sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Guiné-Bissau: Após a entrega oficial das atas e dos boletins de voto à Comissão Nacional de Eleições (CNE), no âmbito dos preparativos para o Referendo Nacional, o Presidente do Instituto Nacional de Artesanato e Cartografia (INACEP), Lesmes Mutna Monteiro, prestou declarações à imprensa.
ONU realiza segunda votação para escolher sucessor de António Guterres... O Conselho de Segurança das Nações Unidas realiza hoje a segunda ronda de votações informais para recomendar à Assembleia-geral um candidato a secretário-geral da organização.
© Ludovic MARIN / AFP via Getty Images Por LUSA 21/08/2026
Os 15 membros que compõem o Conselho de Segurança estão reunidos à porta fechada para realizar uma nova consulta, que serve como "termómetro" da corrida de sucessão ao cargo atualmente ocupado pelo antigo primeiro-ministro português António Guterres.
Os resultados não são divulgados oficialmente, mas têm acabado por ser divulgados por fontes diplomáticas à imprensa.
A presidência do Conselho de Segurança, detida este mês pela Dinamarca, comunica os resultados aos demais membros do órgão e aos países que indicaram os candidatos.
O resultado final é conhecido, mas não a posição de cada um dos países, o que torna impossível saber de antemão se algum dos cinco membros permanentes com poder de veto (França, China, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido) vai bloquear a candidatura de algum dos candidatos.
A primeira volta desta votação não vinculativa decorreu há três semanas. Naquela ocasião, os candidatos com maior apoio foram a costa-riquenha Rebeca Grynspan, a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett e o argentino Rafael Grossi, de acordo com fontes diplomáticas.
Grynspan, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu dez votos a favor, um contra e quatro "sem opinião".
Rodrigues-Birkett, atual embaixadora da Guiana na ONU, recebeu nove votos favoráveis, dois contrários e quatro "sem opinião", enquanto Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), foi apoiado por sete membros, dois votaram contra e seis "sem opinião", disse a agência de notícias espanhola EFE.
Nesse tipo de votação, os membros do Conselho recebem um boletim em branco no qual podem optar por votar a favor, contra ou "sem opinião".
Após a conclusão deste formato de votação, o Conselho de Segurança vai realizar outro, na qual os cinco membros com poder de veto votarão numa cédula vermelha e os outros dez numa cédula branca.
Um voto num boletim vermelho elimina um dos candidatos da disputa.
Horas antes da primeira votação, a candidatura do diplomata ugandês Olara Otunnu foi tornada pública, e esta semana foi anunciada a candidatura da diplomata equatoriana Ivonne Baki.
A candidatura de Baki, ex-ministra do Comércio Exterior e ex-embaixadora do Equador nos Estados Unidos e na França, foi promovida por Tonga.
A equatoriana, que também possui nacionalidade libanesa, mantém há anos uma relação próxima com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que compareceu ao concurso Miss Universo no Equador em 2004, quando Baki era ministra.
Recentemente, a diplomata publicou um vídeo no qual aparecia a usar um boné com a inscrição "Make the UN Great Again" [Tornar a ONU Grande Novamente], fazendo alusão ao lema e ao estilo de Trump.
Desta vez, todos os candidatos enfrentarão a votação após se terem apresentado aos Estados-membros e à sociedade civil num diálogo interativo. Otunnu fez isso na quarta-feira e Baki na quinta-feira.
Na votação anterior, o ugandês recebeu dois votos a favor, cinco contra e oito "sem opinião", apesar de não ter explicado o plano de trabalho caso consiga liderar a organização.
A candidatura de Baki estaria em consonância com os apelos para que o próximo secretário-geral seja uma mulher, uma vez que a organização nunca teve uma liderança feminina em 80 anos de história.
Há igualmente apelos para que o próximo líder da ONU seja da América Latina, em conformidade com a regra não escrita de rotação regional.
Outras duas candidatas que cumprem ambos os requisitos, assim como Grynspan, Rodrigues-Birkett e Baki, são a chilena Michelle Bachelet e a equatoriana María Fernanda Espinosa.
Bachelet recebeu seis votos a favor, cinco contra e quatro "sem opinião", enquanto Espinosa obteve cinco votos favoráveis, dois contrários e oito "sem opinião".
Entre os candidatos também está o ex-presidente senegalês Macky Sall, que recebeu um dos menores apoios na votação anterior, após a oposição de sete membros.
Netanyahu classifica presidente turco como "ditador antissemita"... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou hoje o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como um "ditador antissemita", afirmando que Israel agirá contra "as tentativas da Turquia de desestabilizar a região".
© Lusa 21/08/2026
"Erdogan é um ditador antissemita que massacrou os curdos, alberga terroristas do Hamas, ocupa metade de Chipre e encarcera um número recorde de jornalistas e políticos que se lhe opõem", afirmou Netanyahu, num comunicado divulgado pelo seu gabinete.
"Agora, quer estender à Síria a sua agressão a Israel. Israel não tolerará isso", prossegue o chefe do Governo israelita na nota de imprensa, advertindo de que o seu país "continuará a agir firmemente contra as tentativas da Turquia para desestabilizar a região".
Netanyahu refere-se a uma alegada tentativa turca de deslocar tropas para um aeroporto militar em Idlib, no noroeste da Síria, o que levou Israel a bombardear o aeroporto na madrugada de 19 de agosto.
Tanto a Turquia como a Síria negam que tal deslocação fosse realizar-se.
Esta reação de Benjamin Netanyahu foi motivada pelo pedido formal do Ministério da Justiça turco à Interpol para emitir um mandado de captura internacional contra ele e outros altos responsáveis do seu Governo, hoje anunciado pelo titular da pasta, Akin Gürlek.
Netanyahu reagiu afirmando tratar-se de "uma tentativa patética de intimidar os líderes e soldados de Israel".
A medida visa garantir a detenção a nível internacional dos responsáveis máximos da política israelita e dá seguimento aos mandados de detenção emitidos pela Turquia a 14 de julho, pelo 11.º Tribunal Penal Superior de Istambul, afirmou Gürlek num comunicado divulgado nas redes sociais.
