sábado, 14 de fevereiro de 2026

Incêndio em Bafatá provoca 163 feridos, vários em estado grave

Um incêndio de grandes proporções ocorrido a 13 de fevereiro, em Bafatá, provocou 163 vítimas com queimaduras de diferentes graus.

Segundo informações preliminares, o fogo terá tido origem num curto-circuito num contentor improvisado para venda de combustível, onde estavam armazenados milhares de litros de gasóleo e gasolina, provocando uma explosão que atingiu dezenas de pessoas no local.

Vários feridos encontram-se em estado grave e alguns já foram evacuados para o Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, onde recebem tratamento especializado.

Os Ministros da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó e do Interior, Mamasaliu Embaló visitaram está tarde as vítimas internadas. A direção do hospital garante que estão disponíveis medicamentos para assistência aos pacientes.

Bissau, 14 de fevereiro de 2026

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José Maria Neves acredita no diálogo para solucionar crises... O Presidente de Cabo Verde acredita que diplomacia e trabalho de mediação ajudam a encontrar o melhor caminho para solucionar crises como a da Guiné-Bissau, incluindo no diferendo com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Lusa   Ana Paula Pires  noticiasaominuto.com 14/02/2026 

José Maria Neves fez esta afirmação em declarações aos jornalistas à margem dos trabalhos da 39.ª cimeira da União Africana, hoje, em Adis Abeba, e falando de um encontro bilateral com o seu homólogo angolano, João Lourenço, durante o qual abordou vários temas da CPLP, incluindo a situação da Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de novembro de 2025. 

"Há todo um trabalho que de mediação que está a ser feito pela CEDEAO", a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, e em que a CPLP quer participar, disse o Presidente de Cabo Verde, manifestando-se convicto de que será possível "encetar o melhor caminho" para a Guiné-Bissau.  

Uma missão de alto nível da CPLP, cuja presidência foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado militar, tendo passado para Timor-Leste, deveria ir a Bissau na próxima semana, mas Dili anunciou que a tinha cancelado.

Contudo, o governo de transição da Guiné-Bissau anunciou depois ter sido sua a iniciativa de cancelamento da missão da CPLP, por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na comunidade de países lusófonos.

Questionado se há um fosso irreparável entre a Guiné-Bissau e a CPLP, José Maria Neves defendeu que "não há nada irreparável" e que com diálogo tudo é possível, mas também deixou a mensagem de que "é importante que a diplomacia não se faça na praça pública".

No decorrer da cimeira, o Presidente de Angola referiu-se às mudanças inconstitucionalidade de governo, referindo Madagáscar e Guiné-Bissau" num discurso em que afirmou que falar da necessidade "do restabelecimento da ordem constitucional após a tomada do poder por meios inconstitucionais" não quer dizer "que ela fica restabelecida desde que os autores do golpe de Estado realizem eleições e se façam eleger".

O Presidente de Cabo Verde, instado a comentar e dizer se concorda com a posição de João Lourenço, respondeu apenas que "o Presidente de Angola disse tudo".

Falar de soluções negociadas para os conflitos, armados e outros, em África foi também tema num encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, adiantou João Maria Neves.

China insenta tarifas de 53 países africanos a partir de 1º de maio

Por portuguese.cri.cn 2026-02-14

A China anunciou que, a partir de 1º de maio, passará a isentar de tarifas de importação 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Beijing. 

A medida acompanha o esforço para negociar e consolidar o Acordo de Parceria Econômica China-África para o Desenvolvimento Compartilhado. Além da isenção tributária, a iniciativa visa ampliar o acesso de produtos africanos ao mercado chinês, fortalecendo o intercâmbio comercial bilateral.

Portugal: Mais caras, pequenas e inacessíveis: habitação é o maior problema dos portugueses... O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda. São algumas das conclusões de um estudo apresentado na conferência Observatório do Imobiliário.

@SIC Notícias 

O estudo é da agência imobiliária Century 21. A crise da habitação já é o grande problema para maioria dos portugueses. As casas estão mais caras, mais pequenas e mais inacessíveis. O Observatório do Imobiliário juntou centenas de pessoas no Meo Arena e a banca não foi exceção.

