sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Dezenas de ataques na Índia contra cristãos no Natal... A organização de defesa dos direitos humanos United Christian Forum (UCF) afirmou hoje que a comunidade cristã na Índia foi alvo de mais de 700 ataques este ano, com dezenas de incidentes este Natal.

Por LUSA 26/12/2025

A.C. Michael, coordenador da organização não-governamental (ONG) no país, disse à agência espanhola EFE que durante as festas de Natal foram relatados ataques contra igrejas, escolas cristãs, grupos de canto natalício e vendedores de artigos de Natal, bem como atos de vandalismo em centros comerciais, incluindo a queima de árvores de Natal e outras decorações festivas. 

Com perto de 30 ataques registados entre 21 e 25 de dezembro, o total de incidentes este ano pode situar-se entre os 730 e os 740, um número que tem crescido continuamente, segundo o responsável da UCF.

"Até mesmo celebrar o Natal usando um gorro de Pai Natal está a tornar-se difícil para os cristãos na Índia" e a situação "está a tornar-se um grande desafio para os cristãos viverem em paz ou praticarem a sua fé", acrescentou.

As organizações internacionais de direitos humanos associam a intensificação destes ataques à ascensão do nacionalismo hindu, apoiado pelo atual Governo. 

Antes do Natal, foram registados 706 ataques contra a comunidade cristã, segundo a UCF, uma ONG que disponibiliza uma linha de apoio para pessoas que enfrentam ameaças de violência na Índia. 

Os cristãos representam menos de 3% da população indiana, a maior do mundo com mais de 1,4 mil milhões de pessoas. 

Os estados de Chhattisgarh e Uttar Pradesh registaram o maior número de incidentes, com 157 e 184 casos, respetivamente, até novembro. 

O receio é menos acentuado em grandes cidades como Nova Deli, Bombaim, Bangalore, Chennai e Calcutá. 

Uma parte significativa dos cristãos na Índia pertence às castas Dalit e grupos tribais, que, segundo relatos de organizações internacionais, estão entre mais expostos a acusações de conversão forçada e violência coletiva. 

Os incidentes foram reportados em vários pontos do país e em alguns casos resultaram em detenções e pedidos de reforço da segurança por parte de organizações cristãs. 

Segundo o Relatório Mundial sobre a Liberdade Religiosa de 2025, a Índia tornou-se um exemplo primordial de "perseguição híbrida", na qual a repressão legal imposta pelo Governo se combina com ataques e ações de multidões ligadas ao nacionalismo hindu contra minorias religiosas, especialmente cristãos e muçulmanos. 

A UCF alertou que muitos ataques contra cristãos não são denunciados ou são simplesmente ignorados pela polícia. 

"A polícia não se preocupa connosco. Protegem sempre os autores da violência, e esse é o problema", disse o coordenador nacional da UCF.  

"São, na sua maioria, hindus, frequentemente ligados a organizações próximas do partido no poder", acrescentou o representante à EFE.

Desde que o Partido Bharatiya Janata (BJP), do primeiro-ministro Narendra Modi, chegou ao poder em 2014, foram aprovadas ou reforçadas leis anticonversão em pelo menos 12 estados --- um desenvolvimento que os relatórios internacionais associam à relação da formação nacionalista com o grupo paramilitar de extrema-direita Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS).  

Em resposta a esta situação, a UCF enviou hoje uma carta ao primeiro-ministro, relatando todos os casos e solicitando a sua intervenção imediata para proteger os direitos e a dignidade da comunidade cristã na Índia. 

Trump diz ter dizimado os campos 'jihadistas' visados no ataque na Nigéria... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu hoje que foram dizimados todos os campos 'jihadistas' visados pelas forças norte-americanas nos ataques na Nigéria, acrescentando ter ordenado a ofensiva no dia de Natal.

Por  LUSA 26/12/2025

O republicano adiantou ao 'site' informativo Politico que o ataque estava originalmente agendado para quarta-feira, mas determinou que fosse adiado por um dia por razões simbólicas.

"Eles iam fazer isso [o ataque] antes. E eu disse: 'Não, vamos dar um presente de Natal'. (...) Eles não estavam à espera, mas atacámo-los com força. Todos os acampamentos foram dizimados", frisou.

Trump confirmou ainda ao Politico que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o visitará este fim de semana.

Os Estados Unidos realizaram ataques mortais na quinta-feira no noroeste da Nigéria contra 'jihadistas' que a administração Trump acusa de massacrar cristãos.

