segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A nova Presidente da CNE, Carmem Isaura Lobo, tomou posse esta segunda-feira, numa cerimónia presidida por Tomás Djassi. O ato marca o início das suas funções à frente do órgão responsável pela organização e supervisão dos processos eleitorais no país.

BOMBEIROS DEFENDEM ENCERRAMENTO DO MERCADO DE BANDIM POR FALTA DE SEGURANÇA

Por RSM 23 02 2026

O Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros defendeu o encerramento do Mercado de Bandim, em Bissau, alegando elevados riscos de insegurança para comerciantes e utentes devido à falta de condições estruturais e elétricas adequadas.

A posição foi tornada pública esta segunda-feira pelo comandante da corporação, Francisco Correia, durante o programa Nô Segurança da Rádio Sol Mansi, dedicado ao tema “Eletrificação Segura”.

Segundo o responsável, o Mercado de Bandim não dispõe de infraestruturas seguras nem de instalações elétricas controladas, o que coloca em risco os comerciantes e utentes.

“Estar no Mercado de Bandim é como estar num armazém de munições, porque não só em termos de eletrificação, mas também de organização, o mercado não oferece condições de segurança”, alertou Francisco Correia.

Além do mercado, o comandante defendeu a necessidade de reorganização e reconstrução do Bairro de Mindara, com respeito às normas de segurança, de forma a garantir melhores condições para os moradores e comerciantes.

“Se a Guiné-Bissau fosse tranquila o Bairro de Mindara deveria ser reconstruído para organizar melhor o mercado respeitando as normas de segurança exigida”, salientou o Comandante.

Francisco Correia alertou ainda que muitas construções no país são feitas sem fiscalização da Proteção Civil, contrariando a legislação que exige análise prévia dos projetos para garantir segurança estrutural e elétrica, uma vez que a falta de controlo aumenta o risco de incêndios e outros acidentes.

“Maioria das plantas de construções não é do conhecimento do Bombeiro mas está na lei para proteção Civil analisar as plantas e dar orientações em termos de segurança e de eletrificações para evitar o perigo”, salientou Correia.

O comandante sublinhou que a adoção de medidas preventivas e o cumprimento das normas de segurança são essenciais para evitar tragédias e proteger vidas e bens na Guiné-Bissau.

Estas pessoas nunca devem fazer jejum intermitente. Saiba o motivo... Uma nutricionista revela as pessoas que nunca deviam optar por este regime alimentar. Podem estar a correr riscos, o que pode ser perigoso. Veja se está num destes grupos e o que está em causa.

Por noticiasaominuto.com 

O jejum intermitente é bastante popular, mas a verdade é que nem todas as pessoas deviam fazê-lo. Existem quem esteja a correr riscos sérios e o melhor é optar por outro tipo de solução se o objetivo passa por perder peso e controlar melhor os alimentos que são consumidos.

Ana Reisdorf é nutricionista e ao website Eat This, Not That revelou que grupos de pessoas devem evitar o jejum intermitente. Acaba por estar várias horas sem comer, mas também com uma ingestão de calorias mais reduzida, o que pode ser perigoso. 

Jejum intermitente: Quem deve evitar?

Apesar de ser um regime que pode trazer resultados positivos, poderá ser problemático para certos tipos de pessoas. Veja quem deve evitar e os riscos que estão em causa.

1- Pessoas com mais de 40 anos

“Para pessoas na faixa dos 40, 50 anos ou mais, o jejum intermitente pode dificultar as metas e necessidades diárias de proteína, o que pode levar a uma maior perda de massa muscular. Isso é preocupante, já que a massa muscular diminui naturalmente com a idade. Além disso, pode reduzir a taxa metabólica e aumentar o cortisol.”

2- Mulheres na menopausa

“Pessoas com alterações hormonais, seja menopausa ou perimenopausa, alto nível de stress ou que usam GLP-1, o jejum pode fazer com que a ingestão de calorias e proteínas caia muito, o que aumenta a fadiga, a perda muscular e as hormonas.”

3- Diabéticos e não só

“Mulheres na menopausa, pessoas com diabetes ou com necessidades nutricionais especiais, como atletas, têm maior probabilidade de ter efeitos negativos devido ao jejum. Estes grupos têm necessidades proteicas maiores, desequilíbrios hormonais e não podem dar-se ao luxo de consumir menos proteína do que o necessário.”

4- Mulheres que não consomem calorias suficientes

“Muitas pessoas não percebem que não estão a consumir o suficiente por causa do jejum intermitente até se sentirem exaustas, o cabelo começar a cair, perderem massa muscular ou a perda de peso estagnar completamente.”

5- Pessoas com comportamento obsessivos

“O jejum intermitente normalmente aumenta os pensamentos obsessivos sobre comida, a compulsão alimentar como efeito e o pensamento do tudo ou nada em relação aos hábitos alimentares. Para alguns, o jejum intermitente piora esta mentalidade de tudo ou nada.”

Jejum intermitente para perder peso? Estudo põe em causa eficácia

Quer perder peso e está a fazer jejum intermitente? Segundo um novo estudo esta pode não ser a melhor opção. A investigação apontou algumas falhas neste tipo de dieta que podem não trazer tantos resultados como se pensava.

“O jejum intermitente não é uma solução milagrosa, mas pode ser uma opção entre várias para o controlo de peso”, revela Luis Garegnani, um dos autores realizado pelo Centro Cochrane, do Hospital Italiano de Buenos Aires, na Argentina.

“O jejum intermitente provavelmente produz resultados semelhantes às abordagens dietéticas tradicionais para a perda de peso. Não parece ser claramente melhor, mas também não é pior”, continua o especialista.

No jejum intermitente acaba por existir uma restrição de alimentos em certa alturas do dia. Tem vindo a ganhar alguma popularidade no que diz respeito à perda de peso, à melhoria da condição física e até no retardar do envelhecimento. A investigação do Centro Cochrane analisou ensaios clínicos de quase duas mil pessoas. Foram avaliadas diferentes dietas.


