sábado, 20 de junho de 2026

GUINÉ-BISSAU: Chefes militares da CEDEAO visitam Guiné-Bissau para processo de transição... Uma delegação de chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau para se inteirar do processo de transição em curso no país, noticiaram hoje as autoridades militares guineenses.

Por  LUSA  20/06/2026 

Em publicações feitas na página oficial, as Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP) da Guiné-Bissau, indicaram que a delegação chegou a Bissau ao início da noite de sexta-feira e ficará durante cinco dias para contactos com entidades locais.

Os militares tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 na Guiné-Bissau, anunciaram um período de transição de 12 meses e convocaram eleições gerais, presidenciais e legislativas, para 06 de dezembro.

Com a alteração da ordem constitucional, a Guiné-Bissau foi suspensa de todas as organizações internacionais de que é membro, nomeadamente da CEDEAO, que tem enviado missões de bons ofícios ao país para mediar a crise política.

A visita de cinco dias da delegação dos Chefes do Estado-maior General das Forças Armadas da CEDEAO "enquadra-se no propósito de acompanhar o período transitório no país", segundo informam as FARP da Guiné-Bissau.

De acordo ainda com a fonte, "durante este tempo, a missão chefiada pelo Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas da Serra Leoa (Amara Idara Bangura) irá manter sessões de trabalho com as entidades militares e paramilitares guineenses".

A delegação é ainda integrada pelos chefes militares de Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal.

A imprensa local relatou que a missão, além de reuniões com o Alto Comando Militar, autor do golpe, terá encontros com as representações diplomáticas de países da CEDEAO em Bissau.

Esta mesma missão de chefes militares da CEDEAO devia ter visitado Bissau um mês depois do golpe de Estado, mas na altura foi cancelada, sem que tenham sido apresentados os motivos.

Nessa ocasião, o chefe da diplomacia senegalesa, Cheikh Niang, e mais tarde o ministro da Defesa do mesmo país, general Birame Diop, acabaram por visitar Bissau na tentativa de facilitar o cumprimento das diretrizes emitidas pelos chefes do Estado da CEDEAO na sequência do golpe.

Entre essas diretrizes está a formação de um governo civil e o retorno dos militares às casernas, bem como a libertação de opositores políticos detidos, entre os quais Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito do parlamento guineense, dissolvido em 2023.

Simões Pereira foi detido no dia do golpe militar de novembro de 2025 e passou mais de 60 dias na prisão da Segunda Esquadra de onde saiu em janeiro passado para prisão domiciliária.

A oposição e os advogados de Simões Pereira têm apelado para a libertação com o argumento de que a prisão domiciliária é ilegal.

O político está a ser investigado pelo Tribunal Militar por suspeita de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido em outubro de 2025, acusação negada pelos seus advogados.

Esta alegada tentativa de golpe terá ocorrido um mês antes das eleições gerais que se realizaram a 23 de novembro de 2025 e que foram interrompidas pelo golpe militar consumado três dias depois sem que tenham sido divulgados os resultados oficiais.

O candidato da oposição, Fernando Dias, reclamava vitória sobre o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló, deposto no golpe militar, que a oposição classifica como encenação para alegadamente contornar a derrota eleitoral.

O líder do histórico PAIGC, Simões Pereira, e o partido foram, pela primeira vez, afastados das eleições por decisão judicial e apoiaram Fernando Dias, que esteve refugiado durante cerca de dois meses na embaixada da Nigéria, em Bissau, e atualmente na residência pessoal.

A CEDEAO tem acompanhado a situação na Guiné-Bissau que deverá ser um dos temas na próxima cimeira de chefes de Estado marcada para o próximo mês, em Freetown, capital da Serra Leoa.

Depois da saída de Níger, Burquina Faso e Mali, a organização dos Estados da África Ocidental integra atualmente 11 países: Benim, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.


Irão volta a encerrar Ormuz após ataques de Israel contra o Líbano... O Irão anunciou, este sábado, ter voltado a encerrar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, como consequência da "violação da promessa por parte do inimigo".

© Shady Alassar/Anadolu via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto com Lusa  20/06/2026 

O comando militar central iraniano anunciou, este sábado, ter encerrado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, devido aos ataques de Israel ao sul do Líbano, que classificou como uma  "violação da promessa por parte do inimigo".

"Fica por este meio anunciado que o Estreito de Ormuz será encerrado ao tráfego marítimo; salienta-se que esta primeira medida constitui uma resposta à violação da promessa por parte do inimigo e que, caso a agressão continue, serão planeadas e tomadas medidas adicionais para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações", adiantou o Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal e citado pela Al Jazeera.

O regime iraniano tinha encerrado esta passagem estratégica entre o oceano Índico e o golfo Pérsico, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro.