O Governo e as Forças Armadas da Nigéria afirmaram ter lançado ataques aéreos em conjunto com os Estados Unidos contra alvos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no noroeste do país africano.

"Os ataques basearam-se em informações fidedignas e num cuidadoso planeamento operacional, visando enfraquecer a capacidade operacional dos terroristas, minimizando simultaneamente os danos colaterais", indicou o porta-voz das Forças Armadas nigerianas, tenente-general Samaila Uba.

Noutro comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria assinalou que as autoridades nigerianas mantêm "uma cooperação estruturada em matéria de segurança com parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos, para enfrentar a persistente ameaça do terrorismo e do extremismo violento".

A confirmação surgiu depois de Trump ter anunciado, na quinta-feira, que as tropas norte-americanas tinham lançado um ataque "poderoso e mortal" contra acampamentos do EI no noroeste da Nigéria.

Segundo o Pentágono, os ataques implicaram o lançamento de cerca de uma dezena de mísseis Tomahawk a partir de um navio da Marinha dos Estados Unidos destacado no golfo da Guiné e provocaram "múltiplas vítimas" no estado de Sokoto, perto da fronteira com o Níger.

Em novembro, Trump denunciou, sem apresentar provas, uma alegada matança de cristãos na Nigéria, anunciou a designação do país como "de especial preocupação" (categoria reservada a nações envolvidas em violações graves da liberdade religiosa) e ameaçou realizar uma possível intervenção militar.

O Governo nigeriano assegurou que tomava nota das declarações do Presidente republicano, mas afirmou que essas acusações "não refletiam a realidade no terreno".

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de uma cisão, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP).

Ambos os grupos pretendem impor um Estado de inspiração islâmica na Nigéria, país maioritariamente muçulmano no norte e predominantemente cristão no sul.

Dados oficiais indicam que o Boko Haram e o ISWAP mataram mais de 35.000 pessoas, incluindo muçulmanos, e provocaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, sobretudo na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.


Leia Também: EUA afirmam que ataques na Nigéria foram aprovados por governo de Lagos

Os Estados Unidos disseram hoje que os ataques aéreos realizados no dia de Natal contra grupos extremistas islâmicos na Nigéria foram aprovados por Lagos.


O novo Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Mamadu Badji, convocou para segunda feira 29 de Dezembro, uma reunião extraordinária do Conselho Diretivo do Ministério para analisar, com caráter de urgência, a situação da colocação de professores em todo o território nacional.

Por Ministério da Educação Nacional, 

A decisão surge num contexto marcado por dificuldades persistentes no início e na normalização do ano letivo, sobretudo em várias regiões do país onde se registam défices significativos de docentes, afetando diretamente o funcionamento das escolas públicas e a qualidade do ensino. 

O Conselho Diretivo foi chamado a fazer um diagnóstico detalhado da situação atual, incluindo:

O levantamento do número real de professores em falta por região e por nível de ensino;

A identificação de escolas mais afetadas, especialmente nas zonas rurais;

A análise dos constrangimentos administrativos, financeiros e logísticos que têm atrasado as colocações.

De referir que o novo Ministro da Educação  defendeu  durante a transferencia de poderes com o seu antecessor 

 a necessidade de soluções estruturais e sustentáveis, indo além das respostas de emergência. 

Nesse sentido, orientou os serviços técnicos a trabalharem num plano de médio prazo que inclua:

Melhoria dos mecanismos de planeamento e gestão do pessoal docente;

Criação de critérios mais transparentes para a colocação e mobilidade dos professores;

Valorização e motivação da carreira docente, especialmente para quem aceita trabalhar em zonas de difícil acesso.

Expectativa da comunidade educativa

A convocação do Conselho Diretivo foi bem recebida por diferentes setores da comunidade educativa, que veem na iniciativa um sinal de abertura e de ação imediata por parte do novo titular da pasta da Educação. Professores, encarregados de educação e gestores escolares esperam que as decisões tomadas se traduzam rapidamente em resultados concretos no terreno.

O Ministério da Educação garantiu que, nos próximos dias, serão tornadas públicas as principais deliberações da reunião, bem como um calendário de implementação das medidas urgentes para assegurar que todas as escolas disponham de professores suficientes e qualificados.

Com esta iniciativa, o ministro Mamadu Badji reafirma o seu compromisso de colocar a educação no centro das políticas públicas, reconhecendo que sem professores devidamente colocados não é possível garantir um sistema educativo funcional e inclusivo.

