domingo, 28 de junho de 2026

Um morto em ataque ucraniano a refinaria russa. 2 feridos em Kyiv... Uma pessoa morreu durante um ataque com drones ucranianos a uma refinaria em Krasnodar, no sul da Rússia, na última noite, durante a qual também a Rússia lançou diversos ataques sobre a Ucrânia, nomeadamente Kyiv, informaram diversas autoridades.

© Getty Images      Por  LUSA   28/06/2026 

A queda dos destroços de um drone ucraniano na refinaria da empresa Slaviansk ECO, na região de Krasnodar, com uma capacidade de processamento superior a quatro milhões de toneladas por ano, causou um incêndio que danificou as linhas elétricas na zona, informou uma célula de crise criada no local do ataque.

Mais tarde, as autoridades confirmaram que do incidente resultou uma vítima mortal e um ferido, além de várias casas danificadas.

Na sua conta do Telegram, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje, em que se assinala o "Dia da Constituição" da Ucrânia, que foram atacadas durante a noite duas refinarias de petróleo na Rússia, uma na região de Krasnodar, a cerca de 300 quilómetros da linha da frente, e outra na região de Yaroslavl, a cerca de 700 quilómetros da fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.

"Continuamos com as nossas operações, que enfraquecem a capacidade da Rússia de prosseguir com esta guerra", acrescentou, salientando que cada ataque ucraniano "de longo alcance reduz os recursos que alimentam a máquina de guerra russa e representa mais um passo em direção à paz".

Esta não é a primeira vez que Kiev ataca a refinaria Slaviansk ECO em Krasnodar, que no passado teve de encerrar temporariamente as suas operações devido às consequências dos ataques inimigos.

No total, durante a noite foram abatidos mais de 200 drones inimigos, de acordo com o comunicado do Ministério da Defesa russo.

Pelo seu lado, a Força Aérea ucraniana informou que, na noite de sábado para domingo, a Rússia lançou um ataque com oito mísseis de diferentes tipos e 142 drones distintos.

Segundo um comunicado da Força Aérea da Ucrânia no seu canal do Telegram, 132 dos seus alvos --- 125 drones e sete mísseis --- foram abatidos ou repelidos.

Entre os alvos do ataque russo figurou Kiev, onde houve dois feridos, segundo informou o jornal da capital, The Kyiv Independent, que citou como fonte as autoridades locais.


Israel bombardeou hoje Líbano (2 dias após assinatura de acordo de paz)... Um avião de combate de Israel bombardeou hoje o sul do Líbano, dois dias após a assinatura de um acordo entre os dois países para uma "paz duradoura" que o Hezbollah já avisou que "não será aplicado".

© Lusa     28/06/2026 

Segundo a agência AFP, que cita a Agência Nacional de Informação do Líbano (ANI), este domingo, um avião de combate israelita bombardeou as imediações das localidades de Deir Seryan e Taybeh.

A AFP avança que também hoje, o deputado do Hezbollah, Hassan Fadlallah, declarou que o acordo assinado na sexta-feira entre o Líbano e Israel, sob mediação dos Estados Unidos, "não será aplicado", alertando para o risco de um "conflito interno".

No sábado, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurando-lhe que o Estado libanês "assumirá as suas responsabilidades" na implementação do acordo, que condiciona a retirada israelita do país ao desarmamento do movimento xiita.

O Hezbollah, refere a AFP, opôs-se firmemente ao acordo, que estabelece como objetivo uma "paz e segurança duradouras" entre os dois países, tecnicamente em estado de guerra há várias décadas.

Para o líder do Hezbollah, Naïm Qassem, aquele acordo é um "erro grave", apontando que o texto é "humilhante, vergonhoso e representativo de uma renúncia à soberania".

Qassem acusou ainda as autoridades libanesas de "legitimarem a continuação da ocupação" israelita.

"O acordo nunca verá a luz do dia e não será aplicado. O nosso dedo permanecerá no gatilho, continuaremos o nosso caminho de resistência para alcançar os nossos objetivos e exerceremos o nosso direito legítimo de defender o nosso povo", afirmou Hassan Fadlallah durante uma cerimónia comemorativa.

Segundo o deputado, o que as autoridades fizeram "equivale a uma sedição destinada a mergulhar o país no caos e a deslocar o conflito, passando de um conflito com o inimigo para um conflito interno".

Entretanto, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou no sábado que ordenou às tropas israelitas para que "se preparassem para uma permanência prolongada" no sul do Líbano, que ocupam desde março.

No sábado, uma pessoa morreu num ataque aéreo israelita contra a localidade de Nabatiyé al-Fawqa, também no sul do Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.