Mesmo seguindo uma dieta, há quem não consiga perder peso com a rapidez e a facilidade que gostaria. Segundo os médicos, há várias razões que poderão explicar isto. Saiba quais são.


PM de transição da Guiné-Bissau desmente corte de relações com Banco Mundial... O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, desmentiu hoje que haja corte de relações entre o Banco Mundial e o país e afirmou que existe "uma cooperação técnica e avaliação normal" com os parceiros financeiros internacionais.

Por LUSA 

O governante falava aos jornalistas guineenses num balanço dos primeiros 100 dias do Governo de transição, instituído com o golpe de Estado militar de 26 de novembro passado.

Entre várias considerações, Vieira Té afirmou que o Governo não consegue resolver, em 100 dias, os "problemas estruturantes de décadas" que a Guiné-Bissau tem, mas afirmou que o executivo já demonstrou "o caminho que quer seguir".

Um dos caminhos, disse Té, é a melhoria das relações com os parceiros internacionais, nomeadamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial.

O Banco Mundial anunciou, em janeiro, que tinha suspendido todas as operações e financiamentos à Guiné-Bissau, no seguimento do golpe de Estado de final de novembro, e que estava a "monitorizar atentamente" a situação no país.

"O Grupo Banco Mundial está a monitorizar atentamente a situação na Guiné-Bissau", disse uma fonte oficial em resposta a questões da Lusa, nas quais confirma que os desembolsos e os projetos foram suspensos neste país lusófono africano.

"Não existe o abandono da Guiné-Bissau por parte do Banco Mundial. Existe cooperação técnica e avaliação normal entre parceiros internacionais", disse hoje o primeiro-ministro guineense.

Ilídio Vieira Té referiu-se também ao FMI para destacar a recente avaliação do desempenho macroeconómico do país feita pelo Fundo, em que a Guiné-Bissau alcançou recentemente um acordo técnico que vai permitir ao país receber um desembolso de 3,3 milhões de dólares.

O acordo, no âmbito do programa de ajustamento financeiro, está ainda sujeito à aprovação da direção da instituição.

Há um mês, o FMI anunciou que estava a "reavaliar o programa de assistência financeira à Guiné-Bissau, em curso desde 2023, aprovado no final de janeiro desse ano, num total de 37,9 milhões de dólares (32,6 milhões de euros), e aumentado no final desse ano para cerca de 53 milhões de dólares (46 milhões de euros).

Deste valor, a Guiné-Bissau já recebeu cerca de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) desde o início do programa.

Ilídio Vieira Té destacou ainda que o Governo de transição vai continuar com a política de pagamento presencial dos salários aos funcionários públicos, após a experiência com os trabalhadores do Ministério da Educação.

O primeiro-ministro do Governo de transição reconheceu que o executivo trabalha sob "enorme pressão de não falhar com os guineenses", mas tudo fará para garantir a estabilidade institucional fazendo ajustes no elenco "só se forem necessários".

A autoridade do Estado será preservada pelo Governo, disse Ilídio Vieira Té, para quem a instrumentalização política e a divisão étnica serão combatidos na Guiné-Bissau que, disse, não poderá olhar pela sua diversidade como uma ameaça.

O governante reiterou que o país se auto suspendeu na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) por não ser obrigado a manter-se numa organização que não respeita a Guiné-Bissau.

"Quem não nos respeita não somos obrigados a respeitar essa instituição, enquanto Estado soberano", declarou.

 Em relação às eleições legislativas e presidenciais marcadas pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, para 06 de dezembro, Vieira Té afirmou que ao invés de um recenseamento eleitoral de raiz serão feitas atualizações progressivas dos cadernos.

 Um autodenominado Alto Comando Militar protagonizou um golpe de Estado na véspera do anúncio dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, realizadas no dia 23 de novembro de 2025.

Os militares alegaram como fundamento a iminência de uma guerra civil no país.

Na sequência do golpe de Estado, a Guiné-Bissau foi suspensa das várias organizações de que é membro, nomeadamente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana e CPLP, que reclamam o regresso à normalidade constitucional para levantar a medida.

A CPLP cancelou uma missão de bons ofícios que tinha agendado para de 17 a 21 de fevereiro, depois da troca de acusações entre a Guiné-Bissau e Timor-Leste, que assumiu temporariamente a presidência da organização, que era detida por Bissau.

A CEDEAO e a União Africana enviaram missões à Guiné-Bissau, que estão a mediar o processo de transição no país, que os militares definiram pelo período máximo de 12 meses.

UE aprova sanções contra cidadãos russos por violação de direitos humanos... Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov.

Por  sicnoticias.pt

A União Europeia (UE) aprovou esta segunda-feira, sanções contra oito cidadãos russos, incluindo dois juízes e um procurador, por "violação grave de direitos humanos" e por "minarem a democracia e o Estado de Direito".

Estas sanções foram aprovadas numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas.

Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov, indicou o Conselho da UE, num comunicado.

"As medidas aprovadas também visam os diretores de colónias penais e de um centro de pré-detenção, onde estão detidos os presos políticos Aleksei Gorinov, Pavel Kushnir, Mikhail Kriger e a jornalista Maria Ponomarenko, que se exprimiram contra a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e criticaram o regime de [do Presidente russo, Vladimir] Putin", referiu a mesma nota informativa.

Segundo o Conselho da UE, os indivíduos em questão ficam sujeitos a um congelamento de bens e "os cidadãos e empresas da UE ficam proibidos de disponibilizar-lhes fundos".

"Os indivíduos visados também estão sujeitos a uma proibição de viagens, que os impede de entrar ou transitar por território da UE", mencionou ainda o comunicado.

Na nota informativa, a UE frisa que se mantém "inabalável na sua condenação das violações e repressões de direitos humanos na Rússia" e que está "profundamente preocupada com a contínua deterioração da situação dos direitos humanos no país, especialmente no contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia".