A justiça, por outros meios necessários ... Na Guiné-Bissau- ainda temos pessoas não decentes livres e que deviam estar (nos presidiários) do país neste preciso momento.

Por Juvenal Cabi Na Una.

Se, eu fosse o Manjor e General Horta Inta, o Ministério Público ia ter um PGR Militar e Juízes Militares nos tribunais do país durante toda transição. 

Alto comando Militar faria todo possível para abrir uma investigação de larga escala sobre todos os resgates financeiros fraudulentos que foram efetuados no país entre políticos corruptos e ditos empresários Bandidos, e assim, com o ónus da prova categórica na plena luz do dia e prender todos os envolvidos e beneficiários dos bilhões. Sei que é de árduas investigações, mas é como eu disse na frase em cima, o Ministério Público devia ter um PGR militar neste momento e- os tribunais com juízes militares. 

É possível aliás, tudo é possível quando há vontade. Pouco interessa se não tem precedente histórico.

Sem dúvida é isso que devia ser feito mas, como eles nada sabem fazer em Bissau- Guineense, somos vergonha histórica da África. Os militares deveriam trabalhar em busca da "prova que faltava", saber para quê é que não esclarece nada sobre resgates financeiros ilegais anos e anos. Uma vez que o poder político corrupto do país há décadas na Administração Pública não tem outro objetivo coletivo senão roubar país e o povo, e continua iludir as pessoas verdadeiramente fantásticas, que vivem numa maliciosa e falsa construção argumentativa para defender o indefensável, por isso, visam ocultar o único facto corrupto que está inequivocamente demonstrado no país .

 A ignorância e fanatismo do nosso povo ilustra apenas o desespero e não de que, à falta das evidências ou provas para prender Bandidos na Guiné-Bissau, sempre são denunciadas evidências fortes e irrefutáveis sobre roubo nos cofres públicos, nunca houve ou sequer argumentos de factos para manter Bandidos livres, mas cada vez, se vê Bandidos obrigados a recorrerem às invenções, às mentiras e calúnias para manterem livres a flutuarem na arruinada económica do país. 

Ficámos agora a saber que as instruções judiciais estão no mercado político, ambiente que permite os Bandidos minar os princípios democráticos, como a soberania nacional, vontade popular e o Estado de direito. 

Todavia, o que me parece mais importante dizer neste momento é que já é altura de Alto comando Militar assumir fazer essa investigação sobre tais resgates financeiros fraudulentos, e não continuar a 

fingir que não vemos o que está à vista de todos: porque tudo isto aconteceu com a cumplicidade das próprias autoridades judiciais no país. 

Os Bandidos soltos colocam em perigo Estabilidade do país e futuro da nação. 

Os F-16 ucranianos têm um novo sensor e estão a destruir os mísseis russos em "modo silencioso"

 CNN Portugal 

Novo sistema de sensores instalado nos caças ucranianos permite abater alvos em movimento com maior precisão e sem deixar rasto

A Ucrânia está a melhorar consideravelmente a interceção de mísseis russos e a explicação pode ser o novo sistema de sensores dos F-16.

Trata-se do sistema de mira avançado Sniper (Sniper pod, na designação em inglês) que está acoplado à aeronave e permite melhorar a deteção dos alvos através de um laser que “ilumina” o alvo a abater, de acordo com a Euromaidan Press.

Além de facilitar o trabalho do piloto, o Sniper pod é um sensor passivo, o que significa que não emite qualquer tipo de radiação, tornando o F-16 invisível aos radares russos. Embora o radar APG-66(V)2A, montado no nariz do caça, continue a ser o seu sensor principal, a nova ferramenta é importante uma vez que permite ao piloto desligar o radar e ficar em modo “silencioso” ao mesmo tempo que ataca o inimigo.

Com o novo sistema, os F-16 desbloqueiam ainda uma nova capacidade. Ou seja, os pilotos podem ter na mira um alvo em movimento com maior facilidade, mantendo o laser do Sniper pod apontado durante o tempo que for necessário e alterando o destino do ataque, se necessário.

Na noite de 22 de dezembro a nova aquisição fez um brilharete quando as forças ucranianas defenderam várias cidades dos mísseis de cruzeiro russos, “principalmente” devido aos caças F-16, disse o coronel Yurii Ihnat, chefe de comunicações daquele ramo das Forças Armadas ucranianas, ao Ukrainian Pravda. Foram abatidos 34 de 35 mísseis russos.