O ministro turco recordou que esse tribunal está a julgar à revelia Netanyahu e outros 34 acusados -- entre os quais, o militar Afek Moskovitch -- por presumíveis crimes de genocídio, crimes contra a humanidade e tortura, decorrentes da abordagem em águas internacionais da flotilha Global Sumud, que transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Leia Também: Turquia pede detenção de Benjamin Netanyahu através da Interpol
A Turquia solicitou a emissão de um alerta vermelho da Interpol contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alvo de um mandado de detenção no processo da flotilha para Gaza, anunciou hoje o Governo turco.
Trump quer aumentar lançamentos espaciais dos EUA para mais de mil por ano... O objetivo representa um aumento significativo da atividade espacial norte-americana, desenvolvendo novas infraestruturas de transporte espacial e novos locais adequados para lançamentos.
Por eco.sapo.pt 21/08/2026
O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende aumentar os lançamentos espaciais a partir dos Estados Unidos (EUA), elevando-os para mais de mil por ano até 2030, segundo um memorando divulgado pela Casa Branca, citado esta sexta-feira pelas agências internacionais.
“Até 2030, as nossas zonas de transporte espacial deverão crescer para permitir mais de 1.000 lançamentos e reentradas por ano“, estabeleceu Trump no Memorando Presidencial sobre Segurança Nacional, assinado e divulgado pela presidência norte-americana na quinta-feira.
O objetivo representa um aumento significativo da atividade espacial norte-americana, depois de os Estados Unidos terem realizado menos de 200 lançamentos orbitais em 2025, a grande maioria através da SpaceX, empresa do multimilionário Elon Musk.
Trump pretende promover o desenvolvimento de novas infraestruturas de transporte espacial em colaboração com empresas privadas e encarregou os secretários dos Transportes e da Defesa e o administrador da agência espacial norte-americana NASA a identificarem, nos próximos seis meses, novos locais adequados para lançamentos.
O documento atualiza a estratégia espacial dos EUA e incorpora várias medidas e orientações adotadas desde o regresso de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Entre as prioridades está a redução das barreiras ambientais aplicáveis à indústria espacial, numa estratégia de desregulamentação destinada a facilitar a expansão do setor privado.
Segundo o memorando, a NASA recebe também a missão de “facilitar o transporte comercial de e para a Lua”, promover o acesso robótico comercial a Marte e explorar soluções comerciais para transportar seres humanos até ao planeta e permitir o seu regresso à Terra.
“As políticas delineadas neste memorando vão garantir a contínua superioridade dos Estados Unidos no espaço”, afirmou Trump.
A atualização da estratégia ocorre num contexto de crescente competição espacial com a China, que desenvolveu significativamente os seus programas nas últimas três décadas e pretende enviar astronautas à Lua nos próximos quatro anos.
Trump afirmou na primavera acreditar que astronautas norte-americanos voltarão à superfície lunar antes do final do seu mandato, em 2028.
Vários feridos em ataque com espada em escola na Suécia. Suspeito detido... Um homem, armado com uma espada, fez vários feridos numa escola em Fagersta, na Suécia. Foi baleado na perna pela polícia e detido.
© aftonbladet Por Notícias ao Minuto com Lusa 21/08/2026
Várias pessoas ficaram feridas, esta sexta-feira, num ataque com uma espada numa escola secundária em Fagersta, na Suécia. O suspeito foi baleado numa perna pela polícia e detido, avança o Aftonbladet. As motivações são desconhecidas.
No local encontra-se um vasto dispositivo policial, revelou o porta-voz da polícia, Pelle Vamstad, à publicação sueca. "Estamos a avaliar a situação neste momento, mas não temos indícios de qualquer perigo para o público", afirmou ainda.
Já em comunicado, a polícia assinalou que recebeu um alerta "referente a uma ocorrência classificada como violência letal em curso numa escola em Fagersta". A autoridade deslocou-se ao local "e uma pessoa foi detida".
A força de segurança "continua a trabalhar no local com diversos recursos" e solicita "à população que respeite os isolamentos da área e siga as instruções policiais", é vincado.
Tudo terá acontecido cerca das 14 horas locais, mais uma hora do que em Portugal continental. Várias escolas nas proximidades foram colocadas em confinamento, apontou a Câmara Municipal de Fagersta.
Ambulâncias, carros da polícia e um helicóptero da polícia foram enviados para o local, em frente à escola de Fagersta, com cerca de 12.000 habitantes, de acordo com imagens divulgadas pelos meios de comunicação locais.
O ministro da Justiça, Gunnar Strommer, já reagiu ao ataque. À Reuters, assegurou que o governo está em contacto com a polícia: "Fomos informados sobre um incidente grave em Fagersta. A polícia está no local e a trabalhar intensamente no caso".
Apesar de relativamente raros, vários ataques a escolas ocorreram na Suécia, nos últimos anos.
Em fevereiro de 2025, a Suécia sofreu o pior massacre da sua história: 10 pessoas, incluindo várias de origem estrangeira, morreram num centro de ensino para adultos em Orebro (centro do país).
Em outubro de 2015, numa escola de Trollhattan (sudoeste), um homem encapuzado e armado com um sabre matou um professor e um aluno e feriu gravemente uma criança e um professor, antes de ser abatido pela polícia.
CORREÇÃO DO EXAME NACIONAL EXPERIMENTAL ARRANCA EM BISSAU SEM GARANTIA DE 22 MILHÕES DE FCFA
Por Rádio Sol Mansi 21/08/2026
Iniciou esta sexta-feira, em Bissau, a correção do Exame Nacional Experimental, que deverá prolongar-se até à próxima quinta-feira. Entretanto, o Governo ainda não disponibilizou os cerca de 22 milhões de francos CFA necessários para garantir a continuidade dos trabalhos.
Os exames Nacionais foram realizados entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, e a correção reúne, a partir desta sexta-feira, diferentes coordenadores das disciplinas, mobilizados pelo Gabinete Nacional de Exames para proceder à avaliação dos exames.
No arranque dos trabalhos, o Coordenador Nacional da Língua Portuguesa, José António da Silva, revelou que o Exame Nacional Experimental estava inicialmente previsto para abranger as 11 regiões educativas do país. No entanto, algumas regiões acabaram por ficar de fora devido à falta de financiamento.
José António da Silva afirma que o Governo não disponibilizou qualquer incentivo financeiro para a realização do exame, tendo os recursos utilizados até ao momento sido financiados pela UEMOA.
