sexta-feira, 10 de julho de 2026

UE suspende concessão de vistos a nacionais da Guiné-Conacri... O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje restringir temporariamente a concessão de vistos a cidadãos da Guiné-Conacri, por falta de cooperação no retorno de cidadãos ilegais.

© Pixabay      Por LUSA   10/07/2026 

De acordo com uma nota de imprensa do Conselho, esta decisão segue-se a uma avaliação da Comissão Europeia, baseada nos contributos dos Estados-membros, que conclui que a cooperação da Guiné-Conacri na readmissão dos seus cidadãos que se encontram em situação irregular na UE é insuficiente.

Em resultado da decisão hoje adotada, os Estados-membros deixarão de poder emitir vistos de entradas múltiplas a cidadãos guineenses, dispensar a apresentação de documentos comprovativos que os requerentes de visto da Guiné-Conacri devem submeter, bem como de isentar do pagamento dos emolumentos do visto para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço.

Além disso, o prazo normal de processamento dos pedidos de visto será fixado em 45 dias de calendário, em vez de 15.

A decisão de suspensão é temporária, mas não foi fixada uma data de término específica.

O objetivo desta decisão é incentivar a Guiné-Conacri a melhorar a cooperação em matéria de readmissão e Bruxelas continuará a avaliar os progressos alcançados.

O executivo comunitário propôs ao Conselho, em julho de 2025, a restrição temporária da concessão de vistos a cidadãos guineenses.


Leia Também: Entradas irregulares na UE caíram 37% no primeiro semestre de 2026

O número de entradas irregulares na UE diminuiu 37% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).

SINGAPURA: Ter carro nesta cidade custa uma fortuna (e sem contar com o carro)... Singapura é uma cidade-estado, com espaço relativamente limitado, e por isso mesmo há um sistema de quotas para ter carro. E os modelos pequenos exigem um certificado que custa quase 100 mil dólares.

© 2p2play / Shutterstock    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 

Desde 1990 que a cidade-estado de Singapura tem um sistema de quotas de automóveis, de modo a manter sob controlo a quantidade de viaturas nas estradas - que deve rondar um milhão.

São emitidos regularmente certificados que permitem possuir um carro durante dez anos. Agora, quem comprar um automóvel de pequenas dimensões naquela nação asiática, terá de desembolsar 129 mil dólares de Singapura (mais de 87.400 euros à taxa de câmbio atual).

Este é o novo máximo recorde dos certificados, atingido no leilão de julho. Em causa, estão modelos que não são 100 por cento elétricos com motores cuja cilindrada é inferior a 1,6 litros - que têm vindo a ganhar forte popularidade desde a pandemia. Também são abrangidos elétricos com potências de até 150 cv.

Já em maio, o ministro dos Transportes já tinha feito saber que a disponibilidade de certificados estava a baixar.

A Reuters dá o exemplo de um Toyota Corolla: em Singapura, custa o equivalente a cerca de 122 mil euros com certificado, impostos e despesas. Em Portugal, os preços do pequeno hatchback japonês começam nos 32.810 euros.

Embora alto, o preço do certificado para carros mais pequenos está 16 por cento abaixo do ordenado médio anual de uma família que vive em Singapura.

Os certificados para modelos maiores são ainda mais caros, estando acima da fasquia dos 100 mil dólares desde 2023: em julho, atingiram 130.889 dólares de Singapura (quase 88.700 euros).

O leilão deste mês teve 1.244 certificados para atribuir para carros mais pequenos e 867 para modelos maiores, acabando por ter 1.207 e 863 candidaturas bem-sucedidas, respetivamente.

MOÇAMBIQUE: Mais de 12 mil deslocados na província de Cabo Delgado em junho... Mais de 12 mil pessoas foram deslocadas pela violência em Cabo Delgado, norte de Moçambique, em junho, quase 80% mulheres e crianças, elevando para 26 mil afetados desde o início do ano, segundo dados das Nações Unidas.

© Lusa     10/07/2026 

De acordo com o relatório divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a província de Cabo Delgado registou 12.174 deslocados em junho em resultado do conflito armado, elevando para 26.184 o número total de pessoas forçadas a abandonar as suas casas desde o início de 2026.

Segundo o documento, mulheres e crianças representaram 79% das pessoas deslocadas no último mês, enquanto parceiros humanitários reportaram preocupações relacionadas com separação familiar, violência baseada no género, perda de documentação e sofrimento psicossocial.

O OCHA refere que, embora os números mensais de deslocados tenham permanecido abaixo dos registados em grande parte de 2025, o aumento observado nos últimos dois meses demonstra a fragilidade da situação de segurança no norte de Moçambique.

