sábado, 15 de agosto de 2026

Ucrânia atinge centro de produção de foguetes russos em Samara visando o “Starlink russo” (VÍDEO)

Por hojenomundomilitar  August 15, 2026 

Um ataque ucraniano atingiu na madrugada deste sábado (15) o Centro Espacial e de Foguetes Progress, localizado em Samara, no interior da Rússia. Relatos preliminares indicam que ao menos dois mísseis teriam atingido o complexo, possivelmente incluindo uma das principais áreas de montagem.

Os projéteis utilizados seriam mísseis de cruzeiro ucranianos FP-5 Flamingo. Vídeos publicados por moradores mostram um míssil atingindo a região do complexo industrial. A extensão dos danos ainda não foi confirmada por fontes independentes.

O Progress é uma instalação estratégica para o programa espacial russo e produz foguetes da família Soyuz. O próprio centro confirma sua participação na fabricação e lançamento desses veículos espaciais.

Um dos possíveis objetivos do ataque seria prejudicar a capacidade russa de colocar novos satélites em órbita, incluindo unidades da constelação Rassvet, sistema de internet via satélite desenvolvido pela Rússia e frequentemente apresentado como uma alternativa nacional ao Starlink. Satélites Rassvet-3 já foram colocados em órbita em 2026.

Caso os danos às instalações de montagem sejam confirmados como significativos, o ataque poderá afetar o ritmo de produção dos foguetes utilizados para ampliar constelações russas de comunicações e outros sistemas espaciais.

Até o momento, não há uma avaliação independente conclusiva sobre quais prédios foram atingidos ou quanto tempo seria necessário para reparar os danos.

Presidente do parlamento são-tomense diz que não renunciará e espera dar posse ao PR... O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

Por  correiodamanhacanada.com  Agosto 15, 2026

São Tomé, 15 ago 2026 (Lusa) – O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

“É verdade que a lei e o estatuto dos deputados são claros, que qualquer deputado que se filie num outro partido político, contrário do que se candidatou, perde mandato”, começou por admitir Abnildo D’Oliveira.

No entanto, o líder do parlamento sublinhou que “a perda de mandato tem mecanismo próprio” que deveria ser acionado por um grupo de deputados e passar pela comissão especializada, abertura do inquérito e culminar com votação no plenário, o que disse não ter acontecido.

Por outro lado, Abnildo D’Oliveira desconsiderou eventual cassação de mandato e assegurou que não se renunciará por restar apenas 45 dias para as eleições legislativas de 27 de setembro.

“Neste momento, a 45 dias das eleições o que é que se ganha, o que é que se perde com uma renúncia ou um novo presidente da Assembleia”, questionou o líder do parlamento são-tomense, acrescentando que não haverá mais sessões plenárias nesta legislatura, sendo que os trabalhos do parlamento serão assumidos pela comissão permanente da Assembleia Nacional.

Abnildo D’Oliveira, que foi eleito presidente do recém-criado partido Nossa Terra, sublinhou que tem condições éticas e legais, “enquanto presidente em exercício”, para presidir à sessão prevista para 03 de setembro, para a tomada de posse do Presidente da República reeleito, Carlos Vila Nova.

“Só seria ilegal se eu não fosse presidente da Assembleia, se eu não fosse deputado […] o deputado só é ilegal quando ele perde mandato e eu até então não perdi o mandato”, disse.

O político são-tomense recusou falar sobre a polémica e alegada pressão que terá exercido sobre a presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para a libertação do cidadão chileno e ex-conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, que disse ser seu amigo.

Abnildo D’Oliveira foi durante vários anos militante da Ação Democrática Independente (ADI), da qual foi líder parlamentar, tendo renunciado à militância em janeiro e assumido a condição de independente em fevereiro.

Na sexta-feira, um grupo de deputados da oposição são-tomense impediu a realização da sessão plenária exigindo a destituição do presidente do parlamento, denunciado por alegada tentativa de pressão a juízes para libertar um cidadão chileno detido sob mandado da Interpol.

A ação de protesto foi protagonizada por deputados da coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN) e pelo menos um da Ação Democrática Independente (ADI).

O presidente do parlamento declarou a abertura da sessão, mas foi obrigado a cancelar após cerca de cinco minutos porque o grupo de deputados permaneceu em pé e circulava na sala aos gritos, impedindo todas as tentativas de intervenção.

