terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Vistos: EUA passam a exigir caução até 15 mil dólares para cabo-verdianos

Por expressodasilhas.cv. 6 jan 2026

A partir do dia 21 deste mês, os EUA passam a exigir aos cabo-verdianos uma caução de até 15 mil dólares norte-americanos para a obtenção de vistos de turismo e negócios (B1/B2), anunciou a Embaixada dos Estados Unidos em Cabo Verde, esta terça-feira.

De acordo com um comunicado da representação diplomática norte-americana, Cabo Verde passará a integrar o Programa de Caução para Concessão de Vistos dos EUA, aplicável a qualquer cidadão que viaje com passaporte cabo-verdiano, independentemente do local onde o pedido de visto seja submetido, desde que seja considerado elegível para um visto B1/B2.

O montante da caução não será uniforme, sendo definido individualmente por um funcionário consular durante a entrevista de visto.

A Embaixada esclarece que o valor pago será reembolsado caso o titular cumpra todas as condições impostas pelo visto e abandone o território norte-americano antes do termo do período de permanência autorizado.

“A caução será reembolsada se o titular do visto respeitar integralmente os termos da autorização concedida”, refere o comunicado.

As autoridades norte-americanas sublinham ainda que os vistos B1/B2 válidos já emitidos antes da entrada em vigor da medida não serão afectados, mantendo-se plenamente válidos.

No comunicado, a Embaixada deixa um alerta aos requerentes para não efectuarem qualquer pagamento antecipado, frisando que o pagamento da caução só deverá ser realizado após instruções formais de um funcionário consular, no âmbito do processo de entrevista.

O Programa de Caução para Concessão de Vistos é um mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para reforçar o cumprimento das regras de imigração e assegurar o regresso dos titulares de vistos temporários aos seus países de origem dentro dos prazos estabelecidos.

Gronelândia e Dinamarca pedem reunião urgente com Estados Unidos após declarações polémicas de Trump... Seis países europeus emitiram uma declaração de apoio à Dinamarca, enquanto os ministros nórdicos defendem que as questões relativas à Gronelândia devem ser decididas exclusivamente pela Dinamarca e Gronelândia. Trump reiterou que os Estados Unidos precisam da Gronelândia por razões de segurança nacional.

SIC Notícias Com LUSA  06/01/2026

A Gronelândia e a Dinamarca pediram uma reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para debater as recentes declarações de Donald Trump sobre a ilha ártica, disse esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros gronelandês.

"O objetivo da reunião é discutir as declarações marcantes dos Estados Unidos sobre a Gronelândia", escreveu Vivian Motzfeldt nas redes sociais.

"Até agora não foi possível para o secretário de Estado norte-americano de se encontrar com o governo da Gronelândia. Apesar do governo da Gronelândia e o governo dinamarquês terem, ao longo de 2025, pedido uma reunião ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros", acrescentou.

Este anúncio surgiu quando se realiza no parlamento dinamarquês uma reunião entre o governo dinamarquês e a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros sobre as relações entre o reino da Dinamarca, que inclui as Ilhas Faroé e a Gronelândia, e os Estados Unidos.

No início do dia, França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha e Reino Unido emitiram uma declaração conjunta de apoio à Dinamarca face às reivindicações de Donald Trump sobre a Gronelândia.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros nórdicos também salientaram num comunicado conjunto que os assuntos relativos à Dinamarca e à Gronelândia devem ser decididos exclusivamente pela Dinamarca e pela Gronelândia.

"Um conflito com toda a Europa"

Em Paris, onde participou numa cimeira dos aliados da Ucrânia, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, congratulou-se com esta demonstração de solidariedade.

"Isto contribui, em todo o caso, para sublinhar que não se trata apenas de um conflito com o reino da Dinamarca (...), mas sim com toda a Europa", afirmou ao canal de televisão DR.

Na sequência do ataque à Venezuela para capturar o Presidente Nicolás Maduro, no sábado, Trump reiterou que os EUA "precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional". 

