terça-feira, 27 de janeiro de 2026

𝗝𝗔𝗡𝗨Á𝗥𝗜𝗢 𝗕𝗜𝗔𝗚𝗨Ê 𝗗𝗘𝗡𝗨𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗙𝗔𝗟𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗘𝗡𝗦𝗔ÇÃ𝗢 𝗔𝗢𝗦 𝗙𝗔𝗠𝗜𝗟𝗜𝗔𝗥𝗘𝗦 𝗗𝗢𝗦 𝗠𝗔𝗥𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢𝗦 𝗠𝗢𝗥𝗧𝗢𝗦 𝗘𝗠 𝟮𝟬𝟮𝟱

Por: Rádio Jovem

O Secretário-regional da organização não governamental, Amigos Irmãos dos Homens do Mar (AIRHOMAR) denunciou que os familiares dos três marinheiros nacionais morto no alto mar ao longo de 2025, até ao momento, não receberam qualquer tipo de indemnização.

Em declarações  esta terça-feira à Rádio Jovem, durante o balanço das atividades da organização referentes ao ano de 2025, o secretário-geral da AIRHOMAR, Januário José Biaguê, classificou a situação como “lamentável” e revelou que os marinheiros faleceram em pleno exercício da atividade marítima, o que, no seu entender, demonstra a fragilidade da proteção social e laboral dos trabalhadores guineenses do setor marítimo.

Durante a mesma entrevista, Januário José Biaguê revelou ainda a existência de um desconto de 18% nos salários à cada marinheiro, alegadamente imposto pelas autoridades marítimas do Senegal, situação que considera abusiva e prejudicial aos rendimentos dos trabalhadores.

Para o secretário-geral da AIRHOMAR, 2025 foi um “ano negativo” para os marinheiros guineenses, marcado por mortes, precariedade laboral, falta de indemnizações e violações dos direitos dos trabalhadores do mar.

Por outro lado, o dirigente apela às autoridades nacionais para uma intervenção urgente junto dos países parceiros e das entidades competentes, no sentido de garantir melhores condições de trabalho, proteção social e respeito pelos direitos dos marinheiros guineenses.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS: Governo delibera sobre saúde pública, microfinança e procede a novas nomeações

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau reuniu-se esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, em sessão ordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, do Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau, sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

No capítulo das Informações Gerais, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional apresentou uma exposição sobre o Relatório Anual de Registo de Empresas e Licenciamento de Atividades Económicas, referente ao ano de 2025.

A Ministra das Pescas e Economia Marítima destacou as consequências negativas do atual processo de fabrico local de farinha e óleo de peixe, à base de sardinela e etmalosa na Guiné-Bissau, tendo igualmente apresentado o Plano Anual de Gestão dos Recursos Halieúticos para o ano de 2026.

Por sua vez, o Ministro da Saúde Pública anunciou o lançamento do projeto de introdução da vacina contra o paludismo na região sanitária de Gabú, com o objetivo de garantir a prevenção e proteção das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 59 meses. O governante prestou ainda esclarecimentos sobre a intenção de implementação do processo de vacinação contra a Hepatite B. Na sequência destas informações, e por razões de ordem técnica, o Conselho de Ministros deliberou a proibição da importação, distribuição e utilização, no território nacional, da referida vacina, por se tratar de um produto em fase experimental/teste, até que sejam reunidas todas as garantias científicas, sanitárias e regulamentares exigidas pelas autoridades competentes.

Na parte Deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou a Proposta de Lei relativa à Regulamentação da Microfinança.

No capítulo das Nomeações, foi autorizada, por despacho do Primeiro-Ministro, a movimentação de pessoal dirigente da Administração Pública. No Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Ciren Djabi foi nomeado Diretor-Geral da Agência de Poupança e Microcrédito. No Ministério da Administração Territorial e Poder Local, Queba Djaita foi nomeado Diretor-Geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE). Já no Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Nadilé Jean Pereira Lima Banjaqui assumiu o cargo de Diretor-Geral de Viação e Transportes Terrestres.

