domingo, 12 de novembro de 2023

ISRAEL: Chanceler alemão opõe-se a cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza

© Emmanuele Contini/NurPhoto via Getty Images

POR LUSA   12/11/23 

O chanceler alemão afirmou hoje que se opõe a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, enquanto os apelos neste sentido estão a aumentar em todo o mundo, após os bombardeamentos do exército israelita.

"Admito francamente que não creio que os apelos a um cessar-fogo imediato ou a uma longa pausa - o que equivaleria quase à mesma coisa - sejam justos, porque isso significaria, em última análise, que Israel deixaria ao Hamas a possibilidade de recuperar e obter novos mísseis", disse Olaf Scholz durante um debate organizado por um diário regional alemão, o Heilbronner Stimme.

Por outro lado, o governante apelou a "pausas humanitárias".

Cinco semanas após o início da guerra, desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita, em 07 de outubro, os apelos a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, bombardeada por Israel, continuam a crescer.

Ao opor-se, o chanceler alemão vai contra muitos países árabes e contra o Presidente turco, que deverá receber na próxima semana em Berlim.

Recep Tayyip Erdogan considerou hoje "vital" obter um cessar-fogo e instou o Ocidente a pressionar Israel a este respeito.

Olaf Scholz também se demarcou do Presidente francês, Emmanuel Macron, que na sexta-feira instou Israel a pôr fim aos seus bombardeamentos para poupar os civis em Gaza e afirmou que pretende trabalhar para um cessar-fogo para "proteger todos os civis que não têm nada a ver com terroristas".

O Ministério da Saúde do Hamas anunciou que pelo menos 11.078 pessoas, principalmente civis, incluindo 4.506 crianças, foram mortas em bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde o início da guerra desencadeada pelo ataque deste movimento contra Israel em 07 de outubro, que provocou 1.200 mortos, a maioria civis.



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A Bancada parlamentar do PAI TERRA RANKA interpelou alguns membros do governo para inteirar-se das linhas defendidas pela coligação e que constam no programa do executivo.

Por: Mamadú Candé   Rádio Capital Fm   12.11.2023

O vice Coordenador do Movimento para Alternância Democrática G-15, Marciano Silva Barbeiro, garantiu que a sua formação política vai assumir posição clara face aprovação de programa e orçamento geral de estado do governo liderado por Geraldo Martins.

Por: Mamadú Candé  Rádio Capital Fm   12.11.2023

Ataque do Hezbollah deixa seis feridos em Israel e aumenta tensão com o Líbano

Ondas de fumaça saem das colinas de Ramim Ridge, na Alta Galileia, após uma troca de tiros entre Israel e o movimento libanês Hezbollah, perto de Moshav Margaliot, na fronteira de Israel com o Líbano, 11 novembro 2023. (Foto Jalaa Marey / AFP)

VOA Português

TELAVIVE — Radicais libaneses do Hezbollah dispararam mísseis antitanque contra uma comunidade israelita perto da fronteira entre os dois países neste domingo, 12, que deixaram trabalhadores de serviços públicos feridos, disseram autoridades de Telavive, sem dar mais detalhes.

A intensificação dos ataques do Líbano ameaça abrir uma segunda frente da guerra na região.

Israel disse que está a responder aos ataques.

A Israel Electric Corp. informou que trabalhadores da comunidade rural de Dovev ficaram feridos enquanto reparavam linhas danificadas por um ataque anterior.

A imprensa israelita informou que seis pessoas ficaram feridas, incluindo uma gravemente.

O Hezbollah confirmou ter lançado mísseis guiados contra uma “força logística pertencente ao exército de ocupação que estava prestes a instalar postes de transmissão e dispositivos de escuta e espionagem perto do quartel de Dovev”.

A nota acrescenta que os atacantes atingiram uma escavadeira militar israelita num ataque separado.

Pouco depois do ataque, sirenes de ataque aéreo foram ouvidas no norte de Israel.