Estas medidas enquadram-se num regime de medidas restritivas da UE contra as violações de direitos humanos na Rússia, aprovado após a morte do opositor Alexei Navalny em 2024, e são independentes do 20.º pacote de sanções que está hoje a ser discutido na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros e que não deverá ser aprovado por oposição da Hungria.

Havana acusa EUA de quererem provocar "catástrofe humanitária" na ilha... Cuba afirmou hoje que a "escalada agressiva" conduzida contra a ilha caribenha pelos Estados Unidos visa "provocar uma catástrofe humanitária" e que defenderá "com vigor e coragem" o direito à autodeterminação, disponibilizando-se, contudo, para o diálogo.

Por LUSA 

Ao discursar em Genebra na 61.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que hoje arrancou na cidade suíça, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, condicionou, porém, o diálogo com Washington à obrigatoriedade de existir um respeito mútuo.

Rodríguez lembrou que a crise humanitária em Cuba é consequência do que Havana designa como um "cerco energético", resultante da ação militar norte-americana na Venezuela e da decisão de Washington de ameaçar com tarifas os países que exportem petróleo para a ilha caribenha, e que pode ser evitada.

"Pode uma grande potência permitir-se tentar destruir uma pequena nação, provocar uma tragédia humanitária, arrasar a sua cultura nacional. (...) Tudo isso sob o grosseiro pretexto da segurança nacional?", questionou o chefe da diplomacia cubana, que também participou hoje em Genebra numa Conferência da ONU sobre Desarmamento.

Nesse ponto, reconheceu que a situação criada pelos Estados Unidos em relação a Cuba provocará "privações e sofrimentos", embora tenha manifestado confiança em que serão encontradas "soluções criativas" para mitigar os danos humanitários.

Contudo, na mesma intervenção, o ministro assegurou que "existe igualmente disponibilidade para um diálogo com os Estados Unidos", sublinhando que este deverá basear-se "no Direito internacional, no respeito mútuo, no benefício recíproco, sem pré-condições nem ingerência nos assuntos internos".

Rodríguez indicou que o objetivo deverá ser "alcançar uma relação civilizada no quadro das diferenças" entre os dois países "e até promover a cooperação".

Numa passagem do seu discurso, o ministro cubano saudou a "resistência comunitária do povo do Minnesota", numa referência às manifestações contra a política de imigração do Governo federal norte-americano e às ações da polícia de imigração, conhecida como ICE.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o embargo norte-americano à ilha, em vigor desde 1962, e tem pressionado outros países a cessarem o envio de petróleo para Cuba.

A ilha, igualmente fragilizada pelo fim do fornecimento de crude por parte da Venezuela, enfrenta graves carências de combustível e cortes de eletricidade.

"Os Estados Unidos impõem agora um bloqueio energético e pretendem provocar uma catástrofe humanitária, utilizando como pretexto a afirmação absurda de que Cuba constituiria uma ameaça invulgar e extraordinária para a sua segurança nacional", insistiu o chefe da diplomacia cubana.

Esta "escalada agressiva", considerada "criminosa e ilegal", constitui, segundo Rodríguez, "uma punição coletiva implacável infligida ao povo cubano".

No final de janeiro, um decreto norte-americano assinado por Trump qualificava a ilha como uma "ameaça extraordinária" para os Estados Unidos.

"Cuba não ameaça os Estados Unidos nem qualquer outro país, Cuba não é o país que aplica a Doutrina Monroe em matéria de segurança e defesa nacionais com um objetivo de dominação, nem aquele que mobiliza forças militares e viola a soberania e a integridade territorial de outros Estados", insistiu o chefe da diplomacia cubana.

A Doutrina Monroe, de 1823, tem sido mencionada pela administração Trump para reclamar a primazia política e estratégica no hemisfério ocidental.

"Permanecer impassível perante estas tentativas de impor uma tirania mundial coloca em perigo todos os Estados, sem exceção", sublinhou o ministro cubano, apelando aos países participantes na Conferência da ONU sobre Desarmamento para criarem "uma aliança internacional ampla e sólida".

"É urgente que a Conferência assuma plenamente as suas responsabilidades, sobretudo num contexto mundial cada vez mais perigoso e complexo", acrescentou.

Cuba, reiterou, "não está disposta a ceder às ameaças nem a renunciar à (sua) autodeterminação. Cuba não ataca ninguém, mas defenderá firmemente a sua soberania e independência. Impediremos uma crise humanitária em Cuba, mesmo que isso nos custe duras provações e sofrimentos", afirmou.

Na semana passada, o Presidente norte-americano considerou que Cuba é uma "nação falida", instando o seu território vizinho e adversário ideológico a alcançar um acordo, ao mesmo tempo que afastou a hipótese de uma operação destinada a derrubar o regime de Havana.

No passado dia 13 de fevereiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou-se "extremamente preocupado" com o agravamento da situação socioeconómica em Cuba.

Governo nigeriano pagou resgate ao Boko Haram para libertar reféns... O Governo nigeriano pagou ao grupo extremista Boko Haram um resgate para libertar até 230 crianças e funcionários sequestrados numa escola católica em novembro, disseram fontes dos serviços secretos à agência France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Dois comandantes do Boko Haram também foram libertados como parte deste acordo relativo aos alunos da escola Saint Mary, no estado do Níger (oeste), o que viola a lei nacional que proíbe pagamentos a sequestradores.

Autoridades do Governo nigeriano negam ter pagado dinheiro ao grupo armado que, em 21 de novembro, sequestrou cerca de 300 alunos e funcionários do internato Saint Mary, no centro do estado de Níger, dos quais pelo menos 50 conseguiram escapar.

O Boko Haram, que lidera uma insurreição sangrenta desde 2009 no nordeste da Nigéria e se especializou em sequestros em massa, não foi diretamente ligado a este sequestro.

Mas várias fontes de segurança afirmaram à agência AFP que um dos seus comandantes mais temidos era o responsável. Trata-se do extremista Sadiku, chefe de uma célula no estado do Níger.

Os alunos e funcionários de Saint Mary foram libertados após duas semanas de negociações conduzidas por Nuhu Ribadu, conselheiro de segurança nacional da Nigéria, com o Governo a afirmar que não tinha pagado qualquer resgate.

