quinta-feira, 21 de maio de 2026

GAZA: Israel condiciona reconstrução de Gaza ao desarmamento do Hamas... O vice-representante israelita na ONU, Jonathan Miller, condicionou hoje o processo de reconstrução de Gaza ao desarmamento do grupo islamita Hamas, após o embaixador palestiniano, Riyad Mansour, defender o acordo alcançado entre as partes e pedir esforços iguais.

© Lusa    21/05/2026 

"A reconstrução de Gaza não poderá ter sucesso enquanto as milícias continuarem a controlar as ruas. E qualquer esforço sério para estabelecer a estabilidade e um Governo civil, assim como um futuro melhor para os palestinianos, fracassará a menos que o Hamas seja desarmado e o seu reinado de terror chegue ao fim", declarou o representante de Telavive.

O Conselho de Segurança da ONU realizou hoje uma sessão sobre a situação em Gaza, na qual Nickolay Mladenov, o alto representante do Conselho de Paz para Gaza, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, apresentou o relatório semestral sobre a implementação do plano para pôr fim ao conflito no enclave palestiniano.

Na sua intervenção, Jonathan Miller afirmou que o Hamas permanece "fortemente armado, possuindo ainda 'rockets', mísseis antitanque, espingardas automáticas e lançadores de granadas em toda a Faixa de Gaza": "Esta não é uma organização política que evoluiu para a diplomacia. É um exército terrorista que se prepara para a próxima guerra".

Por sua vez, Mansour defendeu o plano abrangente para pôr fim à guerra em Gaza e disse esperar que seja bem-sucedido.

"Não poupamos esforços para cumprir as nossas obrigações e compromissos, mas é essencial que todas as partes sigam os mesmos critérios", afirmou.

O representante palestiniano alertou Israel de que a implementação do plano não depende apenas das obrigações palestinianas e frisou que Telavive continua a cometer "assassínios na Faixa de Gaza".

No mesmo sentido, Nickolay Mladenov exigiu que Israel cumpra as suas obrigações no âmbito do acordo para a reconstrução de Gaza e afirmou que o cumprimento por parte dos palestinianos, por si só, não é suficiente.

"Embora continue a apelar ao Hamas e a outras fações palestinianas para que regressem à mesa das negociações e se envolvam construtivamente no roteiro e nos próximos passos para implementar os seus compromissos, permitam-me também afirmar claramente que a implementação não pode avançar apenas através das obrigações palestinianas", salientou o alto representante do Conselho de Paz.

"Os contínuos assassínios e as restrições israelitas que afetam os fluxos humanitários não são questões abstratas. Moldam a perceção diária dos palestinianos sobre se a guerra terminou e se este processo pode realmente proporcionar segurança, paz e recuperação. Estas realidades prolongam o sofrimento humanitário, mas também enfraquecem a confiança na própria estrutura do cessar-fogo", alertou.

Também o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Ramiz Alakbarov, afirmou alguns minutos antes que "os ataques israelitas continuam quase diariamente", causando dezenas de mortes, descrevendo também "ações armadas do Hamas e de outros grupos palestinianos".

Pelo menos 883 palestinianos foram mortos em Gaza por ataques israelitas durante o cessar-fogo, segundo um relatório divulgado hoje pelo Ministério da Saúde de Gaza. Outros 2.648 ficaram feridos.

No total, 72.775 pessoas morreram em Gaza como resultado da ofensiva israelita desde outubro de 2023, quando Israel iniciou os bombardeamentos em retaliação a um ataque de milícias de Gaza ao seu território, no qual 1.200 israelitas foram mortos e 251 foram feitos reféns. 

Gronelândia: EUA inauguram novo consulado sem presença de autoridades locais... Os Estados Unidos inauguraram hoje o seu novo consulado na Gronelândia, numa cerimónia sem a presença de representantes do Governo deste território autónomo dinamarquês, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou querer anexar.

© Rizwan TABASSUM / AFP via Getty Images    Por LUSA  21/05/2026 

O embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Ken Howery, e a cônsul, Susan Wilson, foram os encarregados de abrir o novo consulado no centro de Nuuk, a capital gronelandesa, depois de o enviado especial à Gronelândia, Jeff Landry, ter abandonado abruptamente a ilha ártica na quarta-feira, após três dias de visita.

O Presidente regional, Jens-Frederik Nielsen, já tinha anunciado há dois dias que não assistiria à cerimónia, assim como nenhum membro do seu Governo, embora o seu chefe de gabinete e alguns políticos e empresários gronelandeses tenham estado presentes, noticiou a televisão pública KNR.

"O Presidente [Trump] tirou de cima da mesa o uso da força. O futuro da Gronelândia é algo que os próprios gronelandeses devem decidir", declarou o embaixador norte-americano, segundo a KNR.

Um grupo de músicos havaianos tocou os hinos nacionais norte-americano e gronelandês enquanto eram servidos hambúrgueres, cachorros-quentes e frango frito, informou a comunicação social gronelandesa.

Com 3.000 metros quadrados, o novo consulado situa-se no centro de Nuuk e substitui o anterior, uma pequena casa perto do porto, inaugurado em 2020 numa cerimónia que contou com a presença de representantes dos Governos da Gronelândia e da Dinamarca.

Um grupo de gronelandeses tinha convocado uma manifestação em frente ao novo consulado após a inauguração, para demonstrar a sua oposição à política dos Estados Unidos em relação ao território.

Durante a sua primeira visita conhecida à ilha, Jeff Landry participou como observador numa conferência empresarial para a qual não tinha sido convidado e reuniu-se com Nielsen, além de manter encontros com empresários locais.

"Foram reiterados os mesmos pontos abordados desde o princípio: que pretendemos uma boa cooperação, assente no respeito mútuo, e que devemos respeitar a missão do grupo de trabalho entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia", afirmou Nielsen na terça-feira, após a reunião com o enviado especial norte-americano.

A insistência de Trump ao longo do último ano de que o seu país precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional colocou o reino dinamarquês sob uma pressão sem precedentes.

