quarta-feira, 2 de abril de 2025

Shell: O Presidente da Nigéria demitiu o Conselho de Administração da empresa estatal Corporação Nacional de Petróleo da Nigéria (NNPC) e nomeou esta quarta-feira um ex-executivo da Shell no país novo presidente executivo da petrolífera.

© Shutterstock  Lusa  02/04/2025

Ex-executivo da Shell vai presidir empresa estatal do petróleo na Nigéria

O Presidente da Nigéria demitiu o Conselho de Administração da empresa estatal Corporação Nacional de Petróleo da Nigéria (NNPC) e nomeou esta quarta-feira um ex-executivo da Shell no país novo presidente executivo da petrolífera.

A presidência sublinhou que "a reestruturação do conselho de administração é crucial para melhorar a eficiência operacional, restaurar a confiança dos investidores, impulsionar o conteúdo local, promover o crescimento económico e fazer avançar a comercialização e diversificação do gás" no país.

Bola Ahmed Tinubu destituiu todos os membros do anterior conselho do administração da NNPC e nomeou um novo presidido por Bashir Bayo Ojulari, de acordo com um comunicado divulgado pela presidência nigeriana.

O comunicado refere ainda que Tinubu pretende aumentar a produção de petróleo da Nigéria não só para dois milhões de barris por dia até 2027 e três milhões de barris por dia até 2030, após o abrandamento registado nos últimos anos, mas também aumentar a capacidade de refinação de crude do país.

Além de ser uma das maiores economias de África, a Nigéria é um dos maiores produtores de petróleo bruto do continente, mas os níveis de desigualdade económica são enormes no país, com quatro em cada dez nigerianos a viver abaixo do limiar de pobreza, de acordo com o Banco Mundial.

O custo de vida só tem aumentado desde que o Presidente Tinubu chegou ao poder em maio de 2023, com a inflação a atingir um máximo histórico de 33,95% em junho passado, fazendo subir os preços de produtos básicos como o arroz, o milho e o inhame, tornando-os incomportáveis para muitos nigerianos.

Para além da corrupção generalizada, que vale milhões de dólares, o setor petrolífero nigeriano tem sido alvo de duras críticas por parte das comunidades locais, que se queixam dos enormes danos ambientais causados pelas suas atividades ao longo dos anos, especialmente no sul do país.


Guiné-Bissau Recebe distinção da INTERPOL por combate à criminalidade na África Ocidental

Por: Laércia Valeriana Insali   CAP GB

Abidjan, Costa do Marfim, 2 de abril de 2025  — A Guiné-Bissau foi reconhecida pela INTERPOL, na terça-feira, como um dos países pioneiros no combate à criminalidade organizada transnacional na África Ocidental. A honraria, anunciada durante o 11.º Comité de Pilotagem do Projeto SIPAO 3FED, em Abidjan, destaca os esforços institucionais do país para fortalecer a segurança regional, conforme divulgado em publicação oficial da Polícia Judiciária (PJ) guineense na sua página no Facebook.  

A delegação do país, liderada pelo Diretor Nacional da PJ, Domingos Monteiro Correia, destacou a criação do DACORE (Centro de Coleta e Registo de Dados) como um marco estratégico. A iniciativa, fruto da colaboração entre os ministérios da Justiça, Interior e Finanças, permitiu a integração de dados policiais em tempo real, conectando a PJ, a Polícia da Ordem Pública e a Guarda Nacional.  

 “Esta distinção não é apenas um reconhecimento, mas um chamado para continuarmos unidos. Cada avanço no DACORE reflete o sangue novo que injetamos na segurança do país e da região”, afirmou o diretor, enfatizando a importância da cooperação interministerial. A publicação ainda ressaltou: “Sem o apoio de parceiros como a União Europeia, que financia o projeto, não estaríamos colhendo estes frutos. A criminalidade não tem fronteiras, e nossa resposta também não pode ter”.  

