terça-feira, 7 de abril de 2026

PAIGC EMPOSSA COMISSÃO ORGANIZADORA DO SEU 70.º ANIVERSÁRIO E ESTRUTURA INTEGRA 58 DIRIGENTES

Por Rádio Sol Mansi   07 04 2026

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) procedeu à tomada de posse da Comissão Nacional Organizadora (CNO) das comemorações do seu 70.º aniversário, numa sessão realizada por via virtual e presidida pelo Vice-Presidente do partido, Califa Seidi.

Segundo o gabinete de comunicação do partido, durante o ato, foram oficialmente empossados os membros responsáveis pela organização das atividades comemorativas, que terão lugar em todo o território nacional, bem como junto da diáspora

A comissão é presidida por António Patrocínio da Silva Barbosa, Secretário Nacional e membro do Comité Permanente, e integra um total de 58 dirigentes do partido.

O Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, atualmente em prisão preventiva, assume a função de Presidente de Honra da comissão, ao lado de destacadas figuras do partido, nomeadamente Manecas dos Santos, Teadora Inácia Gomes e Agnelo Augusto Regalla.

No âmbito da organização territorial das celebrações, os Vice-Presidentes do PAIGC, Califa Seidi, Geraldo Martins, Adja Aba Serra e Dan Ialá, foram designados como Supervisores Provinciais, com responsabilidades nas zonas Centro-Norte, Leste e Sul do país.

A Comissão agora empossada terá como missão coordenar e dinamizar as atividades alusivas ao 70.º aniversário do PAIGC, reforçando a mobilização dos militantes e simpatizantes, tanto no país como na diáspora.

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, preside, neste momento a reunião ordinária do Conselho de Ministros desta terça-feira, 07.04.2026

 

Complexo petroquímico na Árabia Saudita atacado durante a madrugada... Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi alvo de ataques durante a madrugada, segundo o relato de uma testemunha à Agência France Presse (AFP).

© Fayez Nureldine / AFP via Getty Images   Por  LUSA   07/04/2026 

"Um ataque provocou um incêndio nas instalações da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu para não identificada, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, uma empresa química saudita.

Quando contactada pela AFP, a empresa não quis prestar declarações.

Na zona de Jubail está localizada uma das maiores zonas industriais do mundo.

Até ao momento desconhecem-se detalhes sobre o ataque contra a Arábia Saudita.

Entretanto, várias explosões foram sentidas hoje na capital do Irão testemunhou um jornalista da Agência Francde Presse (AFP) no norte de Teerão. 

Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reclamaram o bombardeamento de um complexo petroquímico em Shiraz (sul do Irão) na segunda-feira, além do ataque ao complexo de Pars Sur (que alberga as maiores reservas de gás natural do mundo).


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Pelos menos 18 pessoas morreram hoje, incluindo duas crianças, num ataque aéreo inimigo sobre a província Alborz, perto da capital da República Islâmica, Teerão, informaram meios de Comunicação Social iranianos.

Três mortos em ataque de drone russo a autocarro ucraniano.... Três pessoas morreram na cidade de Nikopol, no centro-leste da Ucrânia, devido a um ataque russo com um drone contra um autocarro de transportes públicos, anunciou hoje o chefe da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.

© Press service of the State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS   Por  LUSA  07/04/2026 

Dezasseis outras pessoas ficaram feridas no ataque, três das quais em estado grave, estando oito hospitalizados com ferimentos que incluem estilhaços, lesões nos tecidos e fraturas.

"Este não foi um ataque acidental. É terrorismo deliberado contra civis. Contra pessoas que estavam simplesmente a tratar da sua vida", escreveu Ganzha nas redes sociais.

"O inimigo atacou um autocarro urbano no centro de Nikopol com um drone. O autocarro aproximava-se de uma paragem, havia pessoas dentro e na paragem", explicou.

O responsável regional já tinha avançado anteriormente que um rapaz de 11 anos tinha sido morto noutro ataque de um drone russo contra uma aldeia no distrito de Sinelnikove, na mesma província de Dnipropetrovsk.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou um total de 110 drones de longo alcance contra a Ucrânia durante a noite, incluindo cerca de 70 drones 'kamikaze' (suicida) Shahed.

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 77 dos drones russos, mas 31 atingiram 14 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.

O relatório da Força Aérea indicou ainda que fragmentos de drones intercetados caíram em outros nove locais na Ucrânia.


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Pelo menos quatro pessoas morreram hoje na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região russa de Belgorod, a cerca de 200 quilómetros a leste de Moscovo.

ARTEMIS II: "EUA não terão rivais no Espaço". Trump conversou com astronautas... O presidente dos EUA, Donald Trump, esteve à conversa com os quatro astronautas da cápsula Orion e falou sobre a importância da missão Artemis II no que diz respeito à hegemonia do país na exploração espacial.

© X / WhiteHouse      noticiasaominuto.com    07/04/2026 

Depois de a missão Artemis II ter estabelecido um novo recorde de distância da Terra, a tripulação a bordo da cápsula Orion teve a oportunidade de conversar com o presidente dos EUA, Donald Trump, numa chamada onde se aproveitou para enaltecer a hegemonia do país na exploração espacial.

“Os humanos realmente nunca viram nada como o que vocês estão a fazer. É realmente especial”, disse Trump aos quatro astronautas. “Os EUA não terão rivais no Espaço ou em qualquer coisa que estejamos a fazer e continuaremos a liderar o caminho nesta jornada para as estrelas, esta incrível jornada para as estrelas”.

O presidente dos EUA afirmou também que os astronautas da missão Artemis II “são os verdadeiros pioneiros dos tempos modernos”, acrescentando que “deixaram toda a América muito orgulhosa, incrivelmente orgulhosa”.

