domingo, 2 de agosto de 2026

RÚSSIA: Autarca de Moscovo diz que explosão foi "hediondo ato terrorista"... O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobianin, classificou hoje como um "hediondo ato terrorista" a explosão ocorrida no sábado num café da capital russa, que fez pelo menos três mortos e 21 feridos.

© Natalia Kolesnikova/Anadolu via Getty Images   Por  LUSA   02/08/2026 

"Ontem [sábado] foi cometido em Moscovo um hediondo ato terrorista que custou vidas humanas. Os feridos encontram-se atualmente nos hospitais da cidade, onde estão a receber toda a assistência necessária", escreveu Sobianin nas redes sociais, citado pela agência de notícias Europa Press.

Segundo o autarca, as autoridades já estão a investigar o sucedido e, garantiu Sobianin, "os responsáveis serão inevitavelmente encontrados e receberão o castigo que merecem".

A explosão ocorreu nas imediações da Praça Kudrinskaya, em Moscovo, cerca das 20h10 locais (18h10 em Portugal continental), onde se situa um dos edifícios mais emblemáticos da cidade, o imponente arranha-céus projetado por Mikhail Posokhin durante o período estalinista.

Segundo as autoridades, entre as vítimas mortais está a alegada autora do ataque, que terá acionado o engenho explosivo quando um segurança tentou impedir a sua entrada no estabelecimento.

O segurança e um dos clientes também morreram na explosão.        

A Rússia tem sido palco de atos terroristas ao longo dos anos, inclusive em Moscovo.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os serviços secretos ucranianos reivindicaram ou foram acusados de vários assassinatos ou tentativas de assassinato de oficiais militares russos e de figuras públicas que apoiam o conflito.

Vários generais russos e responsáveis nomeados por Moscovo nos territórios ucranianos ocupados foram mortos ou feridos nos últimos anos em atentados bombistas.

A Agência France Presse recorda, a título de exemplo, que, em agosto de 2022, Darya Duguina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexandre Douguine, morreu na explosão de um carro em Moscovo.

No ano seguinte, em abril, o bloguer militar russo Maxime Fomine morreu na explosão de uma estatueta armadilhada que lhe tinha sido oferecida em palco num café de São Petersburgo.

Ucrânia reivindica ataques contra aeródromo e refinaria na Rússia... As Forças Armadas da Ucrânia reivindicaram hoje os ataques, com recurso a drones, contra um aeródromo, uma refinaria e um depósito de combustível na Ucrânia.

© Getty Images   Por  LUSA  02/08/2026 

Para "reduzir o potencial económico e militar da Rússia", a refinaria de Saratov foi atingida, no sábado à noite, o que provocou um incêndio nas instalações, lê-se numa publicação do Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

De acordo com um comunicado das Forças Armadas, a capacidade de refinação em Saratov é de, aproximadamente, sete milhões de toneladas de petróleo bruto por ano.

Na mesma região, foi atingido o aeródromo de Engels, classificado por Kiev como "uma das principais bases de aviação estratégica" da Rússia.

Outro ataque teve como alvo o depósito de Liudinovsk, na região de Kaluga, que, segundo o Estado-Maior ucraniano, é utilizado para armazenar combustíveis e lubrificantes.

Foi ainda atingido um local de armazenamento e lançamento de drones de ataque em Navli, bem como centros de controlo de drones em Kursk em territórios ucranianos sob ocupação russa em Donetsk, Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia.

O Ministério da Defesa da Rússia indicou que, esta noite, foram abatidos 635 drones ucranianos.

Força Aérea ucraniana afirma que neutralizou 109 de 113 drones russos... A Força Aérea da Ucrânia afirmou hoje que na ultima noite conseguiu neutralizar 109 dos 133 drones russos lançados desde as 18h00 de sábado.

© Vitalii Nosach/Global Images Ukraine via Getty Images    Por LUSA  02/08/2026 

Segundo o boletim diário da instituição, foram detetados 133 drones, entre eles aparelhos não tripulados de ataque do tipo Shahed (incluindo modelos a jato), Gerbera e Italmas, bem como drones Banderol - que esperam ocultos até que um alvo se aproxime - e de outros tipos.