O evento reuniu representantes dos 15 Estados-membros da CEDEAO, incluindo Burkina Faso, Níger e Mauritânia, além de uma delegação da União Europeia, que investiu mais de 10 milhões de euros no SIPAO 3FED desde 2022. A iniciativa visa modernizar os sistemas de informação policial na região, combatendo desde tráfico de drogas até cibercrimes.  

Para algumas personalidades notáveis do país, o prêmio consolida a Guiné-Bissau como um ator-chave na estabilidade da África Ocidental, região historicamente afetada por redes criminosas. A distinção também evidencia o sucesso de modelos colaborativos, nos quais reformas legais e investimentos em tecnologia se alinham a parcerias internacionais.

O Chefe de Estado reuniu-se com a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a oitava avaliação do desempenho macroeconómico do governo, no âmbito do Acordo de Facilidade de Crédito Alargado. Durante o encontro, foram discutidas metas e recomendações que poderão viabilizar o desembolso de mais 7 milhões de dólares para o país. A missão permanecerá durante 10 dias em contacto com as autoridades guineenses.

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O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeou esta quarta-feira, novamente, um chefe do Estado-Maior Particular e mudou a chefia do Tribunal Militar Superior, através de decretos publicados em Bissau

© Lusa  02/04/2025

Presidente da Guiné-Bissau nomeia chefe do Estado-Maior Particular

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeou esta quarta-feira, novamente, um chefe do Estado-Maior Particular e mudou a chefia do Tribunal Militar Superior, através de decretos publicados em Bissau.

Para Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República, Sissoco Embaló nomeou o major-general Tomás Djassi, cargo que acumula com o de Comandante de Segurança Presidencial.

Djassi é um ex-comissário Nacional da Polícia de Ordem Pública (POP) e antigo comandante-geral da Guarda Nacional.

Em setembro de 2023, o chefe de Estado nomeou Tomás Djassi comandante da Segurança Presidencial, tendo justificado a sua decisão pelo facto de aquele ser um dos militares que o defenderam "com bravura".

O Presidente da Guiné-Bissau referia-se ao desempenho do general aquando dos ataques de homens armados ao Palácio do Governo, onde presidia ao Conselho de Ministros, no dia 01 de fevereiro de 2022.

Na ação, que as autoridades políticas e militares consideraram tratar-se de tentativa de golpe de Estado, morreram 12 pessoas, na sua maioria elementos da segurança presidencial e motoristas de membros do Governo.

É a segunda vez que Umaro Sissoco Embaló nomeia alguém para o cargo de Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República.

O também major-general Horta Inta-A foi nomeado para o posto em setembro de 2023, mas, dias depois, foi exonerado daquelas funções e nomeado chefe do Estado-Maior do Exército.

A primeira nomeação de um Chefe do Estado-Maior Particular do Presidente da República, diferente do cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, foi, na altura, bastante criticada pela oposição a Sissoco Embaló.

A oposição considerou que, por não ser uma figura prevista na Constituição guineense, a nomeação era ilegal.

Sissoco Embaló respondeu aos críticos com o argumento de que, enquanto "Comandante Supremo das Forças Armadas", tem competência "para requisitar" qualquer elemento da estrutura militar para o coadjuvar na Presidência da República.

"O Chefe do Estado-Maior particular do Presidente é uma estrutura que existe em todos os países do mundo. O Chefe do Estado-Maior General é o primeiro operacional das Forças Armadas, são duas coisas totalmente diferentes", argumentou Embaló.

O Presidente guineense fez igualmente mexidas no Tribunal Militar Superior, tendo exonerado o major-general Quintino Quadé da presidência do órgão e nomeado o também major-general Augusto Bicoda, que já tinha ocupado o cargo.

Quintino Quadé foi nomeado por Sissoco Embaló conselheiro do Presidente da República para a área da Defesa Nacional.

Os decretos não referem os motivos das mexidas.

