sábado, 14 de fevereiro de 2026

EUA dizem-se prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial... O secretário de Estado norte-americano defendeu hoje que a ONU "não desempenha qualquer papel" na resolução de conflitos e que os Estados Unidos, sob a liderança do Presidente Donald Trump, estão prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial.

© Alex Brandon / POOL / AFP via Getty Images  Por   LUSA  14/02/2026 

Marco Rubio, que falava na Conferência de Segurança de Munique, que começou na sexta-feira e vai até domingo, sublinhou que os Estados Unidos pretendem uma Europa que "seja forte" e que as duas partes estão destinadas a "estarem juntas".

"Queremos que a Europa seja forte. Acreditamos que a Europa pode sobreviver. As duas partes existem para estarem juntas", disse Rubio na 62.ª edição da conferência, considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança.

Na conferência de Munique, no sul da Alemanha, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Rubio salientou que os Estados Unidos "serão sempre um filho da Europa".

"Queremos que a Europa seja forte, acreditamos que a Europa pode sobreviver. Não queremos aliados fracos, porque isso enfraquece-nos. Queremos aliados capazes de se defender para que nenhum adversário seja alguma vez tentado a testar a nossa força coletiva", declarou Rubio, numa altura em que Trump afirmou recentemente que o continente está ameaçado de um "apagamento civilizacional".

Sobre as Nações Unidas, o secretário de Estado norte-americano frisou que a organização liderada pelo português António Guterres desempenhou "praticamente um papel nulo" na resolução de conflitos e apelou para uma reforma das instituições mundiais.

"As Nações Unidas continuam a ter um enorme potencial para ser um instrumento ao serviço do bem no mundo. Mas não podemos ignorar que, hoje, nas questões mais urgentes com que nos deparamos, não têm respostas e praticamente não desempenharam qualquer papel. Não conseguiram resolver a guerra em Gaza", afirmou, numa altura em que Trump criou um "Conselho de Paz" destinado a ajudar a resolver conflitos.

Na sua intervenção, feita um ano após um discurso inflamado do vice-presidente norte-americano, JD Vance, contra o 'velho continente', Rubio referiu que os Estados Unidos não procuram "dividir", mas sim "revitalizar" a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"E, embora estejamos preparados, se necessário, para agir sozinhos, preferimos e esperamos agir convosco, nossos amigos aqui na Europa", acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana.

Para Rubio, os Estados Unidos serão "guiados pela visão de um futuro tão orgulhoso, soberano e vital como o passado da nossa civilização".

"[Washington] não procura dividir, mas sim revitalizar a aliança atlântica entre os Estados Unidos e a Europa", acrescentou Rubio, numa mensagem de apaziguamento dirigida aos líderes europeus.

"Não procuramos dividir, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade. O que queremos é uma aliança revigorada", afirmou.

Sobre o conflito desencadeado pela invasão russa da Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, Rubio afirmou "desconhecer" se Moscovo está a falar a sério quando diz que quer pôr fim à guerra na Ucrânia.

"Não sabemos se os russos estão a falar a sério na sua vontade de pôr termo à guerra", admitiu Rubio, quando está prevista para a próxima semana uma nova ronda de negociações entre as partes em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos, que têm vindo a pressionar Moscovo e Kyiv para que assinem rapidamente um acordo de paz.

Como é a sexualidade nas diferentes fases da vida?... Da infância à idade avançada, a sexualidade acompanha cada etapa do desenvolvimento humano, assumindo formas distintas, ajustadas ao corpo, às emoções e às circunstâncias de cada fase da vida. Neste Dia dos Namorados, a psicóloga clínica Isabel Henriques convida a olhar para a sexualidade como uma linguagem de vínculo, intimidade e relação que se transforma ao longo da vida.

Por SIC Notícias 

Quando falamos de sexualidade, é importante começar por alargar o olhar. Sexualidade não é apenas o ato sexual. É a forma como habitamos o corpo, como sentimos prazer, como nos vinculamos, como nos permitimos ser tocados, física e emocionalmente. Ela começa no nascimento e acompanha-nos até ao fim da vida. O que muda não é a sua existência, mas a forma como se expressa e ganha significado em cada etapa do desenvolvimento humano.

Infância – O Corpo como Primeira Casa

Na infância, a sexualidade vive-se na pele e no afeto, nunca na dimensão erótica.