Reino Unido e França estabelecem centros militares após paz na Ucrânia... Reino Unido e França assinaram uma declaração de intenções para enviar tropas para a Ucrânia e estabelecer centros militares no país caso a paz seja alcançada com a Rússia, adiantou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Por  LUSA  06/01/2026

Em declarações após a reunião dos líderes da Coligação da Boa Vontade, em Paris, o líder britânico referiu que o encontro foi "muito construtivo" e que "abriu caminho" para o quadro legal que permitirá às tropas britânicas, francesas e de outros países aliados operar em território ucraniano no futuro.

"Posso afirmar que, após um cessar-fogo, o Reino Unido e a França estabelecerão centros militares em toda a Ucrânia e construirão instalações seguras para armas e equipamento militar em apoio da Ucrânia", indicou Starmer.

Num comunicado divulgado após as declarações de Starmer, o seu gabinete em Downing Street reafirmou a chamada "declaração de intenções" do Reino Unido de enviar tropas para a Ucrânia, juntamente com França, após um acordo de paz.

De acordo com este documento, a chamada "Força Multinacional para a Ucrânia" atuará como uma força de paz para "reforçar as garantias de segurança e a capacidade da Ucrânia para restaurar a paz e a estabilidade, apoiando a regeneração das forças ucranianas".

O líder britânico sublinhou que as medidas definidas hoje lançam as bases para uma paz que, neste momento, só é possível se o Presidente russo, Vladimir Putin, estiver preparado para se comprometer com ela, algo que, segundo Starmer, não está a acontecer.

"Continuaremos a aumentar a nossa ajuda militar à Ucrânia até 2026 para garantir que tem o equipamento necessário e que satisfazemos as suas necessidades para continuar a luta, e continuaremos a aumentar a pressão sobre a Rússia, com novas medidas contra os comerciantes de petróleo e os operadores da frota paralela que financiam a máquina de guerra de Putin", garantiu.

A Coligação da Boa Vontade, Kyiv e os Estados Unidos reafirmaram hoje, após reunião em Paris, o compromisso com uma paz justa e duradoura na Ucrânia, defendendo que qualquer acordo de paz deverá ser sustentado por garantias de segurança robustas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou os compromissos alcançados elogiando o "conteúdo concreto" que demonstra um compromisso em "trabalhar para uma segurança real".

Para o chefe de Estado ucraniano, é também importante determinar como "a força e o tamanho adequados do Exército ucraniano serão apoiados e financiados" pelos aliados de Kyiv.

Também o enviado especial norte-americano Steve Witkoff referiu que as garantias para a segurança futura da Ucrânia, após um cessar-fogo com a Rússia, estão "praticamente finalizadas" e permitem aos ucranianos saber que, quando o conflito terminar, "será para sempre".


Leia Também: Alemanha enviará tropas para país vizinho da Ucrânia, após "cessar-fogo

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que o seu país poderá enviar tropas de manutenção da paz para um país vizinho da Ucrânia, em caso de cessar-fogo com a Rússia, mas não para o país invadido.


Leia Também: Macron admite enviar para a Ucrânia milhares de soldados em missão de paz

"Vários milhares" de soldados franceses podem ser enviados para a Ucrânia, para manter a paz, no contexto de um cessar-fogo com a Federação Russa e do destacamento da "força multinacional" da Coligação dos Voluntários, disse hoje Emmanuel Macron.


Conferência de Imprensa sobre a Suspensão das Operações Stop

Por CNPOP

Realizou-se no dia 06/01/2026, nas instalações da Polícia de Ordem Pública (POP), a conferência de imprensa sobre a decisão do Governo de Transição, no âmbito da suspensão das operações stop realizadas pelos agentes da POP, através do Grupo Nacional de Trânsito (GNT).

A referida decisão foi anunciada por Sua Excelência o Secretário de Estado da Ordem Pública, Sr. Comissário Principal Salvador Soares, e tem como objetivo suspender, por um período de 15 dias, todas as operações stop conduzidas pelo GNT. 