Entre as regiões educativas que ficaram de fora do exame estão Biombo e Quinara, enquanto a região educativa de Bolama foi apenas parcialmente abrangida.
O Coordenador Nacional da Língua Portuguesa considera que é difícil falar seriamente da melhoria da educação no país sem garantir recursos financeiros suficientes para o setor.
José António da Silva lamenta igualmente a persistente falta de professores, tanto nas regiões como na capital, Bissau, e apela ao Governo para que tome medidas urgentes para resolver a situação.
Apesar das dificuldades, o responsável garante que os coordenadores vão continuar a trabalhar na harmonização dos conteúdos escolares ao longo deste ano.
Segundo José António da Silva, este trabalho deverá culminar posteriormente na produção de um manual nacional, com o objetivo de uniformizar os conteúdos lecionados no sistema educativo guineense.
A realização do Exame Nacional Experimental pretende avaliar o nível de aprendizagem dos alunos e identificar os principais desafios do sistema educativo, numa altura em que persistem preocupações relacionadas com o financiamento e a falta de professores no país.
Guiné-Bissau: Avô esfaqueia neto de 21 anos em Canchungo e acaba detido... Um jovem de 21 anos foi esfaqueado pelo próprio avô, em Canchungo, na região de Cacheu, num incidente ocorrido anteontem
Por Rádio Pindjiguiti 95.0 21/08/2026
Segundo informações apuradas pela Rádio Pindjiguiti, o homem terá recorrido à violência depois de acusar alegadamente o neto de envolvimento em atos de delinquência, incluindo o furto de bens pertencentes a outras pessoas.
O jovem foi levado para o Hospital Regional de Canchungo, onde recebeu assistência médica. Uma fonte da unidade hospitalar disse à Rádio Pindjiguiti que o paciente chegou em estado considerado crítico.
“Recebemos o rapaz num estado crítico. Tivemos de levá-lo imediatamente ao bloco operatório, porque a faca perfurou a caixa torácica e atingiu o estômago”, afirmou a fonte.
Segundo a mesma fonte, a intervenção médica permitiu estabilizar o jovem, que se encontra atualmente fora de perigo, embora continue sob cuidados médicos.
Após o esfaqueamento, o avô foi detido pelas autoridades e permanece sob custódia. O caso deverá agora seguir os trâmites legais para esclarecer as circunstâncias do incidente e determinar as responsabilidades.
Presidente iraniano diz que chegou a altura de terminar guerra com EUA
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, defendeu hoje que chegou o momento de terminar a guerra com os Estados Unidos, considerando que Teerão se encontra numa "posição de força" perante Washington.
"É melhor acabar com a guerra agora, enquanto estamos numa posição de força e dignidade, enquanto o mundo inteiro reconhece a nossa vitória", afirmou Pezeshkian durante um encontro com médicos.
O Presidente iraniano acusou ainda os Estados Unidos de terem atacado "escolas, hospitais e infraestruturas", "violando todas as regras", e afirmou que Washington é "odiado em todo o mundo".
Estas declarações surgiram depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ter acusado os Estados Unidos de "terrorismo económico" e de "crimes contra a humanidade", na sequência do anúncio de Washington de um agravamento das sanções económicas contra Teerão.
"Os perpetradores e instigadores destas sanções merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos", afirmou o Ministério num comunicado.
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, prometeu na quinta-feira que Washington "ia derrubar" o regime iraniano através da campanha de sanções anunciada, quase seis meses depois do início da guerra.
A China criticou igualmente as novas medidas norte-americanas, argumentando que as "sanções e a pressão" não permitirão resolver o conflito no Médio Oriente.
Washington tinha apelado a outros governos, incluindo o de Pequim, para se juntarem aos esforços destinados a isolar a economia iraniana.
Leia Também: China: Sanções dos EUA ao Irão são "ilegais" e não vão resolver problema
A China opôs-se hoje à "guerra económica" declarada pela administração norte-americana ao Irão, apontando que as "sanções unilaterais ilegais" e as "pressões" de Washington não são a solução para o problema.
Presidente do Tribunal Penal Internacional receia fim do Estado de Direito no mundo... Foi alvo de sanções norte-americanas por Donald Trump
A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, alertou hoje para o “desaparecimento do Estado de direito internacional”, depois de ter sido alvo de sanções norte-americanas.
“Tinha antecipado, até certo ponto, as sanções aplicadas contra mim desta vez, pelo que não estou surpreendida”, declarou Akane num comunicado publicado pela sua editora Bungei Shunju.
“O importante é que isto não marque o início do desaparecimento da ordem jurídica internacional”, advertiu, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
As sanções da Administração do Presidente Donald Trump visam também o procurador-adjunto do TPI, o magistrado senegalês Abdoulaye Seye.
As medidas proíbem os juízes de entrar nos Estados Unidos e bloqueiam qualquer transação imobiliária ou financeira que façam com instituições da primeira economia mundial.
Logo na quarta-feira, quando foram anunciadas as sanções, a ONU, a União Europeia e o Japão manifestaram o apoio à presidente do TPI, bem como vários países europeus, como Alemanha, França, Espanha, Noruega ou Bélgica.
“As novas sanções inaceitáveis impostas pelos Estados Unidos contra a presidente do Tribunal Penal Internacional e um membro da procuradoria devem ser levantadas”, defendeu o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmaram apoiar Akane, “que deve ser capaz de agir com total independência e sem pressões externas”.
O Japão, principal contribuinte para o financiamento do TPI e aliado próximo dos Estados Unidos, considerou as sanções “muito lamentáveis” num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“O Japão tem apoiado consistentemente o TPI (...) nos esforços para julgar e punir os crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional e para fazer respeitar o Estado de direito”, disse a diplomacia japonesa.
As sanções contra elementos do TPI constituem uma resposta às investigações levadas do tribunal sobre o Afeganistão e Israel, aliado dos Estados Unidos.
O tribunal internacional emitiu em 2024 mandados de detenção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, por causa da guerra em Gaza.
O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, justificou as sanções por os dois juízes terem participado nos esforços do TPI para “investigar, deter, colocar em detenção ou processar responsáveis” de países que não reconhecem o tribunal.
