sábado, 15 de julho de 2023

“GUINÉ-BISSAU TEM APROVEITADO MUITO POUCO A COOPERAÇÃO COM A CHINA” – Embaixador António Serifo Embaló

 O DEMOCRATA   15/07/2023  

O Embaixador Plenipotenciário da Guiné-Bissau na República da China Popular, António Serifo Embaló, afirmou que o país tem aproveitado muito pouco a cooperação bilateral com aquele país asiático, sobretudo no que concerne ao setor privado em que se poderia tirar grande proveito das oportunidades oferecidas pelo gigante asiático aos países africanos, no âmbito de negócios e grandes investimentos.

“A Guiné-Bissau tem aproveitado muito pouco a cooperação com a China, sobretudo no setor privado. Eu acho que o nosso setor privado deve começar a ser mais agressivo no bom sentido, para ter acesso ao mercado chinês. Um mercado grande onde as oportunidades não faltam e o setor privado pode aproveitar muito bem para fazer negócios e investimentos em todas as áreas possíveis”, disse.

“A China é grande, tem mercado e precisa de matérias primas dos países africanos, em particular da Guiné-Bissau, neste caso a castanha de cajú, que vem em primeiro lugar” explicou, salientando que a China é o mundo, por isso “devemos aproveitar, porque as oportunidades existem”.

Serifo Embaló falava este sábado, 15 de julho de 2023, nas instalações da Embaixada da Guiné-Bissau em Beijing, ao grupo de imprensa nacional, que está na China para participar no Seminário para Oficiais de Jornalismo e Jornalistas dos Países da Língua Portuguesa, com o propósito de falar da cooperação bilateral entre os países com ligação histórica.

Embaló desempenhou funções ministeriais várias vezes no país e foi deputado da nação, antes de ser nomeado Embaixador  Extraordinário e Plenipotenciário da República da Guiné-Bissau na República Popular da China, em junho de 2020.

O diplomata guineense revelou aos jornalistas que as autoridades nacionais estão a trabalhar a nível técnico com autoridades chinesas competentes, para que no futuro próximo possa haver condições para que a Guiné-Bissau possa lançar bases no sentido de exportar a castanha de cajú para aquele país asiático, que recentemente manifestou o interesse de comprar a castanha da Guiné-Bissau. 

Questionado sobre a recente participação da Guiné-Bissau na Exposição Económica e Comercial da China – África realizada em Changsha, Embaló assegurou que o pavilhão nacional foi visitado por milhares de pessoas, sobretudo  chineses que adquiriram todos os produtos da delegação nacional.

A delegação empresarial da Guiné-Bissau tomou parte na exposição e foi composta pelos representantes de empresas privadas. Foi a primeira vez que a Guiné-Bissau participou na exposição, conseguindo atrair muitos visitantes.

O embaixador guineense que, além de realçar a boa cooperação entre dois estados, permitiu muitos investimentos do governo chinês em infraestruturas nacionais, falou também da contribuição da China na formação de quadros guineenses em diferentes áreas académicas.

O diplomata destacou infraestruturas fruto de cooperação bilateral com a China, nomeadamente, palácios da Presidência, do Governo e da Justiça, o edifício da Assembleia Nacional Popular, o Hospital Militar, o Estádio Nacional “24 de Setembro” em Bissau, e recentemente a construção de uma autoestrada que ligará a cidade de Bissau e Safim 

Por: Alison Cabral

Foto: AC

PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM FRANÇA PARA ASSISTIR AS CELEBRAÇÕES DO DIA DA BASTILHA

  Presidência da República da Guiné-Bissau

COREIA DO SUL: Há uma semana que chove fortemente na Coreia do Sul. Contam-se 22 mortes... Estão ainda desaparecidas pelo menos 14 pessoas e milhares tiveram de deixar as suas casas.

© Reuters

Notícias ao Minuto   15/07/23 

Deslizamentos de terra e cheias, resultantes das fortes chuvas que se fazem sentir na Coreia do Sul desde 9 de julho, já causaram a morte de, pelo menos, 22 pessoas.

Uma barragem de grandes dimensões na província de Chungcheong do Norte transbordou, obrigando também as equipas de resgate a aumentar os esforços por evitar mais mortes. Até agora, há também pelo menos 14 pessoas desaparecidas. Milhares de sul-coreanos tiveram, também, de abandonar as suas casas em enormes processos de retirada.