Em consequência destas nomeações, o Conselho de Ministros deu por finda a comissão de serviço, nos mesmos cargos, dos anteriores titulares.

Bissau, 27 de janeiro de 2026.




Número de baixas na guerra da Ucrânia atingirá 2 milhões em 2026... O total de soldados russos e ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia deverá, ao ritmo atual, atingir dois milhões na primavera de 2026, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Por LUSA

Um estudo do CSIS divulgado hoje indica que quase 1,2 milhões de soldados russos e cerca de 600.000 soldados ucranianos morreram, ficaram feridos ou estão desaparecidos, desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O número total de baixas de ambos os países ronda assim 1,8 milhões, e previsivelmente atingirá os 2 milhões este ano, refere o estudo.

Segundo o CSIS, nenhuma grande potência sofreu um número de baixas ou mortes sequer próximo destes números em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial, o que, considera, demonstra o declínio da Rússia como potência.

"Estão a pagar um preço extraordinário por ganhos mínimos", aponta o centro.

Esta última contagem é divulgada após as reuniões entre ucranianos e russos na sexta e no sábado em Abu Dhabi, com mediação norte-americana, para avançar para um acordo que ponha fim ao conflito.

Ambas as partes esperam realizar novas reuniões com este mesmo formato tripartido nos próximos dias.

O estudo do CSIS também assinala uma notável lentidão dos avanços das forças russas no campo de batalha, citando, por exemplo, a ofensiva em Pokrovsk (Donetsk), onde os russos conquistaram território a uma velocidade média de 70 metros por dia.

Desde janeiro de 2024, a Rússia teria conquistado menos de 1,5% do território ucraniano.

O CSIS alerta ainda para uma deterioração sustentada da economia russa, com uma queda da produção industrial e dados de inflação que permanecem elevados.

"A Rússia está a tornar-se numa potência económica de segunda ou terceira categoria", afirma o estudo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  


Leia Também: Controlo da central de Zaporijia pendente de negociações com Rússia

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andri Sibiga, esclareceu hoje que, além da questão territorial, o controlo da central nuclear de Zaporijia está pendente nas negociações de paz entre Kyiv e a Rússia.


PM, Ilídio Vieira Té perante delegação de PAIGC: “CASO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA É DA RESPONSABILIDADE DOS TRIBUNAIS COMPETENTES”

Por  odemocratagb.com

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que o Alto Comando Militar já ordenou a libertação de todos os prisioneiros sob sua custódia. O governante esclareceu ainda que o caso de Domingos Simões Pereira (DSP) “não está nem esteve sob alçada militar”, sendo “uma matéria da exclusiva responsabilidade dos tribunais competentes”.

A posição foi divulgada em nota do Gabinete de Imprensa do Primeiro-ministro, que relata o encontro realizado na segunda‑feira, 26 de janeiro, entre Ilídio Vieira Té e uma delegação de veteranos do PAIGC, acompanhados de dirigentes de outras formações políticas.

Encontro focado na reconciliação e na estabilidade durante a transição

A reunião, facilitada por Joana Cobde Nhanca, líder do Movimento Social Democrata, teve como propósito promover a paz, a reconciliação nacional e a estabilidade política neste período de transição.

Segundo apurou O Democrata, este foi o segundo encontro entre o Primeiro‑ministro e os veteranos do PAIGC — o primeiro aconteceu a 16 de janeiro — ambos realizados na Prematura, com a presença de diversas personalidades políticas.

Entre os participantes estiveram Joana Cobde Nhanca, Manuel dos Santos (Manecas), Ana Maria Soares e Iaia Maria Turé. Também marcou presença o antigo líder da Resistência da Guiné-Bissau (RGB), Salvador Tchongo, acompanhado por uma pessoa não identificada.