"Segundo dados preliminares, às 8h00 (de hoje) as defesas aéreas tinham derrubado ou suprimido 109 drones inimigos dos tipos Shahed, Gerbera, Italmas, drones Banderol e drones de outros tipos sobre o norte, sul e leste do país", indicou a Força Aérea.

No entanto, 24 drones de ataque conseguiram atingir 19 locais diferentes, enquanto fragmentos de aparelhos abatidos caíram noutros três lugares não especificados.

Num resumo semanal, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ao longo dos últimos sete dias os russos lançaram aproximadamente 1.900 drones, quase 1.600 bombas e 144 mísseis de vários tipos contra 16 regiões da Ucrânia.

Além disso, denunciou que em Brovari, na região de Kyiv, uma pessoa morreu devido ao impacto de um drone e seis ficaram feridas.

"Um número significativo de empresas russas que estão a trabalhar para manter os ataques, produzindo componentes para drones, mísseis e bombas aéreas guiadas, ainda não foram sancionadas", escreveu no X, reclamando sanções mais amplas.

"É necessário pressionar cada segmento do complexo industrial e defensivo russo, e é exatamente essa pressão que, em última instância, ajudará a reduzir o número de ataques contra o nosso povo", argumentou numa mensagem enviada aos aliados da Ucrânia.


CEUTA: Centenas de migrantes continuam em Ceuta e não querem voltar... Centenas ou mesmo milhares de migrantes que entraram ilegalmente em Ceuta na quinta e na sexta-feira continuam no enclave espanhol no norte de África e dizem não querer voltar a Marrocos.

© JORGE GUERRERO / AFP via Getty Images...      Por  LUSA  02/08/2026 

Segundo as primeiras estimativas do Governo de Espanha, entraram ilegalmente em Ceuta, sobretudo numa avalanche na quinta-feira, mais de 50.000 pessoas e pelo menos 48.300 regressaram logo na sexta-feira a Marrocos, por sua própria iniciativa.

Mas muitos - centenas ou até milhares - permanecem em Ceuta, concentrados em zonas mais afastadas dos controlos militares e policiais que foram reforçados na cidade, em praias ou nas imediações do centro de acolhimento temporário a migrantes (conhecido como CETI), como constatou a agência Lusa.

Há também relatos de outros meios de comunicação de centenas de pessoas escondidas ou refugiadas em serras da cidade.

São, quase na totalidade, migrantes de países subsaarianos que permanecem em Ceuta e os que saíram por iniciativa própria desde sexta-feira eram marroquinos.

Entre as centenas que permanecem junto ao CETI, sem acesso ao centro de acolhimento que as autoridades de Ceuta dizem estar sobrelotado, há pessoas de países como o Senegal, Gâmbia, Iémen ou Sudão que já viviam em Marrocos, em cidades como Casablanca ou Tânger, e se dirigiram à fronteira de Ceuta depois de "ouvir dizer" ou "ver na Internet" que se podia cruzar para o lado espanhol, como contaram vários destes migrantes à Lusa.

Todos os que falaram com a Lusa contaram ter cruzado a nado na quinta-feira, aproveitando a entrada massiva de pessoas e a maré baixa que permitiu contornar o pontão de El Tarajal, na fronteira entre Ceuta e Marrocos.

Estão agora na rua, amontoados em passeios e na estrada de acesso ao CETI, "sem comer, sem beber e sem banho", mas querem permaneceu em Ceuta, Espanha, Europa, disse Florence, 32 anos, do Senegal.

"Quero viver bem, como todos. E a liberdade", disse à Lusa o também senegalês Ali, de 32 anos, que já vivia há quatro anos em Marrocos e se dedicava ao "pequeno comércio".

"Há guerra no nosso país", acrescentou Fátima, de 28 anos, do Sudão.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.

Foi também reforçada a fronteira junto ao pontão de El Tarajal, com uma nova barreira pneumática de meio quilómetros já instalada sobre o mar no sábado.

Deste local foram retirados 71 corpos desde quinta-feira, segundo o balanço mais recente da polícia espanhola. Em todo o ano de 2025 morreram 46 pessoas afogadas neste ponto, também na tentativa de entrar ilegalmente em Ceuta.

