sexta-feira, 18 de setembro de 2026

RÚSSIA/ELEIÇÕES: Mesas de voto fechadas na cidade russa de Sochi após ataque com drone... As mesas de voto na cidade turística de Sochi, no Mar Negro, foram hoje temporariamente encerradas após ter sido emitido um alerta de ataque com drone para a região durante o primeiro dia das eleições parlamentares russas.

© Igor IVANKO / AFP via Getty Images   Por  LUSA  18/09/2026 

"Foram tomadas medidas de segurança nas secções de voto de Sochi. Membros das comissões eleitorais, observadores e eleitores que estavam nas secções foram retirados para abrigos até que o alerta de ataque com drone seja suspenso", escreveu o presidente da câmara da cidade, Andrei Proshunin, na sua conta de Telegram.

Proshunin pediu aos residentes da cidade que "permaneçam vigilantes" enquanto as forças armadas repelem o ataque com um drone.

"As mesas de voto serão reabertas assim que a segurança for restabelecida", concluiu.

As urnas começaram a abrir hoje, o primeiro dia das eleições que se prolongarão até ao próximo domingo na Península de Kamchatka e no Distrito Autónomo de Chukotka, as regiões mais orientais da Rússia.

As eleições, que decorrem entre sexta-feira e domingo, vão escolher os 450 deputados da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, para mandatos de cinco anos; metade é eleita através de listas partidárias nacionais e os restantes 225 deputados em círculos uninominais.

Esta será a primeira eleição legislativa realizada desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e também a primeira em que Moscovo inclui habitantes das quatro regiões ucranianas cuja anexação proclamou nesse mesmo ano.

O Rússia Unida (partido do Kremlin) domina atualmente a Duma e procura conservar pelo menos 300 dos 450 lugares, número que lhe permite manter a maioria de dois terços necessária para aprovar alterações constitucionais sem depender de outras forças políticas.

O sistema político russo é fortemente controlado pelas autoridades e a maior parte das forças representadas na Duma apoia a guerra e acompanha o Rússia Unida nas principais votações.

O partido liberal Yabloko, a única formação registada que se opõe abertamente à guerra, foi impedido pelo Supremo Tribunal de concorrer através de uma lista nacional, embora alguns dos seus candidatos participem em círculos uninominais.

Perante as dúvidas sobre a transparência do processo eleitoral, o líder do Rússia Unida, Dmitri Medvedev, afirmou que o partido não pretende vencer a qualquer custo e "está interessado numa vitória limpa".


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A defesa antiaérea russa detetou 350 drones ucranianos em direção a Moscovo na última noite, véspera das eleições legislativas na Rússia, segundo um novo balanço divulgado hoje de manhã pelo presidente da câmara da cidade, Sergei Sobianin.

A maioria dos aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia foi destruída durante o percurso, com 64 a serem abatidos quando se aproximavam da capital russa, detalhou o autarca...

Peru exige à Rússia informações sobre peruanos recrutados para a guerra... O ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru indicou na quinta-feira ter exigido ao Governo da Rússia, a entrega de informações sobre o paradeiro dos peruanos recrutados para combater ao lado das forças russas na guerra na Ucrânia.

Pelo menos 11 peruanos morreram e 114 estão desaparecidos depois de terem sido enganados para combater na Rússia | Foto: Ministério da Defesa da Rússia via EPA   Por  RTP / Lusa   18 Setembro 2026  

Carlos Espá informou que convocou por duas vezes o embaixador da Rússia no Peru, Alekséi Ushakov, para exigir "respostas concretas sobre a localização dos peruanos na Rússia".

Numa entrevista ao Canal N, o ministro afirmou que "não se pode dizer que se trata de um contrato privado", referindo-se aos acordos assinados pelos peruanos que viajaram para aquele país, uma vez que a legislação estabelece que qualquer peruano que pretenda combater ao serviço de uma força estrangeira necessita de autorização governamental.

Nesse sentido, Espá afirmou exigir explicações ao Governo russo e solicitar ao embaixador que "nos dê explicações e a informação que os peruanos aguardam".

O chefe da diplomacia peruana apelou também à população para que "não continue a cair em redes de tráfico de pessoas", como terá acontecido com mais de 400 peruanos que viajaram para a Rússia com promessas de emprego na área da segurança e acabaram recrutados para combater na frente russa.

Em agosto passado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru reconheceu que pelo menos 459 peruanos foram aliciados pela Rússia para, alegadamente sob falsos pretextos, serem recrutados e enviados para a frente de guerra.

