sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Agilidade da língua é indicador do tempo de vida. Até quando vai viver?... O cérebro é que é o verdadeiro responsável! Mas quando se trata de agilidade cerebral, realmente a língua não se consegue conter e acaba por verbalizar praticamente tudo. Uma investigação mostra como se pode relacionar isso com o tempo de vida que lhe resta.

Por Noticiasaominuto.com 

Se pensa tão rápido quanto fala, então pode celebrar, tem bastante tempo de vida pela frente! Não é exatamente assim que funciona, mas um estudo recente concluiu que os parâmetros cognitivos são decisivos no processo de envelhecimento.

Um estudo de Paolo Ghisletta, professor de psicologia da Universidade de Genebra, na Suíça, acompanhou pessoas entre os 70 e os 105 anos até à sua morte e mediu nove parâmetros cognitivos, chegando à conclusão de que este é o mais importante no envelhecimento.

"Quantos animais consegue nomear em 90 segundos? 10? 15? 30? 60? A resposta a esta pergunta pode indicar como o seu cérebro se comportará com o passar dos anos e, por extensão, de como o seu corpo envelhecerá", descreve a National Geographic Portugal.

Para a investigação, foram reanalisados dados de um estudo que levou 18 anos. Nesta etapa foram medidas diferentes habilidades cognitivas dos idosos, "desde o momento em que entraram no estudo até ao seu falecimento". Os resultados mostram que duas dessas variáveis podiam ser usadas como "preditor de risco de morte: a fluência verbal e o uso da linguagem".

As análises revelaram que os idosos capazes de nomear um maior número de animais em 90 segundos têm mais possibilidades de viver mais. 

Os testes realizados aos participantes mediam especificamente "a fluência verbal, a velocidade perceptiva, o conhecimento verbal e a memória episódica", descrevem.

De todas as variáveis, os investigadores perceberam que as mais impactantes relacionavam-se com a velocidade com que as palavras se formavam na cabeça dos voluntários e no número de palavras que eles identificavam e usavam no vocabulário do dia a dia. Sendo a fluência verbal a variável com maior correlação com a longevidade.

Ainda assim, estes especialistas não descartam a necessidade de mais estudo aprofundados, de modo a descobrir a explicação deste e de outros fenómenos do cérebro.

Como aumentar a longevidade através da atividade cerebral

Depois de perceber os resultados deste estudo deve estar a questionar-se do que precisa exatamente para dinamizar a sua atividade cerebral, de modo a conseguir viver como um vampiro.

A National Geographic sugere, por exemplo, a aprendizagem de línguas diferentes, uma vez que isso "obriga o cérebro a familiarizar-se com outros conceitos e a criar novas conexões". A par disso, também pode dedicar algum tempo a jogos, como quebra-cabeças, "que exigem um esforço mental substancial e que podem ter um efeito protetor a longo prazo".

Ainda assim, "um bom descanso" e procurar manter "o stress sob controlo" podem ser os critérios base a considerar para alcançar uma boa saúde cerebral.

Acordar muito cedo pode prejudicar a sua saúde, revelam especialistas... Quem disse que acordar mais cedo é bom para todas as pessoas? Segundo especialistas em sono, isto depende do relógio biológico de cada pessoa e da forma como entra em cada ciclo de sono.

Por Noticiasaominuto.com 

O início de um ano traz uma série de resoluções e, para muitas pessoas, acordar mais cedo de maneira a que o seu dia seja mais produtivo é uma delas. 

Contudo, segundo a Fox News Digital, acordar antes das 6h da manhã não é para todos. 

Isto porque as pessoas naturalmente madrugadoras adormecem mais rápido atingindo o sono profundo mais cedo, enquanto que aquelas noturnas adormecem mais tarde, dependendo do sono REM no final da noite e início da manhã. 

"Precisamos ir além do ditado 'quem madruga, Deus ajuda' e considerar o custo biológico de lutar contra o próprio relógio biológico"", notou o psiquiatra Aaron Pinkhasov.

Segundo este especialista, as pessoas que dormem em ciclos repetidos de 90 a 110 minutos alternam entre o sono NREM profundo e o sono REM. 

