quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Presidente da Transição dirige mensagem de Ano Novo e apela à união e responsabilidade

@TV VOZ DO POVO

O Presidente da República de Transição, Major General Horta Inta-a, dirigiu  uma mensagem de Ano Novo aos guineenses, marcada por apelos à paz, união nacional e governação responsável, no contexto da atual fase de transição política na Guiné-Bissau.

Na mensagem, o Chefe de Estado desejou um Ano Novo de paz, saúde e felicidades a todos os guineenses, dentro e fora do país, e sublinhou que 2026 será um ano exigente, tendo em conta o atual cenário político internacional e os desafios internos.

Horta Inta-a destacou a importância de uma governação rigorosa, chamando a atenção do Governo para a necessidade de melhorar a cobrança das receitas e garantir maior controlo nas despesas públicas. Enfatizou ainda a preparação da campanha de comercialização da castanha de caju, principal produto de exportação do país, e a regulação dos preços dos bens essenciais para proteger os mais vulneráveis.

O Presidente da Transição apelou à união de todos os guineenses para superar os desafios do período de transição e garantir o regresso à normalidade constitucional. “Todos juntos, vamos ser capazes de vencer os desafios e fazer a Guiné-Bissau regressar à normalidade constitucional ainda mais unida e mais forte”, afirmou.

A mensagem terminou com um voto de Feliz Ano Novo e a exaltação da nação: “Viva a Guiné-Bissau!”


"Carga explosiva de 6kg". Rússia publica vídeo que diz provar ataque... O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que alega ser de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin. As imagens mostram um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo, carregado com uma carga explosiva de seis quilo.

Por LUSA 

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou esta quarta-feira um vídeo, alegadamente, de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin.

As imagens mostram o líder de equipa das forças de defesa aérea, cujo indicativo de chamada é "Grom", de cara tapada ao lado de um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo.

"Quando inspecionámos os drones que abatemos localizamos uma amostra modificada do Chaklun-B UAV [Veículo Aéreo Não Tripulado]. A ogiva deste drone tem uma carga explosiva que pesa seis quilos", começou por dizer Grom.

"A ogiva explosiva está carregada com um número de agentes provocadores de dano e foi desenhada para eliminar pessoas e destruir infraestruturas civis", acrescentou.

Segundo o líder das forças de defesa aéreas russas, o estado em que este drone se encontra é "raro". Não só porque foi atingido em pleno voo, mas também porque carregava uma carga altamente explosiva - tornando ainda mais improvável uma situação em que a aeronave, ao ser abatida, permaneça quase intacta.

Pode ver este vídeo na nossa galeria.👇

Apesar de na publicação onde este vídeo é partilhado ser feita apenas uma menção a um "ataque terrorista do regime de Kyiv" na descrição, a publicação refere-se a uma anterior que menciona o ataque à residência de Putin.

Nessa, o exército russo partilha um mapa alegadamente da trajetória dos projéteis lançados pela Ucrânia durante o ataque.

Há ainda uma terceira publicação por parte de Moscovo, de uma entrevista a um residente de uma aldeia perto do local do ataque, Igor Bolshakov, em que o homem relata o que ouviu na manhã segunda-feira, 29 de dezembro.

"Durante a manhã, um barulho acordou. Para ser honesto, eu não me apercebi do que era naquele momento. Achei que camiões estavam a operar ali perto, ou algo género", contou. "Quando saí da cama, percebi o que estava a acontecer. Ouvi o som de rockets pela primeira vez na minha vida. Era um som de rangido forte."

Num comunicado divulgado hoje pelo exército russo, um general responsável pelas unidades de mísseis antiaéreos, Alexandre Romanenkov, afirmou ainda que o "ataque terrorista" contra a residência de Putin foi "cuidadosamente planeado".

Kyiv pediu provas e negou envolvimento no ataque

As publicações de Moscovo surgem no dia a seguir a Kyiv ter pedido provas do ataque à residência de Putin, assim como do envolvimento ucraniano, e dois dias depois da ofensiva ter ocorrido.

