sábado, 18 de novembro de 2023

Geraldo Martins realizou a entrega oficial do grupo de geradores doados pelo governo em Gabú, no leste do país.


 Radio TV Bantaba

Centenas de pessoas protestam em Espanha e cortam autoestrada

© Marcos del Mazo/LightRocket via Getty Images

POR LUSA    18/11/23 

Centenas de pessoas em protesto contra a amnistia de independentistas catalães tentaram marchar hoje até ao Palácio da Moncloa, sede do governo de Espanha, e cortaram uma autoestrada, depois de abandonarem uma manifestação no centro de Madrid.

Segundo as autoridades, várias centenas de pessoas manifestaram-se nas imediações do Palácio da Moncloa e na marcha que fizeram ocuparam vias da autoestrada A-6, num dos acessos a Madrid, levando ao corte total de trânsito num dos sentidos pela polícia.

Uma barreira policial impediu que os manifestantes acedessem à praça da Moncloa e à entrada do complexo de edifícios sede do Governo espanhol, mantendo-os nas vias cortadas da autoestrada.

A concentração, com o corte da autoestrada, demorou cerca de duas horas e terminou quando a polícia dispersou os manifestantes, de forma pacífica.

Por outro lado, outro grupo de cerca de 3.000 pessoas, segundo as autoridades, concentrou-se, também depois da manifestação no centro de Madrid, nas imediações da sede nacional do partido socialista (PSOE, no governo de Espanha), local onde tem havido concentrações diariamente nas últimas semanas contra a amnistia.

A cidade de Madrid voltou hoje, ao final da manhã, a ser o palco de uma manifestação contra a amnistia de independentistas catalães que mobilizou 170 mil pessoas, segundo números das autoridades, e um milhão, segundo os organizadores.

A manifestação foi convocada por uma plataforma de entidades da sociedade civil e contou com o apoio do Partido Popular (PP, direita) e do Vox (extrema-direita), a primeira e a terceira forças no parlamento de Espanha, respetivamente.

No domingo passado, manifestações convocadas pelo PP em 52 cidades mobilizaram dois milhões de pessoas, segundo o partido, e 450 mil, segundo as autoridades.

Além disso, tem havido manifestações diárias, à noite, em frente da sede nacional do PSOE, em Madrid, convocadas nas redes sociais.

Estas manifestações, apoiadas pelo Vox, mas de que se demarca o PP, já acabaram por diversas vezes com distúrbios e cargas policiais e têm também ficado marcadas por símbolos, cânticos e gestos fascistas e da ditadura espanhola de Francisco Franco.

A proposta de lei de amnistia foi entregue no parlamento na segunda-feira passada pelo PSOE e resulta de acordos com dois partidos catalães que em troca viabilizaram, na quinta-feira, um novo Governo de esquerda em Espanha, liderado por Pedro Sánchez, na sequência das eleições legislativas de 23 de julho.

A direita espanhola considera que a amnistia de políticos catalães que protagonizaram a tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017 pode constituir um ataque ao estado de direito e ao princípio da separação de poderes, num alerta que também já fizeram associações de juízes e procuradores.

O PSOE sublinha que a amnistia já foi considerada legal pelo Tribunal Constitucional espanhol em 1986, que já foi aplicada em Espanha em 1976 e 1977 e está também "perfeitamente homologada" nas instâncias europeias e pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Os socialistas defendem que esta amnistia devolve um conflito político à esfera política e servirá para recuperar a convivência entre catalães e entre a Catalunha e o resto de Espanha depois da fratura de 2017.


Morreram quase 50 pessoas por dia nas estradas de Angola (até outubro)

© Lusa

POR LUSA  18/11/23 

Angola registou entre janeiro e outubro deste ano 12.069 acidentes, dos quais resultaram 14.950 mortos, uma média de quase 50 por dia, segundo a vice-presidente angolana, Esperança da Costa, que alertou para o crescimento da sinistralidade rodoviária.

Numa mensagem divulgada hoje, no âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Estrada, Esperança da Costa manifestou "enorme preocupação" face ao "percurso negativo" e "tendência crescente" da sinistralidade em Angola em 2023.

Perante o atual quadro, sublinhou a responsável, o executivo angolano assumiu a redução de acidentes de viação como prioridade, assim como uma "contínua intervenção na sinalização, reabilitação, construção de infraestruturas e aumento da capacidade técnica para a fiscalização do trânsito".

"É essencial conjugar esforços e agir em conjunto para a inversão da atual situação, marcada pelas elevadas taxas de acidentes, mortes, mutilações e danos materiais, o que demonstra o quanto precisamos de refletir na mudança de rumo e nos desafios coletivos que temos de enfrentar com vista a alcançar a desejável paz e segurança na estrada", apelou a vice-presidente angolana.


Mais de 16 mil mortos no conflito, avança Ministério da Saúde de Gaza

© Lusa

POR LUSA   18/11/23 

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza estima que mais de 16 mil pessoas tenham morrido no território, nos 43 dias de conflito entre o grupo islamita palestiniano Hamas e as forças de segurança de Israel.

Um porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza sublinhou à agência espanhola Efe que estas contagens são "estimativas" e garantiu que "o número real é muito maior".

De acordo com a mesma fonte, pelo menos 3.500 pessoas permanecem debaixo dos escombros de edifícios bombardeados pelas forças israelitas, que prosseguem com os ataques ao território.

A última contagem das autoridades palestinianas dava conta de cerca de 12 mil mortos, entre os quais cinco mil crianças, e perto de 30 mil feridos, 70 por cento dos quais menores, mulheres e idosos.