Em resposta às perguntas da AFP, os serviços de segurança nigerianos negaram categoricamente ter pagado qualquer quantia, afirmando que "os agentes do governo não pagam resgates".

No entanto, quatro fontes próximas das negociações afirmaram que o Governo pagou um resgate muito elevado para obter a libertação dos alunos e do pessoal.

Uma fonte avançou o valor de 40 milhões de nairas por pessoa, ou seja, cerca de sete milhões de dólares no total (cerca de 5,9 milhões de euros).

Outra fonte avançou um valor inferior, nomeadamente dois mil milhões de nairas (1,5 milhões de dólares, cerca de 1,2 milhões de euros)).

O dinheiro foi transportado de helicóptero até ao bastião do Boko Haram em Gwoza, no estado de Borno, no nordeste do país, na fronteira com os Camarões, e entregue a Ali Ngulde, um comandante extremista da região, disseram várias fontes à AFP.

O país é há muito tempo vítima de sequestros em massa, com gangues armados locais chamados de "bandidos" e grupos extremistas que às vezes se juntam para extorquir milhões das famílias dos reféns, com as autoridades a demonstrarem ser impotentes para impedir estes crimes.


Leia Também: Governo nigeriano culpa grupo Boko Haram por ataque que matou 175 pessoas

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado da passada terça-feira às comunidades de Woro e Nuku, no estado de Kwara (centro-oeste), ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, divulgou hoje a imprensa internacional.


Finanças: Guiné-Bissau pode receber mais três milhões de dólares, de Acordo de Facilidade de Crédito com o FMI

Bissau, 23 Fev 26 (ANG) - A Guiné-Bissau poderá receber um desembolso de aproximadamente 3,3 milhões de dólares, por parte do Fundo Monetário Internacional(FMI), após um acordo alcançado entre as partes a nível técnico sobre políticas económicas que poderão apoiar a 9ª e a 10ª Revisões do Acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF).

Segundo o Jornal Nô Pintcha que cita o comunicado do FMI, divulgado no termo de uma missão ao país, que decorreu de 3 à 13 de Fevereiro corrente, o referido acordo está sujeito à aprovação da Administração e do Conselho Executivo da instituição e depende da implementação das ações "prévias acordadas".

O mesmo comunicado indica que, na sequência do acordo alcançado em Outubro de 2025 para a Nona Revisão, a implementação do programa em algumas áreas foi adiada devido ao golpe militar de Novembro último.

"Apesar do referido desenvolvimento e do aumento das restrições financeiras, o Governo de Transição demonstrou um forte compromisso com os objetivos do programa apoiado pelo ECF", refere o FMI.

Ainda no comunicado, o FMI revela que  foi alcançado um acordo para prorrogar o programa apoiado pela ECF por cinco meses, até 29 de Dezembro de 2026, visando consolidar as políticas económicas e apoiar a implementação do orçamento de 2026, considerado fundamental . para manter a sustentabilidade da dívida.

O Chefe da Missão de FMI para Guiné-Bissau, Niko Hobdari,  discutiu no país, nesse período, com as autoridades guineenses as políticas macroeconómicas no contexto da 9ª e 10ª revisões do acordo ECF.

Niko Hobdari declarou que a conclusão das revisões pelo Conselho Executivo do FMI permitirá o desembolso de cerca de 3,3 milhões de dólares, elevando o total de financiamento ao abrigo do acordo para quase 51,6 milhões de dólares.

Segundo o Chefe da Missão, o crescimento económico em 2025 está estimado em 5,5%, apoiado pela forte produção de caju e pela evolução favorável dos termos de troca, sendo que a inflação média diminuiu para 0,9%, refletindo os preços mais baixos dos alimentos.

“Apesar de a dívida pública ter diminuído para 74,3% do PIB, o FMI acredita que a consolidação orçamental sustentada e políticas Deus obrigado endividamento prudentes são fundamentais para manter a dívida pública numa trajetória de declínio firme, a médio prazo”, refere  o comunicado.

ANG/MI/ÂC//SG

Decorre neste momento a reunião interministerial presidida pelo Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té. O encontro visa debater a tragédia do incêndio num contentor de combustível improvisado, ocorrido em Bafatá, que provocou vários feridos e mortos.

O Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té promove nesta Segunda-feira, em Conferência de Imprensa para o balanço de 100 dias de governação.


União Africana condena "atos de terrorismo" no noroeste da Nigéria... A União Africana (UA) condenou hoje "firmemente" os "ataques terroristas" de sábado no estado de Zamfara, noroeste da Nigéria, que resultaram na morte de mais de 50 civis e no rapto de mulheres e crianças.

© Shutterstock   Por LUSA  23/02/2026 

"A UA rejeita inequivocamente todos os atos de terrorismo e extremismo violento contra populações civis, particularmente mulheres e crianças, como graves violações dos direitos humanos e sérias ameaças à paz, à segurança e à estabilidade", afirmou o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, em comunicado.

Youssouf expressou ainda "plena solidariedade" da UA com a Nigéria e "sentidas condolências" às famílias das vítimas, reafirmando "apoio inabalável" aos esforços de Abuja para "abordar a insegurança e restaurar uma paz duradoura".

Por último, Youssouf pediu a libertação "imediata, segura e incondicional" de todas as mulheres e crianças raptadas.

Solicitou, por isso, um "reforço, coordenação e ação coletiva para proteger as populações civis e prevenir a repetição destas atrocidades, em linha e com o compromisso da UA com a paz, a segurança e a estabilidade no continente".

O ataque ocorreu na localidade de Dutsin Dan Ajiya, onde dezenas de homens chegaram em motocicletas, bloquearam as entradas e saídas, e começaram a disparar indiscriminadamente.

O massacre em Zamfara surge depois de outro ataque da mesma natureza, que ocorreu na quarta-feira e que deixou 33 pastores mortos no estado de Kebbi.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de uma sua dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).

