quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Le Pen reforça vantagem nas presidenciais francesas de 2027 após distúrbios... Segundo o diretor-geral de sondagens de opinião do Ifop, a líder de extrema-direita francesa é a única candidata que sai reforçada dos distúrbios que marcaram o fim de semana, em França.

Marine Le PenCHRISTOPHE PETIT TESSON   Por  SIC Notícias/Lusa 

A líder de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, terá reforçado a sua posição para as eleições presidenciais francesas de 2027 após os distúrbios do fim de semana, saindo vitoriosa em todos os cenários possíveis, segundo uma sondagem.

A sondagem do instituto Ifop-Fiducial publicada na terça-feira pelo Le Figaro, LCI e Sud Radio, que foi realizada entre a noite de sábado e segunda-feira, o período mais crítico dos distúrbios em França, aponta que a líder do Rassemblement Nacional (RN ou Reagrupamento Nacional) obteria entre 34% e 38% dos votos na primeira volta, mais um a um ponto e meio do que na medição anterior, considerando cenários comparáveis.

Numa eventual segunda volta, Le Pen derrotaria todos os candidatos incluídos no estudo e obteria 56% contra o ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, 58% contra o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, 59% contra o ex-presidente socialista François Hollande e 57% contra o eurodeputado Raphaël Glucksmann, vencedor das primárias sociais-democratas.

A sua vantagem seria ainda maior (68%) contra o líder do partido La France Insoumise (LFI, França Insubmissa), Jean-Luc Mélenchon, que o governo francês aponta como o principal responsável pelos distúrbios.

A única candidata que sai reforçada dos acontecimentos recentes

Segundo o diretor-geral de sondagens de opinião do Ifop, Frédéric Dabi, Le Pen é a única candidata que sai reforçada dos acontecimentos recentes, consolidando a sua imagem de representante da ordem.

Philippe, líder do partido Horizons, cairia para 15% no cenário em que concorre como único candidato do bloco centrista, menos três pontos do que na sondagem anterior e seis pontos abaixo do nível registado três semanas antes.

À esquerda, Mélenchon ficaria entre os 15% e os 20% dos votos e ocuparia a segunda posição em todos os cenários estudados, quer sozinho, quer empatado com outro candidato. Glucksmann obteria entre 12% e 16%.

A sondagem reflete também dificuldades para os candidatos da direita tradicional, uma vez que o ex-ministro do Interior Bruno Retailleau, do partido Os Republicanos (LR, conservadores), alcançaria entre 5% e 7,5%, enquanto o presidente da Câmara de Cannes, David Lisnard (ex-LR e fundador da Nouvelle Énergie), atingiria até 7%.

Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas em todo o país durante os graves distúrbios e pilhagens registados no fim de semana na capital francesa e noutras cidades, que incluíram pilhagens de centenas de estabelecimentos comerciais e ataques contra edifícios públicos.


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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou a França de ter cedido à invasão do islamismo extremista, em declarações feitas durante uma entrevista ao canal i24News, citada pela AFP.

Oprimeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, referiu hoje que a França, atingida por episódios de violência e pilhagens durante o fim de semana, "cedeu à invasão do islamismo extremista".

"Não se prepararam a tempo, simplesmente desistiram, cederam à invasão do islamismo extremista", declarou Netanyahu durante a entrevista ao canal israelita francófono i24News, citada pela agência France-Presse (AFP)...

Elon Musk terá cortado o acesso da Ucrânia à rede de satélites Starshield... O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

© Getty Images   Por  LUSA  21/10/2026 

O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

Elon Musk decidiu limitar a velocidade de ligação dos equipamentos ucranianos a este sistema, colocado em prática pela sua empresa SpaceX, tornando inutilizáveis alguns drones de Kyiv, segundo o diário, que cita responsáveis americanos anónimos e pessoas conhecedoras da situação.

Por sua vez, o ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assegurou terça-feira que o Pentágono não tinha ordenado qualquer alteração relativa ao Starshield.

"Nada mudou do nosso ponto de vista. Não demos qualquer instrução, nem nada do género", afirmou.

