domingo, 31 de maio de 2026

Tomada de fortaleza no Líbano é "ponto de viragem", diz Netanyahu... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que a tomada da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano, constituiu um "ponto de viragem decisivo" na ofensiva do exército de Israel contra o Hezbollah no país vizinho.

© Getty Images/Ilia YEFIMOVICH/AFP    Por  LUSA   31/05/2026 

"Ordenei às Forças de Defesa de Israel (Tsahal) que alargassem as operações no Líbano. As nossas forças atravessaram o rio Litani. Assumiram o controlo de zonas estratégicas. Conquistaram a crista de Beaufort. E, a partir de agora, as minhas instruções são para aprofundar e alargar o nosso controlo sobre os locais que estavam sob o controlo do Hezbollah", afirmou Netanyahu, num vídeo divulgado pelo seu gabinete, citado pela AFP.

O primeiro-ministro israelita acrescentou que "a tomada de Beaufort é um passo espetacular e um ponto de viragem decisivo" na ofensiva.

Segundo referiu o governante, na mesma publicação, desde 02 de março, Israel matou três mil "terroristas do Hezbollah" no Líbano, 700 dos quais no último mês.

"Isto representa mais do que eliminámos durante a Segunda Guerra do Líbano", acrescentou, referindo-se ao conflito de 2006 entre Israel e o Hezbollah, quando mais de mil libaneses foram mortos em pouco mais de um mês.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, tinha anunciado hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

As forças israelitas usaram Beaufort como base durante a anterior ocupação do sul do Líbano, que durou duas décadas e terminou em 2000.

O local oferece vistas panorâmicas de vastas áreas do Líbano.

Imagens da AFP mostraram hoje de manhã a bandeira israelita içada na fortaleza, enquanto se ouviam tiros de artilharia, por entre fumo na área circundante.


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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou hoje que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pro-iraniano.

Ucrânia ataca uma das refinarias mais importante da região russa Volga... O Exército da Ucrânia atacou durante a madrugada de hoje a grande refinaria de Saratov, oeste da Rússia, considerada uma das unidades de processamento de petróleo mais importantes da região do Volga.

© @Guerranaucrania/X     Por  LUSA   31/05/2026 

O bombardeamento foi confirmado pelas autoridades locais russas, que se limitaram a constatar, por agora, danos na infraestrutura.

O Estado Maior do Exército da Ucrânia, numa publicação no Facebook, informou que esta noite unidades das Forças de Defesa da Ucrânia "atacaram a refinaria de petróleo de Saratov" e puderam confirmar "um incêndio de grandes proporções" nas instalações.

O governador da região de Saratov, Roman Busargin, confirmou nas redes sociais que, segundo os relatórios preliminares, há "danos na infraestrutura civil", mas o ataque não causou vítimas mortais.

A refinaria, operada pela petrolífera Rosneft, processa anualmente sete milhões de toneladas de petróleo e produz "gasolina, gasóleo e outros combustíveis" que, denuncia o Estado Maior ucraniano, estão a ser usados pelo Exército russo na guerra.


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Há várias teorias da conspiração que envolvem o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Uma delas é a de que o russo morreu e que um sósia ocupou o seu lugar enquanto chefe de Estado. A teoria reapareceu após o vice-primeiro-ministro russo ter chamado Putin de "Pal Laich".

ÁFRICA: "Ocidentais lutavam por oportunidades e nós cuidávamos dos filhos delas"... A ativista guineense Arthimiza Mendonça lamentou que as mulheres africanas continuem a lutar por direitos básicos conquistados há décadas no Ocidente, defendendo um feminismo ligado à realidade do continente africano.

© Lusa   31/05/2026 

"Enquanto elas [mulheres ocidentais] lutavam por salários e oportunidades, nós cuidávamos dos filhos delas", disse, acrescentando que muitas mulheres africanas "nem tinham direito à escola, nem a uma boa alimentação, nem a uma moradia digna".

Fundadora da revista "Pérola Afrikana", Arthimiza Mendonça disse, numa entrevista telefónica à Lusa, que o projeto nasceu da necessidade de criar "um espaço" onde mulheres africanas e afrodescendentes possam "falar de si na primeira pessoa" e não através do olhar de terceiros.

Segundo a jornalista, a revista procura destacar a diversidade cultural, social e económica destas mulheres, dando visibilidade aos seus percursos e contributos para as comunidades.

Arthimiza Mendonça considera que a realidade enfrentada por muitas mulheres africanas continua distante da experiência das mulheres ocidentais, lembrando que ambas "não partiram do mesmo princípio" ao longo da história.

A primeira edição da revista foi lançada em março de 2025, na véspera do Dia Internacional da Mulher, e mais tarde apresentada também em Portugal, decisão que Arthimiza justifica com a importância da diáspora africana, visto que estão longe dos países de origem e precisam de alguma forma de estar ligados às suas raízes.

"Fomos para Portugal porque sabemos que temos uma diáspora enorme", explicou, acrescentando que muitas mulheres precisavam "ver a revista física, tocar, folhear" e sentir que "o mundo está a escutar" as suas histórias.

A ativista sublinhou que defende os direitos de todas as mulheres, mas considera que o feminismo deve respeitar a história, a cultura e as especificidades sociais africanas.

"Respeito a luta de todas as mulheres, mas permitam-nos primeiro chegar onde vocês estão", declarou.

A revista procura também preservar a memória cultural africana através da escrita, numa sociedade onde muitas histórias "continuam a ser transmitidas pela oralidade". Histórias de guerra, tradições e costumes são contadas pelos "mais velhos", antigos combatentes.

