sábado, 6 de junho de 2026

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.

Detetado buraco negro 'adormecido' no universo 'primitivo'... Uma equipa internacional de astrónomos conseguiu medir a massa de um enorme buraco negro localizado numa galáxia muito distante, que teve origem quando o universo começava a formar-se.

© Lusa   06/06/2026 

Embora estes tipos de 'colossos' supermassivos sejam estudados por devorarem matéria e emitirem enormes quantidades de energia, este caso é diferente para os investigadores porque o buraco negro está 'adormecido', ou seja, não está a absorver grandes quantidades de matéria, explicou a Universidade da Cantábria (UC), na localidade espanhola de Santander, em comunicado.

Graças às capacidades do Telescópio Espacial James Webb, a equipa de investigação, liderada por Andrew Newman, da Carnegie Institution for Science (EUA), conseguiu calcular o seu tamanho observando como este afeta as estrelas que orbitam à sua volta.

Os resultados foram publicados na revista Science, noticiou na sexta-feira a agência Europa Press.

"Inicialmente, o modelo foi criado para explicar as supernovas Refsdal e Encore, mas, no final, ajudou-nos a saber que existe um objeto massivo no centro da galáxia", explicaram os cientistas espanhóis José María Diego e Ana Acebrón, do Grupo de Cosmologia Observacional e Instrumentação do Instituto de Física da Cantábria (IFCA, CSIC-UC).

Durante décadas, os astrónomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. São como faróis cósmicos alimentados por buracos negros muito ativos.

No entanto, o objeto que foi estudado pertence a uma outra categoria, muito mais difícil de identificar, um buraco negro muito quieto e dormente.

Além disso, sabe-se que o colossal buraco negro reside numa grande galáxia chamada MRG-M0138, que formou a maior parte das suas estrelas há aproximadamente 13 mil milhões de anos.

Atualmente, esta galáxia praticamente não produz novas estrelas, e o seu buraco negro central também permanece inativo.

Até há alguns anos, medir a massa de buracos negros tão distantes era praticamente impossível.

Agora, nesta nova descoberta, a equipa analisou o movimento coletivo das estrelas na galáxia MRG-M0138.

Esta espécie de "dança estelar" permitiu calcular a massa do buraco negro, utilizando dados do Telescópio Espacial James Webb e aproveitando o fenómeno natural conhecido como lente gravitacional, que amplifica a luz de objetos muito distantes e facilita a sua observação.

"Agora podemos detetar este tipo de buracos negros inativos mesmo quando o universo tinha apenas 10 mil milhões de anos", explicou Newman.

"A combinação da nitidez proporcionada pelo telescópio James Webb e o efeito de ampliação das lentes gravitacionais torna isso possível", concluiu.


Sobe para 452 o número de casos de Ébola na RDCongo... As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 452 o número de casos confirmados da epidemia de ébola, incluindo 82 mortes, e alertaram para "uma transmissão comunitária rápida e contínua".

© Lusa   06/06/2026 

No mais recente boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até quinta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, que faz fronteira com Angola, assinalou que estes números representam 71 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

Embora tenha sido detetado na província congolesa de Ituri, na fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, a epidemia expandiu-se para as províncias orientais vizinhas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, bem como para o território ugandês, onde foram registados até agora 19 casos de contágio, incluindo duas mortes.

A epidemia foi declarada oficialmente a 15 de maio.


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC) lançaram um plano conjunto de 518 milhões de dólares contra a epidemia de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo).