terça-feira, 17 de março de 2026

Teerão seleciona navios aliados que podem atravessar Estreito de Ormuz... O Irão está a selecionar navios de "países aliados" autorizados a atravessar o Estreito de Ormuz, sob bloqueio imposto pela República Islâmica em retaliação à ofensiva israelita e norte-americana iniciada em fevereiro, mostraram hoje dados de rastreio.

Por LUSA 

Pelo menos cinco navios saíram da via navegável estratégica, por onde normalmente passam quase 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, transitando por águas iranianas nos dias 15 e 16 de março, informou a empresa de informações marítimas Windward, num relatório de análise hoje divulgado.

"Esta nova rota ilustra como o bloqueio seletivo do Irão se alterou para permitir o trânsito dos seus aliados e apoiantes", afirmou a empresa.

Nos últimos dois dias, pelo menos quatro navios saíram do Estreito de Ormuz através do canal Larak-Qeshm, junto à costa iraniana, segundo um comunicado publicado por Natasha Kaneva, analista de matérias-primas do banco JPMorgan Chase.

"Esta não é uma rota padrão para navios. Pode refletir um procedimento para confirmar a propriedade do navio e a natureza da carga, permitindo a passagem de embarcações não ligadas aos Estados Unidos ou aos seus aliados", declarou.

Entre os navios, estava um petroleiro com pavilhão paquistanês que transitou pelo estreito com o seu sistema de identificação automática (AID) ativado, segundo uma publicação do 'site' especializado MarineTraffic, ao passo que a maioria dos navios o mantém desligado para evitar serem alvos de fiscalização.

A maior parte do crude que atravessou o estreito tinha como destino a Ásia, principalmente a China, acrescentou Kaneva.

Um navio pertencente a interesses turcos também conseguiu passar o estreito com a permissão do Irão, afirmou hoje o ministro dos Transportes turco, Abdulkadir Uraloglu.

Embora os responsáveis de Teerão tenham emitido declarações contraditórias umas atrás das outras, em meados de março o chefe da diplomacia iraniana garantiu que o seu país estava disposto a autorizar a passagem de navios de determinados países pelo Estreito de Ormuz.

Teerão tem como objetivo tornar o estreito intransponível e perturbar a economia mundial, para pressionar Washington.

"A situação no Estreito de Ormuz não voltará ao estado anterior à guerra", advertiu hoje o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, na rede social X, sem fornecer mais pormenores.

O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou hoje como um "erro realmente estúpido" a recusa de muitos Estados-membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) em ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos - entre os quais o aiatola Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei - e mais de 10.000 civis feridos.

A organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) indicou, a 11 de março, que morreram mais de 1.825 pessoas, quase 1.300 das quais civis, incluindo pelo menos 200 crianças.


Leia TambémIrão: Guarda Revolucionária confirma morte de líder da milícia Basij

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada hoje pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu 'site' oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente "foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista".

Ucrânia enviou "201 especialistas" para intercetar drones iranianos... A Ucrânia enviou 201 especialistas em defesa aérea para o Médio Oriente para ajudar os seus aliados na região a intercetar os drones iranianos, revelou hoje em Londres o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Por LUSA 

"Há 201 ucranianos no Médio Oriente e no Golfo, e outros 34 estão prontos para serem destacados, especialistas militares, capazes de prestar assistência e permitir a defesa contra os drones Shahed" iranianos, declarou o chefe de Estado ucraniano, durante um discurso no parlamento britânico.

Zelensky afirmou que os peritos ucranianos estão nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, na Arábia Saudita e a caminho do Kuwait. 

"Estamos a trabalhar com vários outros países. Já existem acordos em vigor", acrescentou, explicando que o envio foi feito "a pedido dos nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos". 

Zelensky disse estar aberto à cooperação no domínio dos drones e a parcerias no setor da defesa com outros países porque os drones intercetores desenvolvidos pela Ucrânia são mais baratos do que os mísseis usados pelos Estados Unidos, Reino Unido e países árabes, que podem custar até vários milhões de dólares. 

"A nossa abordagem é muito mais económica", vincou. 

Desde o início do conflito no Irão, desencadeado por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e Israel, as forças de Teerão têm respondido com o lançamento de mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas energéticas, tecnológicas e financeiras.

Kiev tem experiência no abate de drones com tecnologia iraniana, como os Shahed, usados na Ucrânia pela Rússia, um aliado próximo de Teerão.

Durante o mesmo discurso, ao qual assistiu o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, o Presidente ucraniano agradeceu ao Reino Unido por não ter levantado as sanções ao petróleo russo, como fizeram os Estados Unidos.

