sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Trump admite estar "a considerar" um ataque militar contra o Irão... O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu estar "a considerar" encetar um ataque militar contra o Irão, para pressionar o país a chegar a um acordo no que diz respeito ao seu programa nuclear.

© Reprodução Truth Social/ Donald Trump    Por  Notícias ao Minuto com Lusa  20/02/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu, esta sexta-feira, estar "a considerar" levar a cabo um ataque militar contra o Irão, por forma a pressionar o país a chegar a um acordo no que diz respeito ao seu programa nuclear.

"Creio que posso dizer que estou a considerar isso", disse Trump, no início de uma reunião com governadores na Casa Branca, citado pelo The New York Times.

Sublinhe-se que, na quinta-feira, o chefe de Estado deu um prazo de 10 dias para a situação no Irão "se esclarecer", advertindo que, caso contrário, poderiam ocorrer "coisas más".

"Talvez tenhamos de ir mais longe, ou talvez não, talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente saberão nos próximos 10 dias", declarou, em Washington, antes da primeira reunião do Conselho da Paz.

E alertou: "Agora é o momento de o Irão se juntar a nós num caminho que complete o que estamos a fazer. Se se juntarem a nós, será ótimo. Se não se juntarem, também será ótimo, mas será um caminho muito diferente."

Pouco depois, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irão com uma resposta brutal, caso Teerão ataque Israel.

"Se os 'ayatollahs' cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem sequer conseguem imaginar. […] Estamos preparados para qualquer cenário", disse Netanyahu, numa alocução televisiva proferida durante uma cerimónia militar.

Entretanto, o Irão informou o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que responderá "de forma decisiva" em caso de ataque e que considerará as bases dos Estados Unidos na região como alvos legítimos.

"Em caso de agressão militar contra o Irão, este responderá de forma decisiva e proporcional, de acordo com os princípios de autodefesa consagrados no artigo 51.º da Carta da ONU", escreveu o embaixador iraniano, numa carta enviada ao português.

O responsável acrescentou que, "nestas circunstâncias, todas as bases, infraestruturas e ativos norte-americanos na região constituem alvos legítimos".

Estas declarações surgem num contexto de reforço do destacamento militar norte-americano no Médio Oriente, com mobilização de meios navais e aéreos, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Recorde-se que os Estados Unidos e o Irão concluíram uma segunda ronda de negociações na terça-feira, na Suíça, sem uma aproximação entre os dois países.

Note-se ainda que a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do país, está a realizar manobras militares no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio global de petróleo.

UE pede estabilidade após tarifas de Trump consideradas ilegais... A Comissão Europeia disse hoje tomar nota da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, de que as tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, são ilegais, apelando à "estabilidade e da previsibilidade" das relações comerciais transatlânticas.

© Aaron Schwartz/Getty Images   Por  LUSA   20/02/2026 

"Tomamos nota da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos e estamos a analisá-la cuidadosamente. Continuamos em contacto próximo com a administração dos Estados Unidos, enquanto procuramos esclarecimentos sobre as medidas que pretendem tomar em resposta a esta decisão", reagiu o porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill.

Numa declaração enviada à imprensa europeia em Bruxelas, o responsável adiantou: "As empresas de ambos os lados do Atlântico dependem da estabilidade e da previsibilidade nas relações comerciais e, por isso, continuamos a defender tarifas baixas e a trabalhar no sentido de as reduzir".

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou hoje, por seis votos contra três, as tarifas globais impostas pelo Presidente Donald Trump ao abrigo de uma lei de poderes de emergência.

A decisão incide sobre as chamadas "tarifas recíprocas" aplicadas em abril de 2025 à maioria dos países, bem como sobre outras taxas decretadas com base numa lei de 1977 que permite ao Presidente regular importações em situação de emergência nacional.

A maioria dos juízes considerou que a lei não confere ao chefe do executivo autoridade para impor impostos sobre importações, competência que a Constituição atribui ao Congresso.

Os juízes conservadores Samuel Alito, Clarence Thomas e Brett Kavanaugh votaram vencidos.

O caso representa o primeiro grande dossiê da agenda de Trump a chegar diretamente ao Supremo Tribunal, que o Presidente ajudou a moldar com a nomeação de três magistrados conservadores durante o seu primeiro mandato.

