sábado, 21 de fevereiro de 2026

Aeroporto da Florida vai ser renomeado em homenagem a Trump... A maioria parlamentar do Partido Republicano no estado norte-americano da Florida decidiu atribuir ao Aeroporto Internacional de Palm Beach o nome de Donald Trump, em homenagem ao Presidente, que ali tem uma residência privada.

© Samuel Corum/Getty Images  Por LUSA  21/02/2026 

O projeto de lei para renomear a infraestrutura "Aeroporto Internacional Presidente Donald J. Trump" foi aprovado hoje pela Câmara dos Representantes e o Senado do estado da Florida (sudeste). 

O aeroporto, na cidade conhecida pelas suas praias de areia branca e luxuosas mansões, está localizado a poucos quilómetros da residência de Trump em Mar-a-Lago.

Espera-se que o governador republicano Ron DeSantis, antigo adversário de Trump, promulgue a lei, embora esta ainda necessite da aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA).

O aeroporto passará então a integrar a lista de edifícios e infraestruturas que têm o nome de Trump.

 Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte.

Mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

O Departamento do Tesouro confirmou ainda a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quis que o seu nome fosse dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relataram este mês que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes.  

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.


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A força aérea dos Estados Unidos (EUA) enviou caças militares para intercetar cinco aeronaves russas que sobrevoavam o espaço aéreo internacional na costa oeste do Alasca, mas garantiu que não foram vistas como uma provocação.

Sistema de saúde de Cuba perto do colapso devido ao bloqueio dos EUA... O ministro da Saúde de Cuba disse que o sistema de saúde do país está à beira do colapso devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) ao fornecimento de petróleo à ilha.

© Lusa   21/02/2026 

Numa entrevista à agência de notícias Associated Press, José Ángel Portal Miranda alertou as sanções dos EUA já não estão apenas a prejudicar a economia de Cuba, mas também a ameaçar a "segurança humana básica". 

"Não se pode prejudicar a economia de um Estado sem afetar os seus habitantes", disse o ministro. "Esta situação pode colocar vidas em risco", acrescentou, na sexta-feira.

Portal disse que cinco milhões de pessoas em Cuba que vivem com doenças crónicas poderão enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil doentes oncológicos e quimioterapia para outros 12.400.

Os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de doentes em estado crítico que necessitam de energia elétrica de reserva estão entre as áreas mais impactadas, afirmou o ministro.

Os tratamentos para doenças renais e os serviços de ambulância de emergência também foram adicionados à lista de serviços afetados, acrescentou Portal.

O sistema de saúde de Cuba segue um modelo universal e gratuito, oferecendo clínicas locais em quase todos os quarteirões e medicamentos subsidiados pelo Estado.

Mas também entrou em estado de crise nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia de covid-19. Milhares de médicos emigraram do país e a escassez de medicamentos obrigou muitos pacientes a comprá-los no mercado negro.

Portal admitiu que os problemas se agravem nas próximas semanas, embora tenha sublinhado que o Governo cubano tem tentado adaptar-se à nova realidade, instalando painéis solares nas clínicas e dando prioridade no atendimento a crianças e idosos.

As autoridades impuseram restrições a tecnologias que dependem mais de energia, como as tomografias computorizadas e os exames laboratoriais, obrigando os médicos a recorrer a métodos mais básicos para tratar os doentes, privando efetivamente muitos do acesso a cuidados de alta qualidade, lamentou o ministro.

"Estamos perante um cerco energético com implicações diretas para a vida dos cubanos, para a vida das famílias cubanas", disse Portal.

Desde janeiro que os Estados Unidos impõem um bloqueio energético a Cuba, invocando a ameaça que a ilha, situada a apenas 150 quilómetros da costa do estado da Florida (sudeste), representa para a segurança nacional norte-americana.

A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais.

O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura do líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.

Coincidência astronómica: Quaresma, Ramadão e Ano Novo Lunar começam quase em simultâneo... Em 2026, três tradições com base no ciclo da Lua cruzam-se quase no mesmo momento: a Quaresma cristã, o Ramadão islâmico e o Ano Novo Lunar celebrado em vários países asiáticos.

Por  Catarina Solano de Almeida  sicnoticias.pt  21.02.2026

Numa rara coincidência, esta semana começaram quase ao mesmo tempo a Quaresma cristã, o Ramadão islâmico e o Ano Novo Lunar, celebrado em vários países asiáticos.

A coincidência das datas destas celebrações este ano não resulta de um entendimento inter-religioso nem de uma decisão comum. É simplesmente o efeito da convergência de três formas diferentes de medir o tempo, todas elas baseadas, de algum modo, na observação da Lua.

A explicação está nos diferentes calendários utilizados por cada tradição e na forma como estes se relacionam com os ciclos da Lua.

