terça-feira, 3 de março de 2026

Israel reclamou ataque contra complexo do gabinete presidencial de Teerão... O Exército israelita disse hoje que bombardeou um complexo governamental no centro de Teerão, na segunda-feira à noite, atingindo o gabinete presidencial, o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional e um instituto de formação de oficiais.

© ATTA KENARE/AFP via Getty Images   Por  LUSA  03/03/2026 

Segundo as forças israelitas, as instalações estão localizadas a "poucos metros do complexo" onde o líder supremo e oficiais militares foram atingidos no passado sábado. 

Os bombardeamentos de segunda-feira á noite tiveram como alvo o gabinete presidencial, bem como a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, o órgão responsável pela tomada de decisões de segurança do regime iraniano.

No total, o Exército israelita afirmou ter aatacado aproximadamente 600 alvos no Irão.

Na outra frente, no Líbano, os militares israelitas atacaram "mais de 160 alvos do Hezbollah" (Partido de Deus) no sul do país, nas últimas 24 horas, onde também intensificou a invasão terrestre.

De acordo com informações recolhidas pela agência espanhola EFE, Teerão é responsável por 56% dos ataques registados, seguida pelas províncias do Curdistão (oeste) e Hormozgan (sul), no estreito de Ormuz.

Entre os alvos atingidos estão instalações militares, edifícios residenciais e o cais Shahid Bahonar em Bandar Abbas, uma cidade portuária no sul do Irão, localizada na província de Hormozgan, nas margens do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, 787 pessoas morreram no Irão, incluindo 180 num ataque a uma escola.

Em Israel, dez pessoas morreram (uma em Telavive e nove em Beit Shemesh, ambas no centro do país), segundo os serviços de emergência.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como "ameaça existencial".


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Líbano avisa que proibição de atividades do Hezbollah é "irrevogável"... O presidente do Líbano, Joseph Aoun, garantiu hoje que a decisão de proibir as atividades militares do movimento islamista radical Hezbollah é "irrevogável", após aquele grupo pró-iraniano ter reivindicado novos ataques a alvos israelitas.

© AFP via Getty Images   Por LUSA   03/03/2026 

O chefe de estado libanês apelou ainda aos mediadores França, Estados Unidos, Qatar, Arábia Saudita e Egito para que "façam pressão junto das autoridades de Israel para acabarem com as agressões contra o Líbano". 

Israel conduz desde segunda-feira uma campanha de bombardeamentos maciça no Líbano, afirmando visar o Hezbollah, em resposta a disparos contra o seu território em paralelo com a recente ofensiva contra o Irão.

Aquele movimento xiita tinha prometido "enfrentar a agressão" israelo-americana lançada contra o Irão no sábado, de que resultou a morte do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, num ataque em Teerão.

O Hezbollah concretizou as ameaças na segunda-feira e anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Israel, abrindo uma nova frente na guerra que consome o Médio Oriente.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse hoje que autorizou o exército a controlar novas posições no Líbano.

O exército israelita mantinha cinco posições, no sul do Líbano, consideradas estratégicas ao longo da fronteira israelo-libanesa, desde o cessar-fogo de novembro de 2024.

Na altura, o entendimento pôs fim a um ano de hostilidades entre o Hezbollah e Israel, à margem da guerra na Faixa de Gaza.

Nos termos do cessar-fogo, o movimento islamista deveria retirar-se e desmantelar o seu arsenal nas regiões do sul do Líbano situadas a sul do rio Litani, cerca de 30 quilómetros a norte da fronteira.


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O exército israelita lançou hoje uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, disse uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.

O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, General de Exército Horta Inta-A, preside neste momento à reunião do Conselho de Ministros.

Teerão avisa países europeus para não se envolverem: "Ato de guerra"... O Irão avisou hoje os países europeus para não se envolverem na sua retaliação contra Israel e os Estados Unidos, depois de a Alemanha, a França e o Reino Unido se terem declarado prontos para "ações defensivas"

© U.S. Navy via Getty Images   Por LUSA  03/03/2026 

"Qualquer ato deste tipo contra o Irão seria considerado um ato de cumplicidade com os agressores", acrescentou.