O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda.

É nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e no Algarve que as casas são mais caras e que implica uma taxa de esforço mais elevada.

Água e saneamento? Líder cessante da UA pede investimentos significativos... O presidente da União Africana (UA) defendeu hoje em Adis Abeba, Etiópia, investimentos significativos que tragam resultados no setor da água e saneamento, para garantir aos africanos o acesso universal e equitativo a estes serviços.

© ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

"Os esforços que temos desenvolvido para a construção da África que queremos, não poderão ser alcançados de forma plena sem que façamos investimentos significativos que tragam bons resultados no setor da água e do saneamento", discursava João Lourenço, que cessou hoje a sua liderança à frente da organização, na abertura da 39.ª Cimeira da União Africana, antes da cerimónia da passagem de pastas para o Burundi. 

Segundo João Lourenço, a conferência debateu questões de grande importância para o funcionamento e crescimento da UA, bem como refletiu os objetivos traçados pela organização para o ano terminado, sobre os resultados obtidos e sobre o que falta fazer.

O Presidente de Angola destacou a necessidade de se trabalhar "arduamente para que o acesso à água potável e ao saneamento não constitua apenas uma questão técnica, mas um compromisso político e moral" para com os povos.

"Pois, apesar da abundância de recursos hídricos no continente, continuamos a registar situações incontáveis de cidadãos africanos privados do acesso seguro à água potável e ao saneamento adequado, que constitui um desafio coletivo que deve exigir respostas corajosas, integradas e sustentáveis", referiu.

O líder cessante frisou que o objetivo é de igual modo traçar conjuntamente o melhor caminho a seguir para garantir a operacionalização com êxito das questões relativas à água como um recurso vital, insubstituível e determinante para o desenvolvimento económico, a saúde pública, a segurança alimentar, a estabilidade social e a paz em África.

"Só assim conseguiremos garantir o acesso universal e equitativo a estes serviços e concretizar as aspirações da Agenda 2063, em particular no que se refere ao desenvolvimento inclusivo, ao capital humano, à resiliência climática e à boa governação", frisou.

No seu discurso de passagem de pastas, João Lourenço voltou a sublinhar que 2026 é o ano de colocar em marcha "a aplicação de uma questão capital para o continente africano, que consiste em "Assegurar a Disponibilidade Sustentável da Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar os Objetivos da Agenda 2063".

De acordo com o Presidente de Angola, "o acesso à água potável e a sistemas de saneamento seguros, é um imperativo de ordem moral e política, que requer um firme empenho de governos e dos seus parceiros locais, designadamente empresas, associações cívicas e comunidades", apelando à conjugação de esforços "para resolver este sério problema com que a África se debate".

Ao seu sucessor, o Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, o chefe de Estado angolano destacou a "missão complexa e exigente" que terá pela frente e que "vai absorver uma grande parte das suas energias, da sua disponibilidade de tempo".

"Mas acredite que vale a pena colocar todo o seu empenho nesta incessante busca de soluções em que todos nós africanos estamos envolvidos, para rompermos definitivamente este ciclo de subdesenvolvimento em que nos encontramos, mas que tem perspetivas animadoras, se todos convergirmos as nossas atenções e energias para a consecução deste objetivo", realçou.

Num balanço sobre o seu mandato de um ano, João Lourenço disse que procurou reforçar o papel da UA, como plataforma de concertação política e de ação concreta, promovendo uma maior articulação entre os Estados-membros e as comunidades económicas regionais, o fortalecimento da abordagem preventiva face aos impactos das alterações climáticas, a mobilização de parcerias estratégicas para o financiamento de infraestruturas resilientes, considerando que "o desenvolvimento sustentável é inseparável da estabilidade e da paz duradoura".

João Lourenço referiu-se igualmente aos vários conflitos que o continente regista, sublinhando que continuam as ações no sentido de contribuir para a solução desses casos, nomeadamente no Sudão, República Democrática do Congo (RDCongo), sendo também preocupante a expansão de grupos terroristas "que continuam a atingir severamente o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a Nigéria e o norte dos Camarões", citando também os ataques repetidos dos terroristas na Somália, que impactam na África Austral, o norte de Moçambique.