Os grupos pretendem impor um Estado islâmico na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

O Boko Haram e o ISWAP mataram mais de 35 mil pessoas, muitas delas muçulmanas, e causaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.


Impressionante! 7 maneiras naturais de aumentar a energia (sem cafeína)... Se está a tentar reduzir as quantidades de cafeína que toma diariamente, mas não sabe como arranjar energia para enfrentar o dia a dia, estes especialistas encontraram uma solução. Eis as fórmulas naturais para ter picos de energia (saudáveis).

© Shutterstock  Inês Morais Monteiro noticiasaominuto.com  23/02/2026 

Está a tentar reduzir as quantidades de cafeína, mas sente-se sem forças? Especialistas de saúde do Very Well Health garantem que isso vai mudar — totalmente de forma natural!

Apesar dos inúmeros benefícios do café, há investigações que relacionam o consumo de cafeína com alguns problemas de sono e picos irregulares de energia. Portanto, se procura manter-se ativo, mas sem beber café, veja o que pode fazer. É mais simples do que parece.

Beba um copo de água para se hidratar

Estes especialistas clarificam que a desidratação, mesmo que numa fase "leve" é considerada uma causa comum de sensação de cansaço. "A água ajuda todos os sistemas do corpo a funcionar corretamente e é considerada a melhor bebida para se manter hidratado", uma vez que, "melhora o desempenho atlético, a atenção e a consciência".

Aproveite para passear

Caminhar pode "aumentar o estado de alerta e a energia ao aumentar o fluxo sanguíneo, os níveis de oxigénio e endorfinas naturais que o fazem sentir bem, como a serotonina e a dopamina (...) caminhar pelo menos 150 minutos por semana pode melhorar a energia e a resistência, além de aumentar o bem-estar mental e físico".

Opte por alimentos nutritivos

"Alimentos integrais com proteínas, fibras de baixo índice glicémico ajudam a aumentar a energia ao fornecer nutrientes saudáveis e a absorver os açúcares dos alimentos mais lentamente do que os alimentos refinados e açucarados".

Apesar dos alimentos açucarados serem associados ao "impulso rápido de energia, também causar quedas abruptas de energia quando o açúcar no sangue dispara e depois volta a cair".

Para lanches saudáveis e que aumentem a energia opte por:

  • Frutos secos
  • Frutas (aquelas com muito volume de água também melhoram a hidratação)
  • Vegetais
  • Edamame
  • Quinoa ou outros alimentos integrais
  • Ovos
  • Feijão e lentilhas

Faça uma sesta

Estudos citados pela mesma fonte revelam que uma boa sesta pode ajudar a "diminuir os efeitos da privação de sono e a aumentar o desempenho mental e físico". As power naps são o tipo de sesta mais recomendada.

Saiba aqui em quê que consiste uma power nap e qual é o tempo recomendado deste tipo de "sesta milagrosa".

Pratique exercício físico regularmente

Apesar de parecer contraditório e fazer com que canse ainda mais, há exercícios de intensidade moderada que "podem aumentar a energia e diminuir a sensação de fadiga ao longo do tempo, especialmente quando realizados regularmente", descrevem.

"O exercício físico dá-nos um impulso porque melhora a forma como nossas mitocôndrias celulares produzem e entregam energia, aumenta o fluxo sanguíneo que ajuda a fornecer oxigénio e nutrientes ao corpo, e promove um sono melhor".

Faça alongamentos

Uma sessão curta de alongamento, de acordo com estes especialistas, pode "aumentar o fluxo sanguíneo e melhorar os níveis de energia". E bastam apenas 10 minutos de alongamento durante o dia de trabalho "que aumentam a vitalidade e a saúde mental, diminuindo o cansaço, a dor corporal e a ansiedade dos trabalhadores".

Reduzir o stress

Não existe uma fórmula mágica para fazer isto, mas pode ser combatido! Saiba que o stress, "quando se prolonga durante longos períodos, tem efeitos negativos no sistema nervoso e endócrino e outros do corpo, o que pode reduzir a energia e aumentar a fadiga".

Práticas para reduzir o stress:

  • Dormindo bem
  • Através de meditação
  • Exercício físico regular

Kallas exige que Rússia saia de territórios ocupados na Geórgia e Moldova... A chefe da diplomacia da UE exigiu hoje que a Rússia se retire dos territórios ocupados em países como a Geórgia ou Moldova no âmbito de um plano de paz para a Ucrânia.

© SIMON WOHLFAHRT / AFP via Getty Images  Por LUSA  23/02/2026 

Em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas, Kaja Kallas confirmou as notícias que indicavam que está a desenvolver uma proposta para que a Rússia se retire dos territórios ocupados na Ucrânia, mas também em regiões da Geórgia, Arménia ou Moldova, no âmbito de um plano de paz.

"É verdade que a Rússia ocupou muitos territórios e as suas forças estão em vários lugares, por exemplo na Geórgia ou na Moldova. Por isso, deveria ser claro que, para se conseguir alcançar uma paz duradoura, eles deveriam retirar-se dos territórios ocupados em que se encontram", afirmou.

Kallas admitiu que, para alguns, estas exigências possam ser consideradas irrealistas, "mas, francamente, as exigências que estão a ser feitas pela Rússia [nas negociações para a paz na Ucrânia] também não são realistas de todo".

"Estão a exigir territórios que ainda nem sequer conquistaram militarmente. Por isso, esta proposta é para equilibrar um bocadinho a situação negocial e trazer realmente o foco para onde está o problema, que é no facto de a Rússia continuar a atacar os seus vizinhos", disse.

Depois de já ter dito por diversas vezes que acha que o tamanho das Forças Armadas russas deveria ser limitado no âmbito de um plano de paz, Kaja Kallas foi questionada sobre qual é que acha que deveria ser esse limite.

"Não me cabe a mim dizer, mas, se as Forças Armadas da Ucrânia forem limitadas, então também deveria haver limitações nas Forças Armadas russas, porque elas é que são verdadeiramente o problema", referiu.

