sábado, 24 de janeiro de 2026

Gronelândia: Trump diz que Estados Unidos terão soberania dos terrenos da base militar: "Teremos tudo o que quisermos"... O presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos

Por  cnnportugal.iol.pt  24/01/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos terão soberania dos terrenos onde se localiza a base militar norte-americana na Gronelândia, com base no acordo pré-estabelecido esta semana com a NATO, em Davos, na Suíça.

Numa entrevista publicada hoje no jornal The New York Post, Trump respondeu afirmativamente ao ser questionado se os Estados Unidos passariam a controlar o terreno onde serão instaladas futuras bases militares norte-americanas na Gronelândia, que depende da Dinamarca.

“Teremos tudo o que quisermos. Estamos a manter conversas interessantes”, disse o presidente norte-americano, sem fornecer mais pormenores em relação ao pré-acordo anunciado na quarta-feira após a reunião entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no âmbito do Fórum Económico Mundial de Davos.

Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington, e atualizado em 2004.

Na quarta-feira, Trump retirou a ameaça de anexar a Gronelândia à força e de aumentar tarifas aduaneiras sobre alguns países europeus por se oporem à proposta de aquisição do território dinamarquês.

Trump alegou questões de segurança nacional perante ameaças russa e chinesa para querer a ilha do Ártico, uma região autónoma da Dinamarca, que também possui grandes reservas de hidrocarbonetos e de minérios.

Mais tarde, o presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos.

Donald Trump adiantou, em entrevista ao canal televisivo norte-americano FoxBusiness, que os Estados Unidos terão “todo o acesso militar” que quiserem, àquele território autónomo de um dos Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO.

“Podemos pôr o que precisarmos na Gronelândia porque queremos”, disse Trump, acrescentando: “Essencialmente, é acesso total, não há fim, não há limite de tempo.”

Pouco se sabe sobre o pré-acordo discutido com Mark Rutte, mas fontes citadas esta semana pelo jornal The New York Times referem que será semelhante ao estatuto das bases militares britânicas no Chipre, que continuam sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha do Mar Mediterrâneo, em 1960.

Os Estados Unidos reduziram a presença militar de 17 bases na Gronelândia em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos e mais de 300 funcionários atualmente, muitos dos quais cidadãos dinamarqueses ou gronelandeses.


O setor da energia foi, mais uma vez, visado nos ataques da última madrugada na Ucrânia. Em Kiev, mais de 2.500 edifícios estão sem aquecimento.

"Discombobulator": Trump revela arma secreta usada pelos EUA na Venezuela... O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou o uso de uma nova arma secreta, chamada "Discombobulator", na operação que resultou na captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. A arma terá incapacitado as forças de defesa venezuelanas, impedindo-as de responder à ofensiva norte-americana.

Por  LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que foi usada uma nova arma secreta norte-americana na operação para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agora deposto.

Em entrevista exclusiva ao jornal New York Post, que teve lugar na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump gabou-se de uma arma misteriosa que fez com que o "equipamento [da Venezuela] não funcionasse", nomeadamente, quando os helicópteros norte-americanos desceram sobre Caracas a 3 de janeiro.

A arma chama-se, em inglês "Discombobulator". Em português, a palavra traduz-se para algo como "desorganizador" ou "desorientador". Trump acrescentou que  não tem "autorização" para falar sobre esta arma.

"Adorava [falar]", mas, segundo o próprio, a segurança dos Estados Unidos exige que a arma secreta seja mantida assim mesmo - em segredo.

Na entrevista, Trump revelou apenas que o "Discombobulator" fez com que as forças de defesa da Venezuela fossem incapazes de responder à ofensiva norte-americana.

"Eles nunca conseguiram lançar os rockets. Tinham rockets russos e chineses e nunca os conseguiram lançar. Nós chegámos, eles pressionaram uns botões e nada funcionou", contou o chefe de Estado dos EUA.

Arma secreta e "Síndrome de Havana": Haverá ligação?

Trump divulgou a informação depois de ser questionado sobre relatos que se ouviram esta semana de que a administração Biden tinha comprado uma arma de energia pulsada, suspeita de criar a chamada "Síndrome de Havana".

A doença, que não é reconhecida oficialmente, terá sido identificada pela primeira vez em 2016, quando um grupo de diplomatas norte-americanos em Havana, a capital de Cuba, começaram a reportar problemas de natureza cognitiva, tais como dores de cabeça, insónias e tonturas. Com o passar dos anos, a síndrome foi denunciada noutros pontos do mundo, mas as suas causas permanecem um mistério.

Apesar de haver suspeitas de que os sintomas possam estar ligados a uma arma (e não a um vírus), ainda se sabe muito pouco sobre ambas - tanto a arma, como a tal síndrome. Contudo, alguns dos relatos no terreno feitos a 3 de janeiro coincidem com os sintomas em questão.

"A certa altura, eles lançaram algo; eu não sei como o descrever. Foi como uma onda de som muito intensa. De repente, senti que a minha cabeça ia explodir por dentro", descreveu uma das testemunhas da operação norte-americana.