Assim, no início da noite é o sono profundo que domina, favorecendo a recuperação física, a imunidade e a memória. Já os ciclos que se seguem incluem sobretudo o sono REM, que contribuiu para a aprendizagem, regulação emocional e funcionamento cerebral. 

Assim, o facto de alguém acordar naturalmente cedo ou tarde depende do "cronotipo" de corpo, ou seja, o "modelo genético" que determina se o corpo está naturalmente mais alerta ou pronto para descansar. 

"Cerca de 40% a 50% da nossa preferência por sono é herdada, o que significa que o nosso relógio biológico interno é inato", notou. 

Ora, acordar mais cedo do que o relógio biológico normalmente significa que se está a prejudicar o sono REM, o que poderá levar à fadiga, instabilidade de humor e riscos metabólicos a longo prazo.

"Infelizmente, como muitas pessoas têm compromissos de trabalho, familiares ou sociais cedo, os notívagos apresentam uma maior prevalência de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, obesidade, apneia obstrutiva do sono e diabetes tipo 2", realçou a psiquiatra Nissa Keyashian. 

"O principal benefício de mudar para um horário mais cedo é a adequação social. Isso facilita a adaptação a um mundo construído em torno de um estilo de vida das 9h às 17h. No entanto, as desvantagens podem ser significativas se a mudança for forçada", disse Pinkhasov.

Como acordar mais cedo? Dicas para readaptar o relógio biológico

Existem alguns conselhos dos especialistas que poderá seguir se precisar de readaptar o seu relógio biológico para acordar mais cedo. Assim é essencial ter horários regulares para dormir e acordar sempre à mesma hora, mesmo nos fins de semana. 

É recomendado adotar uma rotina noturna relaxante que passa por diminuir o uso de ecrãs, meditar, tomar banho, usar óleos essenciais ou beber um chá.

É igualmente essencial a exposição à luz solar logo pela manhã, uma vez que pode ser benéfico para o humor, a energia e a concentração. 

Trump diz que Corina deu-lhe medalha de Nobel por trabalho: "Maravilhosa"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, lhe deu como presente a medalha do Prémio Nobel da Paz como reconhecimento pelo trabalho que tem feito.

Por LUSA 

Numa publicação na rede social que detém, a Truth Social, Trump disse que foi "uma grande honra" conhecer Machado, na quinta-feira, e que a venezuelana lhe ofereceu a medalha devido ao trabalho que realizou durante o atual mandato.

O gesto remetia aos laços históricos entre os Estados Unidos e a Venezuela e visava reconhecer o que classificou de "compromisso singular de Trump" com a liberdade da Venezuela, disse Machado, citada pelo jornal New York Times.

Donald Trump acrescentou que Machado é "uma mulher maravilhosa que passou por tanto" e que a entrega da medalha, num encontro entre ambos na Casa Branca, é um "gesto maravilhoso de respeito mútuo".

O Instituto Nobel da Noruega já tinha esclarecido este mês que María Corina Machado não podia doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.

Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros", afirmou o instituto num breve comunicado em 10 de janeiro.

"A decisão é final e irrevogável", acrescentou.

María Corina Machado tinha afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, que ordenou a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.

Ambos foram transportados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.

Corina Machado almoçou com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após a operação militar.

A líder da oposição venezuelana entrou na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.

Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.

Após o encontro, a venezuelana cumprimentou apoiantes e seguiu para o Capitólio, onde se reuniu com membros do Congresso.

Apesar dos elogios a Trump, a porta-voz da Casa Branca esclareceu - enquanto o encontro ainda decorria - que o presidente norte-americano mantém a opinião de que María Corina Machado não tem apoio suficiente no país para liderar uma transição na Venezuela.

Karoline Leavitt insistiu que o Governo venezuelano, atualmente liderado de forma interina por Delcy Rodríguez, está a fazer um bom trabalho ao cumprir as exigências de Washington, sobretudo em relação ao petróleo.


Leia Também: Corina deu prémio? Nobel avisa: "Medalha pode mudar de dono, título não"

Horas antes de María Corina Machado ter admitido que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prémio Nobel da Paz, com o qual foi galardoada no ano passado, o Centro Nobel da Paz deixava ao mundo um recado sobre o assunto.