O ministério da Administração Interna sul-coreano disse, na manhã deste sábado, que cinco pessoas morreram soterradas, nas suas casas, devido a deslizamentos de terra. Já outras duas morreram em incidentes relacionados com este fenómeno.

No mais recente relatório, citado pelo jornal The Guardian, que elevava o número de mortes contabilizadas para 22, o governo da Coreia do Sul não especificou as causas de morte.

O mesmo ministério disse que cerca de 4.760 pessoas tiveram de ser retiradas das suas casas e milhares de residências ficaram sem eletricidade nos últimos sete dias, desde que as chuvas torrenciais começaram. As previsões não mostram, para o futuro próximo, um fim desta tempestade, o que poderá levar o número de mortes a aumentar.

Pode espreitar as imagens do desastre que as chuvas torrenciais têm causado por todo o pais asiático na galeria que acompanha esta notícia.



Leia Também:  Incêndio nas Canárias obriga à retirada de 500 pessoas das suas casas

24% da população portuguesa tem atualmente 65 anos ou mais

Em 2022, viviam em Portugal perto de 3.000 pessoas com 100 anos ou mais. Segundo a Pordata, 24% da população portuguesa tem atualmente 65 anos ou mais, o que se traduz em cerca de 2,5 milhões de idosos.

Por  SIC Notícias   15/07/15 

O silêncio das emissões da RTP e RDP-Africa está ligado aos problemas técnicos procados pelas chuvas, esclarece o Governo em comunicado.

Fonte: Radio Voz Do Povo

Chefe do Estado-maior das forças armadas ucranianas admite possíveis ataques na Rússia

MAXIM SHEMETOV

 SIC Notícias  15/07/23

Valery Zaluzhny diz que decisão cabe apenas à Ucrânia, que tem armas próprias. No entanto, diz que faltam recursos para Kiev ganhar a guerra com a Rússia e acusa países parceiros de terem medo de Putin.

O chefe do Estado-maior das forças armadas ucranianas, Valery Zaluzhny, admite a hipótese de ataques em território russo.

Em entrevista ao The Washington Post, diz que a escolha cabe à Ucrânia, que tem armas próprias e que ninguém tem de dar autorização.

No entanto, o general diz que faltam recursos à Ucrânia para ganhar a guerra e acusa os países parceiros de terem medo da Rússia.

Uso de drones tem sido decisivo na guerra

A Ucrânia transformou-se, com este conflito, num laboratório para o futuro da guerra. Depois da massificação do uso de drones aéreos são agora os terrestres a entrar na batalha.

O uso de drones na Ucrânia tem sido decisivo para ambas as partes para localizar o inimigo e o atingir com precisão. Nunca estes mais pequenos de uso não militar tinham sido utilizados de forma tão intensa num conflito com esta dimensão.


Leia Também: O Presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, efetuou hoje uma visita surpresa à Ucrânia para reafirmar o apoio de Seul ao homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, apesar das dúvidas quanto à prestação de ajuda militar na guerra contra a Rússia.

Taiwan deteta caças e navios de guerra chineses junto à ilha

Taiwan (Marinha dos Estados Unidos viza AP)

Por cnnportugal.iol.pt, 15/07/23

Três dos aviões atravessaram o espaço aéreo a sudoeste, pelo que as Forças Armadas de Taiwan monitorizaram a situação e responderam com o destacamento de aviões, navios e sistemas de mísseis terrestres

O Ministério da Defesa de Taiwan detetou este sábado 15 caças e 16 navios de guerra chineses nas proximidades da ilha.

Além disso, três dos aviões atravessaram o espaço aéreo a sudoeste, pelo que as Forças Armadas de Taiwan monitorizaram a situação e responderam com o destacamento de aviões, navios e sistemas de mísseis terrestres, segundo informou o Ministério da Defesa na sua conta na rede social Twitter.

A escalada das tensões na região começou com a viagem à ilha da então líder da Câmara dos Representantes do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, em agosto, e a situação agravou-se após a visita da Presidente de Taiwan, Tsai Ing Wen, aos Estados Unidos, onde se reuniu com vários congressistas, apesar dos avisos de Pequim.

Taiwan tem um Governo independente desde 1949, mas a China reivindica soberania sobre o território, não excluindo o uso da força face a quaisquer "tentativas de independência".