sábado, 7 de fevereiro de 2026

Trump dá fundos em troca de atribuição do seu nome a estação e aeroporto... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu libertar fundos federais congelados se o líder democrata no Senado aceitar dar o seu nome a uma estação ferroviária de Nova Iorque e ao aeroporto internacional de Washington, noticiaram os media locais.

Por LUSA 

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quer que o seu nome seja dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relatam que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes. 

A CNN especificou que a oferta foi feita no mês passado. 

O congressista Jerry Nadler, de Nova Iorque, classificou a tentativa de renomear o Aeroporto Dulles e a Penn Station como "extorsão e corrupção".

Os responsáveis pelas obras do túnel entre Nova Iorque e Nova Jérsia afirmaram num comunicado que os trabalhos serão "suspensos" hoje "caso a transferência de fundos federais destinados ao projeto não seja retomada".

A comissão responsável pelo projeto, juntamente com os dois estados envolvidos, interpôs recentemente uma ação judicial para contestar a suspensão do financiamento.

Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte, mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

Por fim, o Departamento do Tesouro confirmou a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.

Portugal: Há mais de 13.200 presos. Diretor fala em "tendência preocupante"... As cadeias têm cada vez mais reclusos, já ultrapassam os 13.200, e o diretor-geral das prisões, em entrevista à Lusa, considerou a tendência preocupante, mas garantiu que a criminalidade não teve um aumento expressivo em 2025.

Por  LUSA 

No dia 05 de fevereiro, as prisões portuguesas tinham 13.202 reclusos, segundo os dados adiantados por Orlando Carvalho, que indicou também que só desde o primeiro dia de fevereiro entraram para as prisões cerca de 100 pessoas.

"A tendência é preocupante, porque se se mantiver este nível de crescimento da população [prisional], vai criar-nos muito mais dificuldades e constrangimentos", sublinhou Orlando Carvalho, que foi nomeado para liderar a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) em novembro de 2024, dois meses depois da fuga de Vale de Judeus.

As dificuldades e constrangimentos apontados pelo responsável das 49 cadeias existentes no país estão sobretudo relacionados com a falta de vagas.

É que o aumento de 630 lugares já anunciado pelo Ministério da Justiça - e que estão quase prontas a ser utilizados, segundo Orlando Carvalho -, pode revelar-se insuficiente, uma vez que só entre janeiro do ano passado e fevereiro deste ano entraram cerca de 850 presos.

"Neste momento, temos de ir gerindo o sistema de forma a não deixar acontecer situações, obviamente, de rutura em nenhum dos estabelecimentos", disse o diretor-geral das prisões.

Para este aumento, Orlando Carvalho destacou dois aspetos que considerou fundamentais, sendo o primeiro o aumento dos presos preventivos - que são aqueles que estão a aguardar julgamento ou à espera de que a condenação transite em julgado.

O outro aspeto é a diminuição da liberdade condicional e de adaptação à liberdade condicional: "Para nós é um grande desafio (...) termos uma taxa de encarceramento muito elevada relativamente à dimensão das penas".

"Portanto, isto faz com que um indivíduo condenado permaneça durante muito tempo da prisão", acrescentou.

Questionado sobre se o aumento de presos pode estar diretamente relacionado com um possível aumento da criminalidade no último ano, Orlando Carvalho apontou para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), cujos dados serão conhecidos nos próximos meses: "Posso adiantar que, de grosso modo, não se nota um aumento expressivo da criminalidade".

Associada à sobrelotação, surge ainda a questão da falta de condições nas prisões, que tem sido motivo de condenações por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, e que Orlando Carvalho admitiu não ser admissível.

"A situação não é generalizada, há casos obviamente pontuais de maior ou menor dificuldade", disse o diretor-geral das prisões, acrescentando que o investimento tem sido feito para garantir "que todas as pessoas que cumprem pena de prisão têm as condições mínimas básicas exigidas para poderem cumprir com dignidade a sua pena".

Sobre as condições nas prisões, Orlando Carvalho explicou que, além de as cadeias serem equipamentos de elevada intensidade de utilização, este aspeto agrava-se quando "têm mais pessoas do que aquelas que poderiam comportar".

"Esta antiguidade dos equipamentos e esta alta intensidade de utilização ao longo dos anos se calhar nunca permitiu que fossem feitas as devidas recuperações e obras de manutenção que permitissem levar essas condições para um outro nível, porque há estruturas cuja solução não se compadece com obras de manutenção", explicou.

Acrescentou que a DGRSP vai "tentando minimizar, mas é difícil eliminar de um momento para o outro questões desta natureza, neste tipo de edifícios".

Além destas questões, o diretor-geral das prisões adiantou ainda que, neste momento, os serviços prisionais precisam, com urgência, de mais viaturas, que "são muito antigas e estão em muito mau estado", e de recursos humanos, que incluem guardas prisionais e técnicos.


Leia Também: Assembleia Nacional da Venezuela aprova amnistia que vai libertar todos os detidos políticos na próxima semana

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, prometeu aos familiares de presos políticos que todos os detidos serão libertados no mesmo dia da aprovação da lei de amnistia, prevista para a próxima semana. A lei, já aprovada em primeira leitura, exclui crimes contra a humanidade, corrupção e tráfico de droga.