O anúncio, no final de fevereiro, de um acordo preliminar com a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) para reforçar a segurança no Ártico e o início das reuniões do grupo de trabalho de alto nível acordado entre os EUA, a Dinamarca e a Gronelândia ajudaram a reduzir a tensão.

Esse grupo realizou várias reuniões, cujo conteúdo não foi divulgado, embora os meios de comunicação de língua inglesa tenham sugerido que os Estados Unidos poderiam instalar mais bases militares na ilha, nos termos de um acordo de defesa assinado há várias décadas com a Dinamarca.


Leia Também: Estados Unidos defenderam reforço militar norte-americano na Gronelândia

O enviado do Presidente dos Estados Unidos para a Gronelândia disse hoje à Agência France Presse que Washington deve reforçar a presença no território autónomo dinamarquês.

GUINÉ-BISSAU: UNICEF e Japão apoiam comunidades guineenses vítimas de intempéries... Mais de 422 mil guineenses vulneráveis a intempéries, como cheias e inundações, vão beneficiar de um apoio de 720 mil dólares (cerca de 621 mil euros) para melhorar as condições de vida, sobretudo das crianças, foi hoje anunciado.

© Lusa    21/05/2026 

O apoio será disponibilizado pelo Governo do Japão e UNICEF, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, e será aplicado ao longo de doze meses nas regiões de Bafatá e Oio, segundo informação disponibilizada pelas Nações Unidas em Bissau, em comunicado.

O programa propõe-se alcançar "quase 184.000 crianças e mais de 238.000 membros da comunidade" e destina-se "a restaurar ambientes de aprendizagem seguros e a reforçar os serviços de água, saneamento e higiene (WASH), bem como a nutrição para crianças vulneráveis na Guiné-Bissau".

Segundo a fonte, "a Guiné-Bissau ocupa a quarta posição a nível mundial no Índice de Risco Climático para Crianças do UNICEF", figurando entre os países onde as crianças enfrentam riscos "extremamente elevados" decorrentes das alterações climáticas.

Chuvas intensas recentes, inundações e ventos fortes danificaram escolas e destruíram infraestruturas de água e saneamento, contaminando a água potável e aumentando o risco de má nutrição entre crianças que já vivem em condições frágeis, de acordo com a descrição.

Com o apoio do Governo do Japão, "as crianças terão escolas mais seguras, acesso à água potável e à nutrição de que necessitam para crescer com saúde e alcançar o seu potencial", segundo  Inoussa Kabore, representante do UNICEF na Guiné-Bissau, citado no comunicado.

O apoio financeiro servirá para reabilitar seis escolas afetadas pelas inundações, criando condições para 2.500 crianças e garantindo formação aos conselhos escolares.

As Nações Unidas realçam que "a Guiné-Bissau possui um dos sistemas educativos mais frágeis do mundo", onde "a taxa de conclusão do ensino primário é de apenas 27%, a mais baixa a nível global".

"Quase uma em cada cinco crianças entre os 6 e os 11 anos nunca frequentou a escola. Inundações e tempestades recentes danificaram pelo menos 33 escolas, afetando cerca de 9.000 alunos", apontam.

As inundações e tempestades destruíram, também, latrinas, contaminaram água potável e interromperam serviços de saneamento em todo o país, onde "quase 470.000 crianças (cerca de metade da população infantil) vivem em zonas de elevado risco de inundações costeiras, ficando "vulneráveis a doenças associadas ao consumo de água não segura".

As atividades da vertente do programa denominada ´WASH` incluirão a distribuição de 'kits' de higiene de emergência em escolas e comunidades, reforçando a preparação para situações de crise.

O programa irá fornecer ainda serviços essenciais de nutrição a mais de 15.000 crianças.

Na Guiné-Bissau, 28% das crianças com menos de cinco anos sofrem de atraso no crescimento e 53% vivem em situação de pobreza alimentar infantil severa, o que corresponde a mais do dobro da média global, lê-se no comunicado.

No âmbito deste programa, "as crianças terão acesso a rastreio nutricional, prevenção e tratamento vital da má nutrição, incluindo desparasitação, suplementação, aconselhamento e medicamentos essenciais".

Está ainda previsto apoio às comunidades na elaboração de planos locais de ação climática, com o objetivo de proteger as fontes de água e promover comportamentos ecológicos que reduzam a vulnerabilidade a futuros choques.

"Esperamos sinceramente que esta assistência alcance o maior número possível de crianças nas regiões de Bafatá e Oio e contribua para um futuro mais resiliente", afirmou  Takeshi Akamatsu, embaixador do Japão no Senegal e na Guiné-Bissau, também citado no comunicado.

Zelensky avisa Bielorrússia que responderá a qualquer ação agressiva... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou hoje a Bielorrússia, durante uma visita à região próxima da fronteira entre os dois países, que o seu país responderá com firmeza a qualquer ação agressiva proveniente de Minsk.

© Lusa   21/05/2026 

A visita coincide com exercícios conjuntos da Rússia e Bielorrússia envolvendo armamento adaptado para transportar ogivas nucleares em território bielorrusso. 

"As forças de defesa da Ucrânia, as forças de segurança e os nossos serviços de informação sabem quais são as ameaças e como responder-lhes adequadamente, sem qualquer dúvida", advertiu Zelensky numa declaração gravada na cidade de Slavutikh, a norte de Kyiv e localizada a curta distância da separação com a Bielorrússia.

O líder ucraniano referiu-se ao reforço militar da região próxima da fronteira através da construção de mais fortificações e reiterou o seu aviso sobre alegados planos de ataques das forças de Moscovo a partir do território bielorrusso e da região russa de Bryansk.

A Ucrânia tem capacidade para lidar com qualquer ameaça vinda do norte do país, insistiu.

Antes das declarações em Slavutikh, o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, declarou que não tem qualquer intenção de envolver diretamente o seu país na guerra que decorre há mais de quatro anos, desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Na altura, as tropas de Moscovo usaram a Bielorrússia para invadir o norte da Ucrânia e tentar atingir Kyiv, mas abandonaram as suas posições na região algumas semanas mais tarde.