Guiné-Bissau: O Sindicato base da EAGB suspende greve de sete dias previstas de 01 a 07 deste mês graças ao um entendimento com a direção da EAGB e o governo da Guiné-Bissau.

@CAP GB 
O Sindicato base da EAGB, suspendeu greve de sete dias previstas de 1 a 7 deste mês, graças ao um entendimento alcançado esta Quarta-Feira, 02-04-2025, com o governo e a direção da Eletricidade, água da Guiné-Bissau "EAGB", disse o Porta-voz, Erikson Cá.  

As garantias foram anunciadas à imprensa pelo Porta-voz do sindicato, Erikson Cá, que segundo ele, o governo compremeteu-se de resolver as exigências em causa. "Governo assume junto do fornecedor para garantir um dos pontos da nossa exigências, material de proteção individual para que possamos trabalhar melhor. Esperamos que se resolvam o mais rápido possível com o Ministério das Finanças", Exorta.  

O responsável sublinhou que, além de material de proteção individual, o Executivo através do Ministério das Finanças, vai iniciar um processo de identificar os técnicos que "recebem mal" para melhorar suas condições de trabalho. "Há técnicos que recebem mal, que sempre exigimos a reajuste salarial e, de acordo com o entendimento alcançado, vai-se criar uma comissão de seguimento de memorando para que ninguém possa o violar", Afirma.  

O Sindicato base da EAGB suspende greve de sete dias previstas de 01 a 07 deste mês graças ao um entendimento com a direção da EAGB e o governo da Guiné-Bissau.

É o Senhor Nelson Pereira, exonerado do cargo de Secretário de Estado das Comunidades, para o qual havia sido nomeado por Decreto Presidencial N°35/2024, de 20 de Agosto.

 


Trump está "frustrado" e impaciente com impasse nas negociações entre Rússia e Ucrânia

SIC Notícias

Presidente dos Estados Unidos prometeu acabar com a guerra em 24 horas, mas os altos funcionários do Governo norte-americano falam agora em meses.

O Presidente dos EUA prometeu acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas, mas altos funcionários do Governo norte-americano admitem agora que é muito pouco provável que o conflito termine nos próximos meses.

A última noite voltou a ser passada em branco na região de Kharkiv. Os ataques russos provocaram vários feridos, entre eles um bebé de 9 meses e uma criança de 7 anos.

“O inimigo conduziu 15 ataques a duas empresas civis no distrito de Kholodnohirsky, em Kharkiv.” adiantou o chefe do Departamento de Situações de Emergência da cidade, Bohdan Hladkykh.

A Rússia continua a não aceitar o pedido de cessar-fogo total feito pelos EUA; aos media estatais o conselheiro de política externa de Vladimir Putin descreveu as últimas propostas de Washington como inaceitáveis e disse que o plano não responde às exigências do país.

"Foi horrível. Os drones pairavam no ar, caíram e explodiram. Não contei quantos estavam lá. Talvez 15 ou 20. Eram muitos." disse a proprietária de uma das casas destruídas, Lilia Zhyhailo.

Esta semana a Rússia deverá enviar uma delegação aos EUA, mas os altos funcionários do Governo norte-americano já admitiram a uma agência de notícias que a paz não deverá chegar em breve.

“Ele está frustrado com os líderes de ambos os lados desta guerra. Ele quer que esta guerra acabe, há homens a morrer dos dois lados. Já dura há demasiado tempo.” disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca.

O impasse deixa a Ucrânia a repetir uma afirmação: foi Vladimir Putin quem começou a guerra e é ele quem menos a quer terminar.

“Por isso estamos à espera de uma demonstração séria de medidas de sanções, pelo menos de medidas de sanções da América.” afirmou o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Se a paz parece ainda longínqua, também o cessar-fogo parcial continua por cumprir. Esta quarta-feira os dois países voltaram a acusar-se de ataques mútuos à rede energética.

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao executivo um programa de reconstrução na região fronteiriça de Kursk, ainda parcialmente ocupada pelas tropas ucranianas, segundo um documento disponibilizado no 'site' do Kremlin.