Os deputados alegaram também o facto de o presidente do parlamento ter sido denunciado pela presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por ter-se deslocado à residência da juíza, acompanhado do então ministro do Trabalho, e do advogado do cidadão chileno, alegadamente para pressionar a magistrada a libertar o chileno na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional.

Durante o protesto proferiram declarações como : “Em condições normais o senhor sabe que não pode estar aqui […] o senhor não pode presidir nada”, “isto é manchar a nação”, “está a manchar a democracia” e “respeita o povo”.

Na quarta-feira, o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, exonerou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, após proposta do primeiro-ministro, que passou a assegurar as funções de Jourceli Tiny dos Ramos.

A exoneração aconteceu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) de São Tomé e Príncipe ter aberto um processo-crime sobre a alegada tentativa de pressionar juízes por parte do ministro, mas também do presidente do parlamento.

A decisão da PGR foi comunicada após uma denúncia do STJ, “bem como das informações amplamente divulgadas nas redes sociais, segundo as quais altas entidades públicas terão alegadamente procurado influenciar uma decisão relacionada com um processo de extradição envolvendo o cidadão chileno Ignacio Purcell Mena, procurado pela Interpol”, explicou a PGR em comunicado.

JYAF // VM

Lusa/Fim

CNT apresenta aos régulos a nova Constituição no Palácio da República na presença do Presidente da Transição.

BISSAU🇬🇼 | REFERENDO: PRT General Horta Inta-A fala aos régulos da Guiné-Bissau sobre a nova Constituição da República.

 

Bissau News / Radio Voz Do Povo 

Ucrânia atacou centro da agência espacial russa a 900 quilómetros da fronteira... A Ucrânia atacou o centro de foguetões e espaço da agência espacial russa, Roscosmos, a 900 quilómetros da fronteira ucraniana, e uma base aérea em Nizhny Novogorod, a cerca de 700, anunciou hoje o Presidente ucraniano.

Foto: Iryna Rybakova via Reuters   Por  rtp.pt 15 Agosto 2026

"Na região russa de Samara, foi atingida uma das empresas-chave da Roscosmos: o centro `Progress`, que, entre outras atividades, estava envolvido na produção de componentes eletrónicas", indicou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, precisando que o alvo se encontra a cerca de 900 quilómetros da fronteira.

No ataque, foram utilizados mísseis Flamingo, desenvolvidos pela empresa Fire Point, acrescentou, citado pela agência espanhola EFE.

Segundo o Presidente ucraniano, os ataques das últimas horas contra a Rússia visaram ainda a base aérea de Savasleyka, na região de Nizhny Novogorod, a cerca de 700 quilómetros da Ucrânia, onde estão estacionados transportadores de mísseis.

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia e, desde então, a guerra já custou centenas de milhares de vidas civis e militares aos dois países, segundo várias fontes.

Passamos a vida a tentar impressionar os outros. E é aí que pode estar o problema... Aparência, dinheiro e estatuto podem despertar interesse, mas não são o que cria relações duradouras

Por  Cnnportugal.iol.pt  15/08/2026 

Pense no empresário bem-sucedido e viajado que faz questão de dizer que mede mais de 1,80 metros e ganha mais de seis dígitos por ano. Ou no CEO que procura uma musa bonita para partilhar "aventuras internacionais" e um "estilo de vida sofisticado". Depois há o tipo que surge ao volante de um descapotável azul e garante ser "menos idiota do que parece".

Percorra perfis em aplicações de encontros e encontrará repetidamente publicações que destacam três qualidades específicas: "aparência, dinheiro e estatuto" - ou LMS (looks, money and status), para quem está familiarizado com o jargão dos encontros modernos.

É verdade que destacar estas qualidades pode levar mais pessoas a deslizar o dedo para a direita. Mas, se procura um amor duradouro, este mesmo trio pode acabar por deixá-lo sozinho.

A aparência física, a estabilidade financeira e o estatuto social podem impressionar numa primeira fase, despertando atração e interesse sexual. No entanto, a longo prazo, os estudos mostram que tendem a criar distância, em vez de proximidade, e podem dificultar a criação de uma ligação genuína.

O livro "How To Feel Loved: The Five Mindsets That Get You More of What Matters Most" apresenta estratégias baseadas em evidência científica para criar relações significativas e afetuosas. (HarperCollins)

Muitos norte-americanos acreditam que, se fossem mais ricos, mais bem-sucedidos ou mais bonitos, sentir-se-iam mais amados, explicam a especialista em felicidade Sonja Lyubomirsky e o investigador na área das relações Harry Reis.

Mas a ciência conta uma história diferente.