Esta medida visa permitir que os proprietários de viaturas e motorizadas procedam à regularização da documentação dos respetivos meios de transporte.

Acresce que, findo o prazo de 15 dias estabelecido pelo Governo, os proprietários de viaturas e motorizadas deverão estar munidos de toda a documentação legalmente exigida.

Por fim, o Governo apelou à colaboração de todos os cidadãos abrangidos pela medida, no sentido de envidarem os esforços necessários junto das autoridades competentes para a regularização de quaisquer documentos em falta.

#popumaforçadesegurançamaispróximadesi


UA pede a Israel que revogue reconhecimento da Somalilândia... O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) exigiu hoje a Israel que revogue o reconhecimento da independência da Somalilândia, no dia em que os Governos de Hargeisa e Jerusalém anunciaram a intenção de abertura de embaixadas.

Por LUSA 

"Nenhum ator tem autoridade ou capacidade jurídica para alterar a configuração territorial de um Estado-membro da União Africana, sendo que qualquer declaração desse tipo é nula e sem efeito à luz do direito internacional", concluíram os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros do Conselho de Paz e Segurança da UA.

O conselho reafirma assim "o seu compromisso inabalável com a soberania, a unidade, a integridade territorial e a estabilidade da República Federal da Somália, em conformidade com o Ato Constitutivo da União Africana e a Carta das Nações Unidas".

A declaração coincide com a visita que o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, está a realizar à Somalilândia, num novo gesto depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter reconhecido, a 26 de dezembro, o território separatista.

Na sequência da visita oficial, o Presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdullahi, confirmou hoje que Israel vai abrir uma embaixada no território, enquanto as autoridades somalilandesas, de forma recíproca, irão estabelecer uma representação diplomática em Israel.

"Nos próximos dias isso será concretizado através dos canais diplomáticos. Além disso, tenho o prazer de o dizer, e não me envergonho de o afirmar, que abriremos as nossas embaixadas em Israel", declarou Abdullahi durante um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar.

Israel tornou-se o primeiro país do mundo a aceitar a Somalilândia como Estado independente, um passo criticado pelo Governo somali e pelos principais blocos do continente.

A Somalilândia declarou a sua independência em 1991 e, embora mantenha alguns contactos diplomáticos com vários países, entre os quais a Etiópia, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e Israel, nenhum país membro das Nações Unidas tinha até agora reconhecido a sua independência.

A região separatista funciona de forma autónoma, com a sua própria moeda, exército e polícia, e distingue-se pela sua relativa estabilidade em comparação com a Somália, minada pela insurreição islâmica do grupo extremista Al-Shebab e pelos conflitos políticos crónicos.

Analistas consideram que uma aliança com a Somalilândia é particularmente vantajosa para Israel devido à sua posição estratégica no estreito de Bab-el-Mandeb, em frente aos rebeldes Huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, que realizaram vários ataques contra o país desde o início da guerra em Gaza.


Leia Também: Ministro israelita está na Somalilândia após reconhecimento do território

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita chegou hoje à Somalilândia, menos de duas semanas após o reconhecimento oficial por Israel desta república autoproclamada, que a Somália considera parte do seu território.


Divulgados nomes e fotos de 55 militares mortos durante captura de Maduro... A operação militar dos. Estados Unidos foi realizada em poucas horas na madrugada de sábado, com cerca de 200 soldados e 150 aeronaves.

Por LUSA 

Cuba divulgou hoje os nomes de 32 militares mortos na operação norte-americana em Caracas para capturar o Presidente Nicolas Maduro, pouco depois de o exército venezuelano ter divulgado o aviso de morte de 23 soldados.

Havana, aliada de Caracas, anunciou que 32 membros dos serviços de segurança cubanos foram mortos durante o ataque norte-americano, mas as autoridades venezuelanas ainda não tinham divulgado um balanço oficial das vítimas.

A operação militar dos Estados Unidos foi realizada em poucas horas na madrugada de sábado, com cerca de 200 soldados e 150 aeronaves, disse o ministro da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.

