sexta-feira, 5 de maio de 2023

Comandante russo contraria Prigozhin e diz que há munições "suficientes"

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Notícias ao Minuto  05/05/23 

Grupo Wagner anunciou que retirará os seus mercenários de Bakhmut a 10 de maio, numa guerra aberta com o Ministério da Defesa da Rússia por falta de munições.

Um comandante russo recusou, esta sexta-feira, as declarações do líder do grupo Wagner, defendendo que há munições suficientes para ações defensivas e ofensivas no conflito na Ucrânia. 

"Em tempo de guerra, nunca é caso para dizer que há sempre o suficiente de tudo (...) Não podemos dizer que temos uma enorme quantidade de munições, mas há o suficiente para nos defendermos com firmeza e avançarmos em direção ao inimigo diariamente. Acho que isso é suficiente", disse Apty Alaudinov, comandante das forças especiais de Akhmat, em declarações à TV Rossiya-24, segundo cita a TASS.

Recorde-se o Grupo Wagner anunciou hoje que retirará os seus mercenários de Bakhmut a 10 de maio, numa guerra aberta com o Ministério da Defesa da Rússia por falta de munições.

O líder do grupo de mercenários, Yevgeny Prigozhin, criticou diretamente o ministro da Defesa da Rússia e o chefe do Estado Maior das Forças Armadas russo.

"Estes são os rapazes que morreram hoje, o sangue ainda está fresco", afirmou Prigozhin numa mensagem registada em vídeo e difundida através da rede digital de mensagens Telegram. Nas imagens veem-se cadáveres de alegados combatentes contratados pela empresa Wagner em solo ucraniano.

Prigozhin acrescentou ainda que o número de baixas seria menor se a empresa privada tivesse recebido a "devida quantidade" de munições.


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Restrições às mulheres afegãs podem constituir feminicídio, alerta ONU

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POR LUSA   05/05/23 

Uma equipa de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) avisou hoje que as restrições do regime talibã a mulheres e meninas afegãs podem equivaler a feminicídio se não forem revertidas.

No comunicado, hoje divulgado, os especialistas da ONU acusam as autoridades talibãs do Afeganistão das "formas mais extremas de misoginia" e disseram, mantendo-se as restrições, podem existir várias mortes evitáveis equivalentes a assassínio de mulher ou de jovem do sexo feminino (feminicídio).

Desde que agosto de 2021, quando tomaram o poder no Afeganistão, os talibãs proibiram as mulheres da maioria dos empregos e locais de trabalho, e as meninas de irem à escola depois da sexta série.

As mulheres estão também proibidas de frequentar espaços públicos e fora de casa devem cobrir-se da cabeça aos pés.

"Como meninas e mulheres são proibidas de frequentar a escola acima da sexta série, bem como a educação universitária, e só podem ser atendidas por médicas do sexo feminino, a menos que as restrições sejam revertidas rapidamente, o cenário pode ser definido para várias mortes evitáveis que podem representar o feminicídio", defenderam os especialistas, após uma viagem de oito dias ao Afeganistão.

As proibições, destaca, estão a contribuir para aumentar as taxas de casamentos infantis e casamentos forçados, bem como para a violência de género "perpetrada com impunidade", assinalam no comunicado.

Os especialistas da ONU observaram, no entanto, que a discriminação baseada no género no Afeganistão precede o domínio dos talibã e está enraizada na sociedade, tendo instado a comunidade internacional a não usar mulheres e meninas afegãs para fins políticos, lembrando que os seus direitos nunca devem ser uma ferramenta de negociação.

Os especialistas, nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, incluem Richard Bennett, relator especial sobre a situação dos direitos humanos no Afeganistão, e a chefe do grupo de trabalho sobre discriminação contra mulheres e meninas, Dorothy Estrada-Tanck.

Em novembro passado, os especialistas da ONU disseram que o tratamento dado pelos talibãs a mulheres e meninas no Afeganistão pode constituir crime contra a humanidade, defendendo que deve ser investigado e processado de acordo com a lei internacional.