Em vez de tentar impressionar os outros, procure dar-se a conhecer, defendem os autores do livro, How To Feel Loved: The Five Mindsets That Get You More of What Matters Most. Lyubomirsky, professora catedrática de Psicologia na Universidade da Califórnia, em Riverside, e Reis, professor de Psicologia na Universidade de Rochester, em Nova Iorque, apresentam estratégias baseadas em evidência científica para criar laços afetivos significativos - relações de qualidade que, segundo os estudos, influenciam tanto a saúde física como a mental.

Tão essencial como a comida e a água

Muito mais do que algo simplesmente desejável, sentir uma ligação afetiva é uma necessidade fundamental para o bem-estar.

Isto porque os seres humanos são uma espécie social. O nosso cérebro, enquanto mamíferos, interpreta a falta de amor como uma ameaça à sobrevivência. Como a necessidade de nos sentirmos amados está profundamente enraizada nas regiões mais antigas do cérebro, Lyubomirsky e Reis defendem, no livro, que "os seres humanos não teriam sobrevivido enquanto espécie sem se sentirem amados".

Décadas de investigação que demonstram o papel crucial das ligações sociais na saúde física e mental reforçam esta ideia. E a influência que as relações românticas e platónicas exercem ao longo da vida, aliada ao atual declínio da saúde social, é motivo de preocupação.

O custo da falta de ligação aos outros

"As ligações aos outros são tão essenciais como a comida e a água", escreve Kasley Killam no livro The Art and Science of Connection: Why Social Health Is the Missing Key to Living Longer, Healthier, and Happier.

"Nos últimos 30 anos, a percentagem de norte-americanos com 10 ou mais amigos próximos diminuiu 20%", explica a autora. Ainda assim, muitos gostariam de ter relações mais próximas.

Embora mais de 75% dos participantes no American Friendship Project de 2024 tenham dito estar satisfeitos com o número de amigos que têm, mais de 40% afirmaram que gostariam de se sentir mais próximos deles.

Segundo Killam, sentir falta de ligações significativas aos outros é um risco sério. Aumenta a probabilidade de sofrer um AVC, de desenvolver demência e de morrer prematuramente.

Sonja Lyubomirsky (à esquerda) e Harry Reis identificam cinco mitos que, dizem, dificultam a criação de uma ligação afetiva. (HarperCollins)

Os mitos que nos impedem de nos sentirmos amados

Se há tanto em jogo - e os benefícios são tão grandes - porque é que continuamos a ter dificuldade em criar e manter relações em que nos sentimos verdadeiramente amados?

Porque continuamos presos a ideias erradas sobre aquilo que realmente nos fará sentir amados, respondem Lyubomirsky e Reis.

Os autores identificam cinco mitos que dificultam essa sensação de ser amado:

🚫 Se eu fosse mais atraente, mais poderoso ou mais bem-sucedido

🚫 Se conseguisse garantir que os outros conheciam as minhas qualidades e conquistas.

🚫 Se conseguisse esconder os meus defeitos.

🚫 Se o meu parceiro falasse a minha linguagem do amor.

🚫 Se conseguisse fazer com que o meu parceiro me amasse mais.

A investigação mostra que sentir-se amado não depende de mudarmos quem somos nem de mudar os outros. Depende, antes, de mudarmos a forma como comunicamos.

O poder de uma conversa sincera

Para dar e receber mais amor, Lyubomirsky e Reis sugerem que mude a forma como comunica, recorrendo a estratégias como estas:

Ouça para compreender. Na próxima conversa, em vez de estar apenas à espera da sua vez para responder, silencie o diálogo interior e ouça com um único objetivo: compreender quem tem à sua frente. Pergunte a si próprio: "Como será estar no lugar dessa pessoa neste momento?"

Experimente: ouça sem interromper. Acene com a cabeça, reflita sobre o que ouviu, faça uma pergunta para aprofundar a conversa e evite dar conselhos, a menos que lhos peçam. Mostre apenas à outra pessoa que ela é importante.

Demonstre curiosidade genuína fazendo melhores perguntas. Vá além do habitual "Como correu o teu dia?" e incentive a outra pessoa a abrir-se com perguntas como: "O que aconteceu esta semana que te pôs a pensar?" ou "Qual é a ideia errada que as pessoas costumam ter sobre ti?"

Experimente: faça uma pergunta que nunca tenha feito antes. Por exemplo: "Sobre o que mudaste de opinião?" Depois, ouça a resposta.