Os Estados Unidos anunciaram, posteriormente, que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país. 

Na segunda-feira, Maduro e a mulher, Cilia Flores, prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

PAIGC denuncia invasão e encerramento da sua sede em Bissau

Por RTB
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou, esta segunda-feira, a invasão e o encerramento da sua Sede Regional no Sector Autónomo de Bissau (SAB) por agentes da Polícia da Ordem Pública, acusando as autoridades de violarem a lei e de promoverem uma escalada de perseguição política.

Em comunicado divulgado pelo Secretariado Nacional, o PAIGC afirma que a ação ocorreu no dia 5 de janeiro de 2026, depois de, a 28 de novembro de 2025, ter sido igualmente ordenado o encerramento da Sede Nacional do partido, em Bissau. Segundo a nota, os agentes policiais impediram o acesso dos funcionários às instalações, numa medida classificada como “ilegal e abusiva”.

O partido sustenta que estas ações violam a Lei Quadro dos Partidos Políticos, nomeadamente os princípios da integridade e inviolabilidade das sedes partidárias. O PAIGC considera ainda paradoxal que tais atos sejam praticados por autoridades que se apresentam como promotoras da segurança nacional e da ordem pública, acusando-as de alinhamento com o regime do Presidente Umaro Sissoco Embaló, que o partido associa a violações dos direitos fundamentais.

No comunicado, o PAIGC relaciona estes acontecimentos com o que classifica como uma “deriva ditatorial e anticonstitucional” na sequência do alegado golpe de Estado de 26 de novembro de 2025. Segundo o partido, esse episódio teria tido como objetivo impedir a divulgação dos resultados eleitorais que, de acordo com a sua versão, confirmariam a vitória do seu candidato, Fernando Dias da Costa, logo na primeira volta.

A direção do PAIGC enumera ainda um conjunto de práticas que, no seu entender, se mantêm inalteradas, incluindo perseguição a opositores, restrições à liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação, detenções arbitrárias, atos de violência, alegada delapidação de fundos públicos e cobrança coerciva de impostos sem base legal.

Perante este cenário, o partido condena formalmente a invasão e ocupação das suas sedes nacional e regional, exige a retirada imediata dos agentes policiais e responsabiliza o que designa por “regime golpista” pelos danos materiais e morais causados. O PAIGC reitera igualmente o pedido de libertação imediata e incondicional do seu presidente e de outros dirigentes políticos detidos após o alegado golpe.

O comunicado apela ainda à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para que exija ao Alto Comando Militar o cumprimento das resoluções da 68.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo, com destaque para a libertação dos prisioneiros políticos, o regresso dos militares aos quartéis e a reposição da ordem constitucional.

Apesar das denúncias, o PAIGC apelou à calma e serenidade dos seus militantes e da população em geral, manifestando convicção de que a ordem constitucional, que considera ter sido subvertida em novembro de 2025, será restabelecida em breve.

O comunicado foi emitido em Bissau, a 5 de janeiro de 2026, pelo Secretariado Nacional do partido.

Se quer deixar de fumar em 2026, este plano é uma ótima ajuda... Laura Arent é profissional dedicada ao tratamento do tabagismo e revelou um plano que pode ajudá-lo a deixar de fumar. Se esta é uma das resoluções de ano novo que fez, veja como pode cumprir.

Por LUSA 

O início do ano é altura de recomeços e de fazer as típicas resoluções. Quantas irá cumprir? Se deixar de fumar foi uma das que fez, existem alguns truque que vão ajudar a que não desista da ideia.

Laura Arent é profissional certificada em tratamento do tabagismo da Franciscan Health e revelou um plano que pode ser bastante útil para conseguir deixar de fumar ao longo deste ano.

O plano para deixar de fumar

A chave mais importante para o sucesso está no planeamento inicial”, começou por dizer a especialista. Assim, aponta algumas estratégias para alcançar esse objetivo. Veja o que pode fazer.

Defina uma data para parar

“Marque uma data para parar de fumar, marque no calendário, programe um alarme. Defina com bastante antecedência, cerca de quatro a seis semanas, para que se prepare para esse dia.”

Atenção aos momentos em que fuma

“Identifique os gatilhos, como stress, situações sociais ou rotinas específicas que despertam o desejo de fumar.”

Comece a reduzir

“Aos poucos, faça a transição para meio maço, e assim por diante. Desafie-se a adiar o primeiro cigarro do dia, aumente o intervalo entre cigarros e deixe de fumar à noite.”

Atenção ao que bebe

“Além do stress, o principal motivo relatado pelas pessoas para a recaída é a decisão de beber álcool.”

Crie um kit

“Poderá optar por ter por perto pastilhas, rebuçados, alimentos crocantes, como palitos de cenoura, e até fotos de família para se lembrar as razões por estar a passar por este processo.”

Aposte em hábitos saudáveis

“Faça mais exercício, descubra novas maneiras de lidar com o stress e mantenha-se ocupado com várias atividades.”

Seja gentil consigo mesmo

“Tenha paciência consigo mesmo enquanto faz a transição para uma vida sem fumar. Está a mudar toda a rotina que estabeleceu ao longo de cinco, 10, 20 anos num período de algumas semanas.”

Mitos sobre fumar

O Lifestyle ao Minuto falou com a médica Ana Raquel Marques, responsável pela consulta intensiva de cessação tabágica do Agrupamento Centros de Saúde de Matosinhos, para perceber melhor alguns dos mitos associados a este vício.

A nicotina é o principal ingrediente tóxico dos cigarros

A nicotina é a substância que causa a dependência pelo cigarro. Após a combustão, o cigarro convencional gera cerca de 7.500 substâncias e destas aproximadamente 69 são cancerígenos conhecidos. Falamos em metais pesados, nitrosaminas entre outros tóxicos que existem quer no tabaco convencional quer nos novos produtos do tabaco.

Fumar ajuda a aliviar o stress

Fumar alivia o stress gerado pela abstinência do tabaco. A nicotina é um excitante e não um calmante. Por isso, não, a nicotina não alivia o stress em geral. 

Fumar apenas alguns cigarros é inofensivo

A verdade: Basta fumar menos de cinco cigarros por dia para ter maior risco cardiovascular e maior risco de ter cancro do pulmão, quer em homens quer em mulheres. Só é inofensivo não fumar.

200 militares norte-americanos participaram no ataque à Venezuela... Cerca de 200 militares participaram no ataque de sábado dos Estados Unidos à Venezuela, quando foi capturado o Presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, citado hoje na imprensa internacional

Por LUSA 

"Cerca de 200 dos nossos melhores norte-americanos entraram no centro de Caracas, onde aparentemente os sistemas de defesa aérea russos não funcionaram muito bem, capturaram um indivíduo procurado pelas autoridades norte-americanas com apoio das nossas agências de segurança, sem que nenhuma morte tenha ocorrido" entre os militares dos EUA, disse Hegseth, citado pela agência de notícias Europa Press.

O secretário de Defesa norte-americano enfatizou, durante um evento num estaleiro naval em Newport, Virgínia, que este ataque representou "a restauração da dissuasão" por parte dos Estados Unidos, sem comentar se o número de militares se refere aos que estavam em terra na capital venezuelana ou também às tropas de apoio durante o ataque.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.

Rússia ataca com 61 drones e Ucrânia neutraliza 53 durante a noite... A Rússia atacou hoje a Ucrânia com 61 drones dos quais 53 foram abatidos, anunciou a Força Aérea ucraniana, que registou impactos de oito aparelhos não tripulados daqueles em seis locais.

Por LUSA 

Em comunicado, a mesma fonte especificou que aquelas aeronaves teleguiadas usadas no ataque foram do tipo Shahed (cerca de 40) e Gerbera, lançadas de Milerov, Kursk, Oriol e do território ucraniano ocupado pela Federação Russa Donetsk.