"Guiné-Bissau não reúne condições para estar na CPLP"... O politólogo angolano Almeida Henriques declarou hoje à Lusa que, ao contrário do que considera em relação à Guiné Equatorial, a Guiné-Bissau não reúne condições para fazer parte da CPLP.

© Lusa    28/06/2026 

"Eu penso que, contrariamente à Guiné Equatorial, para mim a Guiné-Bissau não reúne condições para acolher a organização", declarou à Lusa, por telefone, o especialista em estudos em Segurança e Militares.

Segundo a análise do politólogo, a Guiné-Bissau precisa de maior reorganização política e de mais "respeito pelos valores democráticos" e, nesse seguimento, essa nação lusófona não "responde aos anseios atuais" da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo como base a perspetiva da instituição.

Questionado sobre o porquê de não considerar que Bissau deva fazer parte da comunidade, respondeu que a "própria estrutura política nacional [da Guiné-Bissau] ainda não é consolidada" e isso, considerou, faz com "internamente não haja um ambiente favorável que possa corresponder aos interesses importantíssimos da CPLP".

O professor de Geopolítica e Geoestratégia explicou que, de forma contrária ao que aconteceu na Guiné-Bissau - em particular após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 - e apesar dos dados repressivos conhecidos sobre a Guiné Equatorial, o que é facto é que o Presidente euato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, tem concorrido e vencido as eleições e a vontade do povo deve ser respeitada.

"O golpe de Estado é um elemento condenável para qualquer sociedade política democrática. O golpe de Estado é condenável", acrescentou.

Sobre o facto de Obiang estar à frente do país desde 1979, refletiu que "o tempo que um governante fica no poder depende da vontade do povo".

"Se a soberania reside no povo, eu não encontro cidadão do mundo capaz de colocar em causa a vontade popular", acrescentou.

Sobre a possibilidade de a Guiné Equatorial poder vir a assumir a próxima presidência da CPLP, reiterou a mensagem deixada pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, em junho do ano passado em Lisboa, aquando da sua presença como orador no EurAfrican Forum: "A rotatividade deve ser respeitada", apesar de esta possibilidade estar a criar uma cisão dentro da organização.

A CPLP, constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste assinala os seus 30 anos em 17 de julho.

Ataques do Irão no Golfo são "sabotagem" à paz, diz presidente do Líbano... O Presidente do Líbano considerou que os ataques do Irão contra o Kuwait e no Bahrein na manhã de hoje "enquadram-se numa sabotagem" aos esforços internacionais para "pôr fim à guerra" na região.

© Markus Lenhardt/picture alliance via Getty Images   Por LUSA    28/06/2026 

Segundo a agência espanhola Efe, Joseph Aoun, na sua conta oficial da rede X, afirmou que "os ataques enquadram-se numa sabotagem de todos os esforços e iniciativas regionais e internacionais destinados a pôr fim à guerra e a conter as tensões".

Para o chefe de Estado líbio, a atitude iraniana "exige uma ação urgente por parte dos patrocinadores do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, bem como da comunidade internacional, para pôr termo a estes ataques e evitar uma nova escalada na região".

Aqueles ataques, cita a Efe, foram classificadas como "atos de escalada que constituem uma flagrante violação da soberania dos Estados", além de representarem uma ameaça para o Médio Oriente.

O Presidente apelou igualmente ao "diálogo e à via diplomática como único caminho para resolver os diferendos e preservar a segurança regional".

O Bahrein e o Kuwait anunciaram hoje que intercetaram mísseis e drones lançados pelo Irão durante a madrugada contra os seus territórios, na sequência dos novos ataques dos Estados Unidos realizados no sábado contra o país persa.

O Governo do Bahrein apelou mesmo a uma "ação internacional" para travar "as agressões iranianas".

Estes novos lançamentos iranianos ocorreram após os bombardeamentos norte-americanos de sábado contra múltiplos objetivos militares no Irão, em resposta ao ataque de um drone atribuído a Teerão contra um navio petroleiro que navegava no estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que os bombardeamentos de sábado ocorreram na sequência dos ataques norte-americanos de sexta-feira, em resposta a uma ação iraniana anterior contra o navio M/V Ever Lovely.

Por sua vez, o Irão voltou a acusar os Estados Unidos de violarem novamente o memorando de entendimento assinado entre ambos os países e reafirmou a sua determinação em responder militarmente a qualquer agressão.


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A União Europeia (UE) condenou no sábado à noite os últimos ataques iranianos contra o Bahrein e pediu ao Irão para "cumprir plenamente" o memorando de entendimento para pôr fim à guerra assinado na semana passada com os Estados Unidos.