A mesma tutela indicou que pelo menos 11 morreram após terem viajado para a Rússia, enquanto 114 estão desaparecidos e três são prisioneiros nas mãos da Ucrânia.

Na passada terça-feira, um homem identificado como Vidal L. ficou sujeito a prisão preventiva por 14 meses por alegado tráfico de pessoas, por supostamente ter recrutado um homem no distrito limeño de San Martín de Porres para trabalhar na Rússia, onde alegadamente foi enviado para a frente de guerra contra a sua vontade.

De acordo com o Ministério Público, entre março e abril deste ano, o arguido terá recrutado e facilitado a deslocação internacional da vítima para a Rússia, após lhe prometer uma remuneração mensal de 2.600 dólares e garantir que o processo migratório seria gratuito.

A vítima chegou a viajar para a Rússia, onde afirma ter sido submetida a exames médicos para ingressar nas forças armadas russas, assinar um contrato redigido em russo e receber um cartão bancário no qual seriam depositados 26.000 dólares (22.641 euros).

Nessa altura, contactou a família para revelar a sua situação, o que levou a irmã a apresentar uma denúncia junto do Ministério Público e a identificar o alegado recrutador.

O ministro garantiu que, até ao momento, realizou mais de 30 reuniões com famílias afetadas, enviou um delegado especial a Moscovo para procurar informações sobre os peruanos na Rússia e contribuiu para o repatriamento de 28 cidadãos peruanos.

Austrália vai passar a prender turistas que ultrapassem prazo dos vistos... O Governo da Austrália indicou hoje que irá passar a colocar os turistas que ultrapassem a duração autorizada dos seus vistos em detenção administrativa, no âmbito de um endurecimento das políticas de imigração do país.

© Reuters   Por   LUSA   18/09/2026  

Na quinta-feira, o ministro do Interior, Tony Burke, tinha anunciado restrições aos vistos de estudante e de férias-trabalho, afirmando querer demonstrar que o Governo "controla" a imigração.

Burke indicou, nomeadamente, que serão criadas 250 novas vagas em centros de detenção e recrutados mais 100 agentes para sancionar pessoas que permaneçam no país para além do período autorizado pelos seus vistos.

O ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Matt Thistlethwaite, precisou hoje que os titulares de simples vistos de turismo também poderão ser colocados em detenção caso excedam o prazo de permanência autorizado.

"Consideramos que esta medida dissuasora garantirá, evidentemente, que as pessoas respeitem as condições" da sua estadia na Austrália, declarou à emissora News24.

A medida foi criticada pelo Conselho Australiano da Indústria do Turismo, que representa milhares de profissionais do setor. A diretora da organização, Erin McLeod, afirmou recear pelo impacto na imagem do país.

A responsável advertiu, em declarações à agência France-Presse, que a detenção de turistas poderá "tornar-se verdadeiramente prejudicial", uma vez que o turismo representa uma componente importante da economia australiana.

Organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram igualmente preocupação, com Rebecca Eckard, do Conselho Australiano para os Refugiados, a considerar ilegal a vertente "punitiva" da medida e a alertar para insuficiências no acesso a cuidados de saúde nos centros de detenção.

Segundo as autoridades, existem atualmente cerca de 77.000 pessoas a permanecer na Austrália apesar de os seus vistos, de todas as categorias, terem expirado.

O Governo trabalhista pretende reduzir o saldo migratório anual para 225.000 pessoas, face às atuais 292.000, neste país com cerca de 28 milhões de habitantes.

Na quinta-feira, Burke negou que este endurecimento da política migratória esteja relacionado com a ascensão do partido de extrema-direita One Nation, ao qual as sondagens atribuem 25% das intenções de voto, argumentando que as medidas respondem à crise habitacional que o país enfrenta.


"Tentativas de pressão económica dos Estados Unidos "vão fracassar" garante MNE cubano... O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou esta quinta-feira que os Estados Unidos "vão fracassar" na sua pressão contra a ilha após novas sanções contra oito empresas cubanas de exploração mineira e desenvolvimento militar.

Por  RTP / Lusa 18 Setembro 2026 

"O secretário de Estado [norte-americano] volta à carga contra instituições e pessoas cubanas, como parte da sua política de máxima asfixia económica e castigo coletivo contra o povo de Cuba", declarou Rodríguez na rede X, horas depois de o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, anunciar as medidas.

O representante cubano insistiu que a Administração do presidente Donald Trump "fracassará na sua tentativa" de subjugar o país caribenho.

