domingo, 24 de maio de 2026
Aliu Seide, presidente dos retalistas, e Mama Bailo Baldé, dono de uma das tabernas afetadas, falaram à imprensa após a visita do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, acompanhado por vários membros do Governo, ao bairro Caracol, em Bissau, na sequência do violento incêndio ocorrido ontem. A visita teve como objetivo avaliar os danos causados e manifestar solidariedade às famílias afetadas pela tragédia
Incêndio na Chapa de Bissau: PRIMEIRO-MINISTRO RESPONSABILIZA MINISTÉRIO DA ENERGIA E BOMBEIROS HUMANITÁRIOS
Por Rádio Sol Mansi / Radio Voz Do Povo
O primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, responsabilizou este domingo, 24 de maio, o ministério da Energia e os serviços de bombeiros humanitária de Bissau pelo incêndio registado na Chapa de Bissau, que provocou momentos de pânico e elevados prejuízos materiais.
Horas depois da tragédia, Ilídio Vieira Té reagiu publicamente, afirmando que as instalações elétricas existentes “não respeitam os padrões legais”, apontando falhas graves na fiscalização e manutenção das infraestruturas elétricas da capital.
Segundo o chefe do Governo de transição, o incêndio poderá estar ligado a ligações clandestinas e sistemas elétricos montados sem condições técnicas adequadas, situação que considera recorrente em vários bairros de Bissau.
Testemunhas no local relataram fortes chamas e dificuldades no controlo do fogo, enquanto moradores tentavam salvar bens.
Até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram o balanço oficial dos danos nem eventuais vítimas relacionadas com o incidente.
EUA: O que se sabe sobre Nasire Best, o atirador morto junto à Casa Branca?... Tinha apenas 21 anos e abriu fogo várias vezes contra agentes dos Serviços Secretos em frente à Casa Branca, no sábado. Acabou por ser baleado e morreu já no hospital. Mas Nasire Best era já conhecido das autoridades.
© REUTERS/Kylie Cooper Notícias ao Minuto 24/05/2026
Chamava-se Nasire Best e tinha 21 anos. O jovem que abriu fogo várias vezes no sábado à noite perto da Casa Branca, em Washington, antes de ser morto, já era conhecido das autoridades e foi detido pelo menos duas vezes no ano passado.
O homem de Maryland, perto de Washington DC, tinha um historial de problemas de saúde mental e já era conhecido dos Serviços Secretos por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões, refere a imprensa.
Segundo as informações reveladas, ele era conhecido dos Serviços Secretos por "andar pelo complexo da Casa Branca a perguntar como obter acesso a vários pontos de entrada".
Além disso, foi detido em junho do ano passado por abordar agentes e fazer ameaças, acabando por ser internado involuntariamente a 26 de junho de 2025 por "obstruir a entrada de veículos" numa parte do complexo da Casa Branca, segundo documentos judiciais.
Duas semanas depois, a 10 de julho, ignorou os avisos e foi detido por entrar numa área restrita. Nessa ocasião, o jovem "afirmou ser Jesus Cristo e disse que queria ser preso", de acordo com documentos judiciais citados pelo New York Post.
A CNN relata que também escreveu nas redes sociais que era "na verdade o filho de Deus" e, numa das suas publicações, parecia ameaçar Donald Trump.
Por outro lado, o que ainda não se sabe é se o atirador tinha motivações políticas e se o presidente Donald Trump, que estava na Casa Branca no momento dos disparos, era o seu alvo pretendido. A polícia está também a investigar se o suspeito agiu sozinho ou se teve cúmplices.
Recorde-se que pouco depois das 18h00 (23h00 em Lisboa), um homem junto ao perímetro de segurança da Casa Branca "retirou uma arma da sua mala e abriu fogo", segundo revelou Anthony Guglielmi, porta-voz dos Serviços Secretos, a agência policial responsável pela proteção do presidente e do vice-presidente.
"Os agentes dos Serviços Secretos responderam e atingiram o suspeito, que foi levado para um hospital local, onde foi declarado morto. Durante o tiroteio, um pedestre foi também atingido por disparos", acrescentou o responsável, sem adiantar pormenores sobre o estado de saúde desta pessoa.
Trump encontrava-se na Casa Branca no momento dos disparos, tendo cancelado todas as viagens de fim de semana devido à crise com o Irão, e não foi afetado pelo sucedido.
Donald Trump, de 79 anos, já foi alvo de três alegadas tentativas de assassinato, a mais recente das quais a 25 de abril, quando um homem armado invadiu um portão de segurança próximo do salão de baile onde o presidente norte-americano participava de um jantar com a imprensa.