Dos 24 hospitais do norte da Faixa, apenas um, o Al-Ahli, situado na própria cidade de Gaza, está atualmente a funcionar e a admitir doentes.

As restantes unidades foram colapsando, uma a uma, depois de ficarem sem medicamentos, água potável, alimentos, eletricidade, combustível e internet.

Israel declarou guerra contra o Hamas a 7 de outubro, depois de este grupo ter matado 1.200 pessoas e sequestrado 240 num ataque realizado em território israelita, onde terá infiltrado cerca de três mil milicianos.

Desde aquele dia, as forças aéreas, navais e terrestres de Israel têm atacado a Faixa de Gaza, sem tréguas, num conflito que já forçou à deslocação de um terço da população do território palestiniano (1,7 milhões de pessoas).


Exército israelita terá matado vários membros do Hamas na Cisjordânia

© Lusa

POR LUSA   18/11/23 

O Exército israelita (IDF) e os serviços secretos israelitas (Shin Bet) anunciaram hoje que vários membros do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) foram mortos durante uma operação noturna do Exército israelita perto de um campo de refugiados na Cisjordânia.

O IDF e o Shin Bet afirmaram num comunicado conjunto que o Exército israelita atacou por via terrestre e aérea o campo de refugiados de Balata, perto da cidade de Nablus, na Cisjordânia.

Entre os mortos encontra-se Mohamed Zahad, um miliciano palestiniano de alta patente.

Israel identificou Zahad como um dos principais promotores das atividades terroristas do Hamas na Cisjordânia, em especial na zona de Nablus.

O miliciano palestiniano terá formado uma célula de jovens terroristas que instruiu e armou para atacarem civis e soldados israelitas.

Além da morte de vários membros do Hamas, o IDF e o Shin Bet descobriram um laboratório de explosivos e constataram que as ruas da cidade de Balata estavam fortemente minadas com o objetivo de causar o máximo de danos às fileiras israelitas.

Durante a operação militar, vários homens armados abriram fogo contra as tropas israelitas em Balata.

O Exército disse não ter sofrido qualquer baixa nas suas fileiras.



Leia Também: O Exército israelita (IDF) negou hoje ter dado aos médicos, doentes e deslocados que permanecem no hospital palestiniano al-Shifa, situado no norte e o maior de Gaza, um prazo de uma hora para saírem, como tinha afirmado o ministério da Saúde de Gaza.

LIBÉRIA: Presidente da Libéria admite derrota nas eleições e felicita adversário

© Lusa

POR LUSA   18/11/23 

O atual Presidente da Libéria, George Weah, admitiu a derrota e felicitou Joseph Boakai pela vitória nas eleições presidenciais de terça-feira à noite, enquanto o país aguarda a publicação dos resultados finais.

"Esta noite, o CDC [partido de Weah] perdeu as eleições, mas a Libéria ganhou. Este é um momento de elegância na derrota", afirmou Weah, uma antiga estrela do futebol eleita em 2017, num discurso difundido na emissora pública na sexta-feira à noite.

"Os resultados anunciados esta noite, embora não sejam definitivos, indicam que Boakai tem uma vantagem que não podemos recuperar. Falei com o Presidente eleito Joseph Boakai para o felicitar pela vitória", disse Weah.

Os resultados publicados na sexta-feira pela comissão eleitoral, após contados os votos em mais de 99% das assembleias de voto, deram 50,89% a Boakai, de 78 anos, e 49,11% a Weah.

Depois de contados cerca de 1,6 milhões de boletins de voto, Boakai tinha uma vantagem de pouco mais de 28 mil votos. Esperava-se que cerca de 2,4 milhões de liberianos fossem às urnas na terça-feira, mas ainda não foi dada qualquer indicação sobre a taxa de participação.

Os observadores da UE e da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) tinham felicitado a Libéria pelo desenrolar "largamente pacífico" da segunda volta das presidenciais.

No entanto, a CEDEAO indicou ter registado incidentes isolados nas províncias de Lofa, Nimba, Bong e Montserrado, que resultaram em "ferimentos e hospitalizações".

Este foi o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta e fizeram temer a violência pós-eleitoral.


Rússia adiciona jornal Moscow Times a lista de "agentes estrangeiros"

© REUTERS/Evgenia Novozhenina/File Photo

POR LUSA  17/11/23 

A Rússia adicionou hoje o jornal Moscow Times à sua lista de "agentes estrangeiros", juntamente com jornalistas e ativistas, na sequência de medidas repressivas de informação contrária às versões oficiais do Kremlin.

O ministério da Justiça russo acusou o jornal 'online', de língua inglesa e russa, de "divulgar informações incorretas sobre as decisões tomadas e as políticas seguidas pelas autoridades públicas" e de "levar a cabo ações destinadas a apresentar uma imagem negativa das autoridades".

Vários funcionários do Moscow Times deixaram a Rússia na sequência da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.

O estatuto de "agente estrangeiro" impõe pesadas restrições administrativas às pessoas ou entidades, incluindo controlos regulares das suas fontes de financiamento.

Além disso, torna obrigatório que qualquer publicação, incluindo nas redes sociais, inclua o rótulo de "agente estrangeiro".

O Kremlin intensificou a repressão de todas as vozes independentes e opositoras desde o lançamento da sua ofensiva contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Os principais opositores do Presidente Vladimir Putin encontram-se hoje no exílio, em julgamento, ou já na prisão, caso de Alexei Navalny.

Na sexta-feira, uma atriz, um ativista e dois jornalistas foram também acrescentados à lista de "agentes estrangeiros" do Ministério da Justiça russo.



Leia Também: Mais de 2.400 crianças ucranianas levadas para a Bielorrússia