Quaresma: depende da data da Páscoa

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas, 40 dias antes da Páscoa (não contabilizando os domingos), que este ano calha a 18 de fevereiro.

Uma mulher recebe uma cruz de cinzas na testa após a missa da Quarta-feira de Cinzas, na Igreja de Baclaran, em Paranaque, região metropolitana de Manila, FilipinasLISA MARIE DAVID / REUTERS

A data da Páscoa é determinada segundo uma regra fixada nos primeiros concílios da Igreja: celebra-se no domingo seguinte à primeira lua cheia após o equinócio da primavera (fixado convencionalmente a 21 de março). Este cálculo é feito com base no calendário gregoriano e numa “lua eclesiástica”, que não coincide sempre exatamente com a lua astronómica.

Como a Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril, também a Quaresma oscila entre o início de fevereiro e o início de março.

Ramadão: um mês que recua todos os anos

O Ramadão é o nono mês do calendário islâmico, que é estritamente lunar. Cada ano tem cerca de 354 dias, menos 10 ou 11 do que o ano solar.

Por isso, o Ramadão “anda para trás” cerca de 10 dias por ano no calendário gregoriano. Ao fim de aproximadamente 33 anos, completa um ciclo e volta a coincidir com a mesma época do ano solar.

Fiéis palestinianos muçulmanos participam nas orações noturnas de ‘Tarawih’ do mês sagrado muçulmano do Ramadão, junto ao Domo da Rocha, no complexo de Al-Aqsa, conhecido pelos judeus como Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém, a 17 de fevereiro de 2026.JAMAL AWAD / REUTERS

O início do mês depende tradicionalmente do avistamento da lua crescente após a lua nova. Em alguns países, a decisão é tomada por autoridades religiosas nacionais; noutros, recorre-se a cálculos astronómicos. Por isso, o início pode variar um dia de país para país.

Em 2026, o Ramadão começou ao pôr do sol de 17 ou 18 de fevereiro, dependendo da observação lunar.

É esta diferença estrutural entre um calendário solar (gregoriano) e um calendário lunar (islâmico) que explica a coincidência aproximada entre Quarta-feira de Cinzas e início do Ramadão cerca de cada 33 anos.

Ano Novo Lunar: lua nova entre janeiro e fevereiro

O chamado Ano Novo Lunar, celebrado na China, na Coreia, no Vietname e noutras comunidades asiáticas, segue um calendário lunissolar. O novo ano começou na segunda lua nova após o solstício de inverno, o que o situa entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro.

Em 2026, a lua nova ocorreu a 17 de fevereiro, marcando o início do novo ano.

Coincidência não é excecional, mas é rara

A coincidência exata no mesmo dia entre Quarta-feira de Cinzas e início do Ramadão não é frequente, mas também não é excecional, resulta do ciclo de cerca de 33 anos do calendário islâmico.

Já a proximidade simultânea com o Ano Novo Lunar é menos comum, porque depende da combinação entre três calendários distintos: solar, lunar e lunissolar.

Três celebrações com raízes semelhantes

Apesar das diferenças religiosas e culturais, as três celebrações partilham uma dimensão de renovação, transição e reflexão.

Quaresma

Na tradição cristã, a Quaresma é um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, evocando os 40 dias que, segundo os Evangelhos, Jesus passou no deserto.

É marcada por práticas de jejum, penitência, oração e caridade. Muitos fiéis optam por abdicar de determinados hábitos ou alimentos. O período culmina na Semana Santa e na celebração da ressurreição de Cristo.

Ramadão

O Ramadão é um dos Cinco Pilares do Islão. Durante este mês, os muçulmanos adultos e saudáveis jejuam desde o amanhecer até ao pôr do sol, abstendo-se de comida, bebida e relações sexuais.

O dia começa com o suhoor, a refeição antes do nascer do sol, e termina com o iftar, a refeição de quebra do jejum, frequentemente partilhada em comunidade.

Para além do jejum, é um período de oração intensificada, leitura do Alcorão, caridade e autocontrolo espiritual. O mês termina com o Eid al-Fitr, uma das principais festas islâmicas.

Ano Novo Lunar

O Ano Novo Lunar marca o início de um novo ciclo no calendário tradicional chinês e noutras culturas do Leste Asiático.

As celebrações incluem reuniões familiares, ofertas de envelopes vermelhos com dinheiro, decoração com símbolos de prosperidade e rituais destinados a atrair boa sorte para o novo ano.

Cada ano está associado a um dos 12 animais do zodíaco chinês e a um dos cinco elementos, formando ciclos de 60 anos.


A chamada Semana Santa está constantemente a mudar. Este ano, excecionalmente, a data é assinalada ao mesmo tempo por Cristãos Católicos e Cristãos Ortodoxos. O que representa este dia, central no Cristianismo, e o que tem a ver com a Páscoa Judaica?