Sobre o facto de Steve Witkoff, enviado especial norte-americano para as negociações, ter manifestado otimismo, Kallas disse não partilhar esse otimismo, "porque os negociadores do lado russo não está a ser verdadeiramente sérios nem estão dispostos a falar de nada de natureza política".

"Temos visto muita pressão sobre a Ucrânia para ceder e desistir, mas eles não estão a desistir e isso não traria uma paz de longo prazo. Por isso, não estou muito otimista de que veremos quaisquer resultados nas próximas semanas ou meses", afirmou.

Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas foi ainda questionada sobre a situação no Irão, tendo afirmado que a "situação é muito intensa", que "não é necessária outra guerra na região", mas antes uma "solução diplomática"

"Estamos disponíveis para contribuir e não é apenas a questão nuclear, mas também o programa de mísseis balísticos e outras questões. É verdade que o Irão está mais fraco do que nunca. Deveríamos verdadeiramente usar este contexto para encontrar uma solução diplomática", disse.


Leia Também: Kallas descarta que MNE aprovem hoje 20.º pacote de sanções à Rússia

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, descartou que os ministros dos Negócios Estrangeiros consigam aprovar hoje o 20.º pacote de sanções à Rússia, ao contrário do que estava previsto, por oposição da Hungria.

"Penso que Putin já começou (a "Terceira Guerra Mundial")", diz Zelensky... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse à BBC que o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou a "Terceira Guerra Mundial" defendendo pressões militares e económicas para obrigar a Rússia a retirar as forças da Ucrânia.

© Lusa  23/02/2026 

"Penso que Putin já começou (a "Terceira Guerra Mundial"). A questão é quanto território vai conseguir conquistar e como impedi-lo (...). A Rússia quer impor um modo de vida diferente ao mundo e mudar a vida que as pessoas escolheram", disse Zelensky em entrevista à estação pública britânica BBC divulgada hoje. 

No domingo, já foram assinalados quatro anos do início da campanha militar de grande escala da Rússia contra todo o território ucraniano, que se completam na terça-feira.

Em 2014, a Rússia já tinha invadido a Ucrânia anexando a Península da Crimeia. 

O Presidente ucraniano disse na mesma entrevista que recusa pagar o preço de um cessar-fogo exigido por Putin, que passa pela retirada de territórios estratégicos que a Rússia não conseguiu capturar.

Zelensky rejeitou mais uma vez a exigência da Rússia de que a Ucrânia entregue 20% da região leste de Donetsk, bem como territórios nas regiões a sul de Kherson e Zaporijia.

Insistiu que a Rússia iniciou a guerra e reforçou que "travar" Putin é uma vitória para o mundo inteiro.

Portugal foi o país da UE onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023... Portugal foi o Estado-membro da União Europeia onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023, de acordo com dados divulgados pela Pordata, apesar de estar longe de ser o país com a maior percentagem de população estrangeira.

Por  LUSA 

Esta informação consta de uma plataforma interativa, hoje lançada pela Pordata, que, com base nos dados estatísticos do Eurostat, faz um retrato comparativo dos 27 Estados-membros da União Europeia com base em quatro temas: população, economia, custo de vida e rendimentos, energia e ambiente.

No que se refere à população, a Pordata indica que Portugal foi o país da União Europeia (UE) onde entraram mais imigrantes entre 2012 e 2023, "com uma taxa de crescimento médio anual de 34,3% face a 8,8%" a nível médio europeu.

O país com a segunda taxa mais elevada é a Estónia (30,3%), seguido da Lituânia (30,2%).

No entanto, apesar deste aumento na entrada de imigrantes, Portugal está longe de ser o país com a maior percentagem de população residente: com 9,6%, Portugal encontra-se em 12.º lugar, muito longe do Luxemburgo, onde cerca de 47,3% dos residentes são estrangeiros -- a taxa mais elevada a nível da UE.

De acordo com estes dados, Portugal é o segundo país mais envelhecido da UE, apenas ultrapassado pela Itália: há 53 jovens por cada 100 idosos. Na Irlanda, o país da UE com a população mais jovem, a proporção é significativamente maior: há 122 jovens por cada 100 idosos.

Em Portugal, de acordo com os dados da Pordata, apenas um quarto dos agregados familiares (25,6%) tem crianças, "menos 6,8 pontos percentuais do que em 2011", sendo a Eslováquia o país onde há mais famílias com crianças (35,6%).

Portugal é também o país da UE onde a população ativa é menos escolarizada. De acordo com a Pordata, quatro em cada 10 pessoas não têm ensino secundário em Portugal, muito acima de países como a Polónia ou a Lituânia, onde apenas uma pessoa em cada 10 não concluiu esse grau ensino.

No entanto, na população entre os 25 e os 34 anos, "Portugal já revela uma escolarização alinhada com a média global da UE (43,2% com ensino superior face a 44,1% na UE)", refere a Pordata.

Há também cada vez mais pessoas a viver sozinhas na UE. Segundo a Pordata, entre 2011 e 2023, "mais de 25 milhões de pessoas passaram a viver sozinhas, um aumento de 28%".

"Em Portugal, foram mais 366 mil pessoas, um aumento de quase 50%", indica a Pordata.

A plataforma hoje lançada pela Pordata visa comemorar os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em janeiro de 1986. Com dados do Eurostat, esta plataforma permite comparar as estatísticas dos 27 Estados-membros da UE e analisar a posição de Portugal sobre os diferentes tópicos face aos restantes países europeus.


O Presidente russo declarou hoje o desenvolvimento das forças nucleares da Rússia uma "prioridade absoluta", após o fim do último tratado de desarmamento com os Estados Unidos, prometendo continuar a "fortalecer" as forças armadas russas que combatem na Ucrânia.

Episódio Completo: Podemos atrasar o envelhecimento: Será também possível reverter o processo?

Por  SIC Notícias

Elsa Logarinho acredita que sim. "Com todo o avanço na compreensão da biologia fundamental do envelhecimento, considero que será possível a reversão". No último episódio do Admirável Mundo Novo, a bioquímica que lidera o Laboratório de Envelhecimento e Aneuploidia do i3S, no Porto, guia-nos pelas últimas descobertas que a impressionaram e pelos importantes contributos do seu grupo de investigação.