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GUINÉ-BISSAU. UE financia projeto para promover direitos das mulheres e meninas

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POR LUSA   05/05/23 

A União Europeia (UE) lançou hoje um novo projeto para promover os direitos das mulheres e meninas na Guiné-Bissau, e para lutar contra a violência, que tem vindo a aumentar, principalmente nas zonas rurais.

"É com preocupação que constatamos que a violência contra as mulheres e as raparigas continuar a persistir, em especial em zonas rurais remotas. Há até relatos que estes fenómenos têm vindo a aumentar", afirmou o embaixador da UE em Bissau, Artis Bertulis.

Na Guiné-Bissau, 37% das raparigas casam antes dos 18 anos, 27% das mulheres tiveram um filho antes dos 18 anos e 50% das raparigas até aos 14 anos foram submetidas a mutilação genital feminina.

"Estes dados revelam uma realidade dura que merece ser objeto de uma reflexão profunda e de ações concretas e imediatas", disse o embaixador da União Europeia.

O novo projeto, denominado "No tene diritu a um vida sem violência" ("Temos direito a uma vida sem violência"), é financiado pela UE e vai ser executado pela Mani Tese em parceria com a Fundação Fé e Educação (FEC), a organização não-governamental italiana Engim e a Associação Amigos da Criança (Amic).

"Este projeto é mais uma prova clara de que a prevenção, o combate e a repressão de todas as formas de violência e discriminação contra as raparigas e mulheres, bem como a garantia da sua integridade física e psicológica, estão no centro da União Europeia", salientou o diplomata.

O embaixador da União Europeia destacou também que para que os "objetivos se concretizem" é preciso o "empenho de toda a sociedade, incluindo líderes políticos, líderes religiosos e líderes comunitários".


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Kremlin. Especialistas dizem que drones devem ter sido lançados da Rússia

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Notícias ao Minuto  05/05/23 

Os analistas ouvidos pela Reuters apontam que o Kremlin tem medidas defensivas contra eventuais ataques, e que estes objetos voaram em Moscovo sem terem sido destruídos.

Os drones que foram abatidos no início desta semana junto ao Kremlin deverão, muito provavelmente, terem sido lançados da Rússia, de acordo com o que especialistas norte-americanos apontam, esta sexta-feira.

Segundo o que o presidente da organização Resilient Navigation and Timing Foundation, Dana Goward, disse à Reuters, Moscovo tem vindo a proteger-se de eventuais ataques de drones desde 2015 com recurso a medidas denominadas como 'spoofing', que se verifica quando um sinal de GPS falso é enviado para substituir um legítimo - enganando, desta forma, os sistemas de orientação em drones ou  noutros dispositivos. 

Com este reforço de medidas de defensivas, Goward diz que a situação que aconteceu esta semana pode significar que os tipos de drones utilizados - que este acredita serem de tamanho médio - "não estavam, provavelmente, a usar GPS, mas estavam sim a ser controlados manualmente - sugerindo um lançamento próximo".

Goward referiu ainda que o governo russo tem vários sistemas - visuais e de radar - que podem usar balas ou mesmo mísseis para destruir objetos como estes drones.

Também o CEO da empresa de drones BRINC falou com a Reuters, e explicou que é "surpreendente como este drone voou por Moscovo e conseguiu chegar ao Kremlin sem ser detetado e destruído".

"O tamanho relativamente pequeno e a baixa altitude podem ter ajudado. Se o drone não estava a comunicar por GPS e também com uma estação terrestre, isso também poderia dificultar técnicas de interferência ou 'spoofing'", apontou Blake Resnick.

Já o engenheiro Dan Gettinger, da Vertical Flight Society, defendeu que, "de todos os tipos de drones de ataque unidirecional, a aeronave usada neste caso parece ter sido uma aeronave de asa fixa e está entre os maiores drones de ataque unidirecional atualmente em uso ou desenvolvimento".

Ainda segundo os especialistas ouvidos pela Reuters, se estes drones tinham capacidades militares, nomeadamente, em relação a longas distâncias, são poucos os países que os têm.