Os Estados Unidos não aderiram ao tratado internacional que instituiu o TPI, com sede em Haia, nos Países Baixos.
Após o anúncio das sanções norte-americanas, Netanyahu felicitou Rubio por ter liderado os “esforços resolutos da administração Trump contra os abusos ilegítimos do TPI”.
“E por ter deixado claro que os responsáveis corruptos que dirigem o TPI terão de assumir as consequências”, afirmou o primeiro-ministro de Israel, cujo Governo foi acusado de genocídio em Gaza.
A administração Trump lançou em julho uma grande ofensiva diplomática contra o TPI, que acusou de ameaçar os norte-americanos, e apelou aos parceiros dos Estados Unidos para que se retirem do tribunal.
Fundado em 1998 e em funcionamento desde 2002, o TPI é uma jurisdição penal internacional permanente encarregada de julgar os acusados de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de agressão e crimes de guerra.
O tribunal atravessa uma grave crise, atacado pelos Estados Unidos, que são signatários do Estatuto de Roma que fundou o TPI, mas nunca o ratificaram.
Israel ou a Rússia não são membros da organização.
SEGURANÇA RODOVIÁRIA: Bebeu à noite? Dormir pode não chegar para conduzir de manhã... Se beber, não conduza. A mensagem para evitar o excesso de álcool na condução é clara, mas quanto tempo é que o organismo leva a ficar livre das substâncias? Uma noite de sono pode não chegar.
© Shutterstock Por noticiasaominuto.com 21/08/2026
Conduzir depois de consumir bebidas alcoólicas não é recomendável, constituindo, no limite, um crime - dependendo da taxa de álcool que um condutor acusar.
Mesmo se se sentir nas plenas posses das suas capacidades, este tipo de substâncias tem um impacto nas suas faculdades que pode ser quase imperceptível, mas ser significativo do ponto de vista da segurança nas estradas.
Então, quanto tempo depois de consumir álcool é possível conduzir? Não há uma resposta certa e precisa para todas as situações, dependendo sempre da quantidade e do organismo. Mas um período prolongado, mesmo que inclua várias horas de sono, pode não chegar.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) deixa-o claro: "Uma pessoa com uma taxa de álcool no sangue de 2,0 gramas/litro à meia-noite pode ainda apresentar álcool no sangue muitas horas depois. Dependendo da velocidade a que o organismo elimina o álcool, poderá continuar acima do limite legal de condução durante boa parte do dia seguinte".
A recomendação da autoridade é a de garantir que tem as condições adequadas para conduzir antes de o fazer, alertando ainda: "Uma noite de sono não elimina o álcool do organismo. Mesmo depois de dormir, o álcool pode continuar presente no sangue e comprometer a capacidade de condução".
Limite de álcool na condução e sanções
No geral, a lei determina que a taxa de álcool no sangue permitida é de 0,49 gramas por litro de sangue para a generalidade dos condutores - embora o recomendável seja mesmo o nível 0.
Há exceções: condutores há menos de três anos têm de respeitar um limite de 0,19 g/l, assim como profissionais (motoristas de transporte de crianças e/ou passageiros, assim como de pesados e também de mercadorias perigosas). O Código da Estrada estabelece como infrações:
- 0,5 a 0,8 g/l: Contraordenação grave (250 a 1.250 euros de multa)
- 0,2 a 0,4 g/l para as exceções referidas
- 0,8 a 1,2 g/l: Contraordenação muito grave (500 a 2.500 euros de multa)
- 0,5 a 0,8 g/l para as exceções referidas
- Superior a 1,2 g/l: Crime punível com pena de prisão até 1 ano ou de multa até 120 dias
- Superior a 0,8 g/l para as exceções referidas
No caso das contraordenações, de recordar que as graves implicam a perda de três pontos na carta e a sanção acessória de inibição de conduzir entre um mês e um ano. Já as muito graves implicam a subtração de cinco pontos e a inibição de conduzir entre dois meses e dois anos.
Leia Também: Cerca de 1 em 4 condutores mortos em 2025 tinha taxa de álcool crime
Cerca de um em cada quatro condutores mortos no ano passado em acidentes de viação e autopsiados tinham uma taxa de álcool no sangue considerada crime, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).
Exportação de canábis para fins medicinais já ultrapassou 66 toneladas... A exportação de canábis para fins medicinais ultrapassou no primeiro semestre deste ano 66 toneladas, mais de 80% do total de 2025, segundo o Infarmed, que fez no mesmo período 57 inspeções nas áreas de cultivo e fabrico.
Por LUSA 21/08/2026
Segundo os relatórios sobre a evolução da atividade relacionada com a canábis medicinal referentes a 2025 e ao primeiro semestre deste ano, a exportação continua a aumentar, depois da explosão de 2024, em que a quantidade exportada triplicou (passou de 11.973 para 31.188 quilos).
No ano passado foram exportadas mais de 79 toneladas e, no primeiro semestre deste ano, já foram ultrapassadas as 66 toneladas (66.305 quilos).
A União Europeia (UE) mantém-se como principal mercado da exportação de canábis para fins medicinais, com Alemanha, Espanha e Dinamarca como principais destinos.
Quanto à fiscalização, de que o Infarmed é responsável, entre janeiro e junho deste ano foram feitas 32 inspeções nas áreas de cultivo e fabrico, a maioria (27) ao cultivo.
No ano passado foram 57 as inspeções feitas pelo Infarmed a estas áreas, mais do que as 38 realizadas em 2024.
No final do primeiro semestre deste ano, segundo o Infarmed, estavam autorizadas para cultivo e fabrico 43 entidades.
A lei que regula a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais foi aprovada em 2018 e determina que qualquer médico autorizado a exercer a sua atividade profissional em Portugal pode prescrever aquelas substâncias, que podem ser comercializadas nas farmácias.
Contudo, a lei restringiu esta possibilidade às situações em que os tratamentos convencionais não produzam os efeitos esperados ou provoquem efeitos adversos relevantes.
No mercado nacional, registou-se um aumento do número de prescrições de preparações e substâncias à base da planta da canábis com autorização de colocação no mercado (ACM).
Segundo os dados do Infarmed, foram registadas no primeiro semestre deste ano 5.413 prescrições. Em todo o ano passado foram 7.023 e 4.143 em 2024.