Trump classificara o processo como um dos mais importantes da história dos Estados Unidos, advertindo que uma decisão contra si representaria um golpe económico para o país.

A oposição às tarifas ultrapassou divisões partidárias, incluindo críticas de grupos empresariais e libertários tradicionalmente alinhados com o Partido Republicano, enquanto sondagens indicam fraca popularidade das medidas entre o eleitorado.

A decisão surge após várias vitórias judiciais de curto prazo do governo de Donald Trump em matérias relacionadas com o alargamento do poder executivo, mas não impede o Presidente de recorrer a outras leis para impor tarifas, ainda que sujeitas a maiores restrições processuais.


Leia Também: Supremo Tribunal dos EUA anula tarifas impostas por Trump a nível global

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos anulou, esta sexta-feira, a maioria das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, a nível global. Os magistrados consideraram que o chefe de Estado excedeu a sua autoridade, ao ter recorrido a uma lei reservada para situações de emergência nacional.

O Enviado Especial do Presidente da #União #Africana, #Patrice #Trovoada, fala à imprensa no âmbito da missão que realiza no país.

André Ventura com imunidade levantada após queixa crime de Pinto Moreira... A Assembleia da República autorizou hoje, por unanimidade, o levantamento da imunidade parlamentar do presidente do Chega para responder a uma queixa de difamação que foi apresentada pelo antigo deputado do PSD Joaquim Pinto Moreira.

© FILIPE AMORIM / AFP via Getty Images  Por  LUSA   20/02/2026 

Este processo, em que André Ventura é alvo de uma queixa por difamação apresentada pelo antigo presidente da Câmara de Espinho, corre no Juízo de Instrução Criminal de Santa Maria da Feira.

Em dezembro passado, o Ministério Público pediu à Assembleia da República o levantamento da imunidade parlamentar de André Ventura para ser ouvido como arguido - requerimento que foi depois

Em causa estão declarações do presidente do Chega, numa entrevista à SIC, em março deste ano, em que disse que Pinto Moreira terá recebido "dinheiro para fazer obras" e de "trocar obras por presentes".

Segundo o antigo presidente da Câmara de Espinho, André Ventura proferiu estas declarações "com clara intenção de ofender a honra", considerando que André atuou propositadamente para lhe "imputar atos corruptivos" e "para os publicitar".

Ou seja, o líder do Chega terá atuado "de forma dolosa", tendo ofendido "gravemente na sua honra e consideração".

Em dezembro, em Ponta Delgada, no âmbito da sua candidatura presidencial, André Ventura comentou este caso que o envolve. Lamentou então que o ex-deputado social-democrata Pinto Moreira tenha "optado pela judicialização" do debate político e voltou a acusá-lo de corrupção.

Depois, disse que o antigo autarca de Espinho e ex-deputado do PSD é "conhecido de todos pela forma pouco séria e até corrupta como geriu os destinos da Câmara" e "desviou dinheiro".

Joaquim Pinto Moreira está envolvido no processo Vórtex e foi acusado de dois crimes de corrupção passiva agravada, um crime de tráfico de influências e um crime de violação de regras urbanísticas por funcionário.


Leia Também: Mais de 5.000 mulheres morreram e 14 mil foram feridas na Ucrânia

Mais de 5.000 mulheres e raparigas morreram e cerca de 14.000 ficaram feridas na Ucrânia desde o início da invasão russa, há quatro anos, alertou hoje a ONU Mulheres, que teme o encerramento da rede de ajuda a vítimas.

Polónia abandona tratado contra minas e gera críticas: "Um dia sombrio"... A coligação de organizações que defende a proibição de minas terrestres lamentou a saída da Polónia do tratado de não-utilização destas armas, hoje concluída, considerando tratar-se de "um dia sombrio para os civis em conflitos".

© Reuters   Por LUSA  20/02/2026 

A Polónia deixou hoje de estar vinculada às disposições do tratado que proíbem a utilização, a produção e a transferência de minas antipessoais, depois de ter terminado o período de espera legal de seis meses após a notificação de retirada feita às Nações Unidas.