A Ucrânia nega qualquer envolvimento, alegando que Moscovo está a tentar encontrar uma forma de bloquear as negociações de paz.

Note-se que o alegado ataque terá acontecido na noite de domingo para segunda-feira (sendo desconhecido se Putin se encontrava no local no momento do ataque), pouco depois de Volodymyr Zelensky se ter reunido com Donald Trump na Flórida para discutir o plano de paz para a Ucrânia.

Em conferência de imprensa, depois dessa reunião, o presidente dos Estados Unidos afirmou que se estava a chegar "muito perto" de ter um plano aceite por todos os lados envolvidos.

Contudo, depois do ataque - e durante o seu anúncio - o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, disse que haveria uma "resposta às ações imprudentes" e que a posição de Moscovo nas negociações de paz "seria revista". Mais tarde, Putin disse que este ataque iria dificultar as negociações.


Para a alta representante da União Europeia para a Política Externa, "Moscovo pretende frustrar o progresso real para a paz entre a Ucrânia e os seus parceiros ocidentais", pelo que defendeu que "ninguém" deveria aceitar "acusações infundadas".


"Parabenizo todos os nossos combatentes e comandantes pela aproximação do Ano Novo. Acreditamos em vocês e na nossa vitória", disse Putin.

Morreu o homem mais pesado do mundo. Juan tinha 41 anos e quase 600 kg... O homem mais pesado do mundo morreu no dia 24 de dezembro, aos 41 anos, vítima de uma infeção renal grave. Juan Pedro Franco tinha 595 kg quando bateu o recorde do Guinness.

Por LUSA 

O homem mais pesado do mundo, Juan Pedro Franco, morreu no dia 24 de dezembro, num hospital do estado de Aguacalientes, no México, aos 41 anos, vítima de uma infeção renal grave, confirmou o seu médico, José Antonio Castañeda, ao Daily Star.

Juan, que bateu o recorde do Guinness do homem mais pesado do mundo, com 595 kg, em 2017, quando tinha 32 anos, "desenvolveu complicações sistémicas nos dias que antecederam ao seu falecimento".

De acordo com os jornais internacionais, Juan Pedro Franco encontrava-se "praticamente imóvel", acamado devido à obesidade mórbida de que sofria e aos problemas de saúde relacionados com o extremo excesso de peso.

Em 2017, ano que entrou para o Guinness World Records, Juan iniciou um programa médico intensivo sob a supervisão do médico José Antonio Castañeda, que incluía uma dieta mediterrânea rica em frutas e vegetais, seguida por duas cirurgias bariátricas. Na sequência disso, o mexicano chegou mesmo a perder 208 quilos.

Em 2020, Juan apanhou Covid-19 e correu risco de vida, mas acabou por sobreviver. Contudo, cinco anos depois, acabou por morrer devido a uma infeção renal grave.

Recorda a imprensa internacional que o México enfrenta uma grave epidemia de obesidade infantil, sendo um dos países com as maiores taxas globais, com quase 40% das crianças em idade escolar com excesso de peso ou obesas. 

Esta situação é impulsionada pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além do sedentarismo.

O país já implementou diversas medidas para combater este problema mas os resultados ainda não estão à vista.

Um dos casos mais complexos do mundo

O médico do mexicano chegou a descrever o caso como um dos mais complexos que alguma vez tratou e elogiou a "honestidade" do paciente perante as suas dificuldades em emagrecer.

Quando entrou para o livro de recordes do Guinness, Juan revelou que tentou fazer dieta, mas "nada funcionava", só o "desesperava".

O programa de emagrecimento de José Antonio Castañeda acabou, por isso, por ser uma "luz ao fundo do túnel". "Só o fato de poder levantar os braços, levantar todos os dias e me esforçar para beber um copo d'água ou ir ao banheiro já me faz sentir ótimo. É fantástico poder movimentar-me mais e ser mais autossuficiente", admitiu na altura.