Os três países europeus adotaram na segunda-feira uma posição estratégica comum, declarando-se prontos para tomar "ações defensivas proporcionais" para destruir a capacidade do Irão de lançar drones e mísseis.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou o apoio às operações para impedir novos ataques iranianos e autorizou a utilização de bases britânicas para apoio logístico aos Estados Unidos, tendo ativado planos de contingência para retirar cidadãos do Golfo Pérsico.

No caso da Alemanha, o chanceler, Friedrich Merz, adotou um tom cauteloso, evitando criticar as ações militares de Washington, mas sublinhando que a prioridade alemã é o planeamento do pós-guerra e a garantia de que o Irão abandonará definitivamente o seu programa nuclear.

Merz, que irá encontrar-se hoje, em Washington, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, sendo o primeiro líder mundial a fazê-lo desde o início da ofensiva.

Por seu lado, o Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu a necessidade de defender aliados regionais e interesses europeus, mas continua a enfatizar a importância de evitar uma guerra regional total, mantendo canais abertos com outros atores do Médio Oriente.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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O que é o estreito de Ormuz e o que está em causa se fechar?... O Estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, o preço do petróleo já disparou.

© Stringer/Anadolu via Getty Images  Notícias ao Minuto  03/03/2026 

O golfo do Omã é o único ponto de entrada e saída para o Estreito de Ormuz, por onde passam diariamente mais de 20% da produção mundial de petróleo. No entanto, no dia em que os Estados Unidos e Israel contra o Irão,  a Guarda da Revolução havia indicado que este estreito estava "de facto" fechado à navegação por ser perigoso. Mas, o que é que isto implica?

Note-se, no entanto, que embora o tráfego no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.

O Estreito de Ormuz,  com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo.

Aliás, de salientar que, desde o início deste conflito, os preços do petróleo já dispararam.

Qual é a importância deste estreito?

O Estreito de Ormuz é um "check point" estratégico, cuja instabilidade poderá afetar não apenas a região do Médio Oriente, mas todo o sistema internacional, explicou Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais, à CNN Brasil. 

Ao longo da sua história, este estreito tem sido importante para o comércio. Numa fase inicial, servia sobretudo para o transporte de cerâmicas, marfim, sedas e têxteis para a China. 

Mais tarde, passou a ser utilizado para a rota de petroleiros que transportam petróleo e gás da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Irão. A grande maioria desse petróleo é destinado aos mercados asiáticos, incluindo a China.

Mas, o estreito está ou não fechado?

Até ao momento, não houve uma confirmação oficial de que o estreito de Ormuz tinha sido fechado. Ainda assim, desde sábado, o tráfego caiu drasticamente devido à interrupção dos sistemas de navegação por satélite, de acordo com a Associated Press (AP).

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido chegou a relatar vários ataques a embarcações naquela zona.

O Irão tem também vindo a ameaçar as embarcações que se aproximem deste estreito, acreditando-se que já tenham sido lançados vários ataques.

"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", afirmou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari em declarações divulgadas pela imprensa iraniana.

De sublinhar que se estima que, diariamente, passem pelo Estreio de Ormuz cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto, condensado e combustíveis.

Que países serão mais afetados com este bloqueio?

A Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês) estima que 82%  dos carregamentos do petróleo bruto e outros combustíveis que atravessam o estreito de Ormuz vão para a Ásia. 

China, Índia, Japão e Coreia do Sul são os principais destinos. Os quatro países juntos são cerca de 70% de todo o fluxo de petróleo bruto e condensado que por ali passa.

Quanto a Portugal, a Galp adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio ("equity oil") para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.

Num contexto de elevada incerteza, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, sublinhou que será essencial manter "uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada".

Transportadores suspendem operações

Vários transportadores marítimos mundiais já suspenderam as suas operações no Estreito de Ormuz, tendo emitido alertas. Por exemplo, a empresa dinamarquesa Maersk, anunciou, no domingo, a suspensão de todas as travessias de navios naquela região.

"Até nova ordem, todas as travessias dos serviços ME11 (Médio Oriente-Índia para o Mediterrâneo) e MECL (Médio Oriente-Índia para a costa leste dos Estados Unidos) serão desviadas pelo Cabo da Boa Esperança", precisou o grupo num comunicado emitido no domingo.