A reabertura do estreito estava prevista no memorando de entendimento assinado na quarta-feira pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, com vista ao início de negociações para pôr um fim ao conflito no Médio Oriente.

Na quinta-feira, 25 navios atravessaram o estreito de Ormuz, um volume cinco vezes superior à média dos primeiros dez dias de junho e sem precedentes desde meados de abril.

De notar que ataques israelitas mataram mais de 50 pessoas em 24 horas, apesar do anúncio, na véspera, de um cessar-fogo entre Israel e o grupo pró-iraniano Hezbollah, segundo noticiou a agência oficial libanesa ANI.

Sublinhe-se ainda que o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que Israel cessaria os ataques no Líbano, porque "cumpre o que promete", na sexta-feira. Além disso, alegou que, se não fosse Washington, os israelitas teriam sido aniquilados.

"Respeitam-me muito e fazem o que eu lhes digo", disse Trump, referindo-se às autoridades israelitas, numa entrevista concedida ao portal de notícias Axios, quando questionado se poderia impedir Israel de atacar o país vizinho.

O memorando de entendimento estipulava "o termo imediato e permanente das operações militares em todas as frentes", incluindo o Líbano, onde Israel e o Hezbollah, aliado de Teerão, se confrontam há mais de três meses.

O texto previa também que a integridade territorial libanesa devia ser garantida, referindo-se à presença no sul do país de tropas de Israel, que tem expressado oposição ao acordo de paz com Teerão e à retirada militar do país vizinho.


Leia Também: MNE iraniano e vice-presidente dos EUA vão para a Suíça para conversações

O chefe da diplomacia do Irão viajou hoje para a Suíça, onde devem decorrer "conversações técnicas" com os Estados Unidos, anunciou hoje o governo iraniano.

CABO VERDE: Ex-governante cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva deixa política ativa... O ex-primeiro-ministro cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva anunciou hoje que vai deixar a política ativa, depois de o novo Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), liderado por Francisco Carvalho, ter sido empossado na sexta-feira.

© Lusa    20/06/2026 

"Agora é o momento de continuar a vida fora da política ativa", escreveu no Facebook, numa mensagem em que informou ter renunciado ao mandato de deputado.

Ulisses Correia e Silva já tinha anunciado igualmente a demissão da presidência do Movimento pela Democracia (MpD) após a derrota nas eleições legislativas de 17 de maio.

O PAICV assegurou uma maioria absoluta de 37 deputados entre os 72 lugares da Assembleia Nacional e o MpD regressou à oposição, com 33 eleitos, após dois mandatos (10 anos) na governação do arquipélago sob a liderança de Ulisses Correia e Silva.

O parlamento conta ainda com dois deputados da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).

O MpD escolheu, no início do mês, Eurico Monteiro como presidente interino e agendou para 06 de setembro a eleição de um novo líder.

Na Assembleia Nacional, onde a nova composição tomou assento na quinta-feira, a bancada do MpD será liderada pelo deputado Luís Carlos Silva e integra, na qualidade de vice-presidentes, os deputados Damião Medina, Sandra Galina, Lídia Lima e Liver Gomes.

‎CASTANHA ARMAZENADA JÁ ULTRAPASSA PREVISÃO DO GOVERNO PARA A CAMPANHA DE 2026

Por  Rádio Sol Mansi  ‎ 20-06-2026 

‎‎O secretário-geral da Confederação dos Atores da Fileira do Caju, Lassana Sambo, revelou que a quantidade de castanha de caju armazenada no país já ultrapassou a previsão estabelecida pelo Governo para a campanha de comercialização deste ano.

‎‎A informação foi divulgada aos jornalistas no final do encontro de avaliação de meio percurso da campanha de comercialização da castanha de caju, realizado em Bissau, com a participação de representantes de diferentes setores envolvidos no processo de comercialização e exportação do principal produto de exportação da Guiné-Bissau.

‎‎Representando o setor privado no encontro, Lassana Sambo explicou que, das 70 mil toneladas declaradas para exportação, cerca de 37 mil toneladas já foram exportadas. Relativamente ao escoamento da produção, indicou que mais de 200 mil toneladas de castanha já deram entrada em Bissau.

‎‎Segundo o responsável, os dados apresentados pelos delegados regionais apontam ainda para a existência de mais de 25 mil toneladas armazenadas nas diferentes regiões do país.

‎‎Para Lassana Sambo, estes números demonstram que, apesar da fraca produção registada durante a presente campanha, a capacidade produtiva da Guiné-Bissau continua a situar-se acima das 200 mil toneladas.

‎‎No que diz respeito ao mercado, o secretário-geral da Confederação dos Atores da Fileira do Caju afirmou que a procura já ultrapassa a oferta, uma situação que está a contribuir para a valorização do preço da castanha de caju no mercado nacional.

