domingo, 9 de agosto de 2026

Novo Governo da Colômbia começa com vários ataques com explosivos registados no país

Bandeira da Colômbia (Fernando Vergara/AP)   Por CNN  09/08/2026

Durante a sua tomada de posse, o novo Presidente de direita, prometeu combater "sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas", e afirmou que a opção do diálogo com os principais grupos armados estava completamente esgotada

Vários ataques com explosivos contra esquadras policiais e portagens municipais foram registados em diferentes regiões da Colômbia, no primeiro dia do novo Governo do Presidente Abelardo de la Espriella.

O primeiro ataque, perpetrado durante a madrugada de sábado, destruiu uma portagem em construção na Via Pan-Americana, entre as cidades de Popayán e Cali, onde na sexta-feira se realizou a tomada de posse de De la Espriella.

O Ministério da Defesa colombiano denunciou outro "atentado terrorista" no sábado com um veículo carregado de explosivos contra uma portagem em construção no município de Santander de Quilichao, em Cauca (sudoeste), que provocou ferimentos em dois seguranças.

O novo chefe de Estado condenou o sucedido e assinalou que atentar contra "a infraestrutura do país é atacar o progresso, a mobilidade e a tranquilidade de milhões de colombianos".

Pouco depois foi informada a morte do subintendente Argemiro Rodelo Canchila, que faleceu após um ataque com explosivos lançados a partir de drones contra o posto de Polícia de San Roque, na região de Cesar (nordeste).

"Este crime não ficará impune. Os responsáveis serão encontrados e enfrentarão todo o peso da lei. Cada ataque contra os nossos homens da Força Pública fortalece ainda mais a nossa determinação em derrotar o terrorismo e devolver a tranquilidade aos colombianos", afirmou De la Espriella.

Por sua vez, o governador de Antioquia, Andrés Julián Rendón, denunciou um ataque com drones contra a esquadra de Polícia Porce III, localizada no município de Guadalupe (noroeste).

Rendón assegurou que o atentado, que não fez qualquer ferido, foi executado pela Frente 36 das antigas FARC, sob o comando de Alexander Díaz Mendoza.

A autoridade qualificou o ato como uma "provocação ao novo Governo" de De la Espriella, que sublinhou durante o seu primeiro discurso a intenção de combater sem tréguas o "narcotráfico, a delinquência e a narcoguerrilha".

Como parte da "luta frontal" contra o conflito armado que prometeu, De la Espriella anunciou a captura de Héctor Bastidas, no município de Guamal (centro), identificado como o segundo comandante dos Comandos de la Frontera, um grupo armado ilegal que fazia parte da Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano (CNEB), um grupo dissidente das FARC.

"Esta captura, realizada por ordem judicial e graças ao trabalho de inteligência, demonstra que a Força Pública está a agir para recuperar a segurança e a tranquilidade dos colombianos. Acabou-se a impunidade para os criminosos. A autoridade do Estado respeita-se", afirmou De la Espriella na sua conta da rede social X.

Este antigo advogado, representante da direita dura, iniciou o seu mandato com Presidente num momento em que a Colômbia atravessa a sua pior vaga de violência da última década.

Durante a sua tomada de posse, o novo Presidente de direita, prometeu combater "sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas", e afirmou que a opção do diálogo com os principais grupos armados estava completamente esgotada.

De la Espriella prometeu intensificar, com o apoio de Israel e dos Estados Unidos, os bombardeamentos contra as guerrilhas e os narcotraficantes que estão ativos na Colômbia, e construir megaprisões semelhantes às de El Salvador.

Anunciou também a intenção de interromper as negociações de paz iniciadas pelo seu antecessor, o líder de esquerda Gustavo Petro.

Entre as suas primeiras medidas, De la Espriella ordenou a transferência para prisões de alta segurança de 117 detidos "de alto perfil" que participaram nos diálogos de paz com Petro, assegurou o Governo colombiano num comunicado publicado no sábado.

Pentágono pressiona indústria de Defesa a acelerar produção perante escassez de munições... O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) está a pressionar a indústria de armamento do país a acelerar a produção, de maneira a restabelecer o seu arsenal de munições reduzido pela guerra com o Irão.

Kent Nishimura - AFP   Por  RTP  9 Agosto 2026 

O porta-voz do Pentágono Sean Parnell, afirmou num comunicado no sábado que o Departamento estava ativamente focado em impulsionar a aquisição de munições para fornecer "as armas" de que o Exército dos Estados Unidos precisa "ao ritmo que a ameaça exige".

Parnell confirmou os esforços do Pentágono na última semana para acelerar significativamente a produção de armas, mas insistiu que isso fazia parte de um esforço de modernização mais amplo, anterior ao conflito que dura há cinco meses.

O vice-secretário norte-americano da Defesa, Steve Feinberg, escreveu na quarta-feira a líderes da indústria, concedendo-lhes no máximo 21 dias para apresentar planos para "promover calendários de entrega significativamente mais rápidos e agressivos e/ou o aumento da produção de capacidades críticas", de acordo com um memorando obtido pelo jornal The Washington Post.

"Ciclos de desenvolvimento de vários anos não são aceitáveis", escreveu Feinberg. "Temos de acelerar dramaticamente os calendários dos nossos programas e expandir a nossa capacidade de produção agora."

