quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Trump dá mês para Irão aceitar acordo ou sofrer consequências traumáticas... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje o regime iraniano com consequências "muito traumáticas" caso não aceite um acordo sobre o seu programa nuclear, que deverá estar concluído num mês.

© Christopher Furlong/Getty Images  Por LUSA   12/02/2026

"Precisamos de chegar a um acordo, caso contrário será muito traumático, muito traumático", disse o Trump sobre as negociações com a República Islâmica, numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

Na ausência de um acordo, adiantou, os Estados Unidos passariam para a "fase dois", que seria "muito dura" para os iranianos. 

Trump apontou novamente como exemplo o bombardeamento norte-americano de instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho. 

Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão. 

Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas. 

Donald Trump advertiu Teerão repetidamente para uma potencial resposta militar norte-americana à brutal repressão pelas autoridades de protestos nas principais cidades iranianas no início de janeiro, contra a gestão da crise económica pelo governo, mas também visando o regime islamita.

Após uma ronda inicial de negociações, a 06 de fevereiro em Omã, Washington e Teerão afirmam que desejam continuar as discussões.  

Os Estados Unidos insistem em incluir nas negociações a questão dos mísseis balísticos e dos grupos apoiados pelo Irão e designados como terroristas, caso do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinianos, parte do chamado Eixo da Resistência. 

Teerão, por sua vez, quer discutir apenas o programa nuclear, em troca de um alívio das sanções, e insiste em adquirir capacidade de enriquecimento de urânio com fins que designa como civis. 

Numa reunião com o primeiro-ministro israelita na quarta-feira, Trump insistiu nas negociações, perante a alternativa de um ataque militar. 

"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca. 

Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações" 

"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado. 

Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região. 

O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). 

 A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem. 


Leia Também: Noite de bombardeamentos em Kiev deixa 2.600 prédios sem luz, autarca fala em ataque "massivo" da Rússia

A Ucrânia foi alvo de ataques russos massivos que atingiram Kiev e Odessa. Na capital, mais de 2.600 edifícios ficaram sem eletricidade e, no sul, 300 mil pessoas ficaram sem água.

Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) pretende criar uma pena de até oito anos de prisão para mulheres que fizerem denúncias falsas de violência doméstica contra homens que não cometeram qualquer agressão.

@Concursos Públicos em São Paulo  12/02/2026

A proposta, segundo ela, busca evitar o uso distorcido da Lei Maria da Penha, preservando sua finalidade original: proteger mulheres que realmente estão em situação de risco. Segundo Zanatta, a lei é um avanço importante no combate à violência doméstica, mas sua credibilidade pode ser afetada quando utilizada de forma indevida. 

Para ela, permitir que denúncias sejam utilizadas de modo fraudulento acaba gerando prejuízos a homens inocentes e enfraquecendo um instrumento essencial de proteção. O texto apresentado sugere alterações no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que trata das medidas adotadas pelo juiz ao receber um pedido de proteção urgente. 

Pela proposta, o acusado deverá ser comunicado imediatamente após a denúncia e terá o prazo de sete dias para apresentar uma defesa por escrito. Depois disso, caberá ao magistrado reavaliar as medidas protetivas concedidas, levando em conta os elementos apresentados por ambas as partes.

"NATO é um multiplicador de força que permite aos EUA projetar poder"... Um grupo de 16 ex-embaixadores dos Estados Unidos na NATO e ex-Comandantes Supremos Aliados da Aliança alertaram hoje que a existência da organização "não é um ato de generosidade norte-americana".

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images  Por LUSA  12/02/2026 

Trata-se antes de "um pacto estratégico" que garante aos Estados Unidos, agora liderados por Donald Trump, "que continuarão a ser a nação mais poderosa e economicamente segura do mundo", a uma "fração do custo" de fazê-lo sozinhos, sublinharam, em comunicado. 

Na declaração hoje assinada, no dia em que se realizou em Bruxelas uma reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, 16 diplomatas e generais norte-americanos que serviram na NATO nos últimos 25 anos recordaram que a organização "tem sido a pedra basilar da segurança nacional" dos Estados Unidos e que retirarem-se ou reduzirem a sua presença seria altamente prejudicial.

