quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

📢 GUINÉ-BISSAU REAGE COM DUREZA A DEPUTADOS PORTUGUESES: "A NOSSA SOBERANIA NÃO ESTÁ À VENDA"

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da República da Guiné-Bissau emitiu um comunicado oficial de repúdio contra as recentes declarações de um grupo de deputados da Assembleia da República Portuguesa. No documento, as autoridades guineenses acusam os parlamentares de manterem uma "lente colonial" e afirmam que o destino do país não se decide em Lisboa.

🔹 Acusações de Preconceito e Ingerência

O CNT classificou como "estupidez saloia" o desconforto de setores políticos portugueses perante a afirmação da identidade plena e dos nomes guineenses na governação do país. O comunicado sublinha que a Guiné-Bissau é governada por guineenses para guineenses.

🔹 Críticas Diretas à Deputada Elza Pais

O comunicado foca-se particularmente na deputada Elza Pais, acusando-a de falta de "maturidade institucional" e de misturar "prazer pessoal com a agenda política" através de alegadas conversas privadas com líderes partidários locais. O conselho afirma que tais condutas retiram legitimidade às críticas feitas na tribuna de São Bento.

🔹 Foco nos Problemas Internos de Portugal

O CNT sugeriu que os deputados portugueses deveriam concentrar-se nos problemas internos de Portugal, como a crise da habitação e a degradação dos serviços públicos, em vez de interferirem em decisões soberanas sobre o sistema eleitoral guineense.

 "O tempo em que Lisboa validava os nossos nomes e as nossas vidas acabou em 1974. Aprendam a respeitar a Guiné-Bissau."

Jovens portugueses apresentam pior saúde mental que adultos acima dos 55 anos... Apesar dos fatores protetores como laços familiares fortes e menor consumo de alimentos ultraprocessados, os jovens portugueses seguem a tendência global de pior saúde mental, com um quociente médio próximo de 40 pontos, ligeiramente acima da média global.

Por  SIC Notícias  Com Lusa

A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.

É assim em todos os 84 países analisados no relatório Global Mind Health (Saúde Mental Global) 2025 e Portugal não é exceção: os níveis de saúde mental dos jovens são tendencialmente mais baixos em comparação com as faixas etárias mais velhas.

O relatório, da organização Sapien Labs, mede a saúde mental das populações com acesso à Internet e na edição mais recente, divulgada esta quinta-feira, apresenta dados de perto de um milhão de pessoas em 84 países, incluindo Portugal.

À semelhança da tendência global, também os jovens portugueses, entre os 18 e 34 anos, experienciam mais desafios de saúde mental clinicamente significativos, quando comparados com a faixa etária acima dos 55 anos.

Ligeiramente acima da média global de 36 (numa escala de -100 a 200), o quociente de saúde mental médio dos jovens portugueses aproxima-se de 40.

Portugal surge em 46.º lugar

No 'ranking' dos 84 países participantes, Portugal surge assim em 46.º lugar, melhor posicionado do que a população portuguesa acima dos 55 anos de idade que, ainda assim, apresenta melhores níveis de saúde mental do que os jovens.

Com perto de 90 pontos no quociente de saúde mental, os portugueses nesta faixa etária conseguem, de acordo com a escala, ser plenamente produtivos, 70% do tempo, em todos os aspetos da vida.

No contexto global, as diferenças geracionais são tendencialmente maiores nos países mais ricos e, pelo contrário, menos acentuadas nos países da África subsaariana.

A influência dos alimentos ultraprocessados

Os autores apontam quatro aspetos socioculturais que explicam os níveis de saúde mental mais baixos entre os jovens, mas nem todos explicam os dados referentes a Portugal, desde logo no que respeita aos hábitos alimentares.

De acordo com estudos citados no relatório, o consumo de alimentos ultraprocessados -- "cujo consumo está a aumentar entre as gerações mais jovens" -- contribui entre 15 a 30% para o agravamento da saúde mental e está associado ao aumento da depressão e diminuição do controlo emocional e cognitivo.

Os jovens portugueses, no entanto, destacam-se por serem dos que menos consomem este tipo de alimentos, ainda que o façam mais do que os adultos acima dos 55 anos.

Portugal é um dos 25 países em que os jovens da "geração Z", entre os 18 e 24 anos, começaram a utilizar 'smartphone' mais cedo, entre os 12 e os 13 anos, sendo que o acesso precoce a 'smartphones' está associado ao aumento de ideação suicida, agressão e outros problemas na vida adulta.

Outro dos aspetos em que Portugal surge destacado diz respeito aos laços familiares fortes, associados a sintomas depressivos "significativamente mais baixos".

Em 18.º lugar no 'ranking', Portugal é dos países em que a percentagem de jovens adultos com laços familiares fortes é mais próxima da registada entre os adultos acima dos 55 anos, a par de Itália, França, Bélgica.

Quanto à espiritualidade, outro dos aspetos socioculturais analisados e associado a "vários benefícios de saúde mental", a percentagem é ligeiramente mais elevada entre os mais jovens, uma tendência que se verifica, ainda que em maior proporção, sobretudo em países da África subsariana e Israel.

MINISTRO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS PRESIDE A VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU SOBRE A CARTA AFRICANA DOS DIREITOS HUMANOS E DOS POVOS

Por Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos is at Bissau Royal Hotel.

O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos afirmou esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Bissau, que os Direitos Humanos são valores universalmente reconhecidos por todas as culturas e civilizações, fundamentando-se no respeito pela dignidade e pelo valor intrínseco de cada ser humano.

Nesta perspectiva, Dr. Carlos Pinto Pereira referiu que os compromissos do Estado da Guiné-Bissau face aos direitos humanos, à sua promoção e protecção, bem como ao Estado de Direito, ao respeito pela lei e aos seus valores estruturantes, se encontram consagrados na Lei Fundamental do país.

O governante garantiu ainda que o Estado da Guiné-Bissau se subordina à Constituição e baseia-se na legalidade democrática, reforçando que o Estado de Direito é uma realidade, num processo de amadurecimento e consolidação.

Carlos Pinto Pereira considerou igualmente que a implementação das medidas de protecção e promoção dos direitos humanos deve ser um processo inclusivo e participativo, envolvendo os Governos e as Organizações da Sociedade Civil.

Estas considerações foram proferidas esta quarta-feira, durante a abertura dos trabalhos de Validação do Relatório do Estado da Guiné-Bissau sobre a Implementação da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, bem como do Protocolo de Maputo relativo aos Direitos da Mulher em África.

O evento, com a duração de dois dias, é organizado pela Direcção-Geral da Política do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos e conta com a participação técnica do Centro dos Direitos Humanos da Universidade da Pretória, África do Sul. Participou igualmente a Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania.

Novo método usa inteligência artificial e 3D para melhorar deteção de células cancerígenas... Uma equipa internacional de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), desenvolveu um método que usa inteligência artificial e tecnologia 3D para melhorar deteção de células cancerígenas, foi hoje divulgado.

© Shutterstock   Por  LUSA  26/02/2026 

"Autilização da inteligência artificial na clínica permite avaliar as características celulares e classificá-las como normais ou anómalas", explica Fernando Schmitt, citado num comunicado da FMUP enviado à agência Lusa. 

No resumo, a FMUP refere que o desenvolvimento deste novo método, reportado na revista científica Nature, "promete revolucionar o diagnóstico do cancro do colo do útero com uma abordagem inovadora em relação à citologia cervical, mais conhecida como teste de papanicolau".

O trabalho publicado na semana passada demonstrou as vantagens de uma nova forma de análise automatizada de amostras de células do colo do útero com recurso à inteligência artificial, em comparação com o método tradicional de citologia clínica.

"O objetivo é avançar mais precocemente para tratamentos que salvam vidas", lê-se no resumo. Este trabalho de investigação contou também com cientistas, hospitais e empresas do Japão, China e Estados Unidos.

De acordo com o professor da FMUP, que é também diretor da Unidade de Investigação RISE-Health, a automatização deste rastreio vem acelerar o diagnóstico de cancro do colo do útero, doença causada principalmente pela infeção por Papilomavírus Humano (HPV), transmitido por via sexual, e que representa 10% dos cancros nas mulheres.