China avisa Japão de que qualquer ambição militarista sofrerá uma "derrota devastadora"... O ministro dos Negócios Estrangeiros da China advertiu hoje o Japão de que o "velho caminho" do confronto militar é "um beco sem saída", e que se for essa a sua escolha a "derrota será devastadora".

© Reuters   Por  LUSA  14/02/2026 

"Qualquer país que preze a paz deve gritar isto aos quatro ventos: se regressarem ao caminho antigo, chegarão a um beco sem saída, e se optarem por apostar nele novamente, a derrota será ainda mais rápida e devastadora", declarou Wang Yi ao discursar na Conferência de Segurança de Munique. 

O chefe da diplomacia chinesa reagia à "retórica militarista" da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, referindo-se à Guerra Sino-Japonesa entre 1937 e 1945, que causou cerca de 20 milhões de mortos e que terminou com a derrota do Japão Imperial, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.

O ministro chinês acusou o Japão de continuar a homenagear militares considerados criminosos de guerra, adiantando que tal parece indicar que "o espectro do militarismo continua a assombrar" o país e se reflete em "ambições persistentes em relação a Taiwan", cuja soberania é reivindicada pela China há décadas.

Wang referiu que a Alemanha fez uma análise minuciosa dos crimes nazis após a Segunda Guerra Mundial, tendo aprovado legislação que proíbe discursos e ações que promovam a ideologia nazi, criticando Tóquio por não ter, segundo ele, adotado medidas semelhantes.

A tensão na relação entre os dois países aumentou depois de Takaichi ter insinuado a possibilidade de uma resposta militar japonesa caso a China intervenha em Taiwan, levando Pequim a exigir um pedido de desculpas.

A primeira-ministra japonesa continua a insistir que o Japão "não poderá ignorar" um conflito que surja na região e aponta como um dos seus objetivos reformar a Constituição, pondo fim à era pacifista do país, iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial, quando Tóquio renunciou "para sempre" à guerra como "direito soberano" e limitou significativamente a movimentação das suas tropas.

"As lições da história não estão longe de nós", declarou Wang, uma semana depois de Takaichi ter conquistado uma vitória tão expressiva nas eleições legislativas que lhe permite considerar a reforma da Lei Fundamental do país.

UCRÂNIA/RÚSSIA: "Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar dividindo a Ucrânia"... O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, afirmou hoje que dividir a Ucrânia para agradar à Rússia não trará uma paz verdadeira.

© Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

Zelensky comparou a situação criada pela atual invasão russa com a que viveu a Europa com a invasão da Checoslováquia pela Alemanha nazi, nas vésperas da II Guerra Mundial (1939/1945).

"Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar de forma real dividindo a Ucrânia, tal como foi ilusório acreditar que sacrificar a Checoslováquia salvaria a Europa de uma grande guerra", declarou Zelenski ao intervir na Conferência de Segurança de Munique (sul da Alemanha), iniciada sexta-feira e que se prolonga até domingo.

Zelensky aludia à exigência da Rússia de que o país invadido lhe ceda toda a região do Donbass, incluindo o território que ainda não controla em Donetsk para pôr fim ao conflito.

O Presidente ucraniano reafirmou que a Ucrânia está disposta a fazer tudo o que for possível para que as negociações de paz impulsionadas pelos Estados Unidos tenham sucesso, e confirmou que pretende reunir-se ainda hoje em Munique com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir o processo de fim da guerra. 

Zelensky lamentou, porém, a lentidão das decisões políticas necessárias para conter os ataques russos contra a Ucrânia.

"Nesta guerra, as armas estão a evoluir mais rápido do que as decisões necessárias para detê-las", afirmou, enfatizando que os drones 'Shahed', de fabrico iraniano e utilizados por Moscovo, estão a tornar-se cada vez mais letais à medida que o conflito, prestes a completar cinco anos, se arrasta.

