quarta-feira, 22 de julho de 2026

Rússia proíbe voos de trânsito em Moscovo e reduz altitude máxima... A agência estatal russa de transporte aéreo Rosaviatsia proibiu os voos de trânsito para Moscovo e reduziu para quase metade a altitude máxima permitida a aviões civis no espaço aéreo da capital, avançou hoje o jornal Kommersant.

© Shutterstock     Por LUSA   22/07/2026 

As mudanças, implementadas pelo Ministério da Defesa russo, determinam que a altitude máxima permitida para aviões civis seja reduzida de 8.550 metros para 4.900 metros até 26 de agosto, nas proximidades dos aeroportos Sheremetyevo, Vnukovo e Domodedovo, em Moscovo. 

A proibição de voos de trânsito deverá reduzir significativamente o volume de voos na área, enquanto a redução da altitude máxima permitirá que as aeronaves aterrem mais rapidamente em caso de emergência.

"Foram tomadas medidas para garantir a segurança de voo", disseram fontes da Rosaviatsia ao jornal russo, que observa que as novas regulamentações entraram em vigor a 11 de julho.

O jornal adianta ainda que estas medidas deverão ser alargadas a outras regiões.

Em junho, a Rosaviatsia, também por iniciativa do Ministério da Defesa, proibiu o voo de pequenas aeronaves abaixo dos 5.200 metros na Rússia central.

De acordo com os cálculos do Kommersant, baseados em análises de várias companhias aéreas nacionais, as medidas têm impacto financeiro, já que voar a altitudes mais baixas implica maior consumo de combustível e tempos de voo mais longos.

Além disso, alerta o jornal, passa a haver maior risco de colisões com aves e até entre aeronaves.

Algumas companhias aéreas russas já se queixaram da difícil situação que enfrentam desde o início da crise de escassez de combustível no país, provocada pelos constantes ataques ucranianos às infraestruturas petrolíferas nacionais.

A Azimuth Airlines, que opera no sudoeste do país, alertou para a sua situação crítica devido à falta de combustível de aviação, o que provocou um colapso na rentabilidade dos seus voos.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, as companhias aéreas russas têm operado com grande dificuldade devido ao cancelamento das suas rotas para o Ocidente, ao encerramento constante do espaço aéreo e dos aeroportos devido a ataques de drones ucranianos e à falta de peças de substituição para aviões provocada pelas sanções internacionais impostas a Moscovo.

Um morto em ataques a centros de empresa russa de comércio eletrónico... Pelo menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas hoje após ataques lançados pelo exército ucraniano a centros logísticos da empresa russa de comércio eletrónico Willberries nas regiões de Krasnodar e Stavropol, na Rússia, segundo as autoridades locais.

© Social Media/via REUTERS    Por  LUSA   22/07/2026  

O governador de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, afirmou numa mensagem nas redes sociais que "uma pessoa morreu e 10 ficaram feridas" na sequência de um "ataque maciço" das forças ucranianas, especificando que a vitima mortal trabalhava numa empresa em Armavir que foi atingida por "detritos de um drone intercetado".

Kondratiev detalhou ainda que os 10 feridos são trabalhadores de um complexo de armazéns em Krasnodar, referindo que três deles estão em estado grave e acrescentando que também houve danos materiais em dois edifícios de apartamentos na cidade e duas casas na cidade de Dinskaya.

O governador de Stavropol, Vladimir Vladimirov, confirmou cinco feridos na sequência de um ataque com um drone a um complexo de armazéns na cidade de Nevinomisk, acrescentando que os bombeiros estão a trabalhar para conter o incêndio no local.

Tatyiana Kim, fundadora da gigante russa de comércio eletrónico Wildberries, afirmou que dois centros de distribuição da empresa foram atacados em Krasnodar e Nevinomisk, confirmando que as instalações pertencem à empresa e que houve vítimas.

"Não há palavras para descrever todos os sentimentos e emoções provocados por ataques contra pessoas comuns, contra os nossos colaboradores, contra nós, que simplesmente estamos a fazer o nosso trabalho", disse nas redes sociais.

Este é o terceiro dia de ataques ucranianos a armazéns pertencentes à empresa russa Wildberries.

O primeiro ataque ocorreu no passado sábado, resultando na morte de oito pessoas e em cerca de 80 feridos.

Irão ameaça retaliar ataques dos EUA contra instalações nucleares... O Irão ameaçou hoje atacar interesses dos Estados Unidos e dos aliados no Médio Oriente, caso Washington lance ataques contra as instalações nucleares iranianas, numa altura em que se agravam tensões militares.

© AFP via Getty Images   Por LUSA   22/07/2026  

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o comando conjunto das Forças Armadas iranianas, condenou as ameaças dos Estados Unidos sobre ataques a "instalações nucleares e outros locais sensíveis" da República Islâmica, afirmando que as operações norte-americanas seriam encaradas como uma expansão da guerra na região.

O alerta iraniano ocorreu após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar "muito em breve e com grande força" o "Mountain Peak", um complexo subterrâneo que Washington afirma estar ligado ao programa nuclear do Irão.

A instalação está situada numa zona montanhosa, o que dificulta a eventual destruição através de ataques convencionais e levanta questões sobre as capacidades necessárias para atingir às estruturas subterrâneas.

Hoje, os Estados Unidos concluíram 11 noites consecutivas de bombardeamentos contra o território do Irão, particularmente no sul do país.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra alvos norte-americanos em várias nações do Médio Oriente, incluindo o Bahrein, o Kuwait e a Jordânia.