Fontes na cidade citadas hoje pelo jornal El Pais garantem que estão a ser preparadas instalações, com câmaras frigoríficas, para a receção de até 200 cadáveres, admitindo a possibilidade de haver mais mortos nas águas.

Para já, desconhece-se o número de corpos retirados do mar no lado de Marrocos.

Por outro lado, perto de 1.150 das pessoas que entraram em Ceuta desde quinta-feira receberam assistência médica, disseram hoje as autoridades locais.

A cidade de Ceuta está a recuperar parcialmente a normalidade, com as lojas e restaurantes de novo abertos desde sábado, os turistas a encherem as esplanadas do centro da cidade e os carros de novo a circular.

Tudo, porém, com forte presença policial e de militares nas ruas e com o cancelamento das grandes festividades anuais da cidade, que culminam com a celebração do Dia da Virgem de África, em 05 de agosto, e deveriam ter arrancado no sábado.


Leia Também: Estados Unidos sobem nível de alerta para viagens a Ceuta

O Departamento de Estado dos Estados Unidos da América subiu o nível de alerta para as viagens a Ceuta, "devido a instabilidade" no enclave espanhol no Norte de África, ao qual chegaram milhares de migrantes nos últimos dias.

Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta (e confirma 71 mortos)... As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.

© Henry NICHOLLS / AFP via Getty Images   Por LUSA   02/08/2026 

Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas.

As mesmas fontes pensam que poderá haver nestes números também pessoas que entraram e saíram diversas vezes no final da semana passada de Ceuta.

Já foram retirados do mar, nas águas junto à fronteira, 71 corpos de pessoas que se afogaram na tentativa de entrar em Ceuta nos últimos dias, disseram à EFE as fontes da polícia espanhola.

Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.

Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.

Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.

O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.


Leia Também:  Socialistas e Democratas europeus pedem esclarecimento sobre Schengen

O Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) do Parlamento Europeu pediu numa carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para "intervir imediatamente" para esclarecer as normas do espaço Schengen.

GUERRA NA UCRÂNIA: Dois mortos após ataque de drones ucranianos na Rússia... Pelo menos duas pessoas morreram devido aos ataques de drones ucranianos na região de Sarátov, a 700 quilómetros a sudeste de Moscovo, foi hoje anunciado.

© Roman Busargin/ Instagram   Por LUSA  02/08/2026 

"Duas pessoas morreram num ataque com drone inimigo", comunicou o governador de Sarátov, Román Busarguin, nas redes sociais.

Os ataques também provocaram incêndios numa refinaria e num aeródromo, juntamente com um armazém da Wildberries, a Amazon russa, na região vizinha.

As autoridades regionais comunicaram apenas danos num apartamento residencial, mas canais do Telegram acrescentam que foram detetados incêndios num aeródromo e numa refinaria da Rosneft.

Paralelamente, na região vizinha de Samara, outro armazém da Wildberries foi atacado.

"O ataque à instalação logística da empresa na região de Samara provocou um incêndio. Os bombeiros estão no local. Não há vítimas", diz um comunicado da própria empresa.

O canal de Telegram Astra chamou a atenção para o fato de que a apenas a 450 metros do armazém havia uma enorme bandeira russa pintada no campo acompanhada pelas letras 'Z' e 'V', que se tornaram símbolos de apoio à guerra da Ucrânia, iniciada pela Rússia em 2022.

O ministério da Defesa russo informou que as defesas antiaéreas derrubaram esta noite um total de 635 drones ucranianos nas regiões de Bélgorod, Briansk, Volgogrado, Vorónezh, Kaluga, Kursk, Lípetsk, Oriol, Rostov, Riazán, Sarátov, Tambov, Tula, a região de Moscou, Krasnodar e a península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Drones também foram intercetados quando sobrevoavam o mar de Azov e o mar Negro.


Leia Também: Rússia diz ter abatido 635 drones ucranianos; ataque deixou dois mortos

Investidas recentes têm buscado atingir estruturas consideradas relevantes para a economia e a logística do país, ampliando o alcance das operações longe do front.

