domingo, 19 de julho de 2026

Ataque de independentistas e jihadistas matou 50 militares no Mali... Um ataque levado a cabo por independentistas tuaregues e jihadistas contra um comboio do exército que abandonava a cidade estratégica de Anéfis, no norte do Mali, matou pelo menos 50 militares no sábado.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images   Por  LUSA  19/07/2026 

Este é um dos ataques mais mortíferos sofridos pelo exército maliano desde o início do conflito que assola este país da África Ocidental há cerca de quinze anos. 

"O balanço provisório do ataque é muito pesado. Há mais de 50 militares mortos e pelo menos 24 prisioneiros", declarou à AFP um eleito local do norte do país próximo da junta militar no poder.

O comboio, que seguia em direção à grande cidade de Gao, no norte do país, partira de Anéfis, uma localidade que tem sido palco de intensos combates nas últimas semanas pelo seu controlo.

No início de julho, uma ofensiva de grande escala coordenada pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado da Al-Qaeda, e pelos independentistas da Frente de Libertação do Azauade (FLA), resultou na tomada temporária da cidade, cercando o quartel militar defendido pelas Forças Armadas do Mali e pelos paramilitares russos do Africa Corps.

"O balanço é muito pesado. Alguns dos nossos homens foram pura e simplesmente executados", lamentou uma fonte do exército maliano, acrescentando que estão em curso investigações para compreender as falhas táticas que conduziram a um revés desta dimensão. "Estamos a tentar perceber o que realmente tornou os nossos homens tão vulneráveis."

Os paramilitares russos que apoiam o exército maliano já tinham chegado a Gao no momento do ataque e não sofreram quaisquer baixas, segundo as fontes consultadas pela AFP.

"Não morreu nenhum russo. As vítimas mortais pertencem às fileiras do exército e das milícias do Estado", afirmou um líder comunitário da região de Gao.

"Houve um problema de coordenação entre os russos e o exército. Os russos seguiam na dianteira e chegaram a Gao sem perder um único homem", confirmou um eleito local.

O ataque foi reivindicado pelo JNIM e pelos independentistas da FLA.

O exército reconheceu no sábado que o seu comboio "caiu numa emboscada montada por grupos armados terroristas", sem, contudo, divulgar qualquer balanço de vítimas.

O Mali vive, desde 2012, uma profunda crise de segurança alimentada pela violência de grupos afiliados às organizações jihadistas Al-Qaeda e Estado Islâmico, bem como por grupos criminosos de base comunitária e movimentos independentistas tuaregues. A esta situação junta-se uma grave crise económica.

Após dois golpes de Estado consecutivos, em 2020 e 2021, o país é governado por militares que chegaram ao poder com a promessa de restaurar a segurança e preservar a integridade territorial do Mali.


Kyiv alvo de um dos maiores ataques russos esta noite. Pelo menos 1 morto... Pelo menos uma pessoa morreu e outras 16 ficaram feridas esta noite durante um dos maiores ataques russos contra a capital ucraniana, Kyiv, desde o início da guerra com a Rússia.

© Getty Images    Por  LUSA  19/07/2026 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na rede social X que os russos dispararam mais de 40 mísseis esta noite, a maioria contra Kyiv, e mais de 120 drones contra a Ucrânia.

Pelo menos uma pessoa morreu e 16 ficaram feridas na região da capital ucraniana.

Os ataques danificaram muitos edifícios e provocaram incêndios em várias zonas da cidade.

Um dia antes, a Ucrânia tinha atacado centros logísticos na Rússia - que segundo Zelensky eram usados com fins militares - matando pelo menos oito pessoas.

Kyiv tem alertado para a crescente pressão sobre os seus sistemas de defesa aérea, pois está a esgotar os intercetores utilizados para neutralizar ataques de mísseis balísticos, após mais de três anos de guerra.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, estimou que a Rússia tenha usado esta semana aproximadamente 1.450 drones de ataque, mais de 1.640 bombas guiadas e 99 mísseis de diversos tipos contra mais de uma dezena de regiões do país, incluindo Kyiv, Odessa, Zaporíjia, Sumi e Chernihiv.

Zelensky tem pedido aos aliados que agilizem a entrega dos sistemas de defesa aérea.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 alegando que o fazia para "desnazificar e desmilitarizar" o país vizinho, que se libertou da esfera política e militar de Moscovo em 1991, quando se tornou independente da então União Soviética.