Atualmente, as células colhidas são avaliadas no microscópio pelo olhar do profissional.

O processo tem, no entanto, algumas desvantagens, como a subjetividade da interpretação e a variabilidade do resultado.

Este novo sistema de inteligência artificial aplicado à citologia tradicional é, descreve a FMUP, "o primeiro que consegue, de forma completamente autónoma, fazer uma triagem das células anormais, permitindo um diagnóstico mais rápido, mais preciso e mais objetivo".

"A automatização da citopatologia pode também detetar lesões precoces, acelerando e melhorando o diagnóstico do cancro", acrescenta Fernando Schmitt.

O novo método faz um 'scan' das células e reconstrói, em tempo real, uma imagem em 3D que permite "ver" melhor as suas caraterísticas.

Depois, a plataforma utiliza algoritmos avançados para agrupar perfis semelhantes e identificar células anormais com maior exatidão, diminuindo o risco de erro humano.

Esta abordagem, com recurso à IA, poderá ajudar profissionais e laboratórios de anatomia patológica, ao fornecer um "mapa visual" da classificação das células, sendo assim uma vantagem relativamente ao método convencional.

"Espera-se que esta tecnologia possa estar acessível em vários países, constituindo-se como um importante instrumento na abordagem ao cancro do colo do útero, que continua a afetar mulheres em todo o mundo", conclui a FMUP, lembrando que são sintomas de alerta a hemorragia vaginal anormal, aumento do corrimento vaginal, dor pélvica e dor durante as relações sexuais.

Piloto de caça detido nos EUA por alegado treino da Força Aérea chinesa... Um piloto de caça norte-americano foi detido e acusado de ter treinado a Força Aérea chinesa para combater aeronaves dos Estados Unidos, anunciou hoje o Departamento de Justiça norte-americano, que qualificou os factos como "traição".

© Reuters   Por  LUSA   26/02/2026 

O antigo oficial da Força Aérea, de 65 anos, foi detido no estado do Indiana, após ter passado mais de dois anos na China, segundo a acusação.

A legislação norte-americana proíbe o treino de forças armadas estrangeiras sem autorização.

Gerald Brown foi piloto de F-16 e de outros aparelhos durante 24 anos nas forças norte-americanas. Desempenhou funções de comandante de unidade, participou em missões de combate e trabalhou como instrutor.

Reformado do serviço ativo em 1996, prosseguiu carreira no setor privado, onde era instrutor em simuladores do F-35, o mais avançado avião de combate dos Estados Unidos.

De acordo com a acusação, em 2023 terá estabelecido contacto com um cidadão chinês a quem manifestou a intenção de treinar pilotos da Força Aérea chinesa em operações de combate.

No primeiro dia da sua chegada à China, em dezembro desse ano, respondeu durante três horas a perguntas das autoridades chinesas sobre a Força Aérea norte-americana, permanecendo depois mais de dois anos no país.

Segundo o Departamento de Justiça, Brown, descrito como antigo instrutor do F-35 Lightning II com décadas de experiência em aeronaves militares norte-americanas, "traiu o seu país ao treinar pilotos chineses para combater aqueles que jurou proteger", afirmou Roman Rozhavsky, da divisão de contraespionagem do FBI, em comunicado.

O diretor da CIA, Kash Patel, escreveu na rede social X que o FBI e os seus parceiros detiveram um antigo piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que alegadamente treinou pilotos do Exército chinês, qualificando o caso como "importante".

O Departamento de Justiça recordou que outro piloto norte-americano foi acusado de factos semelhantes em 2017 e detido em 2022 na Austrália, também por alegado treino em benefício da China.


Leia Também: Recusa de Teerão em discutir programa de mísseis é "um grande problema"

O secretário de Estado norte-americano referiu na quarta-feira que o Irão se recusa a discutir o seu programa de mísseis balísticos e que isso representa "um grande problema", apesar de estarem agendadas para hoje novas negociações em Genebra.