quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Guiné-Bissau defende gestão comum da água partilhada por vários países

©Rádio Capital Fm

Notícias ao Minuto   07/02/24 

O Governo da Guiné-Bissau defendeu hoje a criação de um organismo para a gestão comum da água partilhada por vários países, para evitar tensões e conflitos na região africana.

A ideia foi apresentada pelo ministro dos Recursos Naturais, Malam Sambú, no encontro nacional sobre a implementação da Convenção da Água, que decorreu hoje em Bissau.

A Guiné-Bissau partilha vários recursos de água com países vizinhos, dos quais depende grande parte da população guineense, como referiu o governante, alertando que esta realidade "tem conduzido a um risco de conflito entre os países que partilham essas águas".

O Ministro dos Recursos Naturais, Malam Sambu, garante o empenho do Governo em desenvolver estratégias para implementação da Convenção que visa fazer face à escassez de água que se sente a nível mundial.  Rádio Capital Fm

Para evitar tensões, continuou, "torna-se fundamental estabelecer um mecanismo de cooperação e concertação permanentes entre os países tributários desses recursos, por forma a instalar um sistema de produção e de gestão dos mesmos".

Para o ministro guineense, esta solução "só pode ser encontrada através da construção de sinergias entre Estados", com soluções como um organismo de gestão comum de bacias hidrográficas, à semelhança do que já acontece com o rio Gâmbia.

A Guiné-Bissau aderiu em junho de 2021 à Convenção sobre a Proteção e Utilização de Cursos de Água Transfronteiriços e Lagos Internacionais, à qual aderiram até agora nove países africanos.

Além da Guiné-Bissau, são partes da Convenção da Água também o Chade, Senegal, Gana, Togo, Camarões, Nigéria, Namíbia e Gâmbia.

Sob a liderança do Ministério dos Recursos Naturais, e com o suporte do secretariado da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa, o país propõe-se desenvolver uma estratégia e um plano nacional para a implementação efetiva da Convenção.

A primeira etapa desse processo começou hoje com o encontro nacional para impulsionar o desenvolvimento do plano nacional na mobilização de recursos internos e na busca de financiamento externo.

Os recursos hídricos da Guiné-Bissau são compostos pelas águas superficiais do rio Geba-Kayenga, compartilhado com o Senegal, e do rio Koliba Corubal, compartilhado com a Guiné Conacri, e seus afluentes, além de múltiplos aquíferos localizados em diferentes profundidades por todo o país, segundo as entidades envolvidas no processo.

O principal aquífero compartilhado é a Bacia do Aquífero Senegal-Mauritânia (SMAB), que é a maior bacia na margem atlântica do Noroeste da África.

Esta água subterrânea é um recurso estratégico para os quatro estados aquíferos, nomeadamente Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia e Senegal, cujas populações, mais de 24 milhões de pessoas, dependem dela em grande parte para acesso à água potável e para várias outras finalidades.

Algumas das principais cidades da região, como Bissau e Dacar, dependem dela para uma parte essencial do abastecimento de água.

No encontro foi salientado que a gestão eficaz destes recursos é essencial para garantir o acesso sustentável à água potável e enfrentar os desafios associados à variabilidade climática e às pressões ambientais.



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A Missão de Estabilização e Segurança da CEDEAO na Guiné-Bissau_SSMGB efectua visita de cortesia ao Ministro do Interior e da Ordem Pública e, entrega medalha de reconhecimento pela colaboraçāo das autoridades no âmbito dos trabalhos de consolidaçāo da paz e estabilidade.

 

 Radio Voz Do Povo

Portugal tem a terceira maior taxa de desemprego jovem da Europa

No total há 354 mil pessoas desempregadas em Portugal. O número é do último trimestre do ano passado

Mais de 20 mísseis lançados pela Rússia intercetados na Ucrânia

Em Kiev, o impacto dos destroços de um dos mísseis intercetados provocou um incêndio num edifício residencial, com quatro vítimas mortais e mais de 30 feridos. Reportagem do enviado especial da CNN Portugal à Ucrânia, Sérgio Furtado

CONDOLÊNCIAS

SUA EXCELÊNCIA

SENHOR DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR DA GUINÉ-BISSAU


Fonte: Gervasio Silva Lopes

A campanha de comercialização e exportação da castanha de caju 2024 foi o tema da reunião entre o Governo e o Sector Privado. As partes preparam a estrutura de custo para garantir uma campanha de sucesso para toda a fileira de caju.

 


Trabalho infantil atinge 4,2% de crianças em Cabo Verde

© Lusa

POR LUSA   07/02/24 

O trabalho infantil, ilegal, atinge 4.900 crianças em Cabo Verde, ou seja, 4,2% da população entre os cinco e os 17 anos, anunciaram hoje as autoridades.

Os dados foram hoje apresentados no Palácio do Governo, na Praia, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), num trabalho conjunto com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Instituto Caboverdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

O último inquérito remonta a 2012 e apontou para uma taxa de 6,4% de crianças, na mesma faixa etária, a exercer um trabalho a abolir, mas os dados foram recolhidos com uma metodologia diferente e não podem ser comparados com os atuais, alertou o INE.