Com a ajuda dos aliados, nomeadamente de Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Noruega, a Ucrânia recebeu cerca de 50 caças F-16 supersónicos.

Inchaço abdominal: A sentir-se inchado após o Natal? Médica explica o que pode fazer... A sensação de inchaço após o Natal é comum devido ao excesso de comida. A médica Rachel Lee explica os motivos mais comuns por trás da sensação de enfartamento e de que forma poderá aliviá-los.

© Shutterstock  noticiasaominuto.com  26/12/2025 

Na época de Natal é normal que a grande maioria das pessoas coma mais do que é suposto. Afinal, quem resiste aos doces e iguarias que ocupam a mesa?

Com isto vem a sensação de barriga inchada e disposição. A boa notícia é que a maioria dos inchaços são temporários.

A médica Rachel Lee revelou ao website Aylo Health os motivos que explicam estes sintomas e de que forma os poderá aliviar. 

Porque é que nos sentimos inchados?

Há várias razões pelas quais a sensação de enfartamento e barriga inchada podem aparecer. De seguida destacamos quatro. 

1. Comer em excesso

A razão mais simples, mas também a mais comum, é comer mais do que é habitual. Quando se come demais, o estômago dilata-se para conseguir acomodar toda a comida. Essa pressão extra faz com se que sinta cheio. 

Dica: experimente comer pequenas doses ao longo do dia em vez de uma refeição muito grande, pois assim dará tempo para o corpo digerir melhor os alimentos. 

2. Gases em excesso

Há determinados alimentos que criam mais gases e alguns deles fazem parte dos pratos típicos do final de ano. 

Dica: se perceber que há alimentos que lhe causam desconforto, procure consumi-los em menor quantidade e equilibre-os com opções que não causem gases.

3. Engolir ar

Não se trata apenas do que come, mas a maneira como come também pode levar ao inchaço. Comer muito rápido, falar enquanto mastiga ou até mesmo mascar pastilhas pode fazer com que engula ar em excesso. 

Dica: coma devagar e concentre-se em porções menores. 

Inchaço? Maneiras simples de se sentir mais aliviado

Há várias dicas simples que poderá seguir e que lhe trarão alívio em momentos nos quais se sentir inchado. 

- Dê uma caminhada. Mesmo uma caminhada de 10 a 15 minutos após uma refeição pode ajudar a eliminar gases do sistema digestivo e a reduzir o desconforto;

- Beba mais água. Manter-se hidratado ajuda o sistema digestivo a funcionar corretamente e pode aliviar o inchaço;

- Evite deitar-se logo após comer. Dê tempo para o seu corpo digerir antes de descansar.

A maioria dos inchaços desaparece após algumas horas ou dias. No entanto, se estes sintomas permanecerem ou surgirem com frequência, sendo acompanhados de outros como dor, prisão de ventre ou alterações de apetite, então o melhor será consultar o seu médico. 

Pelo menos 15 feridos em ataque com faca e líxivia no Japão... Um homem foi hoje detido, no centro do Japão, depois de esfaquear oito pessoas, disseram as autoridades.

© Shutterstock  Lusa   26/12/2025 

Os oito feridos, cinco dos quais em estado grave, foram levados para hospitais, na sequência do ataque ocorrido na Yokohama Rubber Company, empresa especializada no fabrico de pneus para camiões e autocarros situada na cidade de Mishima, na província de Shizuoka, a oeste de Tóquio, divulgou o Corpo de Bombeiros de Fujisan Nanto. 

Outras sete pessoas ficaram também feridas ao serem atingidas por lixívia, atirada durante o ataque, acrescentou o corpo de bombeiros.

A polícia da província de Shizuoka disse que o agressor, de 38 anos, foi detido por alegada tentativa de homicídio na fábrica, mas não adiantou mais pormenores.

"Várias pessoas estão a receber assistência dos serviços de emergência", disse o chefe do corpo de bombeiros de Mishima, Tomoharu Sugiyama, citado pela agência de notícias France-Presse.

De acordo com a mesma fonte, os bombeiros receberam uma chamada cerca das 16:30 (07:30 em Lisboa) da fábrica, relatando que "cinco ou seis pessoas tinham sido esfaqueadas" e que um "um líquido" tinha sido pulverizado.

Os meios de comunicação japoneses avançaram que o suspeito foi detido de imediato na fábrica.

Os crimes violentos são relativamente raros no Japão, um país com baixa taxa de homicídios e com algumas das leis sobre armas mais rigorosas do mundo.