"Longe de ser uma obra de caridade ou uma garantia de segurança unidirecional, a NATO é um multiplicador de força vital que permite aos Estados Unidos projetar poder, proteger a sua economia e partilhar os imensos encargos da liderança global de formas que seriam impossíveis, ou proibitivamente dispendiosas, de alcançar sozinhos", referiram os signatários no documento.

Como ex-embaixadores dos Estados Unidos junto da NATO e antigos comandantes supremos da Aliança, afirmaram ter "experimentado o seu verdadeiro valor", defendendo que uma organização forte "melhora a dissuasão na região transatlântica" e permite a Washington "garantir a segurança noutras regiões do globo", pelo que é "fundamental para a sua própria segurança" que os norte-americanos "reconheçam o valor da NATO".

Deram como exemplo que, se os Estados Unidos se retirassem da NATO, ou diminuíssem a sua utilidade erodindo a confiança entre os aliados, o resultado mais imediato seria que a Casa Branca enfrentaria "custos mais elevados" para manter "o mesmo nível de influência global e segurança comercial".

Nesse cenário, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos, no mínimo, teriam de "expandir-se significativamente" para substituir as frotas e os grupos aéreos aliados, um "vazio de segurança" que custaria "até 200 mil milhões de dólares (cerca de 168 mil milhões de euros, ao câmbio atual).

De acordo com os antigos responsáveis norte-americanos, sem a presença dos Estados Unidos (EUA) na NATO, "a Rússia e a China poderão estar mais inclinadas a desafiar a Europa", aumentando assim "o risco de conflito com os maiores parceiros comerciais dos EUA" e arrastando-os para "um conflito que a sua permanência na Aliança teria evitado".

Os EUA também perderiam a sua influência nas decisões de segurança europeias, o que poderia levar ao "surgimento de um bloco militar europeu que não esteja alinhado com os interesses dos EUA", além de perderem "as redes de serviços de informações locais e especializadas de 31 aliados da NATO".

Depois de referirem outros problemas, como a perda de padrões comuns para o equipamento militar --- o que desencorajaria as compras aos Estados Unidos ---, os ex-embaixadores argumentaram ainda que, sem o guarda-chuva (escudo) nuclear de Washington, muitos países ver-se-iam obrigados a desenvolver a sua própria defesa com armas nucleares, aumentando "a probabilidade estatística de uso acidental ou intencional".

Os Estados Unidos perderiam igualmente a sua rede de bases aéreas, navais e terrestres em toda a Europa e ficariam impossibilitados de voltar a acionar o artigo 5.º da NATO, que foi invocado apenas uma vez na História, após os atentados de 11 de Setembro de 2001, quando os aliados destacaram mais de 50.000 soldados, no auge da missão da NATO no Afeganistão.

Por último, Washington teria muito menos legitimidade nas suas operações no estrangeiro, uma vez que seriam vistas como "ações policiais" unilaterais, em vez de mandatos internacionais assentes no apoio dos seus parceiros da NATO.


RÚSSIA: "Os países europeus seguiram o caminho da militarização", acusa Rússia... O secretário do Conselho de Segurança Nacional russo acusou hoje a NATO de seguir o caminho da militarização e de aumentar o número de provocações nas fronteiras da Rússia e da Bielorrússia, bem como dos seus aliados na região.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images   Por LUSA   12/02/2026 

"Os países europeus seguiram o caminho da militarização apesar da difícil situação das suas economias. A presença militar da NATO está a aumentar e o número de provocações no espaço aéreo e em alto-mar está a crescer", declarou Sergei Shoigu em entrevista à agência de notícias russa Interfax.

Segundo o antigo ministro da Defesa, a Aliança Atlântica está a realizar manobras que simulam ataques contra a Rússia e a Bielorrússia.

"Só nos países bálticos e na Polónia, entre 30 de janeiro e 06 de fevereiro deste ano, foram realizados nove exercícios militares, que incluíram, entre outras coisas, exercícios com munições reais utilizando o sistema de lançamento múltiplo de foguetões HIMARS, de fabrico norte-americano", criticou.

Shoigu acrescentou que "a Aliança está efetivamente a criar uma testa de ponte para a agressão militar", referindo-se também aos membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que reúne antigas repúblicas soviéticas.