Depois de um vídeo mostrar a destruição destes objetos por cima do Kremlin, Moscovo acusou Kyiv de um "ataque terrorista". Os responsáveis ucranianos vieram, no entanto, negar qualquer responsabilidade neste acontecimento.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 8.709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


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Juventude de PRS esta em Conferência de imprensa

 Radio Voz Do Povo 

Rússia ordena evacuação parcial de 18 localidades ucranianas ocupadas

© REUTERS/Stringer

POR LUSA   05/05/23 

O governador imposto pela Rússia na região ocupada de Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, ordenou hoje a retirada da população mais vulnerável de 18 localidades próximas da linha da frente, perante o início iminente da contraofensiva ucraniana.

"Nos últimos dias, o inimigo intensificou os bombardeamentos nas localidades situadas muito perto da linha de contacto", escreveu Yevgueni Balitski na plataforma digital Telegram, após uma reunião do Conselho de Segurança da região de Zaporijia, cuja anexação a Rússia declarou, apesar de não a ocupar na totalidade.

Assim, indicou ter ordenado a retirada "temporária" primeiro de "crianças com os seus pais", pessoas idosas e deficientes e doentes hospitalizados.

"Decidi afastar as crianças com os seus pais, os anciãos, os deficientes e os doentes de instituições médicas do fogo inimigo e transferi-los de localidades que estão na primeira linha de fogo para o interior", acrescentou.

Entre as localidades sujeitas a esta evacuação parcial está Energodar, onde se situa a central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa.

E também Tokmak, um importante centro de comunicações no centro da região de Zaporijia e onde a Rússia teme um ataque, no âmbito da grande contraofensiva cujos preparativos Kiev afirma estar a concluir.

"Não podemos arriscar a segurança das pessoas e forneceremos fundos para viagens organizadas, pagamentos de quantias fixas, alojamento e refeições. A relocalização temporária será providenciada dentro da região", explicou Balitski.

Indicou igualmente que os alunos do ensino secundário vão continuar os estudos noutros estabelecimentos educativos, para terminarem o ano letivo, e os restantes menores poderão "descansar" em campos infantis.

"Reitero que esta é uma medida necessária para garantir a segurança dos residentes nos territórios na linha da frente. Os criminosos de Kiev têm como alvo as infraestruturas civis: estamos a ter em conta os seus métodos de guerra e a tomar as decisões apropriadas", sublinhou o governador interino imposto pela Rússia naquela província ucraniana ocupada.

O presidente do movimento "Juntos com a Rússia" em Zaporijia, Vladimir Rogov, afirmou hoje à agência oficial TASS que as Forças Armadas ucranianas iniciaram no princípio de maio ataques maciços às localidades próximas da linha da frente, que servem para sondar possíveis brechas na defesa russa antes de lançarem a grande contraofensiva.

Segundo a Rússia, a 01 de maio, o exército ucraniano atacou Mikhailivka -- outra das localidades que serão parcialmente evacuadas -- e Tokmak, fazendo oito mortos e 31 feridos.

Vasilivka, igualmente incluída na lista de localidades fornecida por Balitski, também foi bombardeada, mas não houve vítimas. Na quinta-feira, as forças ucranianas voltaram a atacar a cidade, noticiou a TASS.

As forças russas controlam cerca de 70% do território de Zaporijia, vizinha da província de Kherson, em cuja capital regional, controlada pelas forças ucranianas, entrará hoje em vigor um recolher obrigatório de 58 horas.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas -- 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,1 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 436.º dia, 8.709 civis mortos e 14.666 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


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Uganda anula lei que proíbe a venda e compra de droga como marijuana

© Reuters

POR LUSA  05/05/23 

O Tribunal Constitucional do Uganda anulou hoje uma lei que proíbe a venda e a compra de vários estupefacientes no país, incluindo a marijuana e o khat, afirmando que foi aprovada sem uma maioria suficiente no parlamento.

"Declaro que a Lei dos Estupefacientes e das Substâncias Psicotrópicas de 2015 é nula por falta de quórum do parlamento, o que contradiz os artigos 88º e 89º da Constituição e o artigo 23º do Regimento", declarou o juiz Muzamiru Mutangula Kibeedi.