Por LUSA 
Putin ordena reconstrução de região ainda parcialmente ocupada de Kursk

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao executivo um programa de reconstrução na região fronteiriça de Kursk, ainda parcialmente ocupada pelas tropas ucranianas, segundo um documento disponibilizado no 'site' do Kremlin.

"OGoverno da Rússia, juntamente com as autoridades regionais de Kursk, levarão a cabo um programa de reconstrução das infraestruturas da região de Kursk", afirmou o líder russo antes da emissão da ordem, numa reunião com membros do Governo.

O plano deverá estar pronto antes de 01 de julho deste ano para depois ser de imediato executado, segundo o documento.

Além disso, o Governo terá de compensar mensalmente 65.000 rublos (cerca de 770 dólares) aos habitantes que perderam as suas casas ou outros tipos de propriedade devido às ações do Exército Ucraniano no território de Kursk até ao momento da sua recaptura completa.

Os cidadãos desta região terão também facilidades extraordinárias nos procedimentos administrativos na área da saúde.

Moscovo acusou hoje Kiev de atacar na última noite as infraestruturas energéticas nesta região fronteiriça, apesar da trégua acordada em 25 de março, que deixou mais de mil pessoas sem energia.

A Rússia e a Ucrânia têm trocado acusações de violação da trégua nos ataques a infraestruturas energéticas, que foi anunciada por Washington após conversações separadas com delegações dos dois países em Riade, na Arábia Saudita.

No entanto, não foi mencionada qualquer data exata, quaisquer condições ou monitorização do entendimento e os relatos de ataques permanecem.

Nos últimos meses, a Rússia realizou uma grande contraofensiva para expulsar de Kursk as tropas ucranianas, que ainda ocupam uma pequena faixa do território próximo da fronteira.

Desde que invadiram a região, em agosto de 2024, as forças de Kiev chegaram a ocupar cerca de 1.300 quilómetros quadrados de Kursk.

No entanto, segundo dados do Instituto Americano para o Estudo da Guerra (ISW), um 'think tank' com sede em Washington que monitoriza a situação no terreno desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022, a presença das tropas ucranianas na província russa de Kursk está agora reduzida a apenas 80 quilómetros quadrados.


Leia Também: O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou hoje ataques deliberados da Rússia contra instalações energéticas, com Kiev e Moscovo a acusarem-se mutuamente de desrespeitarem um acordo sobre uma trégua parcial relativa a estes alvos.

É lançado em Bissau o Programa Regional Integrado Digital da África Ocidental (WARDIP) sob o lema "Juntos pela Transformação Digital". O Chefe de Estado, General Umaro Sissoco Embaló preside a cerimónia do Programa destinado a Transformação Digital e Desenvolvimento Tecnológico da Guiné-Bissau através de aumento de acesso e uso de Internet de banda larga.


É o Major-General, Tomás Djassi, nomeado Chefe de Estado Maior particular do Presidente da República, cargo que acumula com o de Comandante de Segurança Presidencial.

 


China está a preparar-se para invadir Taiwan, dizem os analistas. É o que mostram os exercícios militares "quase mensais"

Por CNN
As forças armadas chinesas lançaram mais um exercício de fogo real numa escalada de exercícios de bloqueio perto de Taiwan.

Os militares chineses realizaram um segundo dia de exercícios em torno de Taiwan na quarta-feira, lançando ataques com fogo real no Mar da China Oriental e praticando operações de bloqueio perto de rotas marítimas cruciais a leste e oeste da ilha.

Nos últimos anos, a China tem vindo a aumentar a frequência e a complexidade dos seus exercícios militares em torno de Taiwan - exercícios que, segundo os analistas, servem tanto de preparação crítica como de cobertura estratégica para uma potencial invasão da ilha autónoma.