Esta decisão, justificada por Varsóvia com a degradação da segurança no flanco leste da NATO, quebra "um consenso de décadas de que estas armas indiscriminadas não têm lugar nos arsenais modernos", lamentou a coligação de organizações que defendem o fim das minas terrestres, referindo tratar-se de uma posição "altamente invulgar".

A notificação da retirada da Polónia foi apresentada em 2025, em conjunto com a Estónia, a Finlândia, a Letónia e a Lituânia.

"Hoje é um dia sombrio para aqueles que procuram proteger os civis em conflitos. Ao decidirem reintroduzir estas armas antiquadas e desumanas, os cinco países estão a enfraquecer uma norma global que salvou inúmeras vidas civis", afirmou a diretora da Campanha Internacional para a Proibição de Minas Terrestres (ICBL, na sigla em inglês), Tamar Gabelnick, em comunicado.

"Estes governos alegam que 'precisam' de minas antipessoais para a sua defesa, mas a história mostra que os seus próprios cidadãos serão os que mais sofrerão com a sua utilização -- hoje e nas próximas décadas", alertou.

A última edição do Monitor de Minas Terrestres, realizado pela ICBL e divulgado em 2025, mostrou que nove em cada 10 pessoas mortas ou feridas por minas terrestres são civis, e quase metade são crianças.

Esta vaga de retiradas tem sido condenada pela ICBL e por outros líderes de organizações humanitárias, incluindo em dois grandes apelos conjuntos assinados por dezenas de laureados com o Prémio Nobel e líderes mundiais, que alertaram para os graves riscos de tais decisões.

A Polónia, qu tinha ratificado o tratado em 2012, destruindo um 'stock' de mais de um milhão de minas até 2016, anunciou recentemente planos para retomar a produção de minas antipessoais, tendo a empresa estatal Belma avançado que irá produzir 5 a 6 milhões de minas para colocação ao longo da fronteira leste e para exportação, nomeadamente para a Ucrânia.

Um anúncio que a ICBL admitiu ser alarmante, sublinhando que Kiev ainda é membro do Tratado de Proibição de Minas.

"A Polónia conhece a maldição das minas terrestres melhor do que a maioria dos países", já que "após a II Guerra Mundial, era um dos países mais minados da Europa", lembrou a vice-diretora do ICBL Kasia Derlicka-Rosenbauer.

O país "demorou mais de uma década a limpar o seu território e, mesmo assim, as minas terrestres continuaram a matar e a ferir cidadãos polacos até à década de 1970", acrescentou.


Leia Também: Rússia avisa para "efeito dominó" de saída polaca de acordo sobre minas

A Rússia advertiu hoje que a saída da Polónia da Convenção de Otava sobre a proibição de minas antipessoal pode desencadear um "efeito dominó" e ameaça agravar as tensões na Europa.

Governo finlandês prepara-se para uma eventual crise com a Rússia... A Finlândia, país membro da Aliança Atlântica, aumentou o orçamento para o setor da defesa, enquanto o Governo afirma que está preparar-se para enfrentar uma crise com a Rússia.

© Shutterstock   Por LUSA   20/02/2026 

No ano passado, a Finlândia gastou 6,5 mil milhões de euros em defesa, o que representa 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em comparação com 1,9% em 2022.

A Finlândia deve também receber este ano o primeiro de 64 aviões de combate F-35 norte-americanos.

O país partilha uma fronteira terrestre de 1.340 quilómetros com a Rússia e parte do seu território foi anexado pela União Soviética em 1940.

Em abril de 2023, a Finlândia pôs fim a décadas de não alinhamento militar ao aderir à Aliança Atlântica.

A entrada na NATO foi uma consequência da invasão da Ucrânia pelas forças de Moscovo.

"Antes tínhamos de nos desenrascar sozinhos. Com a ajuda de amigos, claro, mas sobrevivendo por conta própria. Agora, estamos totalmente integrados na NATO; é uma grande mudança na nossa abordagem à defesa", disse o ministro da Defesa finlandês, Antti Häkkänen, em entrevista à Agência France Presse. 

Para o governante, a Rússia, "preocupada com o conflito na Ucrânia", não representa atualmente uma ameaça militar direta, mas, sublinhou, pode tornar-se agressiva no futuro.