O Tribunal Constitucional afirmou que a forma como a lei foi aprovada era ilegal e sublinhou que a única forma de resolver o litígio, que foi iniciado na sequência de um recurso apresentado em 2017 pelos produtores de khat, era anular a lei, segundo o diário ugandês The Nile Post.

O acórdão afirma que, "no momento da votação, o projeto deve receber um número suficiente de votos para ser legalmente aprovado".

"O número suficiente de votos está previsto no artigo 89.º da Constituição. Implica uma maioria do quórum", sublinhou Kibeedi.

De seguida, Kizito Vincent, que lidera os peticionários, falou de uma "grande vitória para os agricultores ugandeses que se dedicam ao cultivo do khat".

"Depois de a lei ter sido aprovada, as nossas empresas sofreram por não poderem exportar e vender livremente, apesar de haver investigação científica suficiente para determinar que o khat não é perigoso", argumentou.

"A investigação que realizámos mostra que o khat é um alimento e um medicamento. Muitos dos nossos membros conseguiram educar os seus filhos e construir casas com a venda de khat, mas isso foi ignorado pelo Governo quando propôs a lei", criticou.

Embora a legislação tenha sido revogada, outras leis restringem ou proíbem o cultivo, a posse, o consumo ou a venda de várias drogas.

Nos últimos anos, a polícia ugandesa levou a cabo numerosas operações que resultaram na queima de plantações de marijuana e de khat.


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OMS declara o fim da pandemia, mas Covid-19 "está aqui para ficar"

© REUTERS/Denis Balibouse

Notícias ao Minuto  05/05/23 

O diretor-geral da OMS ressalvou, contudo, que esta mudança de classificação não significa que a Covid-19 já não representa uma ameaça à saúde pública a nível global.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou, esta sexta-feira, que a pandemia da Covid-19 chegou, oficialmente, ao fim. Contudo, o vírus "está aqui para ficar", continuando a representar uma ameaça à saúde pública a nível global.

Em conferência de imprensa, o responsável adiantou que, na reunião de quinta-feira, o Comité de Emergência aconselhou que esta classificação, que estava em vigor desde o dia 11 de março de 2020, fosse alterada "para um nível mais baixo de alarme", ditando, assim, o fim da emergência de saúde global.

"Ontem, o Comité de Emergência reuniu pela 15.ª vez e recomendou que declarasse o fim à emergência de saúde pública internacional. Aceitei o conselho. É, assim, com grande esperança que declaro o fim da Covid-19 enquanto emergência de saúde global", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Ainda assim, o diretor-geral da OMS ressalvou que esta mudança de classificação não significa que a Covid-19 já não representa uma ameaça à saúde pública a nível global.

"Na semana passada, a Covid-19 tirou uma vida a cada três minutos, e essas são apenas as mortes que temos conhecimento. Enquanto falamos, milhares de pessoas estão a lutar pela vida globalmente nos cuidados intensivos, e milhares continuam a viver com os efeitos debilitantes da condição 'Covid-19 longa'", salientou.

E prosseguiu: "Este vírus está aqui para ficar. Ainda está a matar e ainda está a mutar. O risco do aparecimento de novas variantes que provocam aumentos no número de casos e de mortes persiste. O pior que qualquer país pode fazer agora é usar esta notícia como motivo para baixar a guarda, para desmantelar os sistemas que construiu, ou transmitir que a Covid-19 não é nada com que nos preocuparmos", reforçou, apontando que, neste momento, o mundo pode "transitar do modo de emergência para a gestão da Covid-19 em paralelo às restantes doenças infecciosas".

Nessa linha, Tedros Adhanom Ghebreyesus salientou que esta não é uma decisão repentina, mas que foi "ponderada durante algum tempo, planeada e tomada com base na análise cuidada dos dados".

"Se for necessário, não hesitarei em convocar outro Comité de Emergência, caso a Covid-19 volte a colocar o nosso mundo em perigo", reiterou.

