrás de Putin"

© Instagram

Notícias ao Minuto  02/03/22 

Muitos têm pouco mais de 20 anos e têm relatado o terror que vivem em vídeos gravados e partilhados pelo Serviço de Segurança ucraniano.

O Serviço de Segurança ucraniano (SSU) tem partilhado, nas últimas horas, vários vídeos de prisioneiros russos que são filmados a relatar o terror vivido. Muitos não têm muito mais do que 20 anos e pedem à família que se juntem contra Putin. 

Além de se autodenominarem "carne para canhão", juram que não queriam lutar e que estão "a matar civis que estão a defender o seu território". Ao telefone com a família, um dos soldados afirma: "Não deixem as crianças virem para aqui! Juntem-se e vão atrás de Putin!". Outro pede "mãe, tira-me daqui". 

Nas redes sociais, o Serviço de Segurança ucraniano pede que se partilhem estes vídeos para que os "conhecidos e parentes" dos 'invasores' russos saibam o que se está a passar. Afirmam ainda que "a Ucrânia não quer lutar, mas quem vier com a guerra será punido". 

Refira-se que a Ucrânia diz que já foram mortos 5.840 soldados russos nos primeiros dias do conflito. 

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kyiv. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e mais de 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar Moscovo.


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"Fomos enviados para a morte". Soldado russo chora ao telefone com a mãe

© Telegram/Serviços de Segurança da Ucrânia

Notícias ao Minuto 02/03/22 

Muitos dos soldados, alguns com pouco mais de 19 anos, relatam que são "carne para canhão" e que foram enganados. 

Novos vídeos partilhados pelo Serviço de Segurança da Ucrânia, de soldados russos capturados pelos ucranianos, revelam o arrependimento das tropas russas de terem ido para a guerra. 

Muitos dos soldados, alguns com pouco mais de 19 anos, relatam que são "carne para canhão" e que foram enganados. 

Num dos vídeos, um soldado russo relata as atrocidades do próprio exército. Segundo o vídeo, e a descrição numa publicação dos Serviços de Segurança, os oficiais russos "matam os soldados feridos, deixam os mortos no campo de batalha e não notificam os parentes"

"Fomos enviados para a morte. Eles não levam nem 200! Eles próprios matam os feridos! Passou-se uma semana e ninguém sequer foi ao funeral”.

Este "soldado" chora ao telefone com a mãe e pede-lhe que se candidate à União das Mães da Rússia.

O soldado teme também o destino da sua família e pede para não contar toda a verdade sobre a guerra na Ucrânia, para não cair sob a repressão dos serviços secretos russos.

Recorde-se a Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades. 

Quase 836.000 refugiados já deixaram a Ucrânia desde o início do conflito, de acordo com o último balanço da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais de 159 mil pessoas saíram só nas últimas 24 horas.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.


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Soldados russos choram e sabotam veículos para evitar combates

Tropas russas enfrentam escassez de recursos, incluindo alimentos e combustível, disse um funcionário do Pentágono. Gravações intercetadas revelam ainda a recusa dos soldados em obedecer às ordens do comando.

Os soldados russos estão a render-se e a sabotar os próprios veículos para evitar combates na Ucrânia, perante as ordens que têm de "atirar em todos", revelou um relatório avançado pelo New York Times que cita um funcionário do Pentágono. 

GUERRA NA UCRÂNIA - Edifício da polícia e universidade bombardeados em Kharkiv

© Twitter/Twitter/Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia

Notícias ao Minuto 02/03/22 

No Twitter, o Serviço de Emergência partilhou várias imagens da destruição causada pelos bombardeios. Não está ainda claro se este ataque provocou mortos ou feridos.

Um ataque de mísseis russos por volta das 8h10 (hora local) destruiu esta quarta-feira um edifício da polícia e uma universidade em Kharkiv, segundo relata o Serviço de Emergência ucraniano. 

No caso do edifício da universidade de Kharkiv, esta fundada em 1805, a segunda a ser criada no então Império Russo (quando Kharkiv se chamava Kharkov, o nome da cidade em russo).

No Twitter, o Serviço de Emergência partilhou várias imagens da destruição causada pelos bombardeios. Não está ainda claro se este ataque provocou mortos ou feridos. 

Nas imagens partilhadas pelo Serviço de Emergência é possível ver os bombeiros e equipas de resgate a tentar apagar o fogo do topo de um dos edifícios.

O ataque também terá atingido o edifício do Serviço de Segurança do Estado (SBU).

A segunda maior cidade ucraniana, no nordeste da Ucrânia, começou a ser atacada na segunda-feira, dia 28 de fevereiro, tendo os ataques escalado com o passar dos dias. Os ataques aéreos persistentes contra a cidade desencadearam uma destruição significativa em Kharkiv. 

Há vários edifícios fortemente danificados e reduzidos a destroços. 

O governador de Kharkiv, citado pela agência Reuters, deu conta de pelo menos 21 mortos e 112 feridos em bombardeamentos na cidade nas últimas 24 horas. 


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Acordo dos EUA e parceiros para colocar 60 milhões de barris no mercado não trava subida da cotação do crude. Mercados asiáticos voltam a cair

Com a Rússia a intensificar os ataques militares a cidades ucranianas, numa tentativa de acelerar uma invasão que tem demorado mais do que o Kremlin gostaria, o preço do petróleo continua a subir. Esta quarta-feira, a negociação do barril de Brent - que serve de referência para a venda internacional de crude - está a ser negociada nos mercados asiáticos acima dos 110 dólares por barril. 

Um veterano norte-americano das guerras do Afeganistão e do Iraque pretende entrar na Ucrânia para ensinar tudo o que aprendeu naqueles cenários sobre insurreições armadas, para que os militares ucranianos apliquem o mesmo tratamento aos invasores russos.

Russos estarão próximos da central nuclear de Zaporizhzhia.

Ogoverno ucraniano intensificou os alertas sobre a possibilidade de um desastre nuclear na Ucrânia, dada a ofensiva russa em torno de Enerhodar, onde se localiza a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa.

Presidente dos EUA aproveitou o discurso mais importante do ano para anunciar o encerramento do espaço aéreo a todos os aviões russos. Biden prometeu “ir atrás” das elites russas e defender o povo ucraniano, cuja resistência elogiou. Porém, advertiu que os EUA não estão na Europa para entrar na guerra da Ucrânia, mas para defender “cada centímetro de território da NATO”. Com a coligação das democracias, o “ditador russo” está “mais isolado do que nunca”

Informação foi confirmada pela agência ucraniana Unian.

O chefe do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia confirmou que foram "eliminados" os membros da tropa de elite chechena Kadyrovites, cuja missão era a de matar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.


Militares ucranianos dizem que os russos estão a preparar "operação psicológica e de informação" para gerar "pânico e caos".

Os militares russos estarão a preparar uma "operação psicológica e de informação em larga escala" para gerar "pânico e caos" e assim quebrar a resistência ucraniana que se tem revelado mais forte do que o esperado. 


ONG investigou fotos, vídeos e imagens de satélites de ataques da Rússia na Ucrânia.

AAmnistia Internacional (AI) confirmou, esta quarta-feira, a existência de pelo menos dez ataques "indiscriminados" da Rússia na Ucrânia que poderão ser considerados crimes de guerra.