"Um forte apoio à Ucrânia, sanções severas contra a Rússia e projetos conjuntos de defesa robustos são a única base para uma diplomacia eficaz que permita pôr fim a esta guerra", defendeu.

O discurso de Zelensky numa sala do parlamento britânico ocorreu após uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e antes de um encontro com o Rei Carlos III. 

Quem era Ali Larijani?... Filho de um ayatollah, Ali Larijani, o líder iraniano que terá sido morto por Israel, era um foi conselheiro do líder supremo Ali Khamenei

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



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As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

Guerra na Ucrânia: Moscovo reconhece que toda a Rússia pode ser alvo de drones ucranianos... O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, reconheceu hoje que nenhuma parte da Rússia está livre de ser alvo dos drones ucranianos, dado o desenvolvimento dos equipamentos e os métodos de Kiev.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  17/03/2026 

Shoigu deu como exemplo a região dos Urais, que "até há pouco tempo" era um dos locais fora do alcance dos ataques aéreos da Ucrânia.

 A região encontra-se agora "na zona de ameaça imediata", afirmou Shoigu numa reunião do Conselho de Segurança em Ecaterimburgo, a principal cidade dos Urais e uma das maiores da Rússia, citado pela agência de notícias russa Interfax.

Com cerca de 1,4 milhões de habitantes, Ecaterimburgo situa-se a quase 1.700 quilómetros a leste da capital russa, Moscovo, e é o principal centro industrial do distrito federal dos Urais.

A Ucrânia tem efetuado ataques a grande distância da fronteira com a Rússia em operações que implicam o transporte de armamento desmontado para ser ativado em zonas mais próximas dos alvos.

Shoigu advertiu que os ataques nos Urais, uma região que aglutina seis entidades subnacionais, podem causar "importantes danos económicos".

Podem também perturbar o funcionamento de grandes áreas metropolitanas e interromper cadeias de abastecimento, incluindo as que considerou fundamentais para a continuação da guerra na Ucrânia, que a Rússia invadiu em fevereiro de 2022.

"Este é o potencial industrial e de defesa da região, que é um dos principais centros industriais do nosso país", disse o ex-ministro da Defesa.

Shoigu referiu que se concentram na região empresas estratégicas da indústria de defesa, instalações energéticas e químicas, e as principais jazidas de petróleo e gás.

"Tudo o que constitui a base da segurança económica e a capacidade de defesa do Estado", afirmou.

O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que foram intercetados cerca de 200 drones ucranianos nas últimas 24 horas, grande parte dos quais sobre a região de Moscovo.

Após mais de quatro anos de guerra a defender-se da Rússia, a Ucrânia desenvolveu capacidades de produção e de defesa de aeronaves não tripuladas, um tipo de armamento que tem ganhado relevância em conflitos recentes.

A experiência particular com drones iranianos levou ao envio recente de técnicos ucranianos para países do Golfo Pérsico para ajudar a fazer frente aos ataques do Irão de retaliação pela ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.


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O presidente do parlamento iraniano afirmou hoje que a navegação no estreito de Ormuz "não voltará a ser como antes" e defendeu que o encerramento da passagem se deve às necessidades defensivas do Irão.


Guerra vai empurrar mais 45 milhões de pessoas para a fome aguda no mundo... A ONU alertou hoje que 45 milhões de pessoas adicionais, sobretudo da Ásia e África, serão afetadas pela insegurança alimentar aguda como consequência da guerra contra o Irão e respetivo impacto no Médio Oriente, marcando um novo recorde.

© Lusa  17/03/2026 

Numa análise do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, este número será alcançado caso as hostilidades não cessem antes de meados do ano e o preço do petróleo se mantenha acima dos 100 dólares por barril. 

"A paralisação virtual do transporte marítimo no estreito de Ormuz e os crescentes riscos para a navegação no mar Vermelho já estão a elevar os preços da energia, do combustível e dos fertilizantes, agravando a fome para além do Médio Oriente", advertiu o PAM.

Atualmente, 318 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com a insegurança alimentar.

O organismo sublinha que o mundo corre o risco de enfrentar uma crise de segurança alimentar semelhante à de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, quando o número de pessoas afetadas atingiu o máximo histórico de 349 milhões.

Embora o atual conflito se localize num centro energético e não numa região agrícola, o organismo alerta que o impacto potencial é semelhante, devido à correlação entre os mercados da energia e dos alimentos.