Governo reafirma abertura ao diálogo

De acordo com a nota oficial, o Primeiro-ministro reiterou que todos os líderes políticos têm a responsabilidade de contribuir para o entendimento nacional e para compromissos justos e responsáveis.

Ilídio Vieira Té assegurou a “total disponibilidade do governo para um diálogo construtivo que sirva os interesses nacionais” e informou que transmitirá as preocupações dos veteranos ao Presidente da República de Transição e ao Alto Comando Militar.

O governante apelou ainda à serenidade e advertiu para o impacto negativo das redes sociais na coesão social, sublinhando que “a liberdade de expressão não deve ser confundida com libertinagem”. Criticou igualmente “ataques irresponsáveis” que, segundo afirmou, “apenas denigrem a imagem do país”, destacando sinais de evolução positiva em relação ao passado recente.

Veteranos pedem reconciliação e alertam para impacto político da detenção de DSP

Durante o encontro, o veterano Manuel dos Santos (Manecas) salientou que, embora seja “do PAIGC até à morte”, coloca a Guiné-Bissau acima de qualquer partido. Recordou que as eleições já têm data marcada e pediu o início das atividades políticas “num clima de reconciliação”.

Defendeu ainda a normalização institucional como condição essencial para atrair investimentos e sublinhou que a reconciliação nacional é indispensável ao progresso.

Segundo Manecas, o prolongamento da detenção de Domingos Simões Pereira “deteriora politicamente” a situação do líder do PAIGC.

“A conversa franca é o único caminho”, diz promotora da iniciativa

Joana Cobde Nhanca agradeceu a abertura demonstrada pelo governo e afirmou que a iniciativa resulta do dever histórico dos veteranos de promover o diálogo e evitar a radicalização da juventude.

A seu ver, “o entendimento só é possível através da conversa franca, do reconhecimento dos erros do passado e da necessidade de pôr gelo no coração”.

A veterana Ana Maria Soares apelou à libertação dos detidos, rejeitou qualquer cenário de confronto entre guineenses e reforçou que, havendo culpa formada, cabe exclusivamente aos tribunais julgar.


Leia Também:  PM diz que Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça

O primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau afirmou hoje que o opositor Domingos Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça e não dos militares autores do golpe de Estado de novembro passado.


Patrice Trovoada nomeado enviado especial da União Africana à Guiné... O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, foi nomeado enviado especial da União Africana à Guiné-Bissau para conduzir as negociações para o restabelecimento da ordem constitucional

Por  LUSA 

A nomeação foi comunicada a Patrice Trovoada numa carta assinada pelo presidente da comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, datada de 23 de janeiro e a que a Lusa teve hoje acesso.

Na carta, o presidente da comissão informa Patrice Trovoada de que o nomeou com o propósito de apoiar os esforços da organização para restaurar a ordem constitucional no país africano.

O presidente da comissão escreve que "as qualidades profissionais e pessoais" de Patrice Trovoada dão-lhe "a confiança de que vai exercer o seu mandato eficazmente".

Mahmoud Ali Youssouf deseja ainda ao enviado especial sucesso nesta "importante tarefa" e assegura todo o apoio por parte da União Africana.

A Guiné-Bissau é membro da União Africana, mas está suspensa desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, quando os militares tomaram o poder e foi interrompido o processo eleitoral para a escolha de novo Presidente da República e dos deputados da Assembleia Nacional Popular.

O país está a ser governado há dois meses por um Alto-Comando Militar, que nomeou Presidente da República de Transição o general Horta Inta-a.

O parlamento foi substituído por um Conselho Nacional de Transição que aprovou a revisão da Constituição do país atribuindo mais poderes ao Presidente da República.

O Presidente em exercício convocou novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para 06 de dezembro.

As organizações internacionais de que a Guiné-Bissau faz parte têm exigido o regresso à normalidade constitucional com um período curto de transição e um Governo inclusivo em que estejam representadas as diferentes sensibilidades políticas do país.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já enviou duas missões a Bissau, sem que sejam conhecidos resultados das mesmas.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou, também, o envio de uma missão ao país lusófono, sem adiantar datas.