"Os principais mecanismos para garantir a estabilidade estratégica foram descartados, e isso não foi culpa nossa. É o resultado das ações deliberadas e sistemáticas dos países ocidentais", afirmou o dirigente russo, que foi ministro da Defesa até 2024, tendo gerido os primeiros dois anos da invasão das forças de Moscovo da Ucrânia.

Em relação à situação de segurança internacional após o fim do tratado de desarmamento nuclear START III, Shoigu voltou a criticar os Estados Unidos, cujas "declarações sobre a vontade de trabalhar em conjunto para reforçar a estabilidade estratégica não passaram de 'slogans' populistas".

O secretário de Segurança de Moscovo indicou que a Rússia "continua aberta a estudar iniciativas para criar novos acordos sobre a estabilidade global, caso se verifiquem as condições correspondentes".

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou na quarta-feira que Moscovo respeitará os limites estipulados pelo START III, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.

Lavrov observou que os Estados Unidos nunca responderam à proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de prolongar o cumprimento do tratado por pelo menos um ano.

México pede explicações aos EUA sobre encerramento do espaço aéreo... A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou hoje que o governo pediu explicações formais aos Estados Unidos sobre o encerramento temporário do espaço aéreo em El Paso, no Texas.

© ANTONIO ARAUJO/AFP via Getty Images   Por LUSA  12/02/2026 

"Até ao momento, não há informações oficiais. Ainda não recebemos uma resposta. Por isso, terão de explicar", declarou Sheinbaum, na conferência de imprensa matinal.

O encerramento ocorreu na quarta-feira, quando a Administração Federal de Aviação (FAA) norte-americana restringiu os voos nas imediações do aeroporto de El Paso, cidade fronteiriça com Ciudad Juárez, por motivos de segurança nacional.

A medida, que durou cerca de oito horas, levou à suspensão de voos comerciais e de carga, tendo sido levantada depois de as autoridades norte-americanas indicarem que não existia qualquer ameaça à aviação comercial.

Informações preliminares divulgadas nos Estados Unidos indicaram que as agências de segurança investigavam a presença de veículos aéreos não tripulados (UAV), que podiam estar ligados a grupos de crime organizado.

Claudia Sheinbaum afirmou que o México não recebeu dados conclusivos sobre o sucedido e salientou que os comunicados norte-americanos não atribuem responsabilidade ao país.

"Nem sequer mencionam o México em nenhuma das declarações. Falam de cartéis, mas nunca mencionam o México", disse a chefe de Estado mexicana, acrescentando que o incidente não teve qualquer repercussão do lado do México da fronteira, limitando-se ao espaço aéreo de El Paso.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano solicitou esclarecimentos diretos a Washington e disse estar a acompanhar o caso por via diplomática.

O episódio gerou incerteza numa região de forte interligação aérea e comercial entre os dois países, num contexto de cooperação bilateral em matéria de segurança fronteiriça.

As autoridades norte-americanas descreveram a restrição como uma medida preventiva e indicaram que as operações aéreas foram retomadas normalmente após o levantamento das limitações.


Leia Também: Dois navios da marinha mexicana entregam 800 toneladas de ajuda a Cuba

Dois navios da marinha mexicana atracaram hoje em Cuba com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, sobretudo comida, face à crise energética que a ilha enfrenta e ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos.


GUINÉ-BISSAU: OMS considera "antiético" estudo de vacinas financiado pelos EUA na Guiné... A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou hoje "antiético" um estudo financiado pelos Estados Unidos da América (EUA) na Guiné-Bissau que implica excluir parte dos recém-nascidos da administração da vacina contra a hepatite B à nascença.

© LUSA    12/02/2026 

O arranque do ensaio clínico estava previsto para o início deste ano, mas as autoridades guineenses anunciaram, em janeiro, que tinha sido suspenso, depois da polémica que se gerou com a contestação de vários especialistas. 

Para a OMS, este plano experimental, que teria como propósito estudar a reação à doença em recém-nascidos vacinados e outros que não recebiam a vacina, "é contrário à ética", por implicar deixar crianças sem as doses da vacina à nascença.