A ativista alertou ainda para o crescimento de práticas de clareamento da pele em vários países africanos e na diáspora, incluindo crianças, motivado pela não-aceitação da sua cor e cultura.

"No Congo Brazzaville e na Nigéria há mulheres que aplicam cimento na pele para clarear mais rapidamente" e fazem o mesmo aos seus filhos, para que não se notem as diferenças de tom de pele, afirmou, descrevendo o processo como "cruel e doloroso".

Para combater situações semelhantes, Arthimiza Mendonça anunciou o lançamento, em junho, da revista infantil Winne, apresentada como a primeira publicação do género na Guiné-Bissau.

"Winne significa: precisam me ver", explicou, para defender uma maior proteção e valorização das crianças africanas.

Arthimiza Mendonça estará em Portugal na primeira semana de junho para participar nas comemorações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras, organização cultural internacional, sem fins lucrativos, da qual é representante na Guiné-Bissau.

Irão? "Se se tiver pressa não se consegue um bom acordo", afirma Trump... O Presidente dos EUA, Donald Trump, sublinhou numa entrevista transmitida este sábado que não tem pressa em chegar a um acordo de paz com o Irão, apesar dos prejuízos que o conflito está a causar aos norte-americanos.

© Getty Images   Por LUSA   31/05/2026 

"Isto está a avançar lentamente, demora muito tempo. Não tenho pressa. Gostaria de dizer que tenho pressa, porque, como sabem... Os preços da gasolina vão baixar significativamente [quando houver acordo], mas, se se tiver pressa, não se consegue um bom acordo", afirmou Trump numa entrevista concedida à sua nora, a apresentadora Lara Trump, na Fox News.

Durante a entrevista, gravada na quinta-feira, Trump não se referiu à "decisão final" que, segundo os meios de comunicação norte-americanos este sábado, tomaria sobre a última oferta iraniana, depois de se reunir com a sua equipa de conselheiros de segurança.

"Aos poucos, mas com segurança, estamos a conseguir, creio eu, o que queremos. E, se não o conseguirmos, acabaremos de outra forma", acrescentou, em linha com afirmações este sábado do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que afirmou que o Pentágono está pronto para voltar a atacar o Irão se não houver acordo.

O Presidente afirmou que os iranianos são bons negociadores, mas que Washington tem "todas as cartas na mão", porque - segundo ele - "derrotou militarmente" a República Islâmica.

O líder voltou a afirmar que, se o seu país não tivesse bombardeado instalações-chave do programa nuclear iraniano no verão de 2025, o Irão teria neste momento uma arma nuclear.

Washington e Teerão há semanas que tentam negociar um acordo para pôr fim ao conflito iniciado pelos Estados Unidos em fevereiro passado, enquanto se prolonga um cessar-fogo decretado unilateralmente por Trump, que se tem revelado frágil, com vários ataques limitados, de uma e outra parte, em torno de Ormuz e do Golfo Pérsico.


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O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que fossem alterados alguns aspetos de um futuro acordo de paz com o Irão relativos ao programa nuclear de Teerão e à reabertura do Estreito de Ormuz, segundo o Axios.

Seul e Tóquio agendam para junho 1.º exercício naval conjunto em 9 anos... Coreia do Sul e Japão vão retomar, no dia 07 de junho, um exercício naval de busca e salvamento que estava suspenso há nove anos, num contexto de recente aproximação das relações bilaterais face às tensões regionais.

© Lusa   31/05/2026

Os detalhes do exercício foram concretizados este sábado, durante uma reunião bilateral em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, entre o ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, e o seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi, informou um comunicado do Ministério da Defesa sul-coreano.

O Exercício de Busca e Salvamento (SAREX) é um simulacro marítimo destinado a melhorar a capacidade de resposta conjunta entre a Marinha sul-coreana e a Força Marítima de Autodefesa japonesa no caso de navios em situação de emergência, bem como a promover a cooperação humanitária.

Pela parte sul-coreana, participará o navio de desembarque Cheonjabong, de 4.900 toneladas, enquanto o Japão mobilizará o contratorpedeiro Aegis Kongo, de 7.250 toneladas, e um helicóptero de operações marítimas SH-60K, de acordo com o comunicado.

As manobras serão realizadas em águas internacionais a sudeste da ilha sul-coreana de Jeju.

Ambos os países acordaram em janeiro retomar estas manobras, sem especificar na altura a data nem os meios participantes.

Os exercícios tinham sido suspensos depois de, em 2018, o Japão ter acusado um contratorpedeiro sul-coreano de ter apontado o seu radar de tiro a um avião de patrulha japonês na zona económica exclusiva japonesa, num ano marcado por fortes tensões bilaterais devido a disputas históricas.

O reinício do SAREX, realizado pela última vez em dezembro de 2017, constitui mais um sinal do reforço da cooperação em matéria de defesa entre Seul e Tóquio, num contexto marcado pelos recentes lançamentos de mísseis por parte de Pionyang e pelas crescentes tensões entre a China e o Japão em torno de Taiwan.

Na reunião deste sábado, Koizumi, que assumiu o cargo em outubro, afirmou que nunca antes se tinha verificado "uma reunião tão próxima entre as duas partes", sublinhando que estas sessões não respondem apenas à amizade, mas à necessidade de fazer face ao difícil contexto de segurança regional, segundo foi citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Da mesma forma, em meados de maio, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizaram uma cimeira em Andong, cidade natal de Lee, apesar do perfil revisionista histórico da líder japonesa, e reafirmaram a necessidade de cooperar com os Estados Unidos em questões de segurança, incluindo a desnuclearização da Coreia do Norte.