sábado, 20 de julho de 2019

Comandos celebram 35 anos do regimento


Nas celebrações destacam-se os dicursos do vice-chefe do Estado maior General das Forças Armadas, Tenente-general Mamadu Turé - Nkrwmah, e do Padrinho José Ibraima Balde, Embaixador da Boa Vontade e dos Direitos Humanos, para além do exercício demonstrativo dos comandos e da animação teatral.

O tenente general Mamadu Turé reconhece que houve melhorias no comportamento dos militares, sobretudo no regimento dos Comandos e no quartel da Marinha que em algumas ocasiões se envolveram em acontecimentos complicados.

Turé apela, por isso, os militares para continuarem nos quarteis, submetendo ao poder político legalmente instituído em prol da paz e estabilidade.

Aliu Cande

Investigação indica que ibuprofeno tem efeitos anticancerígenos

Trabalho do Instituto Ricardo Jorge revela efeitos anticancerígenos do medicamento anti-inflamatório.


O anti-inflamatório ibuprofeno tem efeitos anticancerígenos sobretudo no cancro do colón, inibindo o crescimento de células malignas, revela uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Investigadores do INSA, associados ao Instituto de Biossistemas e Ciências Integrativas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, descreveram uma nova perspectiva sobre os efeitos anticancerígenos do ibuprofeno, que foi publicada na revista European Medical Journal.

De acordo com a investigação, este medicamento anti-inflamatório de uso comum impede as células cancerígenas de produzirem variantes tumorigénicas de certas proteínas.

O uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), como por exemplo o ibuprofeno ou a aspirina, já foi anteriormente associado a um efeito quimiopreventivo contra o desenvolvimento do cancro do cólon em indivíduos com risco aumentado.

Tradicionalmente, a acção do ibuprofeno foi explicada através do seu efeito inibitório sobre uma actividade enzimática do organismo, que está na origem da produção de moléculas pro-inflamatórias conhecidas como prostaglandinas.

O trabalho da equipa liderada pelo investigador do Departamento de Genética Humana do INSA, Peter Jordan, revelou que o ibuprofeno tem ainda outro modo de acção anticancerígena: “impede as células cancerígenas de produzirem variantes tumorigénicas de certas proteínas, num processo conhecido como splicing alternativo”.

Em declarações à agência Lusa, Peter Jordan explicou que já se conhecia que a toma regular deste medicamento podia em casos de risco prevenir o aparecimento do cancro do colón, “mas achava-se sempre que tinha a ver com o efeito do ibuprofeno e as outras drogas, a aspirina também é um exemplo ao nível da formação de prostaglandinas”.

“O nosso trabalho veio mostrar que, pelo menos, o ibuprofeno tem outros mecanismos de acção que também podem estar na origem deste efeito anticancerígeno”, adiantou Peter Jordan, que liderou a equipa de investigadores.

No caso do cancro do cólon, uma das variantes tumorigénicas que a equipa de investigação identificou anteriormente caracteriza cerca de 10% dos tumores e estimula a taxa de sobrevivência das células malignas.

Segundo o investigador, “o ibuprofeno, mas não outros AINE como a aspirina, ao contrariar a produção desta variante consegue inibir o crescimento das células malignas”, explicou o investigador.

Peter Jordan explicou que “existem subgrupos geneticamente distintos de cancro do colón e que o ibuprofeno actua sobretudo sobre um subgrupo que explica 10 a 15%” destes tumores.

Para o geneticista, são importantes estudos que identificam marcadores de progressão maligna no início do desenvolvimento tumoral para desenvolver um diagnóstico mais preciso e uma terapia mais eficaz que seja dirigida especificamente às alterações génicas presentes em cada tumor do doente.

“Um estudo mais sistemático dos efeitos do ibuprofeno poderá agora indicar quais os subgrupos genéticos desta doença que beneficiariam da inclusão deste AINE no regime terapêutico administrado”, defendeu.

O investigador adiantou que a publicação na European Medical Journal, uma revista dirigida aos médicos, desta investigação realizada ao longo dos últimos anos poderá chamar a atenção de que valeria “a pena investir mais na utilização do ibuprofeno em certos casos de doentes”.

Segundo os dados mais recentes sobre a incidência de cancro divulgados pela Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), o cancro do cólon passou a ser, em 2018, a primeira causa de novos casos de cancro em Portugal.

publico.pt

Vídeo - Homem sobe para cima de motor de avião que ia levantar voo


Impensável... mas aconteceu. Em Lagos, na Nigéria, um homem subiu para cima do motor de um avião comercial quando este estava já na pista pronto para levantar voo. Vídeos capturados do interior do aparelho mostram o homem em cima do motor e até mesmo dentro.