Nesse sentido, Antti Häkkänen afirmou que a Finlândia precisa de agir "rapidamente" para reforçar defesas.

Em janeiro, o Governo de Helsínquia abandonou a Convenção de Otava, que proíbe o uso das as minas terrestres antipessoais, e admite minar a zona de fronteira com a Rússia em caso de crise.

Perto do território finlandês, o exército russo está a reativar ou a reforçar bases, mas "por enquanto" não aumentou significativamente a presença militar na região, devido à guerra que trava contra as tropas ucranianas.

Face aos ataques de que os russos são suspeitos, a Finlândia reforçou também os sistemas de vigilância de cabos submarinos no Mar Báltico.

A Finlândia também fechou a fronteira com a Rússia "até novas ordens", temendo que o país vizinho possa orquestrar a chegada de migrantes provocando desestabilização, como aconteceu em 2023.

Nesse sentido, a Finlândia iniciou a construção de uma vedação fortemente vigiada com 200 quilómetros de comprimento em pontos estratégicos.

Com a vigência do serviço militar obrigatório, o país conta com uma reserva de 900 mil cidadãos, de uma população de 5,6 milhões.


Leia Também: Nova Zelândia alarga lista de sanções contra a Rússia

O Governo da Nova Zelândia anunciou hoje o alargamento da sua lista de sanções contra a Rússia devido à invasão da Ucrânia, que teve início há quase quatro anos.


Estudo. Proteínas influenciam saúde celular e prevenção do envelhecimento... Um estudo internacional liderado pela Universidade de Coimbra (UC) revelou o papel de uma família de proteínas em processos essenciais para manter a saúde celular e para a prevenção de doenças ligadas ao envelhecimento.

© Shutterstock   Por  LUSA  20/02/2026 

Um estudo internacional liderado pela Universidade de Coimbra (UC) revelou o papel de uma família de proteínas em processos essenciais para manter a saúde celular e para a prevenção de doenças ligadas ao envelhecimento.

Liderado pelo Grupo de Envelhecimento do Cérebro do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) da Universidade de Coimbra (integrado no Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia), a investigação internacional revelou um papel desconhecido de uma família de proteínas chamadas dinaminas.

A investigação demonstrou a importância das dinaminas "na proteção do núcleo celular e na preservação da estabilidade do genoma, processos essenciais para manter a saúde celular e a prevenção de enfermidades relacionadas com o envelhecimento", afirmou hoje a UC.

Num comunicado enviado à agência Lusa, aquela instituição de ensino superior explicou que a equipa de cientistas descobriu que as células sem dinaminas "apresentam defeitos profundos na arquitetura nuclear".

A investigadora do MIA-Portugal e primeira autora do estudo, Célia Aveleira, partilhou que "foi possível descobrir que as dinaminas são fundamentais para manter a integridade da membrana nuclear e a estabilidade do genoma".

"Quando estas proteínas estão ausentes, a estrutura do núcleo torna-se irregular, os sistemas de reparação de ADN são afetados e o ADN danificado acumula-se na célula, representando uma ameaça à estabilidade celular", acrescentou.

Para além de atribuir um novo papel àquela família de proteínas, os resultados do estudo permitem também compreender melhor a base celular do envelhecimento e das doenças relacionadas com a idade.

"Ao identificar as dinaminas como reguladoras da integridade nuclear e da estabilidade do genoma, o nosso trabalho oferece novas perspetivas sobre os mecanismos que previnem patologias relacionadas com o envelhecimento", avançou a investigadora principal do Grupo de Envelhecimento do Cérebro do MIA-Portugal Ira Milosevic.

De acordo com a também investigadora da Universidade de Oxford, as descobertas "têm implicações para a investigação sobre o envelhecimento e para doenças causadas pela instabilidade genómica", tais como patologias neurodegenerativas e cancro.

O estudo demonstrou ainda que as dinaminas exercem o seu papel protetor através de interações com o citoesqueleto, particularmente com os microtúbulos -- o suporte interno e rede de transporte da célula.

"Pode-se pensar nos microtúbulos como os alicerces da célula e as dinaminas trabalham em conjunto com essas estruturas para manter a estabilidade nuclear e apoiar a manutenção do genoma", explicou Célia Aveleira.