Bagdad compromete-se a impedir ataques de milícias xiitas pró-iranianas... O primeiro-ministro iraquiano, Ali al Zaidi, comprometeu-se a impedir eventuais ataques de milícias xiitas pró-iranianas no Iraque contra os países vizinhos, que insistiram em advertir que responderão contra o território iraquiano a possíveis ações desses grupos.

© Reuters    Por  LUSA   02/08/2026 

Segundo um comunicado, Al Zaidi manteve uma reunião na noite de sábado em Bagdad com os seus principais assessores de segurança, na qual "exigiu prevenir qualquer transgressão ou ameaça proveniente do território iraquiano contra os países vizinhos".

Al Zaidi também "pediu a criação de um comité de segurança conjunto para enfrentar esses desafios e ordenou o desenvolvimento de mecanismos dissuasivos para evitar a repetição de tais casos ou qualquer possível violação", refere o comunicado.

O encontro ocorreu depois de a Jordânia e a Síria terem advertido Bagdad de que responderiam a qualquer agressão a partir do Iraque por parte de milícias iraquianas alinhadas com o Irão no contexto da guerra entre os Estados Unidos e a República Islâmica, informaram meios árabes, citando fontes não identificadas.

As advertências ocorrem poucos dias depois dos bombardeamentos conjuntos da semana passada dos EUA e da Arábia Saudita contra posições das forças iraquianas pró-Irão, as Forças de Mobilização Popular (FMP), no leste do Iraque, dos quais resultou a morte de 20 membros das milícias.

As FMP, uma amálgama maioritariamente formada por grupos xiitas - embora também sunitas e de outros grupos minoritários - iraquianos integrados nas forças de segurança do Iraque, foram acusadas por Washington e Riade, bem como por vários outros vizinhos do Iraque, de lançar ataques com drones e foguetes contra os seus interesses em apoio ao Irão.

Al Zaidi ordenou na reunião com os seus assessores de segurança que estes "façam cumprir a lei, reforcem a segurança e a estabilidade e assumam as suas responsabilidades na proteção da soberania e das boas relações de vizinhança", segundo o comunicado.

"Foi reafirmado também que as Forças Armadas estão dispostas a frustrar qualquer tentativa de atacar os países vizinhos, e o seu firme compromisso de não permitir que o território iraquiano seja utilizado como plataforma de lançamento ou via de passagem para a agressão contra países irmãos e amigos", conclui o comunicado.

Ceuta. Governo português apoia reunião de ministros da União Europeia... O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que o Governo português apoia a realização da reunião de emergência dos ministros da Administração Interna da União Europeia, marcada para terça-feira, para discutir a situação em Ceuta.

Por  RTP 

"Apoiamos a realização de um conselho da UE de ministros do interior para tratar da grave crise migratória em Ceuta", lê-se numa mensagem publicada hoje na conta oficial de Luís Montenegro nas redes sociais e replicada nas contas do Governo.

Na mensagem, o primeiro-ministro defende que a "política rigorosa de regulação e humanismo" do Governo português, "no acolhimento e no retorno e a cooperação e acompanhamento permanente nos países de origem são o caminho certo na gestão da imigração".

A cidade autónoma espanhola de Ceuta, no Norte de África, registou desde quinta-feira a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, que as autoridades locais estimaram em cerca de 60 mil, acima das cerca de 50.000 entradas contabilizadas pelo Governo de Madrid.

Pelo menos 53.000 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até hoje, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol, e pelo menos 67 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, de acordo com o mais recente balanço das autoridades.

O agendamento da reunião dos ministros da UE, que irá decorrer por videoconferência, responde aos pedidos de 22 Estados-membros para analisar a crise migratória no enclave espanhol de Ceuta e também do Governo espanhol.

Numa carta dirigida aos responsáveis máximos da UE, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manifestou "profunda preocupação" com a reação de alguns governos europeus "na sequência do incidente ocorrido na fronteira externa da União Europeia, em Ceuta".

"A maioria demonstrou-nos apoio e solidariedade e ofereceu-nos ajuda. Outros, no entanto, optaram por atacar Espanha e pedir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen", referiu o primeiro-ministro espanhol na carta, citada pela agência EFE, numa alusão à decisão do governo italiano, que decidiu implementar, a partir de hoje, controlos aleatórios nos aeroportos e portos marítimos a cidadãos não pertencentes à UE provenientes de Espanha.

