sábado, 14 de março de 2026

Há cerca de três meses que não chega petróleo a Cuba". Presidente cubano diz que negociações com os EUA estão em curso

Cuba anunciou que deu início às conversações com os Estados Unidos para tentar pôr fim àquela que tem sido "uma das piores crises energéticas" a atingir o país e que tem sido agravada pelas ameçadas de Donald Trump.

O correspondente da CNN Internacional Patrick Oppman dá conta dos últimos desenvolvimentos.

Líder parlamentar iraniano declara Ucrânia como "alvo legítimo"... O presidente da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, acusou hoje a Ucrânia de se envolver na guerra contra o seu país, tornando-se num "alvo legítimo" ao fornecer drones a Israel.

Por LUSA 

"Ao prestar apoio com drones ao regime israelita, a Ucrânia, que já não tem poder, envolveu-se de facto na guerra e, de acordo com a Carta da ONU, tornou todo o seu território num alvo legítimo para o Irão", considerou o parlamentar iraniano nas redes sociais, quando se assinalam hoje duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na sexta-feira que Kyiv enviou equipas de especialistas para o Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita para partilhar a sua experiência no abate de drones com tecnologia iraniano, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Num encontro em Paris com Raza Pahlavi, filho do último xá e que se propõe substituir o regime teocrático no fim da ofensiva israelo-americana, Zelensky afirmou que a liderança do Irão sofreu "perdas significativas" e apelou para uma maior proteção do povo iraniano para que possa decidir o seu próprio destino.

Defendeu ainda o aumento da pressão internacional e os esforços conjuntos para alcançar estes objetivos, e manifestou o seu desejo de ver "um Irão livre" que não colabore com a Rússia nem desestabilize o Médio Oriente, a Europa e o mundo.

O apoio prometido pela Ucrânia aos aliados de Washington no Golfo foi descrito hoje pelo encarregado de negócios do Irão na Ucrânia como "uma piada", no contexto da ofensiva russa no país vizinho desde 2022.

"Em relação às medidas da Ucrânia contra os drones no Médio Oriente, consideramos essencialmente uma piada e um gesto puramente simbólico", disse Shahriar Amouzegar, em entrevista agência France Presse (AFP), apesar de as forças ucranianas reclamarem ampla experiência na neutralização de vagas destes dispositivos e com baixo custo quando comparado com sofisticados sistemas de defesa aérea como os norte-americanos Patriot.

Os Estados Unidos, que têm atuado como promotores do diálogo entre Kyiv e Moscovo, anunciaram na sexta-feira a suspensão parcial e temporária das sanções ao comércio de petróleo russo, numa fase em que o preço do barril disparou para cerca de cem dólares devido à atual crise no Médio Oriente e à ameaça iraniana ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial.

No mesmo dia, o Presidente ucraniano estimou que o alívio das sanções de Washington ao petróleo russo armazenado em navios-tanque no mar poderá fornecer a Moscovo cerca de dez mil milhões de dólares (8,7 mil milhões de euros) para a guerra na Ucrânia.

Zelensky alertou ainda que, segundo os relatórios dos serviços de informação, a Rússia está a fornecer os drones usados pelo Irão contra os países vizinhos do Médio Oriente, bem como contra as forças europeias e norte-americanas estacionadas em várias bases da região.

"Suspender as sanções apenas para permitir que mais drones sobrevoem a área é, na minha opinião, simplesmente uma decisão errada", comentou Zelensky num encontro com o Presidente da França, Emmanuel Macron, poucas horas depois de um ataque com um drone a uma base curda no norte do Iraque ter morto um soldado francês e ferido outros seis.

A próxima ronda de negociações trilaterais sobre o conflito na Ucrânia ainda não foi agendada, num momento em que o foco do líder norte-americano, Donald Trump, está na guerra com o Irão.


Leia Também: Iranianos e israelitas reivindicam ataques contra objetivos-chave

O Irão anunciou hoje ataques contra bases norte-americanas nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Qatar, enquanto Israel reivindicou a destruição de um centro de investigação espacial e uma fábrica de sistemas de defesa aérea iranianos.


Israel estará a planear uma "grande invasão" no sul do Libano... Israel planeia realizar uma "grande invasão" no sul do Líbano para eliminar a presença das milícias xiitas do Hezbollah, aliado do Irão, segundo o portal de notícias norte-americano Axios, citando fontes israelitas e dos Estados Unidos.