Mais ainda, Trump também convidou a tripulação da Artemis II a ir até à Casa Branca assim que regressarem à Terra, notando que pedirá autógrafos a estes astronautas.

“Eu não costumo pedir autógrafos, mas vocês merecem. Vocês são realmente especiais. Todo o mundo está a falar sobre isto, estou ansioso por receber-vos na Sala Oval da Casa Branca e vamos celebrar as vossas incríveis conquistas e desafios. Isso é importante. É algo realmente grandioso”, declarou Trump.

Pode ver abaixo o vídeo completo da interação de Trump com os quatro elementos da Artemis II conforme foi publicado pela página da Casa Branca na rede social X.


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A tripulação da Artemis II, composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen, ultrapassou um recorde que foi estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13.

Israel faz aviso aos iranianos: "Evitem viajar de comboio"... O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar de comboio esta terça-feira, numa mensagem em persa, publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

Por  SIC Notícias  Com Lusa

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão" (18:30 em Lisboa), escreveu o exército israelita na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

A ameaça ao ataque de infraestruturas civis iranianas - incluindo pontes e centrais de energia - foi esta segunda-feira reforçada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa conferência de imprensa em que reiterou o prazo dado a Teerão até às 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa) para concluir um acordo que passe pelo desimpedimento à navegação pelo Estreito de Ormuz.

Neste contexto, e segundo uma fonte israelita à CNN, "Israel aguarda a decisão de Trump sobre os próximos passos", mas tem "planos adicionais para as próximas semanas, à espera da aprovação dos Estados Unidos".

Em resposta à ameaça de Trump, Teerão avisou os Estados Unidos e os países aliados na região que esperassem o mesmo tipo de resposta.

A única via rodoviária que liga a Arábia Saudita ao Bahrein foi hoje encerrada por motivos de segurança após alertas emitidos na região, informaram as autoridades sauditas.

"O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso por precaução", afirmou a Autoridade Geral da Ponte Rei Fahd, o organismo que gere este conjunto de pontes com 25 quilómetros que liga os dois países.

As declarações de Trump relativamente à possibilidade de um acordo com o Irão permitem perceber que Washington não aceitou a última contraproposta de Teerão, transmitida através do Paquistão, que consistia em 10 pontos, entre os quais se incluíam o fim das hostilidades na região, um protocolo de passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o levantamento das sanções.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que o exército israelita continua a eliminar altos funcionários, mas também a atacar fábricas iranianas, incluindo Pars Sul, a maior fábrica petroquímica do Irão.

Os meios de comunicação iranianos confirmaram ataques contra as empresas Mobin e Damavand, responsáveis pelo fornecimento de eletricidade, água e oxigénio ao complexo petroquímico de Pars Sul, que alberga as maiores reservas mundiais de gás natural.

Mais longe do que nunca: Artemis II quebra recorde de distância da Terra... A tripulação da Artemis II, composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen, ultrapassou um recorde que foi estabelecido em 1970 pela missão Apollo 13.

 

© NASA /Handout via REUTERS  Por  noticiasaominuto.com  07/04/2026 

Tal como a NASA havia planeado, os astronautas da missão Artemis II viajaram até uma distância inédita da Terra enquanto sobrevoaram a face oculta da Lua - ultrapassando assim o anterior recorde de 400.171 quilómetros que tinha sido estabelecido em 1970, pela missão Apollo 13.

A tripulação da Artemis II - composta por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e pelo canadiano Jeremy Hansen - foi até aos 406.777 quilómetros de distância do planeta Terra, um feito que foi partilhado com os astronautas pelo Centro de Controlo da Missão.

"Tripulação: Em 15 de abril de 1970, durante a missão Apollo 13, três exploradores estabeleceram o recorde de maior distância já percorrida por humanos a partir do nosso planeta atual”, pôde ouvir-se na transmissão da NASA. “Naquela época, há mais de 55 anos, Lovell, Swigert e Haise voaram a 248.655 milhas terrestres da Terra. Hoje, por toda a Humanidade, vocês estão a ultrapassar essa fronteira”.

O administrador da NASA, Jared Isaacman, também aproveitou para dar conta do feito da Artemis II e fez uma publicação na rede social X a congratular não só a tripulação da cápsula Orion como também a equipa da agência espacial norte-americana.

“A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu Isaacman. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilómetros de distância, o Reid, o Victor, a Christina e o Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso a casa. Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os EUA podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipa da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais, mas esta missão só acaba quando estiveram em segurança sob a segurança dos paraquedas a pousarem no oceano Pacífico”.

Tal como nota Isaacman, uma vez terminada a fase de sobrevoar a face oculta da Lua, os quatro astronautas da Artemis II iniciam hoje o seu regresso à Terra. Tal como aconteceu na viagem de ida, a volta demorará cerca de quatro dias e a chegada está prevista para esta próxima sexta-feira, dia 10 de abril.

Pode ver acima as fotografias do momento em que a missão Artemis II se encontrava a sobrevoar a face oculta da Lua.


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A nave tripulada Orion da missão Artemis II da NASA restabeleceu o contacto com a Terra após passar cerca de 40 minutos em silêncio total enquanto sobrevoava a face oculta da Lua, uma interrupção normal.

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Ormuz... O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes.

© Murat Gok/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  07/04/2026 

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e "encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas" contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso. 

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução. 

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade. 

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais. 

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. 

Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. 

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas. 


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O exército iraniano rejeitou a "retórica grosseira e arrogante" do Presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que esta "não tem qualquer efeito" nas suas operações.