Expressando a sua gratidão ao organismo, o responsável sublinhou ainda que, apesar do seu fim, o mundo não deverá baixar a guarda, decidindo, por isso, estabelecer um "comité de revisão para desenvolver recomendações a longo prazo" para a doença. Esta semana, a OMS publicará também a quarta edição do plano de resposta global para a Covid-19.

Segundo os dados mais recentes da OMS, a pandemia já provocou mais de 765 milhões de casos confirmados de infeção e mais de 6.9 milhões de mortos a nível mundial.

Em Portugal, os primeiros casos foram diagnosticados a 2 de março de 2020, ditando, duas semanas depois, o brotar do primeiro estado de emergência. A doença tirou a vida a 26 mil pessoas, tendo infetado 5,5 milhões no nosso país. De notar ainda que, até ao momento, foram administradas mais de 13 mil milhões de doses de vacinas contra o vírus.


Referendo no Mali sobre a nova Constituição a 19 de junho

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POR LUSA  05/05/23 

A junta governativa do Mali anunciou hoje a realização de um referendo sobre a nova Constituição a 18 de junho, o qual estava inicialmente previsto para 19 de março, mas foi adiado.

"O colégio eleitoral é convocado para o domingo, 18 de junho de 2023, em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República do Mali, para se pronunciar sobre o projeto de Constituição", refere um decreto lido na televisão nacional pelo porta-voz do Governo, o coronel Abdoulaye Maiga.

Os membros das forças de segurança votarão antecipadamente a 11 de junho.

Este referendo é a primeira etapa, validada pelo voto, de um calendário de consultas e reformas que os próprios coronéis comunicaram e que deverá conduzir a eleições em fevereiro de 2024, com vista ao regresso dos civis ao poder.

Ao adiar o referendo, os militares, que tomaram o poder pela força em agosto de 2020, falharam um primeiro prazo e criaram dúvidas quanto ao respeito integral do calendário. A junta à frente deste país, confrontado com o terrorismo e mergulhado numa profunda crise multifacetada desde 2012, minimizou o atraso.

O porta-voz revelou que os eleitores terão de responder sim ou não à seguinte pergunta: "Aprova o projeto de Constituição?"


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Burkina Faso nega ligações ao grupo paramilitar russo Wagner

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POR LUSA   05/05/23 

O presidente de transição do Burkina Faso negou que o grupo paramilitar russo Wagner esteja a colaborar com o exército burquinabê na luta contra o fundamentalismo que ameaça o país desde 2015 e se agravou nos últimos anos.

"Não, o nosso exército, tanto quanto estou a falar convosco, está a lutar sozinho. São as nossas Forças de Defesa e Segurança [FDS] e os nossos Voluntários para a Defesa da Pátria [VDP] que estão a lutar", declarou o capitão Ibrahim Traoré, numa entrevista à imprensa local, na quinta-feira, sete meses depois de ter chegado ao poder.

Segundo o Presidente burquinabê, as alegadas ligações do seu país ao grupo Wagner estão a ser utilizadas para afastar o Burkina Faso de "certos Estados".

"Há muitos países que têm exércitos privados e que também nos abordaram para vender os seus serviços, o que nós rejeitámos", acrescentou, sublinhando que o foco está no grupo russo porque "há interesses geopolíticos e estratégicos".

Traoré confirmou que entre os aliados estratégicos do Burkina Faso estão a Rússia e a Turquia, assegurando que o país africano irá cooperar com aqueles que quiserem ajudar na guerra contra o fundamentalismo.

A este respeito, confirmou também uma parceria militar com Moscovo e que a maior parte do equipamento militar do exército burquinabê é russo.

"Muitos países recusaram-se a vender-nos equipamento [militar]. Recusaram-se categoricamente (...) Por isso, recorremos a outros países para comprar. Mas ainda há muitos países que muitas vezes vêm ofuscar para que não caminhemos em direção a esses Estados", disse Traoré.

A entrevista com o Presidente de transição surge depois de pelo menos 136 pessoas terem sido mortas por homens fardados na cidade nortenha de Karma, em 20 de abril, e de os habitantes terem responsabilizado o exército e os VDP (civis que colaboram com as forças armadas) pelo ataque, que gerou críticas nacionais e internacionais.

