sábado, 10 de janeiro de 2026

No Alto Comissariado para a Peregrinação à Meca decorre a passagem de dossiê entre o novo e antigo Comissário. Aladje Nfali Coté recebe os documentos das mãos de Califa Soares Cassama.

Rússia atinge infraestruturas energéticas em 150 zonas na Ucrânia... O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infraestruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia, que atravessa um período de baixas temperaturas, revelou hoje o boletim de guerra russo.

Por LUSA 

Mísseis e aparelhos não tripulados russos atingiram infraestruturas civis e posições inimigas, tanto de tropas como de mercenários estrangeiros, em 153 zonas do país, informou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

Moscovo insiste que essas infraestruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga, o que é questionado tanto por Kyiv como pelos seus aliados europeus.

Os ataques deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.

No seu tradicional discurso à nação, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a "onda de frio" para atingir "o máximo possível de instalações energéticas".

"A principal tática russa é tentar provocar um apagão total nas cidades", afirmou.

Os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade e aquecimento na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod, denunciaram as autoridades locais.


Leia Também: Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido da Ucrânia (após ataques)

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscovo do míssil de última geração Orechnik.


Filho do xá deposto exorta a "prepararem-se para tomar" centros das cidades... O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou hoje aos manifestantes para que "se preparassem para tomar" os centros das cidades, no 13.º dia de um movimento de protesto.

Por LUSA 

Numa mensagem publicada na rede social X, Pahlavi exorta os iranianos a "saírem todos às ruas" hoje e no domingo ao final do dia, "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".

"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", refere.

O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e insta os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.

"Apelo aos trabalhadores e funcionários de setores-chave da economia, especialmente transportes, petróleo, gás e energia, para que iniciem um processo de greve a nível nacional", lê-se na mensagem no X.

Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.

O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.

O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os seus aliados de provocarem este recrudescimento da violência.

Entretanto, a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks informou hoje que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.

"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.

Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.

🇬🇼🤝🇸🇱 Chegada a Bissau Julius Maada Bio, Presidente da República da Serra Leoa, em missão da CEDEAO.

🇬🇼🤝🇸🇳 Chegada a Bissau, Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye em missão da CEDEAO.👇

Caracas anuncia regresso a país de petroleiro em operação conjunta com EUA... Caracas anunciou que um petroleiro que deixou a Venezuela "sem pagamento nem autorização das autoridades" regressou às águas do país sul-americano, numa operação conjunta com os Estados Unidos.

Por LUSA  10/01/2026

Trata-se de uma "operação conjunta bem-sucedida" de Caracas e Washington para "o regresso ao país do navio Minerva", lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pelo Ministério de Hidrocarbonetos e da petrolífera estatal PDVSA.

"Graças a esta primeira operação conjunta bem-sucedida, a embarcação está a navegar de volta para águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes", acrescenta-se na nota.

Caracas fez o anúncio depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que as forças norte-americanas intercetaram, na sexta-feira, o petroleiro Olina (anteriormente chamado de Minerva M) nas águas das Caraíbas "em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela", depois de o navio ter partido do país "sem a devida autorização".

"Este petroleiro está agora a voltar para a Venezuela. O petróleo será vendido através do GREAT Energy Deal, que criámos para tais vendas", indicou o dirigente norte-americano na rede social Truth Social.

A operação foi realizada como uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e contou com a participação de fuzileiros navais, que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para executar a abordagem, informou o Comando Sul em comunicado.

Este comando norte-americano disse que esta ação envia uma "mensagem clara" de que "não existe refúgio seguro para os criminosos", no âmbito dos esforços de Washington para combater "atividades ilegais transnacionais" no hemisfério ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha sublinhado que a operação decorreu sem resistência.

De acordo com o jornal New York Times, o Olina está sancionado pelos EUA, por alegadamente ter financiado a guerra da Rússia na Ucrânia através do transporte de exportações energéticas russas para mercados estrangeiros.

A operação entre Caracas e Washington ocorre no mesmo dia em que o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um "processo exploratório de caráter diplomático" com os EUA voltado para o "restabelecimento das missões diplomáticas", quase uma semana após o ataque de Washington em território venezuelano, que terminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.


Leia Também: Entre a Venezuela e os Estados Unidos: quanto vale, afinal, ter tanto petróleo?