"Sobre a possível entrada da Bielorrússia na guerra, digo simplesmente que só nos envolveremos num cenário: se houver agressão contra o nosso território", declarou hoje Lukashenko, citado pela agência de notícias estatal Belta.

O líder bielorrusso e aliado do Presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou que Minsk "não tem qualquer intenção de entrar em guerra na Ucrânia" e que "não há necessidade disso".

Lukashenko, que hoje copresidiu com Putin aos primeiros exercícios conjuntos envolvendo armas nucleares táticas e estratégicas, expressou também disponibilidade para se encontrar com Zelensky.

"Estou pronto para me encontrar com ele em qualquer lugar --- na Ucrânia, na Bielorrússia --- e discutir os problemas nas relações bilaterais", afirmou.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) revelou hoje a realização de operações conjuntas "sem precedentes" como exército na fronteira com a Bielorrússia, incluindo o aumento da vigilância na zona para intercetar potenciais grupos de espionagem e sabotagem do país vizinho.

Estas operações estão a decorrer nas regiões do norte da Ucrânia de Chernihiv, Kyiv, Jitomir, Volhynia e Rivne, todas na fronteira com a Bielorrússia, e consistem na identificação de indivíduos em zonas sensíveis e na busca de objetos suspeitos, explosivos ou outros materiais perigosos.

A Rússia prossegue os seus ataques aéreos diários na Ucrânia, que tem respondido com bombardeamentos contra instalações estratégicas na Rússia, a que se juntam os combates entre as respetivas forças terrestres, numa fase em que as negociações entre Kyiv e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

Porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fernando Vaz, está em comunicação para abordar a aprovação do projeto de revisão pontual da Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, referente à Lei nº 6/99. A iniciativa integra o processo de reformas políticas e institucionais em curso no país sob condução do CNT

Presidente da República, General Horta Inta-a, conferiu posse esta quinta-feira (21.05) o novo Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai.

Índia adia cimeira com a África devido à epidemia de ébola... A Índia e a União Africana adiaram uma cimeira prevista para a próxima semana em Nova Deli, devido à epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) e Uganda, com 139 mortes associadas e 600 casos suspeitos.

© Lusa    21/05/2026 

"Considerando a situação sanitária no continente. Ambas as partes concordaram que seria preferível realizar a quarta cimeira Índia-África numa data posterior", anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia num comunicado.

A cimeira do Fórum Índia-África estava programada para ocorrer na capital da Índia, Nova Deli, entre 28 e 31 de maio.

O Governo indiano afirmou ainda estar pronto "para contribuir com os esforços liderados pelos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças para lidar com a evolução da situação de saúde".

O Aeroporto Internacional de Nova Deli emitiu hoje um alerta de saúde para os passageiros que chegam ao país vindos da RDCongo e dos países vizinhos Uganda, onde há uma morte confirmada e casos suspeitos, e Sudão do Sul, com um caso confirmado.

As autoridades, que enfatizaram a importância de "continuar a cooperação para fortalecer a preparação e a capacidade de resposta em saúde pública em todo o continente", indicaram que novas datas para a cimeira serão definidas posteriormente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou no domingo um alerta sanitário internacional para enfrentar a epidemia de Ebola, declarada inicialmente na RDCongo, país da África Central, vizinho de Angola, com mais de 100 milhões de habitantes, onde as províncias orientais, de difícil acesso por estrada, são afetadas e assoladas pela violência de grupos armados.

Segundo a OMS, há 139 mortes até hoje associadas a esta epidemia de Ébola entre quase 600 casos prováveis e a propagação pode ser rápida, embora o risco de uma pandemia seja considerado "baixo".

Dois casos suspeitos, incluindo uma morte, foram reportados no Uganda e um outro foi confirmado no Sudão do Sul.

As autoridades de saúde acreditam que o surto no país africano começou há semanas e afirmam que ainda não identificaram a fonte.

A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

A Guiné-Bissau dá mais um passo estratégico rumo à transformação digital, reforçando o seu compromisso com a modernização e a sustentabilidade do setor.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações     21/05/2026

O Conselho de Ministros aprovou um conjunto de políticas estratégicas no âmbito do Projeto WARDIP, incluindo medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas no setor digital, bem como a nova Política Nacional de Competências Digitais.

Sob a liderança de Sua Excelência o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Dr. Florentino Mendes Pereira, o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital reafirma o seu compromisso com a construção de uma economia digital mais inclusiva, resiliente e preparada para os desafios do futuro. 

CNT aprova com emendas a Lei que condena a disseminação de Informações falsas (fake news) na internet.

Reunidos na IIª reunião plenária da IIª Sessão Ordinária do ano legislativo 2025/2026 sob a presidência do Major General dos Comandos Tomás Djassi, Presidente deste Órgão Fiscalizador e Legislativo da Transição, os Conselheiros aprovaram por unanimidade e com emendas a nova Lei de Disseminação de Informações Falsas na Internet, principalmente através das Redes Sociais e Plataformas Digitais. 

A Sessão que teve lugar nesta quarta-feira, 20 do mês em curso, e que decorreu sob debates intensos e profundos, de artigos e secções deste diploma, permitiu aos conselheiros expor a profunda consternação pela forma como os meios de Comunicação Social de Massa, neste caso, as Redes Sociais e Plataformas Digitais têm sido usados nos últimos anos para propagar informações falsas sem quaisquer factos comprovativos, que não só afetam a vida particular de cidadãos, como também põem em causa a imagem e a soberania do Estado guineense.

Com a aprovação desta Lei, o Presidente do CNT, General dos Comandos Djassi manifestou total regozijo pela forma como os conselheiros serenamente debateram o projeto, atribuindo notas relevantes que segundo ele, contribuíram ainda mais para o enriquecimento e robustez dessa Lei. Demostra que a soberania dum país só pode ser menosprezada quando seus próprios filhos apresentam imagens débeis e falsas da sua nação ao mundo exterior.    