Partilhe aspetos importantes sobre si, mas faça-o aos poucos. Não precisa de revelar logo os seus segredos mais profundos. Comece por pequenas partilhas.

Experimente: em vez de responder "Estou bem", diga algo mais genuíno, como: "Estou um bocadinho nervoso com a apresentação de amanhã" ou "Hoje estou a passar um dia difícil."

Demonstre afeto e gentileza. Mostre que se preocupa com o bem-estar da outra pessoa através de um sorriso sincero, um tom de voz caloroso, uma mensagem para saber como está ou um gesto atencioso.

Experimente: faça um elogio sincero que normalmente guardaria para si. Pequenos gestos de gentileza, capazes de revelar o carinho que sente, podem fazer toda a diferença.

Mostre empatia, sem julgar. Abra espaço para a empatia, substituindo os rótulos pela curiosidade. Em vez de pensar "É egoísta", pergunte a si próprio: "Que peso estará esta pessoa a carregar neste momento que possa explicar este comportamento?"

Experimente: olhe para a situação com alguma distância. Em vez de definir alguém por um momento menos bom, procure perceber o contexto. A pessoa pode estar cansada, sob pressão, de luto ou assustada. Por outras palavras, pode simplesmente estar a ser humana. Parta do princípio de que talvez não conheça toda a história.

Estas estratégias também resultam em relações de longa duração. Muitas vezes acreditamos que conhecemos o nosso parceiro de uma ponta à outra, mas essa falsa convicção pode levar-nos a deixar de fazer perguntas que ajudam a fortalecer a ligação entre duas pessoas. Lembre-se de que nunca conhece verdadeiramente tudo sobre o outro e faça perguntas cujas respostas o possam surpreender.

O problema não é revelar demasiado, mas revelar de menos

Outra ideia errada que dificulta a sensação de nos sentirmos amados é acreditar que fazer perguntas pode parecer intrometido. Na realidade, quando as perguntas são feitas com respeito e por genuína curiosidade, a maioria das pessoas aprecia a oportunidade de falar sobre si.

Embora a maioria de nós se preocupe em revelar informação a mais (TMI, too much information), a investigação mostra que o verdadeiro problema está, muitas vezes, em revelar informação a menos (TLI, too little information).

Partilhar aspetos da nossa vida é uma das ferramentas mais subestimadas para criar confiança, fortalecer as relações e ganhar influência, defende Leslie John, especialista em ciência da decisão, no livro Revealing: The Underrated Power of Oversharing. Para a autora, abrir-se aos outros é um investimento - "um risco ao serviço da confiança". Mostrar vulnerabilidade é "uma das formas mais antigas e mais profundamente humanas de criar ligações", escreve John.

Quer na vida pessoal, quer na profissional, e mesmo quando possa parecer um risco, revelar mais sobre si pode ser uma poderosa ferramenta para criar e fortalecer relações. Pode até ajudar-nos a recuperar "emocional, mental e fisicamente", explica John, citando estudos que mostram que esta partilha pode reforçar o sistema imunitário, reduzir a depressão e até acelerar a recuperação.

Pense em diálogo, não em monólogo

Se partilhar experiências ajuda tanto a aproximar as pessoas, porque é que tantas vezes sentimos vontade de fugir quando alguém monopoliza a conversa e fala incessantemente sobre si? A resposta é simples: quando a partilha acontece apenas de um lado, perde-se a reciprocidade que ajuda as pessoas a sentirem-se mais próximas.

Partilhar de forma a fortalecer a ligação aos outros nem sempre é fácil, sublinham Lyubomirsky e Reis. Para resultar, é preciso que exista sintonia entre as duas pessoas, de forma que "a interação decorra naturalmente, aprofundando a ligação entre ambas à medida que avançam em conjunto".

Mesmo que, pelo caminho, haja alguns tropeções e mal-entendidos - inevitáveis quando tentamos comunicar desta forma - criar relações profundas é demasiado importante para desistirmos de tentar.

Tornar-se um ouvinte atento e encorajador transmite à outra pessoa que a vê como um ser humano e que se preocupa genuinamente com o seu bem-estar. Demonstrar amor através deste tipo de atenção ajuda a reforçar a confiança, o sentimento de valor e até a autoestima. É este o tipo de amor que tem mais probabilidades de ser retribuído.

Não admira que haja quem diga que as três palavras mais irresistíveis da língua inglesa são: "Conta-me mais".

