© Lusa 28/05/2026 Segundo responsáveis norte-americanos, que pediram para não ser identificados, em comentários à AP, o Comando Central dos EUA abateu quatro drones iranianos de ataque que representavam uma ameaça na zona do Estreito de Ormuz.
O exército norte-americano atingiu ainda uma estação de controlo terrestre em Bandar Abbas que se preparava para lançar um quinto drone. A cidade ocupa uma posição estratégica no Estreito de Ormuz, e é a localização da principal base da Marinha iraniana.
Os detalhes surgiram após Trump, numa reunião de gabinete, ter manifestado confiança de que a sua Administração está a avançar na resolução da guerra, embora as negociações permaneçam incertas.
Trump está a procurar um acordo que reabra o Estreito de Ormuz e lhe permita apresentar como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito politicamente impopular entre os republicanos.
A disputa coincide com a aproximação das eleições intercalares dos Estados Unidos e que vão definir o controlo do Congresso, num contexto de preocupação republicana com a subida dos custos e dos preços dos combustíveis.
O líder republicano rejeitou, porém, que o calendário eleitoral esteja a condicionar a estratégia.
"Pensaram que iam esperar a pensar que 'ele tem as intercalares', mas eu não me importo com as intercalares", disse.
"Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos estar, ou então teremos de finalizar o nosso objetivo", acrescentou.
Os novos ataques seguiram-se a operações "defensivas" contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irão, na segunda-feira. Washington sublinhou que tem agido com contenção, dado o frágil cessar-fogo que se mantém há semanas.
Entre os pontos em aberto está a entrega do 'stock' de urânio altamente enriquecido por parte de Teerão, em troca de alívio das sanções. Trump já disse que "não ficaria confortável" se a Rússia ou a China recebessem esse material.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atómica, o Irão possui 440,9 quilos de urânio enriquecido até 60%, a um passo dos níveis de 90% necessários para uso militar.
Outra questão é se o cessar-fogo abrangerá também as operações israelitas contra o Hezbollah no Líbano.
O memorando em preparação prevê tréguas entre os EUA e o Irão e os seus aliados, mas ressalva o direito de Israel agir em legítima defesa.
Trump defendeu ainda que países como Kuwait, Arábia Saudita, Qatar e Paquistão adiram aos Acordos de Abraão, assinados no seu primeiro mandato para normalizar relações com Israel.
A proposta foi recebida com um "silêncio atónito", segundo diplomatas do Golfo, embora outras fontes tenham garantido à AP que houve respostas positivas.
A Guarda da Revolução Islâmica iraniana anunciou hoje que lançou um ataque contra uma base aérea dos EUA em resposta a uma ofensiva norte-americana anterior contra o sul do país, enquanto decorrem negociações entre ambos os países.