A inovação americana está a abrir novas portas no ensino de línguas!... No American Corner Bissau, Yara Baldé, funcionária do Gabinete de Ligação dos EUA, conduziu uma sessão inspiradora sobre «O poder da inteligência artificial (IA) na aprendizagem de línguas».

Os participantes descobriram ferramentas de IA de ponta desenvolvidas por educadores americanos e exploraram formas criativas de melhorar a aprendizagem de línguas. A discussão animada e a participação ativa mostraram o potencial empolgante da IA para professores e alunos locais.

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Governo da Suécia quer permitir penas de prisão a partir dos 13 anos... Violência relacionada com o crime organizado aumentou no país, alimentada por disputas entre gangues que recrutam menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios.

Por sicnoticias.pt 

O Governo sueco anunciou na segunda-feira que vai apresentar um projeto de lei para reduzir a idade de responsabilidade penal de 15 para 13 anos para crimes graves, abrindo caminho para penas de prisão em certos casos.

Diversas autoridades, incluindo a polícia, funcionários do sistema prisional e procuradores, opõem-se à proposta.

O ministro da Justiça sueco, Gunnar Strommer, defendeu que não se trata de uma "redução geral da idade de responsabilidade criminal".

"Trata-se de reduzi-la para os crimes mais graves, como homicídio, tentativa de homicídio, atentado bombista qualificado, crimes com armas e violação, todos com agravantes", acrescentou Strommer em conferência de imprensa.

A Suécia tem lutado há mais de uma década para conter o aumento da violência relacionada com o crime organizado, alimentada principalmente por disputas entre gangues e lutas pelo controlo do mercado de drogas.

Estas redes estão a recrutar um número crescente de menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios, que não enfrentam penas de prisão se forem apanhados.

Uma sondagem encomendada pelo Governo em janeiro de 2025 propunha a redução da idade de responsabilidade criminal para os 14 anos.

No entanto, em setembro, o governo anunciou a sua intenção de a reduzir para 13 anos e enviou o projeto de lei a 126 autoridades e organizações para que apresentassem as suas considerações.

A maioria dos inquiridos criticou a proposta ou opôs-se categoricamente à mesma.

A polícia argumentou que a redução da idade de responsabilidade criminal poderia levar ao "envolvimento de crianças muito mais novas do que as atuais em redes criminosas".

Outros salientaram que o sistema prisional não está equipado para lidar com jovens delinquentes e que isso poderia infringir os direitos das crianças.

"Estamos numa situação de emergência. As medidas que tomarmos devem refletir a gravidade da situação", alertou o ministro da Justiça na segunda-feira.

Esta alteração seria introduzida a título temporário, inicialmente por um período limitado de cinco anos, explicou.

O projeto de lei será primeiro submetido ao conselho legislativo sueco, que analisa os projetos de lei que o Governo pretende apresentar.

Strommer prevê que a legislação entre em vigor no verão.

Estudo alerta: Mundo não está preparado para aumento do calor extremo... Quase 3,8 mil milhões de pessoas poderão estar expostas ao calor extremo até 2050, um desafio que afeta sobretudo as regiões tropicais, mas que também terá impacto nas atuais regiões temperadas, que também terão de se adaptar.

Por  LUSA 

Os cientistas, que publicaram as suas descobertas na revista Nature Sustainability, estudaram as consequências de diferentes cenários de aquecimento no número de pessoas que poderão vir a experimentar temperaturas consideradas demasiado altas ou muito baixas no futuro.

De acordo com estas projeções, a população que irá experimentar condições de calor extremo deverá "quase duplicar" até 2050 se as temperaturas globais subirem 2°C acima dos níveis pré-industriais. Isto afetaria 3,79 mil milhões de pessoas, o dobro do número em 2010.