No panorama hoje apresentado, a maioria do trabalho infantil corresponde a atividades de produção das famílias para uso próprio e exercidas de forma perigosa, ou seja, durante longas horas ou sob excessiva carga física.

Os dados revelam também que mais de 80% das famílias em que há trabalho infantil têm mais de quatros pessoas (41,4% dos agregados têm mais de seis pessoas).

Apesar de o trabalho infantil ser ilegal e comprometer a saúde e educação, a informação mostra que quase 100% das crianças afetadas continuam a frequentar um estabelecimento de ensino.

Fernando Elísio Freire, ministro de Estado, da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, disse, na cerimónia de hoje, que é preciso prevenir que o costume do trabalho infantil prevaleça, reconhecendo a responsabilidade do Estado no ataque à pobreza, para que não seja argumento para as crianças trabalharem.

O governante anunciou, também, a abertura de 11 centros durante este ano, financiados pelo Fundo de Proteção Social (Fundo Mais) em diferentes ilhas, para manter as crianças ocupadas todo o dia.

O objetivo é acabar com o trabalho infantil em Cabo Verde até 2030, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, acrescentou.

As estatísticas sobre o trabalho infantil em Cabo Verde referentes a 2022, hoje apresentadas, tiveram como base um inquérito do INE realizado entre novembro de 2022 e janeiro de 2023 a 9.918 agregados familiares (6,7% dos agregados de Cabo Verde).

Os dados apontam para a existência de menos trabalho infantil em Cabo Verde em comparação com outros países lusófonos em África.

De acordo com o sistema de estatísticas da OIT (Ilostat), o número de crianças afetadas, na mesma faixa etária (5-17), ronda em Angola os 19,3% (dados de 2016), 17,8% em São Tomé e Príncipe (2014) e 9,5% na Guiné-Bissau (2019).

O sistema não apresenta estatísticas para Moçambique.

De acordo com dados da OIT, cerca de 160 milhões de crianças (ou seja, quase uma em cada dez em todo o mundo) são submetidas a trabalho infantil e quase metade está envolvida em tarefas potencialmente perigosas.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o trabalho ilegal chega a afetar uma em cada cinco crianças.


EMMANUEL MACRON: Ataque do Hamas foi "o maior massacre antissemita" do século XXI

© Lusa

POR LUSA   07/02/24 

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse hoje que a ofensiva conduzida pelo Hamas no sul de Israel a 07 de outubro foi "o maior massacre antissemita" do século XXI, durante uma homenagem aos cidadãos franceses que morreram no ataque.

"Na madrugada de 7 de outubro, o indizível ressurgiu das profundezas da História", declarou Macron, numa intervenção durante a homenagem do Estado francês às 42 vítimas mortais francesas do ataque do grupo islamita palestiniano Hamas, que hoje decorreu em Paris na presença de familiares.

"Eram 6:00 da manhã quando o Hamas lançou um ataque surpresa e hediondo, o maior massacre antissemita do nosso século", afirmou o chefe de Estado francês.

Perante as famílias das vítimas francesas, incluindo também familiares de feridos e de reféns, Macron prosseguiu: "Somos 68 milhões de franceses de luto pelos atentados terroristas de 07 de outubro. 68 milhões menos 42 vidas ceifadas, 68 milhões incluindo seis vidas feridas, 68 milhões incluindo quatro vidas para sempre marcadas pelo seu cativeiro. 68 milhões de vidas, três das quais ainda estão presas e por cuja libertação lutamos todos os dias. As suas cadeiras vazias estão ali".

No recinto onde decorreu a cerimónia, três cadeiras foram deixadas vazias na galeria da família para os três cidadãos franceses que se presume serem ainda reféns do movimento islamita palestiniano que controla a Faixa de Gaza.

Os "destinos" das vítimas do Hamas "não são os únicos que a dilaceração do Médio Oriente continua a esmagar neste 'tornado' de sofrimento que é a guerra", salientou o Presidente francês.

"Todas as vidas são iguais, de valor inestimável aos olhos da França", frisou.

Emmanuel Macron disse ainda que não se deve "ceder ao antissemitismo desenfreado, aqui ou ali, porque não há justificação para isso".

"Nada pode justificar ou desculpar este terrorismo", concluiu.

A Presidência francesa também prevê dedicar uma "homenagem" ou um "momento de recordação" às vítimas francesas dos bombardeamentos israelitas em Gaza numa data posterior, mas nem a data nem o formato foram ainda definidos.

A 07 de outubro de 2023, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.163 mortos, na maioria civis, e cerca de 250 reféns, 132 dos quais permanecem em cativeiro, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre ao norte do território, que depois se estendeu ao sul.

A guerra entre Israel e o Hamas, que continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 27 mil mortos, na maioria civis, de acordo com o último balanço das autoridades locais, e quase dois milhões de deslocados (mais de 85% dos habitantes), mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com toda a população afetada por níveis graves de fome que já está a fazer vítimas, segundo a ONU.