Vive-se no colo que embala, no abraço que acalma, na mão que segura quando o mundo ainda é grande demais. A criança descobre o corpo com curiosidade inocente, toca, observa, pergunta, explora sem qualquer intenção sexualizada.

O prazer, aqui, é o prazer da segurança e do conforto.

É através do toque cuidador que a criança aprende que o corpo é um lugar seguro para habitar. Quando os adultos respondem com naturalidade às perguntas corporais e não reprimem a curiosidade, estão a construir a base da saúde sexual futura: uma relação tranquila com o próprio corpo e com os limites do outro.

Adolescência – O Despertar do Desejo

A adolescência é uma das fases mais intensas e desorganizadoras do ponto de vista sexual.

O corpo transforma-se rapidamente, as hormonas despertam o desejo, e surgem sensações novas que o jovem ainda não sabe nomear nem integrar emocionalmente.

Há excitação, mas também vergonha. Há curiosidade, mas também medo de julgamento.

As primeiras paixões aparecem com intensidade absoluta. O outro torna-se centro emocional, espelho identitário, fonte de validação.

Hoje, esta fase é atravessada por influências externas muito poderosas, redes sociais, pornografia, padrões irreais de corpo e desempenho, que podem distorcer expectativas sobre o que é intimidade e prazer.

Por isso, falar de sexualidade nesta fase é falar de consentimento, respeito, autoestima e responsabilidade emocional.

Adulto Jovem – A Sexualidade como Encontro

Na vida adulta jovem, a sexualidade deixa de ser apenas descoberta individual e passa a ser encontro entre dois corpos e duas histórias.

Surge o desejo de ser visto, escolhido, amado. O corpo torna-se linguagem de expressão emocional e vinculação.

Mas é também uma fase marcada por inseguranças silenciosas: ansiedade de desempenho, medo de não corresponder, dificuldade em comunicar desejos ou limites.

Muitos acreditam que o sexo deve ser naturalmente perfeito, quando na realidade ele constrói-se com confiança, comunicação e tempo.

A verdadeira intimidade começa quando deixamos de tentar impressionar e passamos a permitir-nos ser genuínos.

Relações Duradouras e Parentalidade – O Desejo na Vida Real

Com o passar dos anos, a sexualidade é chamada a transformar-se.

O amor mantém-se, mas a vida ocupa espaço: trabalho, filhos, responsabilidades, cansaço físico e mental.

A espontaneidade erótica diminui, não por falta de desejo, mas por falta de espaço interno para o sentir.

Muitas mulheres descrevem que não é ausência de amor, mas excesso de carga mental. A mente sobrecarregada tem dificuldade em aceder ao erotismo.

Aqui, o desejo deixa de ser automático e passa a ser intencional. Precisa de tempo protegido, de reconexão emocional, de presença.

Não desaparece, reorganiza-se.

Meia-idade – A Metamorfose do Corpo e do Desejo

Há uma fase da vida em que o corpo volta a pedir escuta profunda.

Depois de décadas a viver em modo de aceleração, ele começa a falar mais devagar, mas também com mais verdade.

Menopausa – A Travessia Feminina

A menopausa não é apenas um acontecimento biológico. É uma travessia identitária.

Para muitas mulheres, marca o fim de um ciclo associado à fertilidade, podendo ser vivida como perda de juventude ou de desejabilidade.

Existem alterações físicas reais: secura vaginal, alterações do sono, oscilações de humor, flutuações do desejo sexual.

Mas existe também uma dimensão libertadora.

Muitas mulheres descrevem que, pela primeira vez, vivem o corpo para si, não para corresponder ao olhar do outro. A sexualidade torna-se mais autêntica, menos performativa, mais centrada no prazer sentido.

É uma reconciliação com o corpo vivido, um corpo com história, memória e identidade.

Andropausa – A Travessia Masculina

No homem, a transição é mais gradual, mas igualmente significativa.

A diminuição da testosterona traz alterações na resposta sexual, que se torna mais lenta, podendo surgir alterações eréteis ou necessidade de maior estimulação.

Muitos homens vivem estas mudanças com ansiedade, porque foram educados a associar masculinidade a desempenho.

Quando o corpo pede outro ritmo, pode surgir evitamento da intimidade por medo de falhar.

Mas esta fase pode abrir espaço a uma sexualidade mais relacional, menos centrada na performance e mais no toque, na presença e na ligação emocional.