O insólito aconteceu depois de o piloto do avião, que estava na pista a preparar-se para levantar voo, ter reparado que um homem se aproximava a pé do aparelho. 

O piloto abrandou o avião tendo depois desligado os motores.

Foi nessa altura que o homem saltou para cima de uma das asas do aparelho tentado, sem sucesso, como seria de esperar, acesso ao interior do avião.



Num outro vídeo revelado no Instagram vê-se o mesmo indivíduo, que foi depois detido pelas autoridades, dentro de um dos motores.

O incidente aconteceu no aeroporto de Lagos, na Nigéria. O avião acabou, mais tarde, por levantar voo, mas antes todos os passageiros tiveram que sair para uma nova ronda de inspeções de segurança.

Por RTP

Ami simplesmente Mbai pera elis na meta, kkkkk







Paula Pereira

CASA REAL - Malásia. Rei que renunciou ao trono por amor divorcia-se ao fim de sete meses

Em novembro casou com uma ex-modelo russa de 26 anos numa cerimónia discreta. Em janeiro renunciou ao trono por amor. Agora, Mohamed V de Kelantan está divorciado.


Em janeiro deste ano, Mohamed V de Kelantan (49 anos) renunciou ao trono da Malásia por amor, depois de se ter casado em segredo com Rihana Oksana Voevodina, ex-modelo russa de 26 anos. Sete meses depois chegou o divórcio, segundo noticia a imprensa daquele país.

O monarca que reinou até ao princípio de janeiro casou-se com uma ex-modelo russa, conhecida quase exclusivamente por ser Miss Moscovo 2015. O casamento resultou de uma cerimónia privada no estrangeiro e aconteceu em novembro último sem qualquer aviso prévio. A união que, segundo o El País, tem tanto de polémica como de misteriosa terminou por causas desconhecidas depois de um filho em comum. Especula-se que a rutura não terá sido amistosa.




De acordo com a imprensa daquele país, o par divorciou-se no passado dia 1 de julho e há relatos de que o divórcio realizou-se da forma mais severa prevista na lei islâmica, o chamado “triplo talaq”. Ou seja, basta que o marido repita a palavra “talaq” três vezes para que a separação se concretize de imediato. Alguns países muçulmanos como o Paquistão proibiram esta prática de modo a proteger os direitos das mulheres.

A conta de Instagram da ex-modelo incomodou desde o início a família real da Malásia, mas a polémica estalou verdadeiramente quando, meses depois do casamento, foram divulgadas imagens da participação de Rihana num reality show russo, onde se vê a ex-modelo a ter relações sexuais com outro homem. O escândalo, assegura o El País, foi o principal motivo da renúncia ao trono. Mohamed V de Kelantan foi o primeiro rei na história moderna da Malásia a fazê-lo desde que o país se tornou numa monarquia parlamentar. A esta polémica junta-se o facto de o filho do casal ter nascido a 21 de maio deste ano, seis meses após o casamento.



Nenhum dos dois quebrou o silêncio sobre a situação, mas o Palácio de Kelantan divulgou um comunicado oficial no qual pede à imprensa que não se refira a “certos indivíduos” com títulos reais.

No mesmo dia em que foi tornado público o divórcio do casal, a ex-modelo partilhou na respetiva conta de Instagram um vídeo onde ambos, num tom documental, relatam a sua até então história de amor.



observador.pt

FOI FEITA O LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA DO PARQUE ARTESANAL, PROJETO DA SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO E ARTESANATO.


O DISCURSO DA SECRETÁRIA DE ESTADO

"É com regozijo especial que quero desejar a todos os ilustres convidados e participantes que vieram testemunhar, pela sua vontade e convicção da sua importância a inauguração solene de uma cerimónia singela mas simbólica e fundadora da criação deste espaço urbano de projecçao e qualidade e da originalidade dos produtos do artesanato da Guiné-Bissau.

Quero expressar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento pelo calor humano aqui demonstrado pelos nossos dignissimos convidados e pelo interesse inequívoco que souberam manisfestar em prol da qualificação e certificação da actividade artesanal, da sua divulgação e promoção em prol do desenvolvimento económico e do progresso social relativo a situação jurídico laboral dos artesãos nacionais da sua árdua, engenhosa e nobre profissão.

