domingo, 22 de fevereiro de 2026

Japão introduz autorizações eletrónicas de viagem para 74 países... O Japão vai implementar um sistema de autorização eletrónica de viagens para cidadãos de países que atualmente não necessitem de visto para estadias curtas, incluindo Portugal e o Brasil, informou hoje o Nikkei.

Por LUSA 

De acordo com um projeto de lei de reforma da imigração, consultado pelo jornal financeiro, o Governo irá exigir que as companhias aéreas neguem o embarque aos viajantes que não tenham uma autorização eletrónica

O sistema, inspirado no Sistema Eletrónico para Autorização de Viagem dos Estados Unidos, terá uma taxa a pagar e será aplicado a visitantes e turistas de 74 países isentos de vistos de curta duração.

A lista inclui Portugal, Brasil e as regiões chinesas de Hong Kong e Macau, assim como alguns dos maiores mercados de turistas para o Japão: Coreia do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

As pessoas que visitem o Japão por menos de 90 dias deverão fornecer informações pessoais online, bem como o objetivo da viagem e o local de alojamento.

O novo sistema deverá ser implementado no ano fiscal de 2028, que começa em abril de 2028 e decorre até maio de 2029.

O objetivo das autoridades japonesas é impedir a entrada de "estrangeiros indesejáveis" no país, declarou a primeira-ministra Sanae Takaichi, na sexta-feira, no primeiro discurso no parlamento após a recente vitória eleitoral.

Takaichi justificou a medida, denominada "JESTA", como uma forma de filtrar os estrangeiros que entram no país, que está a sentir um aumento do turismo, e "facilitar a entrada de visitantes que não representam um problema".

No discurso, a primeira mulher a liderar a nação asiática delineou também outras prioridades para as futuras políticas em relação aos estrangeiros, como a revisão das normas que regem a compra de terras.

O Governo conservador já tinha proposto um pacote de medidas no final de janeiro para endurecer as leis de imigração, incluindo requisitos mais rigorosos para a obtenção da cidadania japonesa.

"Devemos ter em conta o facto de que as atividades ilegais e as violações das regras por parte de alguns estrangeiros criaram uma situação em que a população se sente desconfortável e injustiçada", disse Takaichi, na sexta-feira.

Além de ter recebido em 2025 um número recorde de 42,6 milhões de turistas, o Japão contava com quase quatro milhões de residentes estrangeiros.

A maior comunidade estrangeira era oriunda da China enquanto os brasileiros representavam a sexta maior.

Setores da sociedade japonesa criticaram o que consideram ser a permissividade excessiva por parte das autoridades, o que se traduziu em ganhos eleitorais para partidos abertamente xenófobos.

As eleições de 08 de fevereiro viram o movimento anti-imigração de direita Sanseito aumentar o número de assentos na câmara baixa do parlamento do Japão, passando de dois para 15.

Trump anunciou que vai enviar "grande navio-hospital" para a Gronelândia... O Presidente dos Estados Unidos (EUA) anunciou que vai enviar um navio-hospital para a Gronelândia, um território autónomo dinamarquês que Donald Trump cobiça.

Por LUSA 

"Vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber tratamento lá", escreveu Trump.

"Está a caminho!!!", acrescentou o republicano, no sábado, na plataforma que detém, a Truth Social, sem especificar o número de doentes ou quem poderá beneficiar do navio-hospital.

A mensagem é acompanhada por uma imagem, aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostra o USNS Mercy, um navio de 272 metros de comprimentos, geralmente estacionado no sul da Califórnia, a navegar em direção a um horizonte de montanhas nevadas.

O presidente dos Estados Unidos não especificou se este é o navio que será de facto enviado para a Gronelândia.

Trump indicou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em dezembro como enviado especial dos EUA para a ilha ártica.

O republicano tem acusado os europeus de não protegerem adequadamente a Gronelândia contra as ambições russas e chinesas no Ártico e ameaçou assumir o controlo da ilha, defendendo a necessidade de ali instalar defesas anti-míssil dos Estados Unidos.

No entanto, Donald Trump recuou nas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

O rei da Dinamarca, Frederic X, visitou esta semana a Gronelândia, onde, apesar do difícil passado colonial da Dinamarca, a monarquia goza há muito tempo de grande popularidade.

Poucas horas antes da mensagem de Trump, o exército dinamarquês anunciou a evacuação de um tripulante de um submarino norte-americano próximo de Nuuk, que "precisava de tratamento médico urgente", para o hospital da capital da Gronelândia.