E acrescentou: "Continuamos determinados a minimizar o impacto nas cadeias de abastecimento dos nossos clientes e continuaremos a mantê-los informados sobre a evolução da situação".

À Maersk juntam-se outras empresas como a MSC, Hapag-Lloyd ou a CMA-CGM.

As reações

Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".

Por seu turno, o presidente do Egito alertou para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, tendo apelado para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades.

"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 07 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

Bloqueio do Estreito de Ormuz não é a primeira vez que acontece...

Saliente-se que este bloqueio não é a primeira vez que acontece. Aliás, em meados de fevereiro, o Irão fechou temporariamente o Estreito de Ormuz depois de alegar que estavam a ser efetuados exercícios militares. Nesses dias, o preço do petróleo subiu cerca de 6%.


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O Líbano retirou hoje efetivos em posições avançadas ao longo da fronteira com Israel face ao recrudescimento das ações das forças israelitas, noticiou a agência estatal libanesa.

Trump afirma que relações com o Reino Unido "já não são o que eram" e critica Keir Starmer... Na segunda-feira, o líder norte-americano já tinha criticado o chefe do executivo britânico por demorar "muito tempo" para autorizar os EUA a usar a base militar de Diego Garcia, no oceano Índico.

Por  SIC Notícias Com Lusa 

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, considerou que as relações bilaterais com o Reino Unido "já não são o que eram", em entrevista publicada esta terça-feira no jornal britânico The Sun.

"Era de longe a relação mais forte. E, agora, temos relações muito fortes com outros países da Europa", disse, elogiando a França, mas também a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Para o republicano Trump, "é muito triste ver que as relações, claramente, já não são o que eram" e o primeiro-ministro britânico, o trabalhista Keir Starmer, "não tem cooperado" e "devia ter ajudado", confessando nunca ter previsto tais posições vindas do Reino Unido.

O líder norte-americano já tinha criticado o chefe do executivo britânico em entrevista ao jornal Daily Telegraph, segunda-feira, por demorar "muito tempo" para autorizar os EUA a usar a base militar de Diego Garcia, no oceano Índico, acrescentando estar "muito desiludido" com Starmer.

As autoridades de Londres concordaram domingo que as forças armadas norte-americanas usassem instalações britânicas para atacar o Irão.

Keir Starmer respondeu às críticas de Trump segunda-feira, num discurso no parlamento do Reino Unido, afirmando ter agido pelo "interesse nacional".

"O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não participar nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional do Reino Unido", disse Starmer.

O primeiro-ministro britânico garantiu que os EUA não usariam as bases militares britânicas no Chipre para os ataques ao Irão, após uma delas ter sido atingida por um drone iraniano.


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UCRÂNIA: Rússia volta a atacar portos e infraestruturas de transporte em Odessa... A Rússia voltou a atacar os portos e as infraestruturas de transporte em Odessa durante a noite passada, de acordo com uma publicação no Telegram do governador desta região do sul da Ucrânia.

© Yulii Zozulia / Ukrinform/Future Publishing via Getty Images    Por LUSA  03/03/2026 

Oleg Kiper explicou que um armazém e um número indeterminado de contentores foram danificados, sem causar mortos ou feridos. 

Por sua vez o Ministério da Defesa russo informou hoje que as defesas aéreas russas abateram 16 drones ucranianos sobre três regiões da Rússia, metade deles sobre a península da Crimeia, anexada pela Rússia.

"Durante a noite, as defesas aéreas intercetaram e destruíram 16 drones ucranianos de asa fixa", afirmou o comando militar russo no seu canal de Telegram.

Além da Crimeia, as forças russas abateram mais cinco drones sobre a região fronteiriça de Belgorod e outros três sobre Astracã.

A Rússia ataca com frequência portos nas regiões do Danúbio e do Mar Negro, na zona de Odessa.

Na noite passada, as forças russas lançaram 136 drones contra a Ucrânia, dos quais 127 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas.

A Ucrânia e a Rússia trocam diariamente ataques com drones e mísseis contra as infraestruturas críticas uma da outra, como parte de uma guerra de desgaste destinada a minar as capacidades do inimigo.