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Senegal. Adiamento de eleições cria instabilidade e perda de investimento

© Reuters

POR LUSA    07/02/24 

A agência de notação financeira Standard & Poor's alertou hoje que a decisão de adiamento das eleições presidenciais no Senegal cria instabilidade política e pode levar à fuga de capitais e perda de confiança dos investidores.

"Na nossa opinião, um prolongado período de incerteza pode ter efeitos em cascata no fluxo de investimentos no país e, nesse sentido, na atividade económica, que antevemos que cresça cerca de 8% ao ano entre 2024 e 2026", escreve a agência de 'rating'.

Num comentário enviado aos investidores, e a que a Lusa teve acesso, a S&P diz que "apesar de não antever um cenário em que o atual Presidente se agarre ao poder indefinidamente, estes desenvolvimentos vão provavelmente erodir a confiança na robustez institucional do Senegal e prejudicar a sua reputação de uma das mais estáveis democracias em África, com um longo historial de transferências pacíficas de poder".

O adiamento das eleições previstas para este mês "abre uma incerteza política, que pode levar à fuga de capitais e da confiança dos investidores", salientam ainda os analistas da S&P, que atribui ao Senegal um rating de B+ com uma perspetiva de evolução estável.

Na segunda-feira, o parlamento senegalês aprovou uma lei que adia as eleições presidenciais de 25 de fevereiro para 15 de dezembro e prorroga por um ano o mandato do Presidente cessante, Macky Sall.

As reações por parte da comunidade internacional surgiram de imediato, com a grande maioria das instituições regionais e países a defenderem a rápida marcação de eleições.

Hoje, os Estados Unidos afirmaram que o adiamento das eleições presidenciais senegalesas para 15 de dezembro "não pode ser considerado legítimo" e exortaram o Governo do Senegal "a organizar as eleições presidenciais em conformidade com a Constituição e leis eleitorais".

"Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com as medidas tomadas para adiar as eleições presidenciais senegalesas de 25 de fevereiro, uma medida que vai contra a forte tradição democrática do país", declarou Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado, citado num comunicado de imprensa divulgado ao final da noite de terça-feira em Washington.

O Departamento de Estado apelou igualmente ao "imediato restabelecimento total do acesso à Internet e ao completo respeito pelas liberdades de reunião pacífica e de expressão, incluindo as dos membros da comunicação social".

Ainda segundo o mesmo comunicado, os Estados Unidos manifestam-se "comprometidos com todas as partes e com os parceiros regionais nos próximos dias".

A posição norte-americana contrasta com a declaração lacónica da diplomacia francesa, antiga colónia e com presença incomparavelmente maior em toda a região, que até agora apenas manifestou os votos de que as eleições sejam "realizadas o mais rapidamente possível".

No mesmo sentido, também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) se inibiu de condenar o adiamento das eleições no Senegal, não indo além de manifestar "a sua preocupação com as circunstâncias que levaram" às mesmas e apenas pedindo às "autoridades competentes que acelerem os diferentes processos para estabelecer uma nova data" para as eleições segundo dois comunicados, um divulgado no último domingo e outro na terça-feira.

A União Europeia acompanhou a posição assumida pela CEDEAO, apelando à realização de "eleições transparentes, inclusivas e credíveis, o mais rapidamente possível e com respeito pelo Estado de direito, a fim de preservar a longa tradição de estabilidade e democracia no Senegal", de acordo com um comunicado divulgado no mesmo dia.

O acesso à Internet de dados móveis foi restabelecido esta manhã na capital senegalesa, Dacar, depois de uma suspensão de dois dias decretada pelas autoridades, no contexto da crise. O ministério senegalês das Telecomunicações justificou a medida com a difusão nas redes sociais de "mensagens odiosas e subversivas (...) num contexto de ameaça à ordem pública".

O adiamento das eleições até 15 de dezembro e o prolongamento do mandato de Sall por mais um ano -- proposta de lei apresentada pelo PDS e apoida pela BBY - foram aprovados esta segunda-feira pela Assembleia Nacional senegalesa, pela quase totalidade dos deputados presentes, 105 em 106, depois dos deputados da oposição terem sido retirados à força do hemiciclo pela polícia paramilitar senegalesa.

O Senegal situa-se na costa oeste africana, é a nação mais próxima do arquipélago de Cabo Verde e faz fronteira a sul com Guiné-Bissau.



Leia Também: Washington considera "ilegítimo" adiamento das eleições no Senegal

Saída do Mali da CEDEAO é irreversível e que sanções impostas são ilegais

© NIPAH DENNIS/AFP via Getty Images

POR LUSA     07/02/24 

O Mali afirmou hoje que a sua saída da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) é irreversível e insistiu que são ilegais as sanções impostas pelo bloco regional após o golpe de Estado.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores reiterou a decisão de abandonar a CEDEAO, juntamente com os governos do Níger e do Burkina Faso - também estes alvo de golpes de Estado -, numa decisão comunicada em conjunto, a 27 de janeiro.