Céu no Iowa ficou a cor-de-rosa (e meteorologia é a culpada). Ora veja... Os céus do Iowa ficaram a cor-de-rosa no domingo, tendo vários utilizadores partilhado imagens nas redes sociais. Imprensa explica que se deve à reflexão da luz nos flocos de neve (e não, não é photoshop).

Por LUSA 

Imagens que poderiam fazer os utilizadores de que tinham as definições dos telemóveis ou computadores bem alinhadas começaram a ser partilhadas nas redes sociais esta semana.

Em causa estão imagens vindas do estado norte-americano do Iowa, que mostram paisagens... a rosa.

Segundo a KCCI, um canal de televisão focado na atualidade desta região - e afiliada da CBS - as imagens são reais. tendo a situação acontecido no domingo.

De acordo com a emissora, o fenómeno aconteceu "após um dia de céu nublado, neve e ventos fortes", que fizeram as entidades lançar alertas para possíveis tempestades e nevões.

O estado meteorológico levou mesmo ao corte da circulação de trânsito e, algumas zonas, nomeadamente, na interestadual 35, no norte da cidade de Ames. De acordo com o que é explicado, "as nuvens dissiparam-se o suficiente em algumas áreas para permitir que os últimos raios de sol se refletissem nos flocos de neve, criando um brilho rosado."

Abaixo ficam algumas imagens (assim como na galeria acima)

Governo anuncia fecho do mar por um mês [de 01 a 31 de Janeiro de 2026] para permitir a regeneração dos recursos pesqueiros visando evitar o declínio das espécies e garantir a sustentabilidade da pesca, com sanções para quem desrespeitar a proibição, reforçando a fiscalização durante o período.

Burkina Faso e Mali interditam entrada de americanos por "reciprocidade"... O Burkina Faso e o Mali proibiram a entrada de cidadãos americanos, anunciando que estão a aplicar a "reciprocidade" às medida de Washington, que anunciou a recusa de vistos para os cidadãos destes países do Sahel.

Por LUSA 

Desde o seu regresso ao poder, Donald Trump avançou com uma campanha contra a imigração ilegal, endurecendo consideravelmente as condições de entrada nos Estados Unidos e a concessão de vistos, alegando a proteção da segurança nacional.

A 16 de dezembro, a administração americana anunciou o alargamento da lista de nacionalidades ao Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul, Laos, Síria e Serra Leoa, bem como aos cidadãos palestinianos, cujos vistos serão recusados, para "proteger a segurança dos Estados Unidos".

O Burkina Faso e o Mali responderam através de dois comunicados separados, citados hoje pela agência France-Presse.

"Em aplicação do princípio da reciprocidade, o governo do Burkina Faso informa a opinião pública nacional e internacional da sua decisão de aplicar aos cidadãos dos Estados Unidos da América medidas equivalentes em matéria de vistos", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso.

Do lado de Bamako, as autoridades afirmaram que vão "aplicar, por reciprocidade e com efeito imediato, aos cidadãos americanos, as mesmas condições e exigências que foram impostas pelas autoridades americanas aos cidadãos do Mali".

O governo do Mali "lamenta que uma decisão de tal importância tenha sido tomada sem qualquer consulta prévia".

Os dois países do Sahel, governados por juntas militares, são aliados numa confederação que também inclui o Níger.

Defendem uma política soberanista e anti-imperialista, mas mantêm relações globalmente cordiais com os Estados Unidos.

Até ao momento, não houve nenhuma comunicação oficial do Níger sobre o assunto dos vistos, mas, na semana passada, a Agência do Níger informou sobre uma medida semelhante, citando uma fonte diplomática.

As medidas assumidas por Washington visam proibir a entrada no território americano de estrangeiros que "tenham a intenção de ameaçar" os americanos ou aqueles que "possam prejudicar a cultura, o governo, as instituições ou os princípios fundadores" dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca.

A decisão prevê exceções para residentes permanentes legais, titulares de vistos existentes, certas categorias de vistos, como os emitidos a atletas e diplomatas, e para pessoas cuja "entrada serve os interesses nacionais dos Estados Unidos".