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CHINA: Wang Yi assegura a Teerão apoio de Pequim à defesa da soberania iraniana... O chefe da diplomacia chinesa assegurou hoje ao homólogo iraniano o apoio de Pequim à soberania do Irão, numa conversa telefónica que marca a primeira demonstração explícita de apoio desde os ataques dos Estados Unidos e Israel.

© Lusa    noticiasaominuto.com   03/03/2026 

Segundo um comunicado da diplomacia chinesa, a conversa ocorreu a pedido do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Seyed Abbas Araghchi. Durante o contacto, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que a ofensiva norte-americana e israelita "viola o direito internacional e ultrapassa as linhas vermelhas do Irão". 

Wang Yi declarou que Teerão não tem "outra opção" senão defender-se após o ataque e instou Washington e Telavive a "cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada e impedirem que todo o Médio Oriente mergulhe no conflito".

De acordo com o comunicado, a China apoia o Irão na "proteção dos seus direitos e interesses legítimos".

Wang acrescentou que Pequim, principal parceiro do Irão, "já expressou publicamente a sua posição de equidade e justiça" e espera continuar a desempenhar um "papel positivo" na prevenção da escalada das tensões regionais, num contexto de alargamento do conflito no Médio Oriente.

Apesar de manifestar apoio ao direito de defesa do Irão, o ministro chinês disse confiar que o país, "perante a situação grave e complexa", manterá a estabilidade interna e terá em conta as preocupações legítimas dos países vizinhos, numa altura em que vários Estados do Golfo foram atingidos por mísseis iranianos e se abriu uma nova frente entre o grupo xiita libanês Hezbollah e Israel.

A China, principal parceiro comercial do Irão e maior importador do seu petróleo, condenou no domingo a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos, classificando-a como uma grave violação da soberania iraniana e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

Desde sábado, Pequim apela ao fim das hostilidades e condena os ataques, mas até agora não tinha sido divulgado qualquer contacto direto com as autoridades iranianas, apesar do reforço dos laços bilaterais e da parceria estratégica aprofundada nos últimos anos.


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A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.

Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News.

© LUSA  03/03/2026 

"Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva". 

"Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.

O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.

O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis".

"Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.

Após a guerra de doze dias e os ataques israelo-americanos em junho de 2025, os iranianos "começaram a construir novos locais, bunkers subterrâneos, que teriam tornado os seus programas de mísseis balísticos e de armas atómicas intocáveis em poucos meses", explicou.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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As forças israelitas atacaram mais de 600 alvos no Irão, incluindo quartéis-generais do Ministério da Inteligência iraniano, da Força Quds da Guarda Revolucionária, lançadores de mísseis e instalações de produção de armas.


Hezbullah ataca base aérea no norte de Israel e exército israelita bombardeia Beirute... O grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou hoje um ataque com drones contra a base aérea israelita de Ramat David, e o exército de Israel anunciou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, informou a imprensa libanesa.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   03/03/2026 

No 'website' oficial, o Hezbollah indicou que atacou com drones os radares e salas de controle da base aérea de Ramat David, em resposta à "agressão criminosa israelita, que atacou dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios ao sul de Beirute". 

De acordo com o comunicado, o ataque ocorreu hoje às 05:00, hora local (03:00 em Lisboa), com um destacamento de drones.

O ataque resultou na "morte de dezenas de homens, mulheres e crianças, dezenas mais de feridos e na destruição de edifícios e infraestruturas civis".

A mensagem sublinhou o compromisso do Hezbollah com a defesa do território e do povo, "perante as agressões e crimes do inimigo israelita", lê-se ainda no comunicado.

A resposta, continua a nota, foi dirigida contra alvos militares, "ao contrário dos ataques do inimigo contra civis".

Por seu lado, o exército de Israel realizou ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, afirmou hoje a Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN).

A ANN noticiou "fortes ataques aéreos" nos subúrbios do sul da capital do Líbano, minutos depois de o porta-voz do exército de Israel, Avichay Adraee, ter instado os residentes em várias áreas do sul de Beirute a retirarem-se da zona por se encontrarem "perto de instalações pertencentes ao Hezbollah".

O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, desencadeado pelo ataque israelo-americano contra o Teerão no sábado.