Por LUSA 

O plano de Israel é tomar toda a área a sul do rio Litani, o que representaria a maior invasão terrestre do país vizinho desde 2006, ano da segunda guerra entre Israel e o Líbano.

"O objetivo é assumir o controlo do território, empurrar as forças do Hezbollah para norte, para longe da fronteira, e desmantelar as suas posições militares e os depósitos de armas nas aldeias", disse um dos responsáveis citados pelo Axios.

Israel terá tomado esta decisão, segundo o portal, depois de o Hezbollah, que é apoiado e financiado pelo Irão, ter lançado mais de 200 projéteis contra o norte de Israel na noite de quarta-feira.

Desde sexta-feira que o exército israelita começou a enviar reforços para a fronteira norte e está a mobilizar mais reservistas.

Além disso, nos últimos dias, o exército emitiu avisos de retirada às populações em todo o sul do Líbano e, pela primeira vez, para as cidades e residentes a norte do rio Litani, que marcava a anterior demarcação de evacuações e também do território sob vigilância da missão de paz das Nações Unidas (FINUL) e do exército libanês, supostamente vedado tanto a Israel como ao Hezbollah.

O líder do grupo xiita libanês, Naim Qassem, afirmou na sexta-feira que as suas forças estão preparadas para enfrentar um possível avanço israelita no sul do Líbano e também para "uma longa confrontação", reiterando que os seus combatentes lutam para defender o seu país.

Ao mesmo tempo, Naim Qassem exortou o Governo libanês a "parar de fazer concessões ao inimigo sem nada em troca", instando-o a reverter as suas recentes decisões, em alusão à recente proibição das atividades militares do Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo que vigorava desde novembro de 2024 e que nunca foi integralmente respeitado, as forças israelitas desencadearam a sua ofensiva contra o Líbano em 02 de março, depois de o Hezbollah ter lançado ataques no norte de Israel, em resposta aos bombardeamentos israelo-americanos iniciados dois dias antes contra o seu aliado Irão, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O Presidente libanês lamentou na sexta-feira não ter recebido resposta de Israel sobre negociações para um cessar-fogo na guerra com o grupo xiita Hezbollah.

Joseph Aoun indicou que já manifestou a sua "disposição para negociar" e disse que espera o apoio da comunidade internacional para o Líbano nesta "fase crítica".

Os ataques israelitas "devem cessar e deve ser alcançado um cessar-fogo", com vista a discutir os próximos passos para um acordo entre as partes, afirmou o chefe de Estado do Líbano, que já contabiliza 773 mortos, incluindo 103 crianças, 1.933 feridos e acima de 800 mil deslocados desde o agravamento dos confrontos entre Israel e o grupo xiita apoiado pelo Irão.

No mesmo dia, o exército israelita indicou que já lançou mais de 1.100 ataques no Líbano e que 350 membros do Hezbollah foram eliminados no atual conflito, "incluindo oficiais de alta patente", o que representa cerca de metade do número de mortes registados nos balanços oficiais das autoridades de Beirute e sugere uma grande quantidade de civis.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel.

"Eu disse-lhes: 'Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou.


Leia Também: Israel ordena evacuação urgente do sul de Beirute na iminência de novos ataques

O exército israelita ordenou hoje a evacuação urgente de diversas áreas periféricas de Dahye, sul de Beirute, bastião histórico da milícia libanesa Hezbollah, perante a iminência de novos ataques.


Beber água durante as refeições ajuda ou atrapalha na digestão?... Afinal, faz bem ou faz mal beber água às refeições? Foi a esta questão que médicos responderam no âmbito de um artigo publicado pelo Real Simple. A resposta é simples: pode se beber, mas com algumas exceções.

Por Noticiasaominuto.com 

O tema divide opiniões. Se há quem garanta que beber água às refeições permite que a sensação de saciedade chegue muito mais rápido, por outro há quem argumente que beber água interfere na digestão. 

O Real Simple publicou um artigo no qual explora o assunto.

Como a água afeta a digestão quando ingerida com alimentos

A hidratação diária é importante para a saúde do organismo, sendo que os especialistas recomendam a que se beba até dois litros de água por dia. 

