terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A inovação americana está a abrir novas portas no ensino de línguas!... No American Corner Bissau, Yara Baldé, funcionária do Gabinete de Ligação dos EUA, conduziu uma sessão inspiradora sobre «O poder da inteligência artificial (IA) na aprendizagem de línguas».

Os participantes descobriram ferramentas de IA de ponta desenvolvidas por educadores americanos e exploraram formas criativas de melhorar a aprendizagem de línguas. A discussão animada e a participação ativa mostraram o potencial empolgante da IA para professores e alunos locais.

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Governo da Suécia quer permitir penas de prisão a partir dos 13 anos... Violência relacionada com o crime organizado aumentou no país, alimentada por disputas entre gangues que recrutam menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios.

Por sicnoticias.pt 

O Governo sueco anunciou na segunda-feira que vai apresentar um projeto de lei para reduzir a idade de responsabilidade penal de 15 para 13 anos para crimes graves, abrindo caminho para penas de prisão em certos casos.

Diversas autoridades, incluindo a polícia, funcionários do sistema prisional e procuradores, opõem-se à proposta.

O ministro da Justiça sueco, Gunnar Strommer, defendeu que não se trata de uma "redução geral da idade de responsabilidade criminal".

"Trata-se de reduzi-la para os crimes mais graves, como homicídio, tentativa de homicídio, atentado bombista qualificado, crimes com armas e violação, todos com agravantes", acrescentou Strommer em conferência de imprensa.

A Suécia tem lutado há mais de uma década para conter o aumento da violência relacionada com o crime organizado, alimentada principalmente por disputas entre gangues e lutas pelo controlo do mercado de drogas.

Estas redes estão a recrutar um número crescente de menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios, que não enfrentam penas de prisão se forem apanhados.

Uma sondagem encomendada pelo Governo em janeiro de 2025 propunha a redução da idade de responsabilidade criminal para os 14 anos.

No entanto, em setembro, o governo anunciou a sua intenção de a reduzir para 13 anos e enviou o projeto de lei a 126 autoridades e organizações para que apresentassem as suas considerações.

A maioria dos inquiridos criticou a proposta ou opôs-se categoricamente à mesma.

A polícia argumentou que a redução da idade de responsabilidade criminal poderia levar ao "envolvimento de crianças muito mais novas do que as atuais em redes criminosas".

Outros salientaram que o sistema prisional não está equipado para lidar com jovens delinquentes e que isso poderia infringir os direitos das crianças.

"Estamos numa situação de emergência. As medidas que tomarmos devem refletir a gravidade da situação", alertou o ministro da Justiça na segunda-feira.

Esta alteração seria introduzida a título temporário, inicialmente por um período limitado de cinco anos, explicou.

O projeto de lei será primeiro submetido ao conselho legislativo sueco, que analisa os projetos de lei que o Governo pretende apresentar.

Strommer prevê que a legislação entre em vigor no verão.

Estudo alerta: Mundo não está preparado para aumento do calor extremo... Quase 3,8 mil milhões de pessoas poderão estar expostas ao calor extremo até 2050, um desafio que afeta sobretudo as regiões tropicais, mas que também terá impacto nas atuais regiões temperadas, que também terão de se adaptar.

Por  LUSA 

Os cientistas, que publicaram as suas descobertas na revista Nature Sustainability, estudaram as consequências de diferentes cenários de aquecimento no número de pessoas que poderão vir a experimentar temperaturas consideradas demasiado altas ou muito baixas no futuro.

De acordo com estas projeções, a população que irá experimentar condições de calor extremo deverá "quase duplicar" até 2050 se as temperaturas globais subirem 2°C acima dos níveis pré-industriais. Isto afetaria 3,79 mil milhões de pessoas, o dobro do número em 2010.

Mas a maior parte dos efeitos deverá ser sentida nesta década, à medida que o mundo se aproxima do limite de aquecimento de 1,5°C, apontou à agência France-Presse (AFP) Jesus Lizana, da Universidade de Oxford, principal autor do estudo.

"A necessidade de adaptação ao calor extremo é mais urgente do que se estimava anteriormente", enfatizou. "Novas infraestruturas precisam de ser construídas nos próximos anos, como sistemas de arrefecimento passivo ou ar condicionado sustentável", acrescentou.

A exposição prolongada ao calor extremo, muitas vezes chamado de "assassino silencioso", pode sobrecarregar a capacidade de adaptação do organismo, causando tonturas, dores de cabeça ou mesmo a morte.

A procura de energia para refrigeração aumentaria drasticamente nos países em desenvolvimento, que enfrentariam as consequências mais graves para a saúde.

Índia, Filipinas e Bangladesh estariam entre os países com maior número de pessoas afetadas.

A alteração mais significativa das temperaturas que exige alguma forma de refrigeração, ar condicionado ou ventoinhas, afetaria os países tropicais e equatoriais, particularmente em África.

Mas o Laos e o Brasil também estão entre as nações mais afetadas, juntamente com a República Centro-Africana, a Nigéria e o Sudão do Sul.

"Os mais desfavorecidos são também os que mais vão sofrer com esta tendência de aumento dos dias quentes", sublinhou Radhika Khosla, coautora do estudo.

Mas os países mais ricos, que atualmente gozam de um clima temperado, "também enfrentam um grande problema - mesmo que muitos deles ainda não se apercebam disso".

Embora o Canadá, a Rússia e a Finlândia possam observar uma diminuição do número de dias que requerem aquecimento, também irão sofrer um aumento, ainda que moderado, do número de dias mais quentes, para os quais não estão preparados.

"Os países ricos não podem simplesmente esperar e assumir que tudo vai correr bem. Em muitos casos, estão perigosamente impreparados para o calor que se avizinha nos próximos anos", alertou Jesus Lizana.

Sismo no noroeste da China obriga mais de 20 mil pessoas a sair de casa preventivamente... As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que os residentes em zonas de maior risco foram retirados.

Por sicnoticias.pt 

Mais de 20 mil pessoas foram retiradas na sequência do terramoto de magnitude 5,5 que abalou na segunda-feira a província de Gansu (noroeste da China), apesar de não haver registo de vítimas mortais.

O sismo registou-se na vila de Diebu -- prefeitura autónoma tibetana de Gannan -- às 14:56 (06:56, em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado nas coordenadas 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude este, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.

As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que se organizou o realojamento dos residentes em zonas de maior risco enquanto se avalia a extensão completa dos danos, avançaram as autoridades locais citadas pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O fornecimento de energia e água, assim como as comunicações, não foi afetado, de acordo com as mesmas fontes.

Para a zona afetada deslocaram-se cerca de 350 elementos de equipas de emergência, resgate e técnicos em prevenção de desastres, enquanto os organismos estatais de gestão de emergências ativaram o nível IV de resposta.

Utilizadores das redes sociais em localidades próximas afirmaram ter sentido o abalo, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos.

A província de Gansu, situada no oeste do país, encontra-se numa das zonas sísmicas mais ativas da China, devido à fricção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana, especialmente em áreas próximas aos Himalaias e ao planalto tibetano.

O oeste chinês, que inclui também regiões como Xinjiang, Qinghai e o Tibete, regista frequentemente movimentos sísmicos de magnitude média, embora o impacto costume ser limitado devido à baixa densidade populacional em amplas zonas montanhosas.

Em dezembro de 2023, um forte terramoto de magnitude 6,2 em Gansu e na vizinha província de Qinghai causou mais de 150 mortos e avultados danos materiais, num dos sismos mais mortíferos registados na China nos últimos anos.