sábado, 3 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Várias pessoas feridas na Rússia após ataque de drones ucranianos... Várias pessoas ficaram feridas durante a noite na região russa de Kaluga, a 180 quilómetros de Moscovo, devido a um ataque ucraniano com drones, informaram hoje as autoridades locais, sem precisar o número de vítimas.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images  Por   LUSA  03/10/2026 

"Durante a noite, as forças de defesa antiaérea destruíram 14 veículos aéreos não tripulados sobre os territórios dos distritos municipais de Zhukovski, Iznoskovski, Maloyaroslavetski e Medinski, assim como sobre a cidade de Kaluga", escreveu no Telegram o governador local, Vladislav Shapsha.

O mesmo responsável acrescentou que, em consequência do ataque, vários edifícios de apartamentos e vivendas particulares em Kaluga "sofreram danos".

Segundo Shapsha, os dados preliminares apontam para um número ainda indeterminado de feridos, sem que nenhum tenha precisado de ser hospitalizado.

O Ministério da Defesa da Rússia informou, por seu lado, que foram derrubados 218 drones inimigos durante a noite.

Os aparelhos foram destruídos sobre 13 regiões russas, a anexada península da Crimeia, bem como nos mares Negro e de Azov.

A Rússia lançou nas últimas horas um bombardeamento contra a Ponte Norte de Kiev, que paralisou temporariamente o trânsito, sem causar vítimas, no terceiro dia consecutivo de ataques contra os viadutos que cruzam o rio Dniepre, na passagem pela capital ucraniana.

As defesas antiaéreas ucranianas derrubaram 131 drones russos esta noite.

O país invasor usou 157 aparelhos destes, que as forças da Rússia dirigiram contra vários alvos.

A Força Aérea da Ucrânia anunciou na conta de Telegram que 131 drones russos foram "derrubados ou suprimidos", apesar de se terem registado impactos em 12 pontos do território ucraniano, com danos em cinco lugares onde caíram fragmentos dos aparelhos de ataque russos.


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CUBA: Problemas com o serviço de água afetam 2,7 milhões de pessoas em Cuba... Em Cuba, 2,7 milhões de pessoas estão a ser afetadas hoje por um corte total ou parcial no abastecimento de água potável, uma situação ligada às prolongadas falhas de eletricidade, provocadas pela crise energética no país, segundo informaram autoridades do setor.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images   LUSA  03/10/2026 

O número de pessoas afetadas hoje representa cerca de 35% do total da população cubana que recebe água pela rede, e as províncias mais atingidas por este problema são as ocidentais Havana, Artemisa e Matanzas, e as orientais Santiago de Cuba e Holguín.

Em Havana, o abastecimento de água em setembro passado foi "muito complexo", um problema que causou dificuldades no fornecimento para mais de 577.000 pessoas, de acordo com declarações do diretor-geral da empresa estatal Aguas de La Habana, Yosvany Rubí, à televisão estatal.

Aquele responsável explicou que em Havana os problemas de abastecimento de água de hoje abrangem todos os municípios, mas destacou que a situação "mais complexa" regista-se nas localidades periféricas de Boyeros e Cotorro, por avarias nos equipamentos de bombagem e pela instabilidade elétrica.

"Somos o maior consumidor de energia elétrica no país e isso incide diretamente nos serviços que prestamos", referiu aquele dirigente.

Além disso, Yosvany Rubí adiantou que, em termos gerais, há uma tendência de recuperação do serviço a partir de um programa de melhorias com o suporte energético, o que tem permitido "contar com maior estabilidade" na bombagem da água, referindo que, ao mesmo tempo, se "estão a recuperar os equipamentos" que impulsionam a água e se está a realizar "a manutenção das grandes condutas, como é o caso da supressão de fugas" do líquido.

Esta semana, outro relatório televisivo indicou que em Santiago de Cuba quase 180.000 pessoas estão afetadas pela falta de água, devido à indisponibilidade desse recurso nas barragens por causa da seca, assim como por défice de eletricidade e avarias nos equipamentos.

As avarias e os longos cortes de energia agravaram a situação crítica que o serviço tem estado a atravessar nos últimos meses, devido ao facto de as operações dos equipamentos de bombagem dependerem da eletricidade para funcionarem, somando-se a isso a degradação de uma infraestrutura hidráulica que sofre avarias por falta de investimento e manutenção.

As autoridades do Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INRH) têm indicado que mais de 85% das estações de bombagem de água do país funcionam com energia elétrica, pelo que os longos cortes de energia impactam diretamente o serviço, além de aumentar a quebra de equipamentos e condutas de água.

Cuba enfrenta uma severa crise energética desde meados de 2024, em parte devido a um sistema elétrico profundamente obsoleto e sem os investimentos necessários durante décadas, ao que se junta uma aguda crise económica.

Esta situação agravou-se desde janeiro, com o bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, mais uma série de sanções adicionais de "pressão máxima" aplicadas desde maio contra setores vitais da economia da ilha.


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