As forças ucranianas dedicadas aos drones anunciaram também que destruíram um total de 4.071 objetivos russos só nos primeiros cinco dias do ano, acumulando 832 mil voos de combate daquele género e 168 mil objetivos inimigos, desde a sua criação, há sete meses.

Dos objetivos constam 532 carros de combate, 2.500 peças de artilharia e obuses, 7.697 veículos e 5.548 motos, e mais de 50.238 efetivos.

"Nos sete meses desde que foi criado, o grupo de forças de sistemas não tripulados cumpriu eficazmente as suas missões em zonas-chave das frentes de combate", lê-se, num texto que garante a eficácia daquele grupo militar especializado.


Leia Também: Um morto na Rússia e vários aeroportos encerrados devido a ataque de Kyiv

Um ataque ucraniano com 129 drones causou hoje um morto, a 100 quilómetros de Moscovo, e levou à suspensão de operações em seis aeroportos, além de perturbações numa linha de caminhos de ferro.


Controlo dos EUA na Venezuela ameaça infraestruturas sensíveis da China... Um jornal de Hong Kong referiu hoje que a tomada do controlo político da Venezuela pelos EUA poderá comprometer infraestruturas sensíveis da China no país sul-americano, incluindo estações de rastreio de satélites e ativos no setor petrolífero.

Por LUSA 

Após a captura do líder da Venezuela Nicolás Maduro e a sua transferência para Nova Iorque para ser julgado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA vão "gerir" a Venezuela e "reparar a infraestrutura petrolífera" do país com as maiores reservas de crude do mundo.

Segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post, entre os ativos em risco está a estação de rastreio de satélites de El Sombrero, localizada na base aérea Capitão Manuel Ríos, e a sua estação de apoio em Luepa, no estado de Bolívar. Construídas pela estatal China Great Wall Industry Corporation, estas infraestruturas operam o satélite de observação terrestre VRSS 2, lançado pela China em 2017, e poderão igualmente servir os esforços mais amplos de rastreio espacial de Pequim, face às crescentes dificuldades para garantir instalações semelhantes noutros países.

A China é também o maior investidor estrangeiro na Venezuela e um dos principais compradores do seu petróleo, de acordo com o jornal. 

Segundo um relatório da estatal chinesa CNPC de 2014, engenheiros chineses modernizaram poços envelhecidos com novas sondas, sistemas de injeção de água e melhorias em refinarias, aumentando a produção até oito vezes em algumas zonas.

Em áreas ambientalmente sensíveis da floresta tropical, as equipas chinesas implementaram normas de segurança e proteção ambiental que valeram ao projeto o Prémio Nacional de Perfuração Verde da Venezuela.

No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou no domingo que Washington não permitirá que "inimigos dos EUA controlem esses recursos", numa referência direta à China e à Rússia.

As redes de telecomunicações chinesas também estão sob risco. Empresas como a Huawei e a ZTE, que ajudaram a montar a infraestrutura digital venezuelana, poderão enfrentar sanções ou cancelamento de contratos. A Huawei, presente no país desde 1999, manteve durante décadas uma relação estreita com a estatal CANTV, parceria que poderá agora desmoronar sob um governo mais alinhado com os EUA.

A nomeação da vice-presidente, Delcy Rodríguez, como presidente interina pelo Supremo Tribunal venezuelano e a sua tomada de posse na segunda-feira sugerem um possível reordenamento político.

No mesmo dia, Maduro e a esposa, Cilia Flores, compareceram perante um tribunal federal em Manhattan, onde o antigo chefe de Estado afirmou estar "inocente" e continuar a ser "presidente do [seu] país".


Leia Também: Americanos reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por sequestro

Cidadãos norte-americanos reativaram em Miami um processo contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a sua captura, e a sua vice-presidente e agora mandatária interina, Delcy Rodríguez, que acusam de sequestro, tortura e terrorismo.



Presidente Touadéra vence eleições da República Centro-Africana... O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin-Archange Touadéra, venceu as presidenciais de 28 de dezembro, denunciadas como fraudulentas pela oposição, indicam resultados provisórios da Autoridade Nacional de Eleições (ANE).

