sexta-feira, 26 de junho de 2026

VENEZUELA: Novo balanço sobe para 235 mortos e 4.300 feridos após sismo na Venezuela... O Governo da Venezuela elevou o número de mortos para 235 e o de feridos para 4.300, após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.

© Lusa    26/06/2026 

O novo balanço foi divulgado na noite de quinta-feira, na emissora estatal Venezolana de Televisión, pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, que indicou que o "maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira".

O anterior balanço, divulgado durante a tarde, apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos, sobretudo em La Guaira, no norte do país.

La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.

O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha.

Horas antes, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam "resgatar o maior número possível de pessoas com vida" dos edifícios que ruíram.

"Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve", acrescentou a chefe de Estado.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado na quinta-feira à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação.

A ajuda será entregue por dois voos hoje e no sábado, especificou Lula, na rede social X.

Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.

"As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos", referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.

O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.

Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com "esforços de ajuda" após os sismos.

A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.

O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.

Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros 10 juntar-se-ão a eles nos próximos dias.

Kim Jong-un pede postura militar "mortal e destrutiva" após testes de armamento

Kim Jong Un (AP)  Por  cnnportugal.iol.pt

Kim afirmou que a política de autodefesa da Coreia do Norte inclui o objetivo de fortalecer "a postura ofensiva mortal e destrutiva para que nenhum inimigo se atreva a confrontá-la"

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, apelou ao reforço da "postura ofensiva mortal e destrutiva" das forças armadas, após assistir a testes de armamento, avançou esta sexta-feira a imprensa estatal norte-coreana.

Os testes observados por Kim na quinta-feira tinham como objetivo avaliar o poder de uma ogiva de "missão especial" para um míssil balístico tático, um sistema de lançamento múltiplo de foguetes melhorado e a precisão de impacto de projéteis com alcance alargado de um obus autopropulsado, informou a KCNA.

De acordo com a agência de notícias oficial, o líder disse que os resultados dos testes comprovaram o progresso tecnológico alcançado num esforço para mudar a postura de fogo nas áreas da fronteira sul, numa referência à vizinha Coreia do Sul, país que conta com bases militares dos Estados Unidos.

Kim afirmou que a política de autodefesa da Coreia do Norte inclui o objetivo de fortalecer "a postura ofensiva mortal e destrutiva para que nenhum inimigo se atreva a confrontá-la", afirmou a KCNA.

"Fazer com que os inimigos sintam uma inquietação e um medo constantes é apenas um aspeto importante do exercício da dissuasão de guerra", disse o líder.

A KCNA disse que a ogiva de "missão especial" testada visa "infligir danos fatais a alvos importantes, incluindo aeródromos, portos e instalações energéticas do inimigo".

Na terça-feira, Kim anunciou que planeia construir, pelo menos, dois navios de guerra de cinco mil toneladas ou mais por ano e equipá-los com armas nucleares, avançou hoje a imprensa estatal.

De acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o contratorpedeiro Choe Hyon entrou ao serviço da Marinha norte-coreana, após uma cerimónia na cidade portuária de Nampo.

Na cerimónia, Kim enfatizou os planos de Pyongyang de construir anualmente dois navios de tonelagem igual ou superior, "incluindo cruzadores de 10 mil toneladas".

"O plano de equipar a Marinha com armas nucleares está a progredir como planeado", enfatizou Kim durante o evento, sublinhando que as capacidades marítimas de Pyongyang permitirão ao país assumir um papel "forte e fiável" na dissuasão nuclear.

O Choe Hyon é o primeiro contratorpedeiro de cinco mil toneladas a entrar ao serviço na Marinha da Coreia do Norte, enquanto o Kang Geon, um navio da mesma classe, iniciou os testes de avaliação no início do mês.

Um futuro navio de 10 mil toneladas seria semelhante à classe Arleigh Burke, a mais numerosa da Marinha dos EUA.

Esta semana, o líder reafirmou o compromisso da Coreia do Norte com o desenvolvimento do arsenal nuclear face ao que descreveu como o "uso indiscriminado da força" por parte dos Estados Unidos, bem como o conflito em curso no Médio Oriente.

A Coreia do Norte reiterou que não dialogará com Washington ou Seul se insistirem na desnuclearização, uma questão que Pyongyang omi