Os ataques, que causaram a morte do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, tiraram a vida de pelo menos 742 civis, de acordo com os últimos números da organização iraniana de direitos humanos HRANA, com sede em Washington.

O grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta à morte de Khamenei e aos bombardeamentos em Teerão, o que provocou a resposta israelita, que lançou uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.

O exército israelita afirmou ter atacado mais de 70 instalações de armazenamento de armas, bases de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah.

Esta ofensiva causou a morte de 52 pessoas e deixou 154 feridos, segundo fontes oficiais, entre os quais se contam líderes do grupo xiita.



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Arábia Saudita confirma ataque com drones e incêndio na embaixada dos EUA... A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.

© FAYEZ NURELDINE/AFP via Getty Images   Por LUSA  03/03/2026 

A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).

Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.

Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.

A Guarda Revolucionária iraniana tinha anunciado na segunda-feira à noite o lançamento da décima terceira vaga de ataques contra bases norte-americanas em países da região, incluindo o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, bem como contra Israel.

Uma dezena de drones atingiram a base naval norte-americana em Arifjan, no Kuwait, e um outro ataque teve como alvo "um dos pontos de concentração norte-americanos" no Dubai, segundo o comunicado, que indicou a expectativa de baixas.

A televisão iraniana publicou imagens nas redes sociais de outros alegados ataques com mísseis contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia, e contra Telavive, no âmbito de uma operação que Teerão denominou "Verdadeira Promessa 4".

A agência de notícias do Kuwait KUNA confirmou que as sirenes soaram por todo o país, enquanto o Ministro da Defesa, Kukait, anunciou que foram detetados 178 mísseis balísticos e 384 drones desde o início do conflito, resultando em ferimentos em 27 militares.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos indicou ainda que as suas defesas aéreas estão a repelir uma saraivada de mísseis balísticos iranianos.

Já o Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis antes de atingirem o seu território e reiterou que as forças armadas do Qatar "possuem plena capacidade e recursos" para "defender a sua soberania".

Entretanto, as Forças de Defesa de Israel informaram ter identificado mísseis lançados do Irão em direção ao território israelita.

Estes ataques coincidem com o retomar dos ataques aéreos israelitas contra Teerão, que atingiram a emissora estatal iraniana e outras zonas da capital.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.


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Melania Trump apela à educação como caminho para a paz mundial na ONU... Melania Trump tornou-se a primeira cônjuge de um chefe de Estado em exercício a presidir a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU nos 80 anos de história da organização.

Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos, presidiu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na sede das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 2 de março de 2026.ANGELINA KATSANIS / AP   Por  sicnoticias.pt

A primeira-dama norte-americana, Melania Trump, presidiu esta segunda-feira a uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual defendeu a "paz através da educação" e garantiu que os Estados Unidos "estão ao lado de todas as crianças do mundo".

"As crianças criadas numa cultura enraizada na inteligência desenvolvem confiança, inovam, constroem, competem e mantêm um profundo sistema de valores. O conhecimento fomenta a empatia pelos outros, transcendendo a geografia, a religião, a raça, o género e até os valores locais", afirmou a mulher do Presidente Donald Trump no seu discurso.

Segundo a ONU, esta é a primeira vez nos 80 anos da história das Nações Unidas que o cônjuge de um chefe de Estado em exercício preside uma reunião do Conselho de Segurança.

"Mas as crianças criadas numa cultura enraizada na ignorância estão rodeadas de desordem e, por vezes, até de conflito. Essas sociedades estão repletas de pensadores inflexíveis que abraçam o preconceito e rejeitam a dignidade humana. Quando uma nação restringe o pensamento, ela restringe o seu próprio futuro", declarou, sem referir nenhum país em concreto

Apesar do contexto inédito da presença de Melania Trump no órgão mais poderoso da ONU, analistas têm destacado que o discurso da primeira-dama poderá ser ensombrado por um alegado ataque a uma escola para meninas no sul do Irão, no contexto da ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos em curso contra o Irão, que matou mais de 100 pessoas, segundo as autoridades iranianas.

Os militares israelitas disseram não ter conhecimento de ataques na área e os norte-americanos indicaram estar a investigar as informações.

"A paz não precisa de ser frágil", disse a primeira-dama, na reunião dedicada ao tema "Crianças, tecnologia e educação em conflito".