‎‎Por sua vez, o ministro do Comércio, Jaimentino Có, orientou os delegados regionais e as forças de defesa e segurança a reforçarem as ações de vigilância e controlo das viaturas que transportam castanha de caju em direção contrária a Bissau, com o objetivo de combater o contrabando e garantir o normal funcionamento da campanha de comercialização.

Migrações: ONU rejeita que UE transfira obrigações para países terceiros... As Nações Unidas lamentaram hoje profundamente a nova legislação da União Europeia (UE) sobre o "retorno" dos migrantes rejeitados, sublinhando que os países europeus não podem transferir as suas obrigações para países terceiros.

© Shutterstock      Por LUSA    20/06/2026 

"Os países da UE não podem simplesmente passar as suas obrigações em matéria de direitos humanos para países terceiros", afirmou o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, em comunicado.

O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira o regulamento sobre o retorno de requerentes de asilo rejeitados, uma reforma que inclui a possibilidade de os Estados-membros celebrarem acordos para estabelecer centros de detenção -- os chamados "centros de retorno" - fora das fronteiras da UE.

"A detenção e o regresso a países terceiros de pessoas vulneráveis, incluindo crianças, é um exercício particularmente delicado do poder estatal e acarreta elevados riscos de violações dos direitos humanos", acrescentou Türk.

O alto-comissário sublinhou que, dentro deste contexto, deve haver "uma atenção especial à proteção dos direitos humanos e da dignidade -- na prática e na lei".

Hoje, na União Europeia, apenas cerca de 20% das ordens de deportação de migrantes indocumentados é que resultam, na realidade, no seu retorno ao país de origem, uma estatística fortemente criticada por aqueles que defendem uma política de imigração mais rigorosa.

Sob pressão para endurecer as regulamentações, a Comissão Europeia apresentou, há um ano, uma proposta com o objetivo de aumentar o número de deportações, criticada por políticos de esquerda e por organizações não-governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos.

"A legislação internacional sobre os direitos humanos e dos refugiados é muito clara: ninguém deve ser devolvido a um local onde corra o risco de sofrer graves violações dos direitos humanos", enfatizou Turk.

"Este é o princípio fundamental da não-rejeição. Deve ser plenamente respeitado por todos os países e territórios, em todas as circunstâncias", acrescentou.

Segundo o responsável, "as ordens de deportação devem sempre ser baseadas em casos individuais e não devem entrar em vigor antes da conclusão dos procedimentos de recurso".

O alto-comissário destacou a necessidade de uma abordagem da questão "que tenha em conta a contribuição dos migrantes para as sociedades e economias europeias".

Irão acusa França de "hipocrisia" pelas críticas à repressão no país... O Irão acusou hoje a França de "hipocrisia e dupla moral" após o ministro dos Negócios Estrangeiros francês se ter referido ao povo iraniano como "o maior perdedor da guerra" e uma sociedade "enredada entre a repressão e os bombardeamentos".

© Lusa      20/06/2026 

"Parece que a hipocrisia e a dupla moral continuam a ser caraterísticas da cultura política francesa até aos dias de hoje", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, na rede social X, citando uma frase de Jean-Baptiste Poquelin (Molière), dramaturgo e poeta francês do século XVII, na obra "Tartufo": "A hipocrisia tornou-se moda". 

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, afirmou na sexta-feira que a população iraniana é "a maior perdedora da guerra", após o memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão, argumentando que se trata de um povo "encurralado entre a repressão estatal" e os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Em resposta, Bagaei criticou duramente o ministro francês pelo seu silêncio durante a guerra iniciada em 28 de fevereiro por Israel e os EUA contra o Irão.

"Manteve-se em silêncio enquanto cidades iranianas eram brutalmente bombardeadas e cidadãos inocentes eram massacrados em Minab, Teerão, Lamard, Isfahan e noutros locais, tornando-se, na prática, cúmplice dos agressores", afirmou.

Bagaei sustentou que as atuais críticas de Paris decorrem de interesses políticos franceses e acusou o ministro francês de despertar seletivamente a sua consciência para "dar lições aos iranianos sobre direitos humanos".

As declarações de Barrot surgiram após a relatora da ONU para o Irão, Mai Sato, juntamente com outros peritos daquela organização, terem solicitado que o memorando de entendimento anunciado entre os Estados Unidos e o Irão abordasse a situação dos direitos humanos no país, onde continua a repressão contra civis.

Os especialistas lamentaram que o memorando se concentre quase exclusivamente na retirada militar, na reabertura do Estreito de Ormuz, nos compromissos nucleares e noutras questões estratégicas, enquanto o povo iraniano, "que sofreu enormemente tanto com a agressão militar externa como com a repressão interna, pouco é mencionado neste acordo".