Pedro Sánchez considera que, "no atual contexto internacional, a União Europeia não pode dar-se ao luxo de ter este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal".

Ceuta é um pequeno território, com cerca de 83.000 habitantes, situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, e é igualmente uma das duas fronteiras terrestres entre África e Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

Irão? Trump anuncia suspensão de ataques após perspetiva de novo acordo... O presidente Donald Trump afirmou este sábado que os aliados do Médio Oriente chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo para pôr fim à guerra com o Irão e que adia a ordem de novos ataques.

© Lusa  02/08/2026 

O Presidente norte-americano acrescentou numa publicação na Truth Social, a rede social que lhe pertence, que o acordo em vias de ser concluído "incluirá a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irão", em maiúsculas, como sempre faz.

"Com base neste pedido, concordei, para o benefício futuro do MUNDO e, da mesma forma, para a sobrevivência de um Irão bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", acrescentou.

Segundo Trump, Israel concordou em juntar-se aos Estados Unidos no compromisso de tentar concluir o acordo com o Irão para pôr fim à guerra.

Pouco antes de anúncio do chefe de Estado norte-americano, o meio de comunicação Axios - órgão ao qual são passadas com frequência pela Casa Branca informações de fontes sob anonimato - revelou que o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, líder de facto do reino, manifestou a Trump este sábado preocupações quanto a uma potencial escalada do conflito com o Irão por parte dos EUA, num telefonema, revelado por fonte a par da discussão entre os líderes.

A conversa surgiu num momento em que Trump ponderava se devia ou não levar a cabo novos ataques contra o Irão, segundo a imprensa norte-americana.

Os sauditas, de acordo com a fonte anónima da Casa Branca, manifestaram preocupação com a possibilidade de, caso os Estados Unidos atacassem as infraestruturas energéticas do Irão ou realizassem ataques em grande escala contra outras infraestruturas-chave, Teerão poderia responder com ataques às infraestruturas energéticas do reino e de outros países do Golfo.

O príncipe herdeiro terá procurado obter esclarecimentos de Trump sobre quais as novas medidas que este estava a ponderar tomar contra o Irão, revelou a fonte.

Outro responsável da Casa Branca, não autorizado a comentar, confirmou que os líderes falaram no sábado, mas não forneceu quaisquer detalhes sobre o conteúdo da conversa, avançou a agência Associated Press (AP).

No início da semana passada, a Arábia Saudita juntou-se aos Estados Unidos no ataque a vários alvos utilizados por milícias apoiadas pelo Irão no Iraque, ao mesmo tempo que tem vindo a instar Washington e Teerão a regressarem à mesa de negociações para encontrar uma solução para o conflito que já dura há mais de cinco meses.

O príncipe herdeiro também enviou o seu irmão, o ministro da Defesa saudita Khalid bin Salman, a Washington no início da semana passada para reuniões separadas com Trump e com o vice-presidente, JD Vance, para discutirem a estratégia em relação ao Irão.

Os riscos da continuação da ação militar dos Estados Unidos são elevados para Trump e para o Partido Republicano, que enfrentam eleições intercalares decisivas em novembro próximo.

Trump prometeu tomar medidas de retaliação depois de as forças armadas norte-americanas terem frustrado, no início da semana passada, um ataque surpresa do Irão a uma base dos Estados Unidas na Jordânia.

O Presidente disse aos jornalistas na passada sexta-feira que os Estados Unidos "só querem vencer" no Irão e iriam atacar "com toda a força" até que a República Islâmica não consiga aguentar mais.

No sábado, o Departamento de Estado dos EUA emitiu novos alertas de segurança para os cidadãos norte-americanos em 10 países da região, instando-os a redobrar a cautela devido à escalada das tensões com o Irão.

Os alertas --- que abrangem o Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- exortaram os cidadãos norte-americanos a prepararem-se para a possibilidade de cancelamentos de voos, encerramentos temporários do espaço aéreo e outras perturbações nas viagens.


COMUNICADO!

 

Por Braima Camará