"Começámos todos a sangrar do nariz. Alguns estavam a vomitar sangue. Caímos ao chão, incapazes de nos mexer. Nem sequer nos conseguíamos levantar depois daquela arma sónica - ou o que quer que tenha sido."

Na mesma altura, "todos os nossos sistemas de radar foram abaixo sem qualquer explicação", relatou um dos guardas do presidente deposto.

"Logo a seguir vimos drones, muitos drones, a sobrevoar as nossas posições. Não sabíamos como reagir", contou. E, depois dos drones, chegaram os helicópteros, "apenas oito", com cerca de 20 soldados norte-americanos.

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados no passado dia 3, durante a madrugada, pelas forças norte-americanas, que alegaram estar a dar cumprimento a um mandado judicial para deter o presidente venezuelano. Tanto Maduro quanto a esposa estão agora detidos nos EUA, e acusados de narcotráfico, entre outros crimes.


Leia Também: Explicador: Como aumentou a fortuna de Trump num ano de mandato?

A fortuna de Donald Trump encontra-se entre as 600 maiores do mundo, com a revista Forbes a colocá-la, na primeira quinzena de janeiro, no posto 580, com o equivalente a 6,2 mil milhões de euros. A imprensa dos Estado Unidos fala num aumento substancial em cerca de 12 meses, graças a atividades que em nada têm a ver com as funções do Presidente Trump na Casa Branca.


Leia Também: Países europeus da NATO criticam declarações "inaceitáveis" de Trump sobre Afeganistão

Emmanuel Macron, Keir Starmer e Giorgia Meloni reagiram às declarações do Presidente dos EUA, que questionou o desempenho das tropas aliadas da NATO no Afeganistão. O Presidente francês classificou os comentários como "inaceitáveis" e reiterou gratidão às famílias dos soldados mortos. 

Se Rússia ocupar toda a Ucrânia, Europa pode ter 10 milhões de migrantes... A Europa poderá ver, este ano, regressar a casa cerca de dois milhões de ucranianos caso haja acordo de paz, ou deslocações de 10 milhões de pessoas se a Rússia ocupar todo o país, prevê uma análise internacional.

Por LUSA 

Num relatório divulgado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas de Migração (ICMPD, na sigla em inglês) sobre as tendências migratórias esperadas para 2026, os analistas do organismo alertam que, caso o conflito na Ucrânia se agrave, os países europeus poderão enfrentar novas chegadas em grande escala.

A Ucrânia é, atualmente, o conflito que mais afeta as deslocações de pessoas na Europa, mas o ICMPD sublinha que as tendências migratórias para o continente vão ser influenciadas sobretudo por quatro países-chave.

A par da Ucrânia, país alvo de uma ofensiva militar russa desde fevereiro de 2022, o centro de reflexão em matérias migratórias também identifica a Venezuela, a Síria e o Afeganistão.

"As evidências históricas ligam conflitos prolongados a elevados níveis sustentados de deslocação", refere a organização intergovernamental no relatório, adiantando que, no ano passado, foi registado "um pico histórico" nos conflitos globais.

Em 2025, "o Índice Global da Paz registou 59 conflitos ativos entre Estados em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial", nota o ICMPD, admitindo que o cenário global mostra "poucas perspetivas de alívio" em 2026.

"Os conflitos são cada vez mais prolongados e internacionalizados, impulsionados pela fragmentação geopolítica e pela rivalidade entre grandes potências", sustenta a organização com sede em Viena, Áustria.

Para esta organização de apoio às políticas migratórias, "as crises em curso e as emergentes continuam a ser a principal fonte de incerteza nas perspetivas migratórias da Europa", apesar de observar que os pedidos de asilo e as chegadas irregulares à União Europeia (UE) diminuíram acentuadamente (na ordem dos 25%) nos últimos dois anos.

A tendência de decréscimo foi causada, explica, pelo contínuo controlo migratório por parte dos Estados (europeus e parceiros), o que deverá ser reforçado pela implementação, a partir de junho deste ano, do novo Pacto Migratório da UE.

O novo pacto vai absorver, de acordo com a análise do centro internacional, grande parte da capacidade dos Estados-membros ao longo de 2026, mas também levará a um maior reforço da cooperação com os Estados vizinhos, até porque um dos objetivos é aumentar substancialmente o regresso de quem reside ilegalmente no território da União Europeia.

"Em 2025, pela primeira vez em muitos anos, os governos europeus retomaram os regressos de migrantes irregulares à Síria e ao Afeganistão, ao abrigo de acordos com as respetivas autoridades" e afetando pequenos grupos, normalmente de criminosos condenados, aponta, indicando que essa retoma revela uma nova tendência.

"Isto mostra que os objetivos da política migratória têm precedência sobre as preocupações relacionadas com o regime democrático", assinala o ICMPD, acrescentando prever que este ano haja uma intensificação das operações de regresso.

O ICMPD, no qual Portugal está representado, tem como objetivo a cooperação internacional em matéria de asilo e imigração, através de análises e recomendações que visam sobretudo o controlo dos movimentos migratórios, o combate à imigração irregular e a promoção de vias legais e seguras.