Minhas Senhoras e meus senhores

O Patrimônio cultural da Guiné-Bissau requer uma valorização e requalificação ambiciosa de modo a transformá-lo num produto de grande potencial com interesse para o desenvolvimento da actividade turística com o objectivo de fomentar a geração de receiras decorrentes desta actividade, visto que o sector do Turismo pode ser catalisador de uma importante fonte de crescimento económico, de criação de emprego e de redução da pobreza, pela transversalidade das suas valências no que a promoção e valorização de outras actividades conexas diz respeito.

Entretanto, ao Governo cabe, através da acção da Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato e por intermedio da minha determinação, assumir a responsabilidade política de criar e garantir condições conducentes a ultrapassar alguns obstáculos fundamentais ao desenvolvimento sustentável do Artesanato enquanto produto turístico e privilegiado na estratégia de reforço do turismo de índole cultural com base na grande atractividade turística das actividades e exposições artesanais no espaço urbano.

Esta visão requer uma acção concertada e planificacda dos diferentes órgãos responsáveis pelos sectores do turismo e do aratesanato, com base em princípios e objectivos definidos no quadro de um plano estratégico nacional de desenvolvimento do Turismo.

A estratégia do Governo para a implementação do referido plano deverá eleger modelos de parceria público privado como solução adequada a equação da problemática de financiamento dos projectos turísticos, que permitirá aos promotores privados nacionais ou estrageiros trabanhar em consonância com o governo na concepção e na execução dos futuros projetos turísticos, tendo em conta a necessidade de preservação e de convergência dos interesses públicos e privados envolvidos.

Os Futuros Investimentos públicos ou privados e acções que favoreçam o desenvolvimento de actividades artesanais com interesse para o sector do Turismo deverão visar prioritariamente na criação de emprego principalmente a favor das mulheres e juvens artesãos nas comunidades locais, a formação de recursos humanos necessários a garantia de qualidade dos serviços prestados, a construção e melhoramento de infra-estruturas básicas para o estabelecimento recomendável de organizações artesanais por forma a contribuir para a promoção da economia do artesanato no plano municipal, através da criação de soluções para a estratégia nacional de desenvolvimento qualitativo e sustentável do turismo na Guine-Bissau.

Para esse efeito, a comunidade dos actores envolvidos no processo de desenvolvimento turístico na Guiné-Bissau deve trabalhar em estreita colaboração no sentido de ajudar a reforçar os pilares da estratégia nacional de desenvolvimento de actividades artesanais, bem como assegurar a sua responsabilidade económica e ambiental.
Do ponto de vista legal, o Governo não poupara esforços no sentido de conceder os apoios jurídicos necessários a atracção e acolhimento de projectos de investimento e da criatividade no sector do artesanato de maneira transparente.

Com efeito, gostaria de endereçar as minhas mais sinceras palavras de agradecimento a Assembleia Nacional Popular, através da atenção e amabilidade do seu presedente, Sua Excelencia Engenheiro Cipriano Cassama pela horosa cooperação institucional prestada com vista a concretização deste projeto inédito, bem assim a Câmara Municipal de Bissau e especialmente ao seu presidente cessante, Sua Excelencia Dr. Luis de Melo, pelo apoio concedido na desponibilização do espaço, e que não soube poupar os seus enérgicos esforços em prol da facilitação deste nobre Projeto.

Muito Obrigada pela Vossa presença e pela Vossa Preciosa atenção."











Secretaria de Estado do Turismo e Artesanato

Apollo 11. Alguns factos que não sabia sobre a histórica missão à Lua

A 20 de julho de 1969, milhões de pessoas sustinham a respiração em simultâneo, enquanto os astronautas americanos davam os primeiros passos históricos na Lua.

O chamado Nascer da Terra foi fotografado num das missões Apollo.

Passaram 50 anos, já há quem aponte para a exploração espacial em Marte, mas a missão Apollo 11 continua a deixar muita gente fascinada. Para comemorar este meio século, há várias iniciativas, desde Doodles pelas mãos da Google, emissões especiais ou até leilões de objetos históricos.

Mas há pequenos (grandes) pormenores sobre a missão que não são tão do senso comum quanto a frase “um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”. A 16 de julho de 1969, Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin partiam do Centro Espacial John F. Kennedy para fazer aquilo que, cinquenta anos depois, ainda mais ninguém conseguiu: andar na Lua.

Mas antes do dia histórico, foi preciso muito trabalho, ainda no planeta Terra. Na verdade, muito trabalho, pessoas e dinheiro. Para conseguir colocar os três astronautas a passear na Lua, foi necessário o triplo das pessoas que trabalharam no projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atómica.