Uma sexualidade menos ansiosa e muitas vezes mais profunda.

Envelhecimento / Idade Avançada – A Intimidade que Permanece

Na idade avançada, a sexualidade não desaparece, transforma-se.

Torna-se menos genital e mais afetiva. O toque, o carinho, o dormir de mãos dadas ganham protagonismo.

Há algo profundamente comovente na intimidade nesta fase: ela é menos sobre provar e mais sobre pertencer.

Mesmo quando o corpo abranda, a necessidade de proximidade emocional mantém-se viva.

A sexualidade continua a ser linguagem de vínculo até ao fim da vida.

Artigo da autoria da psicóloga clínica, Isabel Henriques

Trump ameaça impor reforma eleitoral sem aprovação do Congresso... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje contornar o Congresso para impor a exigência de os eleitores apresentarem um documento de identidade, que milhões de cidadãos não possuem.

 

© Joe Raedle/Getty Images Por  LUSA   14/02/2026 

Numa altura em que o Senado analisa uma proposta de lei dos republicanos sobre identificação de eleitores que tem poucas possibilidades de aprovação, Trump afirmou na plataforma Truth Social pretender que a exigência seja implementada para as eleições intercalares de novembro, "com ou sem a aprovação do Congresso!" 

Noutra publicação, acrescentou que apresentaria numa ordem executiva o fundamento legal para esta exigência. 

A Constituição norte-americana garante aos estados o controlo sobre as votações e as orientações para a realização das eleições.  

Os republicanos do Arizona não conseguiram impor restrições ao voto em 2024.  

Na semana passada, Trump instou o governo federal a assumir o controlo do processo eleitoral em cerca de quinze estados, uma medida contrária à Constituição e que preocupa os grupos de defesa dos direitos civis.   

A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, já aprovou um projeto de lei que visa reformular a organização das eleições nos 50 estados, exigindo que, para poderem registar-se para uma eleição, todos os eleitores apresentem pessoalmente um comprovativo de cidadania, como o passaporte ou a certidão de nascimento.  

A Lei de Proteção da Elegibilidade do Eleitor Americano (SAVE America Act) também exigiria que, ao votar, os eleitores apresentassem um documento de identificação com fotografia, o que atualmente não acontece na grande maioria dos estados. 

Impõe também novas regras para o voto por correspondência, exigindo que os eleitores incluam uma cópia de um documento de identidade válido quando enviam o seu voto. 

O projeto de lei enfrenta um grande obstáculo no Senado, onde seriam necessários 60 votos para a sua aprovação, incluindo democratas.   

Os republicanos detêm apenas 53 dos 100 lugares no Senado, e os democratas opõem-se fortemente a estas medidas, argumentando que o seu principal objetivo é criar barreiras ao voto para grupos minoritários, que têm menos probabilidades de possuir documentos de identificação. 

O Centro para a Democracia e o Envolvimento Cívico da Universidade de Maryland estimou, em janeiro de 2024, que quase 21 milhões de norte-americanos em condições de votar não possuíam carta de condução válida, o documento de identificação mais comum nos Estados Unidos. 

Os negros e hispânicos norte-americanos tinham uma probabilidade desproporcionalmente menor de possuir uma carta de condução válida em comparação com a população em geral, observou o centro de investigação. 

Trump alega, sem provas, que houve uma fraude maciça nas eleições presidenciais de 2020, que afirma ter ganho contra Joe Biden. 

"Não podemos deixar que os democratas saiam impunes", declarou hoje o Presidente. 

Também a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu hoje a aprovação da lei, alegando que impediria os imigrantes indocumentados de votar, uma retórica republicana que levou vários estados a tentar impor proibições de recenseamento eleitoral nas eleições de 2024. 

Mas as sondagens mostram que a fraude eleitoral por não cidadãos é extremamente rara. Um estudo do Brennan Center for Justice concluiu que apenas 0,0001% dos 23,5 milhões de votos contabilizados em 42 jurisdições nas eleições de 2016 foram alegadamente votos de não cidadãos.  

A Heritage Foundation, um centro de investigação conservador, identificou apenas 23 casos de voto por não cidadãos entre 2003 e 2022, num outro estudo. 