Traoré assegurou que as investigações estão em curso e pediu "que se evite fazer acusações sem saber o que aconteceu", lembrando que o equipamento militar e os uniformes do exército são por vezes apreendidos pelos rebeldes durante os ataques e combates.

"Quantas vezes fomos atacados por unidades que pensávamos serem nossas?", alertou.

Em dezembro passado, o Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, afirmou, durante a cimeira EUA-África, que o Burkina Faso tinha um acordo com o grupo paramilitar russo Wagner e que estes mercenários se encontravam na fronteira norte do Gana.

Dias depois, as autoridades burquinabês exigiram explicações ao embaixador do Gana no Burkina Faso e retiraram o seu representante no Gana em sinal de protesto.

O grupo Wagner, ligado ao Kremlin, está atualmente presente em vários países africanos, como a Líbia, a República Centro-Africana e o Mali.

O Burkina Faso tem sofrido frequentes ataques terroristas desde abril de 2015, perpetrados por grupos ligados aos fundamentalistas da Al-Qaida e extremistas do Estado Islâmico, especialmente no norte do país.

O país sofreu ainda dois golpes de Estado em 2022: um em 24 de janeiro, liderado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, e outro em 30 de setembro, por Traoré.


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O Cofre Geral da Justiça fez, hoje, 5 de Maio de 2023, a entrega de quinze computadores de mesa, quinze impressoras, mais uma máquina fotocopiadora para uso dos Juízes Desembargadores recém nomeados do Tribunal de Relação, inactivo há mais de dois anos.

Esta entrega de equipamentos enquadra-se na missão do CGJ, criado por Decreto No 1/2018 a 20 de Março de 2018, que  é a de promover a criação de condições materiais e humanas nos serviços da Justiça, de forma a elevar as condições de trabalho, a eficiência e a qualidade de serviços.

Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos


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O encontro serviu para Teresa Alexandrina da Silva e Tjark Egenhoff passar em revista a área da cooperação entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos. 

A construção da Casa da Justiça em Buba assim com a reabilitação dos tribunais regionais em Bubaque e Canchungo, ambos, no quadro da cooperação com PNUD, também estiveram em análise neste encontro.

Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos

 Movimento para Alternância Democrática - MADEM G15

O líder do Movimento para Alternância Democrática G-15, Braima Camará encontra-se em Espanha, acompanhado pelo Secretário Nacional, Dr. Abel Gomes da Silva, Dr. Abdu Mané, entre outros membros do grande Partido. Mais concretamente em Alcaide de Roquetas de Mar, onde manteve um encontro com o Presidente da Câmara, Dr. Gabriel Amat Ayllón, líder do Partido Popular (PP).

Um encontro amistoso, gerando laços que certamente serão de apoio e conforto para a comunidade guineense em Almería. 

Bá de Povo está atento às necessidades dos emigrantes e busca soluções dentro e fora do país.  

Para finalizar, deixou o convite formal ao Presidente da Câmara para o grande encontro com a comunidade, dia 6 de maio pelas 14h  em Almería. 

São todos bem-vindos. 



HORA TCHIGA !

Função pública capacita os técnicos das instituições públicas e privadas na matéria de saúde, higiene e segurança no trabalho.

 Radio TV Bantaba

GUERRA: Diplomata russo e ucraniano trocam agressões em conferência na Turquia... Uma bandeira da Ucrânia terá motivado o momento, que ficou registado em vídeo.

© Facebook/Oleksandr Marikovski

Notícias ao Minuto   05/05/23 

A Assembleia Parlamentar da Cooperação Económica do Mar Negro (PABSEC), que decorreu ontem em Ancara, na Turquia, ficou marcada por desacatos entre diplomatas ucranianos e russos.

Tudo começou quando o ucraniano Oleksandr Marikovsky segurava uma bandeira do seu país e era fotografado.


Nesse momento, um delegado da comitiva russa aproxima-se e retira-lhe de forma brusca a bandeira das mãos.

O que se seguiu foi uma troca de empurrões e murros que acabaram por ser serenados pela segurança do evento.