"A paz duradoura será alcançada quando o conhecimento e a compreensão forem plenamente valorizados em todas as sociedades", acrescentou, frisando que sociedades regidas pelo conhecimento e pela sabedoria são mais pacíficas.

Melania não fez qualquer menção às hostilidades no Médio Oriente, onde milhares de crianças perderam a vida nos últimos anos, incluindo em lugares como Gaza.

Melania também não fez menção direta à situação das crianças em outros conflitos, como as guerras em curso na Ucrânia ou no Sudão, entre outras.

Relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU

A presidência rotativa do Conselho de Segurança tem a prerrogativa de escolher o tema e os participantes de algumas reuniões, sendo que em março o órgão é presidido pelos Estados Unidos.

Pouco antes do início da sessão com Melania Trump, o embaixador do Irão na ONU, Amir Saeid Iravani, considerou "profundamente vergonhoso e hipócrita" que os Estados Unidos convocassem uma reunião sobre a proteção de crianças durante conflitos enquanto realizavam ataques aéreos contra cidades iranianas.

"Para os Estados Unidos, 'proteger as crianças' e 'manter a paz e a segurança internacionais' significam claramente algo muito diferente do que prevê a Carta da ONU", disse o diplomata aos jornalistas.

A primeira-dama chegou à sede da ONU, em Nova Iorque, com uma comitiva e foi recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Melania Trump cumprimentou cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança e posou para uma fotografia de grupo antes do arranque da sessão.

A presença da primeira-dama surge também num momento de relações tensas entre os Estados Unidos e a ONU. Donald Trump criticou a ONU em diversas ocasiões, retirou os Estados Unidos de importantes organizações das Nações Unidas, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNESCO, além de ter cortado o financiamento de dezenas de outras.

Washington também deixou de pagar totalmente as suas contribuições obrigatórias e deve milhares de milhões de dólares às Nações Unidas. Isso gerou uma crise financeira na ONU, com Guterres a alertar no final de janeiro que a organização que lidera enfrentava um "colapso financeiro iminente".

Ex-Presidente senegalês Macky Sall é candidato a secretário-geral da ONU... O Burundi apresentou hoje a candidatura do ex-Presidente senegalês Macky Sall para substituir o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, anunciou a porta-voz do presidente da Assembleia Geral da ONU.

© Lusa  

"A presidente da Assembleia Geral recebeu uma nova nomeação", declarou La Neice Collins, acrescentando que "trata-se de Macky Sall, antigo Presidente do Senegal".

Macky Sall foi nomeado pelo Burundi, que apresentou os documentos hoje de manhã, segundo a porta-voz.

A candidatura não foi apresentada pelo Senegal, uma vez que Macky Sall é acusado pelos novos dirigentes do seu país de ter ocultado dados económicos importantes, como a dívida pública.

O chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, que venceu as eleições presidenciais em março de 2024, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, acusam os antigos dirigentes do Senegal de terem cometido atos ilícitos na gestão dos assuntos do país e prometeram responsabilizá-los, nomeadamente Macky Sall, que foi Presidente do país entre 2012 e 2024.

"O Burundi preside à União Africana [UA] e é importante para o [ex-]Presidente [Macky Sall] ter uma abordagem continental. A sua luta, nomeadamente como presidente da União Africana [de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023], foi levar a voz de África às instâncias internacionais", declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte próxima do antigo Presidente senegalês.

Em novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral, sendo que o próximo chefe das Nações Unidas assumirá o cargo em 01 de janeiro de 2027.

Cada candidato potencial deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Até agora, havia dois candidatos oficiais, a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet, recomendada pelo Chile, Brasil e México, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

A Costa Rica também propôs a sua ex-vice-presidente Rebeca Grynspan, mas a candidatura ainda não é oficial.

De acordo com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre seguida, o cargo é reivindicado desta vez pela América Latina.

Muitos Estados defendem que uma mulher deverá ocupar este cargo pela primeira vez.

Os membros do Conselho de Segurança, em particular, os cinco membros permanentes com direito a veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho.

O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, assumiu o cargo em 01 de janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começou em janeiro de 2022 e termina em 31 de dezembro de 2026.