quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Irão anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos... O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou hoje julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.

Por LUSA 

Organizações não governamentais têm relatado mais de 2.500 mortos nas manifestações que começaram em 28 de dezembro por todo o território daquele país do Médio Oriente.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.

"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".

Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas "fizerem algo assim", os EUA vão "tomar medidas muito fortes".

Entretanto, ativistas 'anti-ayatollah', o regime teocrático surgido com a revolução de 1979, anunciaram hoje que a empresa de telecomunicações Starlink, do norte-americano Elon Musk, que já fez parte da Administração Trump, estava já a proporcionar serviços gratuito no Irão, onde a Internet tem estado bloqueada desde 08 de janeiro.

As chamadas via telefone para o estrangeiro foram permitidas na terça-feira, mas ainda não são possíveis contactos de países estrangeiros para o Irão.


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O erro matinal que o deixa com desejos de açúcar ao longo de todo o dia... Existe um erro que comete de manhã que o está a deixar com vontade de consumir doces durante todo o dia. Pode acabar por ingerir quantidades em excesso sem grande controlo. Veja o que está em causa.

Por Noticiasaominuto.com 

Se uma das resoluções de ano novo que fez foi diminuir o consumo de açúcar, o melhor é ter atenção a um erro comum que muitas pessoas cometem de manhã. A verdade é que pode estar a fazer com que tenha desejos de açúcar ao longo de todo o dia.

A revista Parade falou com dietistas para perceber o que está a fazer mal assim que acorda. É um erro ao pequeno-almoço que o pode estar a deixar com fome de doces e produtos do género.

O erro que o deixa com desejos de açúcar

A primeira refeição do dia deve ser rica em proteína. Se tal não acontecer, poderá ter vontade de consumir açúcar ao longo do dia. “Incluir proteína ao pequeno-almoço retarda a digestão, fornece energia constante e ajuda a prolongar a sensação de saciedade. Também sinaliza o corpo logo no início do dia que está a receber o que precisa, o que pode reduzir aquela vontade de comer doces a meio da manhã ou da tarde”,começa por dizer a dietista Marissa Karp.

A especialista revela que o consumo de proteína logo de manhã ajuda a que a digestão fique mais lenta. Desta forma, poderá contribuir para prevenir picos e quedas dos níveis de açúcar.

“A proteína também ativa as hormonas da saciedade, ajuda o cérebro a registar a sensação de plenitude, para que tenha menos probabilidade de continuar a comer e em busca de satisfação", continua a dietista.

Quanta proteína deve ser consumida de manhã

Já percebeu que a proteína é importante, mas qual é a quantidade que deve ser consumida ao pequeno-almoço. Ashley Koff, nutricionista, recomenda entre 15 a 40 gramas nesta primeira refeição do dia. Aponta os ovos, a batata-doce e smoothies proteicos como algumas das sugestões preferenciais.

“Os ovos são uma fonte de proteína simples e poderosa para o pequeno-almoço com cerca de 6 a 7 gramas por ovo. Juntar abacate fornece gorduras monoinsaturadas saudáveis ​​para o coração e fibras solúveis, o que ajuda a complementar a refeição e a aumentar a sensação de saciedade”, diz Marissa Karp.

Cinco formas para acabar com o desejo por açúcar

A 'fome por doces' é infelizmente uma realidade, assim como por alimentos calóricos e gordurosos. Mas a verdade é que para a maioria dos indivíduos os alimentos ricos em açúcar são a maior tentação.

Segundo o site da revista norte-americana Women’s Health, existem cinco formas de controlar o desejo constante e quase interminável por açúcar. 

1. Optar por alimentos com baixo índice glicémico. Os alimentos com um elevado índice glicémico aumentam exponencialmente os níveis de açúcar no sangue, provocando picos que dão origem à 'fome emocional' ou 'fome por doces'. 

2. Ter sempre opções saudáveis na mala, na marmita, no carro ou no escritório. Esta é uma forma eficaz de evitar comprar comida menos saudável, uma vez que nos momentos em que a tentação aperta tem consigo opções mais equilibradas, menos açucaradas e menos calóricas.

3. Coma mais vezes ao dia. Coma porções menores, mas faça mais refeições durante o dia. Assim, atenuará eficazmente a vontade de comer açúcar. 

4. Varie. Experimente cozinhar receitas novas e incluir alimentos saudáveis, que ainda não provou, na sua dieta. Variar fará com que não se canse de manter um regime alimentar saudável. 

5. Não salte o pequeno-almoço. Tomar um bom pequeno-almoço é meio caminho andado para uma alimentação mais equilibrada ao longo do dia. Adicionalmente, como se vai sentir mais saciado irá sentir menos vontade de petiscar entre as refeições e de comer bolos, chocolates ou açúcar.


Alguns minutos mais de atividade física moderada por dia e de sono, assim como comer um pouco mais de vegetais estão ligados a menores riscos de mortalidade, indicam dois estudos publicados hoje.


SpaceX oferece Internet por satélite Starlink de forma gratuita no Irão... A empresa de Elon Musk responsável pelo serviço e satélite Starlink, a SpaceX, começou a providenciar acesso de forma gratuita no Irão. A notícia foi partilhada por ativistas.

Por LUSA 

Mehdi Yahyanejad, um ativista radicado na cidade de Los Angeles, no sudoeste dos Estados Unidos, que ajudou a levar o equipamento para o Irão, disse à agência de notícias Associated Press que o serviço gratuito já estava disponível.

Outros ativistas confirmaram também em mensagens online que o serviço era gratuito.

"Podemos confirmar que a subscrição gratuita para os terminais Starlink está a funcionar em pleno", disse Yahyanejad, numa nota. "Testámos usando um terminal Starlink recém-ativado dentro do Irão", acrescentou.

A Starlink tem sido a única forma de os iranianos comunicarem com o exterior desde que as autoridades cortaram a Internet na noite de quinta-feira, quando os protestos em todo o país aumentaram e iniciaram uma repressão sangrenta contra os manifestantes.

A própria Starlink não se pronunciou de imediato sobre a decisão.

No domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que planeava ligar ao empresário Elon Musk para discutir o posicionamento de satélites Starlink para "manter a internet a funcionar" no Irão.

Com a internet em baixo, avaliar o impacto das manifestações a partir do estrangeiro tornou-se mais difícil, apesar dos iranianos terem na terça-feira conseguido voltar a fazer chamadas internacionais.

O Irão está a ser agitado por uma vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

A taxa de inflação anual é superior a 42% e, durante o ano passado, o rial perdeu 69% do seu valor face ao dólar, num contexto em que a economia foi fortemente atingida pelas sanções dos Estados Unidos e da ONU devido ao programa nuclear de Teerão.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à morte de manifestantes detidos.

O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 2.571, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos.

De acordo com a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), com sede nos Estados Unidos, 2.403 dos mortos eram manifestantes e 147 estavam ligados ao Governo.

O grupo afirmou na terça-feira que 12 crianças foram mortas, juntamente com nove civis que não participavam nos protestos. O número de detidos também aumentou para mais de 18.100.


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