Mas a maior parte dos efeitos deverá ser sentida nesta década, à medida que o mundo se aproxima do limite de aquecimento de 1,5°C, apontou à agência France-Presse (AFP) Jesus Lizana, da Universidade de Oxford, principal autor do estudo.

"A necessidade de adaptação ao calor extremo é mais urgente do que se estimava anteriormente", enfatizou. "Novas infraestruturas precisam de ser construídas nos próximos anos, como sistemas de arrefecimento passivo ou ar condicionado sustentável", acrescentou.

A exposição prolongada ao calor extremo, muitas vezes chamado de "assassino silencioso", pode sobrecarregar a capacidade de adaptação do organismo, causando tonturas, dores de cabeça ou mesmo a morte.

A procura de energia para refrigeração aumentaria drasticamente nos países em desenvolvimento, que enfrentariam as consequências mais graves para a saúde.

Índia, Filipinas e Bangladesh estariam entre os países com maior número de pessoas afetadas.

A alteração mais significativa das temperaturas que exige alguma forma de refrigeração, ar condicionado ou ventoinhas, afetaria os países tropicais e equatoriais, particularmente em África.

Mas o Laos e o Brasil também estão entre as nações mais afetadas, juntamente com a República Centro-Africana, a Nigéria e o Sudão do Sul.

"Os mais desfavorecidos são também os que mais vão sofrer com esta tendência de aumento dos dias quentes", sublinhou Radhika Khosla, coautora do estudo.

Mas os países mais ricos, que atualmente gozam de um clima temperado, "também enfrentam um grande problema - mesmo que muitos deles ainda não se apercebam disso".

Embora o Canadá, a Rússia e a Finlândia possam observar uma diminuição do número de dias que requerem aquecimento, também irão sofrer um aumento, ainda que moderado, do número de dias mais quentes, para os quais não estão preparados.

"Os países ricos não podem simplesmente esperar e assumir que tudo vai correr bem. Em muitos casos, estão perigosamente impreparados para o calor que se avizinha nos próximos anos", alertou Jesus Lizana.

Sismo no noroeste da China obriga mais de 20 mil pessoas a sair de casa preventivamente... As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que os residentes em zonas de maior risco foram retirados.

Por sicnoticias.pt 

Mais de 20 mil pessoas foram retiradas na sequência do terramoto de magnitude 5,5 que abalou na segunda-feira a província de Gansu (noroeste da China), apesar de não haver registo de vítimas mortais.

O sismo registou-se na vila de Diebu -- prefeitura autónoma tibetana de Gannan -- às 14:56 (06:56, em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado nas coordenadas 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude este, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.

As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que se organizou o realojamento dos residentes em zonas de maior risco enquanto se avalia a extensão completa dos danos, avançaram as autoridades locais citadas pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O fornecimento de energia e água, assim como as comunicações, não foi afetado, de acordo com as mesmas fontes.

Para a zona afetada deslocaram-se cerca de 350 elementos de equipas de emergência, resgate e técnicos em prevenção de desastres, enquanto os organismos estatais de gestão de emergências ativaram o nível IV de resposta.

Utilizadores das redes sociais em localidades próximas afirmaram ter sentido o abalo, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos.

A província de Gansu, situada no oeste do país, encontra-se numa das zonas sísmicas mais ativas da China, devido à fricção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana, especialmente em áreas próximas aos Himalaias e ao planalto tibetano.

O oeste chinês, que inclui também regiões como Xinjiang, Qinghai e o Tibete, regista frequentemente movimentos sísmicos de magnitude média, embora o impacto costume ser limitado devido à baixa densidade populacional em amplas zonas montanhosas.

Em dezembro de 2023, um forte terramoto de magnitude 6,2 em Gansu e na vizinha província de Qinghai causou mais de 150 mortos e avultados danos materiais, num dos sismos mais mortíferos registados na China nos últimos anos.