E a nível monetário? É estimado que, entre 1960 e 1973, o período de tempo das várias missões Apollo, a NASA tenha despendido pelo menos 28 mil milhões de dólares (algo como 24 mil milhões de euros).

Também foi preciso estruturar o material dos fatos que garantiram a segurança dos tripulantes da Apollo 11. Para isso, a NASA contou com uma empresa chamada PlayTex, habitualmente especializada em peças de roupa menos visíveis – lingerie.

Quatro dias depois de andarem na Lua, a 24 de julho de 1969, a tripulação regressava à Terra, aterrando no Oceano Pacífico. Mas nem a saída da Lua correu como era esperado. Por exemplo, o histórico momento do içar da bandeira dos Estados Unidos na Lua durou pouco tempo. Quando era hora de regressar à Terra, a força dos propulsores da Eagle fizeram a bandeira cair… por terra.

Sabia também que foi preciso declarar na alfândega todos os objetos que foram recolhidos na Lua? Sim, até as rochas e pó que foram recolhidos.

insider.dn.pt

MEDITERRÂNEO - OIM regista 683 mortes no Mediterrâneo desde o início do ano

Pelo menos 683 pessoas morreram nas três principais rotas migratórias do mar Mediterrâneo desde o início do ano, um decréscimo de 47% em relação ao mesmo período de 2018, divulgou hoje a Organização Internacional das Migrações (OIM).


Os dados da agência da ONU, relativos a ocorrências verificadas entre janeiro e o passado dia 17 de julho, precisaram que o número mais elevado de vítimas mortais (426) foi registado na rota central, que sai da Argélia, Tunísia e Líbia em direção à Itália e a Malta.

Tem sido nesta rota que várias embarcações de organizações não-governamentais (ONG) têm consigo resgatar nos últimos meses várias centenas de migrantes.

Na rota leste, que ruma à Grécia e ao Chipre, foram contabilizados 53 mortos, enquanto na rota oeste, que vai em direção às costas espanholas, o número de vítimas mortais foi de 204.

No mesmo período em 2018, o número total de mortes no Mediterrâneo foi de 1.449.

A OIM, que também monitoriza as chegadas de migrantes, avançou que 34.226 migrantes e refugiados chegaram à Europa por via marítima nos primeiros 199 dias do ano corrente, o que representou uma quebra de 34% em comparação com as 51.782 chegadas verificadas no período homólogo em 2018.

Espanha (12.064) e Grécia (16.292) são atualmente as principais portas de entrada para a Europa.

As chegadas aos dois países combinadas (28.356) representam quase 83% do total da região mediterrânea.

Quando comparados ao mesmo período do ano passado, os dados da OIM indicam que as chegadas de migrantes à Grécia aumentaram (mais 1.352), enquanto em Espanha diminuíram (menos 6.589).

Em relação a Itália, os dados da OIM apontam para 3.186 chegadas, um número bastante menos expressivo quando comparado com as 17.838 chegadas que foram registadas no período homólogo de 2018.

A OIM monitoriza as mortes nas rotas migratórias em todo mundo desde 2014 através do programa "Projeto Migrantes Desaparecidos".

Desde então, o programa já registou a morte de pelo menos 32.362 migrantes, no entanto, a organização liderada pelo português António Vitorino admite que, por causa da dificuldade de reunir dados e do contexto em que estas mortes ocorrem, o número real de vítimas mortais possa ser muito maior.

NAOM

Irão capturou petroleiro britânico por ter chocado com barco de pesca

O Irão capturou hoje um petroleiro britânico ao largo de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, mas diz que o arresto se deveu a um choque "com um barco de pesca", de acordo com as autoridades locais.


"O petroleiro chocou com um barco de pesca durante a sua rota e depois desse incidente era necessário perceber os motivos", justificou Alahmorad Afifipur, diretor da Organização de Portos e Navegação da província iraniana de Hormozgan.

O responsável explicou que o arresto ocorreu depois de a embarcação local ter tentado comunicar com o petroleiro e "não receber resposta", de acordo com a agência iraniana IRNA, citada pela espanhola Efe.

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o navio foi capturado por não estar a cumprir com as "leis marítimas internacionais", de acordo com Associated Press (AP).

O navio Stena Impero, de pavilhão britânico, está no porto de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, com os 23 tripulantes no seu interior por motivos de segurança, de acordo com os responsáveis iranianos.

De acordo com a navegadora Stena Bulk, proprietária do petroleiro, o contacto com a embarcação foi perdido pelas 15 horas, depois de receber um aviso de que várias embarcações e um helicóptero se aproximavam do Stena Impero em águas internacionais.

Um porta-voz da companhia afirmou que o petroleiro estava em "cumprimento integral com todos os regulamentos internacionais e de navegação", de acordo com a AP.

Outro petroleiro, o Mesdar, de pavilhão libanês e propriedade da navegadora britânica Norbulk, foi também brevemente capturado na sexta-feira no estreito de Ormuz, mas já prosseguiu viagem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, advertiu esta sexta-feira de que pode haver "graves consequências" se a situação não se resolver rapidamente, ainda que não esteja a considerar opções militares nesse campo.

Estes incidentes ocorreram no mesmo dia em que o Tribunal Supremo de Gibraltar, dependência britânica no sul da Península Ibérica, estendeu por 30 dias o período de detenção do petroleiro iraniano Grace 1.

O navio foi intercetado e abordado no dia 04 de julho ao largo da costa de Gibraltar devido às suspeitas de que transportaria crude para uma refinaria na Síria, país sujeito a sanções da União Europeia, mas as autoridades iranianas negaram que se dirigia ao país árabe.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, qualificou o sucedido de "ato de pirataria" e advertiu que o seu país iria responder "no momento apropriado" ao Reino Unido.

O estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é local de passagem de um quinto das exportações de petróleo mundiais.

Na quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um navio de guerra norte-americano destruiu um drone iraniano no estreito de Ormuz.

NAOM

Irão divulga vídeo para provar que drone não foi abatido pelos EUA

O Irão divulgou um vídeo que afirma provar que um navio de guerra dos EUA não destruiu um 'drone' [aparelho aéreo não tripulado] iraniano perto do Golfo Pérsico, contrariando o que o Presidente norte-americano, Donald Trump, hoje voltou a garantir.

Iran: Tehran releases footage ‘proving US did not shoot down drone‘

Na quinta-feira, Trump disse que o navio de guerra USS Boxer destruíra um 'drone' das Forças Armadas iranianas, na zona do Golfo.

Hoje, o Presidente confirmou a sua tese: "Sem dúvida, nós abatemo-lo".

"Essa alegação é delirante e sem fundamento", respondeu também hoje o porta-voz das Forças Armadas do Irão, Abdolfazl Shekarchi, citado pela agência noticiosa Tasnim, no mesmo dia em que a TV estatal iraniana mostrou um vídeo que a Guarda Revolucionária diz provar que o 'drone' não foi abatido pelo navio dos EUA.

A Guarda Revolucionária do Irão diz que o 'drone' gravou três horas de vídeo do navio USS Boxer e de cinco outras embarcações norte-americanas, onde se prova que o aparelho não foi abatido pelas forças dos EUA.

A tese iraniana contraria as declarações das autoridades norte-americanas que hoje confirmaram a versão de ter abatido um 'drone' que se tinha aproximado excessivamente do navio de guerra.

"Não há dúvida de que se tratava de um 'drone' iraniano", afirmou o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, referindo-se ao aparelho que a marinha norte-americana alega ter destruído, através de meios eletrónicos.

Uma fonte não identificada do Governo dos EUA, citada pela agência France Presse, disse que as Forças Armadas têm "evidências claras" da destruição do 'drone'.

"O 'drone' aproximou-se demasiado do nosso navio e, se os 'drones' se aproximam a essa distância, há instruções para os abater", disse a mesma fonte, para justificar a ação das marinha norte-americana.

Este incidente aumentou ainda mais as tensões entre os EUA e o Irão, desde que o Governo de Teerão anunciou que iria passar a reduzir o cumprimento do acordo nuclear e passar a aumentar a produção de urânio enriquecido, como retaliação pelas sanções impostas pelos EUA, que acusam o Irão de não cumprir o tratado.

Em 20 de junho, a Guarda Revolucionária do Irão abateu um 'drone' dos EUA, alegando que estava a violar o seu espaço aéreo, com os norte-americanos a dizerem que o aparelho fora abatido sobre águas internacionais.

Nos últimos meses, os EUA reforçaram a sua posição militar no Golfo Pérsico e ameaçam retaliar se qualquer interesse norte-americano na região for atingido.

Por NAOM



Povo Zimbabuano a surrar a delegação da embaixada do Zimbábue em um país europeu



Ibrahim Ibrahim