Em julho de 2024, durante a campanha presidencial, foi alvo de um ataque num comício na Pensilvânia, quando um jovem disparou vários tiros, matando uma pessoa e ferindo levemente o candidato na orelha, antes de ser morto a tiro pelas forças de segurança. Alguns meses depois, outro atirador foi detido num campo de golfe em West Palm Beach, onde Trump estava a jogar.
Forças Armadas da Ucrânia anunciam ataque a terminal petrolífero russo... O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia anunciou hoje um ataque contra um terminal petrolífero russo na região administrativa de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à península da Crimeia, anexada por Moscovo.
© Reuters Por LUSA 24/05/2026
"Na noite de 23 para 24 de maio de 2026, unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atacaram um número significativo de instalações dos ocupantes russos; mais concretamente, foi afetado o cais de carga de petróleo do terminal petrolífero 'Tamanneftegaz'", informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia num comunicado publicado na rede social Telegram.
O terminal atacado situa-se na região de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, junto à Crimeia.
"É uma das principais instalações russas de exportação de petróleo na região do Mar Negro. A sua capacidade permite o transbordo de até 20 milhões de toneladas de petróleo e produtos petrolíferos por ano. A instalação participa no abastecimento do exército do Estado agressor", acrescentou o comunicado militar.
A mensagem acrescentou também informações sobre ataques ucranianos contra armazéns de armas russos, postos de controlo militar da Rússia e a fragata da Marinha de Moscovo 'Pytlivyy', quando esta se encontrava na base naval de Novorossiysk, também na região de Krasnodar.
Anteriormente, Kyiv reivindicara, entre outros, um ataque contra o terminal petrolífero de Sheshjaris, em Novorossiysk, "um dos maiores terminais petrolíferos da Federação Russa no Mar Negro", segundo a descrição das forças armadas ucranianas.
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Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.
UCRÂNIA/RÚSSIA: Rússia confirma: Usou míssil com capacidade nuclear para atacar Ucrânia... A Rússia confirmou hoje ter utilizado mísseis hipersónicos Orechnik para atacar a Ucrânia na última noite, alegando que o alvo dos bombardeamentos foram apenas instalações militares.
© Lusa noticiasaominuto.com 24/05/2026
O Ministério da Defesa russo confirmou, em comunicado, ter usado mísseis Orechnik, com capacidade nuclear, bem como outros tipos de mísseis em ataques à Ucrânia.
Esta terá sido a terceira vez que o míssil, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi utilizado na Ucrânia.
Também hoje, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, pediu o reforço dos apoios ao país face à agressão russa.
Sibida disse que a Ucrânia precisa de mais capacidades defensivas, incluindo a proteção do espaço aéreo, investimentos na indústria de defes, mais pressão sobre a Rússia e decisões políticas firmes em relação à adesão da Ucrânia à União Europeia.
A Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia utilizou 690 sistemas de ataque, incluindo drones e mísseis de vários tipos, neste bombardeamento.
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Intensos bombardeamentos russos atingiram Kiev e a sua região na última noite, tendo causado quatro mortos e mais de 20 feridos, informaram as autoridades locais.
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Guiné-Bissau. Ativistas falam em acalmia, mas reclamam diálogo... O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou hoje que a Guiné-Bissau vive "uma acalmia" depois do golpe de Estado há seis meses, mas considera que falta diálogo por parte dos militares no poder.
© Lusa 24/05/2026
Em entrevista à Lusa, o ativista descreve que, no início, depois da tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, "havia muita tensão, alguns atos repressivos", mas, "nos últimos tempos, tem-se assistido a uma acalmia".
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a sede da Liga, a Casa dos Direitos, foi invadida por forças policiais e alguns eventos suspensos, mas, nos últimos meses, Bubacar Turé diz que a Liga continua a desenvolver as suas ações, não tem havido restrições e tem tido a colaboração das autoridades.
O presidente da organização aponta "também alguma abertura de alguns setores do poder", nomeadamente o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, ou o Ministério do Interior, com quem tem falado.
A aparente acalmia, como disse, aplica-se também ao quotidiano dos guineenses, em que o cidadão comum, assim como as organizações da sociedade civil fazem as suas atividades regularmente.
O mais preocupante para a vida da população, segundo Bubacar Turé, é o Estado não estar a conseguir "cumprir cabalmente as suas obrigações, o fornecimento de serviços sociais básicos".
"Tem havido dificuldades no setor da saúde, o que constitui uma enorme preocupação, por exemplo, crises de oxigénio no principal hospital, o nacional Simão Mendes, outros materiais básicos para o hospital têm faltado".
Tem havido também algumas paralisações nos setores da saúde e educação e falta de energia elétrica no interior, mas também na capital Bissau, além de uma crise de água potável, segundo a descrição feita.