Desde junho, outros 12 países são afetados por estas restrições, principalmente na África e no Médio Oriente: Afeganistão, Birmânia, Chade, Congo-Brazzaville, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Em outubro, o Burkina Faso anunciou que se recusaria a acolher pessoas expulsas dos Estados Unidos para países terceiros, outra medida emblemática da política anti-imigração de Trump.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Karamoko Jean-Marie Traoré, classificou então essa proposta de Washington como "indecente".

Canadá aumenta restrições a imigração (e trava refugiados qualificados)... O governo canadiano introduziu hoje mais uma medida para reduzir o número de imigrantes que chegam ao país, suspendendo um programa-piloto para atrair refugiados qualificados e preencher vagas de emprego.

Por LUSA 

O Programa Piloto de Caminhos para a Mobilidade Económica, em vigor desde 2018, oferecia aos refugiados qualificados a oportunidade de "imigrar para o Canadá através de programas económicos", e facilitou a chegada de engenheiros, profissionais de saúde e outros profissionais em áreas de elevada procura. 

Numa mensagem publicada no site do programa, o governo canadiano indica agora que não aceita novas candidaturas, após atingir a sua quota para 2025. 

O jornal The Globe and Mail noticiou hoje que as autoridades canadianas admitiram até ao momento apenas metade da meta inicial, cerca de mil pessoas, e que não há data definida para retomar o programa. 

As autoridades canadianas alertaram ainda que o processamento dos pedidos já enviados pode demorar até três anos. 

A suspensão do programa surge pouco depois de Otava ter interrompido outro programa piloto de imigração a 19 de dezembro, também sem data de reinício, destinado a atrair trabalhadores para cuidar de idosos, pessoas com deficiências e crianças. 

Desde 2024, o governo canadiano tem tomado medidas para reduzir drasticamente o número de imigrantes que chegam ao país todos os anos, incluindo residentes permanentes, trabalhadores estrangeiros temporários e estudantes internacionais. 

Até ao ano passado, o Canadá era o país do G7 com o crescimento populacional mais rápido, de 2,7% ao ano, devido ao fluxo maciço de imigrantes, cujo número subiu de 300.000 em 2015 para quase 500.000 em 2024. 

Estes números são ainda mais impulsionados pelos estudantes internacionais (682.889 em 2023) e pelos trabalhadores estrangeiros temporários (quase um milhão em 2023). 

O governo canadiano pretende agora reduzir a proporção de trabalhadores estrangeiros temporários no país dos atuais 7% para 5% nos próximos anos.  

Em novembro, anunciou que aceitaria apenas 385.000 residentes temporários em 2026 e 370.000 em 2027 e 2028, além de cortar o número de estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários em mais de 50%. 

As medidas tomadas já começaram a surtir efeito: a 17 de dezembro, o Statistics Canada (CE) informou que, pela primeira vez em décadas, a população do Canadá caiu 0,2% no terceiro trimestre do ano, com uma perda de 76.068 pessoas. 


Leia Também: Portugal -Estrutura de Missão da AIMA encerra hoje. Governo diz que foi "exemplar"

O secretário de Estado da Imigração considerou hoje que a Estrutura de Missão da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que hoje encerra atividade, constituiu uma das "operações mais exemplares da administração pública".


Chefe da junta militar declarado vencedor das presidenciais na Guiné-Conacri... A comissão eleitoral declarou o líder da junta militar da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, vencedor das presidenciais de domingo, segundo resultados incompletos da primeira eleição no país desde o golpe de Estado de 2021.

Por LUSA 

A Direção Geral de Eleições (DGE) do Ministério da Administração Territorial da Guiné-Conacri disse que Doumbouya tinha obtido 86,72% dos votos apurados até terça-feira à noite.

Antes da votação de domingo, os analistas previam que uma oposição enfraquecida, nomeadamente pela exclusão dos principais rivais, resultaria na vitória de Doumbouya, que tinha pela frente oito concorrentes pouco conhecidos.

A oposição tinha apelado ao boicote desta votação, organizada mais de quatro anos após o golpe de Estado de setembro de 2021 que derrubou o ex-Presidente Alpha Condé, que estava no poder desde 2010.