Estes países, que formaram uma aliança e se distanciam da Europa, ao messmo tempo que se aproximam da Rússia na sua política externa, afirmaram que a saída da CEDEAO, composta por 15 nações africanas, se deve ao facto de a organização ter traído os seus princípios fundadores e estar "sob a influência de potências estrangeiras".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Mali afirmou hoje que as sanções decididas pela CEDEAO em janeiro de 2022, depois de a junta militar maliana ter adiado a convocação de eleições democráticas, são contrárias ao tratado do bloco regional, nomeadamente o encerramento das fronteiras entre o Mali e os países membros.

Ao mesmo tempo, denunciou que, com esta medida, a CEDEAO "violou o direito de acesso e saída do mar e a liberdade de trânsito do Mali".


Ucrânia. Parlamento aprova projeto preliminar de mobilização militar

© Getty Images

Notícias ao Minuto   07/02/24 

O Parlamento ucraniano aprovou hoje em primeira leitura um polémico projeto de lei sobre a mobilização militar destinado a permitir ao Exército reabastecer as fileiras após dois anos de invasão russa.

Um total de 243 deputados votaram a favor deste documento, contra um mínimo exigido de 226, de acordo com relatos da sessão parlamentar de vários membros divulgados nas redes sociais.

Para ser adotado, no entanto, este projeto de lei ainda terá de ser objeto de debates parlamentares, propostas de alterações e votação numa segunda leitura, procedimento que pode decorrer ao longo de várias semanas.

Só no final deste processo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderá promulgar o documento.

O debate sobre a mobilização militar dura há várias semanas na Ucrânia, depois da constatação de que o Exército sofreu perdas, cuja extensão é mantida em segredo, e luta hoje, ao contrário do início do conflito, para encontrar voluntários para a frente de combate.

Este projeto de lei elaborado pelo Governo deveria ser apreciado no Parlamento em janeiro, mas os deputados acabaram por devolver o texto para reescrita.

O documento votado hoje em primeira leitura pretende simplificar os procedimentos de inscrição no Exército e introduzir sanções para quem resistir à mobilização.

Ao contrário do projeto anterior, no entanto, o documento prevê que estas sanções devem ser aprovadas por um tribunal.

Contudo, segundo os críticos, isso não resolve o problema da desmobilização daqueles que estão na frente há muito tempo.

Volodymyr Zelensky admitiu em dezembro que o Exército precisa de mobilizar até 500 mil elementos adicionais.



Leia Também: Conselho da UE e PE alcançam acordo sobre orçamento e ajuda a Kyiv

GUINÉ-BISSAU: Embaixador de Portugal pede a guineenses que "evitem esquemas" nos vistos


POR LUSA  07/02/24

O novo embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, pediu hoje aos guineenses que evitem esquemas na obtenção de vistos e sigam os canais oficiais.

Miguel Cruz Silvestre entregou hoje as cartas credenciais ao Presidente da da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló. Questionado pelos jornalistas sobre a dificuldade e demora na obtenção de vistos para Portugal, alertou para algumas situações que complicam o processo.
O novo Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Filipe de Sousa Branco,   aconselha aos guineenses a evitarem de esquemas na obtenção de vistos para Portugal.  Rádio Capital Fm

Uma delas é a "tendência para açambarcamento dos agendamentos dos serviços que dão acesso aos vistos" por alegadas redes que cobram depois a quem precisa de uma vaga para pedir o documento.

"Queria pedir aos guineenses que evitem esquemas e sigam os canais próprios. Nós estamos empenhados em criar mecanismos que permitam um acesso inclusivo e equitativo de todos aqueles que solicitam", apelou o embaixador.

Miguel Cruz Silvestre adiantou que o número de vistos emitidos em Bissau tem crescido "na ordem dos 50% cada ano". E concretizou que em 2021 foram emitidos cerca de 6.000 vistos, em 2022 mais de nove mil e em 2023 quase 14 mil.

O embaixador referiu que os serviços têm limitações relacionadas com procedimentos que é necessário observar e com os recursos humanos existentes, pelo que insistiu no pedido de "apoio de todos para não recorrerem a esquemas" e para seguirem "os canais próprios", por ser "a maneira de poder controlar e tornar os processos mais ágeis e mais expeditos".

O diplomata disse ainda que Portugal "está plenamente empenhado" na concretização do acordo sobre a mobilidade no seio da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e lembrou que foi dos primeiros países que adaptou a estrutura legislativa e regulamentar para poder acolher esta nova realidade.

"Esse esforço que foi feito foi repercutido também através das secções consulares e dos consulados gerais de Portugal no mundo. Aqui na Guiné-Bissau temos feito também esse esforço", afirmou.

Miguel Cruz Silvestre disse ainda que "a embaixada está disponível para encontrar soluções positivas para os problemas existentes".


Astronauta foi à Estação Espacial e capta fotografias imperdíveis... Parece que Marcus Wandt não se esquecerá tão cedo desta experiência.