Face ao crescimento deste mercado, o Infarmed reforçou no ano passado e este ano os procedimentos de controlo e adotou diversas medidas regulatórias, incluindo a suspensão, revogação e não renovação de autorizações, sempre que se verificou o incumprimento dos requisitos legais e regulamentares.
São várias as indicações terapêuticas aprovadas pelo Infarmed como passíveis de serem tratadas com preparações e substâncias à base da planta da canábis, entre elas as náuseas e vómitos associadas, por exemplo, à quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para a hepatite.
A síndrome de Gilles de la Tourette, estimulação do apetite em cuidados paliativos de doentes oncológicos ou com sida e a dor crónica associada a doenças oncológicas ou do sistema nervoso, a epilepsia e os transtornos convulsivos graves na infância são outras das indicações.
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As farmacêuticas Merck e Moderna anunciaram "resultados positivos" da última fase de ensaios clínicos para uma vacina experimental dirigida a doentes com melanoma, um tipo de cancro da pele, em estado avançado.
CANCRO: Tratar cancro sem quimioterapia? Já há um medicamento a ser vendido... O primeiro tratamento de viroterapia, que utiliza um vírus modificado em laboratório, contra o cancro do esófago começou hoje a ser comercializado no Japão e constitui uma opção à radioterapia ou quimioterapia, soluções mais agressivas.
© Shutterstock Por LUSA 21/08/2026
O primeiro tratamento de viroterapia, que utiliza um vírus modificado em laboratório, contra o cancro do esófago começou hoje a ser comercializado no Japão e constitui uma opção à radioterapia ou quimioterapia, soluções mais agressivas.
A empresa japonesa Oncolys BioPharma começou a comercializar o medicamento Telomelysin, que utiliza um vírus para atacar e infetar células cancerígenas.
"O produto está aprovado para utilização em doentes com cancro do esófago que não são candidatos a cirurgia curativa nem a quimioterapia ou radioterapia, oferecendo uma nova opção de tratamento a par das terapias convencionais", referiu a empresa, em comunicado.
As autoridades japonesas aprovaram o medicamento em junho e, segundo a empresa, o vírus foi desenvolvido pelo investigador Toshiyoshi Fujiwara, da Universidade de Okayama.
"O conceito que mais valorizo na descoberta de fármacos é a criação de 'tratamentos indispensáveis para a prática médica', e estou confiante de que o Telomelysin se tornará exatamente esse tipo de produto farmacêutico", afirmou Yasuo Urata, presidente da Oncolys BioPharma, no comunicado.
O medicamento está em produção desde 2004 e terá um preço de cerca de 50 mil euros por doente.
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Os fabricantes chineses de robôs humanoides estão a gerar uma parte significativa das suas receitas através da venda de máquinas a centros de formação financiados pelo Estado, reportou o jornal Financial Times (FT).
Amnistia defende que Hamas deve pôr fim às execuções extrajudiciais... A Amnistia Internacional defendeu hoje que as autoridades e as forças associadas ao Hamas na Faixa de Gaza ocupada devem pôr fim às execuções extrajudiciais de suspeitos de colaboração com Israel, realizadas sem qualquer processo judicial.
© Reuters Por LUSA 21/08/2026
Em comunicado, a Amnistia Internacional (AI) adianta ter investigado e documentado nove execuções extrajudiciais e homicídios ilegais cometidos por forças afiliadas ao Hamas.
"Embora os responsáveis do Hamas afirmem ter aberto investigações internas preliminares sobre os incidentes, tanto quanto é do conhecimento da Amnistia Internacional, nenhum dos responsáveis pelos homicídios foi chamado a responder até à data", é referido na nota.
De acordo com a AI, só no mês passado, os responsáveis da segurança da ala militar do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, anunciaram a execução sumária de um homem por colaboração com Israel e a intenção de executar outro "informador" nos dias seguintes, no âmbito do que designaram como uma campanha de segurança em grande escala.
"Para esta investigação, a Amnistia Internacional documentou nove execuções extrajudiciais e um homicídio ilegal, tendo todos estes incidentes, com exceção de um, ocorrido imediatamente após o chamado cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em outubro de 2025", adianta a AI.
Segundo a investigação da AI, em "outubro de 2025, o Hamas e as suas forças associadas realizaram execuções públicas e sumárias de oito membros da família Dughmush, do bairro de Al-Sabra, na cidade de Gaza, após os terem acusado de colaborar com Israel.
"A organização documentou também outra execução a 1 de julho de 2026" e ainda o "homicídio ilegal de um homem em outubro de 2025, durante uma aparente operação de detenção no campo de refugiados de Al-Bureij, perto da Rua Salaheddine, concretizada por homens armados e mascarados", indica a AI.
Na nota, a organização destaca um relatório da ONU de junho deste ano em que foram identificados 249 casos de execuções extrajudiciais e violência física grave em Gaza entre agosto de 2024 e o início de 2026, dos quais pelo menos 60 envolveram forças ligadas ao Hamas.
"As autoridades do Hamas devem pôr imediatamente termo a todas as mortes ilegais, atos de justiça por conta própria e detenções arbitrárias. A restauração da lei e da ordem nunca deve servir de pretexto para cometer graves violações dos direitos humanos, levar a cabo represálias ou punir coletivamente famílias inteiras", afirmou Erika Guevara-Rosas, diretora sénior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas da Amnistia Internacional.
De acordo com Erika Guevara-Rosas, "os responsáveis por ordenar e executar execuções extrajudiciais, bem como detenções arbitrárias, tortura e outros maus-tratos, devem ser responsabilizados".
"Apesar do anúncio da dissolução do comité governamental que administra Gaza, o Hamas continua a ser plenamente responsável por impedir violações graves por parte das suas agências e indivíduos sob o seu controlo, incluindo as Brigadas Al-Qassam e o "Sistema de Segurança da Resistência", disse.
No comunicado, a AI refere que partilhou um resumo das suas conclusões com a liderança do Hamas em novembro de 2025 e enviou um pedido de esclarecimento em julho deste ano.
"Na sua resposta de novembro de 2025, as autoridades do Hamas afirmaram ter aberto investigações sobre os incidentes, sem revelar mais detalhes", refere a AI, acrescentando não haver qualquer resposta ao pedido deste ano.