Por outro lado, Zelensky reafirmou que está disposto a convocar imediatamente eleições, como lhe pediu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se houver um cessar-fogo e lhe for garantida segurança para realizá-las.

"Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições. É tudo", disse Zelensky quando questionado sobre este assunto.

A Conferência de Segurança de Munique, cuja 62,ª edição começou na sexta-feira e vai até domingo, é considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.

ONU: Guterres diz "basta de pilhagem e exploração" de recursos africanos... O secretário-geral das Nações Unidas apelou hoje para o fim da exploração dos recursos naturais africanos, afirmando que já basta "de exploração e de pilhagem", e garantiu que até ao último minuto do mandato África será uma prioridade.

© Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images   LUSA  14/02/2026

António Guterres defendeu que seja garantido "que os países africanos se beneficiem primeiro e plenamente dos seus minerais críticos por meio de cadeias de valor e manufatura justas e sustentáveis, em linha com as recomendações do painel da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética". 

"Basta de saque. Basta de exploração", afirmou, na 39.ª cimeira da União Africana, em Addis Abeba, num discurso em que insistiu na reforma do Conselho de Segurança da ONU, classificando como "indefensável" a ausência de África como membro permanente.

Guterres garantiu que "até ao último minuto" do seu mandato terá África como prioridade e depois disso, "onde estiver e o que esteja a fazer", esse continente estará sempre presente e falou em três grandes áreas de foco que marcaram o seu mandato e que são para a UA e as Nações Unidas continuarem.

Na ação climática realçou "a urgência de sistemas resilientes de água e saneamento num planeta em aquecimento", lembrou que África --- com 60% do melhor potencial solar do mundo --- "pode se tornar uma potência de energia limpa", mas recebe apenas 2% do investimento global em energia limpa.

Guterres pediu que os países desenvolvidos tripliquem o financiamento para adaptação, lembrando que África, sem contribuir quase nada para a crise climática é o que mais sofre.

"A adaptação deve ser uma prioridade", e também "a expansão dos sistemas de alerta precoce", alertou Guterres, e é preciso ampliar o Fundo de Perdas e Danos.

Noutro campo, o secretário-geral da ONU alertando para os conflitos persistentes no continente, afirmou que "na República Democrática do Congo, os compromissos devem ser cumpridos -- começando com um cessar-fogo imediato".

Na Somália, onde "o financiamento para a Missão de Apoio e Estabilização da UA é vital", lamentou a falta de consenso do Conselho de Segurança quanto ao financiamento e questionou: Se esta Missão não justificasse o apoio global, o que justificaria?".

No Sudão, apelou à cessação imediata das hostilidades e retomar das negociações para um cessar-fogo duradouro e a um processo político abrangente, inclusivo e liderado pelos sudaneses, e pediu como essenciais "esforços coordenados" em toda a África Ocidental e no Sahel, "para acabar com os ciclos de violência, terrorismo e deslocamento" de populações.

Guterres insistiu ainda no défice de financiamento anual que os países em desenvolvimento enfrentam e frisou que "a comunidade internacional também precisa de assumir as suas responsabilidades plenas para combater a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos".

EUA dizem-se prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial... O secretário de Estado norte-americano defendeu hoje que a ONU "não desempenha qualquer papel" na resolução de conflitos e que os Estados Unidos, sob a liderança do Presidente Donald Trump, estão prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial.

© Alex Brandon / POOL / AFP via Getty Images  Por   LUSA  14/02/2026 

Marco Rubio, que falava na Conferência de Segurança de Munique, que começou na sexta-feira e vai até domingo, sublinhou que os Estados Unidos pretendem uma Europa que "seja forte" e que as duas partes estão destinadas a "estarem juntas".

"Queremos que a Europa seja forte. Acreditamos que a Europa pode sobreviver. As duas partes existem para estarem juntas", disse Rubio na 62.ª edição da conferência, considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança.

Na conferência de Munique, no sul da Alemanha, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Rubio salientou que os Estados Unidos "serão sempre um filho da Europa".