© X / @astro_marcus

Notícias ao Minuto   07/02/24 

Marcus Wandt, um astronauta que esteve na Estação Espacial Internacional durante as últimas duas semanas, partilhou na respetiva página na rede social X (ex-Twitter) algumas fotografias desta estadia que, aparentemente, se tornará difícil de esquecer.

A 400km de distância da Terra, Wandt captou imagens da Terra de um ponto de vista privilegiado e que é sempre impressionante de admirar. “Não é bonita?”, perguntou Wandt numa das suas mais recentes publicações.

Serve recordar que Wandt chegou à Estação Espacial Internacional no dia 20 de janeiro e tornou-se o terceiro astronauta de uma entidade privada a ir até a esta estrutura.

Pode ver as imagens captadas por Wandt.👇






Leia Também: NASA lança satélite revolucionário para avaliar saúde da Terra

Doença de Carlos III: William assume compromissos reais

O Príncipe William vai hoje retomar os seus compromissos públicos depois de duas semanas de ausência enquanto a esposa, Kate Middleton, recupera de uma operação. AP - Justin Setterfield

Por: Bruno Manteigas com RFI  07/02/2024 

O príncipe William, herdeiro do trono britânico, retomou nesta quarta-feira, 7 de Fevereiro, os compromissos reais públicos, após uma pausa para cuidar da esposa convalescente, Catherine, num momento em que o pai, o rei Carlos III é submetido a tratamentos contra o cancro.

O Príncipe William esteve numa cerimónia no Castelo de Windsor esta manhã e vai participar num jantar de beneficência. As expectativas são que o herdeiro da coroa assuma alguns dos deveres do pai enquanto este é submetido a tratamentos contra o cancro.

Os recentes problemas de saúde de CarlosII começaram no mês passado, quando o Palácio de Buckingham anunciou, a 17 de Janeiro, que o rei seria hospitalizado para se submeter a um "procedimento correctivo" de um aumento benigno da próstata. O diagnóstico foi-lhe feito depois de ter tido sintomas e de ter sido submetido a um check-up na sua residência de Birkhall, em Aberdeenshire, na Escócia.

A 29 de Janeiro, teve alta fda London Clinic, tendo sido anunciado que estava "bem" depois de passar três noites no hospital privado perto de Regent's Park. Recebeu alta horas depois de Catherine, princesa de Gales, ter deixado o mesmo hospital onde tinha estado a recuperar após uma operação abdominal bem-sucedida.

No entanto, enquanto o rei era submetido a esse tratamento, foi detectado um outro problema preocupante e os exames subsequentes identificaram "uma forma de cancro".

Todavia, o Rei Carlos III deixou claro nesta segunda-feira,5 de Fevereiro, quando tornou público o diagnóstico da doença, que iria manter as funções de chefe de Estado, as quais assumiu há menos de dois anos. Estes deveres incluem rever documentação oficial e encontrar-se semanalmente com o primeiro-ministro, Rishi Sunak, para discutir os desenvolvimentos políticos.

Para já não se fala de transição. Tal como com a mãe, Carlos III deverá continuar a trabalhar até ao limite das suas capacidades. Do Palácio de Buckingham, as notícias são que o monarca está bem-disposto e positivo, mas o que a morte de Isabel II mostrou em 2022 foi que a máquina do protocolo está bem preparada para fazer a passagem de testemunho, se e quando for preciso.

Israel deverá rejeitar acordo do Hamas... Proposta de cessar-fogo foi apresentada hoje.

© Reuters

Notícias ao Minuto   07/02/24 

O grupo islâmico Hamas apresentou hoje um plano de cessar-fogo que contemplaria três fases, cada uma com a duração de 45 dias, como resposta a uma proposta dos mediadores do Catar e do Egito.

Israel deverá rejeitar o acordo, por considerar que algumas das propostas são linhas vermelhas.

É esta, pelo menos, a indicação de um alto funcionário israelita que, ao Canal 13, disse que algumas das exigências feitas pelo Hamas para um acordo de libertação de reféns não podem ser atendidas.

Segundo esta mesma fonte, há muitos pontos na proposta do Hamas que não podem ser aprovados. Aquilo que Israel está neste momento a analisar é se deve rejeitar a proposta na sua totalidade ou se deve tentar entrar em negociações para remover alguns dos pontos.

Ainda hoje, Benjamin Netanyahu deverá reunir-se com a sua equipa para decidir o que fazer.

A proposta do Hamas era dividida em três fases, sendo que a primeira fase passaria pela libertação de todas as mulheres, assim como de homens com menos de 19 anos, de idosos e de doentes ainda reféns. Em troca, as mulheres e crianças detidas em prisões israelitas seriam libertadas ao longo de 135 dias.

Os restantes reféns do sexo masculino seriam libertados na segunda fase e, na terceira etapa, os corpos das vítimas mortais seriam devolvidos aos respetivos estados. No final desta última fase, o objetivo seria chegar a um acordo para ditar o fim do conflito.

Esta contraproposta do Hamas contemplaria, assim, o início da reconstrução de Gaza, a retirada total das Forças de Defesa de Israel (IDF) e o aumento do fluxo de alimentos e de ajuda humanitária à população palestiniana.