Leia Também: Ucrânia denuncia ataques russos durante conversações de paz em Abu Dhabi

A Ucrânia denunciou hoje os ataques russos durante a noite que causaram pelo menos um morto no país, numa altura em que ucranianos, russos e norte-americanos participam em conversações em Abu Dhabi


Irão promete responder a ameaças de Trump no terreno... A Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje responder no terreno às ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio do envio de uma "frota enorme" norte-americana para águas próximas do Irão.

Por LUSA 

"Trump fala muito, mas deve estar seguro de que receberá a resposta no campo" de batalha, afirmou o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Mousavi, em declarações citadas pela televisão estatal Press TV.

Mousavi é o responsável pelo programa de mísseis balísticos iraniano como chefe da força aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.

Com centenas de milhares de efetivos, a força também conhecida por Guarda Revolucionária foi criada na sequência da revolução de 1979, que instituiu a República Islâmica, e tem por missão proteger o regime liderado pelo clero xiita.

Também o antigo general da Guarda Revolucionária e atual membro da Comissão de Segurança Nacional, Esmail Kowsari, reiterou que Teerão responderá de forma letal em caso de ataque, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

"Se os inimigos cometerem um ato agressivo, receberão uma resposta letal e dissuasora, e as bases norte-americanas na região serão um dos principais objetivos", afirmou, citado pela agência iraniana Fars.

Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.

As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.

Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.

Trump afirmou na quinta-feira que uma "frota enorme" se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.

O porta-aviões "Abraham Lincoln", que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.

Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.


Leia Também: Trump diz que 800 prisioneiros foram poupados. Irão aponta "falsidades"

O procurador-geral do Irão classificou hoje como "completamente falsas" as repetidas declarações do presidente dos EUA que suspendeu as execuções por enforcamento de 800 manifestantes detidos naquele país


Elon Musk: "A morte tem alguns benefícios"... O magnata multimilionário e dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI marcou presença no Fórum Económico Mundial e afirmou que acredita que, eventualmente, se encontrará uma forma de combater os efeitos do envelhecimento.

Por Noticiasaominuto.com 

O magnata multimilionário Elon Musk marcou presença no Fórum Económico Mundial que teve lugar esta semana em Davos, na Suíça, e, numa conversa com o CEO da BlackRock, Larry Fink, afirmou que o envelhecimento é um “problema muito solucionável”.

O dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI acredita que, eventualmente, se encontrará formas de combater os efeitos do envelhecimento, mas também se questionou se será benéfico fazê-lo.

Musk começou por indicar que, eventualmente, se entenderá o que causa o envelhecimento e notou que deverá serer algo “incrivelmente óbvio” dado que faz com que todas as células envelheçam ao mesmo ritmo.

“Nunca vi na minha vida ninguém com um braço esquerdo velho e um braço direito novo, portanto, porque é que isso acontece? Deve haver um relógio que está a sincronizar 35 biliões de células no teu corpo”, afirmou Musk, notando logo a seguir que combater o envelhecimento do corpo não deverá ser totalmente benéfico para a sociedade.

“Sabes, a morte tem alguns benefícios”, notou o empresário de acordo com o site Business Insider. “Há uma razão para não vivermos mais tempo, porque se as pessoas viverem mais, penso que haveria o risco de uma ossificação da sociedade. De as coisas ficarem estagnadas. Pode tornar-se algo sufocante. Uma falta de vitalidade, mas, dito isto, penso que encontremos formas de prolongar a vida e talvez até de reverter o envelhecimento? Acho que isso é altamente provável”.

Lula da Silva acusa Trump de querer "criar uma nova ONU"... O Presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou esta noite o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de querer "criar uma nova ONU", na qual "ele, sozinho, é o dono".

Por LUSA 

"O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada", criticou Lula da Silva hoje, na cidade de Salvador, durante o 14.º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra.

O chefe de Estado brasileiro disse ainda que em vez de se tentar corrigir a ONU "com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de países africanos", o que Donald Trump está a fazer é "uma proposta de criar uma nova ONU, e ele, sozinho, é o dono da ONU".

Até agora, cerca de 20 nações, algumas delas lideradas por aliados próximos de Trump, manifestaram o seu apoio à iniciativa, mas as grandes potências e a maioria dos países europeus têm-se mostrado reticentes, por considerarem que o Conselho  da Paz enfraquece a ONU.

Lula da Silva criticou ainda os planos revelados esta semana por Trump no Fórum Económico Mundial, em Davos (Suíça), para a construção de complexos hoteleiros de luxo numa Gaza devastada pela guerra entre o Hamas e Israel.

"Você viu a fotografia do que vão tentar fazer em Gaza? Um resort, ou seja, derrubaram e mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo", criticou.


Leia Também: João Lourenço critica "contexto de humilhação" vivido pelas Nações Unidas

O Presidente angolano criticou hoje o "retrocesso assustador" mundial nas conquistas democráticas já alcançadas, com as Nações Unidas a viverem "num contexto de autêntica humilhação, sem capacidade de exercer o papel que lhe cabe".