Denunciaram ainda que "desde o início do conflito, no final de fevereiro, as autoridades iranianas têm agido com dureza contra a dissidência", com milhares de detidos e pelo menos 42 executados sob acusações relacionadas com espionagem e segurança nacional.

O Irão foi palco de protestos antigovernamentais maciços em janeiro passado, que foram brutalmente reprimidos, fazendo mais de 3.100 mortos, segundo a versão oficial. No entanto, as organizações não-governamentais (ONG) da oposição, como a HRANA, sediada nos EUA, elevam o número de mortos para mais de 7.000.

As autoridades iranianas, que classificaram as manifestações como "tumultos" e "atos terroristas" orquestrados por Israel e pelos EUA, executaram até ao momento pelo menos 20 manifestantes.


ONU: Há quase 118 milhões de pessoas refugiadas no mundo... Quase 118 milhões de pessoas estão refugiadas ou deslocadas à força em todo o mundo, segundo a ONU, que assinala hoje o Dia Mundial dos Refugiados com a promessa de o diminuir para metade até 2035.

© Eyad Baba / AFP via Getty Images     Por  LUSA  20/06/2026 

Apesar de o total de pessoas que fugiram das suas casas ou países ter diminuído em 2025 -- pela primeira vez numa década -, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) considera que os valores "continuam em níveis dramaticamente altos".

Além disso, a redução do número, de 123 milhões em 2024 para 118 milhões no ano passado, deveu-se sobretudo "a retornos forçados", seja por deportações, seja por que as pessoas "não tiveram oportunidades de integração e inclusão nos países de acolhimento", referiu a agência da ONU.

De acordo com o 'Relatório de Tendências Globais de 2026', publicado esta semana pelo ACNUR, muitas pessoas retornam aos seus países de origem em contextos instáveis e coagidos, como nos casos do Afeganistão, Sudão e Síria.

O retorno aos países de origem aumentou 49%, em comparação com 2024, o que marca o segundo maior pico dos últimos 60 anos.

Em 2025, quase 15 milhões de pessoas regressaram aos seus países de origem, inclusive 4,4 milhões de refugiados e 10,3 milhões de deslocados internos.

Ainda assim, no ano passado, 5,4 milhões de pessoas -- 70% das quais provindas Afeganistão, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Ucrânia e Venezuela - foram obrigadas a fugir de guerras, violências e perseguições, e procurar proteção em outros países.

Embora o Sudão continue a ser o país com a crise de refugiados mais grave do mundo, com 9,1 milhões de pessoas obrigadas a fugir das suas casas, o Médio Oriente tornou-se outra área de grande preocupação, com cerca de um milhão de refugiados do Líbano e 3,2 milhões de deslocados no Irão.

Face ao cenário e no ano em que se comemora o 75º aniversário da Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados, o alto-comissário da agência da ONU que se dedica ao tema anunciou querer reduzir o número para metade na próxima década.

Barham Salih, que foi, ele próprio, um refugiado durante a sua juventude, antes de se tornar Presidente do Iraque, lembrou a necessidade de reconhecer e integrar os milhões de pessoas desenraizadas dos seus países pela guerra, violência ou perseguição, lembrando que ajudam a fortalecer as sociedades que os acolhem.

"Fugir de casa em busca de segurança é uma das escolhas mais difíceis que alguém pode fazer", avançou.

"Embora uma pessoa possa, durante algum tempo, ser definida como refugiada, tornar-se refugiada não deve definir a vida de uma pessoa", defendeu o alto-comissário.

O Dia Mundial dos Refugiados é celebrado anualmente a 20 de junho, com o objetivo de realçar a coragem, os direitos, as necessidades e a resiliência dos refugiados.

A efeméride procura mobilizar a vontade política e os recursos para que os refugiados possam não só sobreviver, mas também prosperar, mas também pretende lembrar todos os que tiveram de escapar a guerras, perseguições ou cenários de terror, por razões como raça, religião, nacionalidade, pertença a um grupo social particular ou opinião política.

Este ano, o dia é subordinado ao tema "Até que todos estejam em segurança", com a ONU a apelar aos governos para que garantam sistemas de proteção internacional justos e acessíveis.

O Dia Mundial dos Refugiados foi proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas a 04 de dezembro de 2000.

Delegação militar da CEDEAO chega a Bissau para acompanhar transição... Uma delegação dos Chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas da CEDEAO chegou a Bissau no início da noite desta sexta-feira, 19 de junho, num voo da ASKY Airlines. A missão, que se prolonga por cinco dias, tem como objetivo acompanhar o período de transição em curso no país.