Por LUSA 

Touadéra obteve 76,15% dos votos, de acordo com os números anunciados na segunda-feira à noite pelo presidente da ANE, Mathias Morouba, que têm de ser ainda confirmados pelo Conselho Constitucional e que se baseiam em cerca de 85% das mesas de voto contadas.

O principal adversário, o ex-primeiro-ministro Anicet-Georges Dologuélé, ficou em segundo lugar com 14,66% dos votos, de acordo com a ANE.

Tanto Dologuélé como o também ex-primeiro-ministro Henri-Marie Dondra, que ficou em terceiro com 3,19% dos votos, denunciaram fraudes mesmo antes de os resultados serem anunciados.

Dologuélé, que se tinha proclamado vencedor das eleições em 28 de dezembro, acusou na sexta-feira o partido no poder, o Movimento Corações Unidos (MCU), de tentar manipular os resultados.

"Quando se sai de uma eleição com bons resultados, mantém-se a calma e espera-se pelo anúncio oficial, mas vejam o que está a acontecer agora, todas estas imagens que circulam nas redes sociais. Desde que as eleições começaram neste país em 1981, nunca tínhamos visto uma situação como esta, com tanto nervosismo e tanto medo por parte do partido no poder", declarou Dologuélé, durante uma conferência de imprensa na capital Bangui.

Após o início da publicação dos resultados provisórios pela ANE, vários candidatos contestaram o processo eleitoral e denunciaram irregularidades na transmissão das atas de votação.

Dologuélé salientou que tem certeza das irregularidades porque "os presidentes das mesas de voto confessaram que receberam instruções para não entregar os relatórios".

"Eles acham que os centro-africanos se tornaram passivos, impulsionados pelos Tubarões [milícia pró-governamental] e pelo Grupo Wagner [mercenários russos], e que podem realizar o seu roubo eleitoral sem qualquer reação. Mas estão enganados. Vou ganhar estas eleições e não vou reconhecer resultados que declarem vencedor alguém que não ganhou", concluiu um dos principais opositores da RCA.

Segundo o candidato que lidera o partido União para a Renovação Centro-Africana (URCA), o MCU "está a fazer tudo o que pode para manipular os resultados eleitorais", acusando o partido de "abrir os chamados envelopes invioláveis para retirar os relatórios oficiais e alterá-los".

Em 30 de dezembro, a ANE emitiu um comunicado, 48 horas após as eleições, no qual exigia a entrega das atas aos representantes dos candidatos.

"Recebemos reclamações dos candidatos, em particular sobre a entrega das atas", afirmou o diretor de assuntos eleitorais da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca), Arsène Gbaguidi, acrescentando que questionaram a ANE sobre "o que levou à publicação do comunicado".

Touadéra, que está no poder desde 2016, pôde concorrer a um terceiro mandato após promover o referendo de 2023, boicotado pela oposição, no qual foi aprovada uma alteração à Constituição que alargou a duração do mandato presidencial de cinco para sete anos e eliminou o limite de dois mandatos para o chefe de Estado.

O Bloco Republicano para a Defesa da Constituição, uma aliança da oposição, boicotou as eleições alegando condições injustas e falta de diálogo democrático.

Desde o final de 2012, a RCA vive uma guerra civil intermitente que causou milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.

Trump garante: Presidente interina da Venezuela está a cooperar com EUA... O presidente dos Estados, Donald Trump, garantiu na segunda-feira que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo.

Por LUSA 

"Tenho a impressão de que ela está a cooperar. Eles precisam de ajuda. E tenho a impressão de que [Rodriguez] ama o seu país e quer que ele sobreviva", apontou numa entrevista telefónica à estação NBC News, sobre a mulher que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes do líder ser capturado no sábado pelas forças norte-americanas.

Trump acrescentou que não houve qualquer contacto de Washington com Rodríguez antes da operação militar.

A administração Trump já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.

Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências "muito piores" do que as sofridas por Maduro caso a presidente interina não cumpra as diretrizes de Washington.