Noem insistiu também na necessidade de estabelecer a identificação com fotografia para as pessoas que votam presencialmente. Atualmente, 37 dos 50 estados exigem-no e os restantes estados têm outros métodos de verificação de identidade. 

Os norte-americanos vão votar a 03 de novembro a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, além de elegerem 36 governadores e outras autoridades locais.   

Para Trump, estas serão eleições cruciais para a segunda metade do seu segundo e último mandato, pondo em jogo a estreita maioria republicana no Congresso.   

O Presidente, que já alertou para a possibilidade de ser destituído e caso de maioria democrata no Congresso, iniciou este mês ações de campanha semanais e planeia realizar uma Convenção Nacional Republicana antes das eleições intercalares, semelhante à organizada para a nomeação presidencial.   

Desde o ano passado, vem pressionando vários líderes republicanos em legislaturas estaduais em que são maioritários para aprovarem novas circunscrições eleitorais que permitam eleger mais candidatos para o Congresso, o que levou os democratas a fazerem o mesmo, nomeadamente na Califórnia.  


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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, elogiou a "bravura incomparável" dos  soldados do regime comunista que combatem ao lado da Rússia contra a Ucrânia. 

Lisboa: Proibição de venda de álcool para consumo exterior entra em vigor... A proibição é aplicável a todo o território da cidade, “de domingo a quinta-feira, entre as 23 horas e as 8 horas do dia seguinte”, e à sexta-feira, sábado e vésperas de feriado, entre a meia-noite e as 8 horas do dia seguinte.

Por  LUSA 

A proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos na cidade de Lisboa, entra hoje em vigor, para combater ruído e salvaguardar direito ao descanso dos moradores.

O "regime de horário específico para venda de bebidas para consumo no exterior dos estabelecimentos" foi aprovado há um mês pela Câmara de Lisboa, com a indicação de que entraria em vigor 30 dias após a sua publicação em Boletim Municipal, o que aconteceu em 15 de janeiro.

A nova medida determina a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos comerciais, aplicável a todo o território da cidade, de domingo a quinta-feira, entre as 23h00 e as 08h00 do dia seguinte, e à sexta-feira, sábado e véspera de feriado, entre as 24h00 e as 08h00 do dia seguinte.

A medida aplica-se aos estabelecimentos previstos nos grupos I, II, III, IV, V e VI do Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Concelho de Lisboa, tais como restaurantes, cafés, casas de chá, pastelarias, bares, discotecas, casas de fado, salas de espetáculos, teatros, cinemas, casinos, hotelaria, postos de abastecimento de combustível e lojas de conveniência.

Uma das exceções à proibição é "o consumo no interior dos estabelecimentos e/ou nos lugares sentados das respetivas esplanadas, desde que devidamente licenciadas para o efeito e no estrito cumprimento do horário de funcionamento do estabelecimento", bem como as vendas na modalidade de entrega ao domicílio. No período das Festas de Lisboa, que decorrem anualmente em junho, a medida também não se aplica.

A violação das regras constitui contraordenação punível de 150 a 1.000 euros, para pessoas singulares, e de 350 a 3.000 euros, para pessoas coletivas, competindo à Polícia Municipal de Lisboa e às forças de segurança assegurar a fiscalização.

Até agora não existia qualquer proibição de venda de bebidas alcoólicas em Lisboa, medida que se enquadra no Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos.

Subscrita pelo vereador da Economia, Diogo Moura (CDS-PP), incorporando alterações da vereação do Chega, como a inclusão das lojas de conveniência, a proposta foi viabilizada com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP/IL, PS e Chega, a abstenção de PCP e Livre, e o voto contra do BE.

Segundo a Câmara de Lisboa, esta é uma medida de "natureza preventiva", para vigorar até à alteração do Regulamento de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos, processo que se iniciou no anterior mandato 2021-2025, tendo a consulta pública terminado em abril de 2024.

"No prazo de seis meses da entrada em vigor do regime de horários específico" para a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos, ou seja, até agosto, o Conselho de Acompanhamento da Vida Noturna elaborará e entregará à câmara um relatório detalhado da execução da medida.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a nova medida pretende garantir o direito dos lisboetas ao descanso, sobretudo nas áreas residenciais com maior concentração de atividades de animação noturna.


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Pode achar que é algo negativo, mas até pode ser bom. Vários especialistas revelam o que pode acontecer ao organismo depois de consumir este peixe rico em ómega-3 e gorduras saudáveis.