Problemas que, diz Bubacar Turé, agravaram-se com a suspensão dos apoios de parceiros internacionais, depois do golpe de Estado.
O cenário do país reclama, na opinião do ativista, um regresso urgente à ordem constitucional, "mas esse regresso não pode ser a todo o custo, tem que haver os pressupostos prévios".
"Nós não estamos a ver diálogo nem atos preparatórios para esse efeito", afirmou, vincando que há um silêncio preocupante em relação ao diálogo por parte das autoridades no poder.
Para a Liga, "é necessário diálogo que reúna todos os atores para encontrar soluções duradoiras que permitam não só o retorno à ordem constitucional, mas também em torno de grandes desígnios nacionais e sobretudo o exercício de liberdades fundamentais, a governação, as deliberações da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] em relação à situação do país que nunca foram implementadas".
"Nós pensamos que as autoridades no poder devem promover diálogo com todos os atores nacionais, políticos, religiosos, as organizações da sociedade civil [na procura] de soluções (...) para o país", defendeu.
Sobre as novas eleições gerais anunciadas pelos militares para 06 de dezembro, Bubacar Turé entende que não estão reunidos "os pressupostos para eleições livres e transparentes" e lembra que as sedes dos partidos estão encerradas e suspensas liberdades fundamentais, como o direito de reunião e manifestação.
O presidente da Liga defende que o diálogo nacional para este processo "devia ser também patrocinado pela comunidade internacional, mas quer a CEDEAO, que se remeteu ao silêncio ensurdecedor, [quer] o resto da comunidade internacional também mantém um silêncio em certo ponto incompreensível".
Bubacar Turé tem ainda "muitas reservas em relação às eleições de dezembro" por a Comissão Nacional de Eleições, a entidade responsável pelos processos eleitorais, ter sido "desmantelada no dia 26 de novembro", com a invasão das instalações e destruição de material e equipamento durante o golpe militar.
"Nós não temos conhecimento de ações da parte das autoridades para reequipar a CNE, sem isso não se pode falar da realização de eleições", declarou, acrescentando que não foi feito também o recenseamento de raiz, nem a atualização dos cadernos eleitorais.
"Tudo isso revela alguma impossibilidade objetiva, mas cabe às autoridades no poder de vir a público anunciar como resolver o calendário para as eleições", considerou.
A Liga lembra ainda situações que continuam por esclareceu depois do golpe de Estado, a principal, apontou Bubacar Turé, do presidente do histórico partido PAIGC, Domingos Simões Pereira.
Considerado a principal figura da oposição ao regime do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, Simões Pereira foi detido no golpe e permanece em prisão domiciliária, "uma figura inexistente" no ordenamento jurídico guineense, destacou Turé.
"Até hoje, formalmente, nós desconhecemos um processo judicial contra ele, por isso a Liga continua preocupada com a sua situação", disse, considerando esta prisão domiciliária "um ato ilegal" por não ter sido "decretada por nenhum juiz, nenhuma entidade judiciária".
Bubacar Turé lembra também o caso do homicídio do ativista Vigário Luís Balanta, líder do movimento revolucionário "Pó di Terra", no final de março, por até agora não haver desenvolvimentos na investigação e por temer que fique no esquecimento, como outros anteriores ao golpe de Estado, nomeadamente o assassinato do elemento da segurança presidencial Tano Bari, em julho de 2025.
"Vários casos semelhantes no passado ficaram no esquecimento e isso leva-nos a acreditar que na Guiné-Bissau a impunidade é a maior instituição porque as denúncias de torturas nunca são investigadas", declarou.
As alterações legislativas realizadas nos últimos seis meses na Guiné-Bissau são motivo de preocupação para a Liga, referidas no mais recente relatório sobre a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau.
Desde a chegada ao poder, os militares fizeram a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República, alteraram leis eleitorais e mais recentemente criaram legislação sobre conteúdos digitais com uma comissão de verificação das publicações nas redes sociais.
Para a Liga, embora o golpe de Estado crie Direito, "não se pode aprovar legislação sem consultar os cidadãos, quer os organizados em movimentos e organizações da sociedade civil, quer cidadãos individuais" e "há medidas legislativas que em nenhuma circunstância podem ser aprovadas por um órgão sem legitimidade" democrática.
"Nunca vi um órgão como um Conselho Constitucional de Transição a rever uma Constituição, é ilegítimo, não tem competência", afirmou Bubacar Turé.
O ativista defende que, para ser feito, à semelhança do que tem acontecido noutros países da África Ocidental governados por golpistas, devia ser organizado um referendo para o povo decidir ou aguardar pelo parlamento saído de novas eleições.








