quarta-feira, 13 de maio de 2026

Irão ameaça EUA com "derrotas" se não aceitarem proposta de paz... O Governo iraniano ameaçou hoje que os Estados Unidos "devem esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha" se não aceitarem a proposta de paz apresentada por Teerão.

© Donald Trump For President   Por LUSA   13/05/2026 

"Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha", disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhando que "se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está preso".

Talaei-Nik enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta "decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana Press TV.

As declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as conversações entre as partes estão paralisadas.

Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado por Teerão como "totalmente inaceitável".

Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo.

Apesar disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente.


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CHINA: Governo da China saúda visita do presidente Donald Trump ao país asiático... A China saudou hoje a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, que chega hoje ao país asiático para uma visita oficial, desejando reforçar a cooperação para injetar "mais estabilidade" nas relações internacionais.

© Johannes Neudecker/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA   13/05/2026 

"A China saúda a visita de Estado do presidente Trump", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para "expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência", afirmou o porta-voz durante uma conferência de imprensa regular.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou hoje um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos "não pode voltar ao passado" e pode ter "um futuro melhor", apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem "estabilidade" a um mundo "turbulento".

Trump viaja com um grupo de seletos executivos nortes-americanos, incluindo Elon Musk, da Tesla; Tim Cook, da Apple; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; e executivos de empresas como a Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta.

O encontro dos dois líderes será precedido pelas negociações económicas e comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, vão realizar esta quarta-feira em Seul.

No entanto, o editorial do Diário do Povo enquadrou o encontro como parte de uma diplomacia entre líderes que funciona como "âncora" para a relação, argumentando que cada novo encontro entre Xi e Trump pode ajudar a garantir que os laços "não se desviem do rumo e não percam o ímpeto", ao mesmo tempo que alertou que Taiwan é "a linha vermelha" nas relações bilaterais.

Pequim amanheceu hoje com sinais visíveis da visita de Trump: bandeiras chinesas e norte-americanas hasteadas ao longo da estrada para o aeroporto, uma presença reforçada de segurança em vários pontos da capital e postos de controlo em vários locais relacionados com a agenda do Presidente norte-americano.

A segurança foi especialmente reforçada em redor do Hotel Four Seasons, junto à Embaixada dos EUA e onde Trump ficará hospedado, com presença policial nas proximidades, bem como medidas de segurança visíveis em importantes cruzamentos da cidade, onde alguns militares estão em constante vigilância.

A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente.

O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem setores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.


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GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia volta a atacar Ucrânia com 139 drones durante a noite e madrugada... As forças armadas da Federação Russa lançaram um total de 139 drones de longo alcance sobre território ucraniano durante a noite de terça-feira e a madrugada de hoje, incluindo várias aeronaves desarmadas usadas para confundir as defesas antiaéreas inimigas.

© Pierre Crom/Getty Images   Por LUSA  13/05/2026 

Segundo a força aérea da Ucrânia, foram abatidos ou neutralizados 111 dos referidos aparelhos telepilotados, com interferências eletrónicas em diversas regiões do país - norte, leste e sul. 

Outros 20 drones, todos de ataque, atingiram 13 locais diferentes na Ucrânia, sem que tenham sido especificados. As autoridades ucranianas também registaram a queda de destroços de drones noutros quatro locais.

A Presidência da Rússia (Kremlin) declarou na terça-feira que o cessar-fogo humanitário terminou e que a "operação militar especial" continua, referindo-se à guerra desencadeada pela invasão à vizinha e ex-república soviética, em 24 de fevereiro de 2022.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que é prematuro discutir os "pormenores concretos" do processo de paz entre a Rússia e a Ucrânia, após as declarações do presidente russo, Vladimir Putin, no sábado, que falou sobre um "fim iminente" da guerra.

No sábado, 09 de maio, a Rússia assinalou a vitória das forças da ex-União Soviética sobre o regime da Alemanha nazi, em 1945, com um desfile militar que este ano não contou com a presença de armamento pesado.

No quadro das celebrações do 09 de maio, um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, mediado pelos Estados Unidos, expirou "de facto" na segunda-feira, com ambos os lados a acusarem-se mutuamente de violar o acordo de 72 horas.


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DIABETES: Poluição atmosférica pode ser a causa de 9 milhões de casos de diabetes... A poluição atmosférica por partículas finas e dióxido de azoto pode ser a causa direta de aproximadamente nove milhões de casos de diabetes tipo 2 na Europa a cada ano, segundo um estudo.

© Lusa    13/05/2026 

No trabalho realizado pela Universidade de Múrcia (UMU) e o Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona (BSC-CNS), os investigadores constataram que existe uma "relação direta e alarmante" entre a exposição prolongada a poluentes atmosféricos e a incidência de diabetes tipo 2 (DM2), a forma mais comum da doença.

Para chegar a esta conclusão, os investigadores utilizaram técnicas avançadas de modelação não linear e analisaram dados históricos de concentração atmosférica das últimas três décadas, entre 1991 e 2020.

Com base nestas análises, concluíram que o dióxido de azoto está associado a aproximadamente 3,7 milhões de casos de diabetes anualmente na Europa.

Além disso, a exposição a partículas finas eleva este número para 5 milhões de casos por ano, o que significa que, no total, quase 9 milhões de casos estão diretamente associados à poluição.