À procura de mais amor? Faça este questionário, desenvolvido por Lyubomirsky para os leitores de How To Feel Loved, e descubra quais as atitudes que, no seu caso, tornam mais fácil - ou mais difícil - sentir-se amado.

Sismo de magnitude 5,2 sentido em Granada e Málaga... Espanha sofreu hoje um sismo de magnitude superior a 5, na escala de Ritcher. O tremor de terra foi sentido em Granada e Málaga. Há danos "significativos" em edifícios e estruturas mas não há relato de feridos.

© X / El Buni   Por  noticiasaominuto.com  15/08/2026 

Um sismo de magnitude 5,2 na escala de Ritcher foi sentido em Granada e em Málaga pelas 1h04 da madrugada - 00h04, em Portugal Continental - deste sábado, 15 de agosto.

De acordo com a imprensa espanhola, o tremor de terra causou danos significativos em edifícios e estruturas  de diversas cidades destas zonas, mas, até o momento, não há relatos de feridos.

Segundo a ABC, este foi "o pior terremoto do país em cinco anos" e foi "sentido em quase toda a Andaluzia".

O epicentro localizou-se em Alhendín, a 12 quilómetros da capital, e "excedeu a intensidade dos abalos de terra registados na crise sísmica de 2021".

Nas redes sociais há já várias imagens a circular da destruição.

China apresenta queixa ao Japão após visita de ministros a santuário... O Governo da China apresentou hoje uma queixa formal ao Japão, após a visita de vários ministros, incluindo o titular da Defesa, Shinjiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, considerado um símbolo do passado militarista do país.

© Lusa    15/08/2026 

Koizumi costuma visitar o santuário, em Tóquio, anualmente para assinalar o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no Japão, a 15 de agosto, e noutras ocasiões.

O ministro de Estado para Okinawa e Territórios do Norte, Hitoshi Kikawada, visitou também Yasukuni, enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi, conhecida por ter visões revisionistas sobre o passado militarista do Japão, enviou uma oferenda.

O santuário xintoísta em Tóquio presta homenagem aos cerca de 2,5 milhões de soldados que morreram em conflitos travados pelo Japão, mas também honra a memória de 14 oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal internacional após a Segunda Guerra Mundial.

Em comunicado, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China realçou que Yasukuni é, na realidade, um local dedicado a "criminosos de guerra".

As visitas de autoridades japonesas a Yasukuni provocam frequentemente indignação em Pequim e Seul, uma vez que a China e a península coreana foram palco de atrocidades cometidas pelas forças militares japonesas na primeira metade do século XX.

"Nenhum pretexto pode ocultar a verdadeira intenção dos políticos japoneses, que é anular o veredicto sobre os criminosos de guerra, encobrir os crimes de guerra do Japão, distorcer os factos históricos e abrir caminho para a aceleração da remilitarização", enfatizou o porta-voz chinês.

"Isto constitui uma afronta à justiça histórica, um desafio às normas fundamentais da civilização e uma provocação contra a ordem internacional do pós-guerra. Tal conduta foi firmemente rejeitada pela vasta maioria da comunidade internacional", acrescentou.

Na visão de Pequim, refletir sobre a história e abordá-la "de forma correta" era um "requisito importante" para o regresso do Japão à comunidade internacional após o conflito, constitui a base política das relações de Tóquio com os países vizinhos e é, acima de tudo, uma "medida fundamental" para o compromisso do arquipélago com o "desenvolvimento pacífico".

"Instamos o lado japonês a refletir seriamente sobre o seu historial de agressão, a romper decisivamente com o militarismo e a conquistar a confiança dos seus vizinhos asiáticos e do resto do mundo através de ações concretas", concluiu o porta-voz chinês.

Nenhum primeiro-ministro japonês em exercício visitou Yasukuni desde 2013, quando uma deslocação de Shinzo Abe ao santuário provocou uma reprimenda do aliado mais próximo de Tóquio, os Estados Unidos.

As tensões entre a China e o Japão intensificaram-se no final de 2025, quando Sanae Takaichi sugeriu que as forças japonesas poderiam intervir no caso de um conflito em Taiwan.


Leia Também: Ministro da Defesa do Japão visita santuário símbolo do militarismo

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, visitou e rezou hoje no santuário Yasukuni, em Tóquio, considerado um símbolo do passado militarista do país.

INDONÉSIA: Sismo de magnitude 7,7 faz pelo menos 20 mortos na Indonésia... Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter atingiu a costa da Indonésia durante a madrugada e provocou o desabamento de edifícios, matando pelo menos 20 pessoas, disseram hoje os serviços de emergência.