Na quarta-feira, o Exército de Libertação Popular (ELP) lançou exercícios - com o nome de código “Strait Thunder-2025A” - nas zonas média e sul do Estreito de Taiwan, concentrando-se em testar as capacidades das tropas de “bloqueio e controlo conjunto” e “ataques de precisão a alvos-chave”, disse o porta-voz do Comando do Teatro Oriental, Coronel Shi Yi, num comunicado.

Como parte dos exercícios, o exército terrestre do Comando do Teatro Oriental realizou “exercícios de ataque de longo alcance com fogo real em áreas designadas do Mar da China Oriental”, indicou Shi.

“Os exercícios envolveram ataques de precisão em alvos simulados, como portos importantes e instalações de energia, e alcançaram os resultados pretendidos”, acrescentou.

Um vídeo divulgado pelo Comando do Teatro Oriental mostra soldados do ELP a conduzir camiões militares montados com sistemas de artilharia de rockets em posição ao abrigo da noite. Mais tarde, as imagens captaram rockets a voar para o céu antes de atingirem alvos costeiros simulados.

O ELP não especificou o local dos exercícios de fogo real, mas a Administração de Segurança Marítima da China emitiu um aviso na terça-feira designando uma área restrita ao longo da costa da província de Zhejiang, proibindo a entrada de navios entre as 18:00 de terça-feira e as 18:00 de quinta-feira devido a “operações militares”.

Entretanto, a leste de Taiwan, o grupo de porta-aviões Shandong da China efetuou exercícios com as forças navais e aéreas do ELP, informou Shi numa declaração separada.

Estes exercícios centraram-se na “coordenação navio-aeronave, superioridade aérea regional e ataques contra alvos marítimos e terrestres”, com ênfase nas “capacidades de bloqueio multidimensional”, segundo o comunicado.

O Ministério da Defesa de Taiwan denunciou os exercícios como “agressivos, provocadores e irresponsáveis”, acrescentando que as forças armadas da ilha permanecerão em alerta máximo.

“A provocação imprudente das tensões regionais por parte de Pequim, utilizando a segurança e a prosperidade globais como moeda de troca, revela a sua mentalidade hegemónica - uma mentalidade que trata as vidas como dispensáveis e rejeita completamente as regras internacionais”, condenou o ministério num comunicado.

Os exercícios de quarta-feira ocorreram um dia depois de o ELP ter realizado exercícios conjuntos surpresa envolvendo o seu exército, marinha, força aérea e força de mísseis a partir de várias direções em torno de Taiwan, poucos dias depois de o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ter prometido combater “a agressão da China” na sua primeira visita à Ásia.

Os Estados Unidos, o maior apoiante internacional de Taiwan, condenaram aquilo a que chamaram “ameaças irresponsáveis da China e as operações de pressão militar perto de Taiwan”.

“A escalada das táticas de intimidação militar da China só serve para exacerbar as tensões e minar a paz e a estabilidade entre as duas margens do Estreito”, afirmou o Departamento de Estado num comunicado.

Quatro caças Mirage 2000 da Força Aérea de Taiwan preparam-se para descolar da Base Aérea de Hsinchu, a 2 de abril de 2025, no segundo dia de exercícios militares que a China lançou perto da ilha autónoma. I-Hwa Cheng/AFP/Getty Images

Tensões crescentes
Para Taiwan, uma democracia de cerca de 23 milhões de pessoas que fica a apenas a 128 quilómetros da China no seu ponto mais próximo, os exercícios são o mais recente lembrete da ameaça que vem do vizinho gigante, que reivindica a ilha como sua e prometeu tomá-la pela força, se necessário.

O Ministério da Defesa da ilha disse ter detetado 76 aviões de guerra chineses, 13 navios do ELP e quatro navios da guarda costeira chinesa perto de Taiwan nas 24 horas anteriores às 6 da manhã de quarta-feira, hora local.

Mas nas ruas de Taipé, poucas pessoas pareciam estar a prestar muita atenção às atividades do ELP.