Conforme o Chefe do Grupo (bancada) do Alto Comando, Comodoro Agostinho Sousa Cordeiro, a aprovação desta lei é um ato da Defesa Nacional, proteger os cidadãos contra manipulações, garantir que os debates públicos se baseiam em factos e assegurar que a liberdade de expressão não seja confundida com direito de enganos. Enaltece ainda que, votar esta lei é afirmar que a verdade deve prevalecer sobre a mentira, e a democracia deve prevalecer sobre a desinformação. "Um passo decisivo para fortalecer a soberania e a credibilidade que a Guiné-Bissau precisa", justifica o conselheiro.

Com a aprovação desta Lei, o próximo passo será a retificação de Convenções de Malabo de 2014 (União Africana) aderida pela Guiné-Bissau em 2015 e de Budapeste (Nações Unidas) aderida em 2025 semultaneamente. Para o 2º Vice-presidente, Nelson Moreira, a retificação destas Convenções irá permitir a justiça do país julgar a revelia qualquer cidadão guineense fora do território nacional e solicitar a extradição do mesmo, desde já que se encontra num dos países signatários das Convenções de Malabo ou da Budapeste.  

Texto: Cap. Admir Lopes Correia

Foto: Alf. Joaquim Francisco da Costa

IM/FA 20.05.2026.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Estação de rádio britânica anuncia morte de Carlos III... por engano... A Radio Caroline anunciou de forma errada a morte do rei Carlos III, levando a um pedido de desculpas aos ouvintes após uma falha técnica na transmissão.

© Getty Images     Notícias ao Minuto   20/05/2026 

A Radio Caroline, estação de rádio britânica, noticiou de forma errada a morte de Carlos III e foi obrigada a pedir desculpa aos seus ouvintes.

A Radio Caroline, que transmite a emissão para a região central e sul da Inglaterra, fez o anúncio falso na passada terça-feira, 19 de maio, referiu um ouvinte online.

De acordo com esta pessoa que estava a ouvir a emissão, a transmissão normal foi interrompida do nada antes que os próprios apresentadores anunciassem a suspensão da programação normal devido à morte do rei Carlos III e, de seguida, tocaram o hino nacional britânico, "God Save the King".  

A transmissão foi interrompida durante cerca de 15 minutos. Depois desse tempo os apresentadores regressaram ao ar e emitiram um pedido de desculpas aos ouvintes.

Peter Moore, responsável da estação, redimiu-se através de um comunicado onde referiu que o que aconteceu foi uma "falha de computador". 

No documento, partilhado na página de Facebook da rádio, pode ler-se: "Devido a uma falha de computador no nosso estúdio principal, o procedimento para o falecimento de um monarca, que todas as estações do Reino Unido mantêm em prontidão, embora esperem não precisar de usar, foi acidentalmente ativado na tarde de terça-feira (19 de maio), anunciando erroneamente o falecimento de Sua Alteza Real o rei", pode ler-se.

© Facebook - Radio Caroline

"A Rádio Caroline ficou em silêncio, como seria de esperar, o que nos alertou para restaurar a programação e emitir um pedido de desculpas no ar. A Rádio Caroline teve o prazer de transmitir a mensagem de Natal de Sua Majestade a rainha e, agora, do rei, e esperamos continuar a fazer isso por muitos anos. Pedimos desculpas a Sua Majestade o rei e aos nossos ouvintes por qualquer transtorno causado", refere ainda o comunicado.

A verdade é que Carlos III está neste momento na Irlanda do Norte, na companhia de Camilla Parker Bowles. Os monarcas chegaram esta terça-feira e vão ficar até quinta e foram recebidos de forma muito animada com música, cantos, danças na capital, Belfast.

Declaração do Director Nacional da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau sobre o desmantelamento de uma rede de tráfico de pessoas, hoje, nas zonas do Bairro Militar, onde se encontram 60 vítimas de diferentes nacionalidades e 6 suspeitos.

É Nomeado o Senhor Barros Bacar Banjai para exercer o cargo de Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica.


➧DECRETO PRESIDENCIAL N°12/2025

ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NO INSS: DIRETORES DE SERVIÇO ACUSADOS FORMALMENTE PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DE DESVIAR MILHÕES COM “PENSIONISTAS FANTASMAS”

Por Rádio Sol Mansi   20 05 2026

Esquema usava falha no sistema para criar beneficiários fictícios; arguidos entregavam apenas 40 mil FCFA às pessoas reais usadas no plano e retinham entre 481 mil e 1,08 milhão de francos por mês.

A Rádio Sol Mansi soube que Ministério Público acusou formalmente dois diretores de serviço do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) pela criação de um esquema de pensionistas fantasmas que permitiu o desvio de milhões de francos CFA dos cofres públicos. De acordo com a acusação, os arguidos introduziram pessoas fictícias no sistema, retiveram a maior parte dos valores e pagavam apenas uma quantia ínfima a pessoas reais para simular legitimidade.

Os arguidos são uma antiga diretora de serviço de atendimento e prestações e um antigo diretor de serviço de informática do INSS. A ambos são imputados cinco crimes de peculato e cinco crimes de falsificação qualificada, em co-autoria e com dolo.

De acordo com as informações apuradas pela Rádio Sol Mansi no despacho de acusação, os pensionistas fantasmas recebiam valores que variavam entre 521.917 e 1.129.667 francos CFA por mês. No entanto, os arguidos entregavam a cada um apenas 40 mil francos CFA, montante que servia apenas para simular um pagamento legítimo e evitar suspeitas. Isto significa que, por cada pensionista fictício, os arguidos retinham mensalmente entre 481.917 e 1.089.667 francos CFA.

Considerando os vários pensionistas fantasmas identificados todos eles pessoas reais que nunca trabalharam nem descontaram para a Segurança Social, o desvio mensal total pode ter atingido facilmente vários milhões de francos CFA.

Entre os beneficiários fictícios incluem-se um antigo motorista e guarda de familiares de uma das arguidas, bem como outros supostos familiares deste, todos abrangidos por pensões de velhice e de sobrevivência que somavam, em alguns casos, mais de 1,3 milhões de francos CFA mensais.

A alegada fraude começou a ser preparada em abril de 2025, quando a arguida responsável pelo atendimento foi alertada para a existência de um pensionista cujo processo não constava nos arquivos do INSS. Ao questionar o diretor de informática, este confirmou que tal situação era possível em casos de migração de dados. Ambos decidiram então testar a vulnerabilidade, introduzindo uma pensionista fictícia. O processo tramitou normalmente e foi enviado para pagamento. Com o sucesso do teste, passaram a incluir outros nomes.

Os arguidos encontram-se sob a medida de coação de prisão preventiva. As partes têm oito dias para se pronunciar. Caso não haja impugnação contraditória, o despacho tornar-se-á definitivo e o processo seguirá para julgamento em tribunal coletivo.

CAMPANHA NACIONAL DE RECENSEAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS PARA MOSQUITEIROS IMPREGNADOS

Por Radio TV Bantaba

O Gabinete do Paciente informa que, de 23 a 31 de maio de 2026, decorrerá em todo o território nacional a campanha de identificação e distribuição gratuita de senhas aos chefes de família, no âmbito da campanha nacional de distribuição gratuita de mosquiteiros impregnados com inseticida.

Cada família receberá uma senha, que garantirá o levantamento do respetivo mosquiteiro.

⚠️ Importante: Caso esteja ausente durante o período da campanha, deixe um adulto responsável para informar o número exato de membros da família.

Ainda Gabinete pedi aos todos que partilhem esta informação, para que nenhuma família fique sem a sua senha.

✅ Proteja a sua família. ✅ Durma debaixo do mosquiteiro. ✅ Participe na luta contra o paludismo.

Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, preside esta quarta-feira ao ato solene de celebração do 1º aniversário da Associação das Mulheres Aduaneiras da Guiné-Bissau, realizado nas instalações da Alfândega de Bissau.

terça-feira, 19 de maio de 2026

22 de Maio de 2026 - UCCLA vai acolher abertura da CPLP Fashion Week

UCCLA vai acolher abertura da CPLP Fashion Week

A UCCLA vai acolher, no dia 22 de maio, a partir das 17h30, a cerimónia de abertura da 4.ª edição da CPLP Fashion Week, um evento internacional que cruza moda, cultura e negócios, promovendo a ligação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A edição deste ano decorre sob o tema “Raízes em Movimento”.

A sessão inaugural integra o CPLP Talks, um espaço de reflexão e partilha que valoriza a lusofonia através da moda, da cultura, da identidade e da representatividade. O encontro reunirá convidados de diversos países lusófonos para debater desafios, oportunidades e estratégias de afirmação no contexto internacional.

A moderação estará a cargo de Victor Hugo Mendes (Angola), comunicador, escritor e jornalista.

O programa organiza-se em dois painéis temáticos:

Painel I - Moda, Mercado e Internacionalização

•    Roselyn Silva (São Tomé e Príncipe), CEO e fashion designer

•    King Levi Dapper (Moçambique), CEO da Fancy Africa e da marca Xigubo

•    Elizângela Sousa (Brasil), empresária e especialista em imagem pessoal

•    Paulo Pascoal (Angola), ator, autor e curador

Painel II - Identidade, Inclusão e Representatividade

•    Embaixadora Paula Leal da Silva (Portugal), Secretária-Geral Adjunta da UCCLA

•    Henda Vieira Lopes (Angola), psicoterapeuta

•    Ângela Almeida (Cabo Verde), comunicadora e representante da Associação Mundu Nôbu

•    Solange Salvaterra Pinto (São Tomé e Príncipe), ativista social.

A iniciativa afirma-se como uma plataforma de diálogo e cooperação, reforçando o papel da moda enquanto veículo de expressão cultural e de aproximação entre os povos da CPLP.

A entrada é livre.

A CPLP Fashion Week contará com a seguinte programação:

22 de Maio - Brunch & Talk Show

UCCLA

Conversas inspiradoras, partilha de experiências e o início de uma grande celebração.

23 de Maio - Desfile Oficial + Exposição

Casino Estoril

O grande palco da moda lusófona, onde criatividade e sofisticação se encontram.

24 e 25 de Maio - Showroom | Workshop Profissional

Galeria Arte Livre

Formação, networking e liberdade criativa em movimento.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

Avenida da Índia n.º 110, 1300-300 Lisboa, Portugal | Tel. +351 218 172 950 | 

uccla@uccla.pt | www.uccla.pt Facebook Linkedin | Youtube | Instagram | Twitter |ISSUU

@Faladepapagaio

IPMA: Sismo de magnitude 2,8 registado a cerca de 45 km a sudoeste de Faro... O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) registou, na noite desta terça-feira, um sismo de magnitude 2,8 na escala de Richter, a cerca de 45 quilómetros a sudoeste de Faro, no Algarve.

© ShutterStock   Por  Notícias ao Minuto  19/05/2026 

Um sismo de magnitude 2,8, na escala de Richter foi registado, na noite desta terça-feira, refere o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em comunicado.

O abalo foi registado pelas 23h03 (hora local) "nas estações da Rede Sísmica do Continente", pode ler-se na nota do IPMA, que dá ainda conta de que "o epicentro localizou-se "a cerca de 45 km a sudoeste de Faro".

Teve uma profundidade de 20 quilómetros.

"Até à  elaboração deste comunicado não foi recebida nenhuma informação confirmando que este sismo tenha sido sentido", acrescenta o instituto., que remete informação adicional, caso se justifique, para novos comunicados.

© IPMA

Recorde-se que segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).


Leia Também: Taxa de pobreza diminuiu em Portugal, mas desigualdades persistem

A taxa de pobreza diminuiu para 15,4% segundo o relatório "Portugal, Balanço Social 2025". Mas apesar desta diminuição, os especialistas alertam que estas pessoas vivem em situação de grande privação material e social.

18 de maio de 2026 - Camões homenageado na Unesp

Camões homenageado na Unesp 

No dia 18 de maio, a UCCLA teve a honra de ofertar à Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, em Araraquara, São Paulo, o busto de Luís de Camões, no âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento do Poeta Maior, com o gentil patrocínio da Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.