"Isso poderia expo-las a uma alta probabilidade de infeção, o que implica um número significativo de mortes", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa, noticiada pela agência de notícias espanhola EFE.

O Departamento de Saúde dos EUA financia com 1,6 milhões de dólares (1,35 milhões de euros) o ensaio clínico previsto para o Projeto de Saúde de Bandim, em Bissau, que implicava também o início da administração da vacina contra a hepatite B ao nascer.

O Governo guineense anunciou, em janeiro, que tinha cancelado o ensaio clínico e adiado a introdução da vacina até 2028, mantendo o atual plano nacional contra a doença, com a vacinação às seis, dez e 14 semanas.

O ensaio clínico que estudaria os diferentes efeitos da vacinação contra hepatite B à nascença abrangia 14.000 recém-nascidos na Guiné-Bissau, sendo que metade seria imunizada ao nascer e a outra metade mantinha o atual plano com a primeira vacina às seis semanas de vida.

"Negar a metade das crianças do mundo o acesso a uma vacina que está disponível, é segura e eficaz há mais de 14 anos, é antiético", afirmou o diretor-geral da OMS, organização que tem como meta até 2028 garantir a vacinação nas primeiras 24 de horas de vida contra a doença em países com prevalência alta da hepatite B, como é o caso da Guiné-Bissau.

O responsável reconheceu que um país soberano pode decidir sobre os calendários de vacinação, mas observou que "este tipo de estudo pode afetar outros países também".

O estudo, conduzido por pesquisadores dinamarqueses e publicado na revista Nature, também foi criticado por especialistas que acusam os Estados Unidos de tentarem obter dados para justificar a redução da vacinação no sistema de saúde norte-americano, de acordo com a EFE.


Leia Também: Justiça guineense autoriza contato de advogados com opositor detido

GUINÉ-BISSAU. Justiça autoriza contacto de Simões Pereira com advogados... Promotoria da Justiça Militar autorizou que os advogados de Domingos Simões Pereira (DSP) tenham acesso ao político para consultas. Líder do PAIGC deverá ser ouvido na sexta-feira no Tribunal Militar.

Domingos Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, sob vigilância de polícias e militares Foto: DW Por  DW África 

A Promotoria da Justiça Militar autorizou que os advogados de Domingos Simões Pereira tenham acesso ao político para consultas. 

Segundo um despacho emitido, a que a DW teve acesso, a Promotoria deferiu "o requerimento apresentado pelos mandatários judiciais" do líder do PAIGC. 

"Nestes termos, ordena o corpo de segurança instalado na residência de Domingos Simões Pereira a terem acesso à residência e poderem livremente comunicar com este, sem restrições", pode ler-se no documento.

O despacho determina também que seja garantida a comparência de Simões Pereira na audiência agendada para esta sexta‑feira (13.02) no Tribunal Militar e ordena ao corpo de segurança que cumpra estas instruções.

As equipas de defesa do político afirmam que não têm acesso ao processo, não sabem em que condições o líder político será ouvido e denunciam que não foi permitido o contacto prévio com os advogados.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

GUINÉ-BISSAU: MNE guineense responde a primeiro-ministro de Timor: "Falta de dignidade"... O governo guineense de transição manifestou hoje indignação e repúdio pelas declarações do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que considerou o país um "Estado falhado", precisando de ajuda no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

©  Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau  com  Lusa  12/02/2026 

Num comunicado hoje divulgado, o ministério dos Negócios Estrangeiros guineense considera que "as declarações revelam falta de dignidade e de postura política e moral" de Gusmão "para avaliar a realidade" institucional do país.

"Xanana Gusmão, tal como José Ramos-Horta [Presidente timorense], possui um historial de controvérsias públicas que fragilizam a autoridade com que se pronunciam sobre a governação de outros Estados", enfatiza-se na nota.

No documento salienta-se ainda que Xanana Gusmão "tem episódios" políticos que "suscitaram questionamentos sobre a sua conduta", nomeadamente durante períodos de conflito em Timor-Leste.

Na nota do Governo guineense de transição defende-se ainda que o Presidente timorense, José Ramos-Horta, "tem sido associado", no debate público, "a comportamentos e posicionamentos que levantam dúvidas quanto à sua estabilidade e coerência política".