"Não renunciaremos jamais à nossa soberania e independência, conquistadas em quase 70 anos de Revolução", concluiu.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou na quinta-feira novas sanções a oito empresas cubanas de exploração mineira e desenvolvimento militar, e ainda a três oficiais militares que as comandam. 

Segundo Rubio, os novos sancionados são "quatro empresas estatais que saqueiam as reservas de níquel de Cuba em benefício do regime, quatro empresas militares dedicadas à investigação e desenvolvimento de sistemas de armas, capacidades navais e simulação de campos de batalha, e três oficiais militares que as dirigem".

O secretário de Estado norte-americano, de origem cubana, afirmou em comunicado que "durante décadas, o regime canalizou todos os recursos da ilha para uma elite militar reduzida e corrupta, deixando os cubanos comuns sem eletricidade, alimentos nem dignidade".

"A Administração Trump não ficará impassível enquanto a elite cubana se enriquece com a extração de recursos e os destina ao aparelho repressivo de segurança, enquanto o povo sofre carências", advertiu.

Desde janeiro, Washington impôs um bloqueio de crude que agravou a grave crise que Cuba atravessa, após décadas de gestão do Governo cubano, e anunciou uma série de sanções contra empresas estatais, dirigentes e funcionários, além de pressionar companhias estrangeiras a cessarem negócios com Havana.

Casa Branca acusa Conselho de Direitos Humanos da ONU de "proferir disparates sem sentido há décadas"... Reação surge depois de a organização ter divulgado um relatório polémico, criticado pela administração Trump

Por cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa, 18/09/2026 

A Casa Branca acusou esta sexta-feira o Conselho de Direitos Humanos da ONU de "proferir disparates sem sentido há décadas", reagindo ao relatório de uma comissão do organismo que atribui aos Estados Unidos crimes de guerra em bombardeamentos no Irão. 

"O Conselho de Direitos Humanos da ONU não alcançou nada em matéria de direitos humanos, enquanto há décadas profere disparates sem sentido", declarou a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, em comentários citados pelo jornal Washington Post.

Kelly realçou que "a única parte neste conflito que cometeu crimes de guerra é o regime iraniano, que assassinou milhares dos seus próprios cidadãos".

O relatório aponta a Teerão crimes contra a humanidade, devido à repressão de manifestações antigovernamentais.

A porta-voz denunciou ainda que o Irão "matou norte-americanos no estrangeiro, perpetrou atos de terrorismo no estreito de Ormuz e lançou ataques indiscriminados contra os seus vizinhos da região".

Além disso, sublinhou que o Presidente Donald Trump "está a trabalhar corajosamente para garantir que um país tão malévolo nunca possua uma arma nuclear, o que tornará o mundo inteiro mais seguro e estável".

Uma comissão da ONU, mandatada pelo organismo de direitos humanos da ONU, afirmou hoje existirem "motivos razoáveis" para determinar que os EUA cometeram crimes de guerra em bombardeamentos contra uma escola e um complexo desportivo, ocorridos no início da guerra lançada em fevereiro contra o Irão.

"Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro, a missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram o crime de guerra consistente em lançar ataques indiscriminados que causaram a morte ou ferimentos em civis, ou danos a bens de caráter civil", indicou a comissão de investigação para o Irão, na apresentação do seu relatório.

A comissão especificou que as forças norte-americanas lançaram ataques com mísseis Tomahawk contra a escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab — um centro escolar "claramente identificável" — e outro com mísseis munidos de ogivas de tungsténio contra um complexo desportivo em Lamerd, também "claramente identificável".

A missão da ONU apontou que o primeiro ataque, que resultou em mais de 150 mortos [incluindo 120 menores], atingiu uma escola situada junto a um complexo naval da Guarda Revolucionária do Irão. O complexo militar ficava a cerca de 70 metros da escola e não havia informações que indicassem que estivesse a ser utilizado para fins militares no momento do bombardeamento.

Quanto ao bombardeamento contra o complexo desportivo de Lamerd, que fez mais de vinte mortos, observou-se que o edifício "está visivelmente separado" de um outro complexo da Guarda Revolucionária da região, sublinhando que tal como no caso da escola de Minab, "não há informações que indiquem que fosse utilizado para fins militares no momento do ataque".