Mas será que beber água às refeições influencia a digestão dos alimentos?

Beber pequenos goles de água pode ter um impacto positivo na digestão, segundo a médica de família Arshpreet Saraan. 

"Se costuma beber água aos poucos durante as refeições, não deve haver, necessariamente, um aumento ou diminuição na digestão", sublinhou. "Ao engolir alimentos, o seu corpo processa-os, estes descem pelo esófago, chegam ao estômago e as enzimas digestivas atuam ali... a água apenas auxilia neste processo". 

A água ajuda a manter tudo em movimento!

A nutricionista Mackenzie Blair defende que é positivo ir bebendo água (em pequenas porções) às refeições para ajudar a manter o fluxo digestivo. 

"Gosto de pensar no sistema digestivo como um rio, se não houver comida ou água suficiente, nada flui", afirma. 

Na sua experiência clínica, Saraan notou que já teve pacientes que a questionaram se beber água às refeições iria diluir as enzimas digestivas ou mesmo atrasar a digestão. 

"Na verdade, não deveria causar nada disso. A água apenas amolece os alimentos que se está a comer e ajuda a impulsioná-los pelo trato digestivo", afirma.

Como a água pode sinalizar sinais de saciedade

Há quem acredite que beber um copo de água antes das refeições ajuda a evitar que come demais. Mas será que esta afirmação é confirmada pela ciência?

Blair realça que beber água durante as refeições "pode afetar os sinais de saciedade" e "ajudar a perceber que se está a sentir satisfeito a um ritmo razoável".

Quem não deve beber água durante as refeições?

Se tem problemas gastrointestinais

Não se recomenda que pessoas com problemas gastrointestinais bebam água durante as refeições, uma vez que a combinação de água com alimentos pode aumentar a pressão o intra-abdominal, piorando os sintomas.

Se acabou de fazer uma cirurgia bariátrica

Se fez uma cirurgia bariátrica, então deverá ter um cuidado extra. Beber água às refeições poderá fazer com que se sinta cheio mais rapidamente, o que irá interferir na quantidade de comida que precisa de ingerir. 

"Pode causar saciedade precoce e afetar de forma negativa a quantidade de comida que conseguirá comer", alerta Saraan. 

Quando não bebeu água o dia todo

É melhor distribuir a ingestão de água ao longo do dia em vez de a concentrar apenas às refeições, defende Blair. Isto ajuda a manter a hidratação durante todo o dia, evitando a necessidade de compensar em excesso às refeições.  

Recorde os desenvolvimentos no 15.º dia da guerra no Médio Oriente... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na terceira semana com uma escalada de tensão no Golfo, marcada por ataques de drones, interceções de mísseis e movimentações diplomáticas e militares de larga escala.

Por LUSA 

Principais desenvolvimentos nas primeiras horas do 15.º dia de guerra, com base numa síntese da agência de notícias France-Presse (AFP):

Hamas apela à contenção do Irão

O movimento islamista palestiniano Hamas exortou hoje o seu aliado Irão a cessar os ataques contra os países do Golfo em retaliação às ofensivas norte-americanas e israelitas.

Embora reafirmando o direito de Teerão a ripostar "por todos os meios disponíveis", o movimento apelou para que os "irmãos no Irão" não visem as nações vizinhas.

Alerta de evacuação em Tabriz

O exército israelita ordenou hoje a evacuação imediata de uma zona industrial no oeste de Tabriz, no norte do Irão, prevendo operações militares "nas próximas horas".

O aviso foi publicado nas redes sociais, acompanhado de um mapa, apesar de o acesso à internet estar cortado no Irão há duas semanas.

Trump afirma que o Irão está derrotado

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o Irão está "completamente derrotado e quer um acordo", embora tenha ressalvado que não aceitará qualquer proposta que não satisfaça os seus critérios.

Infraestruturas petrolíferas em risco

A agência iraniana Fars informou que as infraestruturas petrolíferas na ilha estratégica de Kharg, o principal centro de exportação do Irão, não sofreram danos após os ataques norte-americanos de sexta-feira.

Trump ameaçou aniquilar o terminal, enquanto o exército iraniano prometeu "reduzir a cinzas" as infraestruturas ligadas aos Estados Unidos em caso de agressão à ilha.