A Rádio do Exército informou que outro míssil antitanque foi disparado do Líbano.

Este é o incidente mais grave envolvendo civis desde que um ataque aéreo israelita no sul do Líbano, a 5 de novembro, matou uma mulher e três crianças.

O exército israelita e os guerrilheiros do Hezbollah e seus aliados têm entrado em confronto ao longo da fronteira desde que a guerra entre Israel e o Hamas começou há cinco semanas, com uma incursão sangrenta no sul de Israel pelo grupo considerado terrorista pelos Estados Unidos e aliado do Hezbollah.


Embora em grande parte contidos, os confrontos aumentaram de intensidade à medida que Israel conduz uma ofensiva terrestre em Gaza contra o Hamas.

C/AP

PRESIDENTE DA REPÚBLICA PARTICIPA DA CIMEIRA EXTRAORDINÁRIA DA OIC SOBRE GAZA

 Presidência da República da Guiné-Bissau

O Presidente da República participou hoje da Cimeira Extraordinária Conjunta Árabe-Islâmica, convocada pela Organização de Cooperação Islâmica (OCI), em Riade, na Arábia Saudita, em reposta às circunstâncias excepcionais que ocorrem na Faixa de Gaza .

Os líderes de nações islâmicas convergiram para discutir estratégias cooperativas visando um apaziguamento eficaz do conflito Israel-Palestina. O debate abordou não apenas soluções imediatas, mas também iniciativas de longo prazo para promover a estabilidade e a paz duradoura em Gaza, refletindo o compromisso coletivo em enfrentar desafios humanitários e geopolíticos.🇬🇼🇸🇦


Polícia intervém em protestos pró-Israel na África do Sul

© ShutterStock

POR LUSA    12/11/23 

Cidade do Cabo, 12 nov 2023 (Lusa) -- A polícia interveio hoje com granadas de gás lacrimogéneo e canhões de água na Cidade do Cabo, na África do Sul, para controlar os confrontos entre manifestantes pró-Israel e pró-palestinianos.

Este foi o primeiro incidente do género registado na África do Sul desde 7 de outubro, dia em que começou o conflito entre Israel e o Hamas.

Manifestantes pró-Palestina, a usarem o lenço tradicional palestiniano (kufiya) e com bandeiras palestinianas, expulsaram hoje os apoiantes das orações por Israel, rasgaram os seus cartazes e ocuparam o espaço, relata a agência noticiosa francesa AFP.

A polícia interveio com canhões de água e lançou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, montando depois uma barreira policial.

Uma oração por Israel e pelos reféns do Hamas (organização classificada de terrorista pelos EUA, União Europeia e Israel), detidos em Gaza, seria organizada ao início desta tarde numa zona nobre da Cidade do Cabo, na costa atlântica, local de passeios familiares aos domingos.

Contudo, várias centenas de manifestantes pró-Palestina foram convidados para o evento, um dia depois de uma manifestação pró-Palestina que reuniu milhares de pessoas nas ruas da cidade portuária e turística, segundo jornalistas da AFP no local.

Numerosas manifestações de apoio a cada um dos dois campos foram organizadas durante as últimas semanas, nas principais cidades da África do Sul, onde o partido no poder, o ANC, tem sido um fervoroso defensor da causa palestiniana há décadas.

A África do Sul tem, por seu turno, a maior comunidade judaica da África subsaariana, que tem organizado vigílias e manifestações de apoio a Israel.

Outra franja mais discreta desta comunidade, muito à esquerda e que participou ativamente nas lutas contra o apartheid, manifesta-se, na maioria das vezes, ao lado da causa palestiniana, acrescentou a AFP.

As autoridades israelitas abriram hoje um novo corredor de evacuação de sete horas para facilitar a transferência da população entre as 09:00 e as 16:00 (hora local) para o sul da Faixa de Gaza.

O vice-ministro da Saúde do governo do Hamas em Gaza disse hoje que um ataque aéreo israelita "destruiu completamente" o prédio do departamento de doenças cardíacas do Hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza bombardeado e sitiado por Israel.

