Por Noticiasaominuto.com
As pessoas problemáticas ou mais difíceis com quem se dá, seja no trabalho, seja no seu círculo pessoal, estão a envelhecê-lo mais rápido, apurou um novo estudo publicado na revista PNAS.
Notando que este tipo de relações não são raras - pelo contrário, os pesquisadores acrescentaram que são "vivenciadas de forma desproporcional por indivíduos que enfrentam maiores vulnerabilidades sociais e de saúde, tendo por consequência o envelhecimento".
Ou seja, quanto mais relacionamentos assim, manter pior para a saúde.
Como as pessoas difícil afetam a saúde?
Esta pesquisa mostrou que para cada "incómodo" na vida de uma pessoa, o seu envelhecimento biológico acelerava em 1,5% ou nove meses.
Os pesquisadores do estudo acreditam que isto acontece porque as interações negativas sobrecarregam cronicamente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo, que ajuda a regular a hormonas do stress, como o cortisol e a adrenalina.
Assim, o stress provocado por se conversar com pessoa "provocadora" leva a uma inflamação duradoura, que está ligada ao envelhecimento. Tal poderia ser um exemplo de carga alostática: uma forma de "desgaste" que acontece quando tentamos repetidamente adaptamo-nos ao stress contínuo.
Isto também pode explicar porque é que aqueles que conviviam com pessoas consideradas mais problemáticas registaram resultados piores, em média, no que diz respeito à saúde, sintomas psiquiátricos, eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo e relação cintura-quadril.
O artigo nota que quase 30% da população lida com stress provocado por "pessoas irritantes".
Que tipos de pessoas inconvenientes existem?
O estudo analisou os diversos grupos sociais, desde familiares e conhecidos, até maridos ou mulheres.
"Laços caracterizados por obrigação, espaço partilhado ou interdependência estrutural, como pais, filhos, colegas de trabalho ou colegas de quarto, têm uma maior probabilidade de serem problemáticos do que laços voluntários e autoselecionados, como amigos, membros da igreja e vizinhos", lê-se no estudo.
Indivíduos que chateiam parentes são os mais associados ao envelhecimento acelerado, enquanto aqueles que importunam pessoas com a qual não partilham parentesco parecem afetar mais os indicadores sensíveis à mortalidade.





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