Governo do Brasil lamenta mortes causadas por tempestades em Portugal... O governo do Brasil disse que "lamenta profundamente as perdas humanas e os danos materiais e ambientais" causados pelas tempestades Kristin e Leonardo, tanto em Portugal como em Espanha.

Por  LUSA 

Num comunicado divulgado pela diplomacia brasileira, o executivo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva "apresenta condolências às famílias das vítimas e expressa solidariedade aos governos e às populações" dos dois países.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil sublinhou que não há notícias sobre vítimas brasileiras até ao momento.

Os consulados-gerais em Lisboa, Porto, Faro, Barcelona e Madrid "permanecem em funcionamento para atender nacionais em situação de emergência", acrescentou a diplomacia brasileira.

"A frequência e o impacto de eventos extremos, em diferentes regiões do mundo, reforçam a urgência de ações concertadas da comunidade internacional para o enfrentamento da crise climática", sublinhou o ministério.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

Em Espanha, uma pessoa morreu na região de Málaga, na Andaluzia, depois de ter sido arrastada por um curso de água na terça-feira, quando tentava salvar um cão, confirmaram as autoridades locais.

As chuvas já levaram à retirada de casa, por precaução, de mais de 7.500 pessoas na Andaluzia nos últimos dias e há registo de inundações e cortes de vias em diversas regiões de Espanha, assim como avisos de risco de transbordo de rios.

Treze distritos de Portugal continental estão atualmente sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima e neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.


Leia Também: Cheias nunca vistas ocuparam 88% do celeiro de Moçambique

As cheias em Moçambique atingiram particularmente Chókwè, no sul, o celeiro do país, com o vale do Limpopo a ocupar em poucos dias 88% do território, engolindo meses de produção agrícola, nomeadamente arroz, ameaçando com fome.

Governo de Cuba vai racionar venda de combustível devido à escassez... O governo de Cuba vai racionar a venda de combustível devido à escassez provocada pelo embargo petrolífero dos Estados Unidos (EUA) contra a ilha, anunciou o vice-primeiro-ministro cubano Oscar Pérez-Oliva Fraga.

Por  LUSA 

Num discurso transmitido pela televisão, Pérez-Oliva afirmou que a medida - sobre a qual não deu detalhes nem especificou quando entraria em vigor - foi adoptada numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros em resposta à grave escassez de combustível.

"Com combustível insuficiente, não podemos manter os níveis de vendas que tínhamos nas semanas anteriores e, por isso, haverá algumas limitações nas compras. À medida que a situação melhorar, as entregas regressarão aos níveis normais", disse o vice-primeiro-ministro.

Pérez-Oliva indicou ainda que as "atividades administrativas essenciais" só funcionarão de segunda a quinta-feira, de forma a conservar energia.

Cuba irá reservar os recursos limitados de combustível para "serviços essenciais", geração de eletricidade, "serviços de saúde", abastecimento de água, atividades de defesa e para "garantir a sustentabilidade dos setores que geram divisas", como o turismo, explicou o ministro

Pérez-Oliva acrescentou que o Governo cubano facilitará os procedimentos para as empresas privadas "que tenham os meios" para importar o seu próprio combustível.

Também na sexta-feira, o ministro do Trabalho cubano, Jesús Otamendiz, solicitou às empresas estatais que facilitem o teletrabalho e a realocação de trabalhadores.

Num outro discurso transmitido pela televisão, o dirigente afirmou que os organismos públicos devem ajustar os seus horários de acordo com a situação energética nas respetivas regiões.

Otamendiz acrescentou que a reafectação de trabalhadores dará prioridade aos serviços essenciais.

O ministro alertou que, caso um trabalhador não possa trabalhar remotamente ou ser recolocado, será colocado em "suspensão do contrato de trabalho" até que a situação seja resolvida. Salientou que, nestes casos, os trabalhadores receberão o salário integral apenas durante um mês.

Na quinta-feira, o Presidente cubano Miguel Díaz-Canel salientou que Cuba não recebe remessas de petróleo desde que os EUA iniciaram o seu "bloqueio naval" à Venezuela, em dezembro.

"Portanto, temos problemas com a disponibilidade de combustível para garantir não só a geração de energia elétrica, mas também as atividades básicas", concluiu.

 Díaz-Canel prometeu que, dentro de uma semana, daria detalhes sobre a situação atual da ilha e como o governo irá enfrentá-la.

O chefe de Estado ressuscitou o conceito da "opção zero", um plano de sobrevivência proposto na década de 1990 face a um cenário de "zero petróleo".

O plano previa racionamento extremo, autossuficiência alimentar, utilização de tração animal, carvão para cozinhar e transporte não motorizado, entre outras medidas.


Leia Também: Cuba diz estar disponível para dialogar com EUA sobre "qualquer assunto"

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou hoje que a ilha está disposta a dialogar com os Estados Unidos sobre "qualquer assunto" para construir uma relação civilizada e mutuamente benéfica entre os dois países.