Após 36 dias de guerra, que começou a 07 de outubro com o ataque do Hamas ao território israelita, no qual morreram mais de 1.400 pessoas e mais de 240 foram raptadas de aldeias perto de Gaza, os bombardeamentos israelitas mataram já mais de 11.000 pessoas e feriram cerca de 27.500, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo grupo islamita.


Mais de 850 camiões de ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza

© MAHMUD HAMS/AFP via Getty Images

POR LUSA    12/11/23 

Mais de 850 camiões com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza desde 21 de outubro, data em que a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, foi aberta para permitir a primeira entrega de ajuda, avançaram as autoridades.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Jonathan Conricus, confirmou em conferência de imprensa que "a ajuda continua a ser entregue a Gaza".

"Continuamos a dar ajuda a Gaza. Não vem de Israel, mas facilitamos todos os dias. Há cada vez mais camiões a entrar na Faixa de Gaza. Até à data, entraram mais de 850 camiões", afirmou, desde que a passagem de Rafah foi aberta, em 21 de outubro, duas semanas depois do eclodir do conflito.

No entanto, os números da ONU sugerem que uma média de 700-800 camiões de ajuda humanitária entrava diariamente na zona antes do início da guerra.

Jonathan Conricus salientou que a entrega inclui alimentos, medicamentos, equipamento para refugiados, tendas, casas temporárias e água, entre outros.

"Os camiões podem não significar muito, mas estamos a falar de 6.000 toneladas de alimentos e 2.500 toneladas de diverso equipamento médico", acrescentou.

A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 37.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 11.000 mortos, cerca de 28.000 feridos, cerca de 2.500 desaparecidos, na maioria civis, e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo as autoridades locais.



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Hezbollah diz que vai usar novas "armas" para atacar território israelita

© Lusa

POR LUSA    11/11/23 

O líder do grupo libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse hoje que o seu movimento começou a usar novas armas nos ataques que realiza diariamente contra Israel desde o início da guerra em Gaza.

"Ao longo da última semana [...] houve um reforço da ação de resistência na frente libanesa, devido ao número de operações, ao número de objetivos visados e também às armas utilizadas", assegurou o chefe do grupo pró-iraniano.

"Pela primeira vez na história da resistência no Líbano, estamos a usar 'drones suicidas'", explicou Hassan Nasrallah, referindo-se aos ataques a alvos em Israel, num discurso televisionado.

O Hezbollah, acrescentou, também usou nos últimos dias, pela primeira vez, "mísseis Burkan, que podem transportar cargas explosivas de 300 a 500 quilos".

O líder do Hezbollah revelou que o movimento está preparado para enviar diariamente 'drones' de reconhecimento para o interior de Israel, "alguns dos quais chegam a Haifa, Acre e Safed".

Nasrallah também criticou os Estados Unidos, responsabilizando este país pela guerra entre Israel e o Hamas, e disse que Washington teria capacidade para impedir os excessos de Telavive nos ataques em Gaza.

Nos últimos dias, tem havido trocas diárias de tiros entre o Hezbollah e Israel na zona fronteiriça entre os dois países, no âmbito da guerra desencadeada pelos ataques perpetrados em 07 de outubro em solo israelita pelo grupo islamita Hamas.

Hassan Nasrallah acrescentou que o Hezbollah também usou foguetes Katyusha para bombardear o território israelita, em resposta às mortes de civis - uma mulher e as suas três netas - num ataque israelita em 05 de novembro no sul do Líbano.

Contudo, o líder libanês não assumiu a responsabilidade pelo ataque de 'drones' que atingiu a cidade de Eliat, no mar Vermelho, na quinta-feira.

Pelo menos 90 pessoas foram mortas no lado libanês durante confrontos transfronteiriços, a maioria delas combatentes do Hezbollah, enquanto seis soldados e dois civis foram mortos do lado israelita.



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