Bissau considera "difícil de compreender" como é que figuras desse perfil assumem responsabilidades de liderança em organizações como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"A Guiné-Bissau não aceita qualquer tentativa de humilhação pública, estigmatização política ou desqualificação institucional, sobretudo quando proveniente de um Estado membro da CPLP", sublinha-se.

O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da CPLP, que foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado no país africano em 26 de novembro, que depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló, e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

Uma missão de alto nível da CPLP para a Guiné-Bissau chega a Bissau em 18 de fevereiro, para permanecer no país até dia 21, para contactos com o Alto Comando Militar que protagonizou o golpe de Estado, membros do Governo de transição e elementos da sociedade civil.

A delegação, composta por 15 elementos, incluindo quatro de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor-Leste, será chefiada pelo ministro da Defesa de Timor-Leste, Donaciano do Rosário Gomes.

Missão do FMI reúne-se com o Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau... A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está, neste momento, reunida com o Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té. A reunião insere-se no âmbito do Programa Facilidade de Crédito Alargado, que visa apoiar o país na implementação de reformas económicas e na manutenção da estabilidade macroeconómica.

Mike Tyson é o novo embaixador da política nutricional do governo Trump... O campeão de pesos pesados Mike Tyson cedeu a sua imagem a uma grande campanha publicitária chamada "Coma Comida de Verdade", cujo primeiro anúncio foi lançado durante o Super Bowl.

© Getty Images   Por LUSA   12/02/2026 

O pugilista surgiu hoje num evento promovido pelo Governo liderado pelo Presidente Donald Trump, dedicado ao combate aos alimentos ultraprocessados, amplamente consumidos pelos norte-americanos. 

"Esta é a luta mais importante da minha vida", frisou o lendário pugilista. 

No vídeo a preto e branco passado durante o Super Bowl, a final da Liga de futebol americano (NFL), Mike Tyson incentiva os norte-americanos a darem prioridade a alimentos não processados, como vegetais, carne e produtos lácteos, em vez de alimentos ultraprocessados (bolos industriais, snacks ou refrigerantes), cujos riscos para a saúde estão cada vez mais documentados.

"A minha irmã chamava-se Denise. Morreu de obesidade aos 25 anos, teve um ataque cardíaco", conta o antigo campeão mundial de 59 anos neste vídeo, no qual fala também das suas próprias dificuldades com a alimentação.

"Venho de Brownsville, em Brooklyn. É o bairro mais violento e pobre de Nova Iorque, e os alimentos ultraprocessados eram a norma por lá", explicou hoje, ao lado, entre outros, do secretário da Saúde Robert Kennedy Jr., um crítico acérrimo dos alimentos ultraprocessados.

De acordo com as autoridades de saúde norte-americanas, os Estados Unidos estão entre os países que mais consomem calorias provenientes de alimentos ultraprocessados, uma estatística preocupante.

O consumo excessivo destes alimentos, ricos em açúcar, gordura, sal e aditivos, está de facto associado a um risco acrescido de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Embora esta iniciativa da administração Trump tenha sido bem recebida pelos profissionais de saúde e especialistas em nutrição, outros mostraram-se preocupados com a ênfase significativa dada às proteínas animais e aos produtos lácteos integrais, temendo que esta recomendação possa ser motivada mais pela pressão dos lobbies agrícolas do que por um benefício comprovado para a saúde.


Leia Também: Trump recebe prémio de industriais por ser "campeão indiscutível do carvão"

Donald Trump recebeu na quarta-feira um prémio de empresários por ser o "campeão indiscutível do carvão", durante um evento na Casa Branca em que ordenou ao Departamento da Energia que compre eletricidade com esta origem.


Guiné-Bissau. PM timorense afirma que país africano é Estado falhado e precisa de ajuda... O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

Por rtp.pt 12 Fevereiro 2026

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Xanana Gusmão destacou também a liderança e o envolvimento bem-sucedido de Timor-Leste no g7+, grupo de países considerados frágeis, do qual Timor-Leste é cofundador e a Guiné-Bissau estado-membro.

"Somos cofundadores do g7+, que olha para Estados frágeis. Agora a Guiné-Bissau tornou-se um Estado falhado", lamentou o líder timorense.