Estes desenvolvimentos ocorrem numa altura em que o secretário de Estado dos Estados Unidos da América, Antony Blinken, lidera uma viagem ao Médio Oriente para tentar garantir uma trégua na guerra, que entra no seu quinto mês esta quarta-feira.



Leia Também: Hamas propõe cessar-fogo dividido por 3 fases, ao longo de 135 dias

Washington considera "ilegítimo" adiamento das eleições no Senegal

© Lusa

POR LUSA   07/02/24 

Os Estados Unidos afirmaram que o adiamento das eleições presidenciais senegalesas para 15 de dezembro "não pode ser considerado legítimo" e exortaram o Governo do Senegal "a organizar as eleições presidenciais em conformidade com a Constituição e leis eleitorais".

"Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com as medidas tomadas para adiar as eleições presidenciais senegalesas de 25 de fevereiro, uma medida que vai contra a forte tradição democrática do país", declarou Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado, citado num comunicado de imprensa divulgado ao final da noite de terça-feira em Washington.

O Departamento de Estado apelou igualmente ao "imediato restabelecimento total do acesso à Internet e ao completo respeito pelas liberdades de reunião pacífica e de expressão, incluindo as dos membros da comunicação social".

Ainda segundo o mesmo comunicado, os Estados Unidos manifestam-se "comprometidos com todas as partes e com os parceiros regionais nos próximos dias".

A posição norte-americana contrasta com a declaração lacónica da diplomacia francesa, antiga colónia e com presença incomparavelmente maior em toda a região, que até agora apenas manifestou os votos de que as eleições sejam "realizadas o mais rapidamente possível".

No mesmo sentido, também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) se inibiu de condenar o adiamento das eleições no Senegal, não indo além de manifestar "a sua preocupação com as circunstâncias que levaram" às mesmas e apenas pedindo às "autoridades competentes que acelerem os diferentes processos para estabelecer uma nova data", segundo um comunicado divulgado no último domingo pela Comissão da organização.

A União Europeia acompanhou a posição assumida pela CEDEAO, apelando à realização de "eleições transparentes, inclusivas e credíveis, o mais rapidamente possível e com respeito pelo Estado de direito, a fim de preservar a longa tradição de estabilidade e democracia no Senegal", de acordo com um comunicado divulgado no mesmo dia.

O acesso à Internet de dados móveis foi restabelecido esta manhã na capital senegalesa, Dacar, depois de uma suspensão de dois dias decretada pelas autoridades, no contexto da crise. O ministério senegalês das Telecomunicações justificou a medida com a difusão nas redes sociais de "mensagens odiosas e subversivas (...) num contexto de ameaça à ordem pública".

Na segunda-feira, o parlamento senegalês aprovou uma lei que adia as eleições presidenciais de 25 de fevereiro para 15 de dezembro e prorroga por um ano o mandato do Presidente cessante, Macky Sall.



Leia Também: Senegal está à beira da autocracia e arrisca um golpe militar

Decorre durante todo o dia de hoje, a Atelier de Validação Interna do Projecto de Acordo-Quadro de Cooperação Transfronteiriça entre o Governo da República da Guiné-Bissau e o Governo da Guiné-Conacri.


 Radio TV Bantaba 

Ministro do Ambiente da Biodiversidade Ação Climática, Viriato Cassama, reconhece papel da Autoridade de Avaliação Ambiental Competente AAAC na promoção do desenvolvimento sustentável do país


 Radio TV Bantaba

Partido PAPES recebido no Ministério do Interior e da Ordem Pública para se solidarizar com o ministério.


 Radio Voz Do Povo 

Coordenador nacional do MADEM-G15, Braima Camará manteve o 1º encontro de trabalho com os líderes da coligação KUMBA LANTA.

Malafi  Cámara.

SENEGAL: O analista africano Paul-Simon Handy disse hoje que o Senegal "está a um passo de se tornar numa autocracia" e antecipa a possibilidade de os militares senegaleses decidirem tomar o poder pela força.

© Getty Images

POR LUSA   07/02/24 

Senegal está à beira da autocracia e arrisca um golpe militar

O analista africano Paul-Simon Handy disse hoje que o Senegal "está a um passo de se tornar numa autocracia" e antecipa a possibilidade de os militares senegaleses decidirem tomar o poder pela força.

"O Senegal está a um passo de se tornar numa autocracia e isso abre a porta a um golpe de Estado", afirmou Paul-Simon Handy, diretor regional do Inst ituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla em inglês).

O analista intervinha na videoconferência coorganizada pelo ISS, um 'think-tank' baseado na África do Sul, pelo Instituto de Estudos de Paz e Segurança (IPSS, na sigla em inglês) e pela Amani África, 'think-tank' com sede em Adis Abeba.

A videoconferência tinha como tema o debate sobre a forma como a União Africana (UA) lida com desafios e quais as respostas que dá, mas foi a situação no Senegal, país vizinho da Guiné-Bissau, que dominou as intervenções.