O envelhecimento não é um processo uniforme. Os diversos orgãos do corpo envelhecem a ritmos diferentes. Em 2025, investigadores da Universidade de Stanford, nos EUA, conseguiram determinar a idade biológica de 11 órgãos através de uma análise ao sangue. O grupo liderado por Tony Wyss-Coray constatou também que a idade biológica do cérebro e do sistema imunitário são os principais indicadores de uma longevidade saudável.

É uma das descobertas que Elsa Logarinho destaca no Admirável Mundo Novo. E que reforça a ideia de que será possível travar - e talvez reverter - os danos provocados pelo envelhecimento.

"Apontam o envelhecimento imunitário como um processo modificável, passível de ação e reversível", sublinha.

Elsa Logarinho lidera Laboratório de Envelhecimento e Aneuploidia no i3SDR / SIC

O grupo de investigação que lidera no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, no Porto, tem feito contribuições de peso na área do envelhecimento. Nomeadamente a descoberta do papel do gene FOXM1 "na qualidade com que é feita a divisão celular". O envelhecimento está associado à acumulação progressiva de danos celulares. Aumentando os níveis de FOXM1, os investigadores do i3S conseguiram reverter sinais de envelhecimento e aumentar em 25% a longevidade em ratinhos.

"Isto aponta o FOXM1 como um fator de rejuvenescimento. Vamos agora testar esta hipótese: corrigir os níveis de FOX-1 só no sistema imunitário será suficiente para rejuvenescer todo um organismo?"

É uma pergunta gigante. Mas há coisas que já sabemos, lembra Elsa Logarinho: "Nós sabemos que podemos atrasar o envelhecimento". Não só com "as novas intervenções terapêuticas que têm vindo a surgir, mas também com aquilo que já sabemos há muito tempo: uma boa alimentação, a prática de exercício físico, umas boas horas de sono. Tudo isto atrasa o envelhecimento. Dá-nos uma longevidade mais saudável."

Em 2025 o Conselho Europeu de Investigação atribuiu uma bolsa de 10 milhões de euros ao consórcio que Elsa Logarinho lidera em Portugal e que inclui dois grupos de investigação em França. O consórcio CenAGE vai estudar "a instabilidade dos centrómeros, regiões de DNA repetitivo dos cromossomas, como caraterística e/ou causa do envelhecimento".

O projeto poderá, acredita Elsa Logarinho, "transformar conceptualmente a biologia do envelhecimento ao revelar os centrómeros como protagonistas da instabilidade genómica e do declínio funcional associado à idade". Poderá também "abrir portas a novas terapias para doenças do envelhecimento".

A generosa e prestigiante "ERC Synergy Grant" financia investigação básica de excelência e distingue projetos "com potencial de inovação disruptiva".

Presidente do México pede "calma" após morte de líder do narcotráfico... A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu hoje à população que mantenha "a calma", após a morte do líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', que desencadeou uma onda de violência.

Por LUSA 

Numa mensagem partilhada nas redes sociais, a chefe de estado do México referiu haver "absoluta coordenação com os governos de todos os estados" e assegurou que, apesar dos bloqueios de estradas e protestos violentos, na "maior parte do território nacional" as atividades estão a decorrer com "total normalidade".

"Devemos manter-nos informados e com calma", salientou.

De acordo com o exército mexicano, 'El Mencho' foi ferido durante uma operação realizada na localidade de Tapalpa, no estado de Jalisco (oeste), e morreu "durante o seu transporte aéreo para a Cidade do México".

Oseguera era um dos líderes de cartéis mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam até 15 milhões de dólares (cerca de 12,7 milhões de euros ao câmbio atual) pela sua captura.

A morte de 'El Mencho' é um dos golpes mais duros desferidos ao narcotráfico desde a prisão dos fundadores do cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán 'El Chapo' e Ismael 'Mayo' Zambada, detidos nos Estados Unidos.

Homens armados bloquearam com carros e camiões incendiados várias estradas do estado de Jalisco (oeste), em reação a uma operação das forças federais na região.

O cartel de Oseguera, formado em 2009, tornou-se num dos grupos de narcotraficantes mais violentos do México, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Washington classificou o cartel Jalisco Nueva Generación como organização terrorista e acusou a organização criminosa de tráfico de cocaína, heroína, metanfetaminas e fentanil.

Entretanto, os Estados Unidos e o Canadá apelaram aos seus cidadãos para que evitem sair à rua no estado mexicano de Jalisco.

O Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP) anunciou o cancelamento de todos os voos internacionais e da maioria dos voos nacionais no Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta (cidade costeira do estado de Jalisco).

Num comunicado, citado pela agência EFE, o GAP refere que a onda de violência não afetou a operação interna nem a segurança do aeroporto, que está sob proteção de elementos da Guarda Nacional e da Secretaria da Defesa Nacional.

De acordo com o GAP, a suspensão de voos foi uma decisão das companhias aéreas.

Entretanto, companhias aéreas norte-americanas como a United, Southwest e Alaska e as canadianas Air Canada e WestJet/Sunwing anunciaram o cancelamento dos voos para vários destinos no México, incluindo Puerto Vallarta.

Puerto Vallarta, que tem cerca de meio milhão de habitantes, é um dos principais destinos turísticos da costa do Pacífico do México.


O Cartel Jalisco Nova Geração, no México, está a levar a cabo uma onda de ataques em várias zonas do país, após o seu líder, conhecido por 'El Mencho' ter ser abatido durante uma operação militar. Para já não há relato oficial de vítimas. Vídeos partilhados nas redes sociais mostram momentos de pânico da população.


EUA alertam que Irão pode ter bomba nuclear pronta em uma semana... O Irão garante que o trabalho com urânio enriquecido não é para a construção de uma bomba. Os Estados Unidos asseguram que sim e têm o apoio de Israel para repetir os ataques aliados de junho contra alvos em território iraniano.