"Podemos ficar satisfeitos porque muitos países em África já mudaram o seu sistema para a democracia. Por isso, é também nosso dever ajudar a Guiné-Bissau no caminho da democracia e dos direitos humanos", declarou o primeiro-ministro.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau, na sequência de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, após o golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro.

Na reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, o Governo aprovou o tema "Consolidação do Estado de Direito Democrático e os Desafios da CPLP" para a presidência entre 2026 e 2027.

Segundo Xanana Gusmão, o tema é "extremamente relevante, não apenas para resolver a situação na Guiné-Bissau, mas também face à situação política em Angola e Moçambique".

Estudo. Substâncias cancerígenas encontradas em extensões de cabelo... Um novo estudo publicado na revista Environment & Health da American Chemical Society encontrou 169 substâncias químicas presentes em diversas amostras de extensões de cabelo, 17 das quais associadas ao cancro da mama.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues  noticiasaominuto.com 12/02/2026 

Dezenas de substâncias químicas perigosas - algumas, inclusive, associadas ao cancro e problemas hormonais - foram detetadas em extensões de cabelo, conforme revelam as conclusões de um novo estudo.  

Especialistas notam que as mulheres negras estão particularmente expostas aos riscos associados a estes produtos, o que levou a um pedido de ação por parte das entidades governamentais, noticia o jornal Independent. 

Tanto as extensões naturais (de cabelo humano), como as extensões sintéticas são tratadas com produtos químicos agressivos para efeitos de limpeza e resistência ao fogo.

Segundo Elissia Franklin, investigadora do Silent Spring Institute em Massachusetts, as empresas "raramente divulgam os produtos químicos utilizados para obter estas propriedades, deixando os consumidores na ignorância quanto aos riscos para a saúde decorrentes do seu uso prolongado". 

Para o estudo foram analisados 43 produtos online, assim como de lojas locais. Cerca de 19 amostras sintéticas sintéticas alegavam ser resistentes ao fogo, outras três à água, nove ao calor e três garantiam não conter produtos tóxicos. 

"Embora relatórios anteriores tenham encontrado algumas substâncias químicas preocupantes em extensões de cabelo, ainda há muito que se desconhece sobre a sua composição química geral", notou Franklin. 

"Queríamos ter uma ideia melhor da dimensão do problema", continuou. 

"Esta é uma indústria que há muito tempo negligencia a saúde das mulheres negras, que não deveriam ter de escolher entre a expressão cultural, conveniência e saúde", realça. 

Entre as amostras analisadas foram recolhidas 169 substâncias químicas, algumas das quais associadas ao cancro e a problemas hormonais.

O estudo apurou que todas as amostras, exceto duas, continham substâncias químicas perigosas, sendo que 17 substâncias - presentes em 36 amostras - foram associadas ao cancro da mama. 

Para além disso, quase uma em cada 10 amostras continha organoestânicos tóxicos, usados ​​principalmente como biocidas, pesticidas e estabilizadores de plástico PVC, substâncias regulamentadas no Reino Unido e União Europeia.

"Estes produtos são normalmente usados como estabilizadores térmicos em PVC e têm sido associados à irritação da pele, um queixa frequente entre as consumidoras de extensões de cabelo", diz ainda Franklin. 

Os resultados deste estudo foram publicados na revista Environment & Health da American Chemical Society.

ESTUDO: Substâncias químicas no sémen ligadas a alterações na saúde reprodutiva... Um estudo identificou 42 compostos químicos de uso quotidiano presentes no sémen humano que podem afetar a saúde reprodutiva.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com  12/02/2026 

O estudo, conduzido pelo Instituto de Avaliação Ambiental e Investigação da Água (IDAEA) do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha, numa colaboração com o Instituto Nacional de Investigação Agronómica e Ambiental de França (INRAE) e a Universidade Rovira i Virgili (URV) em Tarragona, avaliou o exposoma químico, o conjunto de substâncias químicas a que a população está exposta.

Utilizando uma metodologia inovadora de espectrometria de massa de alta resolução, esta técnica determina a massa exata dos compostos com uma precisão superior a 0,001 unidades de massa atómica, sendo possível distinguir entre substâncias que, embora pareçam idênticas, apresentam composições químicas diferentes.