O líder norte-americano também exigiu a Rodríguez "acesso total" ao petróleo venezuelano e a outros recursos e infraestruturas.

Na mesma entrevista, o governante republicano afastou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, até que o país "recupere a sua saúde".

"Primeiro, temos de consertar o país. Não é possível haver eleições. Não há forma de as pessoas votarem", frisou Trump.

O republicano garantiu ainda que os EUA não estão em guerra com o país sul-americano: "Estamos em guerra com quem vende droga. Estamos em guerra com quem esvazia as suas prisões no nosso país, envia os seus toxicodependentes e os seus hospitais psiquiátricos para o nosso país", destacou.

Trump adiantou que os seus secretários de Estado e da Guerra, Marco Rubio e Pete Hegseth, respetivamente, e o conselheiro para assuntos de segurança nacional e migração, Stephen Miller, serão responsáveis pela coordenação da transição na Venezuela.

O chefe de Estado norte-americano também incluiu o seu vice-presidente, JD Vance, na equipa encarregada da Venezuela, embora Vance tenha permanecido em segundo plano desde o grande destacamento militar e de operações especiais em Caracas.

Questionado sobre quem, dentro deste grupo, seria o principal responsável pelas decisões sobre a Venezuela, Trump afirmou simplesmente que teria a palavra final.

Rubio, Hegseth e outros responsáveis vão discutir a situação da Venezuela e os planos do Governo norte-americano para o futuro daquele país com a liderança da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA, bem como com membros importantes das comissões de inteligência e de segurança nacional.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.  

A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.


Leia Também: "Mal-entendido" leva a troca de tiros junto ao palácio presidencial da Venezuela

Vários tiros foram disparados esta madrugada junto ao Palácio de Miraflores, residência oficial do Presidente da Venezuela, em Caracas. O incidente, confirmado por dezenas de testemunhas, resultou de uma falha de comunicação entre os funcionários de segurança do palácio.


EUA recrutam 12 mil agentes de imigração para aumentar "detenções e deportações"... As contratações surgem após um reforço de financiamento pedido pelo Presidente Donald Trump e aprovado no Congresso no ano passado.

Por  SIC Notícias Com Lusa

O Departamento de Segurança Interna (DHS) norte-americano anunciou segunda-feira o recrutamento de 12 mil agentes para o serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa), visando aumentar "detenções, investigações e deportações" de imigrantes.

Com este acréscimo, a ICE terá um total de 22.000 agentes de imigração, mais do dobro dos 10.000 anteriores, após uma campanha de recrutamento maciça que atraiu 220.000 candidaturas, segundo o DHS.

As contratações surgem após um reforço de financiamento pedido pelo Presidente Donald Trump e aprovado no Congresso no ano passado, e deverão fazer da ICE a maior agência de segurança do país, com um orçamento estimado em 75 mil milhões de dólares (64 mil milhões de euros) -- superior ao de quase todos os exércitos do mundo.

Kristi Noem, chefe do DHS, afirmou que os novos agentes serão "enviados para comunidades de todo o país" para "apoiar operações, detenções, investigações e deportações". 

Milhares destes agentes já estão "alocados em todo o país e a apoiar ativamente as operações", adiantou o DHS. 

No ano passado, o DHS anunciou que o reforço financeiro permitiria a contratação de 10.000 agentes, possibilitando a deportação de 1 milhão de pessoas anualmente. 

Para incentivar o recrutamento, além de bónus financeiros, o DHS eliminou em agosto os limites de idade para os agentes do ICE.  

Em julho passado, o DHS lançou uma campanha nacional de recrutamento para o ICE, com o mote "Defenda a Pátria", através de anúncios veiculados em plataformas de 'streaming' de música e televisão, como relata a revista Rolling Stone. 

Alegados abusos têm aumentado

Organizações de direitos humanos e de defesa dos imigrantes têm criticado um aumento dos alegados abusos do ICE, incluindo detenções de cidadãos norte-americanos, bem como o uso excessivo da força durante as detenções de imigrantes.