"Queremos que a Europa seja forte, acreditamos que a Europa pode sobreviver. Não queremos aliados fracos, porque isso enfraquece-nos. Queremos aliados capazes de se defender para que nenhum adversário seja alguma vez tentado a testar a nossa força coletiva", declarou Rubio, numa altura em que Trump afirmou recentemente que o continente está ameaçado de um "apagamento civilizacional".

Sobre as Nações Unidas, o secretário de Estado norte-americano frisou que a organização liderada pelo português António Guterres desempenhou "praticamente um papel nulo" na resolução de conflitos e apelou para uma reforma das instituições mundiais.

"As Nações Unidas continuam a ter um enorme potencial para ser um instrumento ao serviço do bem no mundo. Mas não podemos ignorar que, hoje, nas questões mais urgentes com que nos deparamos, não têm respostas e praticamente não desempenharam qualquer papel. Não conseguiram resolver a guerra em Gaza", afirmou, numa altura em que Trump criou um "Conselho de Paz" destinado a ajudar a resolver conflitos.

Na sua intervenção, feita um ano após um discurso inflamado do vice-presidente norte-americano, JD Vance, contra o 'velho continente', Rubio referiu que os Estados Unidos não procuram "dividir", mas sim "revitalizar" a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"E, embora estejamos preparados, se necessário, para agir sozinhos, preferimos e esperamos agir convosco, nossos amigos aqui na Europa", acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana.

Para Rubio, os Estados Unidos serão "guiados pela visão de um futuro tão orgulhoso, soberano e vital como o passado da nossa civilização".

"[Washington] não procura dividir, mas sim revitalizar a aliança atlântica entre os Estados Unidos e a Europa", acrescentou Rubio, numa mensagem de apaziguamento dirigida aos líderes europeus.

"Não procuramos dividir, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade. O que queremos é uma aliança revigorada", afirmou.

Sobre o conflito desencadeado pela invasão russa da Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, Rubio afirmou "desconhecer" se Moscovo está a falar a sério quando diz que quer pôr fim à guerra na Ucrânia.

"Não sabemos se os russos estão a falar a sério na sua vontade de pôr termo à guerra", admitiu Rubio, quando está prevista para a próxima semana uma nova ronda de negociações entre as partes em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos, que têm vindo a pressionar Moscovo e Kyiv para que assinem rapidamente um acordo de paz.

Como é a sexualidade nas diferentes fases da vida?... Da infância à idade avançada, a sexualidade acompanha cada etapa do desenvolvimento humano, assumindo formas distintas, ajustadas ao corpo, às emoções e às circunstâncias de cada fase da vida. Neste Dia dos Namorados, a psicóloga clínica Isabel Henriques convida a olhar para a sexualidade como uma linguagem de vínculo, intimidade e relação que se transforma ao longo da vida.

Por SIC Notícias 

Quando falamos de sexualidade, é importante começar por alargar o olhar. Sexualidade não é apenas o ato sexual. É a forma como habitamos o corpo, como sentimos prazer, como nos vinculamos, como nos permitimos ser tocados, física e emocionalmente. Ela começa no nascimento e acompanha-nos até ao fim da vida. O que muda não é a sua existência, mas a forma como se expressa e ganha significado em cada etapa do desenvolvimento humano.

Infância – O Corpo como Primeira Casa

Na infância, a sexualidade vive-se na pele e no afeto, nunca na dimensão erótica.

Vive-se no colo que embala, no abraço que acalma, na mão que segura quando o mundo ainda é grande demais. A criança descobre o corpo com curiosidade inocente, toca, observa, pergunta, explora sem qualquer intenção sexualizada.

O prazer, aqui, é o prazer da segurança e do conforto.

É através do toque cuidador que a criança aprende que o corpo é um lugar seguro para habitar. Quando os adultos respondem com naturalidade às perguntas corporais e não reprimem a curiosidade, estão a construir a base da saúde sexual futura: uma relação tranquila com o próprio corpo e com os limites do outro.

Adolescência – O Despertar do Desejo

A adolescência é uma das fases mais intensas e desorganizadoras do ponto de vista sexual.

