quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sem mísseis, Irão acabaria "arrasado como Gaza"... O presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou hoje que sem mísseis o Irão teria acabado "arrasado como Gaza" durante a guerra desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos, reiterando que o programa balístico não era negociável.

© Iranian Presidency / Handout/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   

"Se os mísseis de que dispomos para a nossa defesa não existissem, Israel e os Estados Unidos teriam arrasado o Irão como Gaza", declarou Massoud Pezeshkian durante uma visita ao Paquistão, mediador nas negociações entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

"Nunca iremos negociar com ninguém, em nenhuma circunstância, nunca, as nossas capacidades de defesa", insistiu o presidente iraniano.

O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, cujo país contribuiu para a assinatura do protocolo de acordo entre o Irão e os Estados Unidos, destacou que o texto "não faz absolutamente nenhuma referência a mísseis balísticos".

"Não pode haver dois pesos e duas medidas, ou seja, que alguns países possam possuir mísseis balísticos, enquanto o Irão não deverá ter. Não se pode aceitar esta duplicidade", acrescentou Sharif.

Durante a guerra, o Irão lançou centenas de mísseis e milhares de drones sobre Israel, os países do Golfo e as bases americanas no Médio Oriente como represália pelos ataques ao seu território.

Estes mísseis, inicialmente concebidos pelo Irão para compensar a fraqueza da sua frota aérea durante a guerra contra o Iraque (1980-1988), desde então que não pararam de ganhar em alcance e precisão.

Israel, a cerca de 1.500 quilómetros do Irão, vê há muito neste arsenal uma ameaça existencial por parte do seu inimigo.

Antes da guerra, os Estados Unidos tinham tentado impor o programa balístico como outro tema das negociações, juntamente com o nuclear e o apoio do Irão a grupos armados hostis a Israel.

O presidente americano Donald Trump pareceu recentemente mais aberto sobre a questão dos mísseis. "Eles [os iranianos] devem ter alguns porque outras pessoas têm. Devem ter alguns", admitiu Trump na semana passada na cimeira do G7 em França.


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O governador do Banco Central iraniano desmentiu hoje as afirmações de Donald Trump que sugeriam que os ativos iranianos desbloqueados teriam de ser utilizados para adquirir bens exclusivamente provenientes dos Estados Unidos.

Missão dos CEMGFA da CEDEAO encerra missão militar em Bissau... Concluiu-se esta terça-feira (23.06) a missão da delegação de Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da CEDEAO a Bissau.

Os altos responsáveis militares estiveram no país para contactos de trabalho com entidades militares e autoridades políticas, no âmbito do acompanhamento regional ao processo de transição.

No fecho da agenda, a delegação foi recebida separadamente pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, Fatumata Jau, e pelo Presidente de Transição, general do Exército Horta Inta Nancassa

O Representante do Governo esclarece o assunto sobre o fim da gestão e exploração do parque e dos autocarros do Estado, pelas empresas GULF TRANSPORT e PRIME INVESTMENT.

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações 

Bissau, 23 de junho – O Representante do Governo Sr. Vladmir da Silva, assumiu Interinamente a gestão dos Autocarros do Estado, e prestou esclarecimentos esta terça-feira, nas instalações da parque dos autocarros em Safim, sobre as razões que levaram o Governo a pôr fim à gestão da empresa GULF INVESTMENT SA.

Na sua intervenção, o responsável, em representação do Governo e, em particular, do Ministério dos Transportes, explicou que não chegou a ser celebrado qualquer acordo com as empresas, uma vez que a sua atuação decorria apenas num período experimental.

Segundo o Representante do Governo, durante esse período foram identificadas diversas anomalias e falhas de gestão.

Face a esse cenário, o Governo decidiu recuperar a gestão direta do seu património, com o objetivo de garantir uma utilização mais eficiente dos bens públicos e assegurar melhores serviços à população.

O Sr. Vladmir revelou ainda que grande parte dos autocarros se encontram atualmente danificadas e que existem dívidas pendentes para com os funcionários, fornecedores, entre outros, situação herdada da anterior gestão.

Apesar dos situaçao dificil encontrada, o Representante do Ministério dos Transportes garantiu que o Governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas identificados, reforçando o compromisso de recuperar o funcionamento adequado dos autocarros e melhorar a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.

O Governo reafirma, assim, a sua determinação em proteger o património público e promover uma gestão responsável e transparente dos recursos do Estado.