O presidente americano Donald Trump também afirmou na sexta-feira que não tinha pedido qualquer restrição ao Starshield.

"Não fui eu. E não penso que tenha sido Elon", declarou o Presidente dos Estados Unidos.

Na semana passada, Kyiv informou que a sua capacidade de ligação à rede, que considera crucial para evitar a invasão russa, estava limitada. O anúncio surgiu pouco depois de críticas de Donald Trump à Ucrânia, que o bilionário republicano tinha apelado para deixar de visar as refinarias de petróleo russas.

Elon Musk tinha sugerido que o governo americano era responsável por esta desaceleração.

"Os sistemas Starshield são propriedade e são controlados pelo governo americano. Qualquer limitação de fluxo ou de utilização é decidida pelo exército americano e, em última instância, pelo presidente americano", escreveu o homem mais rico do mundo na rede social X.

A Ucrânia utiliza o Starshield, o serviço satélite da Starlink destinado nomeadamente a uso militar, para as suas comunicações no campo de batalha, os seus ataques de médio alcance contra territórios ocupados pela Rússia e os seus drones intercetores.

Mas, o país utiliza também o sistema civil de satélites Starlink, operado pela mesma SpaceX.

As relações entre Washington e Kyiv têm sido novamente tensas nos últimos dias. Donald Trump pediu a substituição de Volodymyr Zelensky, depois de o líder ucraniano ter criticado duramente o acordo surpresa entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o gasóleo.


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ONU alerta: Limite de 1,5 graus de aquecimento global já foi ultrapassado... O relatório da ONU afirma que o limite de 1,5 graus de aquecimento global já foi ultrapassado, segundo o PNUMA.

© Lusa    21/10/2026 

A meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais já foi falhada, conclui o relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado hoje.

O relatório do PNUMA sobre as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) - lançado, como em anos anteriores, pouco antes da conferência da ONU sobre o clima, cuja 31ª edição (COP31) vai realizar-se na Turquia, de 9 a 20 de novembro - adianta que o mundo deve agora minimizar a magnitude da ultrapassagem e tentar regressar ao limite de 1,5ºC até final do século.

"A hipótese de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, sem ultrapassagens ou com ultrapassagens limitadas, já passou. A tarefa agora é minimizar a duração e a magnitude da ultrapassagem e regressar aos 1,5°C até ao final do século", refere o relatório da agência da ONU.

Em 2015 na COP21 os países do mundo alcançaram o Acordo de Paris, em que se comprometeram a impedir que as temperaturas mundiais subissem além dos 2ºC em relação à época pré-industrial, e que de preferência esse aumento não ultrapassasse os 1,5ºC.

No relatório divulgado hoje é analisado um cenário de ultrapassagem dos 1,5ºC "o mais baixo possível", em que o pico do aquecimento esteja limitado a 1,7ºC ou 1,8ºC. Para este cenário as emissões globais de GEE teriam de ser reduzidas em 18% até 2030, em 45% até 2035 e em 69% até 2040 (em relação aos níveis de 2025) juntamente com a remoção em larga escala de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera.

O PNUMA enfatiza no documento que são precisos "cortes urgentes e rigorosos" nas emissões de GEE, não para impedir que se ultrapassem os 1,5ºC mas para minimizar danos, com um pico de aquecimento em meados do século e um regresso a 1,5ºC até 2100. Mas o relatório adverte que este cenário tem apenas 50% de hipóteses de ser real.

A ONU refere também que a implementação completa das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC), as promessas de cada país para reduzir as respetivas emissões, apenas reduziria as emissões em entre 5% e 8% até 2030 e em entre 11% e 15% até 2035, em relação aos níveis de 2025.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou numa mensagem sobre o relatório que "falhar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais breve e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até ao final do século".

Também numa perspetiva otimista o relatório do PNUMA assinala que existem hoje oportunidades como nunca antes para acelerar a ação, recordando que desde o Acordo de Paris a energia renovável cresceu exponencialmente, o fornecimento total de energia proveniente do carvão e do petróleo cresceu mais lentamente do que o projetado, e as políticas climáticas reduziram as emissões em muitos locais.