No total, ocorrem anualmente cerca de 66 milhões de casos deste tipo de diabetes na Europa, estimando-se um aumento de 10% destes números para os próximos anos.

De acordo com o estudo, as áreas com maior densidade de tráfego e atividade industrial, especialmente nas grandes cidades europeias e na Europa Central, apresentam a maior carga da doença atribuível à poluição.

Especificamente, o vale do Ruhr, na Alemanha, e o vale do Po, no norte da Europa, bem como grandes cidades europeias como Londres, Paris e Varsóvia, apresentam as concentrações mais elevadas.

Uma das principais conclusões do estudo é que as partículas finas no ar, conhecidas como PM2,5, representam um maior risco para o desenvolvimento de diabetes, mesmo em baixas concentrações, sugerindo que até mesmo níveis moderados de poluição têm um efeito prejudicial para a saúde.

Tanto este poluente como o dióxido de azoto excedem os níveis estabelecidos pelas novas regulamentações europeias e pelas orientações da OMS nas áreas industriais e urbanas de toda a Europa.


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DONALD TRUMP publica desenho que retrata Venezuela como 51.º estado dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, publicou nas redes sociais um desenho que volta a levantar a possibilidade da Venezuela se tornar parte dos Estados Unidos (EUA).

©@realDonaldTrump   Por  Lusa   13/05/2026 

Na terça-feira, o republicano publicou um desenho na plataforma que detém, a Truth Social, retratando a Venezuela com as cores dos EUA e a legenda "51.º estado", numa referência aos 50 estados que atualmente compõem o país norte-americano.

No domingo, órgãos de comunicação social dos EUA noticiaram que Donald Trump disse ao canal televisivo Fox News estar a "considerar seriamente" fazer da Venezuela o 51.º estado norte-americano.

Em março, Trump tinha publicado, também na Truth Social, uma mensagem humorística sobre essa possibilidade: "Coisas boas têm acontecido na Venezuela nos últimos tempos (...) Alguém está interessado em ser o 51.º estado?".

Na segunda-feira, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou nunca ter considerado essa possibilidade.

"Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência", disse Delcy Rodríguez.

Rodríguez acrescentou que o seu Governo está a trabalhar numa "agenda diplomática de cooperação" com os Estados Unidos, depois de ter restabelecido em março relações diplomáticas com Washington, cortadas pelo antecessor Nicolás Maduro há sete anos.

Maduro foi retirado do poder e do país a 03 de janeiro deste ano pelo Exército norte-americano e levado para os Estados Unidos, juntamente com a mulher, para ser julgado por narcoterrorismo, entre outras acusações.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente tornar o Canadá no 51.º estado dos EUA durante o seu mandato, gaba-se regularmente de controlar o país latino-americano após a captura de Nicolás Maduro.

Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Maduro, procedeu a revisões das leis sobre as explorações petrolífera e mineira, abrindo esses setores a atores privados, em especial norte-americanos, além de ter aprovado uma amnistia que levou à libertação de centenas de presos políticos, embora cerca de 500 permaneçam atrás das grades. Prometeu também realizar uma reforma judicial.

Donald Trump elogiou repetidamente as ações tomadas pela presidente interina e está a flexibilizar gradualmente as sanções impostas pelos EUA à nação caribenha.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano afirmou que irá trabalhar na libertação de todos os presos políticos ainda detidos na Venezuela, manifestando confiança na presidente interina do país.

"Vamos libertá-los a todos. E digo-vos, a Delcy está a fazer um excelente trabalho. O povo venezuelano está encantado com o que está a acontecer", assegurou Trump, antes de embarcar para uma viagem oficial à China.

Por sua vez, a oposição venezuelana exige a realização de eleições no país.


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Mais de 140 aldeias de Timor-Leste vão ter eletricidade... Um total de 141 aldeias de Timor-Leste vão ter acesso a eletricidade, após o Governo ter assinado terça-feira contratos com 51 empresas para implementar projetos de eletrificação, anunciou a empresa de eletricidade pública timorense.

© Lusa   13/05/2026 

Segundo um comunicado da Empresa de Eletricidade de Timor-Leste (EDTL), os contratos no valor de 11,73 milhões de dólares (cerca de 10 milhões de euros) deverão beneficiar 7.201 famílias dos municípios de Aileu, Ainaro, Baucau, Bobonaro, Díli, Ermera, Liquiçá, Lautém, Manatuto, Manufahi e Viqueque.

Os trabalhos de construção e instalação vão decorrer até ao início de 2027.

O Governo timorense pretende assinar nas próximas semanas mais 20 contratos para construção e instalação de eletricidade pública.

O ministro das Obras Públicas, Samuel Marçal, disse, citado no comunicado, que a assinatura dos contratos "demonstra o compromisso do Governo em assegurar o fornecimento de eletricidade a todo o território nacional".

"Nós próximos meses, o Governo vai implementar um projeto de construção de centrais solares fotovoltaicas com capacidade entre 72 e 80 megawatts, o que ajudará a reduzir a dependência do consumo de combustíveis e permitirá poupanças ao Estado", afirmou o ministro.

Samuel Marçal anunciou também o lançamento de concursos para projetos de energia eólica, no próximo ano, e de fornecimento de energia solar fotovoltaico em Ataúro, nos próximos meses.

O pacote assinado na terça-feira inclui a instalação de 130,6 quilómetros de rede de média tensão e 377,42 quilómetros de rede de baixa tensão.


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