"Tirem as mãos da nossa bandeira, tirem as patas da Ucrânia, escumalha russa", escreveu Oleksandr Marikovsky na sua página de Facebook, numa publicação onde partilha o vídeo do momento (e que pode ver na galeria acima).

O incidente ocorreu depois de membros do Parlamento ucraniano terem tentado perturbar um discurso de delegados russos durante a conferência diplomática.

Acontece também depois de a Rússia ter acusado Kyiv de ter atacado o Kremlin com recurso a drones - apesar de não ter fornecido nenhuma evidência para apoiar a acusação - e de dizer que os Estados Unidos também estão envolvidos no incidente.


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PRS em conferência de imprensa sobre a vandalização da residência de Fransual Dias.

 Radio TV Bantaba 

Espaço de Comcertação de organização de sociedade civil da Guiné-Bissau está em conferência de Imprensa.

Para reagir sobre ataque que Fransuar Dias foi alvo na sua residência pelo homens armados.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

 Radio TV Bantaba 

Conferência de imprensa da Associação dos Padeiros da Guiné-Bissau sobre a escassez do pão por falta da farinha.

 Radio Voz Do Povo

Formadores dos fiscais de mesa das Assembleias de voto do PRS recebem formação

Radio Voz Do Povo

Chegada dos restos mortais de Yunussa Embaló, irmão mais velho do Presidente da República, General Umaro Sissoco Embalo.

 Radio Voz Do Povo 

Fransual Dias esta em Conferência de imprensa

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Radio Voz Do Povo 

Apresentação da Declaração Conjunta dos Líderes Religiosos de Apelo À Paz, por ocasião das eleições legislativas de 04 de Junho de 2023.

 Radio Voz Do Povo 

Guiné-Bissau: Residência do analista político Fransual Dias atacada a tiros e a sua viatura carbonizada.

Por Rádio Capital Fm

Bissau - (05.05.2023) - A residência do analista político e dirigente do Partido da Renovação Social (PRS), Fransual Dias, foi atacada por homens armados na madrugada desta sexta-feira (05.05), no bairro de Luanda, em Bissau, com vários tiros na parte exterior.

Uma viatura do jurista, estacionada em frente da sua porta, foi queimada por atacantes, mas a Capital FM soube que a integridade física de Fransual Dias não foi violada.

Recentemente, em várias declarações públicas,  Fransual Dias alertou para o período de "golpe de Estado palaciano" para adiar as eleições legislativas previstas para 04 de junho próximo, tendo acusado, por outro lado, algum líder político de ter retirado do cofre de Estado mais de 1 bilião de francos cfa. 


"Um comboio de luzes no céu". Satélites da SpaceX passaram por Portugal... As fotografias foram partilhadas no Facebook por quem conseguiu admirar o momento.

© Facebook / Meteo Trás os Montes - Portugal

Notícias ao Minuto   05/05/23 

Os aficionados pela observação do céu noturno conseguiram admirar durante a noite desta quinta-feira, dia 4, um fenómeno muito particular. Não se trata da passagem de asteroides, de um eclipse ou sequer de uma Lua especial, mas sim a passagem de satélites Starlink da SpaceX.

A passagem destes satélites acabou por ser admirada pelos observadores mais atentos, que registaram fotografias e as enviaram para a página Meteo Trás os Montes - Portugal no Facebook, que as partilhou para que todos as pudessem ver. Pode admirá-las na galeria acima.

Descrito como “um comboio de luzes no céu”, o ‘fenómeno’ pode parecer estranho mas é relativamente fácil de explicar. Os satélites surgem alinhados depois de terem sido ‘libertados’ pelo foguetão lançado pela SpaceX, com o movimento a indicar que estão a dirigir-se para as posições designadas de forma a conseguirem formar a rede necessária para fazer chegar Internet de alta velocidade às zonas mais remotas do planeta.

Abaixo pode também ver o um vídeo partilhado pela página.

Dia Mundial da Língua Portuguesa "deve ser celebrado em todo o mundo", diz Santos Silva

Por sicnoticias.pt  05/05/23 

Augusto Santos Silva sublinha que a língua portuguesa "une os cinco continentes", sendo falada por cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo".

