sábado, 10 de outubro de 2026

Itália vai a votos em 2027 com nova lei eleitoral... A Itália realizará as próximas eleições legislativas em 2027 sob uma nova lei eleitoral, que a oposição acusa de ser feita à medida de Giorgia Meloni, com o objetivo de garantir estabilidade ao governo.

© Riccardo De Luca/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   10/10/2026 

A Itália realizará as próximas eleições legislativas, em 2027, já sob a nova lei eleitoral arquitetada pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que é acusada pela oposição de a ter feito à sua medida, para se perpetuar no poder.

Aprovada em definitivo na quinta-feira pela Câmara dos Deputados, onde a coligação de direita e extrema-direita liderada por Meloni goza de confortável maioria, a lei apresenta como grande novidade a introdução de um bónus de assentos parlamentares para a coligação, de direita ou de esquerda, que atinja o limiar de 42% dos votos em ambas as câmaras (Câmara dos Deputados e Senado).

De acordo com as novas regras, uma coligação, de direita ou de esquerda, que atinja esse "número mágico" de 42% dos escrutínios terá direito a 70 deputados e 35 senadores suplementares. Se nenhuma coligação atingir essa fasquia, ou se as votações para a câmara baixa do parlamento e para o Senado (câmara alta) produzirem resultados diferentes, será utilizado um sistema puramente proporcional.

A nova lei foi promulgada na sexta-feira pelo Presidente italiano, Sergio Mattarella.

De acordo com os partidos do Governo – Irmãos de Itália, de Giorgia Meloni (partido conservador nacionalista), Força Itália, de Antonio Tajani (direita), e Liga, de Matteo Salvini (extrema-direita) –, a nova lei visa garantir maiorias operacionais no parlamento, de forma a que os executivos sejam mais fortes e estáveis, num país onde, por regra, os governos não chegam ao fim da legislatura, tendo uma esperança de vida média de pouco mais de um ano.

Dado o objetivo declarado pela direita ser o de conferir maior estabilidade ao sistema político do país, promovendo a formação de maiorias sólidas, a nova lei, seguindo a tradição italiana de designar este tipo de legislação em latim, foi batizada pela direita com a designação de "Stabilicum".

No entanto, à esquerda, a nova legislação é designada de "Melonellum", com os partidos da oposição a acusarem Meloni de, em vésperas de eleições legislativas – que decorrerão em 2027 em data ainda por definir – ter feito uma lei eleitoral "à medida", com um prémio de maioria "anormal" para quem atingir uma percentagem de votos que é precisamente aquela que atualmente as sondagens atribuem à direita.

"Estão a costurar um fato à vossa medida para se perpetuarem no poder. Só falta indicar que o prémio de maioria vai para uma primeira-ministra de olhos claros", ironizou um dos principais rostos da oposição, o líder do Movimento 5 Estrelas (populista de esquerda) e antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte, ao intervir no plenário durante as declarações de voto final sobre a lei eleitoral.

Para mais, as eleições do próximo ano terão uma dupla importância, pois determinarão se Meloni continuará como chefe de Governo, mas também determinarão a maioria que elegerá, em 2029, o sucessor de Sergio Matarella como Presidente da República, dado em Itália o chefe de Estado ser designado pelo Senado e Câmara dos Deputados, e não eleito diretamente pelo povo.

Embora os partidos da esquerda ainda tenham esperança de que o Tribunal Constitucional venha a chumbar aquela que designam também como a "Lei da Fraude", a verdade é que Meloni, além de ter conseguido levar avante uma reforma que suscitava reservas mesmo entre os seus parceiros de coligação – o que a levou a ameaçar com eleições antecipadas em caso de "deserções" na votação da passada quinta-feira –, força também o chamado "campo largo", mas tradicionalmente desalinhado, da esquerda a iniciar uma batalha que o pode dividir.

Entre as novidades impostas pela nova lei, destaca-se também a obrigação de cada coligação indicar um nome como candidato a primeiro-ministro, o que torna praticamente inevitáveis umas eleições primárias à esquerda, que deverão opor Elly Schlein, secretária-geral do Partido Democrático (PD, socialista, centro-esquerda) a Giuseppe Conte.

Contudo, vários analistas apontam que Meloni pode vir a sentir um "efeito boomerang" com a nova lei eleitoral na qual tanto investiu, já que as recentes sondagens apontam para a possibilidade de a coligação de esquerda também atingir o limiar dos 42% dos votos, um cenário ainda mais realista caso a coligação de direita concorra sem o novo fenómeno da extrema-direita italiana, Roberto Vannaci, líder do recém-criado partido Futuro Nacional (FN).

Embora Meloni tenha excluído até agora qualquer aliança com Vannacci, um antigo general que ganhou notoriedade graças a um best-seller "anti-woke" e que se destaca pelo seu discurso contra os migrantes e a comunidade LGBTQ+ e pela sua admiração pelo Presidente russo, Vladimir Putin, a verdade é que o FN surge atualmente nas sondagens à frente dos outros dois partidos da coligação governamental, Liga e Força Itália, pelo que a líder dos Irmãos de Itália poderá mesmo precisar do seu apoio.