O Presidente senegalês, Macky Sall, decretou o adiamento das eleições presidenciais, que estavam marcadas para 25 deste mês, para 15 de dezembro, decisão que espoletou fortes protestos nas ruas, muitas vezes dispersos pela polícia, que utilizou gás lacrimogéneo e com dirigentes da oposição a apelarem à "desobediência civil".

Paul-Simon Handy comparou as ditaduras militares em África e na Ásia e concluiu que, apesar das limitações das liberdades e garantias que aquele tipo de governação implica, pelo menos as asiáticas foram sempre mais bem-sucedidas que as congéneres africanas.

"As ditaduras militares em África não resolvem problemas e, pelo menos na Ásia, tiveram como resultado o desenvolvimento económico", destacou.

Outro participante na videoconferência, Solomon Ayele Dersso, diretor da Amani África, alertou para a eventualidade de que o se está a passar no Senegal poder ser replicado noutros países do continente.

"O que se está a passar no Senegal deve ser encarado como um sinal do que se pode passar noutros países", disse, destacando o Níger e o Gabão.

Ayele Dersso abordou ainda o que considera como "sinal da perda de falência das organizações regionais" africanas o recente anúncio pelo Níger, Mali e Burkina Faso da saída da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).



Leia Também: Senegal na "incerteza total" e "ninguém sabe como reagirá o exército"

SAÚDE: Basta adotar três hábitos para ganhar anos de vida, segundo um médico

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Notícias ao Minuto   07/02/24 

Anthony Youn, médico e autor de um livro sobre longevidade, partilhou o 'segredo' para uma vida mais longa e saudável.

Quer viver para lá dos 100 anos? O 'segredo' para uma vida mais longa e com boa saúde é mais simples do que pensa.  

Na rede social TikTok, o médico Anthony Youn, autor do livro 'Younger for Life', enumerou três hábitos que pode adotar já hoje para aumentar a sua longevidade.

1- Cuide da sua saúde intestinal

O médico recomenda o jejum intermitente. "De vez em quando, faça um jejum de doze a dezasseis horas em que não ingere alimentos. Isso vai estimular o processo de autofagia, que é a renovação intracelular", disse.

Em entrevista ao Lifestyle ao Minuto, recorde-se que a nutricionista Liliana Natário fez questão de salientar que o jejum intermitente "é considerado uma estratégia válida para a redução de peso corporal", mas não deve ser feito de forma igual para todos. "Está contraindicado em crianças e adolescentes, idosos, atletas de alta performance, diabéticos, grávidas e, entre outras, pessoas com doenças do comportamento alimentar", apontou.

2- Aposte num treino de força

"No mínimo, faça estes três exercícios: 'chest press', remo e 'leg press'. Isto irá trabalhar a maior parte dos principais grupos musculares", afirmou.

3- Durma bem

A última dica que Youn partilhou é a utilização de cortinas opacas no quarto e a redução da temperatura ambiente para 68 graus Fahrenheit, ou seja, 20 graus Celsius. "Ajudá-lo-á a dormir mais tempo e mais profundamente para um melhor descanso."


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Filipinas. ONU preocupada com aumento de gravidezes de menores de 15 anos

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POR LUSA    07/02/24 

O Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) expressou hoje "profunda preocupação" com o aumento das gravidezes entre menores de 15 anos nas Filipinas e pediu às autoridades "medidas imediatas" para combater o problema.

A entidade reagia ao relatório da Comissão de População e Desenvolvimento (CPD) das Filipinas, que mostrou um salto de 35,13% no número de nascimentos entre jovens menores de 15 anos, de 2.320, em 2021, para 3.135, em 2022.

"O Fundo das Nações Unidas para a População manifesta profunda preocupação e faz eco dos apelos para uma ação imediata", referiu, em comunicado.

A agência da ONU acrescentou que os dados reforçam uma "tendência preocupante", já observada "mesmo antes da pandemia" de covid-19.

Referiu, além disso, um "problema subjacente e generalizado: que os adolescentes são incapazes de exercer plenamente a saúde e direitos sexuais e reprodutivos".

"Já sabemos que as mães jovens e os filhos enfrentam riscos elevados de complicações de saúde, desde condições neonatais graves a mortes maternas evitáveis", afirmou a FNUAP, referindo que as gravidezes no grupo etário dos 10 aos 14 anos "têm maior probabilidade de resultar em mortalidade materna".

Na segunda-feira, a diretora executiva do CPD, Lisa Grace Bersales, apelou para uma maior vigilância no controlo da gravidez na adolescência e sublinhou que o organismo estatal está a acompanhar de perto o aumento drástico dos números.

"Embora os nascimentos entre adolescentes de 14 anos, ou menos, representem apenas 0,22% do total de nascimentos registados, o CPD continua profundamente preocupado com o aumento da gravidez na adolescência, especialmente entre as nossas meninas muito jovens", afirmou Bersales, em comunicado.

A diretora pediu ainda aos legisladores filipinos para darem prioridade à aprovação de uma lei, atualmente pendente na Câmara dos Representantes, para travar a escalada dos casos de gravidez, parto e maternidade na adolescência.