O presidente do Parlamento considera importante que o Dia Mundial da Língua Portuguesa, que hoje se assinala, seja celebrado em todo o mundo onde o português é estudado e melhorado através da criação literária e artística.

Esta posição de Augusto Santos Silva consta de um vídeo hoje divulgado e que foi gravado na quinta-feira, na Universidade de Varsóvia, onde participou numa conferência com alunos e professores de estudos portugueses na Polónia.

No mesmo vídeo, o presidente da Assembleia da República refere que no início desta semana, acompanhado de uma delegação parlamentar, visitou a Ucrânia, observando então que em Kiev também participou num encontro com estudantes e professores de português nesse país.

"A língua portuguesa, como todas as línguas, é um instrumento da paz, da comunicação, da criação, da expressão e da interação entre as pessoas e os povos. É por isso muito importante que o Dia Mundial da Língua Portuguesa seja celebrado em todo o mundo e não apenas em Portugal", salientou o presidente da Assembleia da República.

Para Augusto Santos Silva, este dia deve ser celebrado onde a língua portuguesa é aprendida e estudada, e "onde é melhorada continuamente através da criação literária e artística que a usa como mataria prima".

"Viva a língua portuguesa", afirmou o ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

Depois, numa mensagem que publicou na sua conta na rede social Twitter, Augusto Santos Silva acrescentou que a língua portuguesa "une os cinco continentes", sendo falada por cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo".

“É a quinta [língua] mais utilizada a nível global”.

UCRÂNIA/RÚSSIA: Bill Clinton apontou ter chegado a essa conclusão após um encontro com Putin, em Davos, na Suíça, no qual o presidente russo lhe terá dito que não respeitaria o acordo assinado pelo antecessor.

© Reuters

Notícias ao Minuto  05/05/23 

 "Putin não vai parar". Invasão da Ucrânia "era uma questão de tempo"

Bill Clinton apontou ter chegado a essa conclusão após um encontro com Putin, em Davos, na Suíça, no qual o presidente russo lhe terá dito que não respeitaria o acordo assinado pelo antecessor.

O antigo presidente norte-americano Bill Clinton revelou que, já em 2011, constatou que a invasão da Ucrânia por parte do homólogo russo, Vladimir Putin, seria "uma questão de tempo". 

Em entrevista ao jornal Financial Times, ao lado da esposa, Hillary Clinton, antiga secretária de Estado e candidata à presidência norte-americana, o ex-chefe de Estado apontou ter chegado a essa conclusão após um encontro com Putin, em Davos, na Suíça, no qual o presidente russo lhe terá dito que não respeitaria o acordo assinado pelo antecessor, Boris Iéltsin, que garantia a integridade territorial da Ucrânia em troca do seu arsenal nuclear.

"[Putin] disse 'Não concordo com isso. E não o apoio. Não estou preso a isso.' E soube, a partir daí, que era apenas uma questão de tempo [até à invasão]”, indicou.

O casal apelou, por isso, a que o Ocidente aumente o seu apoio a Kyiv, alertando que o contrário poderá aumentar não só a influência do chefe de Estado russo, como também do chinês, Xi Jinping, tendo em conta a situação em Taiwan.

"Acho que, antes da invasão russa, havia boas hipóteses de que [Jinping] teria avançado em Taiwan dentro de dois ou três anos. Acho que esse plano foi adiado", equacionou Hillary Clinton.

Já Putin, por seu turno, “não vai parar”, uma vez que embarcou “naquilo que considera ser uma luta justa para minar a democracia ocidental e reinstituir, tanto quanto puder, o império russo”.

Nessa linha, a antiga candidata presidencial argumentou que, para derrotar Moscovo, Kyiv terá de recuperar os territórios perdidos no leste do país.

“Não confiaria [em Putin] numa mesa de negociações em qualquer circunstância, a menos que os ucranianos – apoiados por nós – tenham influência suficiente”, complementou.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14,6 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram mais de 8.709 civis desde o início da guerra e 14.666 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.