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“Não se esqueçam de mim.” Este é o apelo desesperado da fotojornalista iraniana Yalda Moaiery, que passou mais de duas décadas a documentar a vida sob o regime iraniano, incluindo, mais recentemente, a sangrenta repressão dos protestos em janeiro, a guerra com os Estados Unidos e uma nova campanha de repressão em curso...
GUERRA NA UCRÂNIA: Incidentes com Moldova e Finlândia e ataque em Kyiv. Rússia eleva tensão?... A Rússia atingiu durante a madrugada desta sexta-feira um posto fronteiriço ucraniano junto à Moldova, na região de Odessa. O ataque surge horas depois de a Finlândia ter denunciado uma possível violação do seu espaço aéreo.
© Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia/X Por Notícias ao Minuto com Lusa 21/08/2026
A Rússia atingiu um posto fronteiriço da Ucrânia com a Moldova, na região de Odessa, durante a madrugada desta sexta-feira. Horas antes, terá invadido o espaço aéreo da Finlândia e lançou um ataque de grande escala contra Kyiv, capital ucraniana.
O Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia revelou, num comunicado na plataforma Telegram, que "o posto fronteiriço de Tabaky foi destruído em consequência de um ataque do inimigo".
"Como resultado do ataque, as infraestruturas do posto de controlo internacional de Tabaky, na fronteira com a Moldávia, foram atingidas. Os edifícios e as estruturas do posto fronteiriço foram danificados", lê-se na nota.
A passagem de pessoas e veículos no local encontra-se suspenso do lado da Ucrânia e o "lado moldavo já foi informado sobre a situação".
Finlândia suspeita que Rússia invadiu o seu espaço aéreo
Já na noite de quinta-feira, o Ministério da Defesa da Finlândia revelou que suspeita que um avião russo tenha violado o espaço aéreo do país durante a tarde.
"Qualquer violação presumida do espaço aéreo é levada a sério. Está em curso uma investigação", disse o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, em comunicado.
O incidente terá tido lugar a oeste do Golfo da Finlândia e os guardas de fronteira estão a conduzir a investigação, segundo o ministério.
Episódios semelhantes já ocorreram neste país nórdico, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia.
Em maio e junho, dois aviões militares russos foram suspeitos de violar o espaço aéreo finlandês, perto de Porkkala e da costa de Porvoo, a leste da capital do país, Helsínquia.
O encarregado de negócios da Rússia foi convocado na sequência destes dois incidentes.
Após a invasão russa da Ucrânia, a Finlândia pôs fim a várias décadas de não-alinhamento militar, aderindo à NATO em abril de 2023.
Incidentes surgem em altura de escalada do conflito
Os dois incidentes surgem numa altura em que a Rússia lançou um mais um ataque em grande escala com mísseis e drones contra a Ucrânia.
Na quinta-feira, 17 pessoas morreram e 41 ficaram feridas após ataques lançados pelas Forças Armadas Russas contra a capital ucraniana, que nas últimas semanas tem sido alvo de uma das ondas de ataques mais intensas desde o início da invasão em fevereiro de 2022.
Na sequência dos ataques, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a onda de ataques russos foi preparada "há muito tempo" e envolveu uma combinação significativa de diferentes tipos de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, "com o objetivo de causar o maior dano possível nas infraestruturas civis".
"Há destruição em Kyiv e na região circundante, bem como nas regiões de Odessa e Chernihiv", lamentou Zelensky numa publicação nas redes sociais, na qual compartilhou imagens das consequências dos bombardeamentos.
"Infelizmente, enquanto Moscovo investe em mísseis balísticos e na escalada do conflito, esses ataques nem sempre recebem a resposta que merecem do mundo", acrescentou.
O líder ucraniano elevou nos últimos meses o tom das queixas sobre o que considera uma resposta insuficiente dos seus parceiros no fornecimento de armas e equipamentos necessários para repelir o aumento dos ataques russos ao seu país.
Leia Também: Guterres condena ataque russo contra Kyiv e pede desescalada urgente
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje o mais recente ataque em grande escala com mísseis e drones lançado pela Rússia contra a capital ucraniana e outros centros urbanos, e instou a uma "desescalada urgente".
Marinha dos EUA quer mudar o nome de um porta-aviões que ia ser batizado em homenagem a um herói negro... Decisão polémica pode ser consequência de uma nova política da administração Trump
Retrato de Doris Miller, mostrando a Cruz da Marinha recebida numa cerimónia em Pearl Harbor (Arquivos Nacionais e Administração de Registos dos EUA) Por CNN Portugal 21/08/2026
A Marinha dos EUA está a trabalhar para renomear um porta-aviões em construção que homenagearia um marinheiro negro aclamado pelos seus atos heróicos durante o ataque a Pearl Harbor, disseram à CNN três fontes familiarizadas com as discussões internas.
Durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, a Marinha anunciou que o porta-aviões da classe Ford se chamaria USS Doris Miller, em reconhecimento de um marinheiro alistado que ajudou a defender as forças americanas do ataque japonês.
Não é claro qual será o novo nome do porta-aviões, embora duas das fontes tenham afirmado que houve conversas internas sobre a sua renomeação em homenagem a Trump. Seria uma medida sem precedentes dar o nome de um presidente em exercício a um porta-aviões.
A Marinha está a considerar, em vez disso, renomear outro navio de guerra em homenagem a Miller, de acordo com uma das fontes, e está a recomendá-lo para a Medalha de Honra, a mais alta condecoração por bravura militar. A autorização final para a atribuição da medalha depende do Congresso e da aprovação de Trump.
Thomas Bledsoe, sobrinho-neto de Miller, refere que a família de Miller não foi informada da mudança nem do esforço renovado para conceder a Medalha de Honra ao seu tio-avô. A família tem vindo a trabalhar para que receba a Medalha de Honra “há anos”, diz Bledsoe, e considerou a recomendação da Marinha para a condecoração “muito positiva”.
A Marinha dirigiu as perguntas da CNN para o gabinete do secretário da Defesa. Um porta-voz do Departamento de Defesa afirmou que não havia nada a anunciar neste momento.
O esforço para renomear o USS Doris Miller está em curso desde o início deste ano, disseram as fontes. O secretário interino da Marinha, Hung Cao, e o seu gabinete estão também a analisar a atualização das orientações oficiais sobre como os navios devem ser nomeados e a especificar em homenagem a quem podem ser nomeados, incluindo os presidentes, disseram duas das fontes.