No seu discurso, a Secretária-Geral Adjunta da UCCLA, Embaixadora Paula Leal da Silva, salientou a relevância de Camões, enquanto símbolo da heterogeneidade e unicidade da língua portuguesa, ligando entre si nações, cidades e sociedades civis.

Numa data em que a também prestigiada universidade festeja o seu cinquentenário, a UCCLA, em parceria com a Associação Portugal Brasil 200 anos, congratulou-se com o significado profundo da presente cerimónia, numa faculdade de grande prestígio, cujo mentor foi o grande escritor e pensador Jorge de Sena, bem como Adolfo Casal Monteiro.

Decorreu, também, uma mesa-redonda em homenagem aos professores de Literatura Portuguesa e à Faculdade de Ciências e Letras - FCLAr, em celebração do V centenário do nascimento der Luís Vaz de Camões.

De destacar que o busto, esculpido em bronze e da autoria de Diogo Munõz, foi concebido para refletir a importância de Camões como exponente máximo da literatura portuguesa e da lusofonia.

 Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

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ESTADO ISLÂMICO: Operação militar mata mais de 170 membros do Estado Islâmico na Nigéria... Uma operação militar conjunta da Nigéria e dos Estados Unidos matou pelo menos 175 combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) nos últimos dias no nordeste nigeriano, anunciou hoje o exército do país africano.

© Lusa   19/05/2026 

"Cento e setenta e cinco militantes do Estado Islâmico foram eliminados no campo de batalha", indicou, em comunicado, o porta-voz do exército, Samaila Uba. 

Os ataques conjuntos, precisou, "permitiram a destruição de postos de controlo do Estado Islâmico, esconderijos de armas, centros logísticos, equipamento militar e redes financeiras utilizadas para apoiar operações terroristas".

Desde 2009, uma insurgência 'jihadista' conduzida pelo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap), provocou mais de 40 mil mortos e dois milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, segundo a ONU.

No sábado, o líder 'jihadista' Abou Bilal al-Minuki, apresentado por Samaila Uba como "um dos agentes mais importantes do EI no mundo", foi morto numa aldeia isolada do nordeste durante uma operação dos dois países.

"Al-Minuki desempenhava um papel central nas operações externas, coordenando o financiamento do terrorismo, o recrutamento, a logística e o planeamento de ataques contra nigerianos e civis inocentes em todo o mundo", explicou o porta-voz, acrescentando que "a sua morte perturba gravemente o comando do Estado Islâmico, a coordenação operacional e as redes de ataques externos".

Após o anúncio da morte de Al-Minuki, o Presidente nigeriano, Bola Tinubu, agradeceu ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, pelo seu "apoio inabalável", afirmando esperar "com expectativa ataques mais decisivos contra todos os enclaves terroristas em todo o país".

O Comando dos Estados Unidos para África confirmou os ataques, afirmando que nenhum militar norte-americano ou nigeriano ficou ferido.

Em fevereiro, os Estados Unidos enviaram tropas para a Nigéria numa missão considerada sobretudo de aconselhamento e treino, mas a operação conjunta dos últimos dias sinaliza um envolvimento norte-americano mais ativo.

Guerra na Ucrânia está a tornar-se mais letal a cada dia, alerta ONU... A guerra na Ucrânia está a tornar-se mais letal a cada dia que passa, alertou hoje a ONU, numa reunião do Conselho de Segurança em que vários países europeus reafirmaram o apoio a Kyiv.

© Valeriia Yemets/Suspilne Ukraine/JSC "UA:PBC"/Global Images Ukraine via Getty Images    Por  LUSA   19/05/2026 

"Já no quinto ano, a guerra na Ucrânia está a tornar-se mais mortífera a cada dia que passa", disse Kayoko Gotoh, representante dos Departamentos de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz e de Operações de Paz da ONU 

Entre 13 e 14 de maio, a Rússia terá lançado mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra cidades ucranianas. No último dia, um desses mísseis destruiu um edifício de nove andares em Kyiv e matou 24 pessoas e pelo menos 48 ficaram feridas.

"Estes ataques em grande escala continuam diariamente", relatou Kayoko Gotoh, referindo que pelo menos 238 civis foram mortos e 1.404 ficaram feridos na Ucrânia só em abril passado.

"Este é o maior número mensal de vítimas civis registado desde julho de 2025", frisou, acrescentando: "Isto também reflete um padrão contínuo de crescente violência contra civis".

A ONU também salientou, que dentro da Rússia, os ataques ucranianos levaram a um aumento de vítimas civis e a danos em infraestruturas civis, incluindo edifícios residenciais.

"Condenamos veementemente todos os ataques contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorram", afirmou Kayoko Gotoh.

Na mesma reunião, a diretora da divisão de Resposta a Crises do Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) assinalou que os trabalhadores humanitários na Ucrânia, "claramente identificados como pertencentes às Nações Unidas", foram alvo de repetidos ataques na semana passada.

"Estes incidentes descarados não são isolados", sublinhou Edem Wosornu, destacando que tais ataques podem constituir crimes de guerra.

Face aos ataques cada vez mais letais da Rússia na Ucrânia, os membros europeus do Conselho de Segurança insistiram na continuidade do apoio a Kyiv.

O embaixador James Kariuki, do Reino Unido, repetiu os apelos do secretário-geral da ONU, António Guterres, para um cessar-fogo abrangente e uma paz justa e duradoura na Ucrânia.

"Mas a paz começa com a verdade: esta guerra pode terminar no momento em que a Rússia parar a invasão", afirmou.

Disse ainda que Moscovo está a perder mais soldados do que a recrutar e levará décadas para alcançar os objetivos de guerra ao ritmo a que está a conquistar território.

Assim, o Presidente da Federação Russa está "desesperado para convencer de que a vitória russa é inevitável" e o apoio uma "causa perdida", declarou.

No entanto, o diplomata britânico sublinhou: "O apoio da Europa veio para ficar".