Os movimentos populacionais continuam a ocorrer sobretudo dentro dos próprios distritos afetados ou para distritos vizinhos, sendo frequentemente reincidentes, segundo a agência das Nações Unidas.

No relatório acrescenta-se que as necessidades humanitárias nas zonas afetadas pelo conflito continuam a exceder os recursos disponíveis, num contexto em que o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária para 2026 recebeu apenas 29% do financiamento necessário até junho. Dos 534 milhões de dólares (455 milhões de euros) necessários para responder às consequências do conflito e das cheias em Moçambique, tinham sido mobilizados 152 milhões de dólares (129 milhões de euros).

Segundo o OCHA, a insuficiência de financiamento está a afetar vários setores da resposta humanitária, com especial incidência na educação, logística e nutrição, ameaçando deixar famílias vulneráveis sem apoio adequado para responder às necessidades mais urgentes.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

O OCHA refere que uma parte significativa dos movimentos de deslocados este ano já corresponde a deslocações repetidas, refletindo a instabilidade persistente em várias zonas da província.

A agência das Nações Unidas contabilizou 2.562 pessoas deslocadas pela primeira vez em 2026, 7.922 pela segunda vez, 657 pela terceira, 2.769 pela quarta e 12.274 em cinco ou mais ocasiões, evidenciando a vulnerabilidade prolongada das populações afetadas pelo conflito.

No relatório refere-se igualmente que Moçambique contabilizava 662 mil deslocados internos em fevereiro deste ano, maioritariamente concentrados nas províncias afetadas pela insurgência armada no norte do país.

Assinala-se ainda que as necessidades humanitárias permanecem elevadas noutras regiões afetadas por crises recentes, nomeadamente as cheias, estimando-se que mais de 620 mil pessoas necessitam de assistência, das quais cerca de 417 mil já receberam algum tipo de apoio.

A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho em Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram oito mortos, elevando para 6.632 o número total de óbitos desde 2017.

De acordo com o mais recente relatório da ACLED, com dados de 01 a 14 de junho, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).


Leia Também: Tensão pós-eleitoral e insegurança: riscos financeiros em Moçambique

O Banco de Moçambique identificou a tensão pós-eleitoral, a instabilidade militar em Cabo Delgado e os choques climáticos como principais vulnerabilidades que afetaram a estabilidade financeira do país em 2025.

Irão rejeita posição "politicamente motivada" sobre programa nuclear... O Irão rejeitou hoje a declaração feita pelos líderes da NATO sobre o programa nuclear iraniano, que descreveu como tendo acusações "politicamente motivadas".

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por LUSA     10/07/2026 

Na declaração final de uma cimeira em Ancara, Turquia, os chefes de Estado e de Governo da NATO abordaram o conflito no Médio Oriente com uma breve menção numa única frase.

"Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmaram, na declaração, divulgada na quarta-feira.

Pouco depois, numa conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que "nunca deve alcançar uma capacidade nuclear".

"Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa intervir. Se for necessário, a NATO está sempre disposta a assumir qualquer papel", afirmou Rutte.

Em resposta, a Embaixada do Irão em Ancara rejeitou "categoricamente as acusações infundadas e politicamente motivadas", que disse estarem na declaração na NATO.

Numa mensagem na rede social X, Teerão acrescentou que a NATO "não tem autoridade para dar lições ao Irão ou prescrever soluções para a paz e a segurança regional", tendo "apoiado e facilitado atos de agressão contra o povo iraniano".

O Estado persa sublinhou que o seu programa nuclear "é inteiramente pacífico", enquanto "parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, sempre insistiu que as armas nucleares não têm lugar na sua doutrina de defesa".

Teerão enfatizou ainda que tem desempenhado consistentemente "um papel responsável na manutenção da segurança marítima", tanto no Estreito de Ormuz como no Golfo Pérsico em geral.

O Irão afirmou que "a principal fonte de insegurança na região" são "as intervenções militares ilegais, as ações provocatórias e as políticas desestabilizadoras de atores externos".

O comunicado sustenta que os EUA e "o regime terrorista israelita" foram os que "bombardearam a mesa das negociações e deram prioridade à agressão em detrimento da diplomacia".

Embora não fosse um dos principais temas da agenda, a guerra no Médio Oriente invadiu a cimeira depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter anunciado o fim das negociações com Teerão na quarta-feira.

As forças armadas norte-americanas lançaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por ataques contra três navios mercantes em águas próximas de Omã.

No dia seguinte, o Irão bombardeou alvos norte-americanos em vários países árabes, como a Jordânia e o Kuwait, depois de os EUA terem anunciado a conclusão de uma série de 90 ataques contra Teerão.