No meio das discussões sobre o nome do navio, a Marinha deixou efetivamente de se referir a ele internamente como USS Doris Miller e está a referir-se a ele apenas pelo seu número de casco, CVN-81, disse uma das fontes. Uma recente ordem executiva da Casa Branca sobre construção naval também se referiu ao navio apenas como CVN-81, incumbindo o secretário da Defesa e o secretário da Marinha de apresentarem um plano para substituir o sistema eletromagnético de lançamento de aeronaves do navio por sistemas hidráulicos e a vapor.
A Marinha tem pouco tempo para finalizar o nome do porta-aviões, uma vez que a cerimónia de lançamento da quilha está prevista para o final deste ano. A cerimónia é um evento público que marca uma etapa importante na construção do navio. A entrega do navio está prevista para 2034, como foi inicialmente noticiado pelo USNI News, devido a restrições do estaleiro.
O antigo secretário interino da Marinha, Thomas Modly, anunciou o nome do novo porta-aviões em homenagem a Miller em janeiro de 2020, durante uma cerimónia do Dia de Martin Luther King Jr. em Pearl Harbor.
“Dorie Miller era filho de um meeiro”, recordou Modly, nomeado por Trump e que ocupou cargos de liderança na Marinha de 2017 a 2020, na cerimónia, de acordo com um comunicado da Marinha. “E era um marinheiro americano – assim designado pelo uniforme que vestia – o mesmo uniforme que todos os marinheiros usavam e ainda usam, independentemente da raça, origem étnica ou convicção política.”
Doris “Dorie” Miller, de Waco, Texas, alistou-se na Marinha dos EUA em 1939, de acordo com o Museu Nacional da Guerra do Pacífico. No dia do ataque japonês, Miller — na altura, um ajudante de cozinha de terceira classe — estava a recolher roupa para lavar quando as bombas começaram a cair sobre a frota americana. Auxiliar de cozinha era um dos poucos cargos na Marinha disponíveis para homens negros, segundo o Departamento de Assuntos de Veteranos. Os danos causados pelo ataque japonês impediram-no de regressar ao seu posto de combate.
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| O USS Arizona é visto durante o ataque japonês a Pearl Harbor (Arquivos Nacionais e Administração de Registos dos EUA) |
Miller prestou auxílio ao seu comandante ferido e, apesar de não ter recebido formação no sistema, assumiu o controlo de uma metralhadora antiaérea e abriu fogo sobre as aeronaves japonesas.
“Embora sem formação”, pode ler-se no site do Departamento de Assuntos de Veteranos, “disparou eficazmente e parou de disparar quando ficou sem munições e o navio começou a afundar. Mesmo assim, persistiu em ajudar os seus camaradas marinheiros a chegar em segurança até finalmente conseguir chegar à costa”.
Miller foi interpretado por Cuba Gooding Jr. no filme “Pearl Harbor”, de 2001.
Em 1942, o almirante Chester Nimitz condecorou Miller com a Cruz da Marinha, tendo sido então enviado numa digressão de venda de títulos de guerra com vários militares brancos, “tornando-se o primeiro afro-americano autorizado a participar na digressão de palestras”, segundo o Departamento de Assuntos de Veteranos. Cerca de um ano depois, Miller foi morto durante a Batalha de Makin, quando o seu navio foi atingido por um torpedo de um submarino japonês.
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| O almirante Chester W. Nimitz atribui a Cruz da Marinha a Doris Miller, numa cerimónia a bordo de um navio de guerra em Pearl Harbor (Arquivo Bettmann / Imagens Getty) |
A Marinha dos EUA convocou uma comissão de renomeação em 2025, sob a liderança do então secretário da Marinha, John Phelan, para rever a forma como os navios e outros ativos militares eram nomeados. Phelan acredita que os porta-aviões, especificamente, devem ser nomeados apenas em homenagem a presidentes, almirantes da Marinha e batalhas navais importantes, segundo uma pessoa familiarizada com o seu pensamento. Enquanto secretário, Phelan solicitou que o Comando de História e Património Naval realizasse um estudo sobre o assunto, mas foi exonerado do cargo antes da conclusão da revisão, disse a fonte, acrescentando que Phelan não se pronunciou oficialmente sobre o caso específico do Doris Miller.
A comissão da Marinha surgiu no meio de esforços mais amplos no Pentágono, sob a gestão do secretário da Defesa, Pete Hegseth, para remover nomes escolhidos por razões que o governo considera de diversidade, equidade e inclusão.
O secretário da Defesa Pete Hegseth, por exemplo, procurou imediatamente reverter os nomes de bases do Exército dos EUA que homenageavam os oficiais do Exército Confederado, encontrando outros militares com apelidos semelhantes aos destes oficiais confederados. Em 2025, tomou uma medida rara e ordenou ao secretário da Marinha que renomeasse o USNS Harvey Milk, em homenagem ao veterano da Marinha e ativista dos direitos LGBT.
É extremamente incomum que um navio seja renomeado após o seu comissionamento. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou na altura da renomeação do Harvey Milk que Hegseth estava comprometido com nomes que “refletissem as prioridades do comandante em chefe, a história da nossa nação e o espírito guerreiro”.
A escolha do USS Doris Miller marcou a primeira vez que um porta-aviões homenagearia um marinheiro alistado e o primeiro porta-aviões a receber o nome de um afro-americano. Questionado sobre a sua decisão de dar o nome de Miller ao porta-aviões, Modly diz à CNN que a recomendação veio de um grupo de almirantes negros reformados e que acredita que “um dos nossos navios de guerra mais poderosos deveria ter o nome de um marinheiro como Miller para chamar mais a atenção para o que torna a nossa Marinha tão única — e grandiosa”.
“Em última análise, estes nomes têm o propósito de serem simbólicos e unificadores para a Marinha e para a nação que serve”, acrescenta Modly à CNN. “Quando prestam homenagem a pessoas como Doris Miller, sensibilizam para o heroísmo, o patriotismo e os sacrifícios de todos os marinheiros americanos — não apenas dos seus comandantes.”