O embaixador francês, Jérôme Bonnafont, observou que a recente trégua da Páscoa foi quebrada por "bombardeamentos maciços" russos contra a Ucrânia, "apesar da mão estendida do Presidente ucraniano, que tinha proposto tornar permanente a cessação das hostilidades".

O francês salientou que, depois de mais de quatro anos de guerra de alta intensidade, o Conselho "não pode resignar-se a aceitar cessar-fogos temporários utilizados pela Rússia de acordo com a sua conveniência, antes de retomar, como bem entender, a guerra de agressão contra a Ucrânia".

Fazendo um apelo por um cessar-fogo abrangente e imeadiato, a diplomata norte-americana Tammy Bruce sublinhou que o crescente custo económico e humano desta guerra "é inaceitável".

A diplomata instou Moscovo a permitir o acesso dos trabalhadores humanitários às áreas sob controlo russo e a devolver todas as crianças ucranianas que foram deportadas ilegalmente para a Rússia, bem como as que foram transferidas à força dentro do território ocupado.

"Não são pedidos absurdos ou inéditos; são um reflexo da decência humana básica e um passo em direção à paz duradoura que todos procuramos", apontou.

Por sua vez, o embaixador russo junto da ONU, Vasily Nebenzya, disse não ver qualquer sinal de que Kyiv "esteja pronto para avançar substancialmente na questão da resolução do conflito".

Nebenzya defendeu o Presidente ucraniano devia emitir uma ordem de cessar-fogo, retirar as Forças Armadas da Ucrânia das "regiões russas, incluindo o Donbass", e proceder à discussão dos parâmetros concretos de uma "paz genuinamente abrangente, justa e sustentável".

"E, até que isso se concretize, os objetivos da operação militar especial serão alcançados pelas Forças Armadas da Federação Russa", insistiu.

Já o embaixador ucraniano, Andrii Melnykm, apelou a todos os Estados-membros para que reforcem as sanções contra Moscovo e impeçam o fornecimento de componentes para a máquina de guerra russa.


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O embaixador russo na ONU afirmou hoje que Moscovo tem informações de que Kyiv planeia lançar drones militares a partir da Letónia e outros países bálticos, alertando que a adesão à NATO não protegerá essas nações de represálias.

Líder supremo do Irão insta população a ter mais filhos... O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde a sua nomeação em março, apelou hoje aos iranianos para aumentarem a taxa de natalidade para o bem do país.

© Majid Saeedi/Getty Images    Por LUSA   19/05/2026 

"Ao procurar seriamente a política de crescimento populacional adequada e necessária, a grande nação do Irão poderá desempenhar um papel importante e alcançar avanços estratégicos no futuro", pode ler-se, em excertos de uma carta publicada na rede social X. 

O líder respondeu desta forma a uma carta conjunta de grupos da sociedade civil que trabalham com questões demográficas.

"Esperamos que os seus esforços dedicados (...) conduzam a resultados frutíferos, se Deus quiser", acrescentou, de acordo com uma versão mais longa do seu texto transmitida pela emissora estatal Irib.

O líder supremo, que terá sido ferido nos ataques aéreos do primeiro dia da guerra no Médio Oriente que mataram o seu pai e antecessor, Ali Khamenei, emitiu apenas declarações escritas desde a sua nomeação.

O Irão, com uma população de aproximadamente 92 milhões de habitantes, é o 17.º país mais populoso do mundo.

No entanto, a taxa de fertilidade das mulheres iranianas desceu drasticamente nas últimas décadas, passando de 6,5 em 1979, ano da Revolução Islâmica, para apenas 1,7 em 2024, segundo dados do Banco Mundial.

Em 2020, um responsável da saúde iraniana afirmou que os hospitais e clínicas públicas tinham interrompido a realização de vasectomias e a distribuição de contracetivos, numa tentativa de aumentar a taxa de natalidade.

Apesar dos danos infligidos no seu território pelos recentes ataques dos EUA e de Israel, Teerão acredita ter saído reforçada da guerra, principalmente por continuar a controlar o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de hidrocarbonetos.

As negociações entre Washington e Teerão para tentar travar a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel permanecem bloqueadas há várias semanas.

O principal ponto de discórdia continua a ser o programa nuclear iraniano, com o Governo norte-americano a exigir restrições ao enriquecimento de urânio por parte de Teerão.

A República Islâmica rejeitou repetidamente as condições impostas pelos Estados Unidos e apresentou na segunda-feira uma contraproposta através de mediadores paquistaneses, embora o conteúdo da proposta permaneça desconhecido.


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O Hezbollah reportou hoje confrontos entre os seus combatentes e soldados israelitas no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo na guerra entre o movimento xiita pró-Irão e Israel.

ACIDENTE RODOVIÁRIO EM MANSOA FAZ 14 FERIDOS, TRÊS EM ESTADO GRAVE

Por Rádio Sol Mansi 

Pelo menos 14 pessoas ficaram feridas, entre elas três em estado grave, na sequência de um acidente de viação ocorrido esta terça-feira na estrada que liga Tchalana 8a Jugudul, no setor de Mansoa, região de Oio.

Os feridos foram transportados para o Hospital Regional de Oio, sediado em Mansoa, onde receberam os primeiros cuidados médicos.

Em declarações à Rádio Sol Mansi, a médica de serviço na urgência do hospital, Djamilato Baldé, explicou que alguns pacientes apresentavam ferimentos graves. 

Entre os casos mais preocupantes está um dos condutores envolvidos no acidente, que sofreu fraturas nas tíbias e em duas costelas.

Segundo a profissional de saúde, alguns dos sinistrados, que apresentavam apenas lesões ligeiras, já receberam alta médica.

De acordo com o relato de um dos condutores, que seguia de Bissau para Bafatá, o acidente aconteceu quando o outro veículo tentou desviar-se de um reboque parado na estrada, invadindo a faixa contrária, o que resultou numa colisão frontal.