O mandato de Giorgia Meloni – que se tornou, em setembro, a líder do Governo com maior longevidade em 80 anos de história de Itália – termina em outubro de 2027, mas as próximas eleições poderão vir a realizar-se já em abril ou maio, devendo ser conhecido no início do ano o calendário exato.


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O presidente dos Estados Unidos questionou a transmissão em direto da execução de Nidal Hasan, autor de um ataque mortal contra militares americanos, em declarações feitas após o anúncio do ministro da Defesa, Pete Hegseth.

Opresidente dos Estados Unidos semeou dúvidas esta sexta-feira sobre a transmissão em direto da execução do autor de um ataque mortal contra militares americanos, um anúncio feito pelo seu ministro da Defesa, Pete Hegseth, que gerou indignação. 

Nidal Hasan, de 56 anos, deverá ser fuzilado a 03 de dezembro na base de Fort Hood, no Texas (sul), onde matou 13 pessoas, incluindo 12 militares, e feriu mais de 30 outras, a 05 de novembro de 2009, num ataque inspirado pela organização terrorista Al-Qaeda...

Longevidade. 3 bebidas comuns que podem ajudar a viver anos e anos... Dan Buettner, especialista em Blue Zones, revelou quais as três bebidas comuns que podem ajudar a viver mais anos. A água, o café e o vinho tinto são apontados como opções que beneficiam a saúde.

© Shutterstock Por  noticiasaominuto.com  10/10/2026 

Se quer viver mais anos e anos, lada como seguir os conselhos de quem sabe. Dan Buettner é especialista das chamadas Blue Zones, áreas onde vivem pessoas com uma esperança de vida maior, e num recente vídeo revelou quais a bebidas que deve consumir se tem o objetivo de aumentar a longevidade. São mais comuns do que pensa.

Num vídeo partilhado nas redes sociais, e aqui citado pela Fox News, Dan Buettner deu a conhecer o que deve ingerir mais vezes para conseguir melhorar o seu organismo. Claro que não é remédio santo, mas que são opções comuns que se encontram com facilidade no dia a dia das pessoas que vivem nas Blue Zones.

O que beber para viver mais anos?

Uma das principais bebidas que aponta é água. "A melhor coisa que pode beber para viver até os 100 anos é, sem dúvida, água. As pessoas nas Blue Zones bebem entre seis a sete copos de água por dia. A água ajuda a baixar a pressão arterial, a manter o sangue fluido e a manter o corpo hidratado."

Por outro lado, o café também é fundamental. Mas café em si e não opções com leite, açúcar ou natas. "Beba puro, uma ou duas chávenas por dia e pare a partir do meio-dia.  Isto vai ajudá-lo a vicer mais. O café contém antioxidantes e polifenóis, compostos vegetais que têm sido estudados pelos seus potenciais efeitos anti-inflamatórios. O consumo regular de café também tem sido associado a menores riscos de diabetes tipo 2 e doenças neurológicas.”

Por fim, refere que o vinho tinto é outra das sugestões. Assume que pode ser algo controverso, mas que a bebida traz os seus benefícios. “Estou bem ciente de toda a publicidade negativa que o vinho tem recebido ultimamente, mas é consumido nas Blue Zones e parece prolongar a vida."

Cinco hábitos alimentares adotados pelas pessoas que chegam aos 100 anos

Okinawa (Japão), Sardenha (Itália), Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, Estados Unidos). Estas são as chamadas 'Blue Zones' ('Zonas Azuis', em português), regiões do mundo onde as pessoas vivem até aos 100 anos, com menor incidência de doenças crónicas.

Com isso em mente, espreite abaixo cinco dicas que irão ajudá-lo a adotar a 'Blue Zone Diet', de acordo com um artigo do portal Lusíadas, em colaboração com a nutricionista Ana Rita Silva:

1- "Introduza gradualmente mais frutas e legumes na sua dieta e reduza a quantidade de carne ingerida, até duas por semana."

2-  "Substitua os alimentos processados por opções mais naturais, como cereais integrais e leguminosas."

3- "Preparar as suas refeições permite controlar os ingredientes que utiliza e garantir uma alimentação mais saudável."

4- "Se optar por beber, faça-o com moderação e prefira o vinho tinto."

5- "Beba água regularmente e evite bebidas açucaradas e refrigerantes."


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Michael Hall é médico especialista em longevidade e acabou de lançar um livro com alguns ensinamentos que o vão permitir viver mais anos de forma saudável. Numa entrevista deixou alguns dos pontos essenciais. Conheça regras de ouro como apostar no exercício físico e dormir várias horas.

Viver mais e de forma saudável é o objetivo de muitos. A longevidade pode parecer algo complicado de atingir, mas existem dicas que estão na base de um envelhecimento saudável. Michael Hall é médico especialista em longevidade e lançou um livro com alguns ensinamentos. Numa entrevista deixou algumas regras de ouro que deve seguir para atingir esse objetivo.

À Fox News, Michael Hall deu a conhecer alguns hábitos diários que ajudam a envelhecer com saúde e que podem ser a chave de uma vida saudável, tudo isto sem suplementos dispendiosos ou outro tipo de tratamentos. "Infinite Youth" é a sua mais recente obra...