O corpo transforma-se rapidamente, as hormonas despertam o desejo, e surgem sensações novas que o jovem ainda não sabe nomear nem integrar emocionalmente.

Há excitação, mas também vergonha. Há curiosidade, mas também medo de julgamento.

As primeiras paixões aparecem com intensidade absoluta. O outro torna-se centro emocional, espelho identitário, fonte de validação.

Hoje, esta fase é atravessada por influências externas muito poderosas, redes sociais, pornografia, padrões irreais de corpo e desempenho, que podem distorcer expectativas sobre o que é intimidade e prazer.

Por isso, falar de sexualidade nesta fase é falar de consentimento, respeito, autoestima e responsabilidade emocional.

Adulto Jovem – A Sexualidade como Encontro

Na vida adulta jovem, a sexualidade deixa de ser apenas descoberta individual e passa a ser encontro entre dois corpos e duas histórias.

Surge o desejo de ser visto, escolhido, amado. O corpo torna-se linguagem de expressão emocional e vinculação.

Mas é também uma fase marcada por inseguranças silenciosas: ansiedade de desempenho, medo de não corresponder, dificuldade em comunicar desejos ou limites.

Muitos acreditam que o sexo deve ser naturalmente perfeito, quando na realidade ele constrói-se com confiança, comunicação e tempo.

A verdadeira intimidade começa quando deixamos de tentar impressionar e passamos a permitir-nos ser genuínos.

Relações Duradouras e Parentalidade – O Desejo na Vida Real

Com o passar dos anos, a sexualidade é chamada a transformar-se.

O amor mantém-se, mas a vida ocupa espaço: trabalho, filhos, responsabilidades, cansaço físico e mental.

A espontaneidade erótica diminui, não por falta de desejo, mas por falta de espaço interno para o sentir.

Muitas mulheres descrevem que não é ausência de amor, mas excesso de carga mental. A mente sobrecarregada tem dificuldade em aceder ao erotismo.

Aqui, o desejo deixa de ser automático e passa a ser intencional. Precisa de tempo protegido, de reconexão emocional, de presença.

Não desaparece, reorganiza-se.

Meia-idade – A Metamorfose do Corpo e do Desejo

Há uma fase da vida em que o corpo volta a pedir escuta profunda.

Depois de décadas a viver em modo de aceleração, ele começa a falar mais devagar, mas também com mais verdade.

Menopausa – A Travessia Feminina

A menopausa não é apenas um acontecimento biológico. É uma travessia identitária.

Para muitas mulheres, marca o fim de um ciclo associado à fertilidade, podendo ser vivida como perda de juventude ou de desejabilidade.

Existem alterações físicas reais: secura vaginal, alterações do sono, oscilações de humor, flutuações do desejo sexual.

Mas existe também uma dimensão libertadora.

Muitas mulheres descrevem que, pela primeira vez, vivem o corpo para si, não para corresponder ao olhar do outro. A sexualidade torna-se mais autêntica, menos performativa, mais centrada no prazer sentido.

É uma reconciliação com o corpo vivido, um corpo com história, memória e identidade.

Andropausa – A Travessia Masculina

No homem, a transição é mais gradual, mas igualmente significativa.

A diminuição da testosterona traz alterações na resposta sexual, que se torna mais lenta, podendo surgir alterações eréteis ou necessidade de maior estimulação.

Muitos homens vivem estas mudanças com ansiedade, porque foram educados a associar masculinidade a desempenho.

Quando o corpo pede outro ritmo, pode surgir evitamento da intimidade por medo de falhar.

Mas esta fase pode abrir espaço a uma sexualidade mais relacional, menos centrada na performance e mais no toque, na presença e na ligação emocional.

Uma sexualidade menos ansiosa e muitas vezes mais profunda.

Envelhecimento / Idade Avançada – A Intimidade que Permanece

Na idade avançada, a sexualidade não desaparece, transforma-se.

Torna-se menos genital e mais afetiva. O toque, o carinho, o dormir de mãos dadas ganham protagonismo.

Há algo profundamente comovente na intimidade nesta fase: ela é menos sobre provar e mais sobre pertencer.