Por sua vez, na mesma entrevista à Rádio Sol Mansi, o outro condutor que fazia o trajeto Bafatá - Bissau afirmou que, ao tentar ultrapassar o reboque, o outro veículo vinha em velocidade elevada. Disse ainda que o colega travou bruscamente, perdeu o controlo da viatura e acabou por provocar o embate.

Os feridos em estado mais crítico foram posteriormente evacuados para o Hospital Nacional Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, para tratamento especializado. 

Irão: Trump dá a Teerão prazo de poucos dias para fechar acordo nuclear... O presidente norte-americano, Donald Trump, deu hoje um ultimato ao Irão para concluir um acordo nuclear "nos próximos dias", avisando que os Estados Unidos estão preparados para lançar um ataque militar em grande escala caso as negociações falhem.

© Eric Lee/Bloomberg via Getty Images        Por  LUSA    19/05/2026 

"Estou a dizer dois ou três dias. Talvez sexta-feira, sábado, domingo. Algo talvez no início da próxima semana. Um prazo limitado", declarou Trump aos jornalistas durante uma visita ao estaleiro de construção do novo salão de baile da Casa Branca.

Segundo o chefe de Estado norte-americano, Washington esteve prestes a retomar a ofensiva militar contra a República Islâmica na segunda-feira, mas decidiu adiar a operação após pedidos de vários aliados árabes do Golfo, incluindo a Arábia Saudita e o Qatar, para dar espaço a esforços diplomáticos.

Trump afirmou que esteve "a uma hora" de ordenar o reinício dos ataques contra o Irão, o que teria posto fim ao cessar-fogo em vigor desde abril.

"Não podemos permitir que eles obtenham uma arma nuclear. Se tivessem uma arma nuclear, destruiriam rapidamente Israel e atacariam a Arábia Saudita, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e todo o Médio Oriente. Seria um holocausto nuclear", considerou.

Na segunda-feira, Trump anunciou que ordenou às Forças Armadas norte-americanas que se preparassem para desencadear um "ataque em grande escala" contra o Irão a qualquer momento caso o processo negocial entre em colapso.

No mesmo dia, tinha comentado que havia desenvolvimentos "muito positivos" nas negociações com o Irão, sublinhando que os aliados no Médio Oriente lhe disseram que estavam "muito perto de chegar a um acordo" que impediria o Irão de adquirir armas nucleares.

As negociações entre Washington e Teerão para tentar travar a guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel permanecem bloqueadas há várias semanas.

O principal ponto de discórdia continua a ser o programa nuclear iraniano, com o Governo norte-americano a exigir restrições ao enriquecimento de urânio por parte de Teerão.

A República Islâmica rejeitou repetidamente as condições impostas pelos Estados Unidos e apresentou na segunda-feira uma contraproposta através de mediadores paquistaneses, embora o conteúdo da proposta permaneça desconhecido.

Entretanto, o bloqueio do estreito de Ormuz continua a alimentar receios de perturbações graves no comércio global de petróleo e de um agravamento da instabilidade económica internacional.


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O presidente russo, Vladimir Putin, chegou hoje à China, onde irá reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, com o objetivo de demonstrar relações inabaláveis entre os dois países.

Relatório da ONU pressiona Hamas a desarmar-se para salvar trégua... O organismo internacional que supervisiona o cessar-fogo em Gaza deverá pedir ao Conselho de Segurança da ONU que pressione o desarmamento do Hamas, alegando que esse continua a ser o principal obstáculo a uma trégua no enclave.

© Shutterstock        Por  LUSA    19/05/2026 

Segundo um relatório que deverá ser discutido na quinta-feira pelo Conselho de Segurança, o Conselho da Paz --- criado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump --- considera que "a recusa do Hamas em aceitar o desarmamento verificado" está a bloquear os avanços no acordo. 

"Nesta fase, o principal obstáculo à plena implementação continua a ser a recusa do Hamas em aceitar o desarmamento verificado, renunciar ao controlo coercivo e permitir uma transição civil genuína em Gaza", refere o documento.

O plano de cessar-fogo patrocinado por Trump prevê, entre outras medidas, a entrega das armas pelo movimento islamita palestiniano, a destruição da rede de túneis do grupo, a retirada das forças israelitas de Gaza, a instalação de uma administração tecnocrática palestiniana e o destacamento de uma força internacional de segurança.

O chefe do Conselho da Paz e antigo enviado da ONU para o Médio Oriente, Nickolay Mladenov, reconheceu na semana passada que o cessar-fogo permanece praticamente paralisado desde a sua entrada em vigor, em outubro.

"A reconstrução não pode começar onde as armas não foram depostas", sublinha o relatório, acrescentando que o desarmamento do Hamas constitui "a variável crítica" para desbloquear todos os restantes pontos do acordo.

O documento apela ainda ao Conselho de Segurança para reiterar "de forma clara e consistente" que o desarmamento em Gaza é essencial não apenas para a reconstrução, mas também para uma eventual retirada israelita e para a criação de um caminho "credível" rumo à autodeterminação palestiniana.

O Hamas rejeitou o relatório e acusou-o de conter "falácias" e de tentar "sabotar" o cessar-fogo.

Em comunicado, o movimento islamita afirmou que o documento ignora "o incumprimento da maioria dos compromissos" por parte de Israel, incluindo as restrições à entrada de ajuda humanitária e materiais de reconstrução no território palestiniano.

O Hamas acusou ainda Israel de continuar a expandir o controlo militar sobre Gaza, alegando que as forças israelitas controlam atualmente cerca de 60% do enclave, apesar da trégua em vigor.

O relatório refere igualmente violações quase diárias do cessar-fogo decretado em outubro passado, incluindo ataques aéreos israelitas, mortos civis e limitações persistentes ao acesso humanitário.

Segundo o documento, a maioria dos cerca de dois milhões de habitantes de Gaza continua a viver em campos de tendas, sem acesso adequado a serviços básicos.


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O Irão condenou hoje a morte do comandante do braço armado do Hamas em Gaza, Ezzedine al-Haddad, às mãos de Israel, classificando-a como "ato terrorista" e denunciando que os Estados Unidos são "cúmplices de todos estes crimes".