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas produz pouco, exporta com dificuldade e continua mergulhada numa crise económica profunda. Depois do ataque dos Estados Unidos no passado fim de semana, o petróleo voltou ao centro da tensão política internacional. Mas afinal, o que vale hoje o petróleo da Venezuela? A análise deste tema foi feita pelo editor de Economia do Expresso Miguel Prado. Ouça o novo episódio do Economia dia a dia, podcast diário do Expresso, conduzido por Juliana Simões

Seul nega ter lançado drones espiões para a Coreia do Norte... O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, rejeitou hoje as declarações de Pyongyang, que acusou Seul de ter lançado dois drones espiões para território norte-coreano nos últimos meses

Por LUSA   10/01/2026

O ministro classificou as acusações como "absolutamente falsas" e disse que o Exército sul-coreano não utiliza drones como os que aparecem nas imagens do incidente publicadas hoje pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

Em declarações à agência de notícias sul-coreana Yonhap, Ahn explicou ainda que nenhuma unidade sul-coreana realizou operações de voo nas datas mencionadas por Pyongyang.

Apesar disso, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou que o incidente fosse investigado, informou a Yonhap, enquanto Ahn sugeriu que a investigação possa ser levada a cabo com o país vizinho.

A Coreia do Norte afirmou na sexta-feira que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela KCNA.

Pyongyang afirmou que o aparelho estava equipado com dispositivos de vigilância e, após uma análise dos destroços, determinou que este tinha duas câmaras de vídeo que recolheram imagens de áreas norte-coreanas ao longo de sete minutos.

As autoridades norte-coreanas indicaram que o objetivo do drone era fazer o "reconhecimento da zona".

A Coreia do Sul, "um grupo de vândalos que surpreendeu o mundo ao provocar um incidente em que o seu drone violou o espaço aéreo de Pyongyang em outubro de 2024, cometeu outra grave violação da soberania" norte-coreana, indicou o responsável.

O porta-voz lembrou ainda a incursão, em setembro passado, de um outro drone, equipado com "uma câmara ótica de alta resolução", constituindo "um meio claro de vigilância e reconhecimento".


Leia Também: Pyongyang denuncia incursão de drone e diz que Seul vai "pagar preço alto"

A Coreia do Norte afirmou que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou, na sexta-feira, um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA...

Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"... O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira o seu desejo de assumir o controlo da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, afirmando que tomará medidas "quer gostem quer não".

Por LUSA    10/01/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que a sua administração tomará medidas em relação à Gronelândia "quer gostem quer não", reiterando o seu desejo de assumir o controlo do território autónomo da Dinamarca.

"Gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas se não o fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, citado pela CNBC. 

A agência de notícias Reuters avançou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Gronelândia para anexar a ilha.

Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: "Ainda não estamos a falar de dinheiro para a Gronelândia. Talvez fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Gronelândia, quer eles gostem quer não".

"Porque se não o fizermos, a Rússia ou a China vão tomar a Gronelândia, e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas", defendeu. 

As declarações surgem no dia em que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

Rutte discutiu com Rubio "a importância do Ártico para a segurança comum e como a NATO está a trabalhar para desenvolver as suas capacidades" naquela zona, segundo um porta-voz da NATO citado pela agência France-Presse (AFP).

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar este território autónomo à Dinamarca, membro da NATO.

Trump afirma que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional dos EUA, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A NATO está a trabalhar para reduzir o interesse de Washington na Gronelândia, enfatizando as medidas que está a tomar para reforçar a segurança na região.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Mas o comandante das forças da NATO na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu hoje que a aliança está longe de estar em crise.

"Até à data, isso não teve impacto no meu trabalho a nível militar, por isso diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre", frisou o líder de operações da organização, sobre as declarações de Trump.

A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estava ativamente a ponderar a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma poderia tomar esta transação.

Além disso, Donald Trump reconheceu, numa entrevista dada na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da NATO e controlar o território dinamarquês.

Questionado sobre estas declarações em Vantaa, cidade a norte de Helsínquia, o Comandante Supremo Aliado recusou comentar o "aspeto político" da questão da Gronelândia.

"Estamos a tentar impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Penso que estamos a conseguir. Vemos isso todos os dias", sublinhou.

A Dinamarca já recebeu declarações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para fazer face às exigências de Trump.


Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

AGENDA : SÁBADO, 10 DE JANEIRO DE 2026

 


Ednilson Nambeia, filho do falecido presidente do PRS, Alberto Mbunhe Nambeia, sofreu um acidente de viação esta sexta-feira (09 de janeiro). A viatura transportava ainda três dos seus irmãos. A família seguia da localidade de Cuntabani com destino à cidade de Buba, na região de Quinara, quando ocorreu o acidente.

Felizmente, não houve vítimas mortais. Todos os ocupantes sobreviveram e encontram-se a receber tratamento no Hospital Militar de Bissau. Em rescaldo, os quatro irmãos ficaram apenas com ferimentos ligeiros, na sequência do acidente envolvendo uma viatura Toyota Land Cruiser Prado, na zona sul do país.