O memorando surge num momento em que os combates recentes com o Irão consumiram ainda mais os arsenais já reduzidos de intercetores de mísseis avançados dos Exército norte-americano, o que pode colocar as tropas americanas em maior risco caso as hostilidades recomecem, segundo uma nova análise.

De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), um `think tank` (grupo de reflexão) de Washington, a diminuição dos inventários de intercetores Patriot e THAAD pode forçar os EUA e os seus aliados do Médio Oriente a assumir mais riscos para conservar essas defesas aéreas.

O Centro referiu que as forças norte-americanas poderão lançar menos mísseis contra drones e mísseis iranianos que se aproximem, aumentando a probabilidade de um deles conseguir passar.

Nos últimos dias, o Presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu com irritação aos relatos públicos de uma escassez de munições, publicando na sua rede social Truth Social no sábado que os EUA dispõem de "quantidades massivas" de munições, e que "grandes quantidades estão a ser fabricadas e enviadas para os EUA conforme necessário".

No sábado, Parnell confirmou que o memorando, que procura uma escalada rápida na produção de armas, é "real", acrescentando que este "irá informar o orçamento do ano fiscal de 2028 submetido ao Congresso para financiamento, e é inteiramente coerente com o nosso esforço contínuo para reconstruir a base industrial de defesa".

Um projeto de lei sobre despesas de defesa está atualmente estagnado no Congresso, com os legisladores indignados com a ação militar de Trump contra o Irão e a resistirem ao pedido da Casa Branca para aumentar substancialmente o orçamento do Pentágono para 1,5 biliões de dólares (1,37 biliões de euros), em comparação com os cerca de 900 mil milhões (825 mil milhões de euros) do ano passado.

O número de mísseis intercetores Patriot caiu de 2.330 antes da guerra para 1.030 quando o cessar-fogo de abril entrou em vigor, estimou o CSIS no mês passado. Após os combates recentes, estima-se agora que o stock esteja entre 759 e 827, uma diminuição de pelo menos 65% em relação ao período anterior ao início do conflito.

O número de intercetores THAAD caiu de 452 antes da guerra para entre 232 e 262 no início do cessar-fogo de abril, indicou o CSIS. Os EUA conseguiram reabastecer parte do inventário para entre 234 e 278 intercetores. Contudo, o stock continua pelo menos 38% menor do que era antes do conflito.

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram também esta semana estar a abrir campos de testes a empresas privadas que desenvolvem mísseis, drones e outras armas, esperando conseguir comprá-las mais rapidamente para utilização no campo de batalha.

Equador. Sete pessoas acusadas por assassinato de candidato à presidência... O Ministério Público do Equador acusou formalmente no sábado sete pessoas suspeitas de envolvimento na morte do candidato à presidência Fernando Villavicencio em 2023, incluindo dois antigos políticos, um empresário, e vários membros de um grupo criminoso.

© Lusa   09/08/2026 

Fernando Villavicencio, crítico do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), foi abatido a tiro a 09 de agosto de 2023 por um assassino contratado colombiano em Quito, uma semana antes das eleições presenciais. O atirador foi morto por seguranças.

No sábado à noite, o Ministério Público anunciou na rede social X que acusou sete pessoas "pela alegada participação no delito de assassínio".

Entre as sete pessoas acusadas figuram o empresário Xavier Jordán, o ex-ministro do Interior José Serrano, o ex-deputado Ronny Aleaga, bem como o principal líder do grupo criminoso 'Los Lobos', Wilmer Chavarría, conhecido como 'Pipo', além de três outras pessoas ligadas a esta organização.

O Ministério Público pediu que a ordem de prisão preventiva fosse mantida contra os sete e solicitou às autoridades a emissão de uma difusão vermelha através da Interpol contra quatro deles que residem no estrangeiro.

No início de julho, o Ministério Público já tinha anunciado as acusações contra as sete pessoas mencionadas.

Jordán, que reside nos Estados Unidos, é suspeito de ter "financiado e planeado" o assassínio, enquanto Serrano, ex-ministro do Interior sob a presidência de Rafael Correa, encontra-se atualmente num centro de controlo migratório nos Estados Unidos. O antigo político é suspeito de ter fornecido informações "sensíveis" ao grupo 'Los Lobos' relativamente às deslocações do candidato Villavicencio.

Por seu lado, Aleaga é suspeito de ter coordenado "as ações com vista a concretizar o assassínio", enquanto 'Pipo', que enfrenta em Espanha um processo de extradição para o Equador, terá planeado o homicídio em troca de um milhão de dólares (864.950 euros).

Cinco pessoas ligadas ao homicídio foram condenadas em 2024 a penas de até 34 anos de prisão, enquanto seis homens de nacionalidade colombiana, alegadamente associados a este caso, foram assassinados na prisão.

Antes de se lançar na política, Fernando Villavicencio era jornalista e investigava casos de corrupção que envolviam o Governo de Rafael Correa. As suas investigações anticorrupção também tinham implicado o acusado Xavier Jordán.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, iniciou hoje uma visita à Colômbia e ao Equador, no âmbito de uma estratégia de aproximação de Israel a governos de direita na América Latina.