Na sexta-feira, a Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica,

Os novos exercícios militares da NATO na Gronelândia vão estar sob a coordenação do Comando Conjunto Norfolk (JFC Norfolk) e fazem parte dos planos da Aliança Atlântica para o fortalecimento militar da região do Ártico. 

Paralelamente, as manobras incluem exercícios nacionais como o Arctic Endurance da Dinamarca e o Cold Response da Noruega, nos quais dezenas de milhares de militares operam com o objetivo de melhorar a coordenação das forças da NATO.

No âmbito do destacamento, um pelotão de Rangers da Força Aérea Sueca foi enviado para a Gronelândia para treinar durante duas semanas ao lado das Forças Armadas Dinamarquesas, com o fim de reforçar a segurança regional e praticar a defesa do flanco norte aliado.

A Suécia contribui também com aviões de combate destacados para a missão de vigilância aérea da NATO na Islândia.


Leia Também: Gronelândia: Suécia e Dinamarca iniciaram manobras sob comando da NATO

A Aliança Atlântica reuniu unidades de forças especiais da Suécia e da Dinamarca para exercícios de treino na Gronelândia, as primeiras manobras desde o lançamento da Operação Sentinela Ártica.


Várias explosões ouvidas em Kyiv após alerta de mísseis balísticos... Várias explosões foram ouvidas hoje na capital da Ucrânia, Kiev, onde as autoridades já tinham alertado para o risco de ataques com mísseis balísticos, dois dias antes do quarto aniversário do início da invasão russa.

Por LUSA 

"Foi declarado um alerta de ataque aéreo em Kyiv devido à ameaça do inimigo de usar armas balísticas", disse a administração militar da capital ucraniana pouco antes das explosões, que foram ouvidas por volta das 04h00 (02h00 em Lisboa).

A Rússia lançou uma invasão em grande escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Desde então, dezenas, senão centenas, de milhares de pessoas foram mortas de ambos os lados, e milhões de refugiados fugiram da Ucrânia, onde vastas áreas do território foram devastadas pelos combates.

Também durante a madrugada, explosões mataram uma agente da polícia e feriram pelo menos outras 15 pessoas em Lviv, no noroeste da Ucrânia, disse o autarca local, que denunciou um "ato terrorista".

De acordo com as autoridades regionais, a polícia foi chamada por volta das 00:30 (22:30 de sábado em Lisboa) para atender a uma ocorrência de invasão de uma loja no centro da cidade, perto da fronteira com a Polónia e longe da linha da frente.

Ouviu-se uma explosão quando uma patrulha chegou ao local, seguida de outra quando chegou uma segunda equipa, segundo a mesma fonte, que também confirmou a morte de uma agente da polícia de 23 anos.

"Este é claramente um ato terrorista", disse o autarca Andriy Sadovy num vídeo publicado nas redes sociais.

"Quinze pessoas estão a receber assistência médica, algumas em estado muito grave. Uma polícia morreu", lamentou.

As autoridades divulgaram imagens da fachada de um edifício com montras destruídas numa rua onde os passeios estão cobertos de neve.

A Rússia, que ocupa quase 20% do território ucraniano, bombardeia diariamente áreas civis e infraestruturas, tendo recentemente desencadeado a pior crise energética do país desde o início da invasão.

"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, honestamente, certamente não estamos. A questão é se vamos ganhar", disse o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky à agência de notícias France-Presse, na sexta-feira.

Marchas de solidariedade com as crianças ucranianas realizam-se hoje em várias cidades portuguesas, incluindo Porto, Coimbra e Lisboa, a dois dias do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a 24 de fevereiro de 2022.

Organizadas pela comunidade ucraniana em Portugal, as marchas pretendem assinalar os quatro anos da invasão russa da Ucrânia e chamar a atenção para o impacto da guerra nas crianças ucranianas, um dos grupos mais vulneráveis do conflito.

De acordo com a UNICEF, à entrada do quinto ano de guerra, um terço das crianças da Ucrânia continuam deslocadas, quase 2,6 milhões. Cerca de 1,8 milhões dessas crianças vivem como refugiadas fora do país e mais de 791 mil estão deslocadas dentro da Ucrânia.

Pelo menos 3.200 crianças morreram ou ficaram feridas durante os quatro anos de guerra.