Ataques com facas e até mesmo tiroteios acontecem ocasionalmente, como foi o caso do homicídio do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe, em 2022.


Guiné-Conacri elege presidente num escrutínio marcado por fraca oposição... Cerca de sete milhões de eleitores escolhem no domingo um Presidente na Guiné-Conacri, entre nove candidatos, num escrutínio marcado pela ausência de uma oposição forte, sendo assim provável a vitória o chefe de Estado interino.

© Shutterstock   Lusa   26/12/2025 

Nove candidatos presidenciais - nomeadamente o atual Presidente interino, o general Mamady Doumbouya - terminam hoje a sua campanha eleitoral para tentar ganhar o voto dos 6,8 milhões de eleitores inscritos. 

O atual líder do país candidata-se de forma independente, mas com o apoio do movimento Geração para a Modernidade e o Desenvolvimento (GMD, na sigla em francês).

Segundo noticiou a agência France-Presse (AFP), Doumbouya parece ter o escrutínio ganho devido à ausência de uma oposição forte. 

A sua campanha tem o 'slogan' "Construir Juntos" e Doumbouya prometeu, num vídeo publicado no início do mês, paz e estabilidade aos cerca de 13 milhões de cidadãos guineenses.

Essa foi a única intervenção de campanha do general que está à frente do país desde 2021 - após ter protagonizado um golpe de Estado e deposto o ex-Presidente Alpha Condé - e que se candidata às eleições presidenciais apesar de, inicialmente, ter prometido devolver o poder aos civis.

A tomada de poder deste militar foi inicialmente acolhida com alegria pela população, após meses de manifestações duramente reprimidas contra um terceiro mandato de Condé.

Desde então, o general tem governado o país viznho da Guiné-Bissau com mão-de-ferro.

Sob a sua presidência, vários partidos políticos e meios de comunicação social foram suspensos, as manifestações foram proibidas em 2022 e são reprimidas.

Numerosos líderes da oposição e da sociedade civil foram detidos, condenados ou empurrados para o exílio e as notícias de desaparecimentos forçados e raptos multiplicaram-se nos últimos anos.

Para se poder candidatar a este escrutínio, realizou um referendo no país, em setembro, para alterar a Constituição, que contou com uma participação de 91%, mas foi fortemente criticado pela oposição.

Nesse novo texto passou a ser permitido que membros da junta militar se candidatassem ao poder e o mandato presidencial foi aumentado para sete anos.

Os restantes oito candidatos destas eleições são Faya Millimono, líder do Bloco Liberal; Bouna Keïta, candidato do Comício do Povo Guineense (RPG na sigla em francês) e eleito deputado em 2020; Abdoulaye Yéro Baldé, líder do Frondeg, trabalhou no Banco Mundial, foi vice-governador do Banco Central e ex-ministro de Condé; Makalé Camara, líder do Fan, ex-ministra da Agricultura e dos Negócios Estrangeiros e única mulher entre os candidatos.

A lista integra ainda Ibrahima Abé Sylla, candidato do partido Novo Compromisso pela República (NGR, na sigla em francês), foi ministro da Energia; Abdoulaye Kourouma líder do Renascimento e Desenvolvimento (RRD, na sigla em francês); Mohamed Nabé e Mohamed Tounkoura.

O escrutínio está a ser organizado pelo Ministério da Administração Territorial e não por um órgão independente.

As urnas vão estar a funcionar entre as 07h00 e as 18h00 (o mesmo horário em Lisboa), mas a data do anúncio dos resultados não foi ainda comunicada.

A Guiné-Conacri continua a ser um dos países mais pobres do mundo, com 52% dos habitantes a viverem abaixo do limiar da pobreza, apesar das suas riquezas naturais, como bauxite, ferro, ouro e diamantes.


Drones russos causam danos em navios da Eslováquia, Palau e Libéria... As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 73 dos 99 drones russos durante a noite e madrugada de hoje, informou a Força Aérea.

Por  LUSA 

Os drones não intercetados causaram danos em infraestruturas ucranianas e em três navios com bandeiras da Eslováquia, Palau e Libéria, na costa do Mar Negro, segundo as autoridades militares.

"Na noite de 26 de dezembro [a partir das 18h00 do dia 25 de dezembro], o inimigo atacou com um míssil balístico Iskander-M a partir da área temporariamente ocupada da Crimeia, assim como com 99 drones de ataque dos tipos Shahed, Gerbera e outros", anunciou a força militar no seu relatório diário, nas redes sociais.