Ataques no Iraque e interceções no Qatar

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdad foi alvo de um ataque de drone hoje ao amanhecer, horas após ataques contra grupos pró-Irão que fizeram dois mortos.

O Qatar anunciou a interceção de dois mísseis sobre o centro de Doha. As autoridades tinham ordenado anteriormente a evacuação de zonas consideradas chave como medida de precaução.

Impacto regional e segurança marítima

Os Estados Unidos ordenaram a retirada do pessoal não essencial da embaixada em Mascate, a capital de Omã, após a morte de dois trabalhadores estrangeiros num ataque de drone.

Washington anunciou que a marinha norte-americana começará "muito em breve" a escoltar petroleiros no estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos e que se encontra bloqueado pelo Irão.

O preço do barril de Brent fixou-se nos 103,14 dólares na sexta-feira, uma subida de 42% desde o início do conflito.

Frente Líbano e forças da ONU

Um ataque israelita contra um centro de saúde no sul do Líbano matou hoje pelo menos 12 profissionais médicos.

Paralelamente, a agência oficial Ani relatou que projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês da Finul (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) em Mays al-Jabal, sem causar vítimas.

Reforços militares

Os Estados Unidos vão destacar cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios adicionais para a região, incluindo o navio de assalto "Tripoli", para reforçar a presença militar norte-americana no Médio Oriente.


Leia Também:  Coreia do Norte disparou uma dezenas de mísseis em direção a mar do Japão

A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.

Pessoas difíceis (e irritantes) envelhecem-nos mais rápido, diz estudo... Um novo estudo, publicado na revista PNAS, apurou que conviver com pessoas difíceis, irritantes ou impertinentes acelera o processo de envelhecimento, dado o aumento do nível de stress e outros fatores causadores.

Por Noticiasaominuto.com 

As pessoas problemáticas ou mais difíceis com quem se dá, seja no trabalho, seja no seu círculo pessoal, estão a envelhecê-lo mais rápido, apurou um novo estudo publicado na revista PNAS. 

Notando que este tipo de relações não são raras - pelo contrário, os pesquisadores acrescentaram que são "vivenciadas de forma desproporcional por indivíduos que enfrentam maiores vulnerabilidades sociais e de saúde, tendo por consequência o envelhecimento". 

Ou seja, quanto mais relacionamentos assim, manter pior para a saúde.

Como as pessoas difícil afetam a saúde?

Esta pesquisa mostrou que para cada "incómodo" na vida de uma pessoa, o seu envelhecimento biológico acelerava em 1,5% ou nove meses.

Os pesquisadores do estudo acreditam que isto acontece porque as interações negativas sobrecarregam cronicamente o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo, que ajuda a regular a hormonas do stress, como o cortisol e a adrenalina. 

Assim, o stress provocado por se conversar com pessoa "provocadora" leva a uma inflamação duradoura, que está ligada ao envelhecimento. Tal poderia ser um exemplo de carga alostática: uma forma de "desgaste" que acontece quando tentamos repetidamente adaptamo-nos ao stress contínuo. 

Isto também pode explicar porque é que aqueles que conviviam com pessoas consideradas mais problemáticas registaram resultados piores, em média, no que diz respeito à saúde, sintomas psiquiátricos, eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) do corpo e relação cintura-quadril.

O artigo nota que quase 30% da população lida com stress provocado por "pessoas irritantes". 

Que tipos de pessoas inconvenientes existem?

O estudo analisou os diversos grupos sociais, desde familiares e conhecidos, até maridos ou mulheres. 

"Laços caracterizados por obrigação, espaço partilhado ou interdependência estrutural, como pais, filhos, colegas de trabalho ou colegas de quarto, têm uma maior probabilidade de serem problemáticos do que laços voluntários e autoselecionados, como amigos, membros da igreja e vizinhos", lê-se no estudo. 

Indivíduos que chateiam parentes são os mais associados ao envelhecimento acelerado, enquanto aqueles que importunam pessoas com a qual não partilham parentesco parecem afetar mais os indicadores sensíveis à mortalidade.

Infraestrutura petrolífera de Kharg sem danos após ataque dos EUA... A agência de notícias oficial do Irão Fars disse hoje que o ataque lançados pelos Estados Unidos (EUA) não causou quaisquer danos às infraestruturas petrolíferas na ilha iraniana de Kharg.