Por Sicnoticias 

Os Estados Unidos acreditam que o Irão pode ter uma bomba nuclear pronta dentro de uma semana. Por isso mesmo, a presença militar norte-americana no Golfo Pérsico está a aumentar, e Israel já afirmou estar preparado para uma nova aliança com os Estados Unidos para voltar a atacar alvos iranianos. Ao mesmo tempo, o povo do Irão continua os protestos contra o regime.

Witkoff é o homem escolhido por Donald Trump para negociar o fim do programa nuclear no Irão. É também o homem que acaba de fazer uma afirmação explosiva:

"Têm enriquecido urânio muito além do necessário para produzir energia nuclear civil. Chegam aos 60% de pureza físsil. Provavelmente estão a uma semana de ter material industrial, de fabricar bombas de nível undustrial, e isso é muito perigoso."

Esta declaração justifica as movimentações dos militares norte-americanos. No Golfo Pérsico já se encontram dois porta-aviões e vários navios de carga, que apoiam uma frota marítima e aérea de considerável capacidade de destruição, mas talvez não com o poder de dissuasão que Trump esperava.

"Com este tipo de pressão, com a quantidade de poder naval que temos lá, porque não vieram ter connosco e dizer 'declaramos que não queremos uma arma, por isso eis o que estamos dispostos a fazer', porquê? É difícil levá-los a esse ponto."

O Irão garante que o trabalho com urânio enriquecido não é para a construção de uma bomba. Os Estados Unidos asseguram que sim e têm o apoio de Israel para repetir os ataques aliados de junho contra alvos em território iraniano. Trump esperava que esta possibilidade tivesse outro efeito em Teerão.

"Não quero usar a palavra 'frustrado', porque ele entende que tem muitas alternativas, mas está curioso por saber por que não cederam… Não quero usar a palavra 'capitularam', mas por que não capitularam?"

O povo iraniano também se manifesta nas ruas, um rotundo não à bomba e não à guerra, o que significa que o regime dos aiatolas enfrenta oposição interna e externa. O presidente iraniano já afirmou que não vai ceder perante as ameaças militares, acrescentadas ao discurso mundial no meio das negociações de paz com a República Islâmica.

Sobre os protestos em Teerão, Masoud Pezeshkian não comentou, mas muitos manifestantes que começaram a invadir as ruas do Irão em dezembro passado protestavam contra a crise financeira e de valores imposta por um regime ortodoxo e castrador de liberdades.

No início, o verbo do aiatola ficou logo definido:

"Falamos com os manifestantes, eles devem falar, as autoridades devem falar com os manifestantes, mas não faz sentido falar com os desordeiros. Os desordeiros devem ser postos no seu lugar"

O povo iraniano rejeita a classificação de motins e garante que se trata antes de repressão policial, que resultou em mais de 30 mil mortos e mais de 50 mil detidos. No início dos protestos, Trump avisou:

"Se começarem a matar pessoas como fizeram no passado, penso que vão ser severamente atingidos pelos Estados Unidos."

O facto é que houve mortes e o presidente Trump não interveio. Agora ameaça fazê-lo devido ao programa nuclear, num fim de semana em que os protestos civis voltaram em força às cidades do Irão.


Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto?

Rússia lança 300 drones e 50 mísseis contra a Ucrânia numa só noite... Apesar das defesas antiaéreas terem abatido a maioria dos projéteis, 37 atingiram diretamente o solo, causando pelo menos 18 mortos e mais de 40 feridos.

Por  SIC Notícias

A Ucrânia foi alvo de intensos ataques russos na última noite. Foram lançados quase 300 drones e 50 mísseis contra território ucraniano. Pelo menos uma pessoa morreu e 17 ficaram feridas. O sistema energético, já fragilizado, foi de novo atingido.

A partir das quatro da manhã, os ucranianos perceberam que estavam perante mais uma intensa investida russa.

A Rússia começou a lançar mísseis e drones, uns a seguir aos outros, para diferentes zonas do país. Foram atingidas a região de Odessa, no sul, Poltava, no leste, o centro do país, mas o principal alvo foi a capital.

Valentyna vive num bairro nos subúrbios de Kiev e ficou presa debaixo do telhado que ruiu.

"Não consegui sair porque o teto tinha desabado, estava descalça e a escada para o primeiro andar estava completamente coberta pelo teto, vidro e outros escombros… de alguma forma consegui passar, e depois vi que o edifício estava a arder", contou.

Ela e outras sete pessoas, incluindo uma criança, tiveram de ser retiradas dos escombros.

"Fiquei em choque. Mesmo agora, parece que estou a sonhar."

Valentyna, que ao fim de quatro anos viveu a guerra de perto, diz que o mundo não está a fazer o que pode.

"Olhem, olhem que genocídio. Vejam o que está a acontecer; não há fim à vista. E onde está o mundo a olhar?"

Em poucas horas, a Rússia lançou quase 300 drones e 50 mísseis. A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas, mas mesmo assim pelo menos 37 atingiram o solo diretamente.

Em Odessa, o alvo foi a já frágil estrutura energética, o que causou diversos incêndios. Uma pessoa morreu e há pelo menos 17 feridos em todo o país.

A Ucrânia também lançou dezenas de drones para território russo. A Rússia afirma que os abateu. Quinze terão sido derrubados perto de Moscovo, o que causou fortes constrangimentos nos aeroportos da capital russa.

À parte dos ataques, houve duas explosões consecutivas em Lviv, no oeste do país. A polícia estava no local porque tinha sido chamada para uma suspeita de assalto quando as duas bombas foram detonadas. O incidente está a ser encarado como um ataque terrorista. Um polícia morreu e 24 pessoas ficaram feridas.

O presidente Zelensky garante que o ataque foi planeado pela Rússia.


Após quatro anos de conflito, as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia permanecem sem resultados concretos, apesar do envolvimento dos Estados Unidos. Um possível encontro entre Zelensky e Putin poderá acontecer nas próximas semanas com a presença de Trump.