Os drones descolaram das regiões russas de Bryansk, Kursk e Primorsko-Akhtarsk, e da península ucraniana anexada da Crimeia.

Segundo dados preliminares da Força Aérea, até às 09h00 (locais), 73 drones Shahed, Gerbera e de outros modelos tinham sido intercetados ou neutralizados no norte, sul e leste da Ucrânia.

Um míssil balístico e 26 veículos aéreos não tripulados (UAV) atingiram, no entanto, 16 diferentes locais na região costeira de Odessa, causando danos em dois navios, um da Eslováquia e outro de Palau, disse o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, no Telegram.

Os ataques também provocaram incêndios e danos em armazéns de empresas, numa barcaça e em elevadores.

Na região vizinha de Mykolaiv, drones russos atingiram um terminal portuário e um navio que navegava sob a bandeira da Libéria.

Um outro ataque, segundo Kuleba, atingiu a região oeste de Lviv, onde foram danificadas infraestruturas ferroviárias, no entroncamento de Kovel, a cerca de 60 quilómetros da fronteira com a Polónia.

EUA atacaram Daesh na Nigéria após "massacres de cristãos". As imagens... Os EUA anunciaram na quinta-feira um ataque contra o Daesh na Nigéria, numa operação conjunta com este país. Não são descartados novos ataques e números de vítimas ainda não são conhecidos.

Por  LUSA 

Já são conhecidas as primeiras imagens relacionadas com os ataques levados a cabo pelos Estados Unidos no noroeste da Nigéria, e que foram dirigidos ao autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Os ataques aconteceram na quinta-feira à noite e o anúncio de que estes tinham acontecido foi feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Já antes tinha avisado estes terroristas de que, se não acabassem com o massacre de cristãos, pagariam caro, e esta noite [quinta-feira] pagaram", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, acrescentando que "o Departamento de Guerra realizou muitos ataques perfeitos, como só os Estados Unidos são capazes de fazer".

A publicação de Trump não incluía informações sobre como a ofensiva tinha sido levada a cabo e quais os seus efeitos.

"Esta noite, sob as minhas ordens como Comandante-Supremo [das Forças Armadas], os Estados Unidos lançaram um poderoso e mortífero ataque contra a Escumalha Terrorista do EI [Estado Islâmico] no noroeste da Nigéria, que tem atacado e matado violentamente sobretudo cristãos inocentes, a níveis não vistos em muitos anos, até mesmo séculos!", escreveu ainda.

Nigéria confirma ataque

Depois do anúncio feito por Trump - em que não foram dados muitos detalhes - foi a vez de o país que foi palco do ataque confirmar a  situação.

Pouco depois do anúncio de Trump, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria confirmou a execução de ataques de "precisão contra alvos terroristas" no noroeste do país pelas forças norte-americanas.

"As autoridades nigerianas continuam empenhadas numa cooperação estruturada em matéria de segurança com parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos da América, a fim de combater a ameaça persistente do terrorismo e do extremismo violento", afirmou o ministério num comunicado.

"Isto levou a ataques aéreos de precisão contra alvos terroristas na Nigéria", acrescentou o ministério nigeriano.

À BBC, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Yusuf Maitama Tuggar, disse que esta "foi uma operação conjunta" que teve "terroristas" como alvo e que "não estava relacionado com uma religião em particular".

Sem mencionar especificamente o Estado Islâmico, Tuggar detalhou que a operação já tinha sido planeada "há bastante tempo" e que foram usadas informações recolhidas pela Nigéria.

O ministro não descartou novos ataques, acrescentando que isso dependeria de "decisões a serem tomadas pelas lideranças dos dois países". 

Pelo menos para já, ainda são desconhecidos os números de vítimas ou estragos que foram registados com estes ataques.

Os avisos

No mês passado, Trump disse que tinha ordenado ao Pentágono que começasse a planear uma potencial ação militar na Nigéria, na sequência de denúncias de perseguição de cristãos.

O Departamento de Estado anunciou nas últimas semanas que iria restringir os vistos para nigerianos e familiares, envolvidos em assassínios em massa e violência contra cristãos no país da África Ocidental.

Os Estados Unidos designaram recentemente a Nigéria como "país de particular preocupação" ao abrigo da Lei da Liberdade Religiosa Internacional.

"O nosso país não permitirá que o terrorismo radical islâmico prospere", afirmou Trump na quinta-feira à noite. 

Veja as imagens na galeria.