Muitos dos porta-aviões em serviço ativo nos EUA recebem nomes de antigos presidentes americanos, incluindo o USS Abraham Lincoln, o USS George H.W. Bush, o USS Ronald Reagan e o USS George Washington, embora nenhum destes navios tenha zarpado durante o mandato dos seus homenageados. Mas nem todos os porta-aviões são batizados em homenagem a presidentes. O USS Nimitz, por exemplo, recebeu o nome do almirante que comandou a Frota do Pacífico dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O USS Carl Vinson recebeu o nome de um congressista da Geórgia que presidiu à Comissão de Assuntos Navais e Serviços Armados da Câmara dos Representantes.
Este protesto de trabalhadores na Coreia do Sul é diferente daquilo a que estamos habituados... Na Coreia do Sul, a Hyundai enfrenta a primeira greve total dos trabalhadores em dez anos. Cerca de 40 mil funcionários deverão aderir à paralisação, no âmbito das negociações salariais.
A última greve geral do sindicato de trabalhadores da Hyundai Motor aconteceu em 2016, durante as negociações coletivas.
BRASIL: Lula terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita do que Flávio... O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil decidiu que o Presidente brasileiro, Lula da Silva, terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita na rádio e na televisão do que o seu principal rival, Flávio Bolsonaro.
© REUTERS/Alexandre Meneghini Por LUSA 21/08/2026
A distribuição dos tempos nos blocos de propaganda para cada candidato das eleições presidenciais de outubro nas redes de rádio e televisão de todo o país foi anunciada esta quinta-feira pelo TSE e premiou os candidatos com maior apoio partidário.
A decisão da autoridade eleitoral favorece Lula, que concorre à reeleição e ao seu quarto mandato não consecutivo, graças ao facto de ser o único candidato apoiado por uma coligação de partidos e não apenas pela formação que o candidatou.
Segundo a decisão, Lula disporá de cinco minutos e 31 segundos diários de propaganda eleitoral para as eleições de outubro, mais 27,3% do que os quatro minutos e vinte segundos atribuídos ao senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro.
O líder progressista iniciará a campanha como líder nas sondagens de intenção de voto, com uma vantagem de quatro a dez pontos nos inquéritos para uma eventual segunda volta sobre Bolsonaro, primogénito do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).
No entanto, algumas sondagens mostram os dois candidatos em empate técnico com vista a um possível segundo sufrágio.
O horário eleitoral gratuito começará a 28 de agosto e estender-se-á até 01 de outubro, três dias antes da primeira volta das presidenciais.
Na eleição, os candidatos disporão diariamente de dois blocos de propaganda na rádio e dois na televisão, cada um com doze minutos e 30 segundos.
O tribunal atribuiu à coligação "Brasil Pronto para Mais", encabeçada por Lula e na qual o governamental Partido dos Trabalhadores (PT) conta com o apoio de outros seis partidos de esquerda, cinco minutos e 31 segundos.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) e que não conseguiu o apoio de nenhum dos grandes partidos de centro-direita do país, terá quatro minutos e vinte segundos ao concorrer sem alianças.
O candidato do partido de direita Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, contará com dois minutos e dois segundos diários, enquanto o escritor Augusto Cury, do partido Avante, terá 35 segundos.
Os restantes nove candidatos presidenciais ficaram fora do horário eleitoral gratuito por não cumprirem os requisitos de representação parlamentar ou votação estabelecidos na legislação eleitoral.
A diferença resulta fundamentalmente da representação dos partidos na Câmara dos Deputados e das alianças formadas para a eleição.
A propaganda eleitoral na rádio e na televisão tem uma importância considerável no Brasil, apesar do crescimento das redes sociais e das plataformas digitais.
A dimensão territorial do país, que supera os 8,5 milhões de quilómetros quadrados e conta com mais de 200 milhões de habitantes, faz com que os meios de comunicação de alcance nacional continuem a ser uma ferramenta fundamental de divulgação para os candidatos.
Essa importância aumenta numa eleição marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro, que contam com apoiantes fiéis e disputam o reduzido grupo de independentes que ainda não sabe em que candidato votará.
Mais de 750 soldados norte-americanos feridos desde início da guerra com Irão... Dos 757 militares feridos desde o início da guerra, lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, mais de 580 são do Exército.
AHN YOUNG-JOON Por SIC Notícias/Lusa 21/08/2026
Mais de 750 soldados norte-americanos ficaram feridos em quase seis meses de conflito com o Irão, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Departamento de Defesa (Pentágono).
Dos 757 militares feridos desde o início da guerra, lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, mais de 580 são do Exército.
O Pentágono e o Comando Central norte-americano (Centcom) não forneceram praticamente quaisquer detalhes sobre como os ferimentos ocorreram ou a extensão dos danos nas suas bases durante o conflito, noticiou na quinta-feira a agência Associated Press (AP).
No entanto, as autoridades afirmaram que a grande maioria dos ferimentos são traumatismos cranioencefálicos.
Embora muitas das baixas sejam classificadas como tendo ocorrido durante a "Operação Fúria Épica", nome oficial do conflito, o Pentágono criou no final de julho uma nova categoria para os soldados feridos, denominada "Operações no Estrangeiro", no Sistema de Análise de Baixas da Defesa.
O Pentágono explicou que a decisão decorre porque a "Operação Fúria Épica" foi concluída e as Forças Armadas decidiram classifica nesta nova categoriar as baixas relacionadas com os ataques mais recentes.
O conflito entre Teerão e Washington parece entrar agora numa nova fase, após o Presidente norte-americano ter anunciado na quarta-feira uma "guerra económica" contra a República Islâmica.
Hoje, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, detalhou que essa guerra económica estende-se a todos os países que mantêm trocas económicas com o Irão e avisou os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.
Teerão respondeu classificando as medidas norte-americanas como "terrorismo económico". As partes assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho, que implicou um cessar-fogo imediato e a abertura de negociações durante 60 dias para um acordo definitivo de paz, prazo que terminou na segunda-feira.
Os dois lados voltaram entretanto aos confrontos pouco depois da assinatura do memorando e o Irão repôs as restrições que mantinha à navegação comercial no estreito de Ormuz - por onde passavam 20% dos bens petrolíferos mundiais antes da guerra -, enquanto os Estados Unidos voltaram a aplicar um bloqueio naval aos portos iranianos.





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