A missão recordou que o direito internacional humanitário "proíbe dirigir ataques contra bens de caráter civil" e "estabelece a obrigação de distinguir entre bens de caráter civil e objetivos militares", por isso, concluiu que os Estados Unidos "incumpriram a sua obrigação de fazer todo o possível para verificar se se tratava de um objetivo militar" ao bombardear a escola em Minab.

A missão de investigação apontou ainda que as autoridades iranianas reprimiram os protestos antigovernamentais entre dezembro e fevereiro de uma forma que pode ser descrita como "um ataque sistemático e generalizado" contra a população civil, o que poderá levar à sua classificação como crime contra a humanidade.

O relatório determinou que as ações das forças de segurança iranianas representaram "uma escalada sem precedentes em relação a medidas repressivas anteriores, caracterizada pelo uso generalizado de força letal — que provocou mortes e ferimentos em massa — e por detenções em larga escala".

"As informações disponíveis indicam que as mortes [mais de 3.000 para o Governo iraniano e cerca de 30 mil para fontes independentes e médicas] provocadas pelas forças de segurança ocorreram a uma escala impressionante e sem precedentes nas 31 províncias", afirmou a missão, detalhando que a capital, Teerão, e as cidades de Karaj, Mashhad, Isfahan e Rasht registaram o maior número de vítimas mortais.

Está previsto que o Conselho dos Direitos Humanos, composto por 47 membros, receba na próxima segunda-feira este relatório.

NIGÉRIA: Dezenas de mineiros ilegais morrem na Nigéria após terem sido detidos... Dezenas de mineiros presumidamente ilegais morreram após a sua detenção por um corpo das forças da ordem no centro da Nigéria, e a polícia abriu uma investigação sobre estas mortes.

© bbc.com  Por  LUSA  18/09/2026  

O Estado do Níger, com um território mais de duas vezes maior que a Bélgica, é rico em recursos minerais e atrai milhares de mineiros artesanais que extraem maioritariamente ouro.

O chefe da polícia deste Estado "ordenou a abertura imediata de uma investigação sobre a lamentável morte de presumíveis mineiros ilegais no centro de detenção" do Corpo de Segurança e Defesa Civil da Nigéria (NSCDC), segundo um comunicado.

A Defesa Civil apoia a polícia para garantir a segurança, proteger os ativos nacionais sensíveis e as infraestruturas.

A polícia e a Defesa Civil não divulgaram números concretos, mas os meios de comunicação locais indicaram um balanço de 33 mortos.

A Defesa Civil afirmou ter detido "dezenas de mineiros presumidamente ilegais" na terça e quarta-feira.

"Na noite de 17" de setembro de 2026, dezenas de suspeitos detidos foram encontrados mortos, na sequência de uma suspeita de surto de doença, acrescentou.

Um vídeo de 40 segundos publicado online mostra os corpos de dezenas de jovens deitados no chão ao ar livre, parecendo na sua maioria adolescentes.

Voluntários com luvas examinam-nos e mulheres procuram entre os corpos por familiares, enquanto se ouvem vozes a lançar acusações contra os responsáveis.

Um relatório de inteligência consultado pela agência de notícias francesa AFP indica que "informações preliminares sugerem que as mortes poderão dever-se à superlotação e à ventilação insuficiente num centro de detenção".

Estas mortes desencadearam manifestações de "grupos de menores e simpatizantes" na capital regional, Minna, onde foram vandalizados carros, segundo a mesma fonte.

A luta pelos lucros da extração ilegal de ouro alimenta também a violência de gangues criminosos no Estado do Níger, segundo responsáveis locais e especialistas.

Os gangues extorquem os mineiros e exigem uma parte do ouro extraído para os deixarem aceder aos locais de mineração.

A maior parte do ouro extraído ilegalmente é transferida para os Emirados Árabes Unidos e introduzida no mercado mundial de ouro na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia e na África do Sul, segundo um relatório de 2024 da ONG SwissAid.

O solo do Estado do Níger é também rico, nomeadamente em cobre e lítio, um recurso muito procurado para o desenvolvimento de veículos elétricos e de energia limpa.


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Um antigo diretor de uma prisão de Damasco entre 2005 e 2008 foi condenado a 60 anos de prisão nos Estados Unidos por atos de tortura, anunciou na quinta-feira o Departamento de Justiça norte-americano.

Samir Ousman Alsheikh, que dirigia a célebre prisão de Adra sob o regime de Bashar al-Assad, foi considerado culpado de ter "cometido atrocidades contra os direitos humanos na Síria, incluindo para silenciar opositores políticos", ao "ordenar e participar na tortura de prisioneiros", detalha o comunicado...