"Sem uma resposta humanitária com financiamento suficiente, isto poderá significar uma catástrofe para milhões de pessoas que já vivem no limite", alertou o diretor executivo adjunto do PAM, Carl Skau.

O documento revela que as regiões mais vulneráveis são a África subsaariana e a Ásia, devido à elevada dependência das importações de alimentos e combustível.

Concretamente, o PAM prevê um aumento da insegurança alimentar de 24% na Ásia, 21% na África Ocidental e Central e 17% na África Oriental e Austral.

Os Estados Unidos e Israel lançaram no dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


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A ONU denunciou hoje que mais de 36.000 palestinianos foram obrigados a deslocar-se em apenas um ano devido ao aumento da violência exercida pelas forças de segurança e pelos colonos israelitas na Cisjordânia.


Malam Sissé é o novo Diretor-Geral das Contribuições e Impostos, em substituição de Uffé Vieira. A decisão consta do comunicado do Conselho de Ministros desta terça-feira, 17 de março de 2026.

Médio Oriente: Eis o essencial até agora do 18.º dia de guerra... Israel anunciou hoje ter matado um dos principais dirigentes iranianos, marcando o 18.º dia da guerra no Médio Oriente, que também já registou novos bombardeamentos em Teerão e Beirute e nos ataques a petroleiros.

Por LUSA 

Estes são os acontecimentos essenciais que marcam o início do dia na guerra iniciada a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

Israel diz ter eliminado Larijani e líder da Basij

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou a  "eliminação" do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e uma das figuras políticas mais influentes do país, Ali Larijani, um e do comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, após ataques aéreos realizados durante a noite pelas forças armadas israelitas.

"Foram alcançados resultados preventivos significativos durante a madrugada, que podem influenciar o resultado das operações e os objetivos do exército israelita", disse o exército israelita, em comunicado.

China envia ajuda humanitária

A China anunciou que vai enviar ajuda humanitária a quatro países do Médio Oriente: Irão, Líbano, Jordânia e Iraque.

"A guerra causou uma grave catástrofe humanitária para o povo do Irão e de outros países da região. A China expressa a sua solidariedade e compaixão aos povos dos países afetados", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

Fortes explosões em Teerão

Fortes explosões atingiram a capital iraniana, segundo avançou um jornalista da agência de notícias francesa AFP, após uma noite marcada por fortes explosões.

As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais afetados ainda não foram identificados.

Dez "espiões estrangeiros" iranianos detidos

"Dez mercenários, traidores, foram identificados e presos", informou o departamento de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na província de Khorasan Razavi (noroeste), segundo a agência de notícias ISNA, que não especificou as suas nacionalidades.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro estavam a recolher informações "sobre locais sensíveis e infraestruturas económicas", enquanto os outros estavam ligados a um "grupo terrorista monárquico".

Novo ataque a instalações petrolíferas

A zona industrial petrolífera de Fujaira, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, foi alvo de mais um ataque com um drone, que provocou um incêndio, mas não fez feridos, segundo as autoridades locais.

As instalações, localizadas no Golfo de Omã, perto do Estreito de Ormuz, já tinham sido atingidas na segunda-feira por um drone, o que levou a companhia petrolífera nacional Adnoc a suspender os seus envios de crude.

Preço do petróleo volta a subir

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte estava a subir 4,58% às 06:30, atingindo os 104,80 dólares por barril. Na segunda-feira, tinha caído 2,84%.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 5,14% para 98,31 dólares, depois de ter caído 5,28% na segunda-feira.

Já os mercados bolsistas europeus abriram sem grandes variações: Paris -0,20%, Frankfurt -0,27%, Londres +0,05%, seguindo resultados mistos de fecho em Tóquio, Seul, Sydney e Hong Kong.

Emirados Árabes Unidos e Qatar atacados

Um cidadão paquistanês foi morto por destroços de um míssil balístico intercetado em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.

No emirado vizinho do Dubai, um jornalista da AFP ouviu três explosões depois de um alerta enviado por telemóvel ter avisado os residentes sobre um possível ataque com míssil.

No Qatar, as autoridades disseram ter intercetado um ataque com míssil.

Petroleiro atingido no Golfo de Omã

Um petroleiro foi atingido por um "projétil desconhecido" quando estava ancorado no Golfo de Omã, perto da entrada do Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima britânica UKMTO.

A embarcação sofreu apenas "danos ligeiros" e não houve vítimas, acrescentou a agência.

Israel bombardeia Teerão e Beirute

O exército israelita anunciou ter lançado "uma onda de ataques em grande escala contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão", acrescentando que também "lançou uma nova vaga de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute".

