© Getty Images Por LUSA 13/08/2026
O USS George Washington deixou o porto de Da Nang, no Vietname, na semana passada, segundo um comunicado da Marinha. O porta-aviões, juntamente com um cruzador e um contratorpedeiro, foram avistados a atravessar o estreito de Singapura.
Um oficial da Marinha, que falou sob anonimato à agência Associated Press (AP) para detalhar informações sensíveis sobre o navio, confirmou que o Washington estava no estreito de Malaca, que liga os oceanos Pacífico e Índico e coloca o porta-aviões em rota para o oceano Índico.
O Lincoln tem apoiado os ataques dos Estados Unidos ao Irão, e a sua missão incluiu um período recorde de mais de 240 dias ininterruptos no mar.
Vários congressistas democratas estão a pressionar o Departamento de Defesa (Pentágono) para prestar contas sobre as condições a bordo do porta-aviões.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, garantiu hoje que estas informações foram "completamente deturpadas".
Embora as hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão tenham diminuído nas últimas semanas, a Marinha norte-americana reimplantou o bloqueio aos portos iranianos no crucial estreito de Ormuz, e o Governo liderado por Donald Trump não esclareceu como pretende pôr fim à guerra.
Hegseth frisou aos jornalistas que Washington pode manter o bloqueio "por tempo indeterminado".
O Wall Street Journal noticiou anteriormente que o Washington iria substituir o Lincoln como um dos dois porta-aviões atualmente estacionados no Médio Oriente.
A medida deixaria as águas do Pacífico sem a presença de um porta-aviões norte-americano por um período indeterminado.
A administração Trump vê a China, potência dominante na região, como "uma força consolidada" que apenas precisa de ser dissuadida de dominar os Estados Unidos ou aliados, e não como o principal adversário global, como era classificada pelo governo de Joe Biden.
O porta-aviões Lincoln foi originalmente enviado de San Diego em 21 de novembro e chegou ao Médio Oriente em janeiro, antes do início da guerra com o Irão em 28 de fevereiro.
As missões prolongadas de porta-aviões durante o conflito com o Irão aumentaram as preocupações sobre o impacto nos militares em destacamentos longos, bem como sobre a crescente sobrecarga no navio e no seu equipamento.
A Marinha admitiu que o conflito criou um "ambiente altamente disputado, onde os centros de abastecimento tradicionais no Médio Oriente foram afetados pelas ações de combate".
A situação, por sua vez, levou à escassez e à perda de correspondência a bordo do porta-aviões, admitiu a Marinha em comunicado.
Surgiram ainda relatos de que os marinheiros a bordo do Lincoln estão a enfrentar problemas de saúde mental.
A Marinha garantiu em comunicado que "não observou um aumento de idealizações ou tentativas de suicídio a bordo do navio", mas as autoridades recusaram-se a fornecer dados, alegando questões de segurança operacional e privacidade dos doentes.