“Estes exercícios acontecem com tanta frequência que agora são como uma rotina diária”, comentou Lin, um homem na casa dos 50 anos.

“As pessoas daqui não vão ficar muito assustadas com isto”, observou Hawkin Yee, outro residente.

O Comando do Teatro Oriental do Exército Popular da China afirmou que os exercícios foram concebidos como um “aviso severo e uma forte dissuasão contra as forças separatistas da ‘Independência de Taiwan’”. O Gabinete para os Assuntos de Taiwan da China classificou os exercícios como “um castigo severo” para as “provocações desenfreadas para a ‘independência’” do presidente de Taiwan, Lai Ching-te.

Num vídeo de propaganda sobre os exercícios divulgado pelo Comando do Teatro Oriental, Lai foi representado como um inseto verde e um “parasita” que envenena a ilha.

No mês passado, Lai chamou à China uma “força estrangeira hostil” e anunciou 17 medidas para reforçar a segurança de Taiwan e combater a espionagem e a infiltração chinesas. Estas medidas incluem o restabelecimento de um sistema de tribunais militares para crimes como a espionagem e o reforço do controlo das visitas de cidadãos chineses.

O aumento das patrulhas regulares da China e os exercícios militares no ar e nas águas em torno de Taiwan fazem parte de uma afirmação mais alargada das reivindicações territoriais de Pequim sob o comando do líder chinês Xi Jinping.

Os analistas afirmam que os exercícios militares da China não são apenas uma demonstração de força destinada a intimidar Taiwan, mas também servem objetivos práticos e estratégicos importantes.

“Os ataques anfíbios são das operações militares mais difíceis e complicadas que existem, e a China não pode simplesmente construir os navios e depois avançar para Taiwan, tem de efetuar exercícios e adquirir experiência em tudo o que um ataque deste tipo exige”, disse David Silbey, professor de história na Universidade de Cornell, especializado em história militar, política de defesa e análise do campo de batalha.

A China poderá estar a preparar esses exercícios como disfarce para uma invasão, acrescentou Silbey.

“Se os chineses estão a planear lançar um ataque a coberto de um exercício de treino, precisam de se preparar para isso através de exercícios regulares de treino real, para que o disfarce da invasão não pareça estranho”, considerou.

A China não disse quanto tempo durariam os exercícios em curso. No entanto, o nome de código do exercício de quarta-feira sugere que deverá ser seguido pelo “Strait Thunder-2025B” no final deste ano.

“O programa de exercícios do Comando do Teatro Oriental passou, nos últimos dois anos, de três a quatro exercícios por ano para operações quase mensais”, disse Carl Schuster, antigo diretor de operações do Centro Conjunto de Informações do Comando do Pacífico dos EUA.

“O pessoal e os componentes do Comando do Teatro Oriental tornaram-se mais hábeis e flexíveis no planeamento de operações conjuntas e de serviço”, afirmou, referindo que estas consistem numa série de cenários ou conjuntos de atividades que podem ser acrescentados conforme necessário para se adaptarem à guerra política ou aos objetivos militares de Pequim.

MF || MISSÃO TÉCNICA DO FMI INICIA CONTATOS COM AS AUTORIDADES NACIONAIS

Por MF

 Uma missão da equipa técnica do Fundo Monetário Internacional ( FMI ) liderada por Niko Hobdari, Chefe da Missão para a Guiné-Bissau, iniciou esta quarta-feira (02/4/25), reuniões técnicas com entidades nacionais, no quadro do acordo financeiro entre o Governo e o Fundo Monetário Internacional. 

  Os contatos da equipa técnica do FMI, iniciaram esta manhã, com uma reunião bilateral com o Ministro das Finanças, Dr Ilídio Vieira Té, na presença dos Secretários de Estado do Tesouro e da Contabilidade Pública e do Orçamento e Assuntos Fiscais.   

A equipa do FMI liderada pelo Chefe da Missão para a Guiné-Bissau, vai realizar reuniões entre 02 a 11 de abril, para discutir as políticas macroeconómicas ao abrigo da oitava avaliação do acordo da ECF (Facilidade de Crédito Alargado), que visa apoiar os programas económicos dos países com vista a terem uma posição macroeconómica estável e sustentável, consentânea com uma redução da pobreza e um crescimento forte e duradouro, e também ajudando a catalisar ajuda externa complementar de que o país precisa.   

A missão técnica do FMI, que permanecerá no país até ao próximo dia 11 de abril 2025, tem previsto vários encontros com entidades nacionais ligados ao setor económico e financeiro.   

Saiba mais em www.mef.gw  Bissau, 02 de abril de 2025

Junta militar da Guiné-Conacri leva nova Constituição a referendo em setembro

Por LUSA 
A junta militar no poder na Guiné-Conacri anunciou na terça-feira que irá organizar um referendo sobre uma nova constituição em 21 de setembro, como um primeiro passo para o regresso à ordem constitucional.

Sob pressão internacional, a junta, que tomou o poder num golpe a 05 de setembro de 2021, prometeu inicialmente realizar um referendo constitucional e transferir o poder para os civis eleitos antes do final de 2024, mas nenhuma das promessas foi cumprida.

Desde a independência da França em 1958, a Guiné-Conacri tem sido governada por regimes ditatoriais que não conseguiram erradicar a pobreza extrema dos habitantes, apesar dos enormes recursos naturais deste país da África Ocidental.

"A data para a realização do referendo sobre a adoção da nova Constituição está marcada para domingo, 21 de setembro de 2025", de acordo com um decreto presidencial, lido na noite de terça-feira, na televisão pública, pelo ministro e secretário-geral da Presidência da República, general Amara Camara.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar, prometeu nas saudações de Ano Novo que 2025 seria um "ano eleitoral crucial para completar o regresso à ordem constitucional", mas sem dar um calendário.

A "carta de transição" estabelecida pela junta logo após o golpe de Estado exige que nenhum membro da junta governamental ou chefe de instituições republicanas se candidate às eleições.

A adoção de uma nova Constituição poderá remover esta barreira, embora Doumbouya tenha declarado repetidamente que não se irá candidatar à presidência.

O anúncio surgiu quatro dias depois de Doumbouya ter concedido um indulto presidencial ao antigo ditador da Guiné-Conacri Moussa Dadis Câmara, por "razões de saúde".

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse na terça-feira que o perdão "deve ser anulado", alertando que foge à obrigação dos Estados de combater a impunidade.

"A decisão (...) levanta sérias preocupações sobre o respeito das autoridades interinas pelo devido processo e pelo Estado de direito, e desconsidera o direito das vítimas a recursos efetivos", disse o porta-voz do comissariado.

Seif Magango, em comunicado, salientou que a medida "prejudica os procedimentos judiciais nacionais e contraria os princípios internacionais de direitos humanos que enfatizam (...) a obrigação dos Estados de proteger e garantir os direitos humanos e combater a impunidade".

Também na terça-feira, três organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos classificaram como uma "afronta à justiça e à memória das vítimas do massacre de 2009" o indulto, que permitiu que Dadis Camara, que ocupou a Presidência entre 2008 e 2010, fosse libertado da prisão na sexta-feira à noite.

Em julho de 2024, no final de um processo histórico que durou quase dois anos, Camara foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por crimes contra a Humanidade, pela sua responsabilidade de comando durante o massacre de 28 de setembro de 2009 em Conacri, quando era chefe da junta militar no poder.

Nesse dia, 156 pessoas foram mortas por balas, facas, catanas ou baionetas, e centenas de outras ficaram feridas, durante a repressão de uma manifestação da oposição num estádio em Conacri e arredores, de acordo com o relatório de uma comissão de inquérito internacional mandatada pela ONU.

União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau, promove seu encontro habitual depois da celebração do Eid al-Fitr (reza)...

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