A guerra russa contra a Ucrânia, com um balanço de mortes civis e militares por determinar, é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

EUA voltam a bombardear o Irão após morte de dois militares... Os Estados Unidos lançaram hoje novos bombardeamentos contra o Irão, após a morte de dois militares norte-americanos em ataques com mísseis e drones atribuídos a forças iranianas.

© Lusa    19/07/2026 

"As forças norte-americanas começaram a lançar novos ataques aéreos contra o Irão por ordem do comandante-chefe" - ou seja, o Presidente dos EUA, Donald Trump -, escreveu o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na rede social X.

"Estes ataques visam reduzir ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica que lançaram ataques contra militares norte-americanos na Jordânia ontem [sábado] à noite", acrescentou.

Entretanto, as agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim noticiaram ataques norte-americanos em Sirik, um porto situado em frente ao estreito de Ormuz, no sul do país.

A agência oficial Irna deu conta de um "ataque militar inimigo norte-americano perto de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan.

O exército iraniano anunciou posteriormente ter lançado drones explosivos contra duas bases militares no Kuwait, de acordo com a televisão estatal.

Qualquer ataque norte-americano vai enfrentar "uma resposta decisiva e devastadora por parte dos combatentes leais, corajosos e poderosos das Forças Armadas iranianas", afirmou, ainda segundo a televisão estatal, o general Ali Abdollahi, comandante do exército.

"Infligir-lhes-emos custos ainda mais elevados" do que nas guerras anteriores, continuou.

No sábado, o Centcom anunciou a morte de dois militares norte-americanos --- os primeiros desde o reinício das hostilidades a 07 de julho --- e o desaparecimento de um terceiro, durante "ataques com mísseis e drones iranianos" na sexta-feira na Jordânia.

O número de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, no final de fevereiro, ascende agora a 16.

As hostilidades atingem um novo nível sem precedentes desde o cessar-fogo celebrado em abril para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.

EUA alertam norte-americanos no Médio Oriente: "Mudanças drástica"... Os EUA emitiram hoje um alerta global aos seus cidadãos devido à elevada tensão no Médio Oriente, tendo lançado novos ataques contra o Irão, e os Emirados Árabes Unidos apelaram a um cessar imediato da escalada bélica.

© Getty Images    Por LUSA  19/07/2026 

"Devido à elevada tensão no Médio Oriente, a situação de segurança continua a ser complexa, com a potencialidade de uma escalada imprevista", indicou o Departamento de Estado norte-americano, num comunicado oficial.

Os EUA alertam os norte-americanos que se encontrem na região do Médio Oriente que "é necessária cautela" e pede-lhes que estejam atentos às notícias para possíveis "mudanças drásticas". Alertam ainda para eventuais encerramentos de espaços aéreos e cancelamentos de voos.

Washington recorda que as sedes diplomáticas do país foram atacadas.

"Grupos simpatizantes do Irão poderiam atacar outros interesses dos Estados Unidos no estrangeiro ou locais vinculados aos Estados Unidos e/ou a norte-americanos em todo o mundo", advertiu o departamento.

Na última semana, as hostilidades entre os EUA e o Irão foram retomadas, apesar do cessar-fogo acordado no conhecido Memorando de Islamabad, um acordo-quadro preliminar de negociações assinado por ambos os países no passado dia 17 de junho.

Entretanto, os EUA dizem estar a lançar novos ataques aéreos contra o Irão para "punir rapidamente" a Guarda Revolucionária após ataque mortal contra tropas norte-americanas.

Por sua vez, o Governo dos Emirados Árabes Unidos fez um apelo ao "cessar imediato da escalada" bélica após os ataques dos EUA nos últimos dias ao Irão, que parecem dinamitar qualquer processo de negociação.

Pedem "que não se deem passos que possam agravar as tensões e a instabilidade na região" e "a máxima contenção para evitar graves repercussões e que a região caia em novos níveis de violência e instabilidade", segundo a agência de notícias oficial emirati, WAM.

Os Emirados defendem o fim de "todas as hostilidades" e o "regresso à mesa de negociações" para alcançar uma navegação "livre, segura e contínua" através do estratégico Estreito de Ormuz, por ser "vital" para a economia global.

No comunicado, censuram ainda os ataques contra infraestruturas civis tais como escolas, universidades, hospitais, centrais de dessalinização, a rede elétrica, os transportes e as zonas residenciais, por se tratar de uma "grave e flagrante violação dos princípios do direito internacional" que "não se pode aceitar nem justificar sob circunstância alguma".


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Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas no Irão em ataques dos Estados Unidos registados nas últimas três semanas, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde iraniano.