Yéro Baldé, antigo ministro da Educação no governo de Condé, ficou num distante segundo lugar com 6,51% dos votos. A DGE garantiu que 80,95% dos cerca de 6,8 milhões de eleitores inscritos votaram no domingo.

Na segunda-feira, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição, um movimento cidadão, reclamou o regresso dos civis ao poder, questionando a elevada participação anunciada pela DGE e indicando que a "maioria dos guineenses optou por boicotar a farsa eleitoral" organizada pela junta.

No final de setembro, os guineenses aprovaram uma nova Constituição num referendo ao qual a oposição apelou ao boicote, mas cuja participação oficial foi de 91%.

A nova Constituição, que autoriza os membros da junta a candidatarem-se às eleições, abriu caminho para a candidatura de Doumbouya. Também aumentou de cinco para sete anos a duração do mandato presidencial, renovável uma vez.

Desde a independência em 1958, a Guiné-Conacri tem vivido uma história complexa, marcada por regimes militares e autoritários.

Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial para 2024.

O megaprojecto de minério de ferro de Simandou, com uma participação chinesa de 75% no maior depósito de ferro do mundo, tem sido o ponto focal da revitalização infra-estrutural e económica da junta militar.

A produção no local começou em novembro, após décadas de atraso. As autoridades apostam que o projeto criará milhares de empregos e abrirá investimentos noutros setores, incluindo a educação e a saúde.

A Guiné-Conacri é um dos vários países da África Ocidental que sofreram um golpe de Estado ou uma tentativa de golpe desde 2020. Os militares aproveitaram o descontentamento popular com a deterioração da segurança, economias fracas ou eleições contestadas para tomar o poder.

Desde novembro, também a vizinha Guiné-Bissau e o Benim passaram por golpes de Estado.

Taiwan acusa China de lançar foguetes para águas situadas perto da ilha... Um comandante militar de Taiwan disse que alguns dos foguetes disparados durante o segundo dia de exercícios militares da China perto da ilha caíram em águas situadas perto da costa.

Por LUSA 

O número dois da inteligência militar do Ministério da Defesa Nacional taiwanês disse que o Exército de Libertação Popular (ELP, forças armadas da China) disparou 27 foguetes na terça-feira.

O tenente-general Hsieh Jih-sheng sublinhou que dez caíram dentro da "zona contígua" de Taiwan, que se estende por 24 milhas náuticas (44,5 quilómetros) a partir da costa.

De acordo com a agência de notícias nacional taiwanesa CNA, Hsieh acrescentou que os projéteis foram disparados em duas vagas utilizando lançadores múltiplos de foguetes da província de Fujian, no sudeste da China.

Por volta das 09:00 (01:00 em Lisboa) de terça-feira, as forças armadas chinesas dispararam 17 rockets de Pingtan, na província de Fujian, que atingiram o mar ao largo da costa norte de Taiwan, fora da zona contígua de 24 milhas náuticas.

Quatro horas depois, as forças chinesas lançaram mais dez projéteis de Shishi, também em Fujian, em direção a uma área de exercícios do ELP previamente designada a sudoeste de Taiwan, desta vez dentro das 24 milhas náuticas.

Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira, Hsieh disse que os foguetes do ELP nunca se tinham aproximado tanto de Taiwan em exercícios com munições reais realizados em redor da ilha nos últimos anos.

A China realizou na segunda e terça-feira os exercícios militares 'Missão Justiça-2025' como forma de advertência contra o que Pequim considera serem "interferências externas" na questão de Taiwan.

O ELP simulou ataques a alvos marítimos e terrestres, bloqueio de portos e áreas-chave, operações antissubmarinos e exercícios para alcançar a "superioridade aérea regional", envolvendo bombardeiros, caças, contratorpedeiros, fragatas e veículos aéreos não tripulados ('drones').

Segundo o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan, a China empregou um total de 207 aeronaves, 31 navios de guerra e 16 embarcações da Guarda Costeira Chinesa durante os dois dias de manobras.