Segundo a UC, as dinaminas são mais conhecidas pelo seu papel como "pinças" moleculares que cortam as vesículas recém-formadas da membrana celular.

O núcleo celular funciona como o centro de comando da célula, albergando e salvaguardando o genoma. Para o bom funcionamento celular, o núcleo deve manter a integridade estrutural, preservar a integridade da membrana nuclear e reparar eficientemente os danos no ADN.

"A perturbação de qualquer um destes processos está intimamente associada ao envelhecimento", completou a instituição de ensino superior.

Para além do MIA-Portugal e da Universidade de Oxford (Reino Unido), a investigação envolveu ainda a Universidade de Sheffield (Reino Unido), a Universidade Tecnológica de Nanyang (Singapura) e a Universidade Estadual da Pensilvânia (Estados Unidos).

FBP // SSS

Lusa/Fim

Epidemia de cólera em Moçambique com mais 103 novos casos em 24 horas... Moçambique registou mais 103 novos casos de cólera na atual epidemia, em 24 horas, elevando para mais de 5.760 infetados desde setembro, com 71 mortos, e 300 novos doentes em três dias, segundo dados oficiais.

© Lusa   20/02/2026 

De acordo com o último boletim da doença da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP), a que a Lusa teve hoje acesso e com dados de 03 de setembro a 18 de fevereiro, do total de 5.764 casos de cólera contabilizados, 2.500 foram na província de Nampula, com um acumulado de 32 mortos, e 2.180 em Tete, com 28 óbitos, além de 909 em Cabo Delgado, com oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado aponta para 95 casos de cólera, e um morto, na província da Zambézia, e 78 casos e dois mortos na província de Manica. Surgiram agora casos na cidade de Maputo e na província de Gaza (um em cada).

Só nas 24 horas anteriores ao fecho deste boletim (18 de fevereiro), foram confirmados mais 103 casos, com a taxa de letalidade geral nacional a baixar para 1,2%. Em três dias, o número de novos doentes ascende a 313, com um morto, além do registo de 110 pessoas internadas com cólera, 33 dos quais em ambulatório, atualmente.

No surto de cólera anterior, de acordo com os dados da DNSP de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já ultrapassa o número de doentes e mortos em cerca de metade do tempo do anterior.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram na quinta-feira que o país já enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença presente em 22 distritos, avançando com a vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

"O país tem uma epidemia, claramente porque temos vários surtos, em vários locais. A definição da epidemia é quando temos vários surtos juntos, então, sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, questionado pela Lusa, numa conferência de imprensa, em Maputo.

O responsável adiantou na mesma conferência de imprensa, de balanço da situação epidemiológica, que a vacinação anunciada vai decorrer na cidade de Tete e Moatize, província de Tete, no centro, e nos distritos de Eráti e Nacala Porto, em Nampula, no norte.

"Em Tete estamos a vacinar dois distritos e em Nampula outros dois distritos e inicialmente recebemos 2,5 milhões de doses vacinas que estão neste momento a serem alocadas a estas duas províncias e em uma semana e meia vamos receber cerca de 750 mil doses. Ao final, para estas duas províncias, vamos alocar cerca de 3,5 milhões de doses para vacinar nestes quatro distritos", explicou Fernandes.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse então Inocêncio Impissa.

Guiné-Bissau - Sua Excelência, O Ministro das Obras Públicas, José Carlos Esteves, visitou esta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, às obras de construção e reabilitação das vias públicas em curso na cidade de Gabú


Intervenção do Ministro das obras públicas e urbanismo para com o controle feito as obras em andamento👇


Venezuela: 50 milhões de barris de petróleo a caminho dos EUA... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou quinta-feira que 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela estão a caminho da cidade de Houston, o que considerou "fantástico" para o país sul-americano.

© Tom Brenner/Getty Images   Por  LUSA   20/02/2026 

"Estamos a levar 50 milhões de barris de petróleo. Estão a bordo de navios enormes a caminho de Houston", cidade do Estado do Texas (sul), disse Trump num comício republicano numa unidade industrial na Geórgia (sudeste). 