© Lusa    15/08/2026 

"De acordo com as informações que recebemos, 20 pessoas morreram, seis ficaram feridas e duas ainda estão soterradas", disse Fathur Rahman, oficial da Agência de Busca e Salvamento de Maumere, à agência de notícias France-Presse, por telefone.

Um anterior balanço, feito pela mesma agência de Maumere, a segunda maior cidade da ilha de Flores, indicava que pelo menos dois residentes tinham morrido e outros dois ficado feridos.

O sismo causou danos graves e o colapso de edifícios, confirmou a agência de gestão de catástrofes da Indonésia.

Imagens da televisão local mostraram doentes a serem retirados de vários hospitais como medida de precaução após o abalo.

Os funcionários dos hospitais levaram equipamento para o exterior, incluindo camas, suportes de soro e botijas de oxigénio, e montaram áreas de tratamento temporárias para se adaptarem às condições de emergência.

A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG, na sigla em bahasa) chegou a emitir um alerta de tsunami, mas que foi cancelado pouco depois.

A BMKG tinha recomendado que os residentes de parte das províncias de Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental, Celebes do Sul e Celebes do Sudeste se mantivessem afastados das praias e margens dos rios.

Os residentes ao longo da costa afetada foram aconselhados a deslocar-se para zonas mais elevadas, enquanto as autoridades procuravam quaisquer alterações na orla costeira.

O abalo inicial foi sentido em grande parte da ilha das Flores e foi seguido por vários tremores secundários, incluindo um de magnitude 6,1 na escala de Richter.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo atingiu a região indonésia das Flores, a uma profundidade de 10 quilómetros, às 05:58 da manhã de hoje (sábado), hora da Indonésia.

O seu epicentro foi localizado a 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende.

Estima-se que cerca de dois milhões de pessoas vivam na ilha das Flores, cuja capital, Ende, com 90 mil habitantes, se situa na costa sul, oposta ao epicentro.

A Indonésia, um vasto arquipélago com mais de 17 mil ilhas, é propensa a sismos e atividades vulcânicas devido à sua localização no "Anel de Fogo", um arco de vulcões e falhas geológicas na Bacia do Pacífico.

Em dezembro de 1992, um sismo de magnitude 7 provocou um tsunami que matou cerca de 2.500 pessoas na ilha das Flores, no sudeste do país, parte de um grupo de ilhas na metade oriental da Indonésia.

Em 2004, a Indonésia sofreu um dos piores desastres da sua história com o sismo de magnitude 9,1 que atingiu a costa da ilha de Sumatra, desencadeando um tsunami que matou 170 mil pessoas no país e cerca de 50 mil nos países vizinhos.


Leia Também: Sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter registado na ilha do Faial

Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi registado hoje na ilha do Faial, no grupo Central açoriano, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estreito de Ormuz "é e continuará a ser iraniano"... O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz "permanecerá iraniano", em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica "território dos EUA".

© Lusa   15/08/2026 

"O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Este estreito só será aberto e fechado por ordem do Irão", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Enquanto se recusarem a aceitar a realidade da vossa derrota e continuarem a iludir-se, o Irão continuará a impor um bloqueio", declarou Gharibabadi, na rede social X.

"O estreito de Ormuz não pode ser invadido por um 'tweet' ou um porta-aviões, nem por um decreto presidencial, nem por um discurso de campanha eleitoral", enfatizou ainda o responsável iraniano.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump reiterou que os EUA têm o controlo do estreito de Ormuz e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos". 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Um navio da ADNOC foi atacado na sexta-feira à noite quando transitava pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial emirati WAM.

"O incidente não resultou em feridos e a situação está controlada", acrescentou a ADNOC.

Dois navios da petrolífera dos Emirados Árabes Unidos tinham sido atacados na quinta-feira à noite no estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o Governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Também na sexta-feira, o chefe da diplomacia do Irão acusou os EUA de violar o acordo assinado em junho, que, disse Abbas Araqchi, representava "o fim da guerra, não um cessar-fogo".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que, segundo o memorando de entendimento assinado em Islamabad, "não há cessar-fogo de 60 dias que necessite de ser prolongado".

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, Araqchi sustentou que "ainda não foi tomada qualquer decisão para retomar as negociações" com os EUA, numa altura em que as conversações continuam estagnadas.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

O termo do prazo de 60 dias estabelecido no memorando assinado a 17 de junho termina na segunda-feira, 17 de agosto.