O Fundo das Nações Unidas para a População manifestou apoio à legislação, apontando a urgência em abordar a questão, para "salvaguardar o bem-estar dos adolescentes" através da "implementação de medidas que protejam os direitos e a saúde dos jovens".

As Filipinas são um dos países da Ásia com a taxa de natalidade mais elevada - 2,9 nascimentos por mulher - com elevada incidência de gravidez na adolescência, um problema social que o Governo declarou "emergência nacional" em 2019.


GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia ataca Kyiv com mísseis durante visita de Borrell

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POR LUSA   07/02/24 

A Rússia atacou hoje com mísseis a capital ucraniana, onde se encontra de visita o chefe da diplomacia da UE, que se refugiou no abrigo subterrâneo do hotel onde está hospedado, noticiou a EFE.

O alarme soou cerca das 06h00 (03h00 em Lisboa), antes de Josep Borrell ter iniciado o programa de reuniões, incluindo encontros com o Presidente Volodymyr Zelensky e outros dirigentes ucranianos, acrescentou a agência de notícias espanhola.

"Mísseis sobre Kyiv e sobre o leste" da Ucrânia, escreveu na plataforma Telegram o chefe da Administração Militar da capital ucraniana. Pouco depois, o mesmo canal oficial acrescentou que "vários mísseis" estavam apontados a Kyiv.

O presidente da câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, anunciou que parte da cidade tinha ficado sem eletricidade, na sequência do ataque russo e dos danos causados nas linhas de abastecimento.

"Na sequência de um ataque inimigo, duas linhas de alta tensão foram danificadas por fragmentos de mísseis. Alguns consumidores na margem esquerda estão, neste momento, sem eletricidade", escreveu o responsável nas redes sociais.

Uma forte explosão foi ouvida no centro de Kyiv, cerca de uma hora depois de as sirenes de alerta terem soado na cidade.

O chefe da Administração Militar de Kyiv confirmou, no momento da explosão, que as defesas aéreas tinham sido ativadas e apelou aos residentes da capital para não abandonarem os abrigos até ao fim do alerta.

A maior parte dos ucranianos ignora as sirenes, que soam quase todas as noites em grande parte do país, devido à frequência, aderindo por vezes à chamada "regra das duas paredes", que os aconselha a permanecer em espaços sem janelas mais protegidos do mundo exterior, como o corredor ou a casa de banho, para evitarem ser atingidos diretamente pelos projéteis ou pelos destroços.

Uma minoria desce para o metro ou para os abrigos mais próximos.

Borrell chegou na terça-feira a Kyiv numa nova viagem de dois dias à Ucrânia.


Leia Também: O ex-apresentador da Fox News e conhecido jornalista de direita, Tucker Carlson, que se encontra em Moscovo, adiantou hoje na rede social X que vai entrevistar o Presidente russo Vladimir Putin em breve.

EUA advertem que Kiev está a ficar sem munições (e reforçam necessidade de ajuda)

Por  sicnoticias.pt

O porta-voz norte-americano recordou que o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu que sem ajuda externa as Forças Armadas do país não conseguiriam recuperar parte do território controlado pela Rússia em 2022, e afirmou ser vital que os países aliados, incluindo os Estados Unidos, aprovem nova ajuda militar para que Kiev.

A Casa Branca advertiu esta terça-feira que a Ucrânia está a ficar sem munições e afirmou ser vital que os países aliados, incluindo os Estados Unidos, aprovem nova ajuda militar para que Kiev continue a enfren
tar a invasão russa.

Em conferência de imprensa por telefone, o porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, John Kirby, disse que o Exército ucraniano se encontra numa posição de "ter de tomar decisões difíceis que não deveria ter de tomar", devido à escassez de munições.

"A ajuda em matéria de segurança por parte dos Estados Unidos e de outros países continua a ser vital para a Ucrânia", sublinhou Kirby.

O porta-voz recordou que o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu que sem ajuda externa as Forças Armadas do país não conseguiriam recuperar parte do território controlado pela Rússia em 2022.

"É absolutamente vital", reiterou Kirby, antes de assegurar que o Presidente dos EUA, Joe Biden, permanece "centrado" em conseguir novos pacotes de armamento para a Ucrânia.

Pacote em troca de restrições no acesso ao asilo na fronteira com o México.

No final de 2023, Biden pediu ao Congresso dos EUA a aprovação de 106 mil milhões de dólares (98,5 mil milhões de euros) para a Ucrânia no âmbito de um pacote extraordinário que também incluía fornecimentos a Israel e fundos para "conter" a crise migratória.

Na semana passada um grupo de senadores democratas e republicanos alcançaram um acordo para aprovar o pacote em troca de restrições no acesso ao asilo na fronteira com o México.

No entanto, os republicanos mais próximos do ex-presidente Donald Trump (2017-2021) estão dispostos a chumbar o projeto na Câmara dos Representantes para impedirem novos argumentos a Biden em pleno ano eleitoral.