Sem mencionar diretamente a Presidente interina do país sul-americano, Delcy Rodríguez, que chegou ao poder há dois meses após a captura do ex-líder Nicolás Maduro numa operação norte-americana em Caracas, Trump concluiu dizendo que "está a fazer um ótimo trabalho". 

Os comentários do Presidente sobre o petróleo surgem 24 horas após o Departamento do Tesouro ter formalizado uma regra que flexibiliza as restrições às petrolíferas que operam na Venezuela, permitindo-lhes exportar petróleo bruto sob condições rigorosas de monitorização e de apresentação de relatórios. 

As novas licenças autorizam cinco grandes empresas - Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol - a realizar transações relacionadas com hidrocarbonetos com a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e outras entidades públicas. 

A licença exige que os contratos sejam regidos pela jurisdição norte-americana e que os pagamentos a indivíduos sancionados pelo Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) sejam direcionados para contas designadas pelo Departamento do Tesouro.  

Desde a sua chegada ao poder, Delcy Rodríguez, antiga vice-presidente de Nicolas Maduro, abriu sob pressão norte-americana o setor petrolífero ao setor privado e prometeu uma lei de amnistia atualmente em debate na Assembleia Nacional, iniciando uma normalização das relações diplomáticas com Washington, cortadas em 2019.

O chefe do comando militar dos Estados Unidos para a América Latina e Caraíbas (Southcom), general Francis Donovan, visitou quarta-feira a Venezuela, anunciou a embaixada norte-americana em Caracas.

A mesma fonte adiantou que Donovan reuniu-se em Caracas com "as autoridades interinas para avaliar a questão da segurança (...) e para avançar no objetivo de uma Venezuela alinhada com os Estados Unidos". 

O "tema da segurança" e "o plano de três fases" de Trump para o país sul-americano, foram temas nos encontros que o general norte-americano teve na capital venezuelana, informou também a embaixada.

 O plano tem, segundo Washington, três fases para a transição na Venezuela, desde a captura de Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, a 03 de janeiro passado: a estabilização do país e "restauração da segurança", a recuperação da economia e, finalmente, uma "transição" para uma "Venezuela amigável, estável, próspera e democrática".  


Leia Também: Guterres diz que ONU vai lançar comissão sobre o "controlo humano" da IA ...    António Guterres apelou a "menos alarido e menos medo"

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a "menos alarido e menos medo" em torno da inteligência artificial (IA) e anunciou a criação de uma comissão da ONU para examinar o "controlo humano" desta tecnologia.

ESTADOS UNIDOS: Juíza federal acusa Administração Trump de 'terror' contra imigrantes... Uma juíza federal acusou a administração liderada por Donald Trump de aterrorizar os imigrantes e de violar a lei de forma imprudente nos seus esforços para deportar milhões de pessoas que vivem ilegalmente nos Estados Unidos.

© Yuri Gripas/CNP/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   20/02/2026 

Citando as mortes de Renee Good e Alex Pretti no Minnesota, mortos a tiro por agentes federais no mês passado, a juíza afirmou que a Casa Branca (presidência norte-americana) também "estendeu a sua violência contra os seus próprios cidadãos", noticiou a agência Associated Press (AP). 

"As ameaças representadas pelo poder executivo não podem ser vistas isoladamente", frisou a juíza distrital Sunshine Sykes, de Riverside, Califórnia, numa decisão contundente emitida na quarta-feira à noite.

Sykes afirmou que o Governo violou a sua decisão de dezembro, que constatou que estava a negar ilegalmente a muitos imigrantes detidos a hipótese de serem libertados.

A juíza tinha determinado que o Departamento de Segurança Interna dos EUA os notificasse de que poderiam ser elegíveis para fiança e que depois lhes desse acesso a um telefone para ligarem a um advogado no prazo de uma hora.

Anulou também uma decisão de setembro de um tribunal de imigração que o Governo tinha citado para justificar a continuidade da sua política de detenção obrigatória.

A Casa Branca encaminhou os pedidos de comentários para o Departamento de Segurança Interna e este referiu, em comunicado, que o Supremo Tribunal tinha "repetidamente anulado" decisões de instâncias inferiores sobre a questão da detenção obrigatória.