Leia Também: Sete dias de luto e 43 milhões de pessoas nas cerimónias fúnebres de Khamenei (Veja as imagens)

Cerimónias fúnebres do ex-líder supremo do Irão, Ali Khamenei, decorreram durante sete dias, em cinco cidades do Irão e Iraque, e terminaram na cidade santa de Mashad.

Drones ucranianos atingem infraestruturas petrolíferas na Rússia... Vários ataques com drones atingiram hoje infraestruturas petrolíferas no sul da Rússia, provocando um incêndio numa refinaria da região de Krasnodar, informaram as autoridades russas, que anunciaram também a destruição de 376 drones ucranianos durante a madrugada.

© REUTERS     Por LUSA    10/07/2026 

"Na sequência da queda de destroços de drones, deflagrou um incêndio na refinaria de Ilsky", indicou o comando operacional da região de Krasnodar na plataforma Telegram, acrescentando que não houve vítimas.

O governador da região de Rostov, Iuri Slioussar, também no sul da Rússia, informou que duas instalações de armazenamento de hidrocarbonetos em Azov ficaram em chamas após ataques.

Estes novos ataques contra infraestruturas petrolíferas ocorrem num momento em que o país enfrenta dificuldades de abastecimento de combustível, particularmente graves na vizinha península da Crimeia.

Entre as 20:00 de quinta-feira (18:00, de Lisboa) e as 07:00 de sexta-feira (5:00, hora de Lisboa), as forças russas destruíram 376 drones ucranianos, segundo o Ministério da Defesa russo na rede de mensagens Max.

A Rússia continua a bombardear quase diariamente a Ucrânia, mais de quatro anos após o início da guerra -- o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial -- sem que haja até agora uma saída diplomática.

Dados preliminares da ONU mostraram que junho foi o mês mais violento para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 265 pessoas mortas e 1.816 feridas.

Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que, pelo menos, 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia. Além disso, 48.428 civis, incluindo 2.948 crianças, ficaram feridos.

A Ucrânia, por seu lado, intensificou as ofensivas em território russo, muitas vezes longe da fronteira, visando sobretudo infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, para tentar reduzir a capacidade de Moscovo financiar o esforço de guerra.

Nos últimos meses, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se frequentemente para discutir os desenvolvimentos na Ucrânia ou os efeitos colaterais da guerra, realizando quatro reuniões apenas em junho.


Leia Também: Zelensky espera receber mísseis Patriot "nos próximos dias"

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o país espera receber "nos próximos dias"dos Estados Unidos mísseis de interceção para os sistemas antiaéreos Patriot.

Israel alertou EUA sobre plano do Irão para assassinar Trump... Israel partilhou com os Estados Unidos informações que apontam para um alegado plano do Irão para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump, avançou o jornal The Wall Street Journal.

© Lusa  10/07/2026 

De acordo com o diário nova-iorquino, citando fontes não identificadas, os dados foram transmitidos por Israel às autoridades norte-americanas, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o suposto plano nem sobre os seus possíveis responsáveis.

A advertência surge em plena escalada de tensões entre Washington e Teerão, marcada por recentes confrontos militares e ameaças cruzadas.

Trump reconheceu na quarta-feira, durante a cimeira da NATO em Ancara, que continua a ser alvo de potenciais ataques iranianos e afirmou que existem pessoas no Irão que procuram atentar contra a sua vida.

O Presidente relacionou essas ameaças com a morte do general iraniano Qasem Soleimani em 2020, operação norte-americana ordenada durante o seu primeiro mandato.

As autoridades dos EUA já tinham anteriormente assinalado ameaças iranianas contra Trump ligadas ao ataque que matou Soleimani, figura central da Guarda da Revolução Islâmica iraniana, abatido por um drone norte-americano em Bagdade.

Em 2024, o Departamento de Justiça acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra o então candidato republicano, acusação que Teerão negou.

A nova advertência de inteligência surge num dos momentos de maior tensão recente entre os dois países, após Washington lançar novos ataques contra alvos iranianos, acusando Teerão de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. O Irão retaliou com ataques contra instalações norte-americanas na região.

Trump declarou encerrada a trégua alcançada três semanas antes com a assinatura de um quadro de entendimento de paz.

O relatório sobre o alegado complô soma-se às preocupações de segurança em torno do Presidente norte-americano, que tem reiterado que o Irão representa uma ameaça direta.

Até ao momento, nem a Casa Branca nem as autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do suposto plano de assassinato revelado pela inteligência israelita ao jornal norte-americano.


Leia Também: Aeroporto da Florida rebatizado em homenagem a Donald Trump

O Aeroporto Internacional de Palm Beach, no sul do estado norte-americano da Florida, foi oficialmente rebatizado em homenagem ao Presidente Donald Trump, tornando-se o primeiro de sempre no país dedicado a um chefe de Estado em exercício.