Por LUSA 

Durante o ataque, foram ouvidas 15 explosões, mas "nenhuma infraestrutura petrolífera foi danificada", garantiu a Fars, citando "fontes no local" não identificadas.

Segundo a agência, os Estados Unidos tentaram "danificar as defesas militares, a base naval de Joshan, a torre de controlo do aeroporto e o hangar de helicópteros da Continental Shelf Oil Company".

Kharg, uma ilha árida a cerca de 30 quilómetros da costa, alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por aproximadamente 90% das exportações de crude do país, de acordo com um relatório recente do banco norte-americano JP Morgan.

Na sexta-feira o Presidente dos EUA Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Trump na rede social que detém, a Truth Social.

"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.

As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos EUA no Médio Oriente, após Washington atacar Kharg.

"Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas", anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão, citado pela imprensa local.

Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma "resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos".

As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.

O Irão continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.


Leia Também: Exército do Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA

As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.


Embaixada dos Estados Unidos na capital do Iraque atingida por míssil... Um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos (EUA) na capital Bagdade foi hoje atingido por um míssil, disseram dois dirigentes das forças de segurança do Iraque.

Por LUSA 

Imagens da agência de notícias Associated Press mostram uma coluna de fumo a subir sobre o complexo da embaixada, que até ao momento não fez qualquer comentário público.

O complexo, uma das maiores instalações diplomáticas dos EUA no mundo, tem sido alvo repetido de foguetes e drones disparados por milícias alinhadas com o Irão.

Na sexta-feira, a embaixada renovou o alerta de segurança de Nível 4 para o Iraque, avisando que o Irão e grupos de milícias alinhados com Teerão já realizaram ataques contra cidadãos, interesses e infraestruturas dos EUA e "podem continuar a atacá-los".

Um dirigente das forças de segurança iraquianas disse à agência de notícias France-Presse (AFP) que um ataque com um drone tinha atingido a embaixada norte-americana.

"Um drone atingiu a embaixada", disse o responsável. Um segundo dirigente confirmou o ataque.

O ataque ocorre após uma série de ataques contra as Brigadas do Hezbollah, que fizeram dois mortos na capital iraquiana, incluindo um "dirigente importante" do influente grupo armado pró-Irão, também segundo fontes das forças de segurança.

As fontes não divulgaram as identidades das duas vítimas mortais, e as Brigadas do Hezbollah - designadas como um grupo terrorista pelos EUA - não fizeram até ao momento qualquer declaração pública.

Pouco depois das 2h (23h de sexta-feira em Lisboa), no bairro nobre de Arassat, onde estão sediadas fações armadas pró-Irão, um ataque com mísseis atingiu uma casa utilizada como quartel-general das Brigadas Hezbollah, disse um responsável de segurança à AFP.

"Uma figura proeminente foi morta" e outras duas pessoas ficaram feridas no ataque, segundo a mesma fonte.

Jornalistas da AFP ouviram fortes explosões antes do som das sirenes das ambulâncias. Testemunhas relataram ter visto fumo branco a subir do bairro.

Duas horas depois, um ataque aéreo atingiu um veículo perto de uma ponte no leste de Bagdad, matando uma pessoa, segundo outras duas fontes de segurança.

O falecido era também membro das Brigadas Hezbollah, segundo um oficial das Forças de Mobilização Popular.

Esta coligação de ex-paramilitares, integrada nas forças regulares iraquianas, inclui grupos armados pró-Irão, como as Brigadas Hezbollah, que têm a reputação de operar de forma independente.

As Brigadas do Hezbollah fazem também parte da "Resistência Islâmica no Iraque", uma rede pró-Irão que reivindica diariamente, desde o início da guerra, a responsabilidade por dezenas de ataques com drones e foguetes contra bases que albergam soldados norte-americanos no Iraque e no Médio Oriente.

O Iraque está a ser apanhado no fogo cruzado da guerra com o Irão, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.

Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

EUA começam a libertar 172 milhões de barris da reserva de petróleo... O Departamento de Energia dos Estados Unidos (EUA) lançou o primeiro leilão como parte da libertação gradual das reservas estratégicas de petróleo para mitigar as consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 

O leilão, dirigido às empresas petrolíferas, "abrangerá 86 milhões de barris" de um total de 172 milhões a serem libertados progressivamente, informou o departamento.