"O ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) tem a lei e os factos a seu favor e acata todas as decisões judiciais até que, em última instância, sejam derrubadas pelo mais alto tribunal do país", pode ler-se no comunicado.

Nos governos anteriores, as pessoas sem antecedentes criminais podiam geralmente solicitar uma audiência de fiança perante um juiz de imigração enquanto os seus processos eram tramitados no tribunal de imigração, a menos que fossem detidas na fronteira.

A Casa Branca do Presidente Donald Trump reverteu esta prática.

Com o acesso às audiências de fiança interrompido, milhares de imigrantes apresentaram petições separadas nos tribunais federais procurando a sua libertação.

Mais de 20.000 casos de habeas corpus foram apresentados desde a tomada de posse de Trump, de acordo com os registos dos tribunais federais analisados pela AP.

Os juízes concederam muitos destes pedidos, mas mais tarde constataram que o Governo estava a violar as suas ordens de libertar pessoas ou de lhes prestar outro tipo de auxílio.

Entre outros casos, um juiz federal do Minnesota tomou a rara medida, na quarta-feira, de considerar um advogado da administração Trump em desacato ao tribunal devido ao incumprimento, por parte do Governo, de uma ordem para devolver os documentos de identificação a um imigrante cuja libertação tinha sido determinada pelo juiz.


Leia Também: Extraterrestres? Trump acusa Obama de revelar "informações confidenciais"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou quinta-feira o seu antecessor, Barack Obama, de divulgar "informações confidenciais" ao sugerir casualmente, num podcast, que os extraterrestres existem.

Jornalista da Deutsche Welle preso na Turquia por "notícia falsa"... Um jornalista turco da rádio e televisão pública alemã Deutsche Welle (DW) foi hoje detido e colocado em prisão preventiva em Ancara, acusado de "difusão de notícia falsa" e "insulto ao presidente", anunciou o procurador de Istambul.

© ShutterStock  Por  LUSA

Num comunicado, o Ministério Público informa ter "aberto uma investigação por insulto ao Presidente da República e difusão pública de informações enganosas" contra o jornalista Alican Uludag, detido e colocado em custódia em Ancara.

Segundo esta fonte, em causa estão mensagens do jornalista publicadas "através da sua conta da rede social X @alicanuludag" que lhe são imputadas.

No entanto, segundo o advogado o jornalista contactado hoje pela agência de notícias francesa AFP hoje à noite (hora da Turquia), Uludag está a ser acusado devido a um artigo no site da DW sobre o repatriamento de cidadãos turcos afiliados do grupo Estado Islâmico.

"Alican Uludag foi colocado em custódia (...) devido ao seu artigo intitulado 'A Turquia prepara-se para repatriar cidadãos turcos afiliados ao Estado Islâmico'", declarou Tora Pekin, advogado da DW Türkçe.

Segundo Pekin, o jornalista estava hoje à noite a ser transferido de Ancara, a capital turca, para Istambul.

Uludag será apresentado ao Ministério Público na sexta-feira, especificou o gabinete do procurador, que garante que "a investigação prossegue com o maior rigor".

Após a intervenção do exército sírio no nordeste da Síria no mês passado, para restabelecer o controlo de Damasco sobre os territórios administrados pelas Forças Democráticas Sírias, dominadas pelos curdos, milhares de suspeitos de terrorismo e os seus familiares, até então mantidos em campos, foram transferidos para o Iraque.

O Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente assegurou na semana passada ter levado, desde 21 de janeiro, "mais de 5.700 homens adultos" para prisões iraquianas.

Os Estados Unidos tinham anunciado antes que pretendiam transferir cerca de 7.000 detidos e apelado aos países envolvidos para recuperarem os seus nacionais.

As autoridades turcas, questionadas várias vezes pela imprensa, incluindo pela AFP, recusaram confirmar se cidadãos turcos estavam entre os detidos e se seriam repatriados para a Turquia.

Para o representante da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), "a detenção de Alican Uludag faz parte de um processo do assédio judicial contra jornalistas sérios".

Numa declaração enviada à AFP, Erol Onderoglu denuncia "práticas arbitrárias incessantes que hoje visam um jornalista que pode ter incomodado o poder devido às suas investigações".