Para determinar a presença de compostos químicos, a investigação analisou amostras de sémen, sangue e urina de um grupo de estudo composto por 48 homens saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, residentes em Tarragona, Espanha.

Após o rastreio de mais de 2.000 compostos orgânicos, os investigadores detetaram 42 substâncias no sémen, 42 na urina e 48 no sangue.

As substâncias pertenciam a misturas complexas que incluíam adoçantes artificiais, inseticidas, substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), retardadores de chama, compostos alimentares, produtos farmacêuticos e marcadores de utilização de tabaco.

"Embora o nosso estudo não estabeleça relações causais entre a presença de múltiplas substâncias químicas e a espermatogénese, demonstra associações entre a exposição a estes compostos e a qualidade do sémen", explicou Montse Marquès, investigadora do IDAEA-CSIC e autora principal do estudo.

A análise demonstrou que alguns dos compostos tóxicos detetados afetaram negativamente vários parâmetros da qualidade do sémen.

O acessulfame (um adoçante artificial amplamente utilizado), o bisfenol-S (um composto utilizado em plásticos e resinas), o inseticida nitenpiram e certos tensioativos utilizados na indústria e na indústria farmacêutica foram negativamente associados à contagem total, morfologia e concentração de espermatozoides.

O retardador de chama trietilfosfato (utilizado como retardador de chama em materiais de construção, veículos e eletrónica) foi associado a um menor volume de espermatozoides, enquanto outro aditivo utilizado no fabrico de pneus foi associado a uma redução da motilidade e viabilidade.

O estudo confirmou ainda associações negativas já descritas na literatura científica para compostos derivados do tabaco, como a nicotina e a cotinina, e para substâncias perfluoradas persistentes, utilizadas em utensílios de cozinha, embalagens e vestuário, entre outros.

A infertilidade afeta 15% da população mundial, sendo que entre 40% a 50% dos casos são atribuídos a fatores masculinos.

A exposição a fatores ambientais e de estilo de vida é considerada uma variável chave para a saúde reprodutiva.

Kim Jong-un prepara-se para nomear filha como herdeira... O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês.

© LUSA   12/02/2026 

A dinastia Kim governa o país com 'mão de ferro' desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô.

O atual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão.

"O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora", disse hoje o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS.

A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan - onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai.

No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear.

A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC.

A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental.

Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a "filha amada" do país, ou ainda "grande guia", qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.

Criminoso reincidente impedido de usar nome Jesus Cristo na Rússia... Um criminoso reincidente da cidade russa de Kazan foi impedido de usar o nome Jesus Cristo e obrigado a retomar o nome de batismo, noticiou a imprensa local.

Por  cnnportugal.iol.pt

Tribunal ordenou que Yevgeny Chekulayev deixe de constar como Jesus Cristo e reponha nos documentos oficiais o nome de batismo

Um criminoso reincidente da cidade russa de Kazan foi impedido de usar o nome Jesus Cristo e obrigado a retomar o nome de batismo, noticiou a imprensa local. 

Jesus Cristo - nascido Yevgeny Chekulayev - foi condenado por registar fraudulentamente vários estrangeiros na sua morada, o que lhe valeu no ano passado uma multa de 60.000 rublos (aproximadamente 780 dólares).

As autoridades não clarificaram se os registos fraudulentos foram feitos em troco de benefício material ou por caridade.

O mesmo tribunal de Kazan condenou o falso messias a dois anos de prisão, com pena suspensa, por delito semelhante.

A justiça não viu com bons olhos o “milagre” da multiplicação dos registos, nem o dos nomes próprios: segundo noticiou o Business Online, um tribunal ordenou na quarta-feira que Yevgeny deixe de constar como Jesus Cristo e reponha nos documentos oficiais o nome de batismo.

"O Tribunal Distrital de Novo-Savinovski, em Kazan, ordenou ao Registo Civil que restaure o nome anterior de um residente de Kazan chamado Jesus Cristo", afirma a sentença.

A decisão do tribunal foi motivada por um pedido da procuradoria da cidade situada 800 km a leste da capital, Moscovo.