Também na terça-feira, o líder de Taiwan, William Lai Ching-te, assegurou que as Forças Armadas da ilha vão agir "com responsabilidade" face aos exercícios militares lançados pela China, apelando à serenidade da população.

"Agiremos com responsabilidade, sem escalar o conflito nem provocar confrontos", declarou Lai na rede social Facebook.

"Neste momento, a união entre civis e militares e a resistência à desinformação são a força mais poderosa para proteger o nosso lar democrático", acrescentou.

Apelidado de independentista e provocador por Pequim, Lai instou os taiwaneses a apoiarem os "heróis na linha da frente" e a defenderem a soberania e a liberdade da ilha, autogovernada desde 1949 e reclamada pela China como parte do seu território.


Leia Também: França e Alemanha alarmadas com manobras militares chinesas em Taiwan 

Os governos da França e da Alemanha expressaram hoje alarme com as manobras militares desencadeadas pela China nas águas em redor de Taiwan, considerando que aumentam as tensões regionais.


Colômbia diz que EUA bombardearam fábrica de cocaína na Venezuela... O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os Estados Unidos bombardearam uma unidade de produção de cocaína na cidade portuária de Maracaibo, no oeste da Venezuela.

Por LUSA 

"Sabemos que [o Presidente norte-americano Donald] Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo. Tememos que estejam a misturar pasta de coca para produzir cocaína", escreveu Petro, na rede social X, na terça-feira.

O líder da Colômbia sugeriu que se tratava de uma instalação do Exército de Libertação Nacional (ELN), o grupo guerrilheiro colombiano que controla parcialmente a região produtora de cocaína de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela e perto de Maracaibo.

"É simplesmente o ELN. Com a sua agitação e dogmatismo, o ELN está a facilitar a invasão da Venezuela", escreveu o Presidente colombiano.

Na segunda-feira, Trump divulgou um ataque contra uma "grande instalação" num cais da Venezuela, no âmbito da campanha contra o tráfico de droga que, segundo ele, sai de território venezuelano.

Segundo informou o jornal norte-americano New York Times, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) realizou na semana passada um ataque com drones contra uma instalação portuária na Venezuela.

O Governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre as afirmações de Trump.

Os Estados Unidos mantêm, desde agosto, uma operação militar no mar das Caraíbas, justificada como parte de uma luta contra o tráfico de droga, mas que a Venezuela interpreta como uma tentativa de promover um golpe de Estado.

Na terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) anunciou que está a vigiar duas das principais instalações petrolíferas do país, o Complexo Petroquímico Ana María Campos e o Centro de Refinação Paraguaná, face à tensão com os Estados Unidos.

O chefe da Região Estratégica de Defesa Integral (Redi) 1 Ocidental, Pedro González Ovalles, disse que uma Unidade de Reação Rápida (URRA) está destacada para "garantir a segurança integral" do complexo petroquímico e da refinaria, segundo um vídeo partilhado hoje pelo comandante estratégico operacional da FANB, Domingo Hernández Lárez.

O Centro de Refinação Paraguaná, em Falcón (oeste), é "um dos maiores do mundo, responsável por transformar o crude em gasolina, gasóleo, betume e outros derivados" na Venezuela, segundo o Ministério dos Hidrocarbonetos, enquanto o Complexo Petroquímico Ana María Campos, no estado de Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia), abrange fábricas de fertilizantes, plásticos e outros derivados do petróleo.

Este mês, os Estados Unidos apreenderam dois navios que transportavam petróleo venezuelano e Donald Trump anunciou o bloqueio total aos petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela, o que aumentou a pressão sobre o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO - RESOLUÇÃO №01/GP/CNT/2025,... Moção de Felicitação №01/PL/CNT/2025,... Moção de Repúdio №02/PL/CNT/2025,... E DESPACHO №001/GP-CNT/2025,... №002/GP-CNT/2025,... №003/GP-CNT/2025,... №004/GP-CNT/2025,... №005/GP-CNT/2025.......













Fonte:  Fode Caramba Sanha