Mesmo quando o corpo abranda, a necessidade de proximidade emocional mantém-se viva.

A sexualidade continua a ser linguagem de vínculo até ao fim da vida.

Artigo da autoria da psicóloga clínica, Isabel Henriques

Trump ameaça impor reforma eleitoral sem aprovação do Congresso... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje contornar o Congresso para impor a exigência de os eleitores apresentarem um documento de identidade, que milhões de cidadãos não possuem.

 

© Joe Raedle/Getty Images Por  LUSA   14/02/2026 

Numa altura em que o Senado analisa uma proposta de lei dos republicanos sobre identificação de eleitores que tem poucas possibilidades de aprovação, Trump afirmou na plataforma Truth Social pretender que a exigência seja implementada para as eleições intercalares de novembro, "com ou sem a aprovação do Congresso!" 

Noutra publicação, acrescentou que apresentaria numa ordem executiva o fundamento legal para esta exigência. 

A Constituição norte-americana garante aos estados o controlo sobre as votações e as orientações para a realização das eleições.  

Os republicanos do Arizona não conseguiram impor restrições ao voto em 2024.  

Na semana passada, Trump instou o governo federal a assumir o controlo do processo eleitoral em cerca de quinze estados, uma medida contrária à Constituição e que preocupa os grupos de defesa dos direitos civis.   

A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, já aprovou um projeto de lei que visa reformular a organização das eleições nos 50 estados, exigindo que, para poderem registar-se para uma eleição, todos os eleitores apresentem pessoalmente um comprovativo de cidadania, como o passaporte ou a certidão de nascimento.  

A Lei de Proteção da Elegibilidade do Eleitor Americano (SAVE America Act) também exigiria que, ao votar, os eleitores apresentassem um documento de identificação com fotografia, o que atualmente não acontece na grande maioria dos estados. 

Impõe também novas regras para o voto por correspondência, exigindo que os eleitores incluam uma cópia de um documento de identidade válido quando enviam o seu voto. 

O projeto de lei enfrenta um grande obstáculo no Senado, onde seriam necessários 60 votos para a sua aprovação, incluindo democratas.   

Os republicanos detêm apenas 53 dos 100 lugares no Senado, e os democratas opõem-se fortemente a estas medidas, argumentando que o seu principal objetivo é criar barreiras ao voto para grupos minoritários, que têm menos probabilidades de possuir documentos de identificação. 

O Centro para a Democracia e o Envolvimento Cívico da Universidade de Maryland estimou, em janeiro de 2024, que quase 21 milhões de norte-americanos em condições de votar não possuíam carta de condução válida, o documento de identificação mais comum nos Estados Unidos. 

Os negros e hispânicos norte-americanos tinham uma probabilidade desproporcionalmente menor de possuir uma carta de condução válida em comparação com a população em geral, observou o centro de investigação. 

Trump alega, sem provas, que houve uma fraude maciça nas eleições presidenciais de 2020, que afirma ter ganho contra Joe Biden. 

"Não podemos deixar que os democratas saiam impunes", declarou hoje o Presidente. 

Também a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu hoje a aprovação da lei, alegando que impediria os imigrantes indocumentados de votar, uma retórica republicana que levou vários estados a tentar impor proibições de recenseamento eleitoral nas eleições de 2024. 

Mas as sondagens mostram que a fraude eleitoral por não cidadãos é extremamente rara. Um estudo do Brennan Center for Justice concluiu que apenas 0,0001% dos 23,5 milhões de votos contabilizados em 42 jurisdições nas eleições de 2016 foram alegadamente votos de não cidadãos.  

A Heritage Foundation, um centro de investigação conservador, identificou apenas 23 casos de voto por não cidadãos entre 2003 e 2022, num outro estudo. 

Noem insistiu também na necessidade de estabelecer a identificação com fotografia para as pessoas que votam presencialmente. Atualmente, 37 dos 50 estados exigem-no e os restantes estados têm outros métodos de verificação de identidade. 