De acordo com a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), aviões israelitas bombardearam os bairros de Kafaat e Haret Hreik, nos subúrbios do sul da capital, e um ataque aéreo atingiu um apartamento nos andares superiores de um prédio residencial em Doha Aramoun, na mesma região.

Ataques no Iraque

Pelo menos quatro pessoas morreram em Bagdade, num ataque aéreo contra uma casa que albergava conselheiros iranianos, segundo fontes de segurança e de uma fação pró-Irão.

A embaixada dos EUA na capital iraquiana foi atacada por duas vezes num intervalo de poucas horas, hoje e na segunda-feira, enquanto um ataque com drones teve como alvo um dos principais campos petrolíferos do sul do Iraque.

Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano... O Governo israelita anunciou hoje a morte de Ali Larijani, um dos principais dirigentes iranianos, e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, na sequência de ataques aéreos, durante a noite, no Irão

@Fox News  Por LUSA 

"O chefe do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Soleimani, chefe da Basij, principal aparelho repressivo do Irão, foram eliminados ontem [segunda-feira] à noite ", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem vídeo.

O exército israelita tinha já anunciado a morte, num ataque na segunda-feira, do chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana.

Katz declarou aina que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".

A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


Leia Também: Escoltas a navios no estreito de Ormuz não garantem segurança

A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.


O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi, presidiu nesta terça-feira (17.03) à cerimónia de abertura do ano de preparação combativa, no âmbito do cumprimento do plano de capacitação e aperfeiçoamento dos militares.


Defesa e Segurança: CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação, que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional.

O CEMFA pediu aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação, disciplina, honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino.

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. 

Ramo de poilão cai sobre toca-toca em Bandim (Forçado), sem vítimas mortais

O incidente ocorreu hoje, terça-feira, 17 de março, na zona de Forçado, no bairro de Bandim, e não provocou vítimas mortais.

O condutor encontrava-se no interior do veículo no momento da queda, mas conseguiu sair ileso. Alguns moradores das casas vizinhas sofreram ferimentos.

Os bombeiros foram chamados ao local e prestaram assistência, transportando os feridos para o hospital.

Ataques entre Rússia e Ucrânia danificam infraestruturas e fazem vítimas... Os ataques com drones entre a Rússia e a Ucrânia durante a noite causaram várias vítimas nas regiões russas junto à fronteira e danos nas infraestruturas energéticas, industriais e portuárias na região ucraniana de Odessa.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   17/03/2026 

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, não especificou qual o porto ucraniano atingido, mas afirmou que o ataque russo afetou a parte sul da região, que faz fronteira com o Mar Negro e o rio Danúbio e se situa no sul da Ucrânia, adiantando que não há registo de mortos ou feridos. 

Os danos causados pelo bombardeamento nas infraestruturas energéticas levaram a cortes de energia em algumas cidades da região de Odessa, acrescentou Kiper.

Já o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, reportou oito feridos e danos graves num terminal logístico pertencente à empresa postal privada Nova Poshta, nesta região sudeste da Ucrânia.

Segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou um total de 178 drones em território ucraniano, tendo sido neutralizados pelas defesas aéreas154.

Outros 22 drones não foram intercetados e atingiram 12 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou. A Força Aérea reportou ainda a queda de fragmentos de drones abatidos em outros dois locais.

Durante a noite, as defesas aéreas russas abateram 206 drones ucranianos num ataque que fez pelo menos um morto e vários feridos em regiões russas na fronteira com a Ucrânia.

O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, informou que um drone atingiu um veículo, matando um homem.

Cinco pessoas ficaram feridas na cidade de Korosha, a cerca de 50 quilómetros a nordeste da capital regional e outras três em ataques na região de Bryansk.

No ataque em Bryansk, onde foram abatidos 62 drones, enquanto outros 43 drones foram destruídos na região de Moscovo, 40 dos quais se dirigiam para atacar a capital russa.

Outros 28 drones foram intercetados em Krasnodar e 18 na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. As regiões de Smolensk, Kaluga, Belgorod, Rostov, Leninegrado, Astrakhan e Adiguésia também foram atacadas.


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Cuba sofreu um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional. Horas depois, Donald Trump declarava que seria "uma honra tomar" a ilha.


Irão: 200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito... As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

© iStock  Por  LUSA  17/03/2026 

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.  

Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.  

Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.


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O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que "não é claro", vai ditar a duração do conflito, e admite "profunda preocupação" com as consequências.