De acordo com os termos do acordo, as empresas petrolíferas terão de devolver ao departamento "o petróleo emprestado, mais barris adicionais", refere o comunicado divulgado na sexta-feira.

O objetivo do Departamento de Energia é "reforçar as reservas estratégicas de petróleo, estabilizando os mercados".

Na quinta-feira, o secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, disse que a entrega do total de 172 milhões de barris "levará cerca de 120 dias".

O Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou frequentemente a administração do antecessor, o democrata Joe Biden, por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.

Na quarta-feira, o republicano garantiu que as consequências económicas do conflito no Irão, com a forte flutuação dos preços do petróleo, não vão durar muito tempo e assegurou que os mercados foram menos afetados do que tinha previsto.

"Pensei que nos iria afetar um pouco, mas provavelmente afetou-nos menos do que pensava. E voltaremos ao normal muito em breve. Os preços estão a cair consideravelmente", frisou Trump.

Em declarações divulgadas pela Fox News, o Presidente norte-americano acrescentou que "o preço do petróleo vai cair, é apenas uma questão de guerra".

Trump enfatizou que o preço do crude "vai cair mais do que qualquer um imagina", afirmando ainda que os mercados estão a "manter-se bem".

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia decidiram na quarta-feira por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das suas reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do Estreito de Ormuz.

Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.

Apesar deste anúncio, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu 2,67% na sexta-feira, encerrando acima dos 103 dólares por barril numa das suas semanas mais voláteis dos últimos anos

A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial. 


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O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.


EUA emitem licença para permitir comercialização do petróleo venezuelano... O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu hoje uma licença para autorizar empresas americanas a realizarem certas atividades de exploração e comercialização de petróleo venezuelano, um setor sancionado por Washington.

Por LUSA 

Esta medida representa mais um passo na aproximação entre a Administração de Donald Trump e o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que na semana passada restabeleceram as relações diplomáticas entre ambos os países, quebradas desde 2019.

O departamento dirigido por Scott Bessent levantou as sanções para a exploração, venda, transporte e armazenamento de petróleo venezuelano e seus refinados, desde que sejam importados para os Estados Unidos por empresas desse país.

A autorização inclui transações em que estejam envolvidos o Governo da Venezuela e a empresa petrolífera estatal Pdvsa.

A licença estipula que qualquer contrato deve ser regido pela legislação americana e que as disputas sejam resolvidas em território americano.

Numa outra licença, o Departamento do Tesouro especificou que não são permitidas transações ligadas à Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba e certos atores da China, nem tão pouco com pessoas sancionadas por Washington.

Na semana passada, o Governo de Trump emitiu uma licença que autoriza determinadas atividades relacionadas com a exploração e comercialização de ouro venezuelano por empresas americanas.

O alívio das sanções ao crude venezuelano ocorre ainda num contexto de turbulências no mercado energético mundial devido ao bloqueio provocado pela guerra do Irão no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A escalada dos preços da gasolina levou os Estados Unidos a libertar parte das suas reservas estratégicas de crude para aumentar a oferta e a levantar temporariamente as restrições a outros países para que possam adquirir petróleo russo sancionado por Washington.


Leia Também: Presidente da Venezuela pede a Trump suspensão das sanções dos EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu hoje a Donald Trump o levantamento das sanções americanas "que afetam os povos", durante a receção, em Caracas, de uma delegação de ministros colombianos.


Trump realizou um dos ataques aéreos "mais poderosos da história" na ilha iraniana Kharg... O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta sexta-feira que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.

Por sicnoticias.pt 

O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, a Truth Social.

"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.

A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).

Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.

O republicano respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanhavam antes de embarcar no Air Force One, mas não mencionou a mais recente operação militar norte-americana contra o Irão.

As Forças Armadas dos EUA divulgaram esta sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.

O Irão continuou esta sexta-feira a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.

Em entrevista à Fox News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos".

Mostrou-se também mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.

"Portanto, acho realmente que este é um grande obstáculo a ser ultrapassado pelas pessoas que não têm armas", indicou Trump.

Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.

Hegseth procurou ainda tranquilizar a população sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, declarando aos jornalistas: "Estamos a lidar com isso e não temos de nos preocupar".