Os norte-americanos vão votar a 03 de novembro a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, além de elegerem 36 governadores e outras autoridades locais.   

Para Trump, estas serão eleições cruciais para a segunda metade do seu segundo e último mandato, pondo em jogo a estreita maioria republicana no Congresso.   

O Presidente, que já alertou para a possibilidade de ser destituído e caso de maioria democrata no Congresso, iniciou este mês ações de campanha semanais e planeia realizar uma Convenção Nacional Republicana antes das eleições intercalares, semelhante à organizada para a nomeação presidencial.   

Desde o ano passado, vem pressionando vários líderes republicanos em legislaturas estaduais em que são maioritários para aprovarem novas circunscrições eleitorais que permitam eleger mais candidatos para o Congresso, o que levou os democratas a fazerem o mesmo, nomeadamente na Califórnia.  


Leia Também: Kim Jong Un elogia "bravura" de tropas que combatem pela Rússia

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, elogiou a "bravura incomparável" dos  soldados do regime comunista que combatem ao lado da Rússia contra a Ucrânia. 

Lisboa: Proibição de venda de álcool para consumo exterior entra em vigor... A proibição é aplicável a todo o território da cidade, “de domingo a quinta-feira, entre as 23 horas e as 8 horas do dia seguinte”, e à sexta-feira, sábado e vésperas de feriado, entre a meia-noite e as 8 horas do dia seguinte.

Por  LUSA 

A proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos na cidade de Lisboa, entra hoje em vigor, para combater ruído e salvaguardar direito ao descanso dos moradores.

O "regime de horário específico para venda de bebidas para consumo no exterior dos estabelecimentos" foi aprovado há um mês pela Câmara de Lisboa, com a indicação de que entraria em vigor 30 dias após a sua publicação em Boletim Municipal, o que aconteceu em 15 de janeiro.

A nova medida determina a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos comerciais, aplicável a todo o território da cidade, de domingo a quinta-feira, entre as 23h00 e as 08h00 do dia seguinte, e à sexta-feira, sábado e véspera de feriado, entre as 24h00 e as 08h00 do dia seguinte.

A medida aplica-se aos estabelecimentos previstos nos grupos I, II, III, IV, V e VI do Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Concelho de Lisboa, tais como restaurantes, cafés, casas de chá, pastelarias, bares, discotecas, casas de fado, salas de espetáculos, teatros, cinemas, casinos, hotelaria, postos de abastecimento de combustível e lojas de conveniência.

Uma das exceções à proibição é "o consumo no interior dos estabelecimentos e/ou nos lugares sentados das respetivas esplanadas, desde que devidamente licenciadas para o efeito e no estrito cumprimento do horário de funcionamento do estabelecimento", bem como as vendas na modalidade de entrega ao domicílio. No período das Festas de Lisboa, que decorrem anualmente em junho, a medida também não se aplica.

A violação das regras constitui contraordenação punível de 150 a 1.000 euros, para pessoas singulares, e de 350 a 3.000 euros, para pessoas coletivas, competindo à Polícia Municipal de Lisboa e às forças de segurança assegurar a fiscalização.

Até agora não existia qualquer proibição de venda de bebidas alcoólicas em Lisboa, medida que se enquadra no Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos.

Subscrita pelo vereador da Economia, Diogo Moura (CDS-PP), incorporando alterações da vereação do Chega, como a inclusão das lojas de conveniência, a proposta foi viabilizada com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP/IL, PS e Chega, a abstenção de PCP e Livre, e o voto contra do BE.

Segundo a Câmara de Lisboa, esta é uma medida de "natureza preventiva", para vigorar até à alteração do Regulamento de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos, processo que se iniciou no anterior mandato 2021-2025, tendo a consulta pública terminado em abril de 2024.

"No prazo de seis meses da entrada em vigor do regime de horários específico" para a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos, ou seja, até agosto, o Conselho de Acompanhamento da Vida Noturna elaborará e entregará à câmara um relatório detalhado da execução da medida.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a nova medida pretende garantir o direito dos